quarta-feira, 31 de outubro de 2018


A retomada do crescimento


Joaci Góes

Tribuna da Bahia, Salvador
25/10/2018 08:36
   


Ao velho e bom amigo Benedito Ribeiro dos Passos.
Mesmo antes das eleições do próximo domingo, 28/10, o Brasil dá nítidos sinais de recuperação econômica, depois que as pesquisas eleitorais deixaram claro que não tinham fundamento os temores de uma trágica retomada do poder pelo PT, como alardeou o condenado José Dirceu, mentor guru do partido dos trabalhadores, assim mesmo com minúsculas.
O mês de setembro, com mais de 137 mil novos empregos, bateu o recorde dos últimos cinco anos; o dólar continua caindo, enquanto a bolsa de valores sobe, registrando continuados sinais de aquecimento econômico. Ironia da vida: o retorno da confiança dos investidores nas possibilidades de crescimento da economia brasileira se manifesta de modo tão sensível que até a China retomou o interesse na Ponte Salvador - Itaparica, obra que se deve à invencível pertinácia do vice-governador João Leão, depois de um interregno de um ano, quando pairava no ar o perigo do retorno ao poder do líder sindical. O absoluto favoritismo do Capitão-deputado é tamanho que os chineses já puseram mãos à obra, no plano do planejamento final da polêmica ponte. Os humores da economia são tão sensíveis ao risco de um impensável retorno do PT que bastou uma pequena oscilação das pesquisas, em favor do candidato Haddad, na última terça-feira, para o dólar subir e a bolsa cair.
O que veremos, a partir deste domingo, com a exibição de maturidade política da maioria do povo brasileiro, é o avanço do interesse dos investidores, tranquilizados contra o risco que impendeu sobre nossas cabeças, como mortífera espada de Dâmocles, de o Brasil se transformar numa gigantesca e indomável Venezuela. É previsível, portanto, que a cada mês se reduza o número trágico e ultrajante dos desempregados que padecem o suplício de não disporem dos meios com que atender as necessidades básicas da família, vitimados que foram pela corrupção endêmica, em níveis jamais conhecidos na história do mundo, e pelo desvio de recursos para aplicação, a fundo perdido, em países bolivarianos, em prejuízo de obras fundamentais ao bem-estar das populações pobres do Brasil, a exemplo do saneamento básico a que não têm acesso cem milhões de brasileiros.
Desde já, impõe-se como tarefa comum aos eleitores vitoriosos, que colocaram os interesses da sociedade, acima de filigranas partidárias, pôr fim ao ambiente de animosidade implantado pelo PT, em sua fratricida e anética política de dividir para governar, ao criar o nefando sentimento do nós x eles, com que conflagrou a alma dos filhos da Terra de Santa Cruz. Nada de pirraça ou revanchismo, ao revés, muita paciência e tolerância, em nome, pelo menos, das pessoas de bem que, por equívoco produzido por dissonância cognitiva, ainda não se deram conta de que o PT foi a pior desgraça que já se abateu sobre Pindorama. Pior do que a soma de todas as secas, ou as sucessivas pragas de gafanhotos e saúvas.
Como declarou a inteligente e culta poeta e pensadora Aninha Franco, em recente texto que corre mundo, também já votamos no PT, levados pela crença de que este partido não perderia a oportunidade histórica, entre bíblica e mitológica, de elevar muito alto, de modo permanente, o nome e o prestígio de um simples operário, ao ser guindado ao posto máximo do seu País. Até Barack Obama foi na onda, como tantos outros vultos da seara internacional que, por completa desinformação ou engajamento interesseiro, persistem no erro de não ver o monstro em que o PT se transformou, os mesmos que, de tão bem informados sobre nossa história, acham que Buenos Aires é a capital do Brasil.
Como sempre, o PT tudo fará para dificultar as ações redentoras do novo governo, a começar pelo desmonte da quadrilha que ainda continua sugando as energias da sociedade brasileira. Afinal de contas, já passa da hora de encetarmos a caminhada, com passo firme, na direção do futuro.

Dedetização do Senado: a bancada dos cafajestes ficou muito menor.


A mudança mais relevante das medidas impostas pela eleição de outubro talvez tenha sido a dedetização do Senado, escreve Augusto Nunes:


Os brasileiros decentes têm, mais que o direito, o dever de comemorar as medidas saneadoras decretadas pelo eleitorado neste outubro. A mais vistosa, claro, foi a ampla derrota sofrida pelo PT. A mais relevante talvez tenha sido a dedetização do Congresso, sobretudo a limpeza promovida pelas urnas no Senado Federal.

Ou porque não se reelegeram, ou porque foram impedido de chegar lá pelo voto, ficaram longe do Senado Dilma Rousseff, Lindbergh Farias, Eduardo Suplicy, Sarney Filho, Vanessa Grazziotin, Roberto Requião, Valdir Raupp, Romero Jucá, Edison Lobão, Beto Richa, Eunício Oliveira e Garibaldi Alves.

Não é pouca coisa. E não foi tudo. Em busca de refúgio na Câmara, caíram fora do Senado Gleisi Hoffmann e Aécio Neves. Agripino Maia falhou ao recorrer ao mesmo truque. É impossível adivinhar o desempenho dos novos senadores. Mas o mais radical dos pessimistas tem de admitir que a bancada dos cafajestes ficou muito menor.
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O PT na oposição: sem legitimidade moral.


O partido ainda tem bancadas grandes no Congresso, mas lhe falta legitimidade moral para ser oposição. Existe uma saída, mas ela exigirá lideranças corajosas e éticas, algo praticamente impossível. A propósito, segue editorial da Gazeta do Povo:

