quarta-feira, 28 de setembro de 2016


TCU apura indícios de irregularidades em venda de ativos pela Petrobras


Ministro da corte aponta que estatal já vendeu cerca de US$ 10 bi em ativos.
Petrobras diz que medida do TCU é 'avanço' e pode acelerar programa.

Fábio AmatoDo G1, em Brasília
O Tribunal de Contas da União (TCU) investiga indícios de irregularidades no programa de venda de ativos da Petrobras, intensificado após a crise desencadeada pelas denúncias de corrupção apuradas na Operação Lava Jato. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (28) pelo ministro do TCU José Múcio, que é relator do processo que trata do tema.
 
"Atualmente, encontra-se em meu gabinete representação da SeinfraPetróleo [divisão do tribunal responsável pela auditoria] que versa sobre uma série de irregularidades e riscos associados à atual sistemática de desinvestimentos aplicada pela Petrobras", disse Múcio em comunicado ao plenário da corte.
O ministro não citou quais irregularidades e riscos estão sendo investigados. De acordo com ele, cálculo feito por técnicos do tribunal indica que desde 2012, quando a estatal "estruturou" o programa de desinvestimento, 27 empresas ou ativos foram vendidos, num valor de cerca de US$ 10 bilhões.
Procurada, a Petrobras informou que "considera a participação dos auditores do TCU no acompanhamento dos processos de desinvestimento como um avanço que pode trazer, inclusive, maior celeridade a essas ações, além de reconhecer a qualidade desses processos que são competitivos, transparentes e obtém o melhor valor para a empresa."
A apuração dos técnicos, continuou o ministro, aponta que, até julho de 2016, a carteira de desinvestimentos da Petrobras continha outros 36 projetos avaliados em US$ 15,1 bilhões. E que a previsão é que eles sejam todos vendidos até o fim deste ano.
Múcio lembrou ainda que, na semana passada, a direção da estatal anunciou seu plano estratégico para o período de 2017 a 2021 que prevê mais venda de ativos. "[...] Chama a atenção a projeção de aumento do ritmo dos desinvestimentos, tendo agregado novas previsões de vendas da ordem de US$ 19,5 bilhões, a serem realizadas nos próximos dois anos."
O ministro disse ainda que "a conjuntura política e as denúncias de desvios na Petrobras colocaram a estatal no centro das atenções", o que levou a um aumento na demanda por fiscalizações do TCU e a expectativa de que elas sejam feitas "com a tempestividade e qualidade apropriadas".
Por conta disso, propôs à Secretaria-Geral de Controle Externo do TCU a definição de uma estratégia "para fiscalizar os desinvestimentos da Petrobras", que deve incluir medidas para "viabilizar a quantidade de auditores e capacitação adequadas à singularidade e risco desses desinvestimentos, sob pena de se perder a eficácia da atuação do Tribunal."

EUA anunciam envio de mais soldados ao Iraque


Washington afirma que cerca de 600 militares auxiliarão tropas iraquianas na ofensiva em Mossul, mas sem se envolverem em combates. Segunda maior cidade do país está sob poder do 'Estado Islâmico' há dois anos.

Da Deutsche Welle
Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (28) que enviarão mais de 600 militares ao Iraque. O grupo auxiliará tropas locais na libertação da cidade de Mossul, que está em poder do grupo extremista "Estado Islâmico" (EI).
O novo contingente é o terceiro enviado pelos americanos ao Iraque desde abril. De acordo com o secretário de Defesa dos EUA, Ash Carter, os soldados irão treinar e assessorar tropas iraquianas e peshmerga que combatem em Mossul, mas também protegerão e expandirão os avanços das forças de segurança em todo o país.
"Sempre que houver oportunidades para acelerar a campanha, as aproveitaremos", ressaltou Carter, anunciando que os 615 soldados serão enviados à base aérea de Qayara, localizada a 60 quilômetros de Mossul e que foi retomada em julho por militares iraquianos.
O porta-voz do Departamento de Defesa, Peter Cook, acrescentou que o novo contingente ajudará no apoio logístico e não se envolverá diretamente em combates na cidade.
O pedido de reforços às tropas iraquianas partiu de Bagdá. Os soldados americanos serão enviados ao Iraque nas próximas semanas.
Mossul, a segunda maior cidade do Iraque, está há mais de dois anos nas mãos do EI, que a tomou numa ofensiva surpresa que pôs em evidência a inconsistência e o sectarismo do Exército iraquiano. Os militares bateram em retira com o avanço dos jihadistas que conseguiram ampliar seu território para além da Síria.
O Pentágono afirmou que os extremistas estão se preparando para defender a cidade e armaram trincheiras inflamáveis, ninhos de metralhadoras e explosivos. A ofensiva iraquiana poderá começar na segunda metade de outubro.
Atualmente, os Estados Unidos contam com mais de 4,6 mil militares no Iraque. Os soldados oferecem apoio com informação de inteligência, assistência, logística e treinamento às tropas iraquianas e peshmerga. Washington também lidera uma coalizão aérea que promove ataques a alvos do EI.
Esse é o terceiro envio de militares americanos ao Iraque desde abril, quando o presidente Barack Obama autorizou um reforço com 200 soldados.

Pobreza na Argentina atinge 32,2% da população, apontam dados oficiais


8,7 milhões estão em situação de pobreza; 1,7 milhão são indigentes.
Estatísticas sobre a pobreza não eram divulgadas no país desde 2013.

Da AFP
A pobreza na Argentina chegou a 32,2% da população no segundo trimestre de 2016, dos quais 6,3% estão na indigência - informou o instituto oficial Indec nesta quarta-feira (28), ao publicar o indicador que não era divulgado há três anos.
Segundo os dados oficiais, 8,7 milhões de argentinos estão em situação de pobreza e, deles, 1,7 milhão são indigentes, afirmou o organismo. O estudo foi realizado com base em 31 conglomerados urbanos de todo o país com aproximadamente 27 milhões de pessoas. A população total da Argentina chega a 40 milhões.
 
As estatísticas sobre a pobreza não eram divulgadas desde 2013 durante o governo de Cristina Kirchner (2007-2015), em meio a suspeitas de manipulação dos índices estatísticos.
A última cifra que se sabe até agora corresponde ao segundo semestre de 2012 e indicava que, na época, havia 5,4% de pobres no país.
Até agora, os únicos relatórios sobre a evolução da pobreza vinham de estudos privados.
O Observatório da Dívida Social da Universidade Católica (UCA) calculou que, no final de 2015, a pobreza chegou a 29% dos argentinos, enquanto que, em agosto, o indicador atingiu os 32,6%.
"A classe média baixa é a mais vulnerável. É o setor que mais sofre o ajuste, frente à atual fase de queda do consumo, aumento de preços e maior risco de demissões e queda da atividade", alertou o relatório da UCA.

Jango em Paris, quando ainda tinha esperança de viver


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Jango desobedecia aos médicos e continuava fumando
Sebastião Nery
Faz 40 anos, neste setembro da 2016. Em 1976, acabada a Constituinte portuguesa (quando escrevi “Portugal, Um Salto no Escuro”, para a Francisco Alves), com vitória ao Partido Socialista de Mário Soares, iria começar a da Espanha. Viajei pela “IstoÉ” e “Correio Braziliense”. Antes dos comícios da Espanha, fui passar duas semanas em Paris e soube que o ex-presidente João Goulart estava na cidade, cuidando do sofrido e alquebrado coração. Estava hospedado no hotel Claridge (Champs Élysées, 74). Fui lá deixar-lhe um cartão com um abraço brasileiro. Saindo do hotel, encontrei o Carlos Castello Branco, do “Jornal do Brasil”, que fora conversar com ele. Estava preocupado:                                                              – O Jango não está bem, muito pálido e inconformado com o exílio.
Deixei um bilhete, com o telefone do hotel onde estava hospedado (o “Argentine”, ao lado do Arco do Triunfo). No dia seguinte, um recado do Presidente. Esperava-me para uma conversa. Conversamos horas. O Castelinho tinha razão. A ditadura militar estava assassinando Jango.
HITLER – Talvez eu tenha sido inábil ao lembrar-lhe a história rocambolesca do hotel dele. O “Claridge”, onde tantas vezes me hospedei quando era no máximo de 200 dólares a diária, faz parte da história cultural, política e militar de Paris. Nele viveram artistas, escritores e generais alemães. Colette, a dama das letras, morou lá, como o cantor Maurice Chevalier. Quando Hitler invadiu Paris em 1940, o marechal Von Rundstedt, com seu ajudante de ordem o coronel Paulus, ocupou a suíte central , a mais bonita.
Finda a guerra, o diretor M Machenaud, serviçal e puxa saco, foi preso e executado pelas tropas de De Gaulle. Em agosto de 45 os nazistas derrotados foram substituídos por gente melhor, como Marlene Dietrich e Jean Gabin, a divina Edith Piaf, o automobilista argentino Manoel Fangio, Evita e Juan Perón, Ella Fitzgerald, Scott Fitzgerald, o poeta Ezra Pound, o cantor Ray Charles, a atriz Jane Mansfield, o ator Curt Jurgens, o cineasta Luis Buñuel, de novo Perón em 73, já agora com sua Izabelita.E Pavarotti.   Jango espichava a dura perna direita, olhava os móveis e cortinas do bar, bebia mais um uísque, ficava calado e infinitamente triste. Ia morrer.
EXCELENTE BIOGRAFIA – Voltei ao Brasil lendo a excelente biografia de João Goulart, bem documentada e sobretudo verdadeira, do professor e historiador Jorge Ferreira, da Universidade Federal Fluminense e pesquisador do CNPQ. Não era novidade para quem conhecia suas exemplares e convincentes pesquisas sobre o trabalhismo brasileiro: “O Imaginário Trabalhista – Getulismo, PTB e Cultura Política Popular”, “Prisioneiros do Mito – Cultura e Imaginário Político dos Comunistas no Brasil”, “O Populismo e sua Historia”.
Jango viajara para a Europa para fugir das ameaças que passara a sofrer na Argentina e tomar providências para encontrar uma residência em Paris, onde residiria até o retorno ao Brasil.
EXILIO – Em Paris, Jango encontrou-se com Abelardo Jurema e José Gomes Talarico, a quem pediu que procurasse Mário Soares para agradecer-lhe o convite para ir a Portugal. Não deveria aceitar, pelo constrangimento que causaria ao líder português, no início do mandato. Mas pedia que ele regularizasse a situação dos exilados brasileiros. Mário Soares manifestara preocupação com Brizola vivendo sob a ditadura uruguaia. E sugeriu que ele fosse para Portugal. Brizola foi.
O médico suíço concluiu que o coração de Jango era frágil como o de um homem de 80 anos, quando, na época, tinha 56. O médico francês disse que sem perder peso e parar de fumar a medicina nada poderia fazer:
-“Monsieur President, si on ne veut pas vivre, on ne vit pas.” (“Senhor Presidente, se não se quer viver, não se vive”)
Negava-se a parar de fumar. Escreveu para Cláudio Braga:
– “Estou concluindo exames com resultados bem razoáveis, especialmente considerando que não me sujeito a prescrições”.
Em dezembro de 76 Jango morria numa fazenda na Argentina. Por mais que fuçassem sua vida, os militares brasileiros e americanos nada encontraram para denunciá-lo. Seus ministros da Fazenda eram Moreira Sales e Santiago Dantas. Não eram o prisioneiro Mantega nem Palocci.
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Falta o torpedo final para destruir o PT


