quarta-feira, 28 de junho de 2017


Espaguete de abobrinha, com favas, ricota e amendoim


Essa receita é leve, surpreendente e gostosa a ponto de não deixar ninguém notar que é vegetariana

por
Estadão Conteúdo
Publicada em TRIBUNA DA BAHIA

Ingredientes


1 e 1/2 xícara de favas cozidas e descascadas
4 abobrinhas médias cortadas em julienne
2 colheres (sopa) de azeite de oliva
1/2 dente de alho fatiado
½ colher (chá) de pimenta calabresa em flocos
¼ de xícara de folhas frescas de hortelã bem picadas
½ colher (chá) de sal
1 colher (sopa) suco de limão e raspas da casca do limão
1 xícara de ricota fresca
2 talos de alho-poró cortados em fatias finas (só a parte branca)
½ xícara de amendoim sem pele tostado (aqueça uma frigideira limpa, ponha os amendoins e deixe torrar chacoalhando a panela até começar a dourar. Espere esfriar para usar)

Preparo

1Cozinhe as favas em água fervendo por 2 ou 3 minutos, escorra e esfrie em um bowl com água fria e gelo. Escorra e descasque.
2Corte as abobrinhas em julienne (tiras finas). Use um fatiador ondulado para fazer os fios de abobrinha com a casca e a primeira camada branca apenas (descarte as sementes).
3Aqueça o azeite numa frigideira grande, refogue o alho fatiado por alguns segundos (não deixe pegar cor),  adicione a pimenta e os fios de abobrinha e o alho-poró, cozinhe, mexendo por dois minutos. Tire do fogo.
4Junte a hortelã picada, as favas, o suco de limão. Espalhe por cima a ricota esmigalhada, as raspas de casca de limão e por último o amendoim.

Temer recorreu ao seu marqueteiro para se defender e desmoralizar Janot


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Mouco há 15 anos é o marqueteiro de Temer
Andréia Sadi
G1
O presidente Michel Temer convocou na noite desta segunda-feira (dia 26), ao Palácio do Planalto, o marqueteiro Elsinho Mouco para discutir estratégias de enfrentamento a Rodrigo Janot, após a apresentação da denúncia do procurador-geral da República contra o chefe do Executivo federal. Procurado pelo Blog, o marqueteiro confirmou o encontro e disse que a linha do discurso do Planalto será a de “cobrar provas” de Janot. Além disso, o presidente questionará detalhes da denúncia. Mouco chamou a denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) de “peça de ficção”.
“Vamos para o enfrentamento. O presidente avalia se vai falar em entrevista, como será. Mas o tom está definido: vamos perguntar sobre as provas, vamos questionar Janot”, disse Mouco nesta terça-feira (dia 27).
NOVO PROCURADOR – Aliados defendem nos bastidores que Temer antecipe a escolha do sucessor de Rodrigo Janot na Procuradoria Geral da República. Acreditam que a operação pode “esvaziar” a atuação de Janot.
Nesta quarta-feira, os procuradores da República vão eleger os três candidatos mais votados para a sucessão na chefia do Ministério Público.
A lista será encaminhada à Presidência. Temer avalia ignorar a tradição (não é obrigatório) de indicar o primeiro colocado da lista, como foi feito nos governos passados.
REUNIÃO DE EMERGÊNCIA – Também passaram pelo Planalto nesta segunda-feira os ministros Moreira Franco (Secretaria Geral), Eliseu Padilha (Casa Civil), Torquato Jardim (Justiça) e Grace Mendonça (AGU).
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), chegou a Brasília no início da noite e foi jantar com deputados na residência oficial da Câmara. Passaram por lá o ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy (PSDB), e os líderes do governo no Congresso.
Desta vez, Maia não passou no Planalto, como ocorreu em 17 de maio, dia em que veio à tona o conteúdo da delação da JBS.
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Entre o errado e o certo, o Brasil, em geral, escolhe a primeira opção


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Charge do Ivan Cabral (ivancabral.com)
Ronaldo Conde
Blog Penedo
Tudo parece estar errado no Brasil. Hoje, todos os brasileiros sabem dessa singela e cruel verdade. Muitos a aprenderam na própria carne; outros, em exemplos narrados por conhecidos e amigos; a maioria, contudo, percebeu que o Brasil é não só um país tangido por erros e equívocos – como respira e vive dos seus erros e equívocos, e agora também de patranhas e desonestidades diversas, entre as quais a desonestidade intelectual.
Uma mulher, mãe de uma criança de três anos, matou o sujeito que estuprou sua filha. Foi condenada a 30 anos – vi a notícia, mas não li uma declaração pública das organizações e astros que se apresentam como defensores dos direitos humanos, dos direitos das crianças e dos direitos à vida. Certo, nós sabemos – embora poucos tenham coragem de verbalizar – que tais organizações, astros e estrelas e deputados são oportunistas, que agem e falam quando a ação e o discurso podem atender os seus interesses.
CASO DE INTERNAÇÃO – Outro dia, a deputada Benedita da Silva brindou a todos nós com uma frase em que juntou três elementos, que nem sempre andam juntos: ação política, a Bíblia (que ela disse ser a “minha Bíblia”) e – pasmem! – “derramamento de sangue” (que ela afirmou ser instrumento da ação política). Se fosse o Bolsonaro que dissesse tal estupidez, certamente o senadorzinho Randolfe Rodrigues e os deputados Molon, Valente e Maria do Rosário, entrariam com requerimento a clamar a cassação do deputado por falta de “decoro parlamentar” e “incitação à violência”.
Bem, eu, de minha parte, entraria com um pedido de exame psicológico, pois a frase da Benedita da Silva é prova inequívoca de que ela sofre de grave crise ou estado de loucura.
SEMIABERTO – Agora, tomamos conhecimento de que o médico Roger Abdelmassih, condenado a 181 anos de prisão por abusar sexualmente de pacientes em sua clínica de reprodução humana, e Anna Carolina Jatobá Nardoni, condenada a 26 anos e oito meses de prisão por ter jogado a menina Isabella, com apenas cinco anos de idade, do 6º andar do apartamento onde passava os fins de semana com a madrasta e o pai, Alexandre Nardoni, também condenado a 31 anos e um mês de reclusão, estão em vias de obter progressão ao regime semiaberto. Há quem defenda a inocência dos três, mas não é esta a discussão. O que se discute é a facilitação de transformar cadeia fechada em uso de tornozeleira no bem-bom de suas casas. Não esquecer, também, das facilitações obtidas pelas esposas de Sérgio Cabral e do marqueteiro do PT, que confessaram os crimes de que são acusados.
IRMÃOS BATISTA – Outro absurdo ocorreu recentemente: a ampla delação (premiada) dos irmãos Joesley e Wesley Batista. Ora, é certo que o Procurador-Geral Janot tem a prerrogativa de negociar e fechar os termos da delação. Mas os prêmios obtidos pelos Batistas foi um maná, embora os “cujos” tenham feito uma delação infame, que, levada em conta, dariam a eles uma pena entre 250 e 1200 anos de reclusão. Afinal, os sujeitos confessaram cerca de 300 crimes, um dos quais envolvendo o presidente da República e a sinistra informação de que corrompeu mais de mil e oitocentas pessoas.
Os Batistas chegaram a afirmar que os 500 mil pilhados numa mala eram parte de um contrato de 20 anos (vinte anos!) de pagamento semanal ao presidente Temer. Bolas! – como diria o meu avô, uma “semanada” de 500 mil chegaria, no final, a uma soma inacreditável de 520 bilhões! Bolas! – 520 bilhões (quando o que resta de mandato ao Temer, a partir de hoje, é de apenas, um ano e três meses). É uma acusação falsa, instrumentalizada e mentirosa, como foi a gravação do papo entre Joesley e Temer. Acusação e gravação que o Globonews, mediante um jornalismo delinquente, que não visa a informar corretamente, mas atender interesses golpistas evidentes.
ANIMAL DE CARGA – O Brasil é um país temerário, desigual, onde o povo é tratado como animal de carga – e parte da intelectualidade, do jornalismo, dos políticos se sente reconfortado exercendo papéis de canalhas e de covardes.
Em tempo: semana passada, intelectuais e jornalistas investiram contra o prefeito Crivella, do Rio de Janeiro, vetou um aumento de 50% das verbas das escolas de samba concedido pelo prefeito Eduardo Paes nos estertores da sua administração. Eu faria o mesmo – já que o prefeito preferiu usar os recursos em creches de alunos pobres. Muitos artistas também protestaram, mas isso era esperado: fazem parte daquela firmação de “destaques”, que, a cada ano, faturam ao dar relevo “à lídima manifestação da cultura carioca”. Certo, mas façam isso de graça!
(artigo enviado por Mário Assis Causanilhas)
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Temer parece ter abandonado qualquer compromisso com a realidade