Assim como foi durante os dois anos e meio de governo Temer, o PT continuará sendo a principal força da oposição nos próximos quatro anos. Além de ter chegado ao segundo turno da disputa pela Presidência da República, com Fernando Haddad, o partido elegeu 56 deputados, o que por enquanto é a maior bancada da Câmara – o posto pode ser perdido se houver migração de parlamentares para o PSL, partido do presidente eleito Jair Bolsonaro –, e terá a quarta maior bancada do Senado, com seis senadores. Mas precisamos refletir sobre a legitimidade que o partido terá para exercer essa oposição, e como ela será feita a partir de 2019.
À legitimidade formal que o eleitor concedeu ao PT por meio do voto não corresponde uma legitimidade moral. Os escândalos de corrupção protagonizados pelo partido desde o mensalão, ainda no primeiro governo Lula, colocaram às claras o que hoje é a verdadeira natureza do partido. Todos os crimes cometidos pelos mensaleiros e pelos pivôs do escândalo do petrolão foram tramados em nome do partido, em seu benefício, e a estrutura partidária foi e tem sido usada para proteger essas pessoas – especialmente aquele que, hoje, comanda na prática o partido de dentro de uma cela. Isso nos faz concluir que o PT está longe de ser uma instituição que, por alguma infelicidade, tem membros que cometem crimes; a realidade é bem mais sombria: a corrupção e a mentira estão entranhadas no partido de tal forma que não seria nada descabido compará-lo a uma organização criminosa.
Isso não significa que não exista uma saída digna para o PT. Ela existe, sim – mas será difícil, dolorosa e exigente, algo que só lideranças corajosas poderão levar adiante. O passo inicial e necessário seria a admissão de todos os crimes cometidos pela cúpula do partido e em seu nome, o que até agora não foi feito. Em seguida, a aplicação do próprio estatuto do PT, que prevê a expulsão dos condenados com sentença transitada em julgado por crimes contra a administração pública (caso dos mensaleiros e, no futuro, do ex-presidente Lula quando os tribunais superiores terminarem de julgar seus recursos). E, por fim, o abandono da retórica segundo a qual o partido é vítima de perseguição política. Este roteiro, de três passos essenciais, ainda que não os únicos, representaria, de fato, um processo dificílimo, e haverá de desagradar muitos petistas, mas não aqueles realmente comprometidos com a ética e a democracia. Também pode irritar aqueles que, diante da ficha corrida do partido, prefeririam vê-lo extinto e diriam que não se pode ser leniente com os protagonistas de verdadeiros golpes contra a democracia. Todos esses olhares são compreensíveis, mas esta solução representaria um rompimento com o passado de corrupção desenfreada, ao mesmo tempo em que preserva um movimento político que conta com o respaldo de parte nada desprezível da população.
E, mesmo depois que todo esse processo de expiação fosse concluído, ainda restaria a dúvida: que tipo de oposição o PT seria? Haddad deu pistas contraditórias assim que se confirmou sua derrota. Na noite de domingo, prometeu ferro e fogo em um discurso sectário no qual não mencionou o nome de Bolsonaro uma vez sequer, nem se referiu aos quase 58 milhões de eleitores que escolheram o candidato do PSL. No dia seguinte, cumprimentou seu adversário nos melhores termos em sua conta no Twitter. “Presidente Jair Bolsonaro. Desejo-lhe sucesso. Nosso país merece o melhor. Escrevo essa mensagem, hoje, de coração leve, com sinceridade, para que ela estimule o melhor de todos nós. Boa sorte!”, escreveu Haddad, ao que Bolsonaro respondeu com um agradecimento, na mesma mídia social. Queremos acreditar que o partido siga a linha traçada na segunda-feira, mas também isso exigirá mudanças significativas na postura que o PT tem adotado até agora.
Querer o melhor para o país inclui, por exemplo, o compromisso com as instituições democráticas, o respeito à independência entre poderes e às determinações emanadas do Legislativo e do Judiciário. Na prática, significa abandonar discursos como o do “golpe parlamentar” para se referir ao impeachment de Dilma Rousseff e o dos “tribunais de exceção” para se referir a qualquer condenação judicial de seus líderes, especialmente do ex-presidente e atual presidiário Lula. E, aqui, o discurso de Haddad dá maus sinais. Se o candidato derrotado preferiu falar em “afastamento” de Dilma, foi mais explícito quanto à “prisão injusta do presidente Lula” e “a cassação do registro de sua candidatura, desrespeitando uma determinação das Nações Unidas”, falseando a verdade sobre o real alcance da tal “determinação” e mostrando seu desprezo pela Justiça Eleitoral e pela Lei da Ficha Limpa.
E quem está convicto de que “nosso país merece o melhor” será capaz de compreender a necessidade de certas medidas e apoiá-las, mesmo que venham do futuro governo Bolsonaro. Este será um teste de fogo para o petismo, que até hoje só soube fazer uma oposição parlamentar do tipo puramente destrutivo. Nos governos Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso, o partido votou contra o Plano Real, as privatizações e a Lei de Responsabilidade Fiscal. Mais recentemente, colocou-se contra a reforma trabalhista e o teto de gastos – e ainda hoje o PT propaga mentiras sobre esta mudança. Ainda que em alguns casos se possa atribuir a postura a questões ideológicas sobre o papel do Estado, não há outra explicação que não a da sabotagem, a do “quanto pior, melhor”, para explicar a rejeição à estabilização econômica ou a medidas que buscam o equilíbrio das contas públicas.
Como o PT sabe que sua única chance de voltar ao poder é um governo desastroso de Bolsonaro, a grande questão que se coloca é: a legenda vai sabotar as medidas necessárias para tirar o país da crise ou vai colaborar no esforço de enfrentar problemas urgentes como o desemprego e o desequilíbrio fiscal, causado pelo inchado do Estado e por rombos como o da Previdência Social, apoiando tudo o que puder ajudar o Brasil a crescer? Em outras palavras, vai priorizar o país ou o próprio projeto político?
A democracia precisa da existência de grupos de oposição, especialmente no parlamento. A oposição de esquerda tem sido, muitas vezes, o alerta necessário quando governos em todo o mundo pendem para um liberalismo que deposita todas as suas fichas no laissez-faire e se esquece dos mais vulneráveis, aqueles que precisam que o Estado venha em seu socorro porque já nem têm mais forças para se levantar da sua situação de miséria. Um entendimento correto das políticas identitárias para minorias, plataforma que mais recentemente tem caracterizado a esquerda, também serve para lembrar que a democracia não é a ditadura da maioria. Mas tal oposição só pode ser feita por quem tiver legitimidade moral para tal, e tem de ser feita de forma responsável, pelo bem do país, não de forma a sacrificar o país pelo bem do partido. Hoje, o PT não cumpre nenhuma dessas condições, mas evoluir depende apenas de si. Se não for capaz disso, que tenha a decência de deixar o espaço para uma esquerda democrática, economicamente responsável, eticamente correta e comprometida com o respeito à dignidade humana.
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Moro é maior que o ministério da Justiça


Convidar o juiz, que simboliza a Lava Jato, foi uma boa ideia de Bolsonaro. Recusar o convite será uma ideia ainda melhor, escreve Augusto Nunes:


Foi animador saber que Jair Bolsonaro gostaria de ter o juiz Sergio Moro no Ministério da Justiça. Com isso, o presidente eleito deixou claro que Operação Lava Jato seguirá seu curso sem interferências do Executivo. Mais animado ainda ficará o Brasil se Moro declinar do convite. Ao menos três razões justificam a recusa:

Primeira: a Operação Mãos Limpas, ocorrida na Itália nos anos 90, começou a perder a força quando seus principais condutores passaram a disputar cargos políticos.

Segunda: como juiz federal, Moro pode combater a corrupção com mais eficácia do que qualquer ministro da Justiça.
Terceira: o PT torce para que Moro se afaste dos casos investigados pela Lava Jato. E tudo o que o PT defende é prejudicial aos interesses e sonhos do país que pensa e presta.
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A esquerda diante de Bolsonaro


Artigo de Álvaro Vargas Llosa, publicado pelo Instituto Independiente, trata de dois caminhos que restam à esquerda:


Ante la humillación que significa la derrota del Partido de los Trabajadores a manos del líder de un partido que tenía un solo escaño en el Congreso, figura marginal contra el cual casi el mundo entero alertó por sus dichos misóginos, homofóbicos y militaristas del pasado, la izquierda latinoamericana tiene dos opciones.

Una es cobijarse bajo el manto protector de las excusas y pretextos, es decir hablar de Bolsonaro como si se tratara de una catástrofe natural semejante al deslizamiento de tierra que arrasa un pueblo porque sí (“es el auge de la extrema derecha en todo el mundo, es el retorno del fascismo, es un epifenómeno de Trump”); la otra es asumir la principalísima responsabilidad que le cabe a la izquierda, y especialmente a la encarnada por el Partido de los Trabajadores y Lula da Silva, en haber llevado a los brasileños al estado de ánimo, a la condición psicológica, que convirtió a Bolsonaro en una opción de triunfo. No hablo del Bolsonaro que gobernará, pues no sabemos todavía si desmentirá los temores preventivos con una gestión encuadrada en los límites republicanos o si desbordará el marco democrático (lo que, por lo demás, no sería nada fácil en el Brasil de hoy, con algunas instituciones fortalecidas e incluso envalentonadas tras la crisis de los últimos años y una ciudadanía muy rebelde). Me refiero al Bolsonaro de la campaña y de los antecedentes preocupantes.
Lula y el PT auspiciaron y sirvieron de anfitriones en 1990, tras la caída del Muro de Berlín y los éxitos de Reagan y Thatcher, a un esfuerzo por relanzar a la izquierda conocido como el Foro de Sao Paulo. El resultado no fue un deslinde de la izquierda razonable con respecto a la otra izquierda, sino la confusión. Los totalitarios, empezando por Cuba, jugaron un papel protagónico al lado de los socialdemócratas, y los marxistas reconvertidos, como el propio PT, siguieron postulando cosas que evidenciaban una pésima lectura de la realidad frente a la cual, se suponía, querían reaccionar.

No sólo eso. En los años posteriores, la izquierda democrática apañó los peores aspectos del populismo autoritario de la otra izquierda, y nadie fue, a partir de 2003, una celestina más solícita del chavismo y el castrismo que el propio Lula (lo que no sólo implicó asuntos políticos sino también el mundo de los negocios). En casa, Lula no practicaba las mismas barbaridades, pero sí otras, que la bonanza de los commodities y su carisma permitieron disimular un largo tiempo. Las dos más graves: la confusión total de las esferas del Estado y los negocios privados (es decir la negación de lo que se supone es la izquierda antielitista) y un asistencialismo redistributivo que no partía de la abundancia productiva sino del artificio político. El resultado fue una corrupción descomunal de la que el partido símbolo de la izquierda latinoamericana fue al gran baluarte (aun si muchos otros partidos participaron también) y, a partir de 2014, una crisis económica de la que el país todavía no se recupera.

La bancarrota moral y la bancarrota económica son el balance del Foro de Sao Paulo. Que tarde o temprano vendría el péndulo hacia el otro extremo (digo bien “extremo” y no “lado”) era lo más probable. Por eso, ante el triunfo, hoy, de un líder que logró un solo escaño en los comicios de 2014 y había ofendido con sus palabras a mujeres, negros y homosexuales, y menospreciado la democracia, la izquierda tiene dos opciones: esconder la cabeza en la tierra o asumir su enorme responsabilidad iniciando el camino contrario al moribundo Foro de Sao Paulo.
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Por que o Google reflete um viés esquerdista?