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Charge do PW (pwdesenhos.com.br)
Carlos Chagas
Cada vez que a Operação Lava Jato manda prender um dos marechais do PT, quantos companheiros desistem e se desligam da legenda, formal ou informalmente? Centenas ou milhares? A degola de Antônio Palocci constitui-se numa explosão de  profundas consequências para  o partido, menos porque o ex-ministro será condenado à  prisão por longo período, mais porque, depois dele, só resta mesmo disparar o torpedo final sobre  o Lula. Nessa hora, estará acabado  o PT. Esse golpe de graça ou petardo definitivo, porém, exige tornar o ex-presidente  inelegível  por via  judicial.
Por enquanto, a sobrevivência do PT liga-se à sorte do Lula. Procuradores, Polícia Federal, Ministério Público e Receita atuam para levar o combate às últimas consequências, ou seja, ao afastamento do Lula da vida política. É o embate derradeiro, ainda de resultado inconcluso.
ACUSAÇÕES – Afinal, as acusações contra o primeiro-companheiro, por enquanto costeando  o alambrado, restringem-se a um apartamento triplex cuja propriedade ele nega,  e ao armazenamento de presentes recebidos durante seus dois mandatos na presidência da República. Crimes, é claro, mas nada parecido com os  praticados por Antônio Palocci, orçados em mais de uma centena de milhões carreados para  seu bolso e para o partido. Daí para trás, até chegar a José Dirceu, há munição capaz de implodir o Partido dos Trabalhadores, desde que disparado o último torpedo.
Os petistas aferram-se à possibilidade de blindar seu chefe maior para levá-lo até a próxima sucessão presidencial.  Difícil é, mas impossível, não será.
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Michel Temer é o candidato natural do PMDB às eleições de 2018


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Charge do Paixão, reproduzida da Gazeta do Povo
Pedro do Coutto
O título sintetiza uma realidade com base na reportagem de Carolina Linhares, Folha de São Paulo, edição de segunda-feira, na qual destaca o empenho do presidente Michel Temer de não ser atingido pelo obstáculo da inelegibilidade, mesmo por questões incluídas no rol das simplicidades. Simplicidade como a que atingiria, não fosse uma decisão judicial, Juliano Gasparini, candidato a prefeito da cidade paulista de Loureiro, acusado de no pleito municipal de 2012 ter feito doações a três candidatos, acima do limite legal.
O CASO DE TEMER – O mesmo caso do então vice-presidente da República, que, na sucessão de 2014, avançou o sinal e teve que pagar multa de 80 mil reais. A preocupação de Michel Temer não é com a multa, mas com a hipótese de ser enquadrado na lei da Ficha Limpa. Tal preocupação, claro, não procede.
Mas o episódio ilumina a perspectiva de voltar a ser candidato que envolve o chefe do Executivo. Afinal de conta, no elenco do PMDB qual seria o nome capaz de dividir com ele a preferência da legenda? Hoje nenhum. E no passado recente, em 2015, quando iniciou seu afastamento de Dilma Rousseff, Temer afirmou que o PMDB disputaria a sucessão com um candidato próprio na cabeça de chapa. Portanto, a preocupação de se tornar inelegível não deve surpreender ninguém.
PSDB REAGE – As restrições a tal postura só podem vir do PSDB que pelo menos os fatos revelam, deseja colocar um candidato de seus quadros acima da escolha do partido do governo. Mas qual dos três se apresentaria? Geraldo Alckmin? José Serra? Ou Aécio Neves? O PMDB não apresenta igual tríplice escolha. Eis a diferença.
Isso no quadro de hoje. Na estrada para 2018 o panorama pode mudar. Dois anos no espaço político são uma eternidade. Basta examinar acontecimentos que a história moderna do Brasil apresenta. E se dois anos são uma eternidade, esse pensamento vale tanto para o PMDB, quanto para o PSDB. Isso porque a aliança entre as duas legendas não parece estável.
É preciso levar em conta que projetos como a reforma da Previdência Social e da CLT são temas de natural rejeição popular. São projetos inclusive que miram efeitos de longo prazo. E o povo não quer saber de prazos longos. Já bastam as promessas impossíveis que são exibidaS por candidatos nos horários de propaganda eleitoral.
DIVIDIR O BOLO – Longo prazo lembra inevitavelmente a expressão usada pelo ministro Delfim Neto durante os governos militares. PrimeIro tem que fazer o bolo crescer para depois dividI-lo. Mas o problema não está na divisão em si, mas na divisão em parte menos desiguais. A palavra divisão conduz a uma utópica visão de igualdade. Mas não é isso que exprime. Pois alguém pode dividir um total por 10 e atribuir a si 9,5 frações. Está dividindo, não se pode matematicamente negar. Porém dividindo à base da lei do mais forte. É fundamental – como definia meu amigo Antônio Houaiss – diferenciar o significado do significante, da mesma separar o substantivo do adjetivo.
Michel Temer, com a preocupação que expôs, deixou no ar com nitidez que se considera um candidato natural à própria sucessão. E é verdade. No momento, seu grande adversário é o PSDB. Política é assim. Ele próprio foi aliado da ex-presidente Dilma Rousseff em duas eleições presidenciais. E depois…
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Odebrecht pagou propinas em grandes obras no Rio e em outros Estados


