quarta-feira, 19 de setembro de 2018


Justiça autoriza exame psiquiátrico em autor de ataque contra Bolsonaro


Para juiz, não havia documento que apontasse o comprometimento da "capacidade do investigado em entender o ilícito"

Redação
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Foto: Tomaz Silva/ Agência Brasil
Foto: Tomaz Silva/ Agência Brasil

A Justiça Federal de Minas Gerais autorizou, nesta terça-feira (18), a realização de um exame psiquiátrico em Adélio Bispo de Oliveira, 40 anos, autor do atentado contra o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) no último dia 6 de setembro, em Juiz de Fora, informa a Folha de S. Paulo.
Os advogados de Adélio haviam solicitado um incidente de insanidade, com a suspensão do processo por 45 dias e a admissão de um médico psiquiatra indicado pela defesa como assistente técnico.
O juiz federal Bruno Souza Savino, da 3ª Vara Federal de Juiz de Fora, entendeu a princípio, porém, que não havia “nenhum documento que apontasse o efetivo comprometimento da capacidade do investigado em entender o ilícito”.
O magistrado pediu então o exame psiquiátrico, para decidir se autoriza ou não a instauração do incidente de insanidade.

Bares brasileiros figuram entre os melhores do mundo pelo 2º ano consecutivo


Três ficaram entre a 51ª e a 100ª colocação na lista do World 50 Best Bars e foram anunciados nesta quarta-feira (19): Guilhotina, SubAstor e Frank; todos paulistas

Redação
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Foto: Clayton Vieira/Veja SP
Foto: Clayton Vieira/Veja SP

Bares brasileiros figuraram pelo segundo ano consecutivo entre os melhores do mundo. Os estabelecimentos paulistanos que estão com tudo.
Três ficaram entre a 51ª e a 100ª colocação na lista do World 50 Best Bars e foram anunciados nesta quarta-feira (19). São eles Guilhotina, SubAstor e Frank.
O Guilhotina, comandado por Márcio Silva, foi o mais bem colocado entre os brasileiros, ficando com o 71º lugar, subindo duas posições em relação ao ano passado.
O SubAstor, de Fabio La Pietra, ficou com a 82ª posição, um avanço em relação a lista de 2017, onde ele figurava na 90ª posição. Já o Frank, comandado pelo bartender Spencer Amereno Jr., que no ano passado ficou com a 66ª posição, neste ano caiu para a 86ª posição.
Outros dois bares sul-americanos apareceram no levantamento. No Peru, o bar Carnaval e, na Argentina, o Presidente Bar.

Desembargador que vendia sentenças é premiado com sua aposentadoria


Altamente corrupto, o juiz ganhou aposentadoria precoce
Frederico Vasconcelos
Folha/Interesse Público
Em decisão unânime, o Conselho Nacional de Justiça determinou nesta terça-feira (18) a aposentadoria compulsória do desembargador Carlos Rodrigues Feitosa, do Tribunal de Justiça do Ceará, acusado de vender sentenças em plantões judiciários. Segundo investigações da Polícia Federal, o filho do magistrado, Fernando Feitosa, avisava a advogados e clientes –em mensagem no WhatsApp– quando seu pai estaria de plantão nos fins de semana. As postagens faziam alusão ao “dia da liminar”, acompanhadas de fotos de cédulas de R$ 50,00 e R$ 100,00.
A operação recebeu o nome de “Expresso 150”, uma referência ao valor supostamente cobrado para a concessão de liminares em habeas corpus: R$ 150 mil. Entre os clientes dos advogados, havia traficantes e outros réus encarcerados.
DESDE 2014 – O caso teve origem em setembro de 2014, com inspeção realizada no TJ-CE. Dois anos depois, a então corregedora nacional, ministra Nancy Andrighi pediu a abertura de processos disciplinares.
Em outubro de 2016, diante da veiculação de notícias sobre a venda de decisões, o então corregedor nacional, ministro João Otávio Noronha, instaurou correição nos gabinetes de três desembargadores cearenses, entre eles Carlos Rodrigues Feitosa.
A correição ficou a cargo do desembargador Carlos Vieira von Adamek, do TJ-SP, e dos juízes Márcio Evangelista Ferreira da Silva, do TJ-DF, Rui de Almeida Magalhães, do TJ-MG, e Jorge Gustavo Serra Macêdo Costa, do TRF-1.
DECISÃO UNÂNIME – Em março deste ano, em decisão unânime, a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) recebeu denúncia contra o desembargador Feitosa, sob acusação de venda de sentenças durante o plantão judiciário. O relator é o ministro Herman Benjamin.
Benjamin negou um pedido feito pela defesa do filho de Feitosa para desmembrar o processo e manter no STJ apenas a ação contra o desembargador, único dos réus com prerrogativa de foro. O STJ manteve, então, o afastamento do desembargador, decretado pelo STJ em 2015 em outra ação penal.
PRORROGAÇÃO  – Na véspera, o CNJ havia prorrogado o processo disciplinar sobre os mesmos fatos envolvendo o desembargador Feitosa. Nesta terça-feira, em sustentação oral no plenário, o subprocurador-geral da República Carlos Alberto Vilhena afirmou que “o grupo era composto em sua maioria por advogados, mas também integravam pessoas custodiadas, que se encontravam presas no Ceará, suspeitas de cometimento de crimes graves, e, mesmo dentro dos estabelecimentos penais participavam das negociações espúrias”.
“A conduta do desembargador é incompatível com a honra, o decoro, a ética que devem nortear a judicatura. As provas não deixam dúvidas e impõem a pena de aposentadoria compulsória por violação aos deveres do magistrado”, afirmou o atual relator, conselheiro Luciano Frota.
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Produção mundial de cacau deve desacelerar na próxima temporada

VERDINHO DE ITABUNA
A forte produção global de cacau vista nos últimos anos provavelmente vai se desacelerar a partir da próxima temporada, de acordo com a Fitch Solutions. Na Costa do Marfim e em Gana, os dois maiores produtores mundiais, o crescimento deve ser fraco a partir de 2018/19, com os preços baixos desestimulando a expansão das lavouras, disse a consultoria. 
Mudanças nas preferências dos consumidores, que estão optando por produtos mais saudáveis, também podem afetar os preços do cacau, já que a maior parte dos chocolates tem grande quantidade de açúcar. 
"Em 2021/22, esperamos que a produção tanto na Costa do Marfim quanto em Gana seja menor do que em 2016/17, já que preços mais baixos ao produtor e a redução de subsídios para a compra de fertilizantes impedem a expansão das lavouras e limitam o aumento da produtividade", disse a Fitch Solutions. *As informações são do Dow Jones Newswires.

Ciro provoca Haddad: ‘Se houver crise grande, ele corre para a Curitiba?’