Temer ataca Janot sem ter a menor prova
Bernardo Mello Franco
Folha
Michel Temer recorreu a um truque antigo para reagir à denúncia por suposta prática de corrupção. Em vez de se defender, o presidente atacou o acusador. Ele subiu o tom contra o procurador-geral da República e classificou a peça entregue ao Supremo como “uma ficção”.
A denúncia tem fragilidades, mas é Temer quem parece ter abandonado qualquer compromisso com os fatos. Nesta terça, ele começou o discurso agradecendo o “apoio extremamente espontâneo” dos parlamentares que estavam no Planalto. A tropa havia sido convocada minutos antes, em mensagens disparadas por celular.
DUAS VERSÕES – O presidente apresentou duas versões distintas para a encrenca em que se meteu. Primeiro insinuou, sem apresentar provas, que o procurador Rodrigo Janot teria recebido propina para denunciá-lo. Depois disse que o dono da JBS o acusou no “desespero de se safar da cadeia”.
Temer cometeu erros surpreendentes para quem se gaba de conhecer as leis. Chamou o áudio de Joesley Batista de “prova ilícita”, apesar de o STF já ter autorizado o uso de conversas gravadas por um dos participantes. E acusou um ex-assessor de Janot de violar a quarentena, regra que inexiste para procuradores.
O presidente pareceu indeciso sobre o que pensa do empresário que o acusou. Ao justificar o encontro noturno no Jaburu, exaltou Joesley como o “maior produtor de proteína animal do país”. Ao rebater a delação, voltou a chamá-lo de “bandido”.
APOIO SUSPEITO – Numa tentativa de demonstrar que terá apoio para barrar a denúncia na Câmara, o presidente se cercou de deputados ao discursar. Pode ter sido uma ideia razoável, mas ele cochilou na seleção do elenco.
Do seu lado direito estava André Moura, réu em três ações penais e investigado por suspeita de homicídio. Do esquerdo, Raquel Muniz, mulher de um ex-prefeito preso sob acusação de corrupção. Logo atrás dela despontava Júlio Lopes, delatado na Lava Jato e citado nas investigações do esquema de Sérgio Cabral.
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É preciso investigar o papel de Temer/Loures no acordo entre JBS e Petrobras


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Charge do Amarildo (amarildo.com)
Marcelo Coelho
Folha
Para fins de comparação: a denúncia apresentada pelo Ministério Público contra Lula, no caso do tríplex do Guarujá, tinha 149 páginas. A que Rodrigo Janot acaba de divulgar, contra Temer e seu ex-assessor Rodrigo Loures, tem 60. Para Janot, o presidente “recebeu para si, em unidade de desígnios e por intermédio de Rodrigo Loures, vantagem indevida de R$ 500 mil, ofertada por Joesley Batista, proprietário do grupo J & F, tendo sido a entrega dos valores realizada por Ricardo Saud, executivo do grupo”.
A célebre “compra do silêncio” do ex-deputado Eduardo Cunha, que levaria à acusação de obstrução da Justiça por parte de Temer, não é mencionada. Em outro documento, a PGR afirma que seria necessária uma análise mais cuidadosa, aprofundada e responsável para formar opinião sobre isso. A gravação da conversa entre Joesley e Temer, entretanto, tem sua autenticidade reafirmada e justifica pontos fundamentais da denúncia.
COMPRANDO APOIO – O principal, para a Procuradoria-Geral da República, é que o dono da JBS estava interessado em ter pessoas favoráveis a seus interesses em vários órgãos federais, como o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), a CVM (Comissão de Valores Mobiliários), e a Receita.
Rodrigo Loures teria se prontificado com Joesley a levar alguns nomes para que Temer fizesse as nomeações. Havia, ademais, um problema específico no Cade, órgão encarregado de combater práticas monopolísticas na economia.
Uma empresa do grupo JBS em Cuiabá se queixava dos preços impostos pela Petrobras na venda de gás natural. Deixaria de perder R$ 1 milhão por dia se lhe fosse permitido comprar gás diretamente na Bolívia, em vez de passar pela Petrobras. Rodrigo Loures foi então acionado por Joesley para intervir junto ao Cade. O problema é que, aparentemente, segundo depoimentos de funcionários do Cade, Loures não conseguiu alterar nenhum procedimento usual nas decisões do órgão – apesar de ter falado em nome de Temer.
ACORDO FECHADO – Acontece que, no dia 13 de abril de 2017, o preço do gás foi resolvido por um acordo entre a Petrobras e a empresa do grupo JBS. A pendência vinha desde setembro do ano anterior. A conversa entre Joesley e Temer, na qual o presidente indicou Rodrigo Loures como interlocutor, foi em 7 de março. Feito o contrato com a Petrobras, em 13 de abril, o assessor de Temer recebeu R$ 500 mil no dia 28 do mesmo mês.
Seria apenas uma parcela: segundo conversa gravada entre Loures e Saud, os pagamentos seriam semanais, variando conforme os preços cobrados pelo gás da Petrobras.
Nada a ver com Cunha e seu silêncio, portanto. A questão a ser investigada, sem dúvida, é a de qual o papel de Temer nesse acordo com a Petrobras. As parcelas de R$ 500 mil destinavam-se ao presidente?
OUTROS OPERADORES -A PGR transcreve outras conversas entre Loures e Saud, em que se mencionam vários personagens, como “Ricardo”, “Celso”, “Edgar” e “Coronel”. Seriam possivelmente pessoas que intermediavam pagamentos ilícitos para Temer.
Num trecho comprometedor, RoLoures indica que o “coronel” (provavelmente João Batista Lima Filho) e outro ex-assessor de Temer, José Yunes, já “não podem mais” –entendendo-se que seria necessário arranjar outros intermediários para as propinas oferecidas pela JBS.
Denúncia não é acusação formal: trata-se apenas do pedido para que se abra processo. Após alguns passos em falso iniciais, a suspeita contra Temer se consolida agora.
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Dos 66 deputados que analisarão a denúncia, apenas quatro defendem Temer


