domingo, 21 de maio de 2017


Trechos da gravação que incriminam Temer não sofreram cortes ou adulterações


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Caires aponta os trechos passíveis de cortes
Deu no G1
GloboNews
A gravação feita pelo delator Joesley Batista, da JBS, da conversa que ele teve com o presidente Temer, no Palácio do Jaburu, no dia 7 de março, será um dos pontos mais discutidos durante a investigação autorizada pelo Supremo Tribunal Federal contra o presidente da República. O áudio foi entregue pelo empresário à Procuradoria Geral da República dentro de um acordo de delação premiada. Os jornais “Folha de S.Paulo” e “O Estado de S. Paulo” ouviram peritos sobre o áudio da conversa do delator com o presidente. Os peritos detectaram o que classificam de interrupções ou edições. Um deles diz que não é possível afirmar o que as provocou, se defeito no gravador ou outro motivo.
Os peritos ressalvam que não há sinais de mudança na parte fundamental da gravação: quando Joesley diz que zerou suas pendências com Eduardo Cunha e ficou de bem com o ex-deputado preso em Curitiba, ouvindo em outro trecho, a seguir, o presidente incentivar, dizendo “isso tem que continuar, viu”. Para o perito ouvido pela “Estadão”, o mesmo ocorre na parte em que o presidente Temer ouve de Joesley que está manipulando a Justiça.
DIZ A FOLHA – A reportagem da “Folha” diz que o áudio entregue por Joesley tem cortes, segundo um perito contratado pelo jornal. A “Folha” afirma que “a perícia concluiu que a gravação sofreu mais de 50 edições”. O laudo foi feito por Ricardo Caires dos Santos, perito judicial pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.
Ao jornal, ele disse que o áudio tem “indícios claros de manipulação, mas “não dá para falar com que propósito”. Em entrevista à “Folha”, outro perito, Ricardo Molina, declarou que a gravação é de baixa qualidade técnica: “Percebem-se mais de 40 interrupções, mas não dá para saber o que as provoca. Pode ser um defeito do gravador, pode ser edição, não dá para saber”,
Ainda segundo a reportagem da “Folha de S.Paulo”, “no momento mais polêmico do diálogo, quando, segundo a PGR, Temer dá anuência a uma mesada de Joesley a Cunha, a perícia feita por Ricardo Caires dos Santos não encontrou edições. O trecho, no entanto, segundo o perito, apresenta dois momento incompreensíveis, prejudicados por ruídos.
DIZ O ESTADÃO – O jornal “O Estado de S. Paulo” também aborda o tema, na edição deste sábado, com um perito que diz que “detecta 14 ‘cortes’ em áudio de conversa entre Temer e empresário, mas que, segundo o jornal, também “não vê, no entanto, ‘fragmentações’ no intervalo em que Eduardo Cunha é citado”. Ao “Estadão”, o perito Marcelo Carneiro de Souza disse que “os 14 trechos em que o perito encontrou possíveis edições estão entre o 14º minuto e o 34º minuto do áudio”. Essa parte da gravação não inclui o trecho em que Joesley fala que está segurando dois juízes e um procurador.
Essa parte da gravação foi confirmada pela Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República, no próprio dia em que o áudio veio a público, em nota afirmando que “o presidente Michel Temer não acreditou na veracidade das declarações. O empresário estava sendo objeto de inquérito e por isso parecia contar vantagem”. Segundo a nota, “o presidente não poderia crer que um juiz e um membro do Ministério Público estivessem sendo cooptados”.
MAIS PERÍCIA – O presidente Temer encaminhou a gravação que Joesley fez da conversa com ele para o serviço de inteligência da Presidência da República. Ele quer saber se o material gravado está íntegro ou tem cortes. Em nota oficial, a Procuradoria-Geral da República informou que foi feita uma avaliação técnica da gravação da conversa do dono da JBS com o presidente Temer e concluiu que o áudio revela uma conversa lógica e coerente. E que a gravação anexada ao inquérito do STF é exatamente a entregue pelo colaborador. E que sua integridade poderá ser verificada no processo.
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A bem da verdade, pergunta-se: Lula teria o mesmo tratamento dado a Temer?


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Charge do Jarbas (jarbascartunista.blogspot.com)
Rodrigo Odilon Dos Anjos
“Em primeiro lugar”, não gosto do Temer e jamais votei ou votaria nele, ao contrário dos petistas & assemelhados que o elegeram duas vezes. Tampouco sou lombrosiano, mas a sua cara de coringa de baralho não me inspira a menor confiança, além de me inquietar. Ah, também acho que ele (merecidamente) não conseguirá emplacar o final do seu mandato morando no Jaburu e trabalhando no Planalto, mas isso são outros quinhentos para serem gastos com outras quinhentas conversas.
Apesar disso tudo, e a bem da verdade, pergunto: se fosse o Luiz Inácio que estivesse nas mesmas condições atuais do Temer, o procedimento normalmente cauteloso e criterioso do Ministério Público (pelo menos a turma lá de Curitiba é assim) e o moroso e meloso Supremo Tribunal Federal agiriam da forma superágil e megadesastrada como agora estão procedendo com ele?
Receberia o führer de Garanhuns e viúvo de dona Marisa o mesmo tratamento “carinhoso” ora dispensado ao sisudo marido da dona Marcela?
A quem interessa a maneira e o açodamento com que essa megaoperação de delação mais que premiada dos terríveis irmãos Batista vem sendo conduzida?
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Aécio Neves vai ao Supremo para tentar retomar mandato no Senado



Por Folhapress | Fotos: Reprodução
A defesa do senador Aécio Neves (PSDB-MG) vai apresentar ao STF (Supremo Tribunal Federal), na segunda-feira (22), um pedido para retomar seu mandato.
Na Operação Patmos, deflagrada na última quinta (18), o ministro Edson Fachin determinou o afastamento de Aécio do Senado e "de qualquer outra função pública".
Fachin também exigiu que o parlamentar entregasse o passaporte, já que ele está proibido de sair do país.
Aécio não pode falar nem se encontrar com investigados ou réus do mesmo inquérito.
"Vamos pedir a revogação das cautelares. O passaporte, ele vai entregar. Mas o afastamento do mandato é ilegal, não há amparo na Constituição", afirmou Alberto Toron, advogado do senador.
Fachin acatou parcialmente os pedidos apresentados pela PGR (Procuradoria-Geral da República).
Embora tenha aceitado afastar o tucano do cargo do Senado, o ministro rejeitou o pedido de prisão e não exigiu o uso de tornozeleira eletrônica.
Rodrigo Janot, procurador-geral da República, ainda não protocolou nenhum recurso sobre a negativa do Supremo -se o fizer, o caso deve ser levado ao plenário.