Ciro acredita que pode se consagrar como opção
Deu em O Globo
Em terceiro lugar na última pesquisa Ibope, Ciro Gomes (PDT) partiu para o ataque contra o PT em sabatina promovida pela rádio “CBN” e pelo portal “G1”, na manhã desta quarta-feira. Definindo-se contrário ao que classifica como o “fascismo” de Jair Bolsonaro (PSL) e o “sectarismo” do PT, Ciro mirou o voto antipetista ao se declarar como “diferente em tudo” de Fernando Haddad e ao dizer que se sentia ofendido ao ser comparado com a ex-presidente Dilma Rousseff.
Ele provocou o petista ao perguntar se Haddad iria pedir a opinião de Lula caso tivesse que enfrentar uma crise: “O Brasil não suporta mais um presidente fraco, sem autoridade, que tem que consultar o seu mentor. Não foi assim com a Dilma? Na antecedência do impeachment, numa crise tremenda, revelou a inexperiência. Na hora que a crise estressou, a Dilma nomeou Lula ministro. E agora, faz-se o que? Dá-se uma crise grande, Haddad vai a Curitiba?”
COMO PREFEITO – Além de criticar a falta de experiência de Haddad, o candidato do PDT voltou a lembrar o resultado das eleições municipais de 2016, em que o petista não conseguiu se reeleger:
– Sou diferente dele (Haddad) em tudo. Tenho história de vida política de êxito. Todas as eleições que disputei em lugar que me conhecem, eu ganhei. Na única eleição que Haddad disputou, para prefeito de São Paulo, ele perdeu a reeleição no primeiro turno para um farsante, como o João Doria – disse Ciro.
Ainda na tentativa de se afastar do PT, o presidenciável disse que pretende fazer reformas no sistema tributário, na Previdência e na segurança pública que o PT deixou de discutir nos 13 anos em que esteve no poder.
NEM A PAU… – Sobre um eventual apoio ao petista no segundo turno, Ciro disse que não é hora para se falar sobre isso. Haddad havia dito, no dia anterior, que apoiaria o candidato do PDT:
– Nem a pau, Juvenal. Ele (Haddad) está se precipitando, como uma demonstração de inexperiência e, ou de arrogância. Já se acha vitorioso, no segundo turno. E sabe que ele é o candidato marcado para perder.
Ao comentar o resultado da pesquisa Ibope, que mostra Bolsonaro com 28% das intenções de voto e Haddad com 19%, Ciro respondeu que a maior parte dos eleitores não quer a “confrontação odienta” “entre o fascismo que o Bolsonaro representa, e o petismo “com esse desgaste”. Estacionado em 11% da preferência dos eleitores, ele fez um apelo a seus simpatizantes para não buscarem o voto útil já: “Não transfira seu voto para instituto de pesquisa. Temos dois turnos, por que pressa? Votamos com tranquilidade no melhor (no primeiro turno) e, se o seu predileto não for para o segundo turno, no menos pior”.
PREÇOS DA PETROBRAS – Ao discorrer sobre a política de preços da Petrobras, Ciro reagiu ao comentário de um jornalista que dizia que a mesma fórmula tinha sido usada no governo Dilma:
– Não me compare com a Dilma porque isso me ofende. Por que? Porque a Dilma não tinha simplesmente rumo. É uma pessoa honrada, de bem, lutei contra o impeachment…
Ao final da sabatina, Ciro disse que preferia não responder “sim” ou “não” a perguntas sobre adoção de crianças por homessexuais e legalização do aborto em qualquer situação.


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A dissimulação midiática para evitar a vitória de Bolsonaro no primeiro turno

Um dia após o IBOPE divulgar um crescimento de 11% do candidato petista, Fernando Haddad, nas pesquisas de intenção de votos, a grande mídia aparenta ter se engajado em uma campanha coordenada para beneficiar o candidato socialista.
Logo pela manhã, sem qualquer material comprobatório, Mônica Bergamo publicou em sua coluna na Folha de São Paulo que o economista da chapa de Jair Bolsonaro, Paulo Guedes, teria dito para uma platéia restrita que o pacote tributário da chapa criaria um imposto nos moldes da antiga CPMF, além de criar uma única faixa de imposto de renda de 20% que seria aplicada também à distribuição de lucros e dividendos.
A alegação, em momento extremamente próximo às eleições, é crítica, dado que tal proposta pode fazer os eleitores mais liberais debandarem da base de Bolsonaro para um candidato com maior pecha de liberal, como João Amoêdo, e enfraquecer as chances do candidato do PSL de ir para o primeiro turno.
Já à tarde, a folha publicou nova matéria em que constam as declarações de Luiz Antonio Nabhan Garcia, empresário e principal conselheiro de Bolsonaro na área dos agronegócios. Segundo ele,
"Deve haver algum desacerto, alguma desinformação, pois tivemos uma reunião com Guedes na tarde de ontem e nada disso foi falado"
No Facebook, o professor associado da UERJ e vice-presidente do Instituto Mises Brasil, Ubiratan Jorge Iorio publicou o seguinte:
“Convivi diariamente com Paulo Guedes durante 20 anos e garanto que em hipótese alguma ele proporia um absurdo desse.”
Além de Bérgamo não dar qualquer embasamento às alegações, há boas evidências de que a afirmação é, no mínimo em parte, inverídica. Embora a campanha de Bolsonaro ainda não tenha se pronunciado sobre a questão.Ao passo dessa confusão toda, outros veículos aproveitaram para noticiar um posicionamento inverso do candidato petista, em que alega que irá isentar do imposto de renda quem ganha até 5 salários. O candidato ainda aproveitou para criticar o posicionamento de Guedes.
É latente a orquestração. No mesmo dia, almejam pintar o candidato petista como aquele que irá reduzir impostos sobre os mais pobres ao passo que o opositor, Bolsonaro, irá aumentá-los. A proposta de taxar lucros em 20% é completamente oposta a anos de discurso do economista de Bolsonaro e o mais provável é que não passe de mais uma notícia falsa disseminada maliciosamente na intenção de prejudicar o candidato do PSL.
da Redação

O risco da “Venezuelização”: Haddad eleito, Lula ministro, Toffoli no STF e Dilma no senado

O risco é iminente e não medirão esforços para alcançá-lo.
O PT é capaz de todos os tipos de falcatruas. É totalmente avesso aos mais elementares princípios democráticos e não possui o mínimo de escrúpulo. É o poder pelo poder.
Apesar da negativa de Haddad, em caso de uma eventual vitória, Lula será indultado. A presença de Dias Toffoli na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) garantirá o benefício para o meliante petista. Dilma assumiria a presidência do Senado Federal.
O corrupto e lavador de dinheiro sairia da prisão para assumir a chefia da Casa Civil de um eventual governo de seu poste.
Daí, com radicalismo extremo, dariam continuidade ao projeto que a Operação Lava Jato impediu de ser concluído. O PT estaria no comando dos três poderes.
O primeiro passo seria o extermínio da própria Operação Lava Jato. Não teriam muitas dificuldades, pois contariam com o apoio de quase toda a nefasta classe política, toda ela envolvida em crimes de corrupção.
Diante desse quadro, a Polícia Federal precisa urgentemente elucidar o atentado contra o candidato Jair Bolsonaro. Isto acontecendo, irá fatalmente sacramentar a sua vitória ainda no 1º turno, pois não restam dúvidas de onde veio a ordem para o criminoso Adelio.
Os dólares apreendidos com a comitiva de Guiné Equatorial são elucidativos.
Parece que chegou a hora do VOTO ÚTIL decidir a eleição.
O voto patriótico!

