sexta-feira, 19 de janeiro de 2018


Saiba quais são as melhores centrais multimídia do mercado


Marco Antônio Jr. | A TARDE SP

Centrais multimídias já são o opcional mais desejado pelo consumidor, mesmo nas categorias de entrada - Foto: Divulgação
Centrais multimídias já são o opcional mais desejado pelo consumidor, mesmo nas categorias de entrada
Divulgação
Repare nos comerciais de automóveis reproduzidos na televisão ou na internet. Longe dos atributos técnicos, o desenho e itens de tecnologia são destacados primeiro em prol de uma vida confortável a bordo. No segmento dos carros compactos, todas as montadoras oferecem a central multimídia como opcional e ela já é o item mais vendido.
Na hora de escolher o seu próximo carro zero quilômetro ou um usado fabricado mais recentemente, conheça nossa opinião sobre cada um desses equipamentos hoje fundamentais para melhorar a condução do veículo com uma boa dose de entretenimento. Avaliamos os modelos que equipam Volkswagen Polo, Ford Fiesta, Fiat Argo, Toyota Etios, Chevrolet Onix e Renault Kwid, Sandero e Logan (o mesmo equipamento nos três modelos da marca).
Volkswagen Polo

Disponível no novo Polo, a central vem no Connect Pack, que custa R$ 2.600. É a mais elegante e completa, com fácil leitura e uso intuitivo, mas também a mais cara. Tem tela touchscreen de 8 polegadas, GPS, responde aos comandos de voz, tem sensor de aproximação, entrada USB, Bluetooth e conexão com Android Auto, Apple CarPlay e Mirror Link. Up!, Fox e Gol não têm o mesmo sistema, mas usam o Composition Phone, que perdeu o GPS Maps+More e agora tem tela de cinco polegadas com botões, e funciona associado ao Smartphone com aplicativo próprio. Traz a funcionalidade dos mapas offline e tem conexão SD e USB, além de Bluetooth.
Ford New Fiesta

Em 2016 a Ford lançou o SYNC 3, seu novo sistema multimídia que ficou acessível, intuitivo e rápido. Com ele é possível usar o Android Auto e Apple CarPlay (neste o Waze não está disponível), e tem facilidades como o AppLink, que liga para serviço de assistência em caso de emergência. Com tela de 6,5 ou 8 polegadas, o sistema fica destacado do painel nos carros da marca, o que facilita a leitura, mas pode chamar atenção demais. Em 2017 chegou ao Fiesta, que corre atrás do espaço roubado pelo Novo Polo.
Fiat Argo

A central Uconnect 7 do Argo impressiona pela elegância e parece ter vindo de um modelo mais caro. A tela HD touch é compatível com Apple CarPlay e Android Auto, que neste caso permite o uso do Waze, a conexão USB extra e Bluetooth. O preço é de R$ 2.300 e inclui volante multifuncional.
Chevrolet Onix

No carro mais vendido do Brasil, o sistema MyLink 2 impera na maioria dos modelos que saem das concessionárias e vem de série numa versão simplificada, chamada simplesmente de My Link. Fácil de usar, está longe de ser o melhor ou o mais rápido, mas é intuitivo e eficiente. O sistema de assistência OnStar, que é grátis no primeiro ano, permite desde reservar um restaurante a rastrear e bloquear o carro. Vem de série desde a versão LT, tem tela de 7 polegadas, e o MyLink 2 tem conexão com Android Auto e Apple CarPlay, ampliando possibilidades de uso.
Toyota Etios

No compacto da marca japonesa, a central Toyota Play se destaca por ter TV digital, leitor de DVD, Bluetooth e GPS. Não é tão intuitiva e os comandos sensíveis ao toque por vezes travam durante o uso. A portinhola lateral da entrada USB e SD são ponto de atenção e poderia dispensar o compartimento difícil de abrir. Vem de série, mas só a partir da versão XLS.
Renault Kwid, Sandero e Logan

O MediaNav 2.0 justifica seu nome ao ter melhorado com o tempo em relação às primeiras versões. Em poucos toques é possível ajustar qualquer comando em uma tela simples, mas também intuitiva. Tem navegador próprio, entrada USB e Auxiliar e também Bluetooth. Além disso traz recomendações para reduzir o consumo (Eco Coaching) com pontuação.