Acordos entre EUa e Arábia Saudita totalizam US$ 280 bilhões

Sputnik

A Arábia Saudita e os Estados Unidos firmaram hoje, durante visita do presidente americano, Donald Trump, a Riad, uma série de acordos, em diferentes áreas, totalizando US$ 280 bilhões, segundo informou o Ministério das Relações Exteriores saudita.
Parceira importante dos EUA, a Arábia Saudita foi escolhida como primeiro destino internacional de Trump. Além de acordos comerciais, os dois países também assinaram neste sábado um documento de visão estratégica conjunta.
De acordo com o ministério, só a Saudi Aramco, companhia petrolífera do reino wahabita assinou acordos de cooperação com diversas empresas do ramo energético dos EUA.
Mais cedo, a Secretaria de Imprensa da Casa Branca informou que Washington e Riad fecharam um contrato para o fornecimento de equipamentos militares americanos no valor de US$ 110 bilhões. Mas a expectativa é a de que esse valor aumente nos próximos anos.
Depois da Arábia Saudita, Trump viajará, nos próximos dias, para Israel, Palestina, Itália, Vaticano e Bélgica.

Coreia do Norte lança míssil não identificado

Sputnik

A Coreia do Norte lançou no domingo (21) um míssil não identificado, informou a agência sul-coreana Yonhap.
De acordo com os militares sul-coreanos, o projetíl não era um míssil balístico intercontinental. Neste momento, eles estão determinando o tipo e o alcance do projetíl.
O canal japonês NHK informou citando o Ministério da Defesa, que o míssil caiu no mar do Japão (também conhecido como mar do Leste) fora da zona econômica exclusiva japonêsa.
Tóquio e Seul convocaram de urgência seus conselhos de Segurança Nacional.
Uma semana atrás, a Coreia do Norte levou a cabo um novo lançamento de míssil na madrugada do dia 14 de maio, a partir da província de Pyongan do Norte, no oeste da península. O míssil atingiu a altitude máxima de 2.111 km e atingiu com precisão o alvo designado no mar a uma distância de 787 km.

'Washington Post': pentágono desvia dinheiro para preparar oposição na Síria

Jornal norte-americano teve acesso a documentos

Sputnik

Funcionários do Pentágono exageraram o orçamento para a compra de combustível e gastaram o excesso com a preparação da oposição síria e com a operação no Afeganistão.
A notícia foi divulgada pelo Washington Post, se referindo a documentos a que teve acesso.
De acordo com a edição, desde o ano de 2015, dos meios obtidos graças ao evidente exagero do orçamento, o Pentágono gastou 80 milhões de dólares (R$ 260 milhões) com o treinamento das forças oposicionistas na Síria e 1,4 bilhões de dólares (R$ 4,5 bilhões) com "gastos imprevistos" no Afeganistão.
Departamento de Defesa dos EUA é o maior consumidor de combustível no mundo
Departamento de Defesa dos EUA é o maior consumidor de combustível no mundo
Outros 450 milhões de dólares (R$ 1,4 bilhões) foram gastos com o apoio ao programa que permitia ao pessoal médico passar receitas aos efetivos. A iniciativa é frequentemente mencionada em relação a suspeitas de maquinações financeiras.
Como destaca o WP, o Departamento de Defesa dos EUA é o maior consumidor de combustível no mundo. Anualmente o Pentágono compra cerca de 100 milhões de barris de combustível para necessidades das forças terrestres, aviação e marinha.
O Pentágono confirmou que, no período entre 2010 e 2016, recebeu 5,6 bilhões de dólares (R$ 18,2 bilhões) para compra de combustível. Os funcionários afirmam que não planejavam receber dinheiro extra, mas simplesmente não tomaram em conta a queda dos preços das fontes da energia.
Em março, o presidente Trump pediu para as necessidades do Departamento de Defesa norte-americano 639 bilhões de dólares para o ano fiscal 2018, o que são mais 52 bilhões em comparação com 2017.

Jornal francês chama presidente de "moribundo"

'Le Monde': Temer deu sua última cartada pedindo suspensão do processo

O jornal francês Le Monde vem publicando frequentemente matérias sobre a crise política do Brasil, após o áudio onde o presidente Michel Temer pode ser identificado endossando um pagamento ao ex-deputado Eduardo Cunha.
Neste domingo (21) o diário fez um artigo de opinião sobre o pronunciamento de Temer à Nação e avaliou que "o presidente jogou provavelmente sua última cartada ao pedir a suspensão do inquérito contra ele no STF".
O texto aponta que antes dos protestos convocados por partidos de esquerda, sindicatos e organizações da sociedade civil em todo o país, Temer parte para a ofensiva e tenta salvar seu cargo.
Le Monde observa que para exigir a suspensão das investigações no Supremo Tribunal Federal por corrupção passiva, obstrução da Justiça e formação de organização criminosa, ele alega que a gravação feita pelo dono da JBS, Joesley Batista, foi manipulada ou modificada.
>> Temer pede arquivamento de investigação no Supremo
Le Monde sugere que "o mar de lama que percorre o país em apenas alguns dias incita os ex-aliados de Temer, do PMDB, a se distanciar dele"
Le Monde sugere que "o mar de lama que percorre o país em apenas alguns dias incita os ex-aliados de Temer, do PMDB, a se distanciar dele"
Temer já é considerado morto politicamente por uma boa parte da classe política em Brasília, destaca Le Monde.
O cientista político Antônio Carvalho Teixeira, da Fundação Getulio Vargas, acredita que Temer tenta ganhar tempo, mas que seus dias como presidente do Brasil estão contados. Carlos Melo, professor de ciências políticas, acha que, independentemente do final dessa crise, o mal já está feito.
O editorial ressalta o fato de Temer ter perdido alguns aliados, afirmando que "o mar de lama que percorre o país em apenas alguns dias incita os ex-aliados de Temer, do PMDB, a se distanciar dele".
Le Monde reitera que o PSB já pediu a demissão de Temer no sábado, enquanto que o PSDB ainda hesita. Vários deputados entraram com um pedido de impeachment e muitos deles já abandonaram o presidente "moribundo". Até o site do Congresso publicou: "Temer perdeu a capacidade de governar". Sem maioria, o presidente não poderá continuar as reformas impopulares que defende, reforça o Le Monde.

