segunda-feira, 31 de julho de 2017


De olho na Presidência, Bolsonaro migra para o PEN


O acerto depende apenas da assinatura final, que só poderá ser feita durante a janela partidária

BAHIA.BA
Foto: Gabriela Korossy / Câmara dos Deputados
Foto: Gabriela Korossy / Câmara dos Deputados

Pré-candidato à Presidência da República, o deputado federal Jair Bolsonaro mudou de legenda. Segundo a Folha, ele deve concorrer ao posto no PEN, o Partido Ecológico Nacional.
De acordo com Adilson Barroso, presidente nacional da sigla, o acerto depende apenas da assinatura final, que só poderá ser feita durante a janela partidária — ou seja, o período de 30 dias em que os parlamentares podem trocar de legenda sem perder o mandato.
“Está 99,9% fechado, estamos só esperando a assinatura do ‘casamento partidário’, por isso o 0,1%”, afirmou Barroso. A janela partidária deve ocorrer em março de 2018, mas pode ser antecipada pela reforma política.

MPF quer que Lula devolva mais de R$ 87 milhões


O valor é superior aos R$ 16 milhões fixados pelo juiz Sérgio Moro

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Foto: Mateus Soares/ bahia.ba
Foto: Mateus Soares/ bahia.ba

O Ministério Público Federal (MPF), em apelação apresentada nesta segunda-feira (31), pediu que o ex-presidente Lula devolva mais de R$ 87 milhões aos cofres públicos. O valor é superior aos R$ 16 milhões fixados pelo juiz Sérgio Moro.
De acordo com o Estadão, a punição imposta pelo magistrado levava em consideração o suposto caixa de propinas que a OAS teria mantido em benefício do petista e o montante pleiteado pelos procuradores é correspondente ao prejuízo causado por desvios na Petrobras em contratos com a empreiteira.
O Ministério Público Federal entrou com apelação ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região para aumentar a pena de Lula relativa à suposta aquisição do Triplex, junto à OAS, e às supostas reformas, que oneraram ao petista a condenação por um crime de lavagem de dinheiro e um crime de corrupção passiva.
Os procuradores da República também querem que o ex-mandatário e o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, sejam condenados pelo branqueamento de capitais no valor de R$ 1,3 milhão pelo armazenamento de bens do ex-presidente custeado pela OAS em contrato com a Granero.

Paris sediará os Jogos Olímpicos de 2024


A decisão do Comitê Olímpico Internacional foi adiantada após negociações com os representantes de Los Angeles, que recebe o evento em 2028

BAHIA.BA
Foto: Globo Esporte
Foto: Globo Esporte

Foi  antecipada a decisão do Comitê Olímpico Internacional (COI) sobre as cidades-sedes das Olimpíadas de 2024 e 2028, que só seria oficializada em 13 de setembro. Na tarde desta segunda-feira (31), a organização anunciou que Paris será o lar dos jogos olímpicos de 2024.
A decisão – confirmada pelo escritório do presidente do Conselho de Los Angeles, Herb Wesson – foi tomada após negociações com os representantes da cidade, que receberia uma compensação financeira, avaliada em centenas de milhões, para aguardar até 2028.
Assim, Paris poderá sediar as Olimpíadas de 2024 após cem anos da última vez que recebeu o evento.

Na Itapoan FM, Lúcio Vieira Lima chora ao comentar prisão de Geddel



Por Victor Pinto | Fotos: Reprodução
Nos momentos finais da entrevista no programa Se Liga Bocão da Itapoan FM, o deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB), nesta segunda-feira (31), não segurou a emoção ao ser indagado pelo radialista Zé Eduardo sobre a prisão preventiva do seu irmão, o ex-ministro Geddel.
De acordo com o parlamentar, a justiça será feita e será provada a inocência do seu irmão no caso que investiga eventuais irregularidades durante a sua passagem pela vice-presidência de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal.
“Herdamos do velho Afrísio a educação que ele nos deu. A vida como ela é: o que não tem remédio, remediado está. Se eu for entrar em depressão, a coisa só piora. Os problemas existem. Quem dá o tamanho dos problemas sou eu. Então eu podia fazer uma coisa? Podia. Botar o advogado”, disse.
Ao comentar sobre a família, chorou. “Em termo de família, ela, graças a Deus, até me emociono aqui, pense em dois filhos maravilhosos. A Gabriela, o Afrísio... todo apoio tanto a mim, quando meu irmão, quanto minha mãe...foram filhos espetaculares e deixo aqui meu abraço e minha homenagem aos meus meninos. Foram gigantes”.
Reafirmou a idoneidade do irmão.“Eu tenho que tocar a vida. Você baixar a cabeça? É pior! Se amanhã for comprovado que Geddel foi errado eu vou fazer o que? Que se exploda. Não tenho o que fazer. Meu irmão querido, pai maravilhoso... Eu sei que não cometeu, mas hoje você julga as pessoas na base de palavra de um bocado de vagabundo...”, afirmou.
“A morte do velho foi o pior momento de minha vida. Eu sobrevivi à morte do meu pai que eu achava que o mundo ia acabar. Se eu sobrevivi à perda do velho Afrísio, p*, pode vir o que for agora...”, completou.  
Lúcio também comentou a exposição posta aos políticos e incitações às vaias e também chamou de mentirosa matéria veiculada no Fantástico que falou das posses de Geddel. 

Lúcio diz que Bruno Reis é o plano B da oposição se Neto não for candidato



Por Victor Pinto | Fotos: Reprodução
O deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB), em entrevista na Itapoan FM, após indagações da jornalista Cintia Kelly no programa Se Liga Bocão, afirmou que o PMDB brigará por uma vaga na chapa majoritária da oposição nas eleições do próximo ano.
Não reafirmou seu nome para vice ou para senador, caso ACM Neto (DEM) venha ser o candidato ao governo, mas revelou outro cenário, se o democrata tentar um candidatura a presidência da República, por exemplo.
"Acho que um nome que pode concorrer é o de Bruno Reis. Ele tá muito bem eleitoralmente. Ele é bonitão, novo, discursa bem... Seria uma grande opção”, disse.
A entrevista foi ao ar nesta segunda-feira (31).  

Se faltam líderes na política, também faltam líderes nas Forças Armadas


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Charge do Mandrake (Arquivo Google)
João Amaury Belém
O comandante do Exército, General Eduardo Villas Bôas, afirma que “o Brasil e suas instituições evoluíram e desenvolveram um sistema de pesos e contrapesos que dispensa a tutela por parte das forças armadas” e reitera que a constituição deve prevalecer: “todos devem tê-la como farol a ser seguido”. No entanto, o próprio guardião da Constituição Federal: o Supremo, através de seu presidente Ricardo Lewandoswki -, mancomunado com o então presidente do Senado, Renan Calheiros, estuprou a Lei Maior da nação brasileira quando manteve os direitos políticos de Dilma Rousseff após sofrer impeachment pelo Congresso Nacional.
Portanto, ao contrário do que afirma o comandante do Exército brasileiro, naquele absurdo episódio ficou claro que nem todos têm a Constituição Federal como farol a ser seguido.
EM NOME DO POVO – Se o general Villas Bôas acreditasse mesmo que a Constituição deve ser o norte de todo cidadão brasileiro, não se pronunciaria da forma como vem se comportando ultimamente, pois o parágrafo único do artigo 1º da tão decantada constituição federal estabelece que “todo o poder emana do povo e em seu nome será exercido por meio dos seus representantes eleitos ou diretamente nos termos da constituição”.
A questão que mais preocupa o comandante do Exército “são as consequências de caráter econômico que podem afetar, em termos de orçamento, os nossos projetos”. Seriam os seus projetos pessoais, general, ou os do Exército? Mas e os projetos do povo brasileiro?
O comandante do Exército está coberto de razão quando diz que faltam líderes ao Brasil. Porém, com todo o respeito, também podemos dizer que faltam líderes nas Forças Armadas.
PODER DO POVO – Segundo o parágrafo único do art. 1º da Constituição Federal, “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”.
Já o art. 142 estabelece que “As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”.
Ora, induvidosamente, o maior poder constitucional é do povo brasileiro, a ele devem obediência todos os outros poderes. Infelizmente, porém, o povo brasileiro ainda não se deu conta disso!
DITADURA CIVIL – O povo brasileiro não quer ditadura militar, mas também não quer a ditadura civil em que vive atualmente em nossa amada pátria Brasil.
Nós estamos sob a ditadura civil há 32 anos, ou seja, desde 1985 com a implantação da “Nova República”, quando ascendeu ao poder federal o dono da capitania hereditária do Maranhão, José Sarney, em decorrência da morte de Tancredo Neves, que havia vencido Paulo Salim Maluf em eleições indiretas no Congresso Nacional.
Talvez em algum dia as Forças Armadas brasileiras venham a socorrer o povo brasileiro, assim como fizeram nos idos de 1964-1972, e nós só esperamos que não seja tarde demais.
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Como estamos anestesiados, dá para aguentar o Temer até o fim de 2018