Em artigo publicado em Libertad.org, Daniel Rodríguez Herrera examina um estudo realizado pela AllSides, que observou a existência de um viés esquerdista na rede, ainda que não intencionado. O problema é que "a maioria das notícias da internet e a maioria do consumo de notícias na internet procedem de uma perspectiva de esquerda". O Brasil que o diga, inclusive em relação à grande imprensa:

Un estudio de la web AllSides ha analizado tanto la portada de Google News en Estados Unidos como los resultados de las búsquedas de noticias en Google durante un periodo de dos semanas y ha determinado que los medios con un sesgo de izquierda son destacados con mayor frecuencia. El informe también asegura no haber encontrado pruebas de que este sesgo sea intencionado sino que es un reflejo de que “la mayoría de las noticias de internet y la mayoría del consumo de noticias en internet vienen de una perspectiva de izquierda”, según John Gable, CEO de AllSides y autor del estudio.

Los resultados del estudio indican que las noticias destacadas por Google News son de izquierda en un 65% de las ocasiones, mientras un 20% provienen de medios más equilibrados y son de derecha en un 16%. Además, dado que el tráfico proveniente de Google viene de forma desproporcionada de los primeros resultados, con un tercio de los clics del primer enlace mostrado, el estudio ha examinado la posición que de media tiene el primer resultado de izquierda, centro y derecha, siendo el resultado 1,7, 5,3 y 12,2. En Google News este último resultado significa que de media el usuario tiene que hacer scroll para encontrar la primera pieza de noticias de medios de derecha.

El estudio fue elaborado a raíz de un par de tuits de Donald Trump de finales de agosto donde criticaba duramente a Google por mostrar sólo las noticias de los “fake news media” sobre él. AllSides es un agregador de noticias de Estados Unidos al estilo de Google News, pero balanceado para mostrar resultados ideológicamente equilibrados empleando una tecnología patentada para analizar el sesgo de los medios.

Gable ha asegurado a USA Today que el sesgo es resultado de la producción y el consumo de noticias con una perspectiva izquierdista. Según Gable, los resultados de Google vienen de lo que básicamente es un “algoritmo de popularidad”, y como resultado los puntos de vista que no son tan populares entre sus usuarios es menos probable que aparezcan destacados.
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Por que o povo rejeitou Lula, o PT e a esquerda?


A despeito de toda a manipulação estatística e eleitoral, a maioria da população rejeitou Haddad, rejeitou Lula, rejeitou a esquerda. E não como resultado de conspirações. A esquerda foi vítima tão somente de seus próprios erros, da roubalheira e da recessão que ela mesma criou. Os brasileiros cansaram das mentiras, das ameaças, do cinismo e da patrulha petista. Artigo de João César de Melo, via Instituto Liberal:

Primeiro, precisamos considerar um dado levantado pelo Ibope no dia 23 de outubro: Fernando Haddad tem a maioria do eleitorado apenas no grupo de pessoas com escolaridade abaixo da 4° série do ensino fundamental e renda de até um salário mínimo. Esse é o perfil dos assistidos pelo Bolsa Família, que compõem metade da população da Região Nordeste; uma massa de pessoas dependentes do assistencialismo e do terrorismo petista que, em toda eleição, diz que, se as pessoas não votarem no candidato indicado por Lula, elas perderão os benefícios que recebem do governo.

O resultado da votação de ontem confirmou isso. No entanto, a coisa é pior do que parece: o sucesso do petismo nas regiões mais dependentes do governo dilui seu fracasso nas regiões onde as pessoas são mais independentes, têm maior renda e poder de escolha.

A diferença de dez pontos percentuais entre Bolsonaro e Haddad leva muitas pessoas a crer que o país – como se ele fosse uma massa social homogênea – está dividido meio a meio, entre esquerda e direita. Isso não é verdade.

O país está dividido entre cidadãos vulneráveis à chantagem eleitoral e os que não estão. Haddad teve 77% dos votos no Piauí e 32% em São Paulo.

Como registrou o jornal O Estado de S. Paulo, hoje, Jair Bolsonaro venceu em 97% das cidades mais ricas e Fernando Haddad em 98% das mais pobres (onde mais pessoas dependem do Bolsa Família para viver).
Vamos em frente…

No dia 27 de março de 2017, a Fundação Perseu Abrano, do PT, publicou o resultado de uma pesquisa sobre o perfil do eleitorado brasileiro. Foi verificado que a maioria da população:

– vê o estado como seu principal inimigo;
– não enxerga exploração na relação entre patrões e empregados;
– não reconhece a luta de ricos contra pobres;
– rejeita altos impostos e burocracias;
– valoriza o empreendedorismo privado (incluindo serviços de educação e saúde particulares), o esforço individual como forma de ascensão social (em detrimento de políticas estatais que põem em dúvida as capacidades pessoas, como as cotas) e os princípios cristãos de família e igreja.
Sobre como os cidadãos mais pobres enxergam a dicotomia direita x esquerda, a pesquisa registrou a opinião de um dos entrevistados como a dos demais: “Direita é alguém direito, correto. Esquerda é quem vive reclamando”.

A Fundação Perseu Abrano conclui dizendo que “todos são vítimas do estado que cobra impostos excessivos, impõe entraves burocráticos, gerencia mal o crescimento econômico e acaba por limitar ou sufocar a atividade das empresas”. Ok. E o que o PT fez com isso? Dois dias depois, retirou do seu site o resultado da pesquisa, deixando evidente sua opção pelo autoengano.

Outras pesquisas, de diversas outras instituições, apontam que o principal problema do Brasil, na opinião da grande maioria da população, é a violência urbana. Na mesma proporção, as pessoas enxergam que a corrupção é o principal culpado desse problema. E como a esquerda se comporta diante disso? Vitimizando os bandidos e atacando a Lava Jato, operação que sempre contou com altíssimo apoio da população.

O povo brasileiro é pacífico, sem conflitos, mas faz 30 anos que a esquerda liderada pelo PT se dedica a incitar o ódio entre grupos, entre classes, entre homens e mulheres, entre pretos e brancos, entre heteros e gays. O povo brasileiro elegeu Lula em 2002. Veio o mensalão. O povo perdoou. Reelegeu Lula em 2006 e votou em quem ele indicou em 2010 e 2014.

O que os brasileiros ganharam em troca? O maior esquema de corrupção e a maior recessão econômica de nossa história – e ainda a explosão da violência e regressão nos índices de educação e saúde. Quando a esquerda viu milhões de pessoas indo às ruas protestar contra Dilma, em vez de tentar entendê-las, preferiu chamá-las de “elite branca golpista”. Do impeachment para cá, o cidadão comum ainda viu a esquerda mobilizadíssima em defender o ex-presidente corrupto. Viu dezenas de protestos violentos. Viu parlamentares ameaçando juízes e promotores. Como se fosse pouco, a população majoritariamente cristã desse país viu a esquerda engrossando o tom dos ataques à igreja e à instituição da família.
Enquanto a sociedade brasileira pedia mais liberdade para viver e trabalhar, a esquerda não passava uma semana sequer sem pedir o controle ou a proibição de alguma coisa. Disso surgiu Jair Bolsonaro, o único político que realmente se engajou na defesa das pautas que mais preocupam a população.

Como nunca antes na história do Brasil, pessoas comuns, de todos os cantos do país, de todas as faixas de renda, sem qualquer comando de partidos, sindicatos ou imprensa, se mobilizaram para fazer campanha para alguém. A esquerda viu isso e em vez de tentar entender o que estava acontecendo, chamou de fascistas essas dezenas de milhões de pessoas.

A imprensa passou a chamá-las de “extremistas” por desejarem viver num país que prioriza o bem-estar das pessoas honestas e trabalhadoras, não de vagabundos e criminosos; por quererem ter o direito de se defender; por dizerem que escola é lugar para estudar, não para se impor ideologia de gênero; por exigir o combate efetivo da corrupção.

Tentaram criminalizar até a fé de Bolsonaro em Deus.

A esquerda ainda tentou de todas as maneiras taxar Bolsonaro de machista, racista e homofóbico, enquanto ele recebia cada vez mais apoio de mulheres, negros e gays. Nas redes sociais, tornaram-se comuns publicações de militantes de esquerda dizendo que alguém deveria matar Bolsonaro; e foi isso que um ex-filiado do PSOL tentou. E qual foi a reação da esquerda? Dizer que Bolsonaro mereceu.