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Charge do Nani (nanihumor.com)
Deu em O Globo
Apesar da tentativa do presidente Michel Temer de demonstrar ter amplo apoio político, colocando algumas dezenas de parlamentares a seu lado durante o pronunciamento, os parlamentares da base aliada estão evitando se posicionar publicamente em defesa do presidente. No calor da denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR), O Globo procurou os 66 deputados titulares da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara e, deles, apenas quatro se dispuseram a defender abertamente a rejeição da denúncia. A comissão irá deliberar sobre a admissibilidade e constitucionalidade da peça elaborada por Rodrigo Janot e é a primeira etapa da tramitação na Câmara.
A oposição, por sua vez, já conta com 13 votos favoráveis à abertura da investigação. A grande maioria dos ouvidos, no entanto, não respondeu ou se mostrou indecisa, argumentando que precisa de mais informações sobre as provas ou de posicionamento do partido.
COLOCAÇÕES — “Votarei como o partido decidir “— disse Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP). “Preciso ver a denúncia e a defesa do presidente Temer para decidir. A defesa é direito de todo réu. É preciso provar os fatos. O objeto do crime tem que estar cristalizado. Por outro lado, o país vai pagar um preço muito grande. As coisas estavam começando a melhorar” — disse o deputado Danilo Forte (PSB-PI), considerado governista e que pode ser substituído na CCJ pelo PSB, se decidir votar contra a denúncia no STF.
Até entre os parlamentares do PMDB, partido de Temer, quatro dos ouvidos se negaram a sair em sua defesa e não quiseram responder se votariam a favor ou contra a admissibilidade da denúncia na CCJ.
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Na Era Trump, EUA enfrentam revés histórico no Oriente Médio


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Charge do Elvis (Humor Político)
MK Bhadrakumar
Indian Punchline
O bloco dos quatro países árabes puxados pela Arábia Saudita que impôs um embargo contra o Qatar dia 5 deste mês apresentou afinal sua carta de exigências. Despacho da AP lista as 13 demandas. As que mais chamam a atenção incluem que Doha reduza os laços com o Irã, que rompa relações com o Hezbollah e a Fraternidade Muçulmana, que feche uma base militar turca que há no país e que extinga a rede estatal de comunicação Al Jazeera e vários outros veículos.
Interessante… o Qatar também deve “aceitar auditorias mensais durante o primeiro ano depois de aceitar todas as demandas; depois uma por trimestre, durante o segundo ano. Pelos seguintes dez anos, o Qatar será monitorado anualmente, para verificar o exato cumprimento das demandas.” Tudo isso significa que só a capitulação incondicional, abjeta do Qatar satisfará seus ‘grandes irmãos’ – nada menos. E há também um cronograma a seguir – dentro dos próximos 10 dias –, ou todas as demandas perdem a validade.
MUDANÇA DE REGIME – Para mim, o Qatar verá rapidamente que essa ‘ação’ não passa de mal disfarçado movimento para ‘mudança de regime’. A resposta do regime só pode ser uma: que aqueles figurões árabes se enforquem.
O que acontece a seguir? Dito em poucas palavras, o Oriente Médio Muçulmano (sunita) está à beira de um racha histórico, que terá consequências profundas para a segurança regional e internacional.
Que ninguém se engane: esse mais recente desenvolvimento é uma bofetada na cara do governo Trump. Só na terça-feira passada o Departamento de Estado dos EUA alertou a Arábia Saudita para que ponha fim ao impasse sem qualquer demora, antes que a intervenção direta dos EUA seja necessária, criticando a posição adotada por Riad (na qual todos veem a marca do novo príncipe coroado Mohammed bin Salman), e mostrando simpatia ao Qatar (onde está instalado o Comando Central dos EUA). Curiosamente, o porta-voz dos EUA também aludiu ao envolvimento passado da Arábia Saudita com terroristas, “seja mediante financiamento ao terror ou outros meios”.
ORGULHO FERIDO – Evidentemente, o orgulho saudita foi cutucado, e Riad levou a sério a censura dos norte-americanos. Sem dúvida, aquelas demandas são mostra de desafio também a Washington. Tudo agora provavelmente tomará feições de crise prolongada, que seriamente comprometerá as estratégias regionais dos EUA – a menos, claro, que o Qatar ceda completamente – e enfraqueça a guerra que faz contra o Estado Islâmico.
De fato, a Turquia levará muitíssimo a sério a demanda saudita para que sua chamada base militar em Doha seja fechada sem cerimônias. O presidente Recep Erdogan verá essa demanda como afronta intolerável ao legado otomano. A Voz da América noticiou na quinta-feira que a Turquia está transportando grande quantidade de alimento e soldados para o Qatar.
Obviamente, o xis da questão é que o vírus da Primavera Árabe está hibernando no Qatar e ameaça converter-se em epidemia a qualquer momento, ameaçando os regimes autocráticos no Oriente Médio. Só Turquia, Irã e Israel são imunes ao vírus do empoderamento democrático.
DERROTA DOS EUA – Evidentemente, A TV Al Jazeera e a Fraternidade Muçulmana estão enlouquecendo os xeiques na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Bahrain e ameaçam a ditadura militar no Egito.
A credibilidade dos EUA na ‘rua árabe’ está agora irremediavelmente arranhada. Para o presidente Donald Trump, tudo isso se traduz em grave embaraço político doméstico. (Bloomberg) Falta saber como os EUA conseguirão pagar para manter por muito tempo a própria posição beligerante na Síria e Iraque, sem qualquer aliado regional no mundo árabe.
A estratégia de contenção do governo Trump contra o Irã parece destinada a colapsar antes mesmo de ser lançada, e o projeto que é a menina dos olhos de Trump, de criar uma “OTAN árabe” já não passa de piada macabra. Algum dia os EUA conseguirão restaurar sua hegemonia sobre o Oriente Médio Muçulmano? Duvido. Uma grande fatia da história moderna da hegemonia ocidental sobre os árabes está rachando e começa a flutuar em direção ao horizonte. Para garantir, os russos estão chegando!
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Janot pede que STF anule a Lei da Terceirização, por ser inconstitucional


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Charge do Mariano (Charge Online)
Deu no G1, Brasília
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, entrou no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma ação para que a Corte considere inconstitucional a Lei de Terceirização, sancionada em março pelo presidente Michel Temer. O procurador-geral pede que o STF conceda uma liminar (decisão provisória) para suspender imediatamente os efeitos da lei.
Para Janot, o fato de a lei permitir a terceirização irrestrita da atividade-fim viola o “regime constitucional de emprego socialmente protegido” e fere direitos fundamentais do trabalhador.
A atividade-fim é aquela típica do ramo em que uma empresa atua. É o emprego de médico, por exemplo, num hospital particular. Pela lei sancionada por Temer, a terceirização poderá ser aplicada a qualquer atividade da empresa.
Na ação, o procurador-geral também argumenta que a lei permite ampliar de forma “ilegítima e desarrazoada” a contratação temporária.
PONTO A PONTO – Entenda abaixo os principais pontos do projeto aprovado pelo Congresso sobre a terceirização:
A terceirização poderá ser aplicada a qualquer atividade da empresa; a empresa terceirizada será responsável por contratar, remunerar e dirigir os trabalhadores; a empresa contratante deverá garantir segurança, higiene e salubridade dos trabalhadores terceirizados;
Sobre trabalho temporário, as mudanças foram as seguintes: o tempo de duração do trabalho temporário passa de até 90 dias para até 180 dias, consecutivos ou não; após o término do contrato, o trabalhador temporário só poderá prestar novamente o mesmo tipo de serviço à empresa após esperar três meses.
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Fachin atende pedido da defesa de Temer e envia a denúncia direto à Câmara