Willy Sandoval
Estamos meio anestesiados. Tirando os petralhas, com certeza ninguém está disposto a ir para as ruas gritar “Fora Temer”! O inverso também é verdadeiro: ninguém está disposto a ir para as ruas gritando “Fica Temer”! O que mais me irrita mesmo, muito mais do que saber se Temer cai ou não cai, é observar a total falta de propostas para que uma situação como a que vivemos hoje, que representa um pesadelo e uma tragédia praticamente inéditos, possa se repetir no futuro.
Uma proposta como a implantação do Parlamentarismo, ou então, um projeto que previsse que o afastamento de um presidente da República, através de um impeachment ou ação judicial, significasse obrigatoriamente a necessidade de convocação de eleições gerais para a Presidência e cargos do Poder Legislativo, deputados e senadores.
Pelo jeito, são propostas que não passam de sonhos de uma noite de verão para todos nós, pessoas de bem, pois quem tem voz mesmo são apenas os políticos patifes e os coniventes ministros do Supremo.
DÁ PARA AGUENTAR – Estamos cansados, de modo geral acho que dá para aguentar Temer até o fim de 2018. Aliás, se ele tiver algum bom senso, sai candidato a deputado federal (porque a senador, acho que não dá mais) e larga o poder no final de abril de 2018, para se desincompatilizar.
De certa maneira, concordo com a posição do general Villas Bôas, comandante do Exército. No próximo ano teremos mais uma chance de mudar tudo o que está aí. Numa escala menor e ainda insuficiente, isso já aconteceu nas eleições municipais do ano passado. Houve uma limpeza razoável, o outrora todo poderoso PT não conseguiu fazer uma única prefeitura na Grande São Paulo, umas míseras prefeituras no estado todo, a única exceção foi Araraquara, praticamente nenhuma prefeitura de capital.
Nas eleições do ano que vem, vamos continuar a assepsia. Partidos como o Novo, o Podemos e alguns outros poderão diminuir a mediocridade atual. Vamos ter um pouco mais de paciência. 2018 está logo aí.
E O LULA? – A meu ver, o Lullarápio não precisa necessariamente ser preso para não participar da eleição. Aliás, o mais importante é que não participe, seja impedido de concorrer. Porque, digo e repito, na hipótese de o Lullarápio concorrer e, pior ainda, ganhar a eleição, será simplesmente o fim do Brasil.
As pessoas de bem, pagadoras de impostos, não aceitarão de jeito algum a volta de um marginal como esse ao Poder. No mínimo iremos fazer desobediência civil, milhares de pessoas poderão inclusive pegar em armas, partir para a ignorância. É uma situação de alto risco.
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Vamos acabar logo com a escola?


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Charge do Ivan Cabral (ivancabral.com)
Eduardo Aquino
O Tempo
Esse “faz de conta que estudo, faz de conta que ensino”, vai espalhando-se feito praga. O desinteresse em aprender e o desestímulo em ensinar andam como irmãos siameses, condenados a seguir mesmo destino. Ninguém aguenta mais quadro-negro, carteiras e salas fechadas. Parece repetição de filme de horror em preto e branco todo santo dia. Perdeu a graça, esgotou a paciência, não há estímulo que sobreviva. Cemitério de antigos talentos e SUS de novos.
Lamento pelos heróicos professores que ainda tiram “água de pedra”. Ou da minoria de alunos que, sedentos de conhecimentos e sonhadores de um futuro melhor, cata nas ruínas da escola algo que a alimente de esperança. Pais dividem-se entre os que lutam na última fronteira antes do fracasso e os que já abandonaram a luta e não estão nem aí. Funcionários recolhem o que podem no fim da feira para que a escola não dê seus últimos suspiros de inanição.
GUERRA DE EGOS – Enquanto isso, políticos, teóricos, burocratas e acadêmicos mofam em congressos, teses e reuniões para salvar a educação. Guerra de egos, vaidade e ETs que atualmente se engalfinham no tema “Escola sem partidos”. Enquanto isso: a orquestra toca no convés do Titanic. Vejo duas vertentes (ou profecias, se preferirem):
1) Escolas cibernéticas: através de realidade virtual, os alunos são lançados no espaço virtual, com seus óculos de realidade virtual, ou ambientes inteiros, viajando no tempo e espaço, na história, geografia, física, química. Travou? Um professor holográfico interfere. Localizou uma área cerebral incompetente, injetam-se nanorobôs para refazerem as sinapses neuronais. Chique, né? Mas atenção: sujeitos a hackers russos, chineses, conhecimentos fakes e bugs, que podem gerar autismo cibernético, desordem cérebro-maquina e outros diagnósticos que sempre surgirão.
2) Escolas neogregas: fora paredes, quadros-negros, muros altos. Vamos para a natureza, observá-la. Afinal, todas as leis matemáticas, físicas, químicas e biológicas, vêm do universo que nos cerca. Caminhar, acampar, sentir. Um mestre perto da fogueira , um grupo de jovens ouvindo-o. Proibido eletrônico. Sobreviva. Tudo que precisamos está aqui. Não adianta chamar o papai. Somos frutos de uma tabela periódica. Ao todo, 67% de nós é água. Outros 14%, carbono, e aí vai.
APRENDI NA ESCOLA – O belo é que em cada um de nós vibram esses elementos da tabela periódica e produzem pensamento, sentimento, desejos e fé.
Como aprendi tudo isso? Na escola, que me estimulou a ler e andar no mato, e adaptando-me à tecnologia. Seja lá o que aconteça, quero ser eterno aluno e ensinar o que aprendo.
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Quem paga suborno (Odebrecht, JBS etc.) guarda consigo as provas da corrupção


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Começam a aparecer as provas da delação da JBS
Pedro do Coutto
É isso. Os que pagam suborno, a exemplo da Odebrecht, JBS e OAS, entre outras empresas, é óbvio que guardem em seus arquivos nem sempre secretos as provas da corrupção em que se envolveram. É claro, inclusive porque como corrupção não tem recibo, as fontes do dinheiro têm que tomar cautela redobrada, a fim de evitar as tradicionais divergências de valores. Como aconteceu no episódio Rocha Loures com a mala paulista de 500 mil reais.
A revista Época que está nas bancas publica com grande destaque, capa inclusive, reportagem de Diogo Escosteguy, revelando provas produzidas pela JBS numa série de casos de corrupção. Um deles envolve repasse de 21,7 milhões de reais a pedido do atual presidente da República, Michel Temer. A Odebrecht e a OAS têm arquivos semelhantes.
IMPACTANTES – Os documentos apresentados na reportagem da Época são bastante impactantes e se dúvida contribuem para enfraquecer a posição política de Michel Temer às vésperas da votação na Câmara dos Deputados da acusação feita pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
Ouvido pelo O Globo, na edição deste domingo, O presidente Michel Temer afirmou que a versão contra ele é inverídica e foi levantada pelo “meliante” (sinônimo de ladrão ) Joesley Batista.
O presidente da República ao chamar o controlador da JBS de ladrão certamente esqueceu ter comparecido ao casamento dele, ter viajado em seu avião particular, além de ter recebido o ladrão no palácio Jaburu, com ele mantendo diálogo que durou 38 minutos. São coisas da política. Mas esta é outra questão.
AINDA HÁ DÚVIDAS – Ao tratar da votação marcada para 2 deagosto, quarta-feira, a reportagem de Júnia Gama e Letícia Fernandes, em O Globo do fim de semana, transmite a impressão de dúvida quanto a uma decisão concreta. Isso porque nem o governo nem a oposição têm 342 votos assegurados para possibilitar decisão.
A sessão será aberta com o quorum mínimo de 52 deputados, porém a votação, para ser efetivada, exige a presença de 342 parlamentares.
Há uma diferença entre a discussão e a votação final. A discussão, pelo entendimento de Rodrigo Maia, presidente da Casa pode ser iniciada com a presença de 257 deputados, maioria absoluta (metade mais um), porém a votação, também em seu entendimento, somente pode se concretizar com a presença de 342 deputados no plenário.
Dessa forma, segundo Júnia Gama e Letícia Fernandes, a bancada do Planalto pode reunir 257 votos, possibilitando a discussão, mas isso levará a oposição a ser retirar, para não dar quorum à votação do pedido do Supremo para afastar e investigar o presidente da República. O impasse pode se encontrar neste ponto sensível.
LONGO PROCESSO – Em tal caso pode ser aberto um longo processo, na medida em que a oposição não fornecer presença capaz de atingir o quorum de 342 parlamentares. Se o governo tiver digamos 260 votos, por exemplo, a oposição pode participar dos debates com 40 parlamentares completando assim o quorum de 300, porém estarão faltando 42 votos para proporcionar o desfecho que o presidente Michel Temer se empenha por apressar.
A questão o é complexa, porque se nem a bancada governista nem a oposição conseguirem os dois terços de presenças, o debate poderá se alongar indefinitamente trancando a pauta da Câmara. No caso de não haver número, como ficará o processo cujo desfecho é aguardado pelo Supremo Tribunal Federal? Ficará engavetado, claro.
É possível, entretanto, que a própria oposição resolva dar número para que a página seja virada. É o que vamos ver na próxima quarta-feira.