Amanda Acosta

Articulista e repórter
amanda@jornaldacidadeonline.com.br

Coração já matou 3.730 este ano na Bahia


Especialista revela que infarto e acidente vascular cerebral (AVC), são as doenças cardiovasculares mais letais e que mais deixam sequelas. Ambas têm como principal causa a hipertensão arterial

Tribuna da Bahia, Salvador
19/09/2018 13:02 | Atualizado há 7 horas e 2 minutos
   
Foto: Reprodução

Por Jordânia Freitas
O Brasil registrou mais de 282 mil mortes em decorrência de doenças cardiovasculares este ano, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Essas doenças que afetam o coração e a circulação são responsáveis por mais de 30%  dos óbitos no país. De acordo com a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), 3.730  pessoas morreram no estado em 2018 por conta das patologias. Especialistas alertam que muitas dessas mortes poderiam ser evitadas com medidas preventivas.
 O cardiologista  Rogério Moreno,  da clínica Partmed, revela que infarto e acidente vascular cerebral (AVC), são as doenças cardiovasculares mais letais e que mais deixam sequelas. Ambas têm como principal causa a hipertensão arterial.  “Geralmente, um dos sinais do infarto é uma dor no peito, que pode irradiar para o braço esquerdo ou até as costas, pescoço e mandíbula”, explica.
Diante disso, o médico defende a necessidade de aferição da pressão arterial regularmente com o objetivo de eliminar esse fator de risco. “Tem gente que chega ao consultório pela primeira vez com sinais de hipertensão, mas provavelmente ela já era hipertensa há anos. Esse rastreio é a nossa principal arma no dia a dia para diminuir a mortalidade das doenças cardiovasculares”, afirma Moreno.
Segundo o especialista, o indivíduo pode ser considerado hipertenso se seu nível de pressão arterial for igual ou superior a 14/9. A medição deve ser feita em qualquer consulta médica de rotina, pelo menos uma vez por ano, ou periodicamente nos postos de saúde. “Os afrodescendentes são um grupo de risco, por ter mais histórico de hipertensão”, pontua.
Além da pressão alta, colesterol alto, tabagismo, diabetes, sedentarismo e má alimentação também contribuem para o desenvolvimento das doenças cardiovasculares. “A história genética também entra como fator de risco. Por isso, essa pessoa tem que ficar ainda mais esperta em relação ao seu estilo de vida. Para de fumar, comer melhor, fazer exercícios e monitorar a pressão arterial”, aconselhou Rogério Moreno. Dentre os exames preventivos que devem ser feitos com regularidade para prevenir as patologias estão os de sangue, além de eletrocardiograma.

Moro defende sua competência para julgar ação sobre sítio de Atibaia


Juiz enviou sua manifestação ao Supremo Tribunal Federal

Tribuna da Bahia, Salvador
19/09/2018 14:03 | Atualizado há 6 horas e 0 minutos
   
Foto: Reprodução

O juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) manifestação em que defende sua competência para julgar a ação penal no qual o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é réu por supostamente ter recebido vantagens indevidas de empreiteiras na reforma de um sítio em Atibaia (SP).
Moro enviou ao Supremo decisão em que negou à defesa de Lula o envio do caso para a Justiça Federal de São Paulo. Os advogados alegam que a investigação não está relacionada a desvios na Petrobras e por isso não deve permanecer em Curitiba.
Na decisão, o magistrado reconhece ainda não ter ficado provado que dinheiro de contratos com a Petrobras foram diretamente utilizados na reforma do sítio, mas disse que essa ligação só poderá ser melhor examinada ao longo do processo, e não ser descartada antecipadamente.
“Se os elementos probatórios citados são suficientes ou não para a vinculação das reformas do sítio a acertos de corrupção em contratos da Petrobras, ainda é uma questão a analisar na ação penal após o fim da instrução e das alegações finais”, escreveu o magistrado.
Moro fez duras críticas à defesa e a Lula. Para ele, em vez de tentar esclarecer os pagamentos das obras, a defesa prefere “apelar para a fantasia da perseguição política”. O juiz escreveu ainda que Lula “ao invés de esclarecer os fatos e os motivos, prefere ele refugiar-se na condição de vítima de imaginária perseguição política”.
Reclamação
O caso chegou ao STF depois que a Segunda Turma decidiu, por maioria, em abril, que trechos sobre o sítio que constam nas colaborações premiadas de ex-executivos da Odebrecht, uma das empreiteiras envolvidas no caso, deveriam ser remetidos para a Justiça Federal de São Paulo, de modo a serem melhor apurados. 
Mesmo com a decisão do STF, Moro decidiu dar prosseguimento à ação penal, por entender haver outras provas no processo suficientes para sustentar o caso. A defesa de Lula reclamou ao Supremo. Por duas vezes, o relator da reclamação, ministro Dias Toffoli, negou liminares para que o processo fosse retirado de Moro.
Com a posse de Toffoli, neste mês, como presidente do STF, a reclamação foi encaminhada para a ministra Cármen Lúcia, nova relatora. Ela deverá decidir sobre como proceder para o julgamento do mérito da questão. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, defendeu que o caso do sítio em Atibaia (SP) permaneça nas mãos de Moro.

Alckmin diz que é preciso reforma para reduzir partidos


Além de limitar o número de siglas, Alckmin quer adotar o voto facultativo, a eleição distrita

Tribuna da Bahia, Salvador
19/09/2018 18:00 | Atualizado há 2 horas e 1 minuto
   


O candidato à Presidência pelo PSDB, Geraldo Alckmin, disse hoje (19) que é necessário fazer uma reforma política. Segundo ele, a grande fragmentação partidária fragiliza as siglas e não corresponde a divergências ideológicas reais. “Nós estamos com um modelo totalmente artificial, todos os partidos fragilizados, inclusive o meu”, admitiu ao participar da sabatina promovida pela revista Veja. “Nós temos 35 [partidos], é um pandemônio”.
Além de limitar o número de siglas, Alckmin quer adotar o voto facultativo, a eleição distrital, onde os deputados são escolhidos a partir de áreas eleitorais, e a adoção da cláusula de desempenho, norma que determina que os partidos devem eleger um mínimo de parlamentares para terem acesso a recursos como o fundo partidário e propaganda gratuita.
A revista convidou todos os candidatos com mais de 2% de intenções de votos na última pesquisa do Instituto Data Folha para participar da sabatina. Ciro Gomes do PDT recusou o convite. Fernando Haddad (PT) informou hoje que tinha incompatibilidade de agenda e Jair Bolsonaro (PSL) não obteve liberação dos médicos para participar por videoconferência.
Privatização e corte de gastos
O candidato do PSDB disse também que pretende privatizar diversas estatais, inclusive grande parte da Petrobras. “O que a Petrobras tem de expertise? Pesquisa e exploração de petróleo em águas profundas. É isso que ela deve fazer. Todo o restante, privatiza”, disse.
Alckmin disse que a segurança pública será uma das prioridades de uma eventual gestão tucana. “Vou pegar as 150 cidades mais violentas do Brasil, levar os melhores investigadores, gestores, tecnologia, uma força tarefa”. Ele disse que quer criar uma guarda nacional permanente e criticou o modelo atual da Força Nacional, formada com quadros emprestados das polícias de diversos estados. “Faz falta de onde você tira e vai para um estado onde ele não conhece”.
O candidato também se posicionou enfaticamente contra a legalização das substâncias consideradas ilegais atualmente. “Não tem ainda uma comprovação de que se legalizar, vai melhorar. Você não tem qualquer comprovação de que traga qualquer benefício e pode até acabar aumentado o consumo”. Da Agência Brasil.

Motoristas baianos deverão quitar Seguro DPVAT até o final deste mês


Pagamento é condição obrigatória para a emissão do licenciamento anual

Redação
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Foto: Reprodução/Pixabay.com
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Os proprietários de veículos da Bahia com placas de final 7 e 8 devem realizar o pagamento do Seguro DPVAT ainda este mês. A quitação é condição obrigatória para a obtenção do CRLV, documento que comprova o licenciamento anual do veículo e de porte obrigatório.
O calendário completo com as datas de vencimento está disponível no site da Seguradora Líder, administradora do DPVAT.
Os motoristas deverão se dirigir às agências do Banco do Brasil ou Bradesco e pagar o prêmio do seguro sem guia, apenas com o número do Renavam do veículo. Todos os detalhes estão disponíveis neste link.
O Seguro DPVAT deve ser quitado com a cota única ou primeira parcela do IPVA. No caso de veículos isentos do imposto, o vencimento do prêmio à vista se dará com o emplacamento ou no licenciamento anual.
De janeiro a agosto, mais de 50 milhões de bilhetes do seguro foram pagos em todo o Brasil, segundo informações da Seguradora Líder. Aqueles que ainda não quitaram as pendências deste ano podem efetuar o pagamento sem multa ou juros por atraso.