Advogados abriram mão da defesa e Fachin aceitou
André de Souza e Tatyane Mendes
O Globo
O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu mandar diretamente para a Câmara dos Deputados a denúncia feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente Michel Temer. O ex-assessor Rodrigo Rocha Loures, que está preso, também foi denunciado na mesma ação.
Janot tinha pedido que fosse dado um prazo de 15 dias para a defesa de Temer e de Rochas Loures se manifestarem para só depois encaminhar ao Congresso. Fachin, porém, entendeu que não é o momento de ouvir as partes.
No mesmo despacho, Fachin autorizou alguns pedidos feitos por Janot: 1) A separação do inquérito em dois: um para o crime de corrupção passiva (já denunciado). outro para possível obstrução à Justiça; 2) A investigação do suposto crime de organização criminosa por Temer e Rocha Loures em outro inquérito em tramitação no STF que já investiga vários políticos do PMDB; 3) O envio de cópia dos autos à Justiça Federal do Distrito Federal para investigar funcionários da Petrobras e do Cade.
No entanto, Fachin ainda não tomou decisão em dois casos: 1) O pedido de inquérito para investigar Temer e Rocha Loures pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro em razão de um decreto presidencial que regulamenta a exploração dos portos; 2) A manutenção da prisão do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e de seu operador, Lúcio Funaro.
ENVIO RÁPIDO – Fachin entendeu que a defesa política do presidente deve ser feita na Câmara e a defesa técnica-jurídica deve ocorrer depois, no STF. A denúncia só tem prosseguimento no tribunal caso consiga o aval de dois terços dos deputados, ou seja, 342 de 513.
“Nessa toada, a Câmara dos Deputados realiza um juízo predominantemente político de admissibilidade da acusação, enquanto compete ao Supremo Tribunal Federal um juízo técnico-jurídico. O juízo político a ser efetivado pela Câmara dos Deputados, deve preceder à análise jurídica por parte do Supremo Tribunal Federal, porque, como visto, assim o determina a correta interpretação da Carta Magna”, decidiu Fachin.

“Assim, cabe ao Presidente da República, inicialmente, apresentar sua defesa, previamente ao juízo predominantemente político a ser realizado pela Câmara dos Deputados, naquela espacialidade, como, aliás, prevê o Regimento Interno daquela Casa Legislativa”, acrescentou o ministro.
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Ação do MP obriga Câmara a contratar aprovados em concurso


O Ministério Público ingressou com Ação Civil Pública, protocolada com o número 17.01017205-6, contra a Câmara Municipal de Itabuna, o ex-presidente, Aldenes Meira (PCdoB) e o atual presidente da casa legislativa, Chico Reis (PSDB), para obrigar as nomeacoes e admissões dos aprovados no concurso público regido pelo Edital n.001/2015, o qual ofertou vagas em vários cargos no âmbito da Câmara de Vereadores. O concurso foi realizado por força de intervenção do Ministério Público, na época em que o réu, Aldenes Meira, ocupou a presidência da Câmara e durante o último ano do seu biênio, o Promotor de Justiça expediu recomendação para que se adotasse providências no sentido de exonerar pelo menos 50 por cento dos servidores que ocupam cargos em comissão e, em seguida, as nomeações dos aprovados dentro do número de vagas previstos no Edital n. 01/2015. De acordo com o MP, o recomendado não foi acolhido pelo atual presidente, Chico Reis.
Segundo o promotor, desde o início de 2017, vem tentando, extrajudicialmente, junto ao atual presidente da Câmara, a nomeação dos aprovados. De acordo com informações, o atual presidente Chico Reis propôs fazer a contratação de todos os aprovados até o ano 2019, alegando dificuldades financeiras do Poder Legislativo. No entanto, o Promotor constatou, ao longo da investigação, que até agosto de 2016, havia nos quadros da Câmara de Vereadores o número de 16 servidores celetistas (sendo sete destes, aprovados no concurso público), cuja folha de pagamento são de R$ 104.897,71 (cento e quatro mil, oitocentos e noventa e sete mil e setenta e um centavos. Por outro lado, são 132 contratados em cargos comissionados, com a folga no valor de R$ 306.468,20 (trezentos e seis mil, quatrocentos e sessenta e oito reais e vinte centavos). Portanto, desproporcional a quantidade de servidores efetivos face a quantidade de comissionados, em descumprimento a norma constitucional e desrespeito aos aprovados em concurso público, pois 81% dos servidores do poder legislativo Municipal são contratados sem concurso público. Na ação do Ministério Público foi formulado pedido ao judiciário de concessão de medida liminar para determinar a Câmara de Vereadores de Itabuna que proceda a exoneração de número suficiente de servidores que ocupam cargos em comissão a fim de que seja efetivada à nomeação dos aprovados em concurso público, dentro do número de vagas previstas no edital n. 01/2015. Por fim, o Promotor de Justiça requer a procedência da ação e a aplicação das sanções previstas no artigo 12 da Lei n. 8.429/92, quais sejam perda das funções públicas em relação aos réus, Aldenes Meira e Francisco Reis, além da suspensão dos direitos políticos, pagamento de multa e proibição de contratar com o poder público. Segundo o Promotor de Justiça é possível a celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta por parte do atual presidente da Câmara antes da ação ser julgada. (iPolítica)

Presidente do Senado quer votar reforma trabalhista antes do recesso


Recesso parlamentar começa no próximo dia 17 de julho, conforme a Constituição; as votações no plenário devem ocorrer até 12 de julho

Rodrigo Aguiar/ BAHIA.BA
Foto: Jane de Araújo/ Agência Senado
Foto: Jane de Araújo/ Agência Senado

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), anunciou nesta quarta-feira (28) que pretende colocar a reforma trabalhista em votação no plenário da Casa antes do recesso parlamentar, que começa no próximo dia 17 de julho, conforme a Constituição.
Como o dia em questão se trata de uma segunda-feira, as votações no plenário do Senado devem ocorrer até a quarta-feira anterior, dia 12 de julho.
“Meu compromisso é de votar essa matéria antes do recesso. Se possível, semana que vem, dando prazo para as emendas, prazos regimentais. Eu, se for possível, quero votar na semana que vem”, declarou o presidente do Senado.
Antes de ir a plenário, a proposta é discutida e deve ser votada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa nesta quarta.

OAB abre processo para investigar ex-procurador que foi advogar para JBS


Segundo Temer, Miller deixou o cargo de procurador da República para trabalhar no escritório de advocacia responsável por negociações de colaborações premiadas da JBS

BAHIA.BA
Foto: Alex Lanza MPMG
Foto: Alex Lanza MPMG

A Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro vai abrir processo para investigar a conduta do ex-procurador Marcello Miller, após acusação feita pelo presidente Michel Temer (PMDB), em seu pronunciamento na tarde desta terça-feira (27), de acordo com a coluna Painel, da Folha de S. Paulo.
Segundo o peemedebista, Miller deixou o cargo de procurador da República para trabalhar no escritório de advocacia responsável por negociações de colaborações premiadas da JBS.
Temer acusou o membro do Ministério Público de não respeitar a quarentena e ter “ganhado milhões de reais” – ele pediu exoneração do MPF em 4 de março, três dias antes de Joesley Batista gravar conversa com o presidente.
A OAB do Rio pediu informações a Miller, que entregou esclarecimentos ao órgão na última sexta-feira (24). O Tribunal de Ética e Disciplina da entidade considerou as explicações insuficientes e decidiu abrir um inquérito. Ainda de acordo com a publicação, o caso passou a tramitar em sigilo.