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Lembrando Adam Smith, pai do liberalismo, a propósito da intervenção militar


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É compreensível que a aguda crise econômica leve muitos brasileiros a defender uma intervenção militar, como se esse tipo de providência fosse capaz de resolver os problemas nacionais, de uma hora para outra. Mas não é assim que funciona. Na verdade, não existem soluções mágicas e imediatas, é ilusão pensar que os militares possam se sair bem se tomarem o poder na marra. O que eles iriam ou irão fazer?
NEM PENSAR – Iriam ocupar o Planalto, demitir os ministros? Afastar os governadores e prefeitos? Fechar o Supremo, o Congresso, as Assembleias, as Câmaras Municipais? Nem pensar, chega a ser ingenuidade, o país pararia, a economia iria direto para o brejo. O que hoje chamamos de grave crise passara a ser apenas um aperitivo.
Justamente por isso, é preferível direcionar esforços para debater os principais problemas nacionais, não somente visando a encontrar soluções de uma forma institucional, mas também para evitar que o governo faça idiotices.
De início, precisamos partir da premissa de que muita coisa já mudou para melhor. Afinal, pela primeira vez na História, temos políticos e milionários na cadeia, em meio a importantíssimas investigações em andamento, a fila está andando e não há dúvida de que se trata de um avanço concreto e inquestionável.
A MÃO INVISÍVEL – Devemos acreditar nos jovens magistrados, procuradores, delegados e auditores que estão passando este país a limpo, para compensar o fracasso da geração anterior. Além disso, como não há passe de mágica civil ou militar, devemos acreditar também na chamada “mão invisível do mercado”, identificada pelo genial filósofo escocês Adam Smith (1723+1790), uma espécie de pai da Ciência Econômica, criador de teses que até hoje se sustentam e influenciaram todos os pensadores que surgiram depois dele, inclusive Karl Marx e Friedrich Engels.
Em sua obra clássica “Uma Investigação sobre a Natureza e as Causas da Riqueza das Nações”, de 1776, mais conhecida como “A Riqueza das Nações”, composta por cinco volumes, Adam Smith expôs essa teoria da “mão invisível do mercado”, que até hoje é a base do liberalismo, mas fez também primorosas restrições aos males do livre mercado.
MONOPÓLIOS E CARTÉIS – Em pleno o século XVIII, celebrizado como “século das Luzes”, Adam Smith denunciou os perigos da formação de monopólios e cartéis, ou seja, a concentração de faixas do mercado nas mãos de poucos produtores, e apontou essa situação com um dos riscos ao funcionamento da economia de mercado.
Nunca houve nada de tão verdadeiro. Como costuma dizer o engenheiro Félix Bulhões, que durante longo período presidiu a multinacional White Martins, “pior do que um monopólio estatal, só um monopólio privado”.
Até hoje continua valendo essa impactante lição da Adam Smith. Em tradução simultânea, significa que o Estado precisa ter “uma mão visível”, sempre pronta a intervir contra a instalação de qualquer cartel ou monopólio privado, simples assim.
NEOLIBERALISMO FRÁGIL – Adam Smith enxergou longe. Sempre que surgem  distorções à plena liberdade de mercado,  a “mão invisível” não consegue depurar o sistema. Foi por dar seguimento às ideias de Adam Smith que os professores universitários Eric Maskin (Princeton), Leonid Hurwicz (Minnesota) e Roger Myerson (Chicago) ganharam o Nobel de Economia em 2007 com sua teoria sobre o funcionamento ineficaz dos mercados.
A clássica metáfora de Adam Smith sobre a ‘mão invisível’ refere-se a como o mercado, sob condições ideais, garante uma alocação eficiente de recursos escassos. Mas, na prática, as condições normalmente não são ideais. Por exemplo, a competição não é completamente livre, os consumidores não são perfeitamente informados e a produção e o consumo desejáveis podem gerar custos e efeitos sociais“, assinalou a Academia Real das Ciências da Suécia, ao justificar a outorga do Nobel de 2007.
PÚBLICO E PROVADO – Ao receber o Nobel, o professor norte-americano Eric Maskin alertou que “as sociedades não devem contar com as forças do mercado para proteger o ambiente ou fornecer um sistema de saúde de qualidade para todos os cidadãos”, acrescentando que “os mercados trabalham aceitavelmente com bens chamados por economistas de bens privados” (como produzir carros e outros objetos duráveis), mas “o mercado não funciona muito bem quando se trata de bens públicos” (prestar serviços públicos).
Antes disso e também seguindo a linha de Adam Smith, os economistas norte-americanos Joseph Eugene Stiglitz, A. Michael Spence e George A. Akerlof tinham recebido o Nobel de 2001 justamente por estudarem a “assimetria de informações” (o fato de alguns saberem mais do que outros), que deturpa a “mão invisível do mercado”.
“As teorias que eu e outros desenvolvemos apenas explicaram porque os mercados livres frequentemente não só não conduzem à justiça social, mas sequer produzem resultados eficientes. É interessante notar que não tenha havido um debate intelectual à refutação da mão invisível de Adam Smith: indivíduos e empresas, na busca de seu auto-interesse, não são necessariamente, ou em geral, conduzidos por uma mão invisível rumo à eficiência econômica“, disse Stiglitz, um principais economistas do mundo, professor das mais importantes universidades dos EUA.
CONCLUSÃO – Tudo isso deve servir de alerta aos defensores do neoliberalismo, que insistem em achar que o mercado pode resolver tudo. Pelo contrário, essa esdrúxula tese jamais foi defendida por nenhum economista de respeito, conforme o grande pensador Adam Smith, pai do liberalismo, deixou bem claro três séculos atrás.
Ressalve-se que, da mesma forma que o capitalismo não pode resolver tudo, o socialismo e o comunismo ainda apresentam muitas imperfeições. O melhor caminho, portanto, está em aceitar os pontos mais positivos de cada ideologia, para que convivam de forma harmônica, em benefício de todos.
É por essas e outras que todos nós precisamos agora repensar o Brasil, sem delegar essa obrigação aos militares, que devem ser preservados para o desempenho de suas funções específicas, como a manutenção da ordem pública.
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Aleluia, irmão! Governo enfim avalia cortar ‘penduricalhos’ dos servidores marajás