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Charge do Genildo (genildoronchi.blogspot.com)
Cleide Carvalho e Dimitrius Dantas
O Globo
Um relatório da Polícia Federal, que associou codinomes, valores e obras públicas identificadas em planilhas apreendidas no Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht relaciona várias obras públicas feitas pelo grupo no Rio de Janeiro, para o governo estadual e a prefeitura. Segundo os técnicos da PF, é indubitável que as obras relacionadas motivaram pagamento de propina a “agentes ainda não identificados”. O Grupo Odebrecht informou que não vai se manifestar.
A lista inclui obras do Metrô feitas pela Odebrecht, como a expansão da Estação General Osório, em Ipanema; e a Linha 4 do Metro do Rio, construída pelo Consórcio Construtor Rio Barra, no qual a Odebrecht atuou associada à Queiroz Galvão, Carioca, Cowan e Servix. Também foram identificadas nas planilhas da empreiteira as obras do Arco Rodoviário, de reabilitação da Praia de Sepetiba, dos teleféricos do Complexo do Alemão e do Morro da Providência e do Túnel da Grota Funda, por exemplo. Da lista, a única obra que já havia sido identificada anteriormente pela PF foi a reforma do Maracanã, que integrou o pacote para a Copa do Mundo.
SEM COMENTÁRIOS – A Secretaria de Transportes do Rio de Janeiro, responsável pelas obras do metrô e dos teleféricos do Complexo do Alemão, informou que não vai se manifestar. A Secretaria de Ambiente, por sua vez, afirmou que o projeto de reabilitação ambiental da Praia de Sepetiba foi iniciado e concluído na gestão anterior e, portanto, não fará comentários.
Procurada, a Secretaria de Obras do estado, responsável pelo Arco Metropolitano, PAC Alemão e a reforma do Maracanã, não se manifestou.
Já a Prefeitura do Rio informou em nota que “não admite ou tolera qualquer tipo de irregularidade ou prática ilícita na administração pública” e que os órgãos de controle e as auditorias internas da Procuradoria Geral e da Controladoria Geral do Município não identificaram irregularidades nas obras do Túnel da Grota Funda e do Teleférico do Morro da Providência. Informou ainda que está à disposição da Justiça e do Ministério Público para prestar esclarecimentos.
BUSCA E APREENSÃO – Na última segunda-feira, a Polícia Federal fez buscas em dois endereços do Rio de Janeiro onde, segundo documentos apreendidos, teria ocorrido entrega de dinheiro em espécie: na sede da empresa Apto Ponto Com Comunicações, na Avenida das Américas, e na DB Audio Equipamentos e Assessoria, que fica na Rua das Laranjeiras. Duas pessoas foram levadas a depor coercitivamente, Pedro Guidoreni e Lygia Maria de Araújo Borges.
O relatório da Polícia Federal aponta ainda que a Odebrecht pagou propinas por obras espalhadas por vários estados do país. No total, foram listadas 30 obras no Brasil, além de projetos na Argentina e Angola. Entre elas estão obras de expansão da Linha 2 do Metrô de São Paulo; a Estação de Tratamento de Esgotos Dom Nivaldo Monte (ETE do Baldo), em Natal (RN); a construção da Barragem do Arroio Taquarembó (RS); e um trecho do Sistema Adutor Castanhão, no Ceará, onde a empreiteira atuou em consórcio com a Andrade Gutierrez e com a Queiroz Galvão.
A Secretaria de Transportes Metropolitanos de São Paulo informou em nota que a relação com fornecedores “é baseada nos princípios legais” e as contas são aprovadas pelos órgãos competentes. “O Metrô desconhece qualquer irregularidade em suas obras. A empresa, contudo, está à disposição para colaborar com a Força Tarefa da Lava Jato e esclarecer toda e qualquer informação”, diz a nota.
NO RIO DE JANEIRO – Veja as obras no Rio que, segundo a PF, houve pagamento de propina:
1) Metrô Barra/Gávea – Linha 4 (Consórcio Construtor Rio Barra); 2) Estação General Osório, em Ipanema (extensão da Linha 1 do metrô do Rio de Janeiro); 3) Arco Rodoviário, projeto do Consórcio Arco Metropolitano, feito com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC); 4) Construção de moradias no Complexo do Alemão, com recursos do PAC Favelas, do governo federal; 5) Teleféricos do Complexo do Alemão e do Morro da Providência, no Rio de Janeiro; 6) Projeto de Reabilitação Ambiental da Praia de Sepetiba; 7) Construção do Túnel da Grota Funda; 8) Reforma do Maracanã.
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Monica Moura depõe quinta-feira para confirmar pagamento em caixa 2 do PT


Charge sem autoria (Arquivo Google)
Agência Brasil
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adiou para a próxima quinta-feira, dia 29, o depoimento que Mônica Moura daria nesta sexta-feira (23), em São Paulo, em uma das ações que tramitam na corte pedindo a cassação da chapa vitoriosa na eleição presidencial de 2014, formada por Dilma Rousseff e Michel Temer. Mônica é casada com o publicitário João Santana, responsável pela campanha de Dilma e Temer.
Segundo o TSE, Mônica Moura não foi localizada para ser intimada sobre o depoimento. A nova oitiva está prevista para se realizar no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, às 11h do dia 29 deste mês.
Foram mantidas, porém, as audiências do ex-presidente da Camargo Correa Dalton dos Santos Avancini e do vice-presidente da empreiteira, Marcelo Sturlini Bisordi. Todos os depoimentos são sigilosos. No dia 28, quarta-feira, deve ser ouvido no Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais Elton Negrão de Azevedo Júnior, executivo da Andrade Gutierrez. Para o dia 29, no TRE de São Paulo, está previsto também depoimento do empresário Cláudio Augusto Mente. No próximo mês serão ouvidos Giles Azevedo, assessor da ex-presidente Dilma Rousseff, e Marcelo Neri, ex-ministro e ex-presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

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Cobrança da Comissão de Ética ao ministro da Justiça é “só para constar”


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Moraes é amigo pessoal de Temer e não será demitido
Valdo Cruz
Folha
Depois de ser confirmado no cargo nesta terça-feira (27) pelo presidente Michel Temer, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, foi cobrado a dar explicações num prazo de dez dias à Comissão de Ética da Presidência sobre suas declarações no domingo (25), quando disse que “nesta semana” haveria uma nova operação da Lava Jato. O presidente da comissão, Mauro Menezes, disse que o episódio já seria discutido, mas que decidiu pedir explicações oficiais após uma denúncia ser protocolada no órgão pelo deputado Afonso Florence (PT-BA).
Segundo Menezes, se ficar comprovado que Moraes fez uso de informação privilegiada do governo, a comissão poderá aplicar uma sanção, que vai de uma advertência até uma recomendação ao presidente que o demita. Além disso, o ministro pode ser processado –o vazamento de informações privilegiadas é crime.
A decisão da Comissão de Ética foi tomada nesta terça, no mesmo dia em que o ministro se reuniu com o presidente para tratar do assunto. Na reunião, Temer repreendeu pessoalmente Moraes pelas declarações dadas em Ribeirão Preto (SP), repetindo as reclamações já feitas no dia anterior por telefone.
DESGASTE – O presidente alertou seu ministro que não quer a repetição deste tipo de comportamento, porque gera desgaste para o Palácio do Planalto. Assessores classificaram a fala de Moraes de “desastrosa” e avaliaram como um erro de estratégia o fato de sua equipe ter divulgado o vídeo do episódio. O material confirma as declarações.
“Pode ficar sossegado, apoio total à Lava Jato. Tanto que quinta teve uma [operação], sexta outra e esta semana vai ter mais. Podem ficar tranquilos. Vocês vão ver. Quando vocês virem esta semana, vão se lembrar de mim”, disse o ministro.
Depois da reunião, Alexandre de Moraes disse a interlocutores que estava tudo resolvido entre ele e o presidente. Assessores de Temer chegaram a defender a demissão do titular da pasta da Justiça, mas o peemedebista avaliou que isto iria criar uma crise pior ainda para o Palácio do Planalto e seria uma admissão oficial de que houve vazamento de uma nova fase da Operação Lava Jato.
“USO POLÍTICO” – Alexandre de Moraes foi acusado por petistas de usar politicamente uma informação – a de que haveria operação da Lava Jato nesta semana – depois que o ex-ministro Antonio Palocci (Fazenda e Casa Civil), dos governos Lula e Dilma, foi preso nesta segunda-feira (26) pela PF. Moraes nega informação privilegiada sobre a operação.
Temer disse a assessores que ter o mesmo tipo de conversa que teve com Moraes com os demais ministros de sua equipe que têm dado declarações que provocam desgaste em seu governo. Na lista estão Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo), Ricardo Barros (Saúde) e Ronaldo Nogueira (Trabalho).
Segundo assessores, alguns destes ministros estão na “marca do pênalti”. Se voltarem a gerar desgaste ao Palácio do Planalto, com posições polêmicas e declarações desastrosas, correm risco de demissão.

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Piada do Ano: Odebrecht quer fazer delação sem revelar os políticos envolvidos…


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Fotomontagem sem autoria, reproduzida do Arquivo Google
Bela Megale e Estelita Hass Carazzai
Folha
Deflagrada nesta segunda-feira (26), a 35ª fase da Lava Jato, que foi capitaneada pela Polícia Federal, criou um mal-estar entre a Odebrecht e os procuradores da República que participaram da operação. Eles negociam com a empreiteira acordos de delação e leniência (espécie de delação premiada da pessoa jurídica) há cerca de sete meses. Em fase final de conversas, agora focadas no acerto de multas e penas e com o conteúdo já definido sobre o que os executivos vão revelar, a empreiteira foi surpreendida ao ser o foco de novas acusações juntamente com o ex-ministro Antonio Palocci.
Segundo a Folha apurou, esta fase compromete o ambiente colaborativo entre Odebrecht e procuradores, que chegaram a dar explicações ao grupo sobre o ocorrido. A empresa, porém, não pretende desistir do acordo, visto como sua única alternativa de sobrevivência.
TRANSTORNO – Apesar de não ter sido alvo de buscas, o fato de todas as ações da 35ª fase se concentraram na relação de investigados com a empreiteira incomodou o grupo Odebrecht devido ao transtorno causado junto ao mercado num momento em que a empresa negocia parte de seus ativos para se recompor.
A última fase decorreu de uma investigação da PF a partir de documentos apreendidos em ações anteriores e delações premiadas homologadas, como a da ex-secretária Maria Lúcia Tavares.
As apurações aconteceram paralelamente à negociação da delação, já que a PGR (Procuradoria-Geral de República) proibiu a PF de participar das tratativas com o argumento de evitar vazamentos.
CONTROVÉRSIAS – Segundo a Folha apurou, parte do Ministério Público Federal viu a ação como resposta da PF a esse fato. Porém os policiais negam qualquer tipo de reação e dizem desconhecer mal-estar com a Odebrecht, já que não estão a par da negociação.
A polícia tentou ouvir Marcelo Odebrecht durante a investigação, mas o executivo não quis falar devido à negociação da delação. Os investigadores, então, preferiram deflagrar a operação a esperar o resultado da delação. A PF considera também que a demora na negociação com a Odebrecht pode levar à destruição de provas. Tal risco foi mencionado pelo delegado Filipe Pace no pedido de prisão de Palocci.  “É fato público e notório de que o grupo Odebrecht está em negociação para celebração de acordo de colaboração premiada com a PGR, circunstância que, por si só, deixa em estado de alerta todos os criminosos que se envolveram com o grupo empresarial e poderá ensejar prejuízo a futuras investigações e instruções”, escreveu o delegado.