Ação de Aécio no STF fica com Moraes; Serra e Aloysio vão para Gilmar


Os nomes foram sorteados pela presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), a ministra Cármen Lúcia

BAHIA.BA
Foto: Reprodução/Twitter
Foto: Reprodução/Twitter

Cinco inquéritos abertos a partir das delações premiadas de executivos e ex-executivos da empreiteira Odebrecht ganharam novos relatores nesta terça-feira (27). Os nomes foram sorteados pela presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), a ministra Cármen Lúcia.
O ministro Gilmar Mendes foi sorteado relator de inquérito que investigará o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, e o senador José Serra (PSDB).
Já Alexandre de Moraes, o mais novo integrante da Corte, será o relator de dois inquéritos: um sobre o senador Eduardo Braga (PMDB) e outro sobre o senador afastado Aécio Neves (PSDB). Antes de ser indicado para o STF pelo presidente Michel Temer (PMDB), ele era filiado ao partido tucano.
Luís Roberto Barroso será relator do inquérito sobre o deputado Paulo Pereira da Silva (SD) e sobre outra apuração que envolve o deputado Vicente Cândido (PT).

Maduro ameaça pegar em armas para se manter no poder


No dia 30 de julho, a população elegerá cerca de dois terços dos 545 membros da Assembleia Constituinte convocada pelo presidente

BAHIA.BA
(Foto: EPA/Miguel Gutierrez/Agência Lusa)
Foto: EPA/Miguel Gutierrez/Agência Lusa

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, ameaçou, nesta terça-feira (27), pegar em armas para defender a “revolução bolivariana” no país e deixou implícito que não aceitará uma derrota nas urnas.
No dia 30 de julho, a população elegerá cerca de dois terços dos 545 membros da Assembleia Constituinte convocada pelo mandatário – opositores veem o processo como inconstitucional e pedem eleições presidenciais em 2018.
“Quero que o mundo escute, depois de 90 dias de violência, destruição e morte. Se a Venezuela caísse no caos e violência e fosse destruída a revolução bolivariana, nós iríamos ao combate. E o que não poderia ser feito com os votos, o faríamos com as armas. Libertaríamos nossa pátria com as armas”, disse em evento com candidatos à Assembleia Constituinte.
Maduro ameaçou fazer como o seu antecessor Hugo Chávez, para mostrar que está disposto a ir até as últimas consequências para se manter no poder, avaliam analistas: “Chávez já havia dito que a revolução bolivariana era pacífica, mas armada, e que não estava disposto a entregá-la”.
Em coletiva, o presidente acusou um helicóptero de atacar a Suprema Corte do país, o que faria parte de uma conspiração para desestabilizar o governo.

Procuradoria cita Léo Pinheiro 60 vezes para pedir condenação de Lula


Os autos do caso já estão com Moro para a sentença; o prazo para as últimas alegações das defesas acabou no dia 20

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Foto: Luis Macedo / Agência Câmara
Foto: Luis Macedo / Agência Câmara

A confissão do empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS, deve ser um dos principais elementos para a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pelo juiz Sergio Moro, caso sejam aceitos os argumentos do Ministério Público Federal.
Somente nas alegações finais da Procuradoria na ação sobre o tríplex de Guarujá, o depoimento de Pinheiro é citado cerca de 60 vezes pelos procuradores na argumentação favorável à condenação de Lula.
Por sua vez, a confissão de outro ex-executivo da OAS, Agenor Franklin Medeiros, que descreveu o pagamento de suborno pela construtora no âmbito da Petrobras, é mencionada em mais 13 ocasiões.
Os autos do caso já estão com Moro para a sentença. O prazo para as últimas alegações das defesas acabou no dia 20.

União Europeia multa o Google em € 2,4 bi por abuso de poder econômico


A empresa abusou de seu domínio nas buscas na internet para favorecer seu comparador de preços, o Google Shopping

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Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A União Europeia aplicou, nesta terça-feira (27), uma multa recorde de € 2,4 bilhões no Google (o equivalente a R$ 9 bilhões). Segundo a decisão, a empresa abusou de seu domínio nas buscas na internet para favorecer seu comparador de preços, o Google Shopping.
Além de ter de arcar com a multa bilionária, o Google terá de aplicar aos concorrentes o mesmo posicionamento e forma de exibição que dá a seus serviços e explicar à UE como vai equiparar seus próprios serviços e o dos rivais, além de se submeter ao monitoramento do bloco europeu.
O gigante da internet informou em nota que estuda recorrer da multa, calculada com base na receita da empresa nos 13 países que compõem a área econômica europeia.
Em casos de acusações de abuso de posição dominante, a maior multa emitida até então pela Comissão Europeia havia sido de € 1,06 bilhão contra a Intel, em 2009.

TCU: relator recomenda aprovação com ressalvas das contas de Dilma e Temer


Como cada um dos mandatários esteve à frente da presidência em períodos distintos de 2016, a Corte vai emitir dois pareceres para cada gestão

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Foto: Lula Marques/ Agência PT
Foto: Lula Marques/ Agência PT

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Bruno Dantas recomendou, nesta quarta-feira (28), a aprovação prévia, com ressalvas, das prestações de contas apresentadas pela ex-presidente Dilma Rousseff e pelo presidente Michel Temer.
Relator do processo de análise, Dantas argumenta que “A partir dos fundamentos apresentados […] as contas estão em condições de serem aprovadas pelo Congresso Nacional, com ressalvas”. Ele examinou dados relativos ao período de 1º de janeiro a 11 de maio, quando a presidência era ocupada por Dilma Rousseff, e de 12 de maio a 31 de dezembro de 2016, quando o cargo era ocupado por Temer.
Devido à peculiaridade de dois mandatários ocuparem a presidência em um mesmo exercício, o TCU vai emitir dois pareceres prévios: um relativo às contas de Dilma e outro relativo às contas de Temer. De acordo com o relator, a separação é necessária para individualizar as responsabilidades para cada período de gestão. Com informações da Agência Brasil.

TCE identifica 1.691 servidores com indícios de acumulação indevida


O relatório final foi apresentado ao plenário do tribunal nesta terça-feira pelo conselheiro Pedro Lino, relator do processo

BAHIA.BA
TCE-BA

Técnicos do Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA) identificaram 1.691 servidores estaduais com indícios de acumulação irregular de cargos, dos quais 1.615 do Poder Executivo e 72 do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), além de um caso no Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), dois no Ministério Público do Estado (MP-BA) e um no próprio TCE, identificado posteriormente com um servidor aposentado.
Na inspeção, a equipe da 6ª Coordenadoria de Controle Externo da Corte cruzou dados cadastrais de órgãos nacionais e estaduais. O relatório final foi apresentado ao plenário do TCE nesta terça-feira (27) pelo conselheiro Pedro Lino, relator do processo.
Os demais integrantes do tribunal aprovaram a proposta de Lino, com recomendações e encaminhamento de cópias a todos os gestores, inclusive ao governador Rui Costa, para adoção das medidas cabíveis.