Do PSDB, prefeito de Manaus prega voto contra Alckmin: ‘Não leva o meu apoio’


Na Bahia, ACM Neto (DEM) tenta controlar os ânimos dos aliados que se preocupam com os maus resultados do tucano nas pesquisas e sequer o citam em seu material de campanha

Luís Filipe Veloso
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Foto: George-Gianni/ PSDB
Foto: George-Gianni/ PSDB

O prefeito de Manaus Arthur Virgílio (PSDB) resolveu colocar pólvora nas diferenças internas com o correligionário e pregou voto contra o candidato do partido à Presidência da República Geraldo Alckmin durante um discurso no Amazonas.
“Não leva o meu apoio, não leva o meu voto, não leva o dos amazonenses”, bradou em um palanque de um aliado local.
Segundo a coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo, Virgílio também pretendia concorrer ao Palácio do Planalto e deixou a disputa das prévias da sigla alegando desigualdade de condições para disputar.
“Ele que faça o que bem entender, não sei como funciona essa coisa do jurídico… Só sei de uma coisa: não seria eu cúmplice de uma mentira que seria contada mais uma vez. Em 2006, ele veio aqui, eu me sacrifiquei por ele, Arthur Bisneto quase não se elege deputado estadual para que a gente pudesse fazer um palanque para ele aqui”, justificou citando o último pleito em que Alckmin concorreu à Presidência.
Pulando do barco – Na Bahia, o prefeito de Salvador ACM Neto (DEM) tenta controlar os ânimos dos aliados que se preocupam com os maus resultados do tucano nas pesquisas e sequer o citam em seu material de campanha, a exemplo da delegada e candidata a deputada federal, Kátia Alves (DEM).
O presidente nacional do Democratas, um dos coordenadores da campanha de Alckmin, garante que o grupo caminhará com o ex-governador de São Paulo “até o fim” e convocou reunião de emergência com a base para reverter a situação justamente na semana em que o candidato chega à Bahia para cumprir agenda.

Mourão se coloca contra proposta de recriar impostos nos moldes da CPMF


“Eu sou a favor da redução de impostos como forma de dar uma alavancada. Agora, o Paulo Guedes está fazendo os estudos dele e a última instância é o Bolsonaro. O Bolsonaro que vai decidir”

Reuters
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Foto: Jornal GGN
Foto: Jornal GGN

O candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), o general da reserva do Exército Hamilton Mourão (PRTB), afirmou nesta quarta-feira à Reuters ser contra a proposta de recriar um imposto sobre movimentação financeira nos moldes da CPMF e destacou que caberá ao presidenciável decidir sobre a adoção do novo tributo.
Essa sugestão foi proposta pelo principal assessor econômico de Bolsonaro, Paulo Guedes, de acordo com reportagem do jornal Folha de S. Paulo desta quarta-feira.
“Eu sou a favor da redução de impostos como forma de dar uma alavancada. Agora, o Paulo Guedes está fazendo os estudos dele e a última instância é o Bolsonaro, o Bolsonaro que vai decidir”, disse Mourão, para quem é preciso avaliar se o país vai “arcar com um ônus maior” a título de carga tributária ou buscar outra saída que preveja queda de impostos para a população.
“Exatamente (sou contra), a não ser aquela história: quando se divulga uma proposta você apresenta os prós e contras dela e isso tem um peso que leva o decisor, no caso o Bolsonaro, optar pela linha de ação ou não”, explicou.
Em mensagem publicada no Twitter mais cedo nesta manhã, Bolsonaro afirmou que sua equipe econômica trabalha para reduzir a carga tributária. O candidato não citou as declarações de Paulo Guedes.
“Nossa equipe econômica trabalha para redução de carga tributária, desburocratização e desregulamentações. Chega de impostos é o nosso lema! Somos e faremos diferente. Esse é o Brasil que queremos!”, disse Bolsonaro na publicação.
Bolsonaro, que está hospitalizado desde o dia 6 de setembro após levar uma facada durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG), lidera as pesquisas de intenção de voto para a eleição de outubro. O candidato tem utilizado as redes sociais para fazer campanha enquanto internado.
O candidato a vice disse que deve almoçar neste fim de semana com Guedes para discutir propostas de governo.
Em entrevista à Reuters no fim de maio, Guedes já havia se manifestado a favor da criação de um tributo único, com custo de fiscalização menor ao que seria associado à adoção de um Imposto sobre Valor Agregado (IVA). Na ocasião, ao ser questionado se o mecanismo funcionaria como uma CPMF, Guedes disse que essa seria “uma pista”.

Partido de Bolsonaro foi o que destinou mais recursos ao Nordeste


Região é um dos desafios na corrida eleitoral do presidenciável, que está em terceiro lugar (16%) entre os eleitores, segundo o Ibope

Redação
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Foto: Reprodução/ Facebook
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O partido do presidenciável Jair Bolsonaro, PSL, foi o que mais destinou recursos para o Nordeste, de acordo com levantamento do G1, como base em dados da parcial da prestação de contas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A sigla destinou o equivalente 67,4% do total.
A região é um dos desafios na corrida eleitoral do presidenciável, que está em terceiro lugar (16%) entre os eleitores do Nordeste, segundo a pesquisa Ibope divulgada na terça-feira (18). Haddad lidera com 31% e Ciro aparece em seguida, com 17%. Abaixo do ranking, ficam Marina Silva (6%) e Geraldo Alckmin (5%)
O ex-presidente do partido, Luciano Bivar, é candidato a deputado federal pela Paraíba e recebeu 1,8 milhão da própria legenda, segundo a parcial do TSE.
Na Bahia, a legenda lançou 14 candidaturas a deputados federais e 27 a deputados estaduais. Uma das principais apostas do partido no estado é a candidata a deputada federal Dayane Pimentel, que recebeu R$210.000 da direção nacional da legenda.
Outros partidos – Por outro lado, entre os repasses do Novo, grande parte (95,9%) foi para o Sudeste. A candidatura de Rogerio Chequer a governador de São Paulo levou a maior fatia de recursos. O Novo defende que não usa os fundos eleitoral e partidário e que o dinheiro do diretório vem de filiados e apoiadores.
Já o PSB aposta na chapa para o governo de Pernambuco, para a qual repassou mais de R$ 6 milhões. Paulo Câmara, candidato a governador, e Luciana Santos, candidata a vice-governadora, receberam R$ 4,5 milhões e 1,7 milhão, respectivamente.
O PRB se destaca por ter destinado 17% dos repasses para São Paulo e 10,2% para candidaturas do Rio de Janeiro. Em SP, o deputado federal Celso Russomanno recebeu R$ 1,5 milhão.
Já no Democratas, 19,2% do montante transferido para candidaturas também foram para o RJ. Eduardo Paes tenta se eleger governador e recebeu R$ 3,9 milhões da sigla. Os deputados federais Sóstenes Cavalcante e Laura Carneiro tentam manter o posto e também conseguiram parte do montante, cada um com R$ 1 milhão.