Será mesmo muito difícil de imaginar como um cidadão comum, que vive com medo da violência, sentiu ao ver a esquerda dizendo isso?
As pessoas que realmente trabalham, que realmente mantém esse país de pé, ainda viram os adversários de Bolsonaro (que ainda se recuperava da cirurgia) chamando-o de covarde por não ir aos debates. Viram um verdadeiro tsunami de fakenews contra ele. Viram Fernando Haddad, que apoia as ditaduras em Cuba e na Venezuela e que tinha como promessa de governo censurar a imprensa e a justiça, dizendo que Bolsonaro é um risco para a democracia. Viram os petistas dizendo o tempo todo que Haddad seria eleito para tirar Lula da cadeia e recolocá-lo no poder. Viram mais uma vez o PT se aliando com políticos corruptos.

Essas pessoas viram, sobretudo, que os ataques a Jair Bolsonaro eram ataques a elas mesmas. Viram que estavam sendo insultadas apenas por terem decidido apoiar outro candidato. Se considerarmos o voto apenas das pessoas que atuam no mercado como empregados ou patrões, assumindo riscos e responsabilidades, pagando impostos, Bolsonaro foi eleito por uma margem de diferença muito, muito, muito maior.

Porém, a despeito de toda a manipulação estatística e eleitoral, a maioria da população rejeitou Haddad, rejeitou Lula, rejeitou a esquerda. E não como resultado de conspirações. A esquerda foi vítima tão somente de seus próprios erros, da roubalheira e da recessão que ela mesma criou. Os brasileiros cansaram das mentiras, das ameaças, do cinismo e da patrulha petista.

A eleição de domingo marca o fim de uma era e o início de outra. Já havia passado da hora dos brasileiros se assumirem como sociedade liberal-conservadora.
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As promessas vazias do socialismo


Nunca é demais repetir, dado o atavismo latino-americano, que o socialismo promete muito, mas oferece pouco. Para eliminar a pobreza, a solução é a adotada em países desenvolvidos: o livre mercado. Artigo de Patrick Tyrrell e Anthony B. Kim, publicado pela Gazeta do Povo:

Quais são os custos de adotar o socialismo? É uma boa pergunta, e uma não é feita com a frequência necessária. 
Mas um novo relatório do Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca faz a pergunta. A resposta? O socialismo destrói vidas e sociedades. 
O registro histórico é claro: em todos os lugares em que foi tentado, o socialismo causou danos. É algo que deve ser ensinado para as novas geração. 
Os socialistas norte-americanos, como o senador Bernie Sanders e Alexandria Ocasio-Cortez, ignoram a miséria que o socialismo causou em países como a União Soviética, a Coréia do Norte e a Venezuela. Eles afirmam que querem o socialismo sem ditadura ou brutalidade estatal. 
Mas mesmo que isso fosse alcançado, o socialismo ainda falharia. Como o relatório da Casa Branca aponta: 
A implementação democrática da política socialista não elimina os problemas fundamentais de incentivo e informação criados por altos impostos, grandes organizações estatais e o controle centralizado de recursos. 
Em um país socialista, a maior parte da riqueza criada pelos trabalhadores é controlada pelo governo, não por aqueles que trabalharam para criá-lo. O problema do incentivo é óbvio: se o que você ganha vai ser gasto pelo governo e não por você, por que se preocupar em ganhá-lo em primeiro lugar? 
Em segundo lugar, por mais puros que sejam os burocratas do governo, suas escolhas de gastos tendem a ser tão benéficas para os trabalhadores como se tivessem tomado as decisões por si mesmos? É impossível garantir isso, mesmo que você desconsidere completamente a possibilidade de ganância burocrática ou corrupção. 
Mais uma vez, o registro histórico é instrutivo. Quando pequenas propriedades familiares foram tomadas pelo governo e reembaladas em gigantes cooperativas administradas pelo governo na China e na União Soviética, menos comida foi produzida, não mais, e ambos os países sofreram fome em massa. 
Além disso, quando os impostos do governo são exorbitantes, os trabalhadores são atingidos diretamente e têm maior probabilidade de perder seus empregos. Quanto mais as pessoas puderem reter os frutos de seu trabalho, mais elas poderão melhorar suas próprias vidas e as vidas de suas famílias. 
A liberdade econômica está conectada a uma série de outros benefícios. Conforme documentado pela Heritage Foundation, países com níveis mais altos de liberdade econômica desfrutam de produto interno bruto per capita mais alto, níveis mais baixos de pobreza, avanços educacionais e tecnológicos, meio ambiente mais limpo, dinamismo e inovação nos negócios, melhores resultados de saúde, longevidade e progresso social. 
Mas o socialismo trabalha diretamente contra a liberdade econômica e, portanto, ameaça cada um desses benefícios. 
O registro histórico não permite lançar um olhar gentil sobre o socialismo. Durante o século XX, milhões de pessoas morreram de fome nos sistemas socialistas, e outros milhões foram exterminados por líderes socialistas desesperados para manter o controle. 
O socialismo promete muito, mas oferece pouco. A solução comprovada para eliminar a pobreza e criar prosperidade sustentável é adotar reformas de livre mercado. O capitalismo é o caminho a percorrer. 
Kay Coles James, presidente da Heritage Foundation, escreveu recentemente: 
Da Albânia e Angola ao Vietnã e Iêmen, o socialismo produziu pouco além de violência, fome e miséria. Contraste que, com a experiência daqueles que vivem em sociedades capitalistas, onde os direitos são protegidos, a duração da vida é maior e as pessoas desfrutam de um padrão de vida mais elevado. 
O fascínio do socialismo é uma miragem que cada nova geração será tentada a correr em direção a menos que lhes seja dito a verdade sobre seu legado de fracasso. 
Mas, em vez disso, os jovens americanos são bombardeados com retratos mal-intencionados dos fracassos do capitalismo, como visto recentemente até em revistas para meninas que estão na puberdade e frequentemente retratados em desenhos animados, filmes e em toda a cultura pop. 
O relatório da Casa Branca conclui: 
O Conselho de Assessores Econômicos não espera que as políticas socialistas causem escassez de alimentos nos Estados Unidos, porque os socialistas não estão mais propondo a nacionalização da produção de alimentos. Em vez disso, a experiência histórica com a agricultura é relevante porque envolveu desincentivos econômicos, planejamento central e um monopólio estatal sobre um setor que era grande quando o socialismo foi introduzido, similar aos cuidados com a saúde hoje. A evidência histórica sugere que um programa socialista para os EUA traria escassez, ou degradaria a qualidade de qualquer produto ou serviço colocado sob monopólio público. O ritmo da inovação diminuiria, e os padrões de vida geralmente seriam mais baixos. Estes são os custos de oportunidade do socialismo de uma perspectiva americana moderna. 
Uma expressão antiga diz: "Você não valoriza o que tem até perder." Isso pode se aplicar à liberdade econômica nos Estados Unidos, a menos que parem de empurrar a narrativa vinda de nossas elites culturais que favorecem o socialismo. 
O novo relatório da Casa Branca é um esforço digno para esse fim.
©2018 Daily Signal. Publicado com permissão. Original em inglês
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Witzel diz que já procura por atiradores para ‘abater’ criminosos


"Eu sempre digo o seguinte: prefiro defender um policial no tribunal do que ir ao funeral dele. Atirou, matou, está correto", disse o governador eleito pelo Partido Social Cristão

Redação
BAHIA.BA
Foto: Tania Rego/ Agência Brasil
Foto: Tania Rego/ Agência Brasil

O governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), apoiador do futuro presidente Jair Bolsonaro (PSL), afirmou, em entrevista nesta terça-feira (30), à GloboNews, que já solicitou às tropas de elite das polícias fluminenses um levantamento com o número de snipers  – atiradores especializados – à disposição do estado para trabalhar no “abate de criminosos que estejam portando armas restritas a partir de primeiro de janeiro”.
Ele disse que este número já foi pedido ao Batalhão de Operação Especiais da Polícia Militar (Bope) e à Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil (Core).
Nas palavras de Witzel, “a lei foi feita para ser interpretada e, por isso, o estado vai defender juridicamente os policiais que matarem traficantes com fuzis. Mas, se a Justiça entender que eles devem ser expulsos, eles serão”.
Questionado sobre casos em que pessoas foram mortas por portar furadeiras e até guarda-chuvas, que foram confundidos com armas, Witzel disse: “Em nenhum desses casos os tiros partiram de snipers. Não serão quaisquer policiais orientados a isto e os snipers vão passar por ainda mais treinamentos. Eu sempre digo o seguinte: prefiro defender um policial no tribunal do que ir ao funeral dele. Atirou, matou, está correto”, disse o governador eleito pelo Partido Social Cristão.
Pouco conhecido no Rio de Janeiro até o primeiro turno das eleições, Witzel foi eleito após declarar apoio a Bolsonaro e só começou a aparecer de forma relevante nas pesquisas de intenção de votos no dia anterior ao primeiro turno.