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Charge do Ivan Cabral (ivancabral.com)
Deu em O Tempo
(Agência Estado)
Os auxílios concedidos aos servidores públicos estão na mira do governo e podem ser os próximos alvos no plano da equipe econômica de enxugar os gastos com pessoal. Esses benefícios, que complementam os salários do funcionalismo, consumiram R$ 16,6 bilhões no ano passado, segundo dados do Ministério do Planejamento obtidos pelo ‘Estadão/Broadcast’.
O cálculo leva em consideração nove tipos de auxílios pagos a servidores dos todos os Poderes (Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público da União e Defensoria da União), como alimentação, transporte, moradia e assistência médica. Nem tudo poderá ser reavaliado agora porque o Executivo não pode interferir nas despesas dos outros Poderes. Mas só os benefícios do Executivo custaram R$ 12,9 bilhões no ano passado.
MONITORAMENTO – “O servidor público tende a ganhar uma remuneração muito maior, especialmente na União, em relação ao salário médio da iniciativa privada”, diz o assessor especial do Ministério do Planejamento, Arnaldo Lima Júnior. Ele coordena o Comitê de Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas, criado para analisar gastos de diversas áreas e que prepara propostas para garantir mais recursos ao caixa da União.
Um benefício que pode ser afetado é o auxílio-moradia, que custou R$ 900 milhões em 2016. “Às vezes a pessoa fica muito tempo em uma cidade e mantém o auxílio-moradia. Isso é sujeito, sim, a uma avaliação”, disse Lima Júnior. “Não temos como antecipar nenhuma medida, mas não há como negar que estamos reavaliando.”
A discussão de novas medidas de ajuste nas despesas de pessoal ganhou força porque não há mais espaço para o governo cortar em outras áreas. Também está na pauta o adiamento dos reajustes dos salários dos servidores do Executivo em 2018.
CRESCIMENTO REAL – O gasto com pessoal é o segundo maior grupo de despesas do Orçamento, após os benefícios do INSS. Como a reforma da Previdência ainda não foi aprovada pelo Congresso, o governo está tendo de atacar outras áreas. Enquanto os gastos totais com pessoal da União cresceram 3,2% acima da inflação de 2012 a 2016, os benefícios tiveram crescimento real de 23% nesse período.
O diretor da Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira (Conorf) da Câmara dos Deputados, Ricardo Volpe, afirma que, em muitos casos, a lei não é seguida ao pé da letra. “Se fosse, o auxílio-moradia só seria pago para membro ou servidor que está trabalhando fora do seu local de lotação.”
Apesar de os benefícios a servidores do Executivo representarem o maior gasto absoluto em auxílios, nos demais Poderes eles consomem uma proporção maior em relação à despesa total com pessoal.
PERCENTUAIS – O Ministério Público da União (MPU), os auxílios abocanham 13,51% dos gastos totais. Esse porcentual é de 10% na Defensoria Pública da União (DPU), de 9,85% no Judiciário e de 6,98% no Legislativo. A menor proporção do gasto com auxílios em relação à despesa com a folha de pagamento é justamente do Executivo, de 5,89%.
Muitos desses complementos têm feito com que servidores acabem ganhando acima do teto do funcionalismo, que é de R$ 33.763 (remuneração de ministro do STF). Já existem propostas de lei para incluir no cálculo do teto alguns desses auxílios. Elas tramitam no Congresso, mas não avançam diante da resistência das categorias.
Em meio à restrição fiscal, os parlamentares inclusive aprovaram uma alteração no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2018 para permitir reajuste, acima da média dos demais Poderes, nos auxílios alimentação e transporte do Legislativo.
TETO DE GASTOS – Embora o Executivo não possa interferir nos gastos dos demais Poderes, o assessor especial do Ministério do Planejamento lembrou que todos estão sujeitos, a partir deste ano, ao teto de gastos – que limita a expansão de despesas à inflação do ano anterior. E que os auxílios são classificados como despesas de custeio. “Se nada for feito, as despesas obrigatórias acabam comprimindo o espaço das despesas de custeio, que são também importantes para a prestação de serviços públicos com qualidade”.
A regra do teto de gastos prevê um prazo de três anos em que o Executivo poderá compensar eventual estouro do limite pelos demais poderes. Mas o TCU está cobrando desde já um plano de medidas dos órgãos para evitar que, passado esse prazo, os poderes continuem desenquadrados, infringindo a regra constitucional.
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Supostas falhas na delação da Odebrecht não preocupam a Procuradoria


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Janot esclarece que ainda não identificou falhas
Camila Mattoso
Folha
A Polícia Federal identificou falhas nas delações da Odebrecht que, em sua avaliação, dificultam e comprometem as investigações das informações passadas à Procuradoria-Geral da República. Investigadores da PF que cuidam dos casos que estão no Supremo Tribunal Federal destacam, entre outras coisas, um exagero no número de delatores, a mudança de versão por parte de alguns deles e o fato de até hoje não terem acesso aos sistemas que embasaram as planilhas de repasses de dinheiro, caixa dois ou propina, a parlamentares.
Em relatórios parciais públicos e internos, policiais apontam outros problemas, como a ausência de documentos que comprovem as narrativas dos colaboradores. Outro ponto criticado é que parte do material apresentado já fora apreendido em fases da Lava Jato. Além disso, alguns dos supostos crimes já estariam prescritos.
71 ENVOLVIDOS – Após a investigação da PF, caberá à PGR tomar decisões sobre possíveis denúncias contra os implicados. As delações envolvem oito ministros, 39 deputados e 24 senadores.
A PF e a Procuradoria têm divergido, desde o início da operação, em relação ao formato de delação premiada, tema que virou até ação no Supremo, por autoria do procurador-geral, Rodrigo Janot. Segundo a Folha apurou com pessoas envolvidas na investigação policial, haverá uma série de manifestações da PF contrárias à concessão de benefícios dada pela PGR aos delatores por falta de eficácia dos relatos.
Um exemplo ocorreu recentemente no caso do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado – a polícia entendeu que, em razão de falta de provas das acusações que fez contra políticos do PMDB, o executivo não deve ser merecedor dos benefícios acordados.
NA SENTENÇA – A decisão final sobre a pena dos colaboradores será definida pelo juiz de cada processo. Há casos que ficaram no STF e outros que seguiram para outras instâncias.
Em uma só leva, 77 executivos e ex-executivos da Odebrecht assinaram colaborações em dezembro de 2016, homologadas pelo STF em janeiro. Como consequência, a pedido da PGR, o Supremo autorizou a abertura de mais de 70 inquéritos. No ano passado, pela expectativa do que poderiam revelar os funcionários, deu-se o nome de “delação do fim mundo” para o acordo.
Para a polícia, o número de delatores deveria ter se restringido a no máximo seis executivos – entre eles, Marcelo Odebrecht, ex-presidente e herdeiro do grupo, Hilberto Mascarenhas, chefe do setor de propina, e Benedicto Júnior, que comandou a Odebrecht Infraestrutura, por terem efetivamente colaborado.
CASOS CONCRETOS – A PF tem o ex-relações institucionais da empreiteira Claudio Melo Filho como um dos exemplos de delator que mudou de versão. À PGR em dezembro ele contou, entre várias histórias, sobre contribuições ao senador Renan Calheiros (PMDB-AL) e ao hoje governador de Alagoas, Renan Filho, em 2010 e 2014.
Disse que, apesar de terem sido doações declaradas, poderiam ser entendidas como contrapartidas à atuação em favor da Odebrecht.
Uma das solicitações, em 2014, foi após uma reunião para tratar de assuntos de interesse da Braskem, braço petroquímico do grupo baiano.
“[O pedido de doação do senador] Foi atendido porque a gente estava ali para fazer um pedido para ele e na hora que vem um pedido de volta para cá, é de bom tom para o que você está pedindo tentar equacionar o outro lado”, declarou Melo Filho.
NOVA VERSÃO – Em 9 de junho deste ano, novo depoimento do ex-diretor gerou interpretação contrária na PF. “Que para o declarante a doação foi realmente uma doação eleitoral e não pagamento de propina”, consta no termo do depoimento do delator à PF, sobre o repasse a Renan de 2010. “Que Renan não condicionou a sua atuação política à retribuição financeira da Braskem”, sobre a doação realizada em 2014.
A PF vai pedir nesta semana para ter acesso ao Drousys e ao MyWebDay, programas utilizados pelo Setor de Operações Estruturadas, a área de pagamento de propina da empreiteira, para realizar perícia e checar os dados declarados e as datas em que foram inseridos.
ANTES DO SISTEMA – A PF se deparou, na investigação sobre o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), com o fato de a doação ter acontecido antes dos sistemas internos existirem, o que levou a uma dúvida sobre qual teria sido o momento de inserção dos dados.
O ex-diretor de relações institucionais Alexandrino Alencar afirmou não ter informações sobre isso e que só recebeu a planilha de repasses no período em que a Odebrecht negociava a colaboração.
Sobre a ausência de documentos, um dos exemplos é o da investigação sobre a deputada Maria do Rosário (PT-RS). “Os colaboradores não trouxeram informações, até o momento, que possam indicar a forma como se deu o pagamento do valor que teria sido alcançado a investigada para financiar sua campanha”, consta em relatório da PF. Alencar prometeu procurar novos documentos para ajudar a investigação.
SUPOSTAS FALHAS – Em nota enviada para a reportagem, a Procuradoria-Geral da República afirmou “desconhecer a opinião da Polícia Federal sobre supostas falhas”.
“O atual estágio das investigações em decorrência das colaborações dos executivos da Odebrecht não permite ainda fazer juízo definitivo sobre a eficácia dos acordos, por estarem em apuração. Essa análise caberá, em momento devido, ao Judiciário”.
A PGR afirmou que recente decisão do Supremo Tribunal Federal conferiu “segurança jurídica aos acordos e garantiu-se o princípio da confiança dos órgãos do Estado que se comprometem com colaboradores da Justiça a conceder premiações, para que se possa desbaratar a organização criminosa”.
EM HARMONIA – O órgão escreveu ainda que a investigação policial deve ser feita “em harmonia” com a estratégia do Ministério Público, “pois caberá ao órgão acusador [PGR] decidir sobre a propositura da ação penal e tudo que for ligado a ela até o final do julgamento”.
A Odebrecht, por sua vez, afirmou que “está colaborando com as autoridades no esclarecimento de todos os fatos por ela revelados, e reafirma o seu compromisso com a verdade e com uma atuação ética, íntegra e transparente, no Brasil e em todos os países nos quais atua”.
O texto diz também que “a efetividade da colaboração da empresa foi reconhecida não apenas pelo Ministério Público, mas por autoridades de outros países –Suíça, Equador, República Dominicana e Estados Unidos. No Brasil, a colaboração tem também o reconhecimento do Judiciário, como demonstram, por exemplo, decisões recentes do juiz Sergio Moro”.
Rodrigo Mudrovitsch, advogado de Claudio Melo Filho, disse que não existiu mudança na narrativa e que o cliente, como delator, “possui irrestrito propósito de colaborar com as investigações decorrentes do material probatório por ele disponibilizado”.
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Bolsonaro deverá trocar o PSC pelo PEN, que reviverá o Prona de Enéas