Temer apoiou candidatura de membro da família JBS em 2014


Júnior Friboi filiou-se ao PMDB em maio de 2013 pelas mãos do então vice-presidente


Michel Temer desqualificou, em pronunciamento neste sábado (20), a gravação de Joesley Batista, dono da JBS, com o presidente. “Essa gravação clandestina foi manipulada e adulterada com objetivos nitidamente subterrâneos”, disse Temer.
O presidente acusou Joesley de especular contra a moeda nacional, já que ele comprou US$ 1 bilhão antes da divulgação da gravação, porque sabia que isso causaria um “caos” no câmbio. A JBS vendeu ações de sua empresa antes da queda do valor na Bolsa de Valores na última quinta-feira (18), quando o dólar subiu 8,15%, a R$ 3,389 na venda, e a Bovespa na maior queda de 8,8%, desde outubro de 2008.
Júnior Friboi filiou-se ao PMDB em maio de 2013 pelas mãos do então vice-presidente
Júnior Friboi filiou-se ao PMDB em maio de 2013 pelas mãos do então vice-presidente
“O autor do grampo está livre e solto, passeando pelas ruas de Nova York. E o Brasil que já tinha saído da mais grave crise econômica de sua história, vive agora, sou obrigado a reconhecer, dias de incerteza. Ele não passou nenhum dia na cadeia, não foi preso, não foi julgado, não foi punido, e pelo jeito não será”, disse o presidente.
Entretanto, a relação de Michel Temer com grupo JBS não é de agora. Júnior Friboi, um dos herdeiros do fundador do conglomerado, José Batista, e irmão de Wesley e Joesley, filiou-se ao PMDB em maio de 2013 pelas mãos do então vice-presidente, certo de que a candidatura a governador do estado de Goiás estaria garantida. Líder da família, e estimulado pela crescente fortuna do grupo, Júnior havia se preparado para finalmente realizar um sonho antigo: o de entrar no mundo político.
Um dos maiores doadores de fundos para campanhas eleitorais, a JBS, dizia Júnior, também financiaria candidatos aliados a cargos de deputado estadual e federal, o que faria dele o maior cacique político local. Nos bastidores internos do partido, fala-se que a proeminência do dinheiro nos planos de Júnior foi o principal motivo do racha no PMDB e do surgimento de setores resistentes à sua candidatura. Os peemedebistas insatisfeitos com sua indicação defendiam a candidatura de Iris Rezende, presidente estadual do partido, à revelia do desejo de Temer.
Apoiado por uma política até hoje mal explicada, a escolha dos “campeões nacionais” pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), entupido de processos trabalhistas e com seus principais acionistas investigados por sonegação, o conglomerado expandiu-se no mercado interno e externo.
A sonegação motiva também um processo individual contra Joesley, o caçula dos três irmãos e presidente da J&F Participações, a holding por meio da qual a família diversificou os negócios para além do setor alimentício. Joesley virou réu da Justiça Federal  em novembro de 2012, acusado pelo Ministério Público de ter sonegado 10 milhões de reais graças ao uso, entre janeiro de 1998 e julho de 1999, da conta bancária de uma empresa fechada.
O frigorífico JBS, da família de Júnior, foi acusado, em 2014, de sonegar R$ 1,3 bilhão em impostos no estado de Goiás. A empresa respondia, naquele ano, a 49 autos de infração aplicados pela Secretaria da Fazenda de Goiás, a maioria de não recolhimento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) na exportação de carne bovina.
Dessa forma, o empresário viu-se obrigado a desmontar o QG de sua pré-candidatura ao governo de Goiás, dolorida decisão para quem teve que ceder o cargo a Iris Rezende, na época, com 80 anos.
A tricotagem política entre o senador Ronaldo Caiado, presidente do DEM em Goiás, e o líder do PMDB, tem a ver com a eleição para prefeito de Goiânia, em 2016, mas também com a disputa do governo de Goiás, em 2018.
Iris Rezende tem forte eleitorado em Goiânia, tanto que foi eleito em 2004 e reeleito em 2008. Porém, depois da terceira derrota para o governo do Estado e porque já tinha 83 anos em 2016, o peemedebista prefere contar com a candidatura de Caiado para 2018.

Cúpula do PT traça estratégia para eleição indireta


Plano só será adotado se o partido não conseguir emplacar a PEC que estabelece eleição direta

BAHIA.BA
Foto: Divulgação/PT
Foto: Divulgação/PT

Um grupo de petista já traça estratégia caso o presidente Michel Temer (PMDB) renuncie ou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decida pela cassação da chapa Dilma-Temer e ocorra eleição indireta.
De acordo com o jornal Estado de São Paulo, deputados do PT apostam na divisão da base do governo em um eventual colégio eleitoral. Neste caso, defendem que o partido apoie o candidato que se comprometa a fazer um mandato de “superação da crise”, com diálogo entre os diversos setores políticos e, principalmente, retirar de pauta as reformas trabalhista e da Previdência.
Segundo um parlamentar petista ouvido pelo jornal, a decisão sobre as reformas deveria ficar para o próximo presidente eleito pelo voto popular e com legitimidade das urnas para faze-las ou não.
Essa estratégia do PT só será adotada se o partido não conseguir emplacar a PEC que estabelece eleição direta em caso de vacância.

Escritor lançará livro com depoimentos sobre ACM


Em setembro deste ano, ex-senador baiano completaria 90 anos se estivesse vivo

BAHIA.BA
Foto: Fabio Pozzembom/Agência-Brasil
Foto: Fabio Pozzembom/Agência-Brasil

O escrito Antonio Risério lançará um livro com mais de 100 depoimentos sobre ex-senador ACM, morto em 2007. Em setembro deste ano, o político baiano completaria 90 anos se estivesse vivo
De acordo com a coluna Tempo Presente, do jornal A Tarde, a obra inclui testemunhos da cantora Maria Bethânia ao jornalista Ricardo Noblat, de Delfim Neto ao publicitário Fernando Barros, de Flora Gil, mulher de Gilberto Gil, a Clarindo Silva, da Cantina da Lua.
Ainda segundo a publicação, o Instituto ACM, mantido pela família, vai marcar a data do lançamento do livro que tem como nome provisório“ACM em Cena”.