TSE autoriza investigação de suposto ‘showmício’ de Roger Waters


Ministro Jorge Mussi acatou ação movida pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) contra Fernando Haddad (PT)

Redação
BAHIA.BA
Foto: Divulgação
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai investigar as apresentações de Roger Waters no Brasil, classificadas por Jair Bolsonaro (PSL) como “showmícios”, em ação movida pelo presidente eleito contra Fernando Haddad (PT)

General Heleno defende ‘exclusividade’ a militares em reforma da Previdência


Provável ministro da Defesa de Jair Bolsonaro (PSL), o militar justificou que categoria é "uma profissão totalmente diferente" e por isso merece tratamento especial

Redação
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Foto: Reprodução/Twitter
Foto: Reprodução/Twitter

Cogitado como futuro ministro da Defesa do governo de Jair Bolsonaro (PSL), o general Heleno defendeu tratamento diferenciado aos militares na reforma da Previdência, uma das principais bandeiras do capitão eleito. Segundo Heleno, a categoria não se iguala a “funcionários públicos” ou outros setores da sociedade.
“Algumas coisas podem ser discutidas, mas é uma profissão totalmente diferente, com série de imposições profissionais. Não somos funcionários públicos, não pode ser jogado no bolo das outras. Tem que ser tratado com a devida exclusividade.
Braço-direito de Bolsonaro, o economista Paulo Guedes já confirmou que a Previdência Social precisa ser revista para minimizar os gastos públicos. Heleno argumenta que os militares tem direitos e deveres específicos e portanto não devem seguir às mesmas regras da reforma.
“Tem muitas coisas que são exclusivas dos militares como não ter fundo de garantia, trabalha sábado e domingo, passa uma semana na selva”, afirmou.

Filho de Bolsonaro assume liderança do PSL na Câmara dos Deputados


O anúncio foi feito nesta quarta-feira (31) pelo próprio Eduardo Bolsonaro, em sua página no Twitter.

Redação
BAHIA.BA
Foto: Agência Câmara
Foto: Agência Câmara

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (SP) vai assumir a liderança do PSL na Câmara dos Deputados. Ele substituirá Delegado Francischini (PR).
O anúncio foi feito nesta quarta-feira (31) pelo próprio Eduardo, em sua página no Twitter.
O filho do presidente eleito jair Bolsonaro vai liderar a segunda maior bancada da Câmara a partir do próximo ano. Impulsionado pela onda Jair Bolsonaro, o PSL elegeu 52 deputados.
O número deve crescer, já que a legenda pode absorver parlamentares de partidos que não atingiram a cláusula de desempenho e, por isso, podem ter a continuidade inviabilizada.
Aos 34 anos, Eduardo Bolsonaro cumprirá a partir do ano que vem seu 2º mandato na Câmara. Dessa vez, entra como o deputado federal mais votado da história, com mais de 1,8 milhão de votos.

PDT deve fazer oposição ‘propositiva’ sem o PT no Congresso, diz Félix Jr.


"Não queremos fazer uma oposição só por ser oposição. Queremos fazer oposição com base", defendeu

Juliana Almirante
BAHIA.BA
Foto: assessoria do deputado
Foto: assessoria do deputado

O deputado federal e presidente estadual do PDT, Félix Mendonça Júnior disse ao bahia.ba que a legenda deverá fazer parte de uma oposição “propositiva” juntamente com o PCdoB e o PSB, mas sem o PT, no Congresso Nacional, após a eleição de Jair Bolsonaro (PSL). Representantes das legendas se reuniram na terça-feira (30) para discutir a composição do bloco.
“Deve ser um dos blocos de oposição propositiva, digamos assim, que vai fiscalizar, votar nas coisas que forem boas para o Brasil e debater o que achar que não é correto. Esse bloco não será formado com o PT”, afirmou.
Ele afirma que a distância com o Partido dos Trabalhadores ficou delineada desde as eleições, quando não houve coligação na chapa presidencial e na proporcional. Na disputa ao Palácio do Planalto, após o candidato do PDT , Ciro Gomes, não ter conseguido chegar ao segundo turno, a legenda se limitou a declarar “apoio crítico” ao PT.
O parlamentar defendeu ainda que o bloco não pretende fazer oposição só por ser contra o governo e deve tomar posições conforme cada um dos projetos colocados no Legislativo. “Não queremos fazer uma oposição só por ser oposição. Queremos fazer oposição com base. Explicando se a gente for contra um projeto ou uma medida provisória, tem que explicar para a população porque nós fomos contra e em que parte”, disse.
“Não vamos dizer que somos contra porque somos contra o governo. Nós podemos ser a favor em alguns projetos e contra, em outro, e não ser oposição porque perdeu a eleição”, declarou.

Rússia retira restrições a importações de carnes por fornecedores do Brasil


Permissão para entrada de carne brasileira no país ocorre a partir dessa quinta-feira, 1º de novembro

Redação
BAHIA.BA
Foto: Rodollfo Buhrer/Reuters
Foto: Rodollfo Buhrer/Reuters

Importações de carnes suína e bovina de nove fornecedores brasileiros poderão voltar a ser realizadas para a Rússia a partir do próximo dessa quinta-feira (1º).
O anuncio foi feito nesta quarta (31) pelo órgão regulador de segurança na agricultura russa, incluindo um frigorífico da Minerva Foods e outro operado pela processadora de alimentos de capital privado Aurora Alimentos.
A Rússia colocou restrições temporárias para importações de carnes suína e bovina do Brasil em 2017 devido ao uso de ração com o aditivo ractopamina, uma alegação que grupos da indústria brasileira de carne negaram.
Segundo a Folha, órgão regulador de segurança disse que decidiu retirar as restrições após o Brasil fornecer à Rússia garantias da segurança de produtos de carne brasileiros, incluindo resultados de sua investigação e detalhes de medidas tomadas para eliminar irregularidades que foram detectadas.

Geddel e Lúcio ficam em silêncio durante audiência no STF


Irmãos são acusados de lavagem de dinheiro e associação criminosa no caso do “bunker” de R$ 51 milhões

Redação
BAHIA.BA
Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil|Izis Moacyr/ bahia.ba
Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil|Izis Moacyr/ bahia.ba

Acusados de lavagem de dinheiro e associação criminosa no caso do “bunker” de R$ 51 milhões, os irmãos Geddel e Lúcio Vieira Lima ficaram em silêncio nesta quarta-feira (31) durante audiência no Supremo Tribunal Federal (STF), de acordo com o G1 e TV Globo.
Ao ser informado pelo juiz instrutor sobre as acusações no começo da audiência, o ex-ministro, preso na Papuda, disse apenas que permaneceria em silêncio “por absoluta e incisiva orientação da defesa técnica”. O deputado federal seguiu a mesma estratégia.
Durante a audiência, que durou aproximadamente 10 minutos, o Ministério Público fez diversos questionamentos aos irmãos, que não responderam nada.
Esta é uma das últimas fases do processo. Ao final da audiência, Geddel foi escoltado de volta para o complexo penitenciário, onde está detido desde setembro do ano passado.

Mais de 500 mil estudantes poderão renegociar dívida do Fies


A resolução que autoriza a renegociação deve ser publicada amanhã (1º) no Diário Oficial da União

Tribuna da Bahia, Salvador
31/10/2018 13:32 | Atualizado há 6 horas e 11 minutos
   


Mais de 500 mil estudantes que têm dívidas com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) poderão renegociar o valor que devem. Segundo o ministro da Educação, Rossieli Soares, a renegociação foi aprovada hoje (31) pelo Comitê Gestor do Fies. O valor total da dívida gira em torno de R$ 10 bilhões.
“Abrir a possibilidade de renegociação é importante para que essas pessoas possam ter uma tranquilidade para a sua vida e para outros processos de desejem e também para o governo que vai buscar manter uma boa condição em relação ao pagamento”, diz Soares.
A resolução que autoriza a renegociação deve ser publicada amanhã (1º) no Diário Oficial da União. As regras serão definidas posteriormente, após reuniões com o Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, que operacionalizam o financiamento. As renegociações poderão ser feitas até o dia 31 de dezembro de 2019. 
O Fies é um programa do governo que financia mensalidades em instituições privadas de ensino com condições especiais. Os estudantes são relacionados a partir do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e devem preencher requisitos de renda para participarem.