Jair Bolsonaro se fortalece ao trocar de partido
Marco Grillo
O Globo
O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), possível candidato à Presidência em 2018, está perto de mudar de legenda e concretizar a entrada no Partido Ecológico Nacional (PEN), ligado a comunidades evangélicas. Em reunião com dirigentes da sigla, o parlamentar acertou os detalhes da filiação — a ficha deverá ser assinada em duas semanas. As conversas incluem a alteração do nome do partido, que perderá o “Ecológico”, para evitar a rejeição de eleitores conservadores, e deverá se chamar Prona, revivendo a legenda do ex-presidenciável Enéas Carneiro.
A notícia foi antecipada pelo site “O Antagonista” e confirmada pelo Globo com o presidente do PEN, Adílson Barroso — a reportagem não conseguiu contato com Bolsonaro neste domingo.
OUTRAS FILIAÇÕES – A tendência é que os três filhos do parlamentar que têm atuação política — o deputado federal Eduardo Bolsonaro, o deputado estadual Flávio Bolsonaro, da Assembleia Legislativa do Rio, e o vereador Carlos Bolsonaro, da Câmara Municipal do Rio — também deixem o PSC e se filiem ao PEN. Outros integrantes do grupo dos Bolsonaro deverão fazer o mesmo movimento, ocupando, inclusive, cargos na Executiva Nacional do partido. Ao “Antagonista”, o deputado afirmou que a mudança está “99%” fechada.
A relação de Bolsonaro com o presidente do PSC, Pastor Everaldo, já vinha se desgastando e, desde o segundo semestre do ano passado, o parlamentar manifestava a aliados a intenção de trocar de partido. O receio de que o PSC não lhe desse legenda para concorrer à Presidência, firmando aliança com partidos maiores, e até acordos políticos na eleição municipal do ano passado — uma coligação com o PcdoB e o PT na disputa pela prefeitura de São Luís, no Maranhão, o incomodou bastante — motivaram a decisão.
SUSTENTABILIDADE – O PEN vai oferecer a Bolsonaro espaço partidário, fator que, no PSC, ele julgava ser inferior ao que merecia, em função da popularidade conquistada, e um novo nome, para evitar a repulsa do eleitorado com perfil conservador.
— O partido defende a sustentabilidade na economia, na saúde, na segurança e na educação, mas sem radicalismo. Tem um grupo que acha que, com o nome diretamente ligado a um item, as pessoas podem interpretar como um extremismo da ecologia — afirmou o presidente do PEN, Adílson Barroso, vereador em Barrinha (SP). — Está 99% fechada (a filiação de Bolsonaro), porque 100% só depois da assinatura da ficha.
SEM EXTREMISMO – Ao ser perguntado se o posicionamento ideológico de Bolsonaro também seria extremista, Barroso negou: “Não tem nada disso de extremo. (Bolsonaro) É um cara que defende a ordem e a decência. Não tem nada de extremo, nem para um lado nem para o outro. É um cara que luta pela defesa da vida, da família, da prosperidade e da sustentabilidade. Está sendo o noivado perfeito e, com ceretza, em 15 dias será o casamento perfeito” — disse o presidente do PEN.
O PEN conseguiu o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2012 e seu estatuto, em boa parte, é composto por itens que faziam parte do documento do Prona. A legenda chegou a acenar para Marina Silva, quando a criação da Rede a tempo da eleição de 2014 já parecia improvável — à época, ela acabou entrando no PSB. A legenda tem três deputados federais, dois deles integrantes da Frente Parlamentar Evangélica — Erivelton Santana (BA) é da Assembleia de Deus, enquanto Walney Rocha (RJ) integra o Ministério Sarando a Terra Ferida. A sigla elegeu 14 prefeitos no Brasil no ano passado e, de acordo com o site oficial, são 13 deputados estaduais espalhados pelo país.
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Por enquanto, não existe regime de governo ou sistema político que nos sirva


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Charge do Lane (chargesdolane.blogspot.com)
Antonio Carlos Fallavena
No Brasil do século XXI. sobraram poucos pais e poucas mães. Hoje temos, na maioria, “fazedores de crianças”. Educação? Entregaram à escola. Ensino? Entregaram à escola. Orientação sexual, drogas, bebidas? Entregaram à escola. Portanto, a família, uma instituição falida, entregou tudo à outra instituição falida. Resultado? Uma geração de idiotas!
Alguém dirá: não generalize! É claro que há muitas exceções, mas quando se analisa a sociedade em que vivemos, logo se constata que a maioria das famílias terceirizou às escolas não somente o ensino, mas também a educação de seus filhos. E no final, a maioria diz que a culpa é dos governos que não investem em educação! Fazer o quê?
ENSINO E EDUCAÇÃO – Bem que sei o que precisaria ser feito. Ensino é uma coisa, responsabilidade da escola, mas educação é obra, deve ficar a cargo das famílias e complementada na escola. O diabo é que não tem gente, em quantidade e qualidade, para fazê-lo.  Nem pais nem professores, porque “um” espera pelo “outro”, que espera pelo “um”. Fico pensando o que farão com seus filhos, nossos netos! Na verdade, as pessoas parecem ter medo de enfrentar as próprias falhas.
Na década de 90, quando participava de painel em um evento de prefeitos no Rio Grande do Sul, sob o tema “educação”, mostrei alguns problemas que tínhamos como nação, nesse particular. Em dado momento, um dos prefeitos questionou-me: “O palestrante Fallavena só apresenta problemas. Terá alguma solução a propor?”. Respondi que sim, mas ressalvei que a resposta, certamente, não seria bem recebida.
É UM CAMINHO – Naquela oportunidade, mostrei que educação não é propriamente a solução, mas representa o caminho para que muitos problemas sejam solucionados. E mais: queremos punição para os outros, porque só os outros cometem erros e crimes. Ou seja, não queremos mudanças em nossas vidas, mas nas vidas dos outros, e por aí adiante. E conclui que, assim agindo, a única saída seria trocar o povo, já que o país parece ser muito bom.
Quando vejo aqui na Tribuna da Internet a opinião de comentaristas gabaritados como Carlos Frederico Alverga, dizendo que não existe regime de governo ou sistema político que nos sirva, isso reforça a minha opinião. O que nos falta são pessoas, cidadãos qualificados. O resto o país já tem.
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Temer e Maduro, unanimidades que até a urna eletrônica rejeita