Novo Honda City chega em fevereiro


Lhays Feliciano
A TARDE
Honda divulga fotos do sedã com visual novo - Foto: Divulgação
Honda divulga fotos do sedã com visual novo
Divulgação
A Honda divulgou as primeiras imagens do novo City. O sedã  será lançado oficialmente em fevereiro e chega ao mercado com mudanças no visual e novos equipamentos.
Entre as novidades estão os novos para-choques, na dianteira e traseira, que trazem linhas mais horizontais e esportivas, grade frontal redesenhada e lanternas com lentes translúcidas nas setas.
Nas versões mais equipadas, o carro terá também faróis e lanternas traseiras em LED e novas rodas de liga leve.
Todos os detalhes do novo Honda City 2018, versões, equipamentos e preços serão anunciados no lançamento.


Defender ganha edição com motor V8


Guilherme Magna | A TARDE SP

A Defender Works V8 é a mais rápida já produzida para um Defender - Foto: Divulgação
A Defender Works V8 é a mais rápida já produzida para um Defender
Divulgação
Em 1948, no Reino Unido, nascia a Land Rover, com a fabricação de um protótipo construído sob o chassi e eixos de um Jeep. O carro foi apelidado de "Centre Steer" (volante central), bastante rústico, característica que se manteve por décadas. Durante a história, a montadora lançou diversos veículos que marcaram época, entre eles o icônico Defender, que ganha uma edição especial em 2018, em comemoração aos 70 anos da marca. Antes de mais nada cumpre-nos informar: a novidade não será vendida no Brasil. O primeiro Defender foi fabricado em 1983 e descontinuado no final de 2015.
Com produção limitada a 150 unidades, a Defender Works V8, presta uma homenagem aos primeiros motores de alta potência que equiparam tanto o Land Rover Série III Stage 1 de 1979, quanto os Defender posteriores, incluindo a edição comemorativa ao 50º aniversário do modelo.
Anunciada hoje na sede da Land Rover no Reino Unido, a Defender Works V8 é a mais rápida já produzida para um Defender, que é um dos precursores dos utilitários esportivos no mundo. O modelo é equipado com motor a gasolina V8 5.0 e 405cv e 52,52 kgfm de torque, desempenho superior às versões padrões, equipadas com motor diesel de 122cv de potência e 36,71 kgfm. O câmbio também é uma outra novidade para o carro; que ganhou transmissão ZF de oito velocidades com modo esportivo.
"É justo que possamos aproveitar todo o potencial do icônico Defender, cuja imagem muito amada, permanece como um sinônimo da marca Land Rover, 70 anos depois de ter sido apresentado ao público pela primeira vez”. Conta Tim Hannig, diretor da Jaguar Land Rover Classic.

O carro está disponível em oito cores exteriores, incluindo duas com acabamento de cetim. Em contraste, o teto, os aros da roda (aro 18”) e a grade dianteira são em preto Santorini. O acabamento das maçanetas, tampa do combustível e letras do capô é feito em alumínio usinado.
Por dentro, a série traz acabamento total em couro Windsor – no painel de instrumentos, nas portas e nos bancos esportivos além de um novo sistema de entretenimento projetado pela Land Rover Classic.
“A ideia de reintroduzir um Defender V8 é algo que discutíamos desde 2014, quando ainda estávamos construindo o Defender em Solihull. Sabíamos que haveria demanda para um Defender mais potente e mais rápido. A autenticidade da Land Rover é o toque final para os clientes mais exigentes que compram as edições de colecionadores do Defender", complementa o executivo.

New Fiesta chama rivais para a briga


Marco Antônio Jr. | A TARDE SP

Com ofensiva do Polo e do Argo, Ford mexe no seu compacto para torná-lo mais competitivo - Foto: Divulgação
Com ofensiva do Polo e do Argo, Ford mexe no seu compacto para torná-lo mais competitivo
Divulgação
Há quase sete anos no País, o New Fiesta já foi o compacto mais moderno do mercado. Dirigibilidade acima da média, suspensão justa e estilo eram (e são) seus pontos fortes. Mas, em um intervalo de três meses, o Ford assistiu a uma forte reação da concorrência após o lançamento de dois produtos novos: Volkswagen Polo e Fiat Argo. Isso sem mencionar a concorrência que se mexeu rápido, como o Peugeot 208 e Citroën C3, sem contar Hyundai HB20 1.6, Chevrolet Onix 1.4, Renault Sandero 1.6 e Toyota Etios 1.5.
Não tem sido fácil a vida do New Fiesta e por isso suas mudanças são bem-vindas, já que a Ford parece mais preocupada em manter o Ka competitivo e investir no EcoSport, que ganha em breve versão 4x4.
Mesmo com o fim da produção do New Fiesta no México e a troca de geração na Europa, o Fiesta nacional ganhou mudanças interessantes, as quais A TARDE dividiu em dois campos, o positivo e o negativo.