‘Nem a pau, Juvenal’, afirma Ciro sobre já pensar em apoio a Haddad


Pedetista acusou adversário de adotar postura arrogante ao já prever cenário de segundo turno

Redação
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Foto: André Carvalho/ CNI
Foto: André Carvalho/ CNI

O candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, rebateu nesta quarta-feira (19) uma fala do presidenciável Fernando Haddad, de que tinha certeza do apoio do pedetista no segundo turno do pleito.
“Nem a pau, Juvenal. Eu não cedo a instituto de pesquisa a minha responsabilidade com o meu país”, declarou Ciro, em entrevista à Rádio CBN, ao ser perguntado se já pensa na possibilidade.
O pedetista também classificou a declaração do adversário como uma amostra de inexperiência ou arrogância do petista e de seu partido.
“Ele está se precipitando como uma demonstração a mais de inexperiência ou arrogância. A petezada costuma cultivar uma certa arrogância, uma certa superioridade, que não sei de onde tiraram isso. Ele já se acha vitorioso, já se acha no segundo turno e sabe que é o candidato marcado para perder”, afirmou.

‘Minha candidatura está crescendo e acredito que podemos ganhar’, diz Meirelles


Presidenciável pontuou 2% na última pesquisa do Ibope e demonstra otimismo sobre sua candidatura, com possível vitória até no primeiro turno

Redação
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Foto: Reprodução/Agência Brasil
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O presidenciável Henrique Meirelles (MDB) demonstrou otimismo nesta quarta-feira (19) sobre sua candidatura à Presidência da República nas eleições deste ano.
No último levantamento divulgado pelo Ibope, o ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central apareceu com 2% das intenções de votos.
“Os indícios apontam que temos boas chances na disputa. Minha candidatura está crescendo e acredito que podemos ganhar, até mesmo no primeiro turno”, disse em entrevista à revista Veja.
Meirelles explica o otimismo mesmo com o tímido desempenho nas pesquisas. “À medida em que as pessoas me conhecem, conhecem o meu histórico e entendem a nossa campanha, crescemos. Se mantivermos este ritmo, podemos chegar”, disse.

Literatura de Cordel é reconhecida como Patrimônio Cultural


Segundo o Iphan, apesar de ter começado no Norte e no Nordeste do país, o cordel hoje é disseminado por todo o Brasil

Redação
BAHIA.BA
Foto: 2.2 W/Agência Brasil
Foto: 2.2 W/Agência Brasil

A literatura de cordel foi reconhecida nesta quarta-feira (19) pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro.
A decisão foi tomada por unanimidade pelo Conselho Consultivo, que se reúne no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro.
A reunião que oficializou a medida contou com a presença do Ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, da presidente do Iphan, Kátia Bogéa, e do presidente da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, Gonçalo Ferreira.
O gênero literário é ofício e meio de sobrevivência para inúmeros cidadãos brasileiros. Segundo o instituto, apesar de ter começado no Norte e no Nordeste do país, o cordel hoje é disseminado por todo o Brasil, principalmente por causa do processo de migração de populações.
História – O cordel foi inserido na cultura brasileira ao final do século 19. O gênero resultou da conexão entre as tradições orais e escritas presentes na formação social brasileira e carrega vínculos com as culturas africana, indígena e europeia e árabe. Tem ligação com as narrativas orais, como contos e histórias; à poesia cantada e declamada; e à adaptação para a poesia dos romances em prosa trazidos pelos colonizadores portugueses.
Originalmente, a expressão literatura de cordel não se refere em um sentido estrito a um gênero literário específico, mas ao modo como os livros eram expostos ao público, pendurados em barbantes, em uma especie de varal.
De acordo com o Iphan, os poetas brasileiros no século 19 conectaram todas essas influências e difundiram um modo particular de fazer poesia que se transformou numa das formas de expressão mais importantes do Brasil.

Justiça Eleitoral pune coligação de Rui e dá direito de resposta para Irmão Lázaro


Peça suspensa pela Justiça Eleitoral associava o candidato ao Senado ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT)

Fernando Valverde
BAHIA.BA
Foto: Matheus Morais/ bahia.ba
Foto: Matheus Morais/ bahia.ba

A Justiça Eleitoral puniu a coligação do governador e candidato à reeleição Rui Costa (PT) pela propaganda suspensa que associava Irmão Lázaro (PSC) ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).
A juíza auxiliar, Carmem Lucia Santos Pinheiro, puniu o grupo do governador com a diminuição de tempo na TV e a proibição de uso da peça. “Quanto à duração da prática do ato irregular, o exame da mídia coligida aos autos demonstra que se trata de episódio que transcorre durante 30 segundos, o que conduz à sanção de supressão de 60 segundos da propaganda eleitoral gratuita da representada”.
A juíza concedeu ainda um direito de resposta para Lázaro “pelo tempo de um minuto, no terceiro bloco de audiência das inserções veiculadas nas emissoras de rádio. Notifique-se as emissoras de rádio deste Estado acerca do teor desta decisão”.
No pedido pela suspensão da peça, a defesa de Lázaro afirmou que o PT utilizou o recurso da “trucagem” para “degradar a imagem” do postulante ao Senado. Na decisão que suspendeu a propaganda, a juíza considerou que a “atitude ofensiva extrapola o limite permitido pela legislação eleitoral”.

Bahia tem 41 candidaturas indeferidas; 52 já recorreram


Principal motivo de rejeição das candidaturas foi por ausência de requisito de registro (79)

Juliana Almirante
BAHIA.BA
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ ABr
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ ABr

A Bahia teve 41 candidaturas indeferidas pela Justiça, de acordo com o sistema de estatísticas eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), até esta quarta-feira (19). Outros 52 estão com a situação indeferida com recurso.
O principal motivo de rejeição das candidaturas foi por ausência de requisito de registro (79), seguido por impugnação (4) e abuso de poder (1)
Foram apresentadas no estado 1.196 candidaturas. Até esta quarta, 1.068 dos registros foram deferidos, ou seja, já estão liberados para concorrer, o que corresponde à maioria dos candidatos (94,76%). Dois processos de registro que foram deferidos, no entanto, se apresentam com recurso.
No total, 10 pessoas que apresentaram candidaturas renunciaram. Outros 18 estão foram da disputa por “não conhecimento do pedido”.
Dois candidatos a deputado estadual e três a deputado federal pelo PTC ainda estão constam com situação pendente de julgamento.
O PSOL é o partido que mais apresentou candidatos, seguido por Patriota, PTC, DEM e MDB.

Nem urnas nem Toffoli são confiáveis


Comentário de José Nêumanne:


Ao tentar responder às dúvidas levantadas por Bolsonaro a respeito da possibilidade de fraude nas urnas eletrônicas, o presidente do STF, Dias Toffoli, garantiu que elas são “confiáveis”. De fato, não são. Nem elas são nem ele é! O ministro não tem mais do que a própria palavra como argumento, mas ela se baseia no fato de que os partidos políticos, que gastam dinheiro público do Fundão Partidário apenas nas campanhas (e não só nelas) de seus figurões, não preparam projetos de lei que instituam uma fiscalização de verdade na central de computação da apuração eleitoral, cujo alto custo em nada comprometeria as despesas milionárias que os chefões partidários gastam com as próprias estruturas de propaganda.
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Haddad já venceu o campeonato mundial de sabujice


Coluna de Augusto Nunes em Veja.com, sobre a grande estatura do presidiário Lula:


O repórter da rádio CBN quis saber se Fernando Haddad, caso fosse eleito presidente da República, entregaria a Lula a chefia da Casa Civil. Resposta do candidato da parceria PT-PCdoB: “Acho essa pergunta muito pequena para um cara da estatura do Lula”.

Mas não foi exatamente isso o que Dilma Rousseff tentou fazer no episódio do papel levado ao chefão pelo famoso “Bessias”? Explicação de Haddad: “Ele só aceitou ser ministro da Casa Civil porque estávamos prevendo que um golpe de Estado aconteceria, como aconteceu”.

Quem acha que um ex-presidente presidiário, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro a 12 anos de cadeia, é grande demais para a Casa Civil não está qualificado sequer para o cargo de síndico do prédio onde mora.