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Charge do Dum (reproduzida do Facebook)
Jorge Béja
Quando o assunto é eleição, urna é sempre urna, É onde o eleitor deposita seu voto. Não importa se voto-eletrônico ou voto em cédula-papel. É pela urna que se ouve a voz do povo. E dizem que a voz do povo é a voz de Deus.  Qualquer que seja ela e ainda que sujeita a manipulações e fraudes de todo tipo e gênero, a urna tem um simbologismo inefável. Violá-la é crime, é sacrilégio. Neste domingo (30/8) e por imposição do presidente Nicolás Maduro, os venezuelanos, constrangidos, foram às urnas. E como acontece no mundo inteiro nas eleições, a imprensa estava presente para registrar o flagrante do voto de Maduro que aproveitou o momento e fez um breve e falacioso pronunciamento.
Exibindo o cartão-eletrônico de votação, disse Maduro: “Vamos fazer a verificação do meu Carnê da Pátria para que fique registrado que eu vim votar e que meu Carnê da Pátria fique marcado para toda a vida que votei no dia histórico da Constituinte”.
ELE NÃO EXISTE – Ato seguinte, Maduro injetou seu chamado “Cartão da Pátria” na maquininha receptora. E na tela da minúscula peça apareceu escrito este nítido aviso: “A pessoa não existe, ou o carnê foi anulado“. O mundo viu. Foi a própria televisão oficial da Venezuela, pega de surpresa, que registrou a cena. Sei não. Que não foi sabotagem da imensa oposição, não foi. O poder estatal na Venezuela, mormente o eleitoral, é controlado, é submisso e tem medo de Maduro e seus asseclas.
Tal como a urna, o que aconteceu deve ter a mão do além, da espiritualidade, do que é metafísico e transcende à limitada compreensão dos humanos. Foi um duro e verdadeiro recado a Maduro. Em outras palavras: “Maduro, você está morto. você não existe mais”. Ou “Maduro, sua validade venceu e seu registro foi anulado”. Ou este outro, mais curto, generalizado e unânime: “Maduro, vá embora”.
FAZ DE CONTA – Coincidentemente, um outro que acumula 95% de rejeição do povo brasileiro, também neste domingo deu uma de “faz de conta”  e cometeu mais um fiasco. Temer decidiu dar uma chegadinha rápida no Rio de Janeiro. Disse que veio para inspecionar as tropas das Forças Armadas que ele, por decreto, enviou para dar mais segurança ao povo do Rio, como se os cariocas já tivessem alguma. Se Michel Temer demorou mais de 4 horas no Rio, foi muito.
Deu um sobrevoo de helicóptero pela cidade, fez um rapidíssimo pronunciamento, e voltou para Brasília, para comandar a corrupção política na compra de votos para que a Câmara dos Deputados não dê autorização ao Supremo Tribunal Federal para decidir sobre  recebimento, ou não, da denúncia-crime que o procurador-geral da República ofereceu  contra ele.
ALTA PREPARAÇÃO – No pronunciamento aos jornalistas e cercado de “papagaios-de-piratas”, tais como Moreira Franco, Crivella, Pezão e até Simão Sessim, disse Temer: “ É uma operação que nós a estamos preparando há bastante tempo, que ao longo desses últimos cinco, seis meses, nós temos feito em Brasília seguidas reuniões, sempre com muita discrição, tendo em vista a temática tratada, mas tratando precisamente da questão da segurança pública, e no particular, a segurança pública no Estado e na cidade do Rio de Janeiro. Esta operação se dará até 31 de dezembro de 2017, mas nada impedirá que no começo do ano nós renovemos este decreto para fazê-lo vigorar até o final de 2018″.
Temer, você ainda é o presidente do Brasil. Mas sua pessoa já não existe mais. Seu “carnê” foi anulado, junto com o de Dilma, com quem você formou a chapa que venceu as eleições. É mentira que há meses você (ou vocês) vem tratando da segurança pública, de todo o país e do Rio. A ser verdade, as reuniões que você disse que houve foram com quem?. Onde e quando aconteceram? Foi naquele porão do Jaburu que você recebeu de madrugada seu amigo Joesley Batista? Quantas foram? Quem do governo do Rio estava lá? E por que você demorou tanto para agir?
O BEBÊ MORREU – Nas guerras, Temer, todos os segundos são perigosos e fatais. Temer, o bebê Arthur morreu ontem, enquanto você falava aquelas coisas aos jornalistas. Arthur foi atingido por uma bala no dia 30 de Junho passado. Nem tinha vindo à luz e foi baleado no útero de sua mãe. E um mês depois você deu um “pulinho” no Rio para dizer que há meses e meses um plano de segurança pública estava sendo debatido em Brasília para preservar a vida do pequeno Arthur, da menina Maria Eduarda e de centenas de outras vidas que se perderam durante todo esse tempo? Temer, sabemos que você é um homem preguiçoso. Que, fora da presidência, você gosta de acordar por volta das 11 da manhã. Já na presidência, acorda menos tarde.
Mas você tardou demais na prestação de socorro ao povo do Rio de Janeiro. Mas antes tarde do que nunca, não é mesmo?
MAIS TIROTEIO – Hoje, segunda-feira, 31 de Julho, o bairro da Tijuca (zona norte do Rio) amanheceu sob forte e demorado tiroteio. Eram bandidos de um lado e soldados do Exército e policiais militares do outro. Dizem que deixou gente morta. Temer, no seu breve discurso ontem e antes de regressar às pressas para Brasília, até que você, entre muitos relatos incomprovados, fez uma afirmação verdadeira, que foi esta: “a maior expressão da autoridade é exatamente o povo”. Nada mais verdadeiro, Temer.
Nas democracias é assim. O povo é mesmo a maior, mais forte e mais autêntica autoridade. É o povo quem manda. Os eleitos são meros mandatários.  E a autoridade popular, que está acima do presidente, não quer você, não aceita você, não confia em você. Obedeça-a, então. E faça as malas e renuncie.
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Acredite se quiser: Aécio volta à cena e ganha protagonismo nos bastidores


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De repente, Aécio passou a ser o convidado da hora
Deu no Painel
Folha
Um político que é figurinha carimbada nos jantares de Brasília reparou que Aécio voltou a atuar com desenvoltura nas reuniões de articulação.  Recolhido desde a explosão da delação da JBS, o senador mineiro esteve na residência de Maia na sexta (28), em jantar com Temer no Palácio do Jaburu no sábado (29) e em almoço com o presidente da Câmara, novamente, neste domingo (30).
A votação da denúncia contra Temer na Câmara vai pôr fim à guerra de versões sobre o tamanho da divisão na bancada do PSDB na Câmara no que diz respeito à manutenção do apoio ao Planalto. A ala que defende o desembarque diz que 30 dos 47 deputados são a favor da denúncia. Pago para ver O grupo que prega o apoio ao governo fala em placar apertado, com 23 votos para cada lado.
MENOS É MAIS – Autor do relatório contrário à autorização da denúncia sobre Michel Temer, o deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG) está revisando seu parecer, para deixá-lo em versão ainda mais concisa do que a aprovada na CCJ. Não que usar, no plenário, os 25 minutos a que terá direito.
Às vésperas da reunião em que a oposição vai definir se obstrui ou comparece à sessão de votação da denúncia, nesta quarta-feira (dia 2), Orlando Silva (PC do B-SP) defende a ida ao plenário. “É hora de nos apresentarmos para a luta, como ‘João de Santo Cristo’, e votar contra Temer.”
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Na reta final, 81% querem Michel julgado pelo STF, demonstra o Ibope


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Charge do Oliveira (Humor Político)
Pedro do Coutto
Pesquisa do Ibope, divulgada na tarde desta segunda-feira pela Globonews, revela que 81% da população brasileira são favoráveis a que o presidente Michel Temer seja julgado pelo Supremo Tribunal Federal sob acusação de corrupção passiva, formulada pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot. A pesquisa acrescenta mais uma explosão nas articulações políticas que o Palácio do Planalto vem empreendendo para bloquear que o processo passe à esfera da Corte Suprema.
O processo depende da autorização da Câmara dos Deputados e o tema começa a ser debatido naquela Casa do Congresso Nacional. Sem dúvida alguma, a pesquisa do Ibope representa um obstáculo às ações do governo para encerrar a discussão do tema e, se possível, votar ainda nesta quarta-feira o desfecho da matéria, na tentativa de reduzir o desgaste do governo.
FISIOLOGIA PURA – Esse desgaste cresceu muito nos últimos dias, sobretudo depois que a opinião pública brasileira tomou conhecimento das investidas governamentais à base da prática fisiológica de trocar votos na Câmara por verbas ou cargos no governo.
O Planalto tem agido assim, inclusive como ontem afirmou o ministro Eliseu Padilha à Folha de São Paulo, dizendo que aqueles que indicaram representantes na administração pública, se não votarem a favor de Michel Temer, terão seus indicados exonerados.
São os que ocupam cargos de confiança e direção, inclusive nas empresas estatais.Com isso, Padilha deixou  mais uma vez bastante claras as regras do jogo do Executivo em relação à Câmara dos deputados.
SEM QUORUM – A pesquisa do Ibope pode não ser suficiente para mudar os rumos do desfecho final, mas inegavelmente sua divulgação pode ter agradado à planície, mas desagradou profundamente o Planalto.
Acrescentou um fator a mais para o desempenho da oposição e dos favoráveis ao prosseguimento da denúncia no seu empenho de, pelo menos, adiar de forma indefinida a votação final da matéria.
IMPASSE – Nem o governo nem a oposição, possuem os 342 votos para assegurar o fim desta etapa do debate. O Palácio do Planalto conta, como anunciam seus líderes, com cerca de 250 votos. O que significa que, se a oposição obstruir os trabalhos, não terá força o governo para decidir a matéria.
Neste caso o impasse continua. Com agravante da pesquisa do Ibope, cujos números já traduzem em si a condenação moral do presidente da República, pelo seu ato de receber Joesley Batista no Palácio Jaburu.
O controlador da JBS gravou a conversa. A população também.
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EXPULSAMOS DEUS E NOS SURPREENDEMOS COM QUEM CHEGA...