Ex-presidentes da Petros e da Funcef receberam propina dos irmãos Batista


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Charge do Ivan Cabral (ivancabral.com)
Antonio Temóteo
Correio Braziliense
Os fundos de pensão de estatais estão no centro das delações firmadas por executivos da J&F Investimentos. Em depoimento prestado ao Ministério Público Federal (MPF), Joesley Batista, presidente da holding que controla a JBS e a Eldorado Celulose, descreveu o pagamento de propina para ex-presidentes da Funcef, dos empregados da Caixa Econômica Federal, e da Petros, dos trabalhadores da Petrobras. O dinheiro ilícito era repassado aos executivos em troca da aprovação de aportes vultosos em projetos de interesse da família Batista.
O PT, segundo ele, teria se beneficiado das irregularidades. O partido tinha total ingerência sobre as entidades fechadas de previdência complementar.
RIQUEZA DE DETALHES – Em um dos anexos da delação premiada homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Joesley relatou com riqueza de detalhes como se aproximou dos fundos de pensão, as quantias repassadas e quem eram os executivos que receberam dinheiro da corrupção. Conforme o delator, no primeiro semestre de 2008, ele montou uma operação para que o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Funcef e a Petros adquirissem 12,99% da JBS para custear o plano de expansão da companhia naquele ano e no seguinte.
Na época, Joesley foi aconselhado pelo então presidente da Funcef, Guilherme Lacerda, a estabelecer um relacionamento com Paulo Ferreira, filiado ao PT, já que o partido possuía forte influência sobre os fundos de pensão de estatais. O delator acatou o conselho e após se aproximar de Ferreira foi apresentado a João Vaccari, tesoureiro do PT. Com Vaccari, Joesley acertou o pagamento de 1% de propina ao partido para cada operação que a J&F conseguisse com Petros e Funcef.
MAIS PROPINA – Além desse acordo, o delator ainda se comprometeu a pagar 1% em propina para Lacerda e outro 1% para Wagner Pinheiro, presidente da Petros à época e que conheceu quando recebeu o aporte em conjunto com o BNDES. Batista, entretanto, detalhou que não tinha influência sobre os aspectos técnicos das aprovações internas dos fundos de pensão, tarefa que cabia a cada executivo.
O primeiro repasse aos executivos ocorreu em 2009, quando Petros e Funcef adquiriram cotas do Fundo de Investimento em Participação (FIP) Florestal. Cada uma das entidades desembolsou R$ 275 milhões. Com isso, os pagamentos de propina foram feitos a Lacerda e a Pinheiro.
No caso do presidente da Funcef, ele designou um homem chamado João Bosco, representante comercial que morava no Espírito Santo, para receber o dinheiro, que era entregue mediante o repasse de notas fiscais frias. No caso do presidente da Petros, os valores eram repassados ao irmão dele. Lacerda foi preso durante a primeira fase da Operação Greenfield, que investiga fraudes em fundos de pensão. Com a confissão de Batista, sua situação deve se complicar.
PAGAMENTOS – De março de 2010 a julho de 2015, Joesley pagou R$ 2,7 milhões a Pinheiro, dos quais R$ 300 mil em espécie e o restante por meio de notas fiscais frias. Os pagamentos foram mantidos aos sucessores de Pinheiro. Luis Carlos Afonso recebeu um apartamento em Nova York, avaliado em US$ 1,5 milhão pela operação em que o FIP Florestal foi incorporado pela Eldorado Celulose. Carlos Costa, sucessor de Afonso, também recebeu pagamentos, mas os montantes não foram detalhados pelos irmãos Batista.
Vaccari ainda recebeu R$ 2 milhões relativos a operações fechadas com as entidades de previdência complementar e o dinheiro foi repassado para a Gráfica Focal. Os pagamentos feitos aos presidentes dos fundos de pensão e a Vaccari foram feitos sem o conhecimento do então ministro da Fazenda, Guido Mantega, principal facilitador de Joesley. Mantega, inclusive, o orientava a não fazer esses repasses.
CORRUPÇÃO EM SÉRIE – A família Batista é investigada em diversas operações da Polícia Federal e do MPF. Pelos menos 50 casos de corrupção estão na mira dos investigadores desde julho de 2016 nas operações Sépsis, Greenfield e Cui Bono. O que mais chamava a atenção deles é que o ex-deputado Eduardo Cunha, o empresário Lúcio Funaro, acusado de ser operador do parlamentar, e a Eldorado eram citados em todos os inquéritos.
Uma força tarefa com apoio da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), da Receita Federal e do Banco Central (BC) foi criada para apurar todos os esquemas que podem ter movimentado R$ 15 bilhões em liberações de empréstimos e aplicações dos fundos de pensão.
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Pronunciamentos de Temer estão reforçando as acusações contra ele


Charge do Kacio (kacio.art.br)
Silvia Zanolla
Assisti novamente ao último pronunciamento de Temer e cheguei à seguinte conclusão: quanto mais ele fala e se expõe, mais perde a credibilidade. Os argumentos, a postura, a fisionomia, nada ajuda. Parece que não é opinião única. Basta ler os comentários de quem assiste para perceber isso. Talvez ele ganhasse mais não se expondo neste momento. A população está totalmente avessa à sua imagem. Mas, como tenho dito, parece que Temer vive uma realidade paralela. Cercou-se de assessores suspeitos, que não realizam uma leitura concreta da realidade.
Soa um “dejá vu” do período final de Dilma Rousseff no poder, quando do desgaste máximo de sua imagem. Quem diria que o grande político e jurista Michel Temer terminaria sua carreira desta maneira.
ALÉM DOS “CORTES” – Quanto à gravação comprometedora, é preciso analisar amplamente a situação para além dos chamados “cortes” na gravação.
Perguntas que não querem calar:
1) Por que Temer, um presidente da República, receberia um empresário envolvido em investigações sobre desvio de dinheiro público de modo “clandestino” altas horas da noite?
2) Por que em nenhum momento da gravação Temer adverte Joesley acerca de seus atos arbitrários referentes à confissão da compra de políticos, ministros e promotores?
3) Por que Joesley iria se deslocar até o Palácio para contar “vantagens e lorotas” a um presidente da República – sendo bem recebido – se não tivesse alguma intenção vantajosa para ambos?
Estas e outras perguntas não foram respondidas nos dois pronunciamentos do presidente Temer. Temer sabe que não há alternativa que não seja a renúncia, para o bem do país, de sua família e dele mesmo.
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A trama se complica para Temer e também para os irmãos Batista