Gilmar Mendes diz que delação premiada fere ‘honra’ de delatados


"Há abuso nos direitos do delator", afirmou o ministro, durante julgamento sobre a colaboração e a relatoria da delação feita pelo grupo empresarial J&F

Fernanda Lima/ BAHIA.BA
Gilmar Mendes (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)
Gilmar Mendes (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Relator do novo inquérito contra Aécio Neves (PSDB), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes criticou, na tarde desta quarta-feira (28), em julgamento na Corte sobre a colaboração premiada e a relatoria da delação feita pelos sócios do grupo empresarial J&F, o esquema de acordo entre delatores e Justiça.
“O delator é incentivado a entregar documentos muitas vezes fictícios. Estou convicto que esse sistema expõe a honra dos delatados, mesmo antes que eles saibam do que se trata. Creio que temos que fortalecer a presunção de inocência, sem comprometer investigações. Há abuso nos direitos do delator e pouca importância ao delatado”, afirmou o ex-presidente do STF, de 2008 a 2010.
O magistrado declarou, ainda, que “criou-se um tipo de Direito Penal de Curitiba”, onde foi deflagrada a Operação Lava Jato, em 2013. “Há normas que não têm nada a ver com o que está na lei, tendo em vista as práticas atuais. O Congresso não pode viver nessa constância de abusos”, continuou, em momento de exaltação.

Quadro ‘O Inferno dos Pássaros’ é leiloado por 36 milhões de libras


A tela constitui uma das obras antinazistas mais relevantes do artista Max Beckmann

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Foto: Quadro "O Inferno dos Pássaros de Max Beckmann
Foto: Reprodução do Quadro “O Inferno dos Pássaros” de Max Beckmann

O quadro “O Inferno dos Pássaros”, de Max Beckmann, foi leiloado por 36 milhões de libras (45,8 milhões de dólares), pela Casa Christie’s de Londres nesta terça-feira (27).
A obra retrata homens nus sendo torturados por criaturas similares a pássaros. Pintado entre 1937 e 1938, “O Inferno dos Pássaros” constitui uma das obras antinazistas mais relevantes do artista.
“Este quadro emblemático é reconhecido unanimemente como o Guernica do expressionismo e o apetite internacional [que desperta] ficou claro na disputa” declarou Adrien Meyer, diretor internacional da Christie’s para arte moderna e impressionista.

Coreia do Norte pede execução ex-presidente sul-coreana


Postado em 28/06/2017 2:48
park-geun-hye O governo da Coreia do Norte prometeu executar a ex-presidente da Coreia do Sul e seu diretor de espionagem, acusando-os de planejar o assassinato do supremo líder do país, Kim Jong Un. Segundo a agência central de notícias norte-coreana, o regime de Pyongyan irá impor uma “pena de morte” sobre a Park Geun-hye, que sofreu impeachment no ano passado, e seu chefe de espionagem, Lee Byoung Ho, por tramar contra o líder do país. O isolado regime também exigiu que a Coreia do Sul entregue os dois acusados. Uma autoridade da Agência Nacional de Inteligência da Coreia do Sul afirmou que as alegações são inverídicas. As relações diplomáticas entre as duas Coreias deterioraram com a chegada do governo conservador de Park, que adotou uma linha mais dura em relação ao vizinho do norte. O anúncio também aconteceu horas depois de o atual presidente, Moon Jae-in, partir para os Estados Unidos para encontro com o presidente Donald Trump. O encontro entre os dois líderes deve ser dominado pela discussão sobre o regime norte-coreano.
Bahia Notícias

Presídios federais mantêm suspensão de visitas íntimas a detentos

Postado em 28/06/2017 2:31
presídio O Departamento Penitenciário Nacional (Depen), órgão do Ministério da Justiça, decidiu manter a suspensão das visitas íntimas e sociais, por mais 30 dias, a detentos de quatro presídios federais do país.
A informação foi publicada pelo site Uol, mas ainda não foi confirmada oficialmente pelo Ministério da Justiça. Segundo a matéria, veiculada nesta quarta-feira (28), a informação já foi passada a parentes e advogados dos presos.
De acordo com o Depen, a medida foi mantida, pois as visitas íntimas são utilizadas pelas facções criminosas para passar ordens aos comparsas que estão em liberdade, incluindo a determinação do assassinato de servidores do sistema penitenciário federal.
Desde setembro do ano passado, três servidores do sistema penitenciário federal foram mortos. Uma das emboscadas mais recentes ocorreu com a psicóloga do presídio de segurança máxima de Catanduvas, Melissa Almeida, assassinada com dois tiros de fuzil na cabeça, no dia 25 de maio, em Cascavel, no Paraná.
Varela Notícias

Corte de verbas deve forçar PF a suspender grandes operações



Por Redação BNews | Fotos: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Os problmas orçamentários da Polícia Federal não se limitam à emissão de passaportes. Segundo a instituição, a partir de agosto a PF deve suspender grandes operações de combate à corrupção, inclusive parte das investigações relacionadas à Lava-Jato, segundo disse ao jornal O Globo um integrante da cúpula da instituição. Com corte de 44% no orçamento, a PF não terá dinheiro para bancar passagens aéreas e diárias, por exemplo. "Em agosto param operações, para tudo. Não tem dinheiro para fazer mais nada", disse o delegado.
 
Segundo ele, é a maior crise financeira da PF. Ele lembra que em outros governos houve ameaças de corte, mas nenhuma foi concretizada.
 
"A decisão sobre o orçamento da Polícia Federal é uma escolha do governo. No discurso, o governo diz que não quer interferir no trabalho da polícia. Diz até até que vai aumentar o número de adidos mundo afora. Mas na prática é bem diferente", completou o delegado.

Governo Temer sufoca a Polícia Federal, diz procurador da Lava Jato



Por Folhapress
O procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, que integra a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba (PR), acusou nesta quarta-feira (28) o governo Michel Temer de "sufocar" a Polícia Federal.
Ele voltou a afirmar que, na Lava Jato, a equipe da Polícia Federal foi "significativamente reduzida" e indagou: "A quem isso interessa?" 
 
Em maio, o número de delegados dedicados ao caso na cidade caiu de nove para quatro, e também houve redução nos agentes. 
 
À época, a Procuradoria afirmou que o corte foi "incompreensível" e a direção da PF informou que os remanejamentos eram feitos de acordo com as demandas. 
 
Se referindo à suspensão nesta terça (27) da emissão de passaportes pela corporação em razão da falta de recursos, Lima indagou: "Imagine como está a continuidade das diversas investigações pelo país", escreveu numa rede social. 
 
O procurador também rebateu as acusações do presidente contra o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Segundo ele, a acusação "foi de uma indignidade poucas vezes vista." 
 
"Nem coragem de falar com todas as letras Temer teve. É de se envergonhar termos um acusado na Presidência da República que sequer se defende dos fatos", escreveu. 
 
A preocupação entorno de um possível desmonte da Lava Jato é grande, visto as tentativas de políticos e autoridades em barrar as investigações. Alguns deles, inclusive, estão respondendo por obstrução à Justiça. 
 
Por outro lado, a operação é alvo de críticas, como Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Mendes, ao criticar a candidatura de magistrados, afirmou que "se administrassem o Saara, faltaria areia". 
 
"Mas com Gilmar Mendes no STF, com certeza há muito tempo o que anda em falta é Justiça", respondeu Lima.

Policiais Civis participarão das manifestações da greve geral desta sexta-feira



Por Redação BNews | Fotos: Divulgação
 
 
Os policiais civis da Bahia irão participar das manifestações da greve geral, desta sexta-feira(30). A informação foi divulgada pelo sindicado da categoria. 
 