por Percival Puggina. Artigo publicado em


 "Nossa Constituição foi feita para um povo moral e religioso. Ela é totalmente inadequada para qualquer outro". John Adam (2º presidente dos EUA).
 Sempre é bom lembrar que alguns anos antes dessa significativa afirmação, ao declarem a independência das colônias, os Founding Fathers, afirmaram sua crença em que os homens, "criados iguais", foram "dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis" e explicitaram entre esses direitos "a vida, a liberdade e a busca da felicidade". Afirmaram, também, a supremacia da sociedade sobre o Estado, "porque os governos são instituídos entre os homens", derivando seus poderes "do consentimento dos governados". Boa parte da solidez institucional dos Estados Unidos se deve a esses elevados consensos e perdurará enquanto eles resistirem ao severo ataque interno a que estão submetidos.
E nossa Constituição? Para que povo foi ela feita? Tão solenes princípios de nada nos acusam nestes turbulentos dias? Com eles, certamente, teríamos evitado a atual alienação da nação ao Estado e a dupla apropriação que nele ocorre - a apropriação desde o topo pelo patrimonialismo casado com a corrupção e a apropriação interna promovida pelos corporativismos. Na conjugação de ambas, a soberania popular se converte em servidão.
Alguém não sabia o que havia no fim dessa estrada? Pode o dependente químico queixar-se da droga ou denunciar o traficante com base no Código de Defesa do Consumidor? Pois é algo muito parecido o que está acontecendo com a sociedade brasileira em relação à sua representação política. Todos os pilantras, picaretas e negocistas que infestaram a política nacional de modo crescente ao longo dos últimos anos prosperaram na carreira criminosa tapados de votos populares. Fizeram suas mal havidas fortunas a olhos vistos. Muitos, aliás, chegaram em Brasília de ônibus, vindos dos grotões, pés encardidos, calçando sandálias. E foram protagonistas da mais vertiginosa ascensão social de que se tem notícia. Em cada uma de suas páginas, os jornais trazem exemplos dessa produtiva combinação de desmazelo social, irresponsabilidade cívica e enriquecimento criminoso.
De tanto brincarmos com tudo que é sério, o Brasil virou uma grande zorra. Fazemos piada de Lula. E o elegemos. Fazemos piada de Dilma. E a elegemos. Assistimos as tropelias do MST e tratamos com deferência seus protetores nos poderes do Estado. Consideramos charmosamente moderna a fabricação de conflitos étnicos, de sexo, de classe, de cor da pele, de gerações. Acreditamos quando alguns vigaristas intelectuais nos dizem que é feio ser liberal ou conservador. Silenciamos, constrangidos, quando políticos e comunicadores são benevolentes com a criminalidade e severos com a polícia. Delegamos a educação de nossas crianças às escolas e aceitamos que estas sejam entregues a militantes políticos. Assinamos, assistimos e prestigiamos veículos de comunicação que influenciam negativamente a sociedade. Estamos vendo o PT apoiar ditaduras de esquerda em Cuba e Venezuela e permanecemos passivos quando nos lecionam sobre golpismo, Estado de Direito e democracia... Somos tolerantes com as imposições e os achaques de minorias locais organizadas. Achamos decente endividar-se o país e indecente o pagamento dessa dívida. Afastamos Deus de tudo que seja público e nos espantamos com quem chega, operoso, para ocupar o espaço. Dá ou não vontade de dizer bem feito?

________________________________
* Percival Puggina (72), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A tomada do Brasil. integrante do grupo Pensar+.

Itapebi: URGENTE

 Família Itapebiense usa redes sociais para saber paradeiro de jovem que saiu para trabalhar e não da noticia


ATENÇÃO AMIGOS 

ROBERTO ALVES SOUZA (Beto)

. Esse rapaz , saiu a trabalho já faz algum tempo e desde então não fez mais contato conosco. Estamos precisando muito saber notícias dele e também avisar que sua mãe (ALZIRA) encontra-se enferma, ja esteve hospitalizada por uma semana e deseja muito vê-lo.
Peço aos amigos em especial aos que trabalham em firma (Trecho), que ja viram ou estão perto dele que pessam pra ele entrar em contato conosco o mais breve possível!
A nossa família agradece! 73-98159-1368/ 73-3286-1727.



Por:www.jequitinhonhanews.com

Lúcio diz que não há chance de denúncia contra Temer passar na Câmara



Por Guilherme Reis | Fotos: Juarez Matias/Arquivo BNews
Em entrevista ao BNews na manhã desta segunda-feira (31), o deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB) disse que o clima em Brasília está “tranquilo”, e que o plenário da Câmara deve rejeitar a denúncia contra Michel Temer.
“Vai ter quórum, vamos votar pelo não acatamento da denúncia e ele vai continuar governando como está. Não parou um minuto. Aqueles que tentam tumultuar e ter benefício eleitoreiro em detrimento do trabalho do povo brasileiro, não vão conseguir”, avaliou.
O parlamentar disse ainda que tem “conversado muito” com Temer nos últimos dias. “Ele está surpreendentemente tranquilo. Aqueles que pensam que não está se enganam. Está com um humor ótimo e com uma disposição para trabalhar pelo Brasil, convicto do papel dele nesse momento de transição”, acrescentou.

Janot entra com novo pedido de prisão para Aécio



Por Redação BNews
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu novamente a prisão do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e seu afastamento do mandato, nessa segunda-feira (31).
O primeiro pedido de prisão foi negado individualmente, pelo ministro Marco Aurélio Mello, relator do caso no STF.
Na mesma ocasião, o magistrado permitiu o retorno do tucano ao mandato, do qual estava afastado desde maio, quando estourou a Operação Patmos, baseada em delação da JBS.
O novo pedido de Janot é um recurso à decisão de Marco Aurélio. Após a prisão e o afastamento serem negados pelo ministro, o recurso será analisado pela Primeira Turma da Corte, formada também pelos ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux e Ricardo Lewandowski.
Aécio é acusado de corrupção passiva e obstrução da Justiça. Ele teria pedido e recebido R$ 2 milhões da JBS e atuado no Senado e junto ao Executivo para embaraçar as investigações da Lava Jato.
 
Desde maio, a PGR sustenta que Aécio usa o poder de senador para interferir nas investigações. 

“Tá caindo R$ 2 bi de emendas? Graças a Deus!”, afirma Lúcio Vieira Lima



Por Victor Pinto | Fotos: Arquivo / Bocão News
Em um debate acalorado na rádio Itapoan FM nesta segunda-feira (31), o deputado Lúcio Vieira Lima foi incisivo quando abordou o caso da liberação das emendas com verbas federais liberadas pelo presidente Michel Temer (PMDB) a membros da Câmara Federal em período crucial quando o chefe do Planalto terá denuncia apurada pelo Plenário do Legislativo.
Ao responder as críticas do radialista Zé Eduardo e da jornalista Cintia Kelly, Lúcio negou veemente que Temer estaria “comprando votos” dos deputados que votarão abertura de processo criminal contra o presidente da República.
“Tá caindo eventuais R$ 2 bi de emenda? Graças a Deus! Não tem gente precisando de saneamento? As emendas não são para os deputados e a gente precisa esclarecer isso. Para o deputado tal nada! Você libera para o prefeito fazer a obra. Colocar o calçamento. Eu não me elejo pra isso, eu fui eleito para isso e fui eleito para arrumar recursos (...). Muito agraciado com Dilma. Se quiser eu listo aqui. Eu sou um dos deputados mais atuantes que traz investimentos da Bahia. Vamos acabar com essa história de momento? De abrir escola? Calçar rua? Abrir hospital?”, questionou ao tentar justificar o caso.
O deputado informou que deputado de oposição também recebeu emendas.  “Tem deputados que recebeu dinheiro à vontade. Valmir Assunção recebeu”, apontou.
Lúcio partiu para defesa contundente de Temer ao ser instado sobre a liberação das verbas. “Eu quero que vocês esclareçam e tragam as listas de emendas liberadas aqui! Fica no campo da suposição. Não está se comprovando voto”, disse.
Sobre a denúncia do senador Otto Alencar (PSD) de que membros do DEM trancam liberação de empréstimos ao governador Rui Costa, Lúcio rebateu. “Peço a Otto que represente no MP com que ele sabe quem pediu isso. Esse negócio de que o Palácio falou ou isso ou aquilo...”. 