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Joesley e Temer, quando eram grandes amigos
José Casado
O Globo
A trama se complica em Brasília. Para Michel Temer e, também, seus algozes, os irmãos Joesley e Wesley Batista, controladores da JBS, uma das maiores indústrias de alimentos do mundo. As gravações já conhecidas seriam provas de menor peso entre a documentação coletada pela polícia e por procuradores nas últimas cinco semanas, desde que os irmãos Batista começaram a confessar crimes e cúmplices em PMDB, PT e PSDB, entre outros partidos. Há muito mais, a ser divulgado em breve.
Temer virou um personagem singular na História brasileira: é o primeiro presidente que, no cargo, enfrenta uma investigação por corrupção, organização criminosa e obstrução de Justiça. Ele procura uma pinguela jurídica que lhe permita ganhar tempo para tentar recompor a base política, em rápida desintegração.
BLOQUEIO – Sexta à noite pediu ao Supremo o bloqueio da investigação. Alegou ilegalidades nas provas, em especial na gravação que o incrimina, produzida pelo bilionário Joesley Batista no último 7 de março, em conversa no porão da residência do Jaburu. O juiz Luís Roberto Barroso negou.
No sábado, retomou a ofensiva. Solicitou ao juiz Edson Fachin a suspensão do inquérito para perícia no grampo. Apostou alto, até porque nova recusa do STF seria interpretada quase como uma sentença.
Em discurso, o presidente descartou a possibilidade de renúncia. Fez isso pela segunda vez, no espaço de 72 horas. “Meu governo tem rumo”, disse.
EM DESALENTO – Na vida real, Temer é um governante em desalento, à procura de respaldo para sobreviver no Palácio do Planalto. Em política, tudo é possível, inclusive a recuperação de um governo que está no chão. Por enquanto, as chances são remotas, como se admite até no principal avalista do presidente, o PSDB. Sob orientação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, esse partido planeja decidir o próprio destino nesta semana. Se abandonar Temer, o governo pode cair nas horas seguintes. Caso se mantenha atrelado ao presidente investigado, estará jogando com a própria sobrevivência.
Incerto, também, tornou-se o futuro dos irmãos Batista e do grupo JBS. Até a noite de sexta-feira, eles desfrutavam de uma situação bastante privilegiada em relação a outros empresários e companhias privadas investigados no caso Lava-Jato.
O quadro mudou. Isso porque, em tese, como ontem acusou Temer, teriam cometido “o crime perfeito”, um delito do tipo lesa-pátria no qual estimularam uma grave crise política para lucro próprio — usufruindo da imunidade judicial definida no pré-acordo de delação premiada que assinaram na tarde do último 7 de abril.
SEM ACORDO – A dupla de bilionários se recusou a aceitar um acordo de leniência que previa multa de R$ 11,1 bilhões, valor um terço maior do que o acertado pela Odebrecht com a Justiça no Brasil, nos Estados Unidos e na Suíça. Os irmãos Batista preferiram deixar o grupo JBS, do qual detêm 44% do controle, exposto ao risco de sanções financeiras ainda maiores.
Ao mesmo tempo, viram surgir investigações baseadas na suspeita de que multiplicaram a fortuna, manipulando uma crise política que eles mesmos detonaram, com grampos e confissões de suborno pluripartidário envolvendo 1.829 políticos, inclusive o presidente da República.
Essa percepção dominante forçou a Comissão de Valores Mobiliários a se mobilizar, enquanto procuradores passaram a analisar uma revisão do acordo de delação premiada. Ele contém cláusulas de rescisão. Uma delas prevê sua nulidade, se comprovado que os signatários “mentiram ou omitiram, total ou parcialmente, fatos ilícitos que praticaram, participaram ou têm conhecimento”.
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Confusão por comida interrompe processo eleitoral no Congresso do PT



Por Victor Pinto e Vinicius Ribeiro | Fotos: Vinicius Ribeiro
Uma confusão generalizada por comida tomou conta do Congresso do PT na tarde domingo (21), na Faculdade de Arquitetura da Ufba. Segundo apurou o BNews, esfirras foram compradas para os delegados poderem se alimentar e assim não ser interrompido o processo de votação para escolha do presidente estadual da sigla, contudo, a comida não deu para todo mundo.
Ao perceberem isso, delegados que estão desde a manhã na Ufba, muitos sem se alimentar, se revoltaram e exigiram a paralisação da eleição para poderem comer.
Muito chegaram a forçar a porta de acesso ao auditório que estava com acesso restrito.
Alguns filiados quando viram que as esfirras foram compradas no Habbib's, empresa cujo dono foi favorável ao impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), começaram a gritar ironicamente: "coxinha! Coxinha!". 
Um delegado ouvido pelo BNews afirmou que tem que haver respeito. “Everaldo [Anunciação] tem que respeitar a base. Tem muita gente do interior que está com fome”, disse.
Outros brincam com a situação: “O Congresso terminou em pizza”.
A eleição foi interrompida por uma hora e várias cadeiras do auditório ficaram vazias.

Grupo de hacker Anonymous invade Friboi (JBS)



Por Redação BNews | Fotos: Reprodução / Tecmundo
Tendo seus nomes envolvidos na Operação Lava Jato, recentemente, tanto Friboi quanto JBS viram seus nomes envolvidos em delações e esquemas de propina do governo, também foram alvos de invasões cibernéticas. Segundo o site Tecmundo, o grupo hacker Anonymous invadiu o banco de dados da Friboi na manhã deste sábado (20).
O Anonymous enviou um manifesto que foi divulgado no Tecmundo. De acordo com o manifesto, o grupo hacker está com diversas senhas de acesso, além de ter implantado usuários no banco de dados e estar monitorando a navegação local. Eles escreveram:
"Estamos com suas senhas e acessos monitorados... Não se preocupem porque mudamos algumas etiquetas na sua área de produção e criamos alguns usuários dentro dos seus 9785", escreveu a Anonymous.
Ainda no manifesto publicado pela Tecmundo, o Anonymous manda um recado aos funcionários da Friboi: "Aos trabalhadores dessas empresas, saibam que o problema não é com vocês, e sim com essa corja de ladrões, corruptos e filhos da p*** que estão acabando com o nosso povo e nosso país".
A invasão da Anonymous
A prova do ataque ao banco de dados foi postado em um “Pastebin online”, (que é um tipo de aplicação Web que permite aos usuários fazer upload de trechos de texto, geralmente exemplos de código fonte, para visualização pública), com diversas amostras do que foi obtido.
Ano passado, a Anoynmous também teve sucesso ao sequestrar máquinas da Anatel via ransomware — similar ao caso WannaCry — em protesto ao corte da internet após fim da franquia.
No documento postado online, que você pode acessar aqui, a Anonymous ainda escreveu: "Não vamos sossegar. Vocês podem pegar 1, 2, 3, 4 de nós, mas nunca conseguirão deter todos nós".
Segundo o site TecMundo, ele recebeu a denúncia de forma anônima (denuncia@tecmundo.com.br); não há qualquer reinvindicação de célula hacker, a não ser a assinatura da própria Anonymous.