Positivo: opte pelo New Fiesta se você busca um carro sempre à mão: é prazeroso dirigi-lo. Suspensão acertada, boa posição de guiar, motor 1.6 que trabalha bem com o câmbio Powershift com mudanças, bom kit multimídia com tela 6,5 polegadas (a ressalva fica pela montagem, vide abaixo) e alterações no design, como a nova dianteira que deixou o carro com aspecto requintado. Moderno, ele tem partida por botão e bancos em couro (versão Titanium), além do ar digital com controle de temperatura e velocidade analógicos. Também é o único do segmento a contar com sete air-bags.
Negativo: o padrão de acabamento do carro poderia ser bem melhor nos detalhes. O ajuste de altura do banco é frágil demais, assim como o resultado final de montagem do kit multimídia, que não combinou com o padrão avançado do painel e parece uma televisão de tubo. Mesmo sem a medida exata de consumo, o motor Sigma 1.6 16v não é dos mais econômicos em percurso urbano. Aliás, ele gira alto e, mesmo sendo cativante, poderia ter um funcionamento mais “manso”. O espaço interno não é dos melhores e levar quatro pessoas de estatura média para passear não será tarefa fácil, coisa que a antiga geração cumpriria numa boa. O porta-malas de 281 litros também não é muito generoso, especialmente ao compararmos com os rivais.

Fiat Argo Drive 1.0: como anda a versão mais barata?


Guilherme Magna e Marco Antonio Jr. | A TARDE SP

O motor é o 1.0 de três cilindros que desenvolve 77cv de potência - Foto: Marco Antonio Jr. | Ag. A TARDE
O motor é o 1.0 de três cilindros que desenvolve 77cv de potência
Marco Antonio Jr. | Ag. A TARDE
O Fiat Argo vive um dilema pessoal: por um lado persegue os 1.0 mais vendidos como o Chevrolet Onix e o Hyundai HB20, que estão há mais tempo no mercado e liderando com folga (Onix que o diga). Já entre os novatos, Volkswagen Polo e o Ford Ka também estão na sua alça de mira. São dois caminhos que o Argo percorre com a vantagem do design, da economia e do custo beneficio sobretudo na versão de entrada. A TARDE Autos testou o modelo mais em conta do Argo, a 1.0 drive, que combina design esportivo com detalhes que incluem calotas sobre pneus aro 14, a ausência de faróis de neblina mas a surpresa do sistema Start-stop e o motor bem calibrado.
Este mês a Fiat seguiu a tendência das outras montadoras e reajustou o preço do Argo em até R$ 1.090, agora o modelo tem o preço de R$ 47.790. Ele é pouco menos de R$ 200 mais barato que o Onix LT e R$ 300 em comparação com o Hyundai HB20 Comfort Plus com kit multimídia e ainda chega melhor equipado. Diante do Polo 1.0 MPi, ele custa R$ 3.000 a menos, e briga de frente com o Ka SE 1.0 no quesito preço, e embora o Ford entregue motor mais potente, é menos interessante no design e no interior.

Veredicto
Em sua categoria, o Fiat Argo Drive é o carro mais completo e de preço mais acessível. A versão Drive conta com vidros elétricos nas quatro portas, travas elétricas e start/stop que desliga e liga o motor em paradas, mas a função pode ser desativada com um apertar de botões no painel central. O volante com direção elétrica tem comandos para o telefone, rádio e ajuste do carro, como por exemplo; modo de direção, volume de avisos e também do controle de velocidade.

