O tráfego pela BR-364 foi interrompido por conta da cheia do Rio Madeira.
Os primeiros produtos que devem faltar são os hortifrutigranjeiros.
Os produtos hortifrutigranjeiros devem ser osprimeiros a faltar nas prateleiras
(Foto: Andrey Kiselev/Divulgação)
No que diz respeito a produtos perecíveis, Araújo afirma que existe um pouco mais de prazo para que corram o risco de faltarem nas prateleiras dos supermercados. "Os perecíveis a partir da semana que vem nós vamos sentir falta de alguns", afirma.
Mesmo com a possibilidade de problemas no abastecimento, o empresário lembra que não existe motivos para pânico, sobretudo em relação a produtos da alimentação básica. "Os produtos essenciais não têm perigo de faltar. A não ser que haja uma correria do consumidor. Em 10 ou 15 dias, eu acredito que o mercado suporte", explica.
Adem Araújo ainda acha cedo para cogitar alternativas, mas se o problema se perdurar por muito tempo, não se descarta a possibilidade de fazer comércio com o Peru. "A alternativa que teríamos é, que se for um problemas mais longo, importar mercadorias do Peru. Seria rápido, em 3 ou 4 dias saindo de lá, já estaria aqui, mas isso seria uma situação extrema", acrescenta.
Jurilande Aragão, presidente da Associação Comercial, Industrial de Serviço e Agrícola do Acre (Acisa-AC) confirma que ainda não deu tempo do comércio no estado ser muito afetado pelo fechamento da BR. Caso o fechamento permaneça é que haverá dificuldades.
"A estrada estava abrindo durante o dia e fechando à noite. Agora, ela fechou definitivamente. Mas está tudo tranquilo. Daqui para a frente, se a coisa perdurar, eu acredito que vamos começar a ter problemas", finaliza.
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