Clientes lamentam o fechamento das livrarias no Brasil


O anúncio da Saraiva ocorre poucos dias após a Livraria Cultura ter anunciado que havia pedido recuperação judicial

Tribuna da Bahia, Salvador
31/10/2018 12:53 | Atualizado há 6 horas e 48 minutos
   
Foto: Romildo de Jesus

Por Lício Ferreira
A Saraiva, maior rede de livrarias do Brasil, anunciou na última segunda-feira (29), que está fechando 20 das 84 lojas que tem no país. Especializada em livros, jogos, DVDs e produtos editoriais, a rede não  adiantou quais as unidades que serão fechadas. Aqui, em Salvador, o grupo mantém quatro unidades, nos shoppings Salvador, Barra, Bahia e Paralela.
O anúncio da Saraiva ocorre poucos dias após a Livraria Cultura ter anunciado que havia pedido recuperação judicial. Ambas as livrarias passam por um mau momento, em que há meses não conseguem pagar seus fornecedores, agravando, assim, a crise do mercado editorial brasileiro. 
Em comunicado dirigido à imprensa, a rede informou que “a medida foi necessária diante dos desafios econômicos e operacionais do mercado, além de indicadores que retratam uma mudança na dinâmica do varejo”. Na década de 90, a Saraiva fundou, em São Paulo, a primeira ‘megastore’ que atendia às demandas culturais (livros, revistas, música), tecnológicas (a ascensão dos artigos de informática e de celulares).
Com espaços de convivência e de leitura, e também  equipados com cafés e anfiteatros, as livrarias Saraiva conquistaram um público cativo nos últimos anos. O fechamento dessas unidades é motivo de lamento de gente inteligente como a psicóloga Deloní Guimarães, 50 anos; o estudante de psicanálise José Ítalo, 26 anos; e o militar da reserva João Alberto 68 anos, que freqüentam o local em busca de conteúdo e entretenimento.
Leitura pontual
Sentada numa confortável cadeira, fazendo uma leitura pontual sobre Psicologia, Deloní Guimarães considerou a notícia do fechamento das unidades como bem negativa. “Para um país com tanto déficit de leitura, é lamentável, em todos os sentidos, este comunicado. As pessoas no Brasil lêem tão pouco ou muito menos do que deveriam, que é desagradável saber que a crise econômica esteja atingindo este segmento”.
Lembrando seu apreço pela boa leitura, vez que foi jornalista tempos atrás na Folha de Barreiras (oeste do Estado) – periódico que deixou de existir -, a psicóloga diz: “Eu que sou uma pessoa que adoro ler, aproveito com prazer este ambiente especial, que a livraria nos oferece. Saiba que não há melhor lugar do que este, que a Saraiva  propicia aos seus clientes –leitores. Aqui, na paz e na tranqüilidade, fazemos a descoberta prazerosa do aprendizado”.
Na mesa, ao lado, também atento ao livro, que tem nas mãos, o administrador de empresas e estudante de psicanálise José Ítalo crava um diagnóstico do problema. “Com certeza, foi esta crise econômica que está asfixiando as empresas. O fechamento das livrarias é um reflexo direto do atual momento, que nós vivemos. Sou um cliente que, constantemente, adquire livros para ampliar a formação profissional. Por isso, vejo esta decisão como muito prejudicial aos meus anseios”. 
Biblioteca particular
Militar da reserva, João Alberto caminhava nos labirintos das estantes em busca de livros para comprar sobre História e Autobiografias, além de livros de Guerra. “Eu gosto, por exemplo, das obras do escritor Laurentino Gomes, um dos meus autores preferidos. Utilizo a Livraria Saraiva como uma biblioteca, e aqui, neste espaço de leitura, eu me encontro em total harmonia com o que mais gosto: ler”.
João Alberto tem uma sugestão ao novo presidente da República Jair Bolsonaro. “Gostaria que ele avalie com mais atenção este momento difícil dos empreendedores do mercado de livros, e, sensibilizado com as dificuldades enfrentadas pelos donos de livrarias, em todo o país, envie ao Congresso nacional um decreto de isenção de impostos ao setor. Este decreto, com apoio de governos estaduais e  municipais, seria uma válvula para reduzir o desemprego, que esse e outros fechamentos anunciados estão provocando”. 
Esta situação, que ora se amplia, foi apresentada pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) ao mostrar, recentemente, “que o faturamento do setor editorial geral (com vendas para o mercado e para o governo) diminuiu 21% no comparativo entre 2006 e 2017, o que corresponde a uma perda de R$ 1,4 bilhões. Após um período de expansão, entre os anos de 2006 e 2011, quando chegaram a faturar cerca de R$ 7 bilhões (em valores constantes de 2017), as editoras viram seu faturamento cair aproximadamente 20% nos últimos três anos, impactadas pela crise que afetou o país a partir de 2015”, registra o documento feito pela Fipe.
Resultados positivos
Na contramão desse levantamento, o mês de outubro deste ano  (o  nono período do mercado livreiro) foi marcado por resultados positivos, em comparação ao mesmo intervalo no ano passado. Mesmo com o feriado prolongado de 07 de setembro, as vendas nessa época apresentaram crescimento de 3,65% em volume e de 5,37% em faturamento, seguindo a tendência de recuperação das edições passadas. No acumulado de 2018, o cenário permanece positivo, com alta de 5,70% em volume e de 9,33% em valor”. Os números têm como base o resultado da Nielsen BookScan Brasil, que apura as vendas das principais livrarias e supermercados no país.
Caminhos do livro
Entretanto, o  que poucos sabem e até alguns desconhecem são os caminhos do livro depois que a obra sai da gráfica, normalmente em tiragens mínimas de milhares de exemplares. O que acontece é o seguinte: as editoras dedicam uma parte do estoque em regime de contratos de consignação à distribuidoras de livros em diferentes pontos do território brasileiro para que atendam prontamente e com a maior variedade possível de títulos, como estoques regionais, as livrarias e pontos de vendas locais.
Em seguida, a editora estipula o preço de capa e de descontos para distribuidoras (aproximadamente 50%) e livrarias (aproximadamente 30%). O preço final do livro precisa dar conta de remunerar esta divisão do trabalho e que inclui os direitos de autor. Em razão disso, a questão do preço tem dois lados. Por um lado, pagar menos é sempre uma vantagem para o consumidor. Mas o ponto é que as editoras não vêm conseguindo repassar a inflação, e o público tem dificuldade de reconhecer o valor agregado de um livro. Por essas e outras é que o debate em torno do preço único dos livros ganha centralidade e importância no Brasil.

Bolsonaro deve usar Forças Armadas para melhor controle de fronteira

Um grupo composto por apoiadores civis e militares do recém eleito presidente Jair Bolsonaro solicitou por meio de um documento de 50 páginas entregue ao General Augusto Heleno que as Forças Armadas estejam mais presentes na repressão co crime organizado nas fronteiras do Brasil com seus vizinhos.
“Integrado por professores, engenheiros e cientistas sociais civis e militares da reserva das três Forças de Brasília e de outros estados, o grupo é voluntário e troca informações tanto em reuniões quanto por grupos do aplicativo Whatsapp.”
O plano, já bem especificado em relação ao período e ao nível de atuação das Forças Armadas em cada posto fronteiriço, sugere que a presença nas fronteiras seria o melhor caminho para barrar e reprimir a entrada de armamento e drogas com direção do Rio de Janeiro e São Paulo, bem como outras capitais e cidades brasileiras.
“Para os consultores, a FAB (Força Aérea Brasileira) teria o papel mais efetivo nesse aspecto, por meio de fiscalização do espaço aéreo e da análise de imagens de satélite com o objetivo de impedir entrada de aviões e barcos.”
“Outras propostas são aumentar o uso de inteligência financeira para rastreamento de dinheiro usado por facções criminosas nas grandes cidades e o incentivo à aplicação de penas alternativas a condenados pela Justiça, a fim de abrir vagas no sistema penitenciário para presos considerados mais perigosos.”
Informa O Antagonista.