Mas merece ser imediatamente contemplado com o título de campeão mundial da sabujice.
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A culpa da imprensa mentirosa


Há até quem diga que Teodoro Obiang Mang veio repatriar dinheiro. Besteira: em campanha da turma de Lula, US$ 1,5 milhão e 20 relógios-joia não dão nem para o começo. Coluna de Carlos Brickmann, publicada em diversos jornais nesta quarta-feira:


Foi um fato normal, dentro da rotina: o vice-presidente da Guiné Equatorial desembarcou em Viracopos, na noite da última sexta-feira, trazendo quase l,5 milhão de dólares em dinheiro e uma coleção de vinte relógios de alto valor: só um deles, modelo exclusivo, todo cravejado de brilhantes, foi avaliado em US$ 3,5 milhões. Nada mais comum: um turista traz um dinheirinho para gastar, e seus objetos pessoais, como o relógio, não é mesmo? A imprensa burguesa e racista só fez barulho porque o referido cavalheiro e seu pai, o presidente da Guiné Equatorial, são amigos do ex-presidente Lula. E, se fossem brancos, de olhos azuis, ninguém estranharia a bagagem.
Talvez haja quem, entre os caros leitores, que ache que a quantia é grande demais. Mas Sua Vice Excelência explicou direitinho: faria um tratamento médico, e os médicos mais abalizados, como sabemos, estão cobrando caro. E é preciso estar preparado também para enfrentar o preço dos exames médicos. Ele estava: além do US$ 1,5 milhão, trouxe seus cartões de crédito.
Veja como é nossa imprensa: se ele trouxesse pouco dinheiro e não pudesse enfrentar o custo do tratamento, os jornais diriam que ele veio abusar do SUS; como ele trouxe uma quantia que, a seu ver, seria suficiente, também reclamam. Resultado: Sua Vice Excelência foi embora sem fazer tratamento.
Há até quem diga que ele veio repatriar dinheiro. Besteira: em campanha da turma de Lula, US$ 1,5 milhão e 20 relógios-joia não dão nem para o começo.
Quem é quem

O passageiro dessa viagem tão rotineira é Teodoro Obiang Mang, filho de Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, no poder há 38 anos. Segundo a revista Forbes, sua fortuna é estimada em US$ 600 milhões. Mas, em 2015, quando pediu à Beija-Flor que a Guiné Equatorial fosse tema de seu desfile, não quis gastar nada: segundo a Lava Jato, exigiu que uma empreiteira interessada em obras no seu país fizesse o patrocínio, em troca de conseguir os contratos.
Não teve dificuldades: acostumada aos pixulecos daqui, o patrocínio de uma escola de samba, de R$ 10 milhões, deve ter-lhe parecido uma pechincha.
Um risco, uma oportunidade
Dois candidatos correm o risco de aposentadoria forçada nessas eleições: Marina, que em vez de subir caiu; e Alckmin, que, mesmo em seu reduto de São Paulo, tem menos intenções de voto que Bolsonaro. Em eleições anteriores, Marina em determinados momentos teve uma onda de apoios, que sempre acabou antes da hora. Se essa onda se repetir, como a campanha é curta, até pode ser que se coloque bem. Alckmin tem quase metade do tempo de TV, mas está mal na fita – tão mal que em 15 Estados é traído por seus aliados. Mas ninguém é inimigo e a lei da política ainda está em vigor: caso ele consiga calibrar a mensagem e dobrar as intenções de voto, o apoio volta.

Quem sobe, sobe
A lei da política é bem exemplificada no Paraná: o ex-governador tucano Beto Richa ia bem na campanha ao Senado até ser preso pela Operação Rádio Patrulha. Primeira reação: a governadora Cida Borghetti, do PP, que foi sua vice e é candidata à reeleição, pediu ao bloco partidário que o apoia que retire sua candidatura, “para que ele possa se dedicar à defesa”.
Claro que não é isso: não há melhor defesa do que se eleger e ganhar foro privilegiado. Cida fez também um forte discurso contra a corrupção. E tucanos importantes já apoiam o candidato do PSD, Ratinho Jr., filho do apresentador Ratinho. Beto foi libertado pelo Supremo. Se mostrar força eleitoral, recupera seus apoios.
Aposentadoria

Terminou nesta segunda uma dinastia política do Mato Grosso do Sul: o ex-governador André Puccinelli não conseguiu registro para disputar a Câmara. E por um motivo simples: estava preso. Era o grande líder do MDB local e não tem substituto. Sem foro privilegiado, tem é uma fila de processos.
Ressurreição
Quem está de volta no Estado, como candidato ao Senado, é Delcídio do Amaral, do PTC. Absolvido da acusação de tentar comprar o silêncio de Nestor Cerveró, Delcídio se beneficiou da desistência de César Nicoletti.
Mulheres contra Bolsonaro
Qual a consequência do hackeamento da página Mulheres contra Bolsonaro no Facebook? A página, no último fim de semana, foi capturada por hackers, que até mudaram seu nome. As participantes da página se irritaram; mas, de acordo com pesquisa da Toluna, 49% dos entrevistados não deram a menor importância ao fato.
Para 42%, a opinião que tinham sobre Bolsonaro ficou abalada; para 8%, a imagem do candidato até melhorou. A pesquisa apurou também que 50% dos entrevistados conhece alguém que faz parte do grupo, e 52% tiveram conhecimento do ataque virtual. A Toluna fornece informações sobre o consumidor, facilitando o trabalho na economia atual, sob demanda. O estudo completo está no endereço http://tolu.na/l/b8AZq69C
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A chapa Bolsonharo-Mourão: como pegar o touro a unha.


"O liberalismo se juntou ao conservadorismo na ideologia militar. O general Mourão fez questão de ressaltar que ele e Bolsonaro abraçaram solidamente a democracia liberal, mas foi mais longe. Disse que prevalece essa filosofia política nos meios militares de hoje". Artigo de Claudir Franciatto, via Instituto Liberal:


“É por isso que estudamos tanto no Exército”. (General Hamilton Mourão)

Quem teve, como eu, a alegria de ler a monumental obra de Érico Veríssimo, O Tempo e o Vento – sete volumes somando mais de duas mil páginas que nos deixam, ao final, uma vontade de quero mais -, certamente se impressionou com um dos debates durante a saga da família Cambará. Aquele que falava de um romancista que dá voltas e voltas e jamais escreve o seu romance. Eis um dos enfoques:
— Presta bem atenção. Suponhamos que a vida seja um touro que todos temos de enfrentar. Como procederia, por exemplo, o teu avô Licurgo Cambará, homem prático e despido de fantasia? Montaria a cavalo e, com auxílio de um peão, simplesmente trataria de laçar o animal. Agora, qual é a atitude de seu neto Floriano Cambará? Tu saltas para a frente do touro com uma capa vermelha e começas a provocá-lo. De vez em quando fincas no lombo do bicho umas farpas coloridas… Mas quando o touro investe, tu te atemorizas, foges, trepas na cerca e de lá continuas a manejar a capa, para dar aos outros e a ti mesmo a impressão de ainda estar na luta… É uma atitude um tanto esquizofrênica, com grande conteúdo de fantasia. Certo? Bom. Toma agora o teu tio Toríbio… Qual seria a atitude dele?
          — Pegaria o touro à unha.