Os bancos são montados com o mesmo tecido já visto em outros modelos antigos da Fiat, um pouco mole demais, e o acabamento em plástico duro, normal para uma versão de entrada. Mas o painel é satisfatório em relação a beleza e funcionalidade além da combinação de texturas. Apesar de não ser digital, o ar-condicionado cumpre bem a sua função e é silencioso. O espaço interno do Argo é bom uma pessoa de 1,80m de altura consegue dirigir confortavelmente sem interferir no espaço do passageiro do banco traseiro. No quesito porta-malas, são 281 litros, adequado, mas não é exatamente generoso.
O motor é o 1.0 de três cilindros que desenvolve 77cv de potência (etanol) e 72cv de potência (gasolina). Em nosso teste o consumo na cidade variou de 7.9km/l a 8.5km/l (etanol). O modelo recebeu a classificação A do Inmetro e na prática demonstrou que tem performance satisfatória para um carro 1.0 com 1.105 Kg. O câmbio de cinco marchas tem o mesmo engate visto em outros modelos da Fiat, com alavanca de curso mais longo e um pomo bem destacado. na relação de marchas, o ruído do motor tricilíndrico é perceptível na terceira marcha, mas não incomoda.
No geral, o Fiat Argo Drive , teve um desempenho surpreendente para um carro 1.0, apesar de ter um câmbio manual convencional de cinco marchas, a troca é precisa. Os freios respondem bem ao comando do motorista e a aceleração é forte devido torque de 10.91kgfm aliado ao baixo peso. A central multimídia Uconnect chama atenção por ter uma tela “flutuante”, como a Fiat costuma dizer e uma enorme gama de controles com visual intuitivo. Apesar do aumento de preço, vale a pena um investimento para ser ter um carro de entrada completo.


Proposta bilionária: Real Madrid aposta tudo no ídolo Neymar


O brasileiro teria revelado a amigos que o sonho dele é o Real Madrid, e o PDG da França pode ser apenas uma ponte para mudar o futuro do sua carreira no futebol mundial

Tribuna da Bahia, Salvador
15/01/2018 10:37 | Atualizado há 4 dias, 8 horas e 28 minutos
   


As especulações de que o futuro de Neymar passa pelo Real Madrid seguem movimentando a imprensa espanhola. Segundo o jornalista espanhol Josep Pedrerol, do programa "Chiringuito de Jugones", da TV "Mega", o craque brasileiro teria uma cláusula de 222 milhões de euros (o mesmo valor pago pelo Paris Saint-Germain) que facilitaria sua saída do clube francês para o Real Madrid.
O Real Madrid passa por um período de análise recentemente. Depois de conquistar nada mais nada menos que cinco títulos em 2017, sem pressa, o clube estuda uma mudança de postura na busca por reforços para os próximos anos. O jornal espanhol Marca destaca a diretriz adotada no Real Madrid atual, que tem apostado em jovens talentos para o futuro, como Vinicius Júnior, ainda no Flamengo, mas que exigem cautela. Porém, o resultado das buscas não tem sido satisfatório, sendo James Rodríguez a última estrela de maior destaque, captada pelo clube em 2014. O exemplo para os madrilenhos é o sucesso de Kyllian Mbappé no PSG.
Segundo o diário, o clube considera a necessidade de contratar um craque no mercado, um jogador que chegue para fazer diferença nos aspectos técnico e econômico. De acordo com a publicação desta sexta-feira (12 de janeiro), o time merengue já tem um nome em mente: Neymar. Apesar de nomes como Harry Kane, Eden Hazard ou Timo Werner agradarem, nenhum entusiasma tanto quanto o de Neymar. Pelo camisa 10 da Seleção Brasileira e Paris Saint-Germain, o Real estaria disposto a oferecer a 'bolada' de 400 milhões de euros (R$ 1,5 bilhão), além de 'atingir' o rival Barcelona, clube por onde o brasileiro marcou história.
"Durante o verão, Neymar e seu pai estavam conversando com o PSG e, muito também com o Real Madrid. Ele e seu pai não se atreveram a fazer a mudança diretamente, não se atreveram a fechar com o Real Madrid. E o clube entendia que a "operação ponte" para o PSG era uma boa ideia, para que o atacante acabasse jogando pelo Real Madrid. E o que negociou o Real Madrid com Neymar e seu pai foi introduzir uma cláusula no contrato com o PSG. Se chegar qualquer clube, e pagar os mesmos 222 milhões de euros (pagos pelo PSG), o atacante pode ir para onde quiser. E o clube sabe, está em contato e tem uma mensagem clara de Neymar e sua família: 'Seu sonho é jogar no Real Madrid'. Postou o jornalista espanhol Josep Pedrerol.