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Como o corrupto Palocci se encaixa na trajetória do lulopetismo


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Charge do Sid, reprodução da Charge Online
Deu em O Globo
A prisão temporária do ex-ministro Antonio Palocci, o segundo ministro da Fazenda da era lulopetista a ser detido pela Lava-Jato — Mantega, o primeiro —, ajuda a compor um quadro amplo dos maus costumes que o PT desenvolveu no trato com o dinheiro público. Não começaram em Brasília. Vêm de muito longe os desvios neste campo; desde quando o partido começou a vencer eleições municipais e a conquistar as primeiras prefeituras no entorno da São Paulo e interior do estado.
É de 1997 a denúncia do militante e dirigente petista Paulo de Tarso Venceslau contra o amigo do peito de Lula, Roberto Teixeira, advogado e próximo do ex-presidente até hoje. Mantêm relação de compadres. Incomodado com consultorias que Teixeira oferecia a prefeituras petistas, Tarso, ainda crédulo com o PT, relatou à cúpula da legenda a preocupação com aqueles negócios.
Criou-se — por certo, a contragosto de Lula — uma comissão para examinar o assunto. Ela propôs a abertura de processo ético-disciplinar sobre o companheiro Teixeira. A Executiva Nacional acolheu a proposta, nas nada mais aconteceu. A não ser a expulsão de Paulo de Tarso, a decisão de um dos membros da comissão, Hélio Bicudo, fundador do partido, de se desligar — viria a ser um dos signatários do pedido de impeachment de Dilma — e o desgaste junto ao lulopetismo do jovem José Eduardo Cardozo, reabilitado no partido só agora, na defesa que fez de Dilma.
COMPORTAMENTO DELINQUENTE – Essa passagem pode ser considerada a pedra fundamental de um contumaz comportamento delinquente de desviar dinheiro público para o projeto de poder hegemônico da legenda, e o enriquecimento de alguns, o que só ficaria à vista da sociedade a partir do mensalão, em 2005.
A atuação de Palocci nessa engrenagem, em investigação pela Lava-Jato, é coerente com este lado sem ética do lulopetismo, ativo há muito tempo. Médico sanitarista, prefeito competente de Ribeiro Preto (SP) — responsável pela privatização parcial da telefônica da prefeitura, algo inédito naquele tempo —, e hábil ministro da Fazenda num momento grave, no início do primeiro governo Lula, Antonio Palocci repetiria o caminho subterrâneo de muitos outros dirigentes.
EM ASCENSÃO – Tendo assumido a coordenação da campanha de Lula em 2002, com o assassinato do prefeito Celso Daniel, de Santo André — outra história envolta em brumas —, Palocci cresceu dentro do partido e, depois, no governo.
Agora, pelas revelações da Lava-Jato, começa-se a saber como o ex-ministro passou a servir de intermediário nas sombras entre a Odebrecht e o PT. De 2008 a 2013, teriam saído do caixa dois da empreiteira para o partido R$ 128 milhões.
Já eram conhecidos os sinais de enriquecimento de Palocci. Depois que saiu do governo enxotado pela revelação do caseiro Francenildo sobre a frequência com que visitava uma casa em Brasília destinada a festas e negócios, Palocci parece ter se dedicado com afinco a consultorias, atividade que o derrubou da Casa Civil de Dilma. Sempre essas consultorias.
COERENTE COM 1997 – Palocci se junta a outros “capas pretas” petistas apanhados em delitos, além do próprio Lula: José Dirceu, Genoíno, João Paulo Cunha, Delúbio Soares, para citar alguns poucos. Tudo muito coerente com o que aconteceu em 1997, na denúncia de Paulo de Tarso Venceslau.
Felizmente, acontece um processo dialético no conflituoso relacionamento entre o PT e a democracia representativa brasileira: pressionada pelo partido, aliados e satélites, ela ganha força, cria anticorpos.
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Narcoestados, presente ou futuro na realidade brasileira?


Milicianos presos no Morro do Fubá, bairro Campinho, no Rio
Chico Regueira
O crime organizado está nacionalizado no Brasil. A exportação para outros estados do modelo de facções e milícias, criado no Rio de Janeiro e em São Paulo, parece definitivamente não estar sendo percebida pelo Ministério da Justiça. A ausência de um projeto brasileiro integrado de combate a esses grupos facilita a expansão deles em escala industrial por capitais e cidades médias. As políticas baseadas na repressão policial feita em trincheiras, esquina por esquina, não levam em conta a extensão territorial do país e a capilaridade das diversas facções.
Não é mais somente o monopólio da venda de drogas ou do gás no varejo que deve ser levado em questão, mas também a ocupação das cidades por facções e milícias que se impõem como um poder paralelo instituído através de ações violentas, torturas e assassinatos, que disseminam o medo em qualquer um que levante a voz contra seus interesses.
POTENCIAL LUCRATIVO – Esses grupos criminosos agem no vácuo deixado pelo Estado, que perde territórios urbanos ao se anular negando políticas públicas, estrutura e direitos básicos às periferias. Cada região abandonada é uma nova área livre a ser ocupada pelo poder paralelo, que enxerga nesses vazios enorme potencial lucrativo através da exploração criminosa.
Cidades como Fortaleza, João Pessoa, Natal, Vitória e Maceió, para citar algumas, assistem impassíveis à expansão de facções que se afirmam pichando suas siglas em muros e postando relatos de dominação no YouTube. Esses grupos se atentaram para a importância da disputa do poder institucional, e hoje buscam espaço na política partidária financiando campanhas e indicando candidatos em algumas dezenas de municípios brasileiros.
Somente no estado do Ceará, advogados de partidos políticos com os quais conversei reservadamente estimam 14 cidades com candidatos a prefeitos, que podem ser eleitos no próximo domingo, indicados pelo tráfico de drogas.
BANCANDO CAMPANHAS – Os traficantes desconhecem dificuldades financeiras e bancam campanhas através de cidadãos laranjas que emprestam, muitas vezes coercitivamente, seus nomes e CPFs para pequenas doações que, somadas, chegam a milhões. Subterrâneas, essas facções não são vistas pelos Tribunais Regionais Eleitorais, que estão atentos apenas a possíveis fraudes no âmbito político-partidário, e que sequer têm capilaridade e força investigativa para deter a expansão deste assombroso fenômeno.
Estamos diante da formação de narcoestados brasileiros que, como um câncer, se instalam silenciosamente, inspirados no modelo mexicano em que o crime se faz representado no Poder Executivo e Legislativo, ditando leis não somente através da política do terror e do medo, mas defendendo também os interesses de seu “negócio”.
Nossas instituições não estão percebendo, ou não querem ver, a profissionalização do crime, seja através de milícias ou facções que se embrenham cada vez mais no Estado, tornando-se parte dele como um cupim que pode, aos poucos, corroer toda a sua estrutura. Será que acordaremos a tempo de combater esse fenômeno, ou já é tarde demais?

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Reflexões sobre a dilapidação dos fundos de pensão e a realidade das urnas