Temer estuda retaliar a JBS, diz colunista


Presidente quer entrar em confronto econômico com a empresa, além do embate jurídico

BAHIA.BA
Foto: Divulgação/Ascom
Foto: Divulgação/Ascom

Depois de ser delatado pelo dono da JBS, Joesley Batista, o presidente Michel Temer (PMDB) estuda como retaliar economicamente o grupo do empresário, segundo a colunista do G1, Andréia Sadi.
O chefe do Executivo discutiu o assunto com auxiliares neste sábado (20). A avaliação de interlocutores de Temer é que, se o governo conseguir bloquear ações, vão segurar a JBS “no bolso”. Isso porque o “prejuízo será gigante”, nas palavras de aliados de Temer.
Então, a ideia do governo é partir para o confronto econômico com a JBS, além do embate jurídico.

Joesley diz que Lula pediu ajuda para o MST


O ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva
O ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva
Segundo delação do empresário da JBS Joesley Batista, ele disse ao deputado Rocha Loures (PMDB/PR) que a última vez que conversou pessoalmente com Lula foi no fim de 2016, mas contou que recentemente recebeu uma ligação do ex-presidente com um pedido de ajuda ao Movimento dos Sem-Terra (MST). "Ele me ligou esses dias, pediu pra mim [sic] atender os sem-terra. Eu digo: ‘ô presidente’ (risos)… ‘Joesley, eu tô aqui com o (João Pedro) Stédile, não sei o que ele precisa falar com você’… ‘Tá bom presidente, manda ele vir aqui. Eu atendo ele, tá bom?'", relatou o empresário ao deputado.

A conversa com Loures foi gravada pelo próprio Joesley, já no curso da delação premiada que ele fechou com a Procuradoria-Geral da República. O áudio tem uma hora e 14 minutos de duração e foi anexado aos autos da Operação Patmos, que mira o presidente Michel Temer, o senador Aécio Neves (PSDB) e o próprio Loures.

O encontro do delator Joesley com o parlamentar - afastado do mandato por ordem do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal -, ocorreu no dia 13 de março, apenas uma semana depois que o executivo da JBS gravou a conversa com Temer. Na ocasião, Joesley recebeu Loures em sua própria residência, no Jardim Europa, em São Paulo.

Aos procuradores da Lava Jato, Joesley contou que abriu uma ‘conta corrente’ de US$ 80 milhões no exterior para atender ao ex-presidente. Ele disse que não tem amizade com o petista como as pessoas imaginam.

"Sobre o Lula, eu acho assim, primeiro, que eu não tenho amizade com ele igual o povo acha que eu tenho. Eu conheci o Lula tem dois anos atrás, fim de 2013", contou Joesley ao deputado Loures.

Segundo ele, o parlamentar foi indicado por Temer como uma pessoa de sua ‘estrita confiança’ para ajudar o empresário em seus negócios. O deputado foi filmado pela Polícia Federal pegando uma mochila com R$ 500 mil em dinheiro vivo, em São Paulo.

Loures comenta com Joesley que tem ‘boa relação’ com Lula. "Sempre me dei bem com ele, sempre fui não-ideológico, mas prático. Agora, me parece que muito desse movimento (investigações da Lava Jato) é para alcançá-lo, né Joesley, a ele e ao entorno", disse o deputado. "Com certeza", respondeu o empresário. No diálogo, ambos concordaram que ‘a única coisa que resta’ a Lula ‘é enfrentar’ a Lava Jato.

Curiosamente, foi nesse período em que Joesley disse ter conhecido Lula pessoalmente que ganhou força o boato nas redes sociais de que um dos filhos do ex-presidente, Fabio Luis Lula da Silva, era sócio-oculto da Friboi, marca de frigorífico do grupo JBS. Ele e os irmãos que são sócios da empresa sempre trataram os rumores com ironia.

Ao Ministério Público Federal, Joesley disse que abriu duas ‘contas correntes’ de propina no exterior que seriam vinculadas a Lula e à ex-presidente Dilma Rousseff, para pagamento de campanhas eleitorais. O saldo em ambas chegou a US$ 150 milhões, segundo o delator. Esses recursos, afirmou o empresário, eram operados pelo ex-ministro Guido Mantega (Fazenda) nos governos Lula e Dilma.

Defesa de Lula - A defesa de Lula divulgou nota sobre o assunto. Veja abaixo:

"Verifica-se nos próprios trechos vazados à imprensa que as afirmações de Joesley Batista em relação a Lula não decorrem de qualquer contato com o ex-Presidente, mas sim de supostos diálogos com terceiros, que sequer foram comprovados.

A verdade é que a vida de Lula e de seus familiares foi - ilegalmente - devassada pela Operação Lava Jato. Todos os sigilos - bancário, fiscal e contábil - foram levantados e nenhum valor ilícito foi encontrado, evidenciando que Lula é inocente. Sua inocência também foi confirmada pelo depoimento de mais de uma centena de testemunhas já ouvidas - com o compromisso de dizer a verdade - que jamais confirmaram qualquer acusação contra o ex-Presidente.

A referência ao nome de Lula nesse cenário confirma denúncia já feita pela imprensa de que delações premiadas somente são aceitas pelo Ministério Público se fizerem referência - ainda que frivolamente - ao nome do ex-Presidente."