O presidente do Sindpoc, Marcos Maurício, destaca que o sindicato está mobilizando todos os policiais civis que estão de folga ou férias para que participem dos protestos contra as Reformas da Previdência, Trabalhista e o Projeto da Terceirização. " A Reforma da Previdência vai prejudicar muito os policiais civis. A proposta pretende retirar a categoria da relação de profissões de risco e querem acabar com o nosso direito à Aposentadoria Especial!", criticou Maurício.
 
 
Vale lembrar que conforme determinação do Supremo Tribunal Federal(STF), a categoria está impedida de realizar paralisações e greves. 

Renan deve entregar cargo de líder do PMDB nesta quarta



Por Folhapress | Fotos: Folhapress
O senador Renan Calheiros (AL) deve entregar o cargo de líder do PMDB na tarde desta quarta-feira (28). Segundo a Folha apurou, o peemebista avalia que não tem condições de permanecer na liderança do partido no Senado devido ao desgaste que foi criado com suas diversas críticas ao governo do presidente Michel Temer e à agenda de reformas. O anúncio deve ser feito às 16h desta quarta (28) durante sessão do plenário.
Na noite de terça-feira (27), Renan esteve reunido com o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), até tarde para discutir sua situação. Nos bastidores, senadores do PMDB articulavam uma nova tentativa de destituição de Renan do cargo na manhã desta quarta. A saída do alagoano foi debatida na bancada pelo menos duas vezes este ano, após críticas que ele dirigiu ao Palácio do Planalto. Na terça, Renan fez um duro discurso em plenário. Ele afirmou que Temer está "fazendo de conta" que governa o país. "Governando para onde?", disse.
O peemedebista disse ainda que é preciso ter "muita humildade" para receber a proposta feita pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que sugeriu que Temer encurte seu mandato. A opinião de FHC foi publicada na segunda-feira (27) em artigo que escreveu para a Folha de S.Paulo.
Renan defendeu ainda que Temer deixe de adiar uma decisão sobre o futuro do governo. "Demorar mais um mês, dois meses, um ano a frente do governo não vai mudar nada. É uma resistência para o nada", disse em discurso feito em plenário. O líder do PMDB disse ainda que Temer errou ao "achar que poderia governar o Brasil influenciado por um presidiário de Curitiba", disse em referência ao ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso na Operação Lava Jato. "Isso não ia chegar a lugar nenhum".
O discurso de Renan virou um bate-boca com o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), ao criticar a reforma trabalhista. "Temer não tem mais a confiança da sociedade para fazer uma reforma como essa na calada da noite", disse, ameaçando trocar os integrantes do PMDB na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), que vota nesta quarta-feira (28) o texto da reforma trabalhista.
A fala irritou Jucá, que respondeu o líder da sigla dizendo que se ele fizesse alterações o PMDB também faria já que, segundo ele, 17 dos 22 senadores do partido concordam com o projeto em discussão.
A reportagem apurou mais cedo que, embora tenha ameaçado fazer alterações na CCJ, Renan desistiu por temer que a mudança não fosse aprovada pela presidência do Senado.
Nos bastidores, o PMDB já discute a substituição do líder do partido no Senado. Entre os mais cotados está o nome de Jader Barbalho (PA), que na terça fez um discurso bastante crítico em plenário às ações do Ministério Público Federal e da Operação Lava Jato.
Outra possibilidade seria colocar o senador Garibaldi Alves (RN), que fez consultas ao partido na manhã desta quarta para saber se teria apoio para assumir a função.

O que dizem as pesquisas? Absolutamente nada.


As pesquisas, faltando mais de um ano para as eleições em que nem se sabe quais serão os candidatos, nada esclarecem, mas causam burburinho (interesseiro, como sempre), como anota editorial do Estadão. Obviamente, o tiranete populista Lula aparece na frente - ah, esse Data Folha! -, já que o PT sempre contou com seus 20 a 30% de votos. Mas seu eterno palanqueiro, agora carregando seis processos no lombo, seguramente será condenado e ficará inelegível - aliás, não se elege nem para síndico do tal prédio de Guarujá. Com essa pilha de processos rolando em Curitiba, não deve nem festejar a absolvição do mochileiro do PT, Vaccari, pelo TRF-4, para onde deve recorrer ligeirinho após a primeira de uma série de condenações. Segue o editorial:


Saiu mais uma pesquisa de intenção de voto para a Presidência da República. Faltando mais de um ano para a eleição, não se sabe nem quais serão os candidatos – os partidos têm até agosto do ano que vem para tomar essa decisão –, mas o burburinho é garantido. Como em primeiro lugar aparece o ex-presidente Lula da Silva e em alguns cenários o segundo colocado é o deputado Jair Bolsonaro, isso basta para que se gaste muita tinta para especular as razões pelas quais o chefão petista está à frente, seguido por outro populista primário. Num momento em que o País precisa de serenidade e racionalidade para debater seu futuro imediato, só interessa a Lula, alvo de cinco processos judiciais e principal responsável pela atual crise, que esse debate seja preterido pelo escarcéu em torno da possibilidade de seu retorno à Presidência.

Ora, em primeiro lugar é preciso enfatizar que Lula, aconteça o que acontecer, terá sempre em torno de 20% a 30% das intenções de voto no primeiro turno, pois é nesse intervalo que se encontra seu eleitorado cativo. Na mais recente pesquisa, feita pelo Datafolha, o petista aparece com cerca de 30% em quase todos os cenários, contra 25% no levantamento anterior, de dezembro de 2016, e a maior parte do apoio se concentra no Nordeste, seu reduto eleitoral. Portanto, não há nenhuma surpresa, mas é claro que foi o suficiente para que Lula se jactasse de estar na dianteira “apesar da perseguição jurídica e midiática”.

A estratégia do petista é óbvia. Ele pretende constranger o Judiciário e confundir a opinião pública ao dizer que seus adversários querem vê-lo condenado para que não ganhe a próxima eleição presidencial. Para os propósitos de Lula, pouco importa se as pesquisas de intenção de voto que o colocam na frente dizem respeito a uma eleição que ainda está muito distante e apenas refletem a disposição de um eleitorado que ele sempre teve. O que interessa é ter à mão elementos que o ajudem a construir o discurso de perseguido político.

Nessa linha, o PT soltou ontem uma nota oficial em que diz que “condenar Lula, o maior líder popular na nossa história, significaria desferir um golpe mortal contra a justiça e a democracia do Brasil” e que “uma hipotética condenação de Lula teria como único objetivo afastá-lo das eleições de 2018”. Para o PT, “sem Lula, as eleições presidenciais não terão legitimidade e não passarão de uma fraude contra o povo brasileiro”.

Também interessa aos petistas reforçar a tese de que seus adversários são contrários a uma eventual antecipação das eleições presidenciais porque eles temem que Lula vença – e, mais uma vez, as pesquisas servem como ilustração dessa tese. Trata-se de uma grossa impostura. Deve-se impedir a antecipação das eleições presidenciais diretas não porque Lula possa ser favorito para vencê-las, mas apenas porque a medida contrariaria a Constituição.

O mais importante é desmistificar Lula de uma vez por todas – e para isso basta usar as pesquisas eleitorais. É fato que nelas o petista aparece bem colocado, o que deixa estupefato todo brasileiro de bom senso, em razão do mal que esse senhor já causou ao País. Mas uma leitura menos superficial dos números mostra um quadro bem mais complicado para o demiurgo petista.

Antes de mais nada, Lula aparece com 45% de rejeição – e não há notícia de que um candidato que sofra tamanha ojeriza consiga se eleger. Para piorar sua situação, a maior rejeição está no Sudeste, que concentra a maioria do eleitorado. Ali, nada menos que 55% dos eleitores disseram que não pretendem votar em Lula de jeito nenhum.