Sempre que me lembro dessa passagem me vem à mente a comparação do Floriano Cambará com os liberais. Por nossas próprias características filosóficas e políticas, ficamos sempre rodeando o touro – aqui, nesta alegoria, o poder. De vez em quando fincamos no lombo do touro umas farpas coloridas… provocamos, avançamos e recuamos. E ficamos ao largo agitando a capa na ilusão de que estamos na arena lutando. Será que chegou o momento de pegar o touro à unha… e não percebemos?
Seriam os liberais capazes de se aliar aos conservadores para, estrategicamente, chegar ao poder de forma consistente e orgânica? Seriam os liberais capazes de absorver a sabedoria preventiva dos conservadores? Poderiam estes ter abandonado de vez seus pendores pelo estatismo e protecionismo? Acrescento ao rol de indagações uma última: haveria hoje tanta diferença ainda entre liberais e conservadores? Se até Roger Scruton vê em Hayek um conservador, não podemos enxergar num militar um verdadeiro liberal?

Entrevista histórica

A presença do general Hamilton Mourão, vice na chapa de Jair Bolsonaro, em sabatina no jornal da manhã da Jovem Pan, neste mês de setembro, respondeu um pouco às minhas questões. Segundo o militar, “Bolsonaro acredita que o melhor para o Brasil seja a democracia liberal. Não é mais estatizante. Já mudou essa maneira de pensar, tanto que se o Paulo Guedes tiver de sair um dia, será chamado outro economista que pense igual a ele. Bolsonaro raciocina como eu, que sou extremamente liberal nessa questão econômica. Não concordo com a intervenção do Estado na economia da forma como vinha sendo feito. Bolsonaro também já está entendendo dessa forma, sabendo que se o Estado começa a intervir na economia e a gerir empresas, acaba por desorganizar tudo. A situação como a que estamos vivendo hoje”.

Por sua vez, o socialdemocrata Marco Antônio Villa, ferrenho defensor do intervencionismo estatal no mercado (que ele confessa desconhecer completamente por “se tratar de uma mera abstração”), quis saber se o general estava, dessa forma, negando a política estatizante do regime militar que “fez a economia crescer de forma nunca vista antes”. Mourão, então, lembrou que dois liberais atuaram no início do regime – Roberto Campos e Otávio Gouveia de Bulhões -, mas que depois ele descambou para as estatizações. “Mais tarde veio a desorganização e o país até hoje não se recuperou dos sucessivos intervencionismos”.

O general deu uma aula, mostrando aos perguntadores que não se poderia comparar – como fizeram – um Brasil de características de sociedade de massas e de dimensões continentais com países como, por exemplo, a Holanda. E explicou algo que chega perto da evolução espontânea propugnada por Hayek: disse que, na questão dos costumes, “a sociedade vai aos poucos resolver o que deseja. Não cabe aos governantes ficarem impondo ou propondo mudanças na tradição e na moral”. Show!!

Por fim, Villa indagou se as declarações do general estavam rompendo uma tradição histórica do pensamento nos meios militares, de um positivismo que induziria a uma modernização capitaneada pelo Estado. Resposta de Hamilton Mourão: “Sim, completamente. Não podemos nos esquecer de que o regime militar iniciado em 1964 foi conduzido pelos tenentes de 1922. O que houve foi um processo. As novas gerações já foram formadas com uma nova maneira de pensar. É por isso que a gente estuda tanto no Exército”, concluiu.

Que mudança! Se você compara com o que é detalhado, por exemplo, na tese A Ideologia e a Ética no Exército Brasileiro, do coronel Fernando Velôzo Gomes Pedrosa, publicada em novembro de 2012, segundo a qual o anticomunismo era a predominância no pensamento militar, percebe a evolução que houve. É uma transformação histórica. O liberalismo se juntou ao conservadorismo na ideologia militar. O general Mourão fez questão de ressaltar que ele e Bolsonaro abraçaram solidamente a democracia liberal, mas foi mais longe. Disse que prevalece essa filosofia política nos meios militares de hoje.

A voz dos militares na maior democracia liberal do planeta

“Considerando a histórica influência dos militares americanos sobre os governos civis, no que concerne à guerra e à paz, torna-se crucial conhecer o perfil político e psicológico desses generais, para quem quer desenhar um cenário mais ou menos preciso do que vem pela frente”. Essa é uma das deduções a que chegou matéria publicada pela revista Exame em fevereiro deste ano. Analisando o livro The Pentagon’s Wars: The Military’s Undeclared War Against America’s Presidents, de Mark Perry (ainda sem tradução no Brasil), a revista ressalta as evidências que garantem: nas últimas três décadas, foi significativa e decisiva a influência do Pentágono nas decisões dos governos civis americanos.

No governo Trump, a geração de riquezas não se detém. E os militares ocupam várias das principais posições estratégicas, dentro e fora do setor de Defesa. Quer vaticinar sobre o futuro do país? Pesquise sobre as tendências psicológicas, políticas e filosóficas dos generais.

Mas essa constatação é ainda mais gritante quando nos lembramos de que a maioria dos presidentes daquela nação seguiu carreira militar. General George Washington, general Eisenhower, brigadeiro-general Andrew Johnson, coronel Thomas Jefferson, coronel James Madison (o chamado pai da constituição americana), capitão de fragata Richard Nixon… e por aí em diante. Ora, desde que os Whigs atravessaram o oceano para fundar uma nação, sua Constituição e sociedade com o caldo cultural profundamente liberal construíram o mais empreendedor e próspero país de todos os tempos. Fácil entender porque atraiu para si também os invejosos e inimigos sempre ameaçadores. Para se defender, se conformou num Estado guerreiro. As armas são amigas e, os militares, heróis.

Bem diferente do que ocorre no Brasil, para deleite dos socialistas e do crime organizado. Aqui, uma aberração política como Ciro Gomes propugna, ao contrário, o amordaçamento e a segregação dos militares. Perpetuar um preconceito que a esquerda soube, com maestria, disseminar ao longo das últimas três décadas.

Neste novo cenário, entretanto, todos podem contribuir. Sejam civis ou militares, os liberais podem ajudar os conservadores a aceitarem a evolução espontânea da sociedade (jamais um “progressismo” imposto). Os conservadores podem auxiliar os liberais diante das tentações das novidades não espontâneas. Aliás, nada poderia agradar mais aos socialdemocratas e aos socialistas do que a desunião entre liberais e conservadores. As diferenças entre nós têm de ser bem menores que a vontade de reconstruir o Brasil.

É hora de montar no cavalo, ajeitar o laço e pegar esse touro. Ou melhor, dentro das regras democráticas e do Estado de Direito, vamos pegá-lo, desta vez, nem que seja à unha!
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Lula apela para a fantasia de perseguição política, afirma Moro.


Juiz da Lava Jato rejeitou mais dois pedidos de suspeição no âmbito de ações sobre o Sítio em Atibaia e o Instituto Lula. Do blog de Fausto Macedo:


O juiz Sergio Moro, responsável pela Lava Jato na 13ª Vara Federal de Curitiba, negou pedidos da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva(PT) que pretendiam tirar de seu comando as ações em torno do prédio do Instituto Lula e do Sítio de Atibaia (SP). Nas decisões, assinadas no último dia 12 e nesta terça-feira, 18, Moro diz que Lula prefere “refugiar-se na condição de vítima de imaginária perseguição política”, ao invés de esclarecer os fatos e os motivos relativos as apurações.
“Ao contrário, ao invés de esclarecer os fatos concretos e contribuir com a elucidação da verdade, prefere a Defesa de Luiz Inácio Lula da Silva apelar para a fantasia da perseguição política”, afirma Moro na decisão que mantém com ele a ação em torno do sítio em Atibaia.

As determinações de Moro foram enviadas pelo juiz à ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), agora relatora da ação em que Lula tenta, no STF, retirar do juiz de Curitiba a ação do sítio de Atibaia. Cármen herda os processos de Toffoli, que sucede a ministra na presidência do STF. Ainda quando relator da ação, Toffoli negou dois pedidos dos advogados de Lula, que buscam uma decisão favorável através das decisões da Segunda Turma do STF, que retiraram de Moro trechos da delação da Odebrecht.