Defesa de Dilma - A assessoria de imprensa de Dilma Rousseff também divulgou nota sobre o assunto. Veja abaixo:

"A propósito das notícias a respeito das delações efetuadas pelo empresário Joesley Batista, a Assessoria de Imprensa da presidenta eleita Dilma Rousseff esclarece que são improcedentes e inverídicas as afirmações do empresário:

1. Dilma Rousseff jamais tratou ou solicitou de qualquer empresário, nem de terceiros doações, pagamentos ou financiamentos ilegais para as campanhas eleitorais, tanto em 2010 quanto em 2014, fosse para si ou quaisquer outros candidatos.

2. Dilma Rousseff jamais teve contas no exterior. Nunca autorizou, em seu nome ou de terceiros, a abertura de empresas em paraísos fiscais. Reitera que jamais autorizou quaisquer outras pessoas a fazê-lo.

3. Mais uma vez, Dilma Rousseff rejeita delações sem provas ou indícios. A verdade virá à tona."

Assessoria de Imprensa/Dilma Rousseff

TORNEIO DE FUTEBOL DE MESA, EM ILHÉUS - BA



ASSOCIAÇÃO ILHEENSE FUTEBOL DE MESA

Fundação: 01 de agosto de 1973
Filiada à Federação Baiana de Futebol de Mesa
Av. Bahia, s/no – Cidade Nova
CEP 45652-130 Ilhéus – BA

CNPJ: 13.955.810/0001-43






TORNEIO DE FUTEBOL DE MESA,
TAÇA CIDADES DO INTERIOR – TCI, CATEGORIA SÊNIOR
DIAS 27 E 28/05 A PARTIR DAS 09 HORAS
LOCAL: CLUBE SOCIAL DE ILHÉUS

ABERTO AO PÚBLICO



APOIO:

CLUBE SOCIAL DE ILHÉUS

Empresa de submarinos é investigada na França por corrupção no Brasil



Por Folhapress | Fotos: Reprodução
Promotores abriram uma investigação na França sobre um contrato de 6,7 bilhões de euros (cerca de R$ 22,9 bi) entre a fabricante naval francesa DCNS e o Brasil, que incluía a venda de cinco submarinos, de acordo com a agência Reuters.
A investigação, iniciada em outubro de 2016, trata de "corrupção de funcionários estrangeiros", disse uma pessoa próxima às investigações.
Esse trabalho tem ligação com a Operação Lava Jato, que desde 2014 investiga a corrupção envolvendo políticos e empresas no Brasil.
Desde 2015, a Polícia Federal brasileira investiga potenciais irregularidades no projeto militar de construção de um submarino nuclear, feito em parceria com a França.
Delatores da Odebrecht apontaram que uma parte do dinheiro investido no projeto do submarino foi desviada para caixa dois de campanhas eleitorais. Também houve propina para um lobista e para um oficial graduado da Marinha, segundo eles.
PARCERIA
Em 2008, os presidentes Lula e Nicolas Sarkozy assinaram um acordo entre Brasil e França para a troca de conhecimentos sobre submarinos nucleares.
No ano seguinte, foram assinados os contratos para a construção de quatro submarinos convencionais e um nuclear.
O preço de partida foi de 6,7 bilhões de euros (R$ 22,9 bilhões atualmente), para que o Brasil fosse um dos seis países no mundo a contar com um equipamento desses.
A DCNS condicionou sua entrada no negócio à contratação da Odebrecht como parceira. Caberia à empreiteira a construção da base naval de Itaguaí (RJ) por 1,7 bilhão de euros (R$ 6,2 bilhões).
Não houve licitação, o que provocou críticas à época. Até então, o Brasil vinha desenvolvendo submarinos com tecnologia alemã, vista por especialistas superior à dos franceses.
A DCNS ainda é acusada de propina em negócios envolvendo os mesmos submarinos para Índia e Malásia.
A empresa tem 62% de suas ações controladas pelo governo francês e 35% pelo grupo francês Thales SA, que atua na área de defesa.
"Não temos nada com relação à Lava Jato. A DCNS escrupulosamente respeita as regras da lei ao redor do mundo", disse um porta-voz da empresa.

Governo reduz equipe da Lava Jato e corta verba da Polícia Federal



Por Redação BNews | Fotos: Reprodução
Poucos dias após o escândalo envolvendo o presidente Michel Temer (PMDB), a Polícia Federal (PF), sob o governo do peemedebista, reduziu a equipe destacada para a força-tarefa da Operação Lava, em Curitiba, e contingenciou 44% do orçamento de custeio previsto para 2017. Este foi o primeiro corte expressivo no efetivo de investigadores, nos três anos desde o escândalo Petrobrás, que revelou um mega esquema de cartel e corrupção.
Deflagrada em março de 2014, a Lava Jato é a maior e mais longa operação de combate à corrupção da PF. A equipe da Lava Jato, em Curitiba, era composta por nove delegados federais até o início de 2017, que atuavam exclusivamente no caso. Hoje, quatro delegados cuidam dos cerca de 180 inquéritos em andamento e a intenção é de acabar com a atuação exclusiva deles para a força-tarefa. “Será o fim da Lava Jato”, afirmou um dos membro da força-tarefa que não quis ser identificado.
O efetivo total, que chegou a ser de quase 60 policiais no início do ano – entre delegados, agentes e peritos – hoje, não passa de 40 e sem atuação exclusiva. A previsão do Orçamento da União de 2017 para o Ministério da Justiça – área em que a PF está subordinada – é de R$ 13 bilhões.
Os cortes no orçamento refletem diretamente nas apurações, pois há menos estrutura para as mega operações. Na prática, a direção-geral da PF também deixou de obrigar as superintendências regionais a liberarem policiais para atuarem na Lava Jato. “O investimento já é quase zero. O custeio é para movimentar a máquina. Vai paralisar as atividades. Em um orçamento que já é pequeno, cortar 44%, vai parar”, disse o presidente da Associação dos Delegados da Polícia Federal (ADPF), delegado Carlos Eduardo Sobral.

Richester ensina como fazer receita exclusiva de Brownie Escureto


Prática de fazer, bastando misturar os ingredientes ao Biscoito Escureto Duplo Recheio, a sobremesa combina muito bem com sorvete de baunilha

por
Acorda Cidade, site parceiro da Tribuna da Bahia
A Richester, marca da M.Dias Branco, mostra que para fazer uma sobremesa gostosa não é tão difícil. O doce, que leva chocolate, amêndoa e Biscoito Escureto Duplo Recheio, tem a cara do público da marca: jovens ávidos por experimentar novidades.