Outro aspecto relevante, mas pouco destacado é que, na pesquisa espontânea – quando não é apresentado o nome de nenhum candidato –, chegam a 52% os eleitores que ainda não sabem em quem pretendem votar em 2018. E isso se dá por razões muito simples: a eleição está muito longe, ninguém sabe ainda quais serão os candidatos e há problemas mais graves para enfrentar. A bem da verdade, nem Lula está pensando em 2018. Seu único objetivo no momento é evitar a cadeia.
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Por que o comunismo não é tão odiado quanto o nazismo, seu sanguinário irmão?


Dennis Prager, intelectual que defende a cultura da liberdade, oferece seis motivos para explicar essa pergunta, lembrando que o comunismo provocou muito mais matança do que o nazismo. No Brasil, os representantes desse monstro estiveram no poder junto com o PT - e ainda esperneiam na estrutura partidária e frequentam o Congresso Nacional. Deveriam ter o mesmo fim de seus malditos irmãos :


Quando as pessoas descrevem indivíduos ou regimes particularmente maléficos, por que elas utilizam os termos "nazista" ou "fascista", mas quase nunca "comunista"? Considerando o inigualável volume de sofrimento humano causado pelos comunistas, por que o termo "comunista" causa muito menos repulsa que "nazista"?

Os comunistas mataram 70 milhões de pessoas na China[1], mais de 20 milhões de pessoas na União Soviética (e isso sem incluir os aproximadamente 5 milhões de ucranianos[2]), e exterminaram um terço (33%) da população do Camboja. No total, os regimes comunistas assassinaram aproximadamente 110 milhões de pessoas de 1917 a 1987. Adicionalmente, os comunistas escravizaram a população de nações inteiras, como Rússia, Vietnã, China, Leste Europeu, Coréia do Norte, Cuba e boa parte da Ásia Central. Eles arruinaram as vidas de mais de um bilhão de pessoas.

Sendo assim, de novo, por que o comunismo não tem a mesma reputação horrenda do nazismo?

Motivo número 1

Falando bem diretamente, há uma ignorância avassaladora sobre o histórico do comunismo.

Ao passo que tanto a direita quanto a esquerda desprezam o nazismo e estão sempre ensinando lições de seu odioso legado, a esquerda jamais odiou o comunismo. E dado que a esquerda domina o ambiente acadêmico, praticamente ninguém leciona sobre a história maléfica do comunismo.

Motivo número 2

Os nazistas fizeram o Holocausto. E nada se compara ao Holocausto em termos maldade pura.

A perseguição e a captura de praticamente todo e qualquer indivíduo judeu — homens, mulheres, crianças e bebês — no continente europeu e o subsequente envio de todos eles para campos de concentração e trabalho forçado, onde em seguida eram assassinados, foi algo sem precedentes e sem paralelos em termos de perversidade.

Os comunistas mataram muito mais pessoas que os nazistas, mas jamais se igualaram ao Holocausto em termos de sistematização do genocídio. A singularidade do Holocausto e a enorme atenção corretamente dada ao fenômeno ajudaram a garantir ao nazismo uma reputação bem pior que a do comunismo.

Motivo número 3

O comunismo se baseia em teorias igualitárias que soam bonitas e humanistas para os mais ingênuos. O nazismo, não. O nazismo se baseia explicitamente em teorias atrozes.

Intelectuais — inclusive, é claro, os intelectuais que escrevem a história — são, no geral, seduzidos por palavras. Eles tendem a considerar que ações são menos importantes do que palavras e intenções. Por esse motivo, eles raramente dão às horrendas ações do comunismo a mesma atenção que dão às horrendas ações do nazismo. Eles raramente atribuem aos comunistas a mesma responsabilidade que atribuem aos nazistas. Nas raras vezes em que reconhecem as atrocidades dos comunistas, eles as ignoram dizendo que foram perversões do "verdadeiro comunismo", o qual teria sido "deturpado".

No entanto, eles (corretamente) consideram que as atrocidades cometidas pelos nazistas foram as consequências lógicas e inevitáveis do arcabouço teórico do nazismo, o qual não foi deturpado nem pervertido.

Motivo número 4

Os alemães assumiram a responsabilidade pelo nazismo, expuseram completamente suas atrocidades, e tentaram reparar seus erros. Já os russos nunca fizeram nada similar em relação aos horrores perpetrados por Lênin e Stálin.

Muito pelo contrário, aliás. Lênin, o pai do comunismo soviético, ainda é amplamente venerado na Rússia. Quanto a Stálin, como disse o especialista em história da Rússia Donald Rayfield, historiador da Universidade de Londres, "as pessoas ainda negam, assertivamente ou implicitamente, o holocausto de Stalin".

A China fez ainda menos. O país jamais se expiou pelo maior homicida e escravizador dentre todos os comunistas, Mao Tsé-Tung. O governo do país sequer reconhece oficialmente os crimes de Mao, que continua reverenciado na China. Todas as cédulas da moeda chinesa carregam o seu retrato.

Enquanto Rússia e China — e Vietnã, Cuba e Córeia do Norte — não reconhecerem e admitirem as atrocidades que cometeram sob o comunismo, os horrores do comunismo continuarão menos conhecidos do que os horrores cometidos pelo governo alemão sob Hitler.

Motivo número 5

Os comunistas assassinaram majoritariamente seu próprio povo. Já os nazistas mataram relativamente poucos alemães.

A "opinião mundial" — esse termo amoral e praticamente sem significado — considera que assassinatos de membros pertencentes a um mesmo grupo são bem menos dignos de atenção do que o assassinato de quem está de fora. É por isso que, por exemplo, negros chacinando milhões de compatriotas negros na África não obtém praticamente nenhuma atenção da "opinião mundial."

Motivo número 6

Na visão da esquerda, a última "guerra justa" foi a Segunda Guerra Mundial, a guerra contra o nazismo alemão e o fascismo japonês.

A esquerda não considera que guerras contra regimes comunistas sejam "guerras justas". Por exemplo, a guerra americana contra o comunismo vietnamita é considerada imoral. Já a guerra contra o comunismo coreano — e seus apoiadores comunistas chineses — é simplesmente ignorada.

Enquanto a esquerda e todas as instituições influenciadas pela esquerda continuarem se recusando a reconhecer quão atroz, maléfico e desumano foi o comunismo, continuaremos a viver em um mundo moralmente confuso, no qual idéias abertamente comunistas são saudadas por intelectuais influentes e políticos declaradamente simpáticos a este regime são eleitos e respeitados.

Em respeito às vítimas do comunismo, devemos estudar, aprender e divulgar tudo o que elas sofreram sob este regime. Afinal, ainda pior do que ser assassinado ou escravizado é um mundo que nem sequer reconhece que você o foi.

[1] Há historiadores que dizem que o número total pode ser de 100 milhões ou mais. Somente durante o Grande Salto para Frente, de 1959 a 1961, o número de mortos varia entre 20 milhões e 75 milhões. No período anterior foi de 20 milhões. No período posterior, dezenas de milhões a mais.
[2] Normalmente é dito que o número de ucranianos mortos na fome de 1932-33 foi de cinco milhões.  De acordo com o historiador Robert Conquest, se acrescentarmos outras catástrofes ocorridas com camponeses entre 1930 e 1937, incluindo-se aí um enorme número de deportações de supostos "kulaks", o grande total é elevado para entorpecentes 14,5 milhões de mortes.
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