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Charge do Ivan Cabral (ivancabral.com)
Roberto Nascimento
Essa simbiose entre o público e o privado envolvendo donos de empreiteiras, sindicatos e elementos do governo petista teve como resultado também um cipoal de perdas significativas no equilíbrio atuarial em Fundos de Pensão de empresas estatais, a saber: Petros, Previ, Funcef e Postalis. Esses quatro foram os mais utilizados, porém, se houver auditorias independentes e justas, encontraremos jabutis em quase todos os Fundos de Pensão.
O caso demonstra que não há a menor fiscalização dos órgãos de controle do Estado para coibir os negócios que envolvem risco para os aposentados, notadamente da Secretaria de Previdência Complementar, que é a responsável por fiscalizar os Fundos de Pensão. No caso em tela, pouco se fala da intervenção do TCU, órgão do Legislativo na análise dessas contas, que causaram prejuízos cavalares nos Fundos de Estatais.
Por essas razões, derivadas da falta de credibilidade na gestão dos Fundos de empresas do governo, a maioria dos trabalhadores deixa de aderir aos Fundos de Previdência complementar, um verdadeiro fracasso oriundo da orgia com o dinheiro público.
DECEPÇÃO – Os cidadãos contribuem na expectativa de usufruírem no ocaso de suas vidas e depois se decepcionam como os cotistas do Fundo Aeros, que ganham hoje aposentadorias menores do que o salário mínimo, sem falar da falência da Capemi e do Montepio da Família Militar.
Importante ressaltar, que essa prática de desviar recursos dos Fundos de Pensão já vem de longe, o que não mitiga os erros estrondosos do lulopetismo, uma ação de traição à classe trabalhadora, especialmente a classe média e o lumpesinato, como comprova a Cooperativa Bancoop, quando centenas de cooperativados ficaram sem sua casa própria, enquanto a cúpula da cooperativa e dirigentes do PT e da CUT tiveram seu quinhão preservado.
NA ERA COLLOR – Lembro que, no governo colorido, Fundos de Pensão de estatais também foram utilizados como a tábua de salvação de empresas pré-falimentares, que apoiaram o candidato Collor, mas naquele governo depois impichado como o deste ano, pouco se comentou na imprensa sobre o conluio entre o público e o privado. No governo FHC, nem se fala, pois foi aquele silêncio constrangedor, a ponto de doer os ouvidos mais sensíveis acerca da gestão dos Fundos de Pensão. Será mesmo, que naquele longo período de oito anos, os gestores dos Fundos de Pensão indicados pelo governo foram de excelência tal, que nada foi objeto de censura? Ou estavam no limite da irresponsabilidade, sem ultrapassarem essa zona cinzenta?
Para concluir essa prosa, que passou do prazo regulamentar, mas que demanda vários capítulos ainda, afirmo com tristeza que a gestão dos indicados pelos governos petistas nos Fundos de Pensão fizeram mais mal aos trabalhadores do que todos os outros governos comandados pelo espectro conservador do mundo político.
A MESMA PRÁTICA – A pergunta que se faz é: Qual a diferença de um governo chamado de esquerda e os governos da direita, se a prática é quase a mesma, com pequenas variações na forma e no conteúdo? Por essas singelas questões ideológicas cimentadas no inconsciente coletivo, os candidatos do PT nessas próximas eleições municipais amargam os últimos lugares nas pesquisas eleitorais.
As urnas de domingo darão o recado do povo aos 14 anos dos governos do PT. Esse partido terá que se refundar ou então se tornará uma legenda nanica até sua completa extinção, simplesmente porque cavou seu próprio buraco, um erro fatal para aqueles que exercem o poder para si e os seus e não para o povo, a sociedade.

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Polícia Federal avança sobre desembargadores que vendiam sentenças no Ceará


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Charge do Kemp, reprodução do humortadela.com.br
Fabio Serapião
Estadão
Com o objetivo de aprofundar suas investigações sobre um esquema de venda de decisões judiciais instalado dentro do Tribunal de Justiça do Ceará, 110 policiais federais cumprem 19 mandados de busca e apreensão e 24 mandados de conduções coercitivas na manhã desta quarta-feira, 28. Entre os alvos estão os desembargadores da ativa Francisco Pedrosa Teixeira e Sergia Maria Mendonça Miranda, 14 advogados e o desembargador aposentado Valdsen da Silva Alves Pereira.
Segunda fase da operação Expresso 150, a ação de hoje foi autorizada pelo Ministro Herman Benjamin do Superior Tribunal de Justiça e foi batizada de Cappuccino. Benjamin acatou parte da representação proposta pela Polícia Federal na qual os investigadores detalham indicativos de conluio entre advogados e desembargadores visando às liberações de criminosos, por meio da concessão de liminares em habeas corpus impetrados principalmente durante os plantões judiciais.
BLOQUEIO DE CONTAS – Além dos mandados de busca e apreensão e condução, houve a determinação de bloqueio das contas de um desembargador aposentado e um advogado envolvido nas ilicitudes, considerando o montante do valor transacionado indevidamente em torno de decisões atípicas, que beneficiaram mais de 300 pessoas com a inclusão nos quadros da Administração Pública, no cargo de soldado da PM do Estado do Ceará, entre 2011 e 2012, sem que fossem devidamente aprovadas no concurso público.
A PF conseguiu mapear os núcleos criminosos após analisar os materiais apreendidos na 1ª fase da operação, realizada em junho de 2015. Os crimes investigados são: associação criminosa, corrupção passiva, tráfico de influência, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
COMUNICAÇÃO – A Presidência do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará foi comunicada pelo Superior Tribunal de Justiça a respeito de decisões judiciais que envolvem membros da Corte e viabilizou todos os procedimentos necessários ao cumprimento das referidas decisões, pautando-se, como deve ser, pela transparência e pelo respeito à ordem constitucional.
As decisões judiciais e as investigações possuem caráter sigiloso, razão pela qual a o acesso aos fatos e às pessoas envolvidas encontra-se restrito às partes e aos respectivos advogados.
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Marco Aurélio Mello, o liberador de bens de presidiários milionários


O ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello está se especializando em liberar bens de empreiteiros que roubaram a Petrobras. Sempre é bom lembrar que este mesmo ministro participou do livro contra a Lava Jato escrito por Paulo Moreira Leite, jornalista ligado a sites que recebiam dinheiro para falar bem do PT. No livro, entre tantos artigos, destaca-se um em que o autor iguala os investigadores da Lava Jato a autoridades nazistas.
Ontem, Marco Aurélio Mello desbloqueou os bens pessoais de Marcelo Odebrecht e de mais três executivos da empresa que estão presos e tiveram os bens bloqueados pelo TCU.
Abaixo, uma pequena lista das ações de Marco Aurélio Mello:
  • Dia 27/09, liberou os bens pessoais bloqueados de Marcelo Odebrecht e outros três executivos da Odebrecht;
  • Dia 21/09, liberou os bens pessoais bloqueados de Léo Pinheiro e Agenor Franklin Magalhães – link;
  • Dia 01/09, liberou os bens bloqueados da Odebrecht, no valor de R$ 2,1 bilhões – link;
Marco Aurélio Mello, ministro do Supremo Tribunal Federal
Marco Aurélio Mello, ministro do Supremo Tribunal Federal
Revisado por Maíra Pires @mairamadorno

Leucemia: o câncer que afeta as células sanguíneas

Segundo o INCA, Brasil deve registrar até o final do ano mais de 10 mil novos casos da doença


Dos tipos de câncer que afetam o sangue, a leucemia é a mais conhecida. A idade de acometimento varia de acordo com o subtipo de leucemia, que, em linhas gerais, se divide em mielóide e linfóide, de acordo com a célula afetada. Em ambas as categorias, ela pode ser qualificada com sendo aguda ou crônica, considerando a velocidade de divisão dessas células e, portanto, a agilidade com a qual a doença se desenvolve.
As Leucemias Agudas podem ocorrer em todas as faixas etárias sendo que a LLA (Leucemia Linfóide Aguda) tem maior incidência na infância e juventude. Estima-se que a condição corresponda a 33 de cada 100 diagnósticos em pacientes de 0 aos 18 anos, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Já a LMA (Leucemia Mielóide Aguda) é o tipo mais comum de Leucemia em adultos, correspondendo a 80% dos casos neste grupo. A ocorrência de LMA aumenta com a faixa etária (incidência maior acima de 65 anos). Se consideradas todas as faixas etárias, o Brasil deve registrar até o final deste ano 10 mil novos casos da doença.
"A leucemia afeta inicialmente a medula óssea – tecido mole que fica dentro dos ossos e é responsável por produzir glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas -, fazendo com que as células sanguíneas passem a se reproduzir de forma descontrolada e gerando o comprometimento da fabricação normal do sangue. Sendo assim, ocorre anemia, diminuição da imunidade e aumento do risco de sangramentos", explica a Dra. Mariana Oliveira, hematologista do Centro Paulista de Oncologia - CPO, do Grupo Oncoclínicas.
Segundo a especialista, não se trata de uma condição hereditária, mas sim de uma doença que ocorre devido a alterações genéticas adquiridas e que acabam por desencadear o surgimento do câncer. "Não há como apontar causas exatas que permitam a prevenção para todos os indivíduos. Por isso, a melhor forma de deter o avanço da leucemia é o diagnóstico precoce", destaca a Dra. Mariana.
Fique atento aos sintomas
Alguns fatores, como a exposição a produtos químicos, principalmente os derivados de benzeno, e à radiação em altos níveis, assim como algumas doenças genéticas como anemia de Fanconi e outras que afetam o sangue, podem elevar o risco de incidência da doença. Ainda assim, estes são apenas fatores que podem contribuir para o surgimento da leucemia, mas não são regra. Diante disso, o principal conselho da hematologista é que seja dada atenção aos sinais que podem ser indícios da doença.
"Os sintomas das leucemias agudas incluem palidez, cansaço e sonolência, uma das consequências da queda na produção de glóbulos vermelhos (hemácias) e consequente anemia. Manchas roxas que surgem aparentemente sem traumas, pequenos pontos vermelhos na pele e/ou sangramentos mais intensos e prolongados após ferimentos leves também podem surgir em decorrência da diminuição na produção de plaquetas", diz a Dra. Mariana.
A redução na imunidade ocasionada pela baixa quantidade de glóbulos brancos faz ainda com que a pessoa apresente infecções constantes e febre. "Dores ósseas e nas juntas, que podem dificultar a capacidade de locomoção, e dores de cabeça e vômitos são outros possíveis sintomas que não devem ser ignorados. Outro indício da doença pode ser ainda a perda de peso", afirma.
A Dra. Mariana frisa, contudo, que as leucemias crônicas são comumente descobertas por alterações identificadas no hemograma - exame de sangue que deve ser realizado periodicamente como parte da rotina, já que dificilmente apresentarem alterações evidentes à saúde. "Apenas em estágios mais avançados podem ocorrer sintomas similares aos casos agudos", pontua a especialista do CPO.
Para fechar o diagnóstico, é recomendada a coleta de medula óssea para exames específicos (mielograma, biópsia, imunofenotipagem e cariótipo). Outros estudos complementares podem ser então sugeridos, de acordo com a subclassificação a ser estabelecida e análise de risco, para que seja assim definido o tratamento a ser adotado. Em geral, as leucemias são tratadas com quimioterapia. De acordo com os resultados obtidos com a quimioterapia, pode ser indicado o transplante de medula óssea.