Prático de fazer, bastando misturar os ingredientes. Essa gostosura combina muito bem com sorvete de baunilha como acompanhamento. Para decorar, use o próprio biscoito.

Aproveite a dica e siga todos os conteúdos exclusivos da Richester nas redes sociais: Facebook, Instagram e Twitter.

Confira a receita completa abaixo:

Brownie Escureto Duplo Recheio

Ingredientes
200g de Margarina
100g achocolatado em pó
50g cacau em pó
180g Farinha de Trigo (sem fermento)
200g açúcar
4 ovos
2 pacotes de Escureto Duplo Recheio
2 g de flor de sal
80g de amêndoas picadas
Sorvete de baunilha

Modo de Preparo

- Misture os ovos e o açúcar e depois adicione todos os ingredientes até formar um creme homogêneo.

- Despeje em uma assadeira forrada com papel manteiga e faça camadas de massa e biscoitos dispostos uniformemente pela assadeira. Leve ao forno a 150°C por 40 minutos.

- O brownie está pronto quando a parte de cima está levemente corada e ao se espetar um palito ele sair levemente úmido. Deixe esfriar por completo.

- Coloque em uma forma o sorvete cobrindo todo o brownie e leve para gelar até que fique firme.

Desenforme e sirva cortado quadrados.

Tempo de preparo: 3h
Rendimento: 15 unidades

Eh boi


Artigo de Fernando Gabeira o estouro da boiada da corrupção:

Estava no meio de um artigo sobre a conversa com Deltan Dallagnol no Teatro do Leblon, a respeito dos livros que publicamos. Mandei o artigo para o espaço. Durante muitos anos trabalhei, no Congresso, para proibir bombas de fragmentação. Elas ficam no terreno, às vezes parecem um brinquedo e, de repente, bum: explodem. Nesse terreno minado, no entanto, a JBS nunca me enganou. Faz alguns anos que a menciono em artigos. Ela recebia muito dinheiro do BNDES. E doava também muito dinheiro para as campanhas políticas. O PT levava a maior parte, mas não era o único.

A Polícia Federal já estava no rastro, investigando suas fontes de renda, BNDES, FGTS, todos esses lugares onde o dinheiro público flui para o bolso dos empresários. Assim como no caso da Odebrecht, as relações com o mundo político eram muito amplas. Elas são suficientes para nos jogar, pelo menos agora, numa rota de incertezas.

Temer foi para o espaço, Aécio foi para o espaço, embora este já estivesse incandescente, como aqueles mísseis da Coreia do Norte no momento do voo. O PT e Lula já sobrevoam o mar do Japão. Tudo isso acontece num momento em que há sinais de uma tímida recuperação econômica. Como navegar nesses mares em que é preciso desmantelar o grande esquema de corrupção e não se pode perder o foco nos 14 milhões de desempregados?

Escrevo de noite, num quarto de hotel, não me sinto capaz de formular todos os passos da saída. Mantenho apenas o que disse no Teatro do Leblon: a história não recomeça do zero, haverá mortos, fraturas expostas, ferimentos leves, algo deve restar para receber a renovação que, acredito, virá em 2018. E até lá? Não creio que se deva inventar nada fora da Constituição. Mas será tudo muito difícil. Mesmo porque, em caso de necessidade, a Constituição pode ser legalmente emendada.

No Teatro do Leblon, ainda no meio da semana, não quis fazer considerações finais. Não há ponto final, dizia. As coisas ainda estão se desenrolando num ritmo alucinante. O sistema político no Brasil entrou em colapso. Isso já era uma realidade para muitos, agora deve se tornar um consenso nacional. A sociedade terá um papel decisivo, pois deve preparar uma renovação e simultaneamente monitorar os ritos fúnebres do velho sistema. A grande questão: que caminho será o menos traumático para uma economia combalida?

No meio dos anos 1980 já existia uma forte discussão a respeito de partidos políticos. Não seriam uma forma de organização condenada? Discutia-se isso também em outros países. Partido ou movimento, o que é melhor para reunir as pessoas?

A discussão na França, creio, deve ter influenciado, anos depois, a eleição de Macron, agora em 2017. Ele estava à frente de um movimento, mas precisará dos partidos para governar. As fórmulas da renovação política trazem inúmeras possibilidades. Talvez seja difícil falar delas com tantos obstáculos a curto prazo no universo político.

No momento em que escrevo há surpresas, eletricidade, sensação. Só há clima talvez para se discutirem as medidas mais imediatas. O processo de redemocratização no Brasil chegou a um impasse. Precisa de um novo fôlego, algo que, guardadas as proporções, traga de novo as esperanças despertadas pelo fim do longo período ditatorial.

Foi um longo processo de degradação. As últimas bombas que ainda estão espalhadas pelo terreno ainda podem explodir. Mas a explosão de cada uma delas deve ser celebrada.

A corrupção, apesar das recusas da esquerda em reconhecer sua importância, tornou-se o grande obstáculo para o crescimento do país. Não vamos nos livrar totalmente dela. Há um longo caminho para fortalecer a estrutura das leis, desenvolver uma luta no campo cultural — onde as transformações são mais lentas — e sinceramente mostrar às pessoas que é razoável que estejam surpresas com tantas revelações escabrosas. Mas um pouco mais de atenção já teria detectado o escândalo na fonte, nas relações da JBS com o BNDES, na sua ampla influência nas eleições. Até que ponto tanta surpresa seria possível num universo não só com um pouco mais de transparência, mas também com menos ingenuidade?

O tom de prosperidade, crescimento, projeção internacional ajudou a JBS a dourar a pílula, mesma fórmula de Cabral para encobrir seus crimes.

Nos dias anteriores ao escândalo da JBS, a presidente do BNDES ainda achava estranhas as notícias de corrupção no banco e anunciava que iria apurar as irregularidades na gestão anterior.

E falamos delas há anos. Se essa gente insiste tanto em nos infantilizar é porque, ao longo desse tempo, a tática se mostrou eficaz.

A vigilância pode nos libertar dela, embora sempre vá existir um grupo numeroso que vê nas denúncias contra seus líderes uma conspiração diabólica. Esses, entregamos a Deus, sua viagem é basicamente religiosa.(O Globo).
BLOG ORLANDO TAMBOSI