Generais querem que Bolsonaro intensifique abastecimento de água no Nordeste


Generais da ativa que trabalharam com Bolsonaro em campanha presidencial pediram intensificação da atuação das Forças Armadas no Nordeste.
“Bolsonaro receberá a proposta de intensificação das ações militares em duas frentes: o abastecimento por meio de carros-pipa em regiões que sofrem com a falta de água e obras da transposição e de revitalização do Rio São Francisco. São iniciativas relacionadas, portanto, ao combate à seca.
(…) O carro-chefe seria a chamada Operação Carro-Pipa, conduzida diretamente pelo Exército. Segundo os dados oficiais do programa, o abastecimento de água em lugares que sofrem com a seca beneficia quase 4 milhões de pessoas. (…) O programa alcança ainda regiões áridas de Minas Gerais e Espírito Santo.”
Informação dO Antagonista.

Justiça ordena rastreamento de movimentações financeiras de sobrinho de Lula

Brasília(DF), 24/04/2017 - Luiz Inácio Lula da Silva durante evento do PT em Brasília. - Foto: Daniel Ferreira/Metrópoles
A 10ª Vara da Justiça Federal em Brasília, por meio de decisão do juiz Vallisney de Oliveira, ordenou que Taiguara Rodrigues, sobrinho de Lula, tenha suas movimentações financeiras rastreadas.
O MPF fez o pedido com base no processo em que Lula e Taiguara são réus por formação de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção e tráfico de influência.
Lula usaria seu poder e influência para conseguir empréstimos para a Odebrecht diretamente do BNDES, enquanto a empreiteira contrataria a empresa de Taiguara, a Exergia.
Fonte: O Antagonista.

Gleisi afirma que eleição de Bolsonaro também é… golpe.

Após reunião da executiva nacional do Partido dos Trabalhadores, a primeira após a derrota de Fernando Haddad para Jair Bolsonaro na eleição presidencial, Gleisi Hoffmann voltou a falar em “golpe”.
A vitória de Jair Bolsonaro, segundo ela, “consolida o golpe que foi iniciado no impeachment de Dilma”. A presidente do PT também usou a denúncia da Folha – até agora sem provas – para falar que as eleições foram fraudadas com o uso de Fake News e disparos de mensagens via Whatsapp bancados por empresários.
Com o fim da eleição, o Partido deve voltar a orbitar Lula, abandonado no segundo turnom assim como o vermelho característico do partido. Haddad, segundo avaliação dos petistas, é a maior liderança hoje na esquerda capaz de liderar uma campanha para que Lula seja solto.
Fonte: MBL News

Ciro se posiciona sobre a promessa de que deixaria a política em caso de vitória de Bolsonaro

Ciro Gomes é um homem de palavra?
A sua trajetória demonstra que o que fala não se escreve. Não merece credibilidade.
De qualquer forma, no primeiro turno da eleição presidencial, o ex-presidenciável prometeu que deixaria a política na eventualidade de uma vitória de Jair Bolsonaro.
Nesta terça-feira (31), em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, Ciro foi indagado se a promessa será cumprida.
Eis a resposta:
“Eu disse isso comovidamente porque um país que elege o Bolsonaro eu não compreendo tanto mais, o que me recomenda não querer ser seu intérprete. Entretanto, do exato momento que disse isso até hoje, ouvi um milhão de apelos de gente muito querida. E, depois de tudo o que acabou acontecendo, a minha responsabilidade é muito grande. Não sei se serei mais candidato, mas não posso me afastar agora da luta. O país ficou órfão.”
Ciro é efetivamente um blefe.

Bolsonaro: Não sou o mais capacitado, mas Deus capacita os escolhidos


Foi com esta frase que o presidente eleito Jair  Bolsonaro começou seu discurso no culto em que compareceu esta noite na Assembleia de Deus Vitória em Cristo, na Penha, zona norte do Rio
Foi com esta frase que o presidente eleito Jair Bolsonaro começou seu discurso no culto em que compareceu esta noite na Assembleia de Deus Vitória em Cristo, na Penha, zona norte do Rio
"Tenho certeza de que não sou o mais capacitado, mas Deus capacita os escolhidos". Foi com esta frase que o presidente eleito Jair  Bolsonaro começou seu discurso no culto em que compareceu esta noite na Assembleia de Deus Vitória em Cristo, na Penha, zona norte do Rio. Foi nessa igreja, do pastor Silas Malafaia, que Bolsonaro e Michelle se casaram há 11 anos, em celebração feita pelo próprio Malafaia - que recebeu Bolsonaro na noite de hoje. Logo após dizer que se considera o escolhido de Deus, Bolsonaro disse que o momento é especial por estar ao lado de Malafaia, que realizou o seu casamento. "Chorei muito naquele dia e também chorei muito depois das eleições. Quero agradecer a esse povo de Deus pela confiança depositada em meu nome”, afirmou.
O presidente eleito também disse que estava ali para agradecer a Deus por ter salvado a sua vida quando foi esfaqueado. Segundo ele, Deus agiu por meio dos profissionais de saúde de Juiz de Fora e de São Paulo. Em seguida, Bolsonaro lembrou que é uma pessoa comprometida com os valores da família cristã.
“O Malafaia falou que pirou [sobre Bolsonaro ser presidente]; e eu também pensei que pirei naquele momento. Mas nós temos que buscar mudar as coisas. Não basta apenas reclamar. Eu tinha tudo para não chegar: um partido pequeno, sem fundo partidário, sem televisão, com 90% da grande mídia batendo na gente. Fui acusado do que eles são: de calúnia, difamações, mas eu escolhi um slogan para a campanha. Eu fui na Bíblia, que alguns dizem que é caixa de ferramenta para consertar o ser humano, fui lá em João: Conheceis a verdade e a verdade vos libertará”.
Bolsonaro chegou ao culto às 20h17, cercado de um forte aparato policial. O pastor contou que, no dia do casamento, Bolsonaro comunicou a ele, enquanto esperava a chegada da noiva: “Não é possível o povo brasileiro ser enganado. Não é possível o povo brasileiro viver de migalha. Não é possível. Eu vou ser candidato à Presidente da República”.
O pastor disse que, no seu íntimo, sem dizer a Bolsonaro, pensou: "Pirou". “Esse cara é louco, vai ser presidente do Brasil. É. Não acreditei. E se esse cara chegou aqui e nós temos a nossa certeza e a nossa fé. Claro que a vontade de Deus não é absoluta; é permissiva,  feita através do povo. Foi o povo que botou Bolsonaro como presidente”.
Malafaia disse que ia fazer uma oração rápida, pois, por medidas de segurança, Bolsonaro não poderia ficar muito tempo no templo. O pastor começou citando Israel -  que o presidente eleito, segundo ele, gosta muito e enaltece a força do povo israelense.
Malafaia disse: “Lá em Israel é pior do que o semiárido do Nordeste. Quero deixar uma palavra aqui para esse povo nordestino, que é abençoado. Tem nordestino em tudo que é lugar do Brasil, fazendo a história dessa nação. E por quê eles saíram do Nordeste? Porque esses corruptos, esses cínicos, deram esmola pra eles, pensando que podem manipular a vida toda”.
Malafaia disse ainda que “Bolsonaro sabe que é possível resgatar o Nordeste. Israel tem uma das maiores produções agrícolas do mundo de exportação e pode fazer o Nordeste ser um centro agrícola do mundo e ele não vai dar paliativo não; ele vai mudar a história do Nordeste. Nordestino vai esquecer do cara aí que dizia que era filho da Terra”, disse, referindo-se inidretamente ao ex-presidente Lula. O Nordeste votou, em sua maioria, em Fernando Haddad (PT)  .
Na oração, Malafaia fez uma longa bênção para o presidente eleito. "Declaro o espírito de sabedoria, de inteligência, sobre você para governar esse país".
“Bolsonaro, Deus vai te dar sabedoria, graça e saúde para fazer a diferença nessa nação. Você vai marcar a história desse país. Vamos ter um novo paradigma nessa nação. Deus vai mudar a sorte desse povo, a miséria, a violência, o desemprego, a corrupção, a desgraça. O Brasil é do Senhor Jesus. Deus abençoe o Presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro. Concordamos que você faça a diferença”.
Bolsonaro ouviu as palavras em silêncio, com lágrimas nos olhos, e em seguida, se despediu do público, acompanhado de Malafaia.