Moro assinala que, ao proceder dessa forma, a turma não decidiu sobre quem deve julgar as ações penais contra Lula.

A defesa de Lula alega, entre outros pontos, que os fatos narrados na denúncia ocorreram em São Paulo, e que não há conexão entre os crimes cometidos na Petrobras com o que é apurado nas ações. Moro rebate afirmando que os pagamentos das reformas no sítio estariam vinculados a acertos de corrupção entre o ex-presidente com a Odebrecht, OAS e José Carlos Costa Marques Bumlai, e que abrangeriam contratos da Petrobras.

“Parte das reformas teria sido feita ainda em 2010 e parte em 2014, mesmo esta em razão do cargo anterior. Nenhum valor relativo às reformas foi pago ou ressarcido pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, afirma Moro, que já condenou Lula na ação do triplex do Guarujá, sentença confirmada em segunda instância, que levou o petista à prisão. O ex-presidente está preso em Curitiba desde abril.

“Importante lembrar que a tese veiculada na denúncia é a de que o ex-Presidente teria responsabilidade criminal direta pelo esquema criminoso que vitimou a Petrobrás e que o Grupo Odebrecht com ele manteria uma conta corrente geral de propinas, tendo ela servido ao pagamento de vantagens indevidas ao ex-Presidente, na forma da aquisição de imóveis, um prédio para o Instituto Lula e um apartamento contíguo à residência do ex-Presidente”, diz o juiz sobre a ação do Instituto Lula.

Moro ainda ressalta que os inquéritos que deram origem as denúncias foram instaurados antes da homologação da delação da Odebrecht. “E a análise é conclusiva no sentido de que a denúncia relaciona especificamente a reforma a acertos de corrupção em contratos da Petrobrás, fixando a competência do Juízo e sem prejuízo da discussão no momento próprio do mérito da acusação e das provas dessa vinculação”, afirma.

“A tese veiculada na denúncia é a de que o Presidente teria responsabilidade criminal direta pelo esquema criminoso que vitimou a Petrobrás e que as reformas no sítio representariam vantagem indevida oriunda, em parte, de acertos de corrupção deste esquema criminoso”, destaca.

Segundo Moro, se a tese é correta ou não, quem irá avaliar é o próprio julgador da ação, por ser uma “questão de prova”, que não pode ser definida antes do julgamento da ação penal.

O juiz ainda responde a afirmação da defesa de Lula, de que ele próprio teria reconhecido que os valores utilizados para pagamento de vantagem indevida não teriam vindo de contratos da Petrobras. “É necessário não distorcer as palavras do julgador”, chama a atenção.

“Enfim, de fato, não há prova de que os recursos obtidos pela OAS com o contrato com a Petrobrás foram especificamente utilizados para pagamento ao Presidente. Mas isso não altera o fato provado naqueles autos de que a vantagem indevida foi resultado de acerto de corrupção em contratos da Petrobras”, diz Moro.

O juiz federal ainda afirma que, embora a defesa “insista na falta de vinculação com a Petrobras das reformas no sítio, até agora “não apresentou qualquer explicação” quanto aos fatos que motivaram as reformas, e se Lula ressarciu ou não as empreiteiras ou seu amigo pelos custos havidos. “Até o momento, vigora o silêncio quanto ao ponto”.

“Em outras palavras, empreiteiras como a OAS e Odebrecht envolvidas em acertos de corrupção em contratos da Petrobrás gastaram, segundo a acusação, cerca de um milhão de reais em reformas no Sítio de Atibaia e em favor do ex-Presidente, mas ao invés de esclarecer os fatos e os motivos, prefere ele refugiar-se na condição de vítima de imaginária perseguição política”, afirma o juiz da Lava Jato.
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A identidade da esquerda


A identidade da esquerda passa pela luta de classes. A esquerda não pode esquecer que um estivador negro tem muito mais em comum com um estivador branco do que com um milionário negro. Luís Aguiar-Conraria, em texto publicado pelo Observador:

Há tempos, ao ler os resultados de um inquérito anual feito na África do Sul (promovido pelo Institute for Justice and Reconciliation), fiquei particularmente surpreendido com um dos resultados. À pergunta sobre o que mais dividia o país, a resposta mais comum não era a raça, mas sim a desigualdade económica. Estes resultados são consistentes ano após ano. A divisão racial vinha num lugar mais abaixo — entre o segundo e o quarto, dependendo do ano.

É evidente que a sobreposição entre a divisão racial e a económica é tão grande que pode ser difícil distinguir uma da outra, podendo isso reflectir-se nas respostas ao inquérito. Mas, mesmo assim, os resultados são significativos, em especial se tivermos em conta que até há tão pouco tempo o apartheid fez da África de Sul um dos países onde a divisão racial era das mais gritantes do mundo. Mais significativo ainda se tivermos em conta que todos os grupos étnicos deram respostas semelhantes. Ou seja, na África do Sul, quer brancos quer negros consideram, maioritariamente, que não é a cor da pele que os divide.

Serve este preâmbulo para voltar à cena que Serena Williams fez com Carlos Ramos há semana e meia. A leitura imediata, a que mais incendiou a generalidade dos media, foi a de que se tratava de uma luta entre uma mulher negra e um homem branco. Mas há outras leituras possíveis. É possível ver ali um confronto entre uma estrela mediática, com um enorme poder de marcar a agenda, e um anónimo de que nunca tínhamos ouvido falar. Também é possível ver ali a luta de classes em acção. Perdendo a final, Serena Williams ganhou, naquela noite, um milhão e 800 mil dólares. Qualquer coisa como quatro mil vezes mais do que Carlos Ramos, que recebeu 450 dólares. Se tivesse ganhado, a diferença seria bastante maior, obviamente. Ou seja, foi uma discussão entre uma milionária e uma pessoa que, tanto quanto sabemos, é da classe média (ou média alta).

Pudemos ver, pelo coro indignado do New York Times, da New Yorker e da Newsweek, entre outros, que a generalidade da esquerda americana se identificou com a primeira causa. A acreditar no inquérito que refiro no primeiro parágrafo, se o mesmo se tivesse passado na África do Sul, a maioria negra ter-se-ia identificado com Carlos Ramos. Mas, pelos vistos, nos Estados Unidos, a ideologia que domina o Partido Democrata está bem representada pela assistência da final do U.S. Open.

Este é um facto político da maior relevância. Numa época em que tanto se debate a desigualdade económica, em que tanto se clama por políticas de redistribuição que aproximem a classe média dos 1% de cima, pudemos ver no courtuma milionária a fazer bullying e a ameaçar um honesto trabalhador e a esquerda norte-americana, em peso, tomar partido pela representante dos 1%. Ou, na verdade, pela representante dos 0,1%, que é mulher e negra. Com este tipo de atitudes esperam que o trabalhador de colarinho azul do Minnesota vote em quem? Confundem o povo com quem tem dinheiro para pagar entre centenas a milhares de dólares para ir assistir à final do U.S. Open. Não irão longe assim.

Não quero levar o argumento longe demais. Afinal de contas, é evidente que ser-se negro é um handicapnas sociedades ocidentais e que ser-se mulher é saber-se com o terreno inclinado contra si. Lutar para nivelar o campo é uma coisa que deve ocupar todas as pessoas decentes.

Mas, enquanto o faz, é importante que as políticas identitárias não apaguem a identidade da esquerda. E essa passa pela luta de classes. A esquerda não pode esquecer que um estivador negro tem muito mais em comum com um estivador branco do que com um milionário negro.
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