Empresários deixam pessimismo e elevam confiança na economia

Agência Brasil

Os empresários do setor da indústria de transformação retomaram o otimismo quanto à possibilidade de um crescimento das atividades nos próximos meses, revertendo o comportamento de desânimo manifestado em agosto último.
É o que mostra o Índice de Confiança da Indústria (ICI), relativo a setembro, com alta de 2,1 pontos ante uma queda de 1 ponto em agosto, passando de 86,1 para 88,2 pontos. A marca foi a mais elevada desde julho de 2014 (88,8).
O ICI avalia a percepção dos empresários em relação aos negócios atuais e, no médio prazo (seis meses), por meio da Sondagem da Indústria de Transformação feita pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). Entre 5 e 23 de setembro, foram ouvidos dirigentes de 1.122 companhias. De um total de 19 segmentos, 12 indicaram melhoria nas avaliações tanto em relação ao momento atual quanto no quadro previsto para daqui a seis meses.
O Índice de Expectativas (IE) avançou 2,5 pontos e atingiu 89,8 pontos, o maior desde junho de 2014 (90,3 pontos). Já o Índice da Situação Atual (ISA) aumentou 1,5 ponto, alcançando 86,7 pontos, o maior desde janeiro de 2015 (88,4 pontos).
A pesquisa mostra que, em relação ao momento presente, o resultado foi influenciado pelo nível dos estoques. A proporção dos entrevistados que consideraram os estoques excessivos teve queda, passando de 14,1% para 12,7%. Ao mesmo tempo aumentou de 5,4% para 7,1% a parcela dos que avaliaram os estoques como insuficientes. Este foi o maior índice desde maio de 2013 (7,3%).
Capacidade Instalada
Quanto ao Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) ocorreu pequena elevação, de 0,9 ponto percentual, atingindo 74,7%, no maior patamar desde dezembro de 2015.
O superintendente de estatísticas públicas do Ibre/FGV, Aloisio Campelo Junior, disse - por meio de nota - que “a leitura desagregada dos quesitos da pesquisa sugere uma recuperação lenta e sujeita a sobressaltos pelo lado da produção, decorrente do esforço para normalização de estoques e da recente perda de fôlego das vendas externas”.
Ele acrescentou que o setor continua desapontado com a demora na recuperação do mercado doméstico, mas que vê com otimismo a possibilidade de melhora nos próximos meses.
Entre março e setembro houve um ganho acumulado de 13,5 pontos, mas o índice ainda é considerado baixo com a média do terceiro trimestre em 87,1 pontos, marca semelhante à do terceiro trimestre de 2014, “período em que a economia brasileira já estava em recessão”, aponta o comunicado.

Obesidade infantil é destaque em congresso de cirurgia bariátrica no Rio

No Brasil mais de 3 milhões de jovens entre 13 e 17 anos estão com excesso de peso


A Pense (Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar), divulgada recentemente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), revelou que 23,7% dos adolescentes entre 13 e 17 anos de idade, no Brasil, estão com excesso de peso, o que representa cerca de 3,1 milhões de jovens. Desse total, 1 milhão são obesos, sendo 8,3% do sexo masculino e 7,3% do sexo feminino.
O estudo foi realizado em 2015 com 16.608 alunos de 13 a 17 anos do 5º ano fundamental até o 3º ano do ensino médio, de um total de 13,2 milhões de estudantes nessa faixa etária em todo País. Além de responderem a uma série de perguntas, os alunos foram medidos e pesados pelos técnicos do IBGE.
 “São números preocupantes não só no Brasil, mas em todo mundo. Se nada for feito, os jovens que estão hoje na faixa do sobre peso provavelmente estarão obesos num futuro não muito distante”, salienta Dr. Josemberg Campos, presidente da SBCBM.
Foi feito também um levantamento apenas com os alunos do 9º ano fundamental. Os questionários aplicados mostraram que a maior parte dos jovens está contente com o próprio corpo, porém, as meninas revelaram maior preocupação e insatisfação com a aparência e 21,8% responderam que se acham gordas ou muito gordas.
Este é o panorama que norteará as discussões e apresentações do Simpósio da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica que acontecerá durante o Congresso Mundial da IFSO (International Federation for the Surgery of Obesity and Metabolic Disorders) e abordará a cirurgia bariátrica/metabólica em adolescentes.
Entre os assuntos abordados estão: “Cirurgia Bariátrica/Metabólica em adolescentes – por que, quando e como? Dissecando o problema”; “Quão jovem é jovem demais?”; “Que procedimento?”; “Padrões éticos e legais da cirurgia bariátrica em adolescentes”; “Impacto psicológico”; “Há lugar para as bandas?” e “Declaração da SBCBM sobre cirurgia bariátrica em adolescentes”.
“No país dos Jogos Olímpicos continuamos a bater recordes no número de jovens obesos.  Os números exorbitantemente crescentes da obesidade infantil demonstram que os hábitos de vida, tanto alimentares quanto relacionados à prática de atividade física pioram a cada ano, além da absoluta ausência de um tratamento clínico eficaz”, comenta o Dr. Marcos Leão Vilas Boas, membro da diretoria atual e autor de estudos sobre obesidade infantil.
O congresso mundial da IFSO (International Federation for the Surgery of Obesity and Metabolic Disorders) acontecerá no Windsor Barra Hotel, na Barra da Tijuca, entre os dias 28 de setembro e 1° de outubro. O simpósio da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica será no dia 30 de setembro, entre 16h30 e 18hs. Esta é a segunda vez que o País recebe o evento. A primeira foi em 2002 na cidade de São Paulo.
Serviço:
Evento: Simpósio da SBCBM na IFSO 2016
Local: Windsor Barra Hotel, Av. Lúcio Costa, 2630 - Barra da Tijuca, Rio de Janeiro – RJ
Data: 30 de setembro
Horário: das 16h30 às 18h

PF abre inquérito sobre pagamentos de setor de propina da Odebrecht

A Polícia Federal (PF) abriu nesta terça-feira (27) um inquérito relacionado à 35ª fase da Operação Lava Jato, que prendeu temporariamente Antonio Palocci, ex-ministro dos governos Lula e Dilma. Os agentes querem apurar obras suspeitas de irregularidades, citadas pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, departamento que tinha como finalidade o pagamento de propinas
Entre as obras, já apontadas durante coletiva de imprensa da Polícia Federal sobre a 35ª fase, está o metrô de Ipanema, no Rio de Janeiro, a Linha 4 do metrô de São Paulo, obras no aeroporto Santos Dumont, construções de presídios, penitenciárias e casas de custódia no Rio, obras do Porto de Laguna (SC), do autódromo de Jacarepaguá e das piscinas olímpicas do Pan-Americano de 2007.
>> Palocci defendia interesses da Odebrecht junto à administração federal, aponta PF
A PF aponta a existência de diversos beneficiários de recursos ilícitos repassados pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, e diz que vai investigar a prática de crimes como corrupção ativa e passiva, quadrilha, lavagem de capitais e de fraude a licitações, em 38 negócios identificados nos registros.
“Resolve: Instaurar Inquérito Policial para amparar as medidas de polícia judiciária decorrentes dada deflagração da 35° fase ostensiva da Operação Lava Jato, batizada de “Omertà”, especificamente em relação ao núcleo de investigação objeto das medidas cautelares deferidas”, informa o delegado da Polícia Federal Filipe Hille Pace, da força-tarefa da Lava Jato, em Curitiba, em despacho desta terça-feira (27).