Empréstimo: Baianos já começam o ano endividados


Mas o dinheiro rápido e fácil pode gerar dor de cabeça para quem o contrata sem o devido planejamento

Tribuna da Bahia, Salvador
19/01/2018 10:00 | Atualizado há 9 horas e 2 minutos
   
Foto: Romildo de Jesus

Por Jordânia Freitas
O ano mal começou e já tem muito baiano na fila dos bancos e financeiras em busca de crédito. Atraídos por juros mais baixos, parcelas a perder de vista e desconto direto em folha ou na conta, quem é servidor público ou recebe algum tipo de benefício prefere o empréstimo consignado. Mas o dinheiro rápido e fácil pode gerar dor de cabeça para quem o contrata sem o devido planejamento.
Na manhã de ontem, seis pessoas aguardavam ser atendidas na  Help Loja de Crédito, no Comércio, em Salvador. Todas para fazer renovação ou contratação dessa modalidade de empréstimo. Seu Fernando Bispo da Hora, de 61 anos, era uma delas. Mesmo com o nome negativado, ele queria a liberação de R$1,5 mil reais para quitar dívidas.
Essa não foi a primeira vez que o aposentado fez esse tipo de transação financeira. Na Help, assim como em outras financeiras, ter restrições junto aos órgãos de proteção ao crédito não é empecilho para solicitar o crédito consignado. O mesmo não ocorre em grandes bancos.
Com beneficio de aproximadamente R$1,6 mil por mês, Fernando Bispo revelou que só tinha como pagar o empréstimo em 12 vezes, sem comprometer o orçamento doméstico. 
Somente neste mês de janeiro, cerca de 20 clientes são atendidos diariamente na  Help Loja de Crédito para fazer empréstimo consignado. Segundo Jayne Lina Ferreira, supervisora do estabelecimento, homens e mulheres com mais de 50 anos e beneficiários do INSS são os clientes que mais procuram essa linha de crédito. Ela afirma que todos costumam parcelar o débito no prazo máximo: 72 vezes, na folha de pagamento, e 12 vezes na conta bancária.
Regras
O economista, educador financeiro e professor de economia do Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge), Antônio Carvalho, diz que o empréstimo consignado é uma modalidade atrativa por conta da facilidade de acesso. Geralmente é concedido para aposentados, pensionistas e servidores públicos com juros menores que 2% ao mês, taxa considerada baixa no mercado financeiro. Além disso, há bancos estendendo o parcelamento das prestações em até 96 prestações.
Antônio Carvalho ressalta que, por conta da crise financeira, algumas instituições também estão oferecendo esse tipo de empréstimo para empregados de empresas privadas. Mas, nesses casos, os juros praticados são mais altos, girando em torno de 3% e 4%.
Riscos
Na opinião Carvalho, por ser barato e fácil de conseguir, o grande risco do consignado é o acúmulo de vários empréstimos. “Parece que vicia. As pessoas ficam meio dependentes. Fazem o primeiro empréstimo, e resolvem algumas coisas, mas como ele é aparentemente barato e com prestações menores, começam a fazer isso sem critério”, alertou o especialista.
O professor de economia revela que já encontrou pessoas com até oito empréstimos consignados, com prazos longos para pagamento, entre 60 e 96 meses.O somatório das prestações consumia praticamente toda a renda do indivíduo.
Antes de fazer um empréstimo consignado, é preciso avaliar quanto já está comprometido com as despesas fixas e o que sobra para fazer essa dívida de longo prazo. “O valor da parcela tem que caber no orçamento mensal, com sobra. Não pode comprometer todo o orçamento. A pessoa tem que manter uma reserva, porque se tiver qualquer imprevisto ela vai entrar em um processo de endividamento”, completou Antônio Carvalho.
Muitos idosos aposentados e pensionistas fazem empréstimos para familiares e pessoas próximas. Alguns  não conseguem negar o pedido por ainda se sentirem provedores da família. Segundo Carvalho, se for possível negar, esse é o melhor caminho, pois se a dívida não for paga a responsabilidade recairá sobre o idoso. Se não tiver como recusar, o ideal é avaliar se o empréstimo é para algo realmente necessário, como casos de saúde, e se quem está pedindo tem condições de pagar.