Morre Jeanne Moreau, uma das mais importantes atrizes do cinema francês


Ela atuou em obras de grandes diretores como Orson Welles, Luis Buñuel, Godard, Michelangelo Antonioni e François Truffaut

BAHIA.BA
Foto: Divulgação
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Morreu aos 89 anos, nesta segunda-feira (31), a atriz Jeanne Moreau, uma das atrizes francesas mais famosas da história do cinema.
Conhecida por trabalhar em filmes de grandes diretores, como Orson Welles, Luis Buñuel, Jean-Luc Godard, Michelangelo Antonioni, ela alcançou seu maior sucesso internacional sendo dirigida por François Truffaut em “Jules et Jim”.
Seu principal prêmio foi o de melhor atriz no Festival de Cannes, em 1960, por “Moderato cantabile” do diretor Peter Brook. Jeanne Moreau fez seu primeiro filme em 1949 e atuou até 2015.

Martinho da Vila participa da Flipelô e lança o 15° livro


O sambista traz para o evento suas "Conversas Cariocas", reunião de crônicas publicadas no jornal "O Dia'' entre 2010 e 2012

BAHIA.BA
Foto: Guto Costa / Divulgação
Foto: Guto Costa / Divulgação

Não é do conhecimento de todos, mas o cantor e compositor Martinho da Vila é também escritor. E não um escritor bissexto, mas um autor que já está no 15° livro lançado e faz parte da Academia Fluminense de Letras.
E é com essa tarimba que o artista de Vila Isabel participa da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô) – que acontece entre os dias 9 e 13 de agosto.
Martinho lança “Conversas Cariocas”, pela Editora Malê, no dia 11 (sexta), às 19h, no Sesc-Pelourinho. A obra é uma reunião de crônicas publicadas por ele no jornal “O Dia”, semanalmente, entre 2010 e 2012. Segundo o autor, os textos são um reflexo fiel da realidade das ruas.
A ideia da publicação surgiu em um papo com o amigo Tom Farias, escritor e crítico literário, que ajudou na seleção das 92 histórias distribuídas nas 248 páginas do livro.
O sambista teve seu interesse literário despertado no carnaval de 1959, ao compor um samba-enredo sobre Machado de Assis para a Aprendizes da Boca do Mato, sua escola de origem.
Porém, foi somente em 1986, por causa de um grave acidente de carro que o deixou acamado com as duas pernas quebradas, que ele escreveu seu primeiro livro: “Vamos Brincar de Política?”, direcionado ao público juvenil.

‘Não sou feminista, mas o futuro será das mulheres’, diz Gal Costa


A cantora baiana, que é um ícone da contracultura no Brasil, falou ainda que, embora falte muita coisa, já houve também muito avanço

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Ícone da contracultura e figura feminina de proa, a cantora Gal Costa falou sobre a luta feminista, a situação atual e o que imagina que será o futuro.
Em entrevista ao jornal “O Estado de São Paulo”, ela afirmou: “Acho que ainda falta muito, mas a mulher avançou bastante, hoje tem mulheres ocupando lugares no mundo importantíssimos”.
A baiana concluiu: “Acho que essas mulheres que se destacam, que se empoderam, já fazem naturalmente um trabalho feminista, sem intenção de ser feminista. Não sou feminista, mas acho que o futuro será das mulheres. No futuro, a gente vai dominar”.

Deputado Wladimir Costa tatua nome de Temer no ombro; veja


"Cada um com suas paixões. Não tem gente que tatua Che Guevara, Fidel Castro, o presidente da Coreia?", disse o parlamentar, que gastou R$ 1,2 mil para fazer o desenho

BAHIA.BA
Foto: Divulgação
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O deputado federal Wladimir Costa (SD-PA) decidiu marcar para sempre o apoio ao presidente Michel Temer (PMDB). De acordo com o jornal Estado de S. Paulo, o parlamentar fez uma tatuagem no ombro direito com o nome do presidente. A façanha custou R$ 1,2 mil.
“Cada um com suas paixões. Não tem gente que tatua Che Guevara, Fidel Castro, o presidente da Coreia? Todos falsos socialistas usando roléx? Sou admirador nato (de Temer), sou amigo dele há quase 16 anos. Nesse momento, que tentam derrubar ele a qualquer custo, é minha forma de mostrar que parceiro que é parceiro derrama até a última gota de sangue”, justificou o deputado.

Neto nega entrave para empréstimo à Bahia e diz que Otto vê ‘fantasma’


“Eu nunca ouvi falar isso. É impressionante", asseverou o prefeito de Salvador

Alexandre Galvão / Rodrigo Daniel Silva / BAHIA.BA
Foto Mateus Pereira/ GOVBA
Foto Mateus Pereira/ GOVBA

O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), voltou a negar nesta segunda-feira (31) que tenha trabalhado contra a liberação de empréstimo do governo federal para a Bahia.
“Eu nunca ouvi falar isso. É impressionante. Eu já disse que estou à disposição para ajudar a liberar recursos e não sei de onde Otto [senador pelo PSD] viu isso. Ou está enxergando fantasma onde não existe ou quer alimentar debate político sem fundamentação”, rebateu.
Ao bahia.ba, o senador baiano acusou parlamentares do DEM de pedirem para a União barrar um empréstimo do Banco do Brasil para o governo do Estado.
“Deram ordem para o presidente do Banco do Brasil não assinar. Se diz lá em Brasília que foi atuação do DEM. É um prejuízo sem precedentes. É uma coisa ruim demais para Bahia”, afirmou o senador, à época.
A afirmação foi rebatida pelo deputado federal Paulo Azi (DEM). “Quem o conhece [Otto Alencar], tem estranhado o estilo agressivo adotado por ele nos últimos tempos. Nós, do Democratas, ao contrário do que foi dito, estamos à disposição dele e do governador Rui Costa para ajudá-los a viabilizar as operações necessárias junto ao governo federal”, argumentou.

Caiado propõe alerta do Detran para motorista prestes a ter CNH suspensa


Pelo projeto do senador, órgão teria que avisar motoristas que completem 16 pontos na carteira, quatro a menos que os 20 necessários para ter o documento suspenso

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Foto: Reprodução/ EBC
Foto: Reprodução/ EBC

O senador Ronaldo Caiado (DEM) propôs que o Detran seja obrigado a emitir um alerta a motoristas que completem 16 pontos na carteira de habilitação, quatro a menos que os 20 necessários para ter o documento suspenso.
“Esse alerta servirá para lembrar aos condutores que estão na iminência de serem punidos com a suspensão do direito de dirigir, e que, portanto, devem redobrar seus esforços para evitar novas multas”, disse o líder do DEM no Senado na justificativa do projeto, em análise na Comissão de Constituição e Justiça.
Caso a matéria seja aprovada na CCJ e não haja recurso para o plenário, segue para votação na Câmara dos Deputados, por se tratar de um projeto terminativo.

Em depoimento, Eike fica calado; Cabral e Adriana Ancelmo deporão


"O senhor pode, pelo menos, me responder o time para o qual torce?", perguntou o juiz, ironicamente

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Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

O empresário Eike Batista prestou depoimento, nesta segunda-feira (31), à Justiça Federal. De acordo com o G1, ele foi orientado a não responder às perguntas.
Ele ficou apenas 13 minutos em frente ao juiz Marcelo Bretas. Eike se recusou a falar, por exemplo sobre o relacionamento com o ex-governador  Sérgio Cabral. “Difícil saber o que posso perguntar para o senhor”, disse o magistrado.
De acordo com o G1, em seguida foi a vez de o advogado Flávio Godinho, que também optou por não responder às perguntas de Bretas. “O senhor pode, pelo menos, me responder o time para o qual torce?”, perguntou o juiz. “Flamengo”, respondeu Bretas. “Fechamos, então”, brincou o juiz.
A próxima a ser ouvida será a ex-primeira-dama Adriana Ancelmo – o MPF acusa o escritório dela de receber R$ 1 milhão de Eike Batista. Durante o depoimento, Adriana afirmou não ter acertado qualquer negócio com o empresário ou com qualquer executivo do grupo EBX.
Ela acrescentou que o contrato com as empresas de Eike foi feito pelo seu ex-sócio, Sergio Coelho, com o qual afirma ter desavenças. Em depoimento ao MPF, Sergio Coelho disse que Adriana tem conhecimento dos pagamentos.