Clima das eleições municipais já antecipa disputa presidencial de 2018

Polarizações no Rio e em SP e insatisfação de eleitores com economia podem abrir espaço para 3ª via

Jornal do BrasilFelipe Gelani *

As eleições às prefeituras nas capitais do país já trazem indícios da temperatura do pleito presidencial de 2018. Os cenários em São Paulo e no Rio de Janeiro apontam para uma polarização que, aliada ao contexto nacional de crise econômica e de insatisfação do eleitorado, abre espaço para uma terceira via que tenha um discurso forte e esteja em sintonia com o povo.
Na corrida pela prefeitura de São Paulo, João Dória (PSDB) saiu de uma amarga terceira posição, disparando para a liderança absoluta nas pesquisas, de acordo com os dados do Ibope e do Datafolha. Na pesquisa do Datafolha, por exemplo, o candidato pulou de 5% em agosto para 30%, ultrapassando Russomanno (PRB) e liderando com folga.
Dória ganhou eleitores em cima de Marta Suplicy (PMDB), que caiu 5%, e de Celso Russomanno (PRB), com um recuo de 6%. Fernando Haddad (PT), apesar de permanecer em quarto lugar, também subiu na pesquisa 3%. Os números de brancos, nulos e indecisos permaneceram flutuando dentro da margem de erro. Esses dados levam em consideração a pesquisa Ibope. A ascensão do tucano veio logo após a Polícia Federal ter prendido dois ex-ministros da Fazenda dos governos PT: Guido Mantega e Antonio Palocci.
O candidato é apadrinhado por Geraldo Alckmin (PSDB). A indicação de Dória foi uma batalha difícil vencida pelo governador paulista, pois José Serra apoiava Andrea Matarazzo, que desistiu da candidatura para se tornar o vice de Marta Suplicy. Para isso, Matarazzo saiu do PSDB e foi para o PSD.
Nos bastidores, é dito que a manobra de criar a chapa Marta-Matarazzo é atribuída a José Serra, em mais um movimento de aproximação com o PMDB visando a corrida presidencial de 2018.
Serra apoiou a candidatura de Andrea Matarazzo
Serra apoiou a candidatura de Andrea Matarazzo
Com o afundamento de Marta nas pesquisas, o prestígio do tucano perante o partido de Temer teria caído a ponto de comprometer as possibilidades de Serra concorrer à presidência pelo PMDB. Já a aposta possivelmente vitoriosa de Alckmin representa um triunfo que pode ter incrementado sua candidatura à presidência, que conta com a simpatia dos eleitores conservadores.
Minutos após a divulgação da pesquisa do Datafolha que mostrava a liderança de Doria, o candidato comemorou e anunciou: “Se Deus quiser, com a nossa força e a nossa vitória, [Alckmin] vai ser conduzido, sim, à Presidência da República em 2018”.
Esse leva-e-traz entre os dois partidos revela também o desgaste entre eles. Apesar de serem aliados, o governo atual está longe de ser unanimidade dentro do PSDB. Em entrevista ao jornal argentino El Clarín, o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso afirmou que Michel Temer precisa “preencher um certo vazio de popularidade e, mais que isso, de liderança”. FHC ressaltou que Temer ainda não se impôs como líder nacional.
Por outro lado, as pesquisas divulgadas no começo dessa semana também demonstraram que Jandira Feghali (PCdoB) vem tendo sua candidatura à Prefeitura do Rio afetada negativamente pela exposição de sua aliança com o PT. Na primeira pesquisa, a candidata aparecia em quarto lugar, subindo para terceiro na segunda. Na pesquisa seguinte, do dia 21 de setembro, Jandira estava prestes a ficar na segunda posição, ficando apenas 1% atrás de Marcelo Freixo (PSOL). Porém, no mesmo dia 21, Jandira Feghali realizou um comício acompanhada pela ex-presidente Dilma Rousseff, na Cinelândia. Segundo a pesquisa do Datafolha divulgada na segunda (26), a candidata caiu 2%, empatando com Flávio Bolsonaro (PSC), em quarto. No mesmo dia, ela foi acompanhada por Lula em um ato em Bangu, na Zona Oeste do Rio.
Crise de representatividade política é mundial
O que a sociedade busca hoje é renovação. A procura pelo novo, pelo “autêntico”, causa anomalias perigosas, como a candidatura de Donald Trump, nos EUA. Mas o mesmo povo que escolheu o republicano como candidato ficou prestes a colocar Bernie Sanders como o competidor democrata às eleições presidenciais americanas. Um autodeclarado socialista esteve perto de ser presidente dos EUA, meca do capitalismo mundial. O povo não quer mais do mesmo.
O fenômeno é planetário. O historiador e economista mexicano Carlos Marichal, em sua coluna para o El País, comentou sobre as condições políticas na Espanha, que refletem a tendência mundial. “O que se trata hoje na Espanha - assim como na América Latina - não é tanto a governabilidade e mais a regeneração democrática”. Ele afirma que isso pode não ser alcançado com o atual modelo de governo presidencialista espanhol, e continua: ”Evidentemente, continuar as políticas profundamente viciadas do partido no poder na Espanha não é uma opção que inspira nenhuma confiança na renovação democrática. É necessário oferecer outro modelo político espanhol para o mundo”, opinou Marichal.
2018
Não é surpresa para ninguém que a Operação Lava Jato está com Lula na mira. O ex-presidente ainda não foi preso, mas dois ex-ministros importantes do seu governo já foram. A condição de presidenciável do petista pode se tornar insustentável, impedindo sua volta em 2018. No entanto, se o presidente Michel Temer não conseguir contornar os problemas econômicos do país, não conseguir diminuir o desemprego e controlar a inflação, e se a crise nos Estados permanecer, os nomes que podem representar o atual governo também não terão um horizonte favorável na disputa. O país em convulsão social buscará novas opções que representem alternativas diferentes do contexto atual.
Neste cenário, o nome de Ciro Gomes tem se destacado. Ele é do PDT, partido fundado por Brizola, mas tudo indica que, se Lula não participar em 2018, Ciro Gomes viria com apoio do Partido dos Trabalhadores. Ciro é conhecido por seu posicionamento violento mesmo perante aliados, e já disparou críticas até contra Lula.
O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, afirmou em janeiro que procura apoio no PT para Ciro. “Tenho tido conversas com muitos dirigentes do PT, e a receptividade ao nome do Ciro é muito boa”, contou Lupi ao Estadão na época. O próprio Ciro já confirmou em diversas entrevistas que será candidato em 2018.
Ciro Gomes pode disputar as eleições de 2018
Ciro Gomes pode disputar as eleições de 2018
E o perfil forte e incisivo, aliás, é de família. Seu irmão, Cid Gomes, atacou duramente o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, em discurso no plenário em março de 2015, quando era ministro da Educação.
Apontando o dedo para Cunha, Cid Gomes disparou: “Eu fui acusado de ser mal educado. O ministro da Educação é mal educado. Eu prefiro ser acusado por ele [Eduardo Cunha] do que ser como ele, acusado de achaque.”
Na ocasião, ele ainda se dirigiu a deputados que detinham cargos na administração federal mas não davam apoio ao governo no Congresso: "Larguem o osso, saiam do governo". O episódio acabou culminando com seu pedido de demissão do ministério.
O cearense Ciro Gomes não está envolvido em escândalos de corrupção, desistiu de três aposentadorias públicas - de prefeito, governador e deputado - por considerá-las antiéticas. Uma decisão popular. Ele também já corre o Brasil, dando palestras em universidades onde tem condições de atrair uma juventude desesperançosa quanto à política. Além disso, Ciro Gomes teve tanta ou mais importância na implementação do Plano Real do que FHC.
O ex-presidente tucano renunciou ao Ministério da Fazenda no momento mais crítico da transição da moeda, para se candidatar. Itamar Franco, presidente na época da implantação do plano, fez duras críticas ao PSDB em 2010, em entrevista à rádio Eldorado. “A todo instante assistimos na TV o PSDB comemorando os 15 anos do Plano Real. Oras, isso não nos magoa, mas é uma deturpação, uma negação da história. O grande ministro do plano chama-se Rubens Ricúpero e, em seguida, Ciro Gomes”, afirmou Itamar Franco, falecido em 2011.
O momento atual do país em muito remete ao período da política do café com leite, quando o país era governado alternadamente entre as oligarquias de Minas Gerais e São Paulo. As desavenças entre os dois grupos, e a crise mundial na qual o país também estava inserida (assim como hoje), provocou a Revolução de 30. Hoje, o jogo de compadres é entre PMDB e PSDB, mas o racha entre os dois partidos já fica claro.
Na época, os problemas causados por essa política permitiram a ascensão de Getúlio Vargas e sua política trabalhista. A diferença é que o país era muito mais centralizado, com 40 milhões de brasileiros, entre os quais muitos em condições de pobreza extrema e despolitizados. Hoje há mais de 200 milhões de habitantes, mais politizados, e a renda aumentou desde o início do século XXI. Mas a crise política ainda tem muitos paralelos com a crise dos anos 30. E a convulsão social que ela pode suscitar tem potencial de levar um nordestino a colocar seu chapéu no Palácio do Planalto, assim como um gaúcho colocou seu cavalo no Obelisco da Avenida Rio Branco.
* do projeto de estágio do JB