General Heleno defende uso de atiradores de elite contra criminosos


O general Heleno considera que não se deve estimular o emprego das Forças Armadas em situações de intervenção federal
O general Heleno considera que não se deve estimular o emprego das Forças Armadas em situações de intervenção federal
O general da reserva Augusto Heleno, futuro ministro da Defesa no governo de Jair Bolsonaro (PSL), apoiou nesta quarta-feira (31) a polêmica proposta do governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), de usar atiradores de elite para conter criminosos que portem armamentos de uso restrito. O general da reserva disse que já fez uso da mesma "regra de engajamento", no linguajar militar, enquanto atuava no Haiti e que não se trata de uma autorização para matar de forma indiscriminada. As declarações foram feitas nesta quarta-feira em entrevista exclusiva à Rádio Nacional, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
“Minha regra de engajamento no Haiti era muito parecida com essa que o futuro governador colocou. É óbvio que muita gente faz uma distorção nisso e acaba dizendo que é uma autorização para matar. É uma reação necessária à exibição ostensiva que tem sido feita no Rio de Janeiro de armas de guerra nas mãos, muitas vezes, de jovens”, disse.
O militar lembrou que esses fuzis, normalmente, são empregados em ações que resultam em mortes de inocentes e de policiais envolvidos em confrontos e defendeu a retomada do respeito pelas forças legais. “Nós não vamos readquirir esse respeito com as regras de engajamento benevolentes que temos hoje”, destacou.
“Não é uma autorização para matar indiscriminadamente. Precisa ter um critério muito bem consolidado. Precisa haver um treinamento bem feito das tropas para que isso seja respeitado. Tivemos essa regra no Haiti durante mais de dez anos e não há casos de execuções indiscriminadas. É uma questão de treinamento e, de pouco a pouco, se readquirir o respeito.”
Endurecimento das regras
“Não podemos, em prol de eliminar gente que não pode viver num Estado civilizado, que a gente cause efeitos colaterais e acabe matando inocentes. Tem que ser uma regra de engajamento muito bem consolidada junto àqueles que vão fazer uso dela", insistiu Augusto Heleno.
"Acho que a situação que estamos vivendo nos leva a pensar num endurecimento dessas regras. Isso tem que ser muito bem aplicado para não parecer que é isso que estão colocando: uma autorização para matar. Isso não é o que se pretende com esse endurecimento. É exatamente dissuadir que isso continue a acontecer”, destacou.
O futuro ministro da Defesa classificou a polícia do Rio de Janeiro como "talvez uma das mais valentes no mundo". "Quem já subiu o morro tomando tiro, quem já enfrentou uma comunidade tomando tiro que você não sabe de onde vem, sabe o que é isso. As polícias no Rio de Janeiro são muito corajosas, mas precisam ter na sua retaguarda um outro tipo de apoio – principalmente esse apoio logístico que foi implantado pela intervenção e que pode servir de modelo para o resto do país.”
Sobre a intervenção federal no Rio de Janeiro, o futuro ministro da Defesa avaliou que o general Braga Neto nomeou comandantes que classificou como “exemplares” e que ele segue norteando sua gestão na capital fluminense por uma nova mentalidade de logística, administração de bens, administração de pessoal e gestão de recursos humanos dentro das polícias.
“Isso tem mostrado um resultado sensacional na intervenção, pelo pouco prazo em que ela está acontecendo. Não dá para resolver o problema do Rio de Janeiro, que foi pouco a pouco se agravando até por isso. Aqueles que eram responsáveis por se apresentar como os faróis, como a referência para a força policial estavam, em boa parte, na cadeia. É óbvio que isso tem reflexos inevitáveis no desempenho da tropa.”
"Despolitização" das polícias
O general Heleno considera que não se deve estimular o emprego das Forças Armadas em situações de intervenção federal, como a que se instalou no Rio de Janeiro desde fevereiro deste ano nem que se banalizem as operações de GLO (Garantia da Lei e da Ordem). "As Forças Armadas extrapolam em muito as suas missões constitucionais”, avaliou.
“Eu não acho que as Forças Armadas devam incentivar esse emprego [participação na garantia da lei e da ordem]. E não incentivam realmente. Elas são chamadas quando o governador do estado declara ao Ministério da Justiça que está numa situação difícil porque sua polícia esgotou as possibilidades de emprego ou entrou em greve, que é uma coisa inconstitucional, mas acontece.”
Para o militar, esse tipo de situação pode ser solucionada por meio do que chamou de “despolitização” das polícias, sejam elas militar, civil e mesmo a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal. De acordo com o general da reserva, não há espaço para politização em instituições que são de Estado e que, segundo ele, devem ser regidas por uma gestão baseada na meritocracia.
“Uma coisa que pode mudar muito esse panorama é o exemplo. Os comandantes necessariamente têm que dar o exemplo. Não podemos assistir casos de corrupção na cúpula de algumas polícias. Isso se alastra com muita facilidade. Essa é uma correção de rumos indispensável. Essas polícias precisam ter um outro tipo de gestão.”
Mesmo barco
O general da reserva disse ainda que é preciso esquecer o que chamou de “confrontos de campanha” e trabalhar pela reconstrução do país. O militar se referiu ao momento como uma oportunidade para exortar brasileiros a um novo período “de tolerância, de conciliação e de busca do bem comum”.
“Temos muito o que fazer. Temos que esquecer esses confrontos de campanha. Tudo isso tem que ser deixado de lado agora. Vamos trabalhar pela reconstrução desse país, que é um país fantástico e que merece chegar muito mais longe do que chegou até hoje."
E concluiu: "Estamos juntos. É preciso entender isso. Nós estamos todos no mesmo barco e precisamos todos remar. Ninguém pode colocar o remo n'água e não remar. Vamos colocar o remo na água para remar."

Frente Nacional dos Prefeitos teme eventual extinção do Ministério das Cidades


Representantes da Frente Nacional dos Prefeitos se reuniram para produzir um documento a ser encaminhado ao presidente eleito Jair Bolsonaro
Representantes da Frente Nacional dos Prefeitos se reuniram para produzir um documento a ser encaminhado ao presidente eleito Jair Bolsonaro
Representantes da Frente Nacional dos Prefeitos se reuniram na manhã desta quarta-feira (31), na capital paulista, para produzir um documento a ser encaminhado ao presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).

Segundo o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), são três as principais demandas: retomada do desenvolvimento econômico e aprovação das reformas tributária e previdenciária. Também há uma preocupação geral em relação à extinção do Ministério das Cidades, medida cogitada pelo futuro governo.

"O candidato Bolsonaro disse que iria diminuir e extinguir ministérios. Então ele não está fazendo nada além do que falou. A gente acha que sair criticando sem saber o que virá seria uma atitude precipitada. Agora é uma preocupação muito grande. Hoje temos projetos em andamento no Ministério das Cidades, principalmente as médias e grandes cidades. Estamos falando de moradia, saneamento básico, drenagem, transportes. Nos preocupa a extinção e queremos saber o que vem no lugar", disse o prefeito de Campinas (SP) e presidente da Frente Nacional dos Prefeitos, Jonas Donizette (PSB).

Para Covas, a preocupação não é com a existência ou não da pasta, mas como se dará a interlocução do governo federal com os municípios. "O programa Minha Casa Minha Vida, por exemplo, aonde vai ficar? No Ministério do Planejamento? Como será a interlocução com os municípios? Essa é a preocupação da Frente. Se o presidente eleito entende que não há necessidade de manter o Ministério das Cidades, que conduz essa relação hoje, gostaríamos de saber de que forma vamos continuar a dialogar por uma ação conjunta", afirmou o tucano.

O prefeito de Curitiba, Rafael Greca (PMN), ressaltou que o importante é haver uma política de apoio às cidades, seja com um ministério, uma secretaria ou agência. "O que soa como música aos meus ouvidos como prefeito é a frase menos Brasília é mais Brasil. O Brasil somos nós. O Brasil é urbano e foi esse Brasil que pôs o presidente lá. A política urbana é essencial para o bem do Pais, assim como uma política de meio ambiente."

Meio Ambiente

Os prefeitos reunidos nesta quarta ainda se posicionaram contra uma eventual saída do Brasil do Acordo de Paris, já levantada por Bolsonaro, mas depois descartada. A junção dos ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente - confirmada após a eleição - também é outra preocupação do grupo que reúne 400 municípios e 60% da população brasileira.

Donizette lembrou que a Frente Nacional dos Prefeitos assinou um acordo com a ONU para implementar um programa de incentivo a práticas sustentáveis. O Brasil foi o primeiro País do mundo a criar um selo para municípios que se comprometessem com os objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU.

O grupo vai se reunir no fim de novembro em São Caetano do Sul, no ABC paulista, e espera a presença de Bolsonaro, convidado a comparecer.