Voto nulo não invalida eleição, explica cientista político


Diante da urna, o eleitor terá que digitar o número do candidato a vereador e prefeito
Diante da urna, o eleitor terá que digitar o número do candidato a vereador e prefeito
Uma das principais dúvidas que aparecem na época das eleições diz respeito aos votos nulos. Muitos eleitores acreditam que se mais de 50% dos eleitores votarem nulo a eleição é invalidada e, embora a afirmação não seja verdadeira, é recorrente a cada eleição, aparecendo em publicações de redes sociais e conversas com amigos, causando confusão.
“Isso de que se mais de 50% do eleitorado votar nulo a eleição será anulada é puro folclore", explica o cientista político e professor da Universidade de Brasília (UnB) Flávio Britto.
Na verdade, tanto os votos nulos quanto os votos brancos não são levados em conta na apuração que dá o resultado da eleição. Por isso, mesmo que haja mais de 50% de votos nulos, o pleito não será anulado, uma vez que os votos considerados válidos serão somente os recebidos pelos candidatos e os chamados votos de legenda.
"Esse tipo de voto [branco e nulo] não é considerado no cômputo geral da eleição, ou seja, no cômputo geral, eles não são considerados válidos”, disse o professor à Agência Brasil.
Segundo Britto, mesmo que haja 99% de votos nulos a eleição não será anulada, pois o resultado será definido através do 1% que é válido. “Se hipoteticamente pensarmos em uma cidade que só tenha um candidato a prefeito e que a cidade inteira achou por bem não votar no candidato, votando nulo como protesto. Se só o candidato votar em si próprio, por exemplo, somente o voto dele será considerado válido e ele seria eleito com 100% dos votos válidos”, disse.
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Nulidade do pleito
Para o professor, a confusão existe porque as pessoas confundem o voto nulo com a possibilidade de nulidade da eleição. De acordo com o Código Eleitoral, o voto nulo é uma escolha do eleitor e a nulidade se dá em casos de fraude na eleição.
A Justiça Eleitoral pode anular uma eleição se ocorrerem fraudes em mais da metade dos votos ou ainda quando o candidato eleito tiver o registro de candidatura cassado. Caso isto ocorra, uma nova eleição é marcada em prazo de 20 (vinte) a 40 (quarenta) dias. “Isso pode se dar em razão do abuso de poder econômico ou quando um candidato concorre com o registro sub judice. Nesses casos, se ele sair vencedor e, mais na frente, a Justiça Eleitoral cassar o registro da candidatura, teríamos novas eleições”, observou Britto.
O cientista político lembra que a nulidade da eleição também pode ser decretada caso haja a quebra do sigilo da votação, caso o encerramento ocorra antes das 17 horas ou se houver fraude na urna eletrônica. “Estas são algumas hipóteses para que a eleição seja anulada”, afirmou.
Urna eletrônica
No próximo domingo (2), diante da urna eletrônica, o eleitor terá um teclado para digitar o número do seu candidato a vereador (cinco dígitos) e depois do seu candidato a prefeito (três dígitos). Qualquer número inexistente, como 00, anula o voto. Já no caso do voto em branco, existe uma tecla específica na urna ao lado das teclas corrige e confirma.
Para Flávio Britto é fundamental que o eleitor tenha clareza de que votar nulo ou em branco são direitos, mas que os votos não influenciam no resultado final da eleição. “Esses votos podem servir como uma forma de protesto, mas é preciso deixar claro que eles não influenciam no resultado final e muito menos numa possível anulação. Acho que as pessoas já estão razoavelmente esclarecidas a este respeito, mas não custa nada reforçar”, disse.

SUS irá ofertar novo tratamento contra HIV a partir de 2017


Resultado do exame sai em alguns minutos
Resultado do exame sai em alguns minutos
O SUS (Sistema Único de Saúde) passará a ofertar, a partir de janeiro de 2017, um novo medicamento contra HIV/Aids para usuários que iniciam o tratamento e aqueles que têm resistência a outros antirretrovirais. A decisão, anunciada nesta quarta-feira (28) pelo Ministério da Saúde, incorpora o antirretroviral dolutegravir na chamada "primeira linha" de tratamento, ou seja, para novos pacientes. Além disso, o remédio também passa a ser ofertado na "terceira linha", direcionada a pacientes que não responderam aos tratamentos anteriores.
Segundo a diretora do departamento de HIV/Aids do Ministério da Saúde, Adele Benzaken, a previsão é que 100 mil portadores do vírus HIV recebam o novo tratamento a partir do ano que vem. A incorporação muda o atual modelo de tratamento disponibilizado a novos pacientes no SUS, composto pelos medicamentos tenofovir, lamivudina e efavirenz disponibilizados em um só comprimido -conhecido como "3 em 1".
Com a mudança, o dolutegravir passará a ser indicado no lugar do efavirenz, associado à pílula do agora "2 em 1": lamivudina e tenofovir. A oferta do novo antirretroviral para novos pacientes no SUS ocorre diante da atualização do protocolo clínico de diretrizes para o manejo da infecção para o HIV e recomendações da OMS (Organização Mundial de Saúde).
Para Benzaken, o medicamento pode estimular mais pessoas a aderirem ao tratamento. "O dolutegravir é visto como mais vantajoso para as pessoas vivendo com HIV, porque tem potência bastante alta, menor percentual de efeitos adversos e é apenas um comprimido por dia, o que facilita a adesão. E pelo fato de não levar com mais frequência à resistência do que os outros tratamentos, vai ter provavelmente maior durabilidade enquanto droga incorporada no SUS", afirma.
Segundo ela, há uma limitação da empresa em produzir os medicamentos, daí a previsão de ofertar o medicamento apenas para parte dos pacientes -hoje, são 483 mil pessoas em tratamento no SUS. A previsão é que a entrega do novo antirretroviral também  ocorra de forma gradativa no próximo ano.
Para Georgiana Braga-Orillard, da Unaids, a incorporação do novo medicamento é uma medida importante diante da necessidade de ampliar o número de pacientes em tratamento no país. "Os países já desenvolvidos oferecem, mas oferecem muitas vezes saindo do próprio bolso. Ofertar no SUS é uma inovação ousada", afirma.
Além do Brasil, o dolutegravir já é utilizado em países como, Portugal, Espanha, Canadá e Estados Unidos. Segundo o Ministério da Saúde, a oferta do dolutegravir no SUS ocorre após a pasta obter descontos de até 70% no preço do medicamento, o que não deve aumentar os gastos do governo, informa. Hoje, o orçamento da pasta para aquisição de antirretrovirais é de R$ 1,1 bilhão.
JULGAMENTO NO SUPREMO
No evento de anúncio do novo tratamento, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou ainda que o STF (Supremo Tribunal Federal) "terá o desafio" nesta quarta-feira (28) de "encontrar a harmonia" entre direitos constitucionais que hoje estão em conflito.

Judicialização da saúde  Decisão do Supremo sobre o fornecimento de remédios guiará as ações pelo país  1 em 4 remédios ofertados por decisão da Justiça já está no Sistema Único de Saúde  Com tratamentos de até R$ 2,5 milhões, doentes dependem de decisão do Supremo  Entenda a judicialização da saúde e o debate do Supremo sobre acesso a remédios. Ele se refere ao julgamento que irá avaliar se os Estados devem oferecer medicamentos de alto custo fora da lista do SUS ou sem registro no Brasil a pacientes que recorrem à Justiça para obtê-los.
"Há o direito constitucional de acesso à Justiça, há o direito da universalidade [de acesso à saúde] e o da limitação da capacidade de pagar impostos. Temos de um lado o cidadão que precisa de assistência e de outro o que paga impostos. O governo é só um meio para que o imposto ser arrecadado e aplicado", afirma.
"As decisões que atingem R$ 7 bilhões neste ano em ações judiciais não geram dinheiro novo, mas deslocam o recurso de uma atividade programada, como vacinação ou atenção básica, para outra atividade que foi priorizada pelo Judiciário e que tem que ser atendida. Isso desestrutura o planejamento que foi feito", diz.

Estudo mostra que 30,7% do café produzido em Minas é impróprio para o consumo


POTÊNCIA - Minas produz mais de 50% da safra do país, ou seja, é o maior produtor do mundo
POTÊNCIA - Minas produz mais de 50% da safra do país, ou seja, é o maior produtor do mundo
O Procon-MG, órgão do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), avaliou o café produzido no Estado e concluiu que 30,7% das analisadas são impróprias para o consumo. Foram monitoradas 241 amostras do produto torrado e moído, dos anos de 2014 e 2015. 
O estudo do Procon constatou a contaminação do café pela Ocratoxina A – substância que contém propriedades carcinogênicas, nefrotóxicas, teratogênicas, imunotóxicas e neurotóxicas. Além disso, foi encontrada a presença de elementos estranhos, impurezas, sedimentos, sujidades, larvas e parasitas. 

De acordo com o orgão, a principal irregularidade detectada foi a presença de impurezas, como cascas, paus e outros elementos provenientes da cultura do café. Na avaliação somente deste item, 27,8% das amostras foram consideradas impróprias para consumo.
Na análise da Ocratoxina A, 212 amostras foram avaliadas e 4,2% foram reprovadas por conterem elevado índice da substância. Além disso, foram encontrados durante a avaliação, elementos estranhos à cultura do café, como o milho, em 2,1% das amostras. Em alguns casos, o número chegou a 6,04% do peso total do produto. A adição do ceral ao, em qualquer quantidade, é considerada adulteração.
O coordenador do Procon-MG, o promotor de Justiça Fernando Ferreira Abreu, afirmou que todas as marcas que apresentaram irregularidades estão sendo processadas administrativamente, com o objetivo de retirar os lotes de circulação do mercado e evitar erros futuros.  Ainda segundo o promotor, também está prevista a aplicação de multa pelo órgão de defesa do consumidor.