Acorrentado e algemado, Sérgio Cabral é levado ao IML


Ex-governador do Rio foi submetido a exames antes de ser transferido para a prisão da Lava Jato em Curitiba

Tribuna da Bahia, Salvador
19/01/2018 15:52 | Atualizado há 3 horas e 8 minutos
   
Foto: Cassiano Rosário/Futura Press

Acorrentado e algemado, o ex-governador do Rio Sérgio Cabral (MDB) foi levado ao Instituto médico-legal (IML) de Curitiba nesta sexta-feira, 19. O emedebista foi submetido a exames antes de ser transferido para o Complexo Médico-Penal, em Pinhais, na região metropolitana da capital paranaense.
Na quinta-feira, 18, os juízes federais Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal, em Curitiba, e Caroline Vieira Figueiredo, da 7ª Vara Federal, do Rio, determinaram a remoção do ex-governador para o presídio no Paraná por causa de regalias na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, no Rio, onde o emedebista estava custodiado. Sérgio Cabral chegou a Curitiba no fim do dia.
Relatório do Ministério Público do Rio apontou luxos e muitas regalias na prisão em Benfica. A 11.ª Promotoria de Investigação Penal fiscalizou o local em 24 de novembro e destacou que na Galeria C, onde ainda estava preso Sérgio Cabral e onde estão outros alvos da Lava Jato havia "linguiças fritas ainda quentes" Os promotores encontraram "alimentos in natura diversos de frutas, como queijos e frios, pó de café, chás e alimentos que necessitavam de preparo com calor dentro da cela".
O Ministério Público do Rio ajuizou ação civil pública por improbidade administrativa contra o ex-governador, o secretário de administração penitenciária, o subsecretário de gestão penitenciária, os diretores e subdiretores de Bangu VIII e da Cadeia Pública de Benfica, unidades prisionais que abrigaram o emedebista, em razão do tratamento diferenciado.
Sérgio Cabral está condenado a 87 anos de prisão na Lava Jato. Deste total, 14 anos e dois meses de reclusão por corrupção e lavagem de dinheiro foram impostos pelo juiz Sérgio Moro.

R$ 30 bilhões para aprovar a Previdência


Planalto vai abrir as torneiras de emendas parlamentares pela votação da proposta

Tribuna da Bahia, Salvador
19/01/2018 10:21 | Atualizado há 8 horas e 37 minutos
   


O Palácio do Planalto vai abrir as torneiras das emendas parlamentares para aprovar a reforma da Previdência antes do fim de fevereiro e consolidar a estratégia de montar uma ampla frente eleitoral com todos os partidos da base aliada. O governo Michel Temer avalia ter um “arsenal” maior do que o usado em votações importantes do ano passado para convencer o Congresso a votar a matéria e aglutinar a base.
Do ano passado, somente em restos a pagar de emendas parlamentares – que podem ser destinadas por deputados federais e senadores a redutos eleitorais – e novas emendas do Orçamento deste ano são mais de R$ 20 bilhões. Somados outros R$ 10 bilhões que o governo estima economizar ainda neste ano caso a reforma da Previdência seja aprovada, e que seriam usados em obras que podem render dividendos eleitorais aos aliados neste ano, o valor do “arsenal” de Temer pode superar R$ 30 bilhões.
Na avaliação do Planalto, a reforma é o que falta para a construção de uma candidatura única de centro e, assim, assegurar a maior parcela de tempo no rádio e na TV e do fundo eleitoral. Nesta quinta-feira (18), o Estado mostrou que Temer vai condicionar a manutenção dos partidos no comando de ministérios ao apoio a um único nome na disputa pela Presidência na tentativa de isolar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o PT.
Temer e seus aliados avaliam que a aprovação da reforma da Previdência deve gerar mais investimentos na economia e, consequentemente, uma sensação de melhora que pode resultar em votos. Além disso, teria um caráter simbólico de coesão dos partidos da base que pode ser levado para a campanha eleitoral.

Além de poder usar os restos a pagar de 2017, o governo tem todo o potencial de liberação de emendas do Orçamento de 2018 para convencer os parlamentares. Nas palavras de um auxiliar de Temer, “ano novo, Orçamento novo”.

DA MENTIRA COM TORCIDA AO ESPLENDOR DA VERDADE


por Percival Puggina. Artigo publicado em

“Todos têm direito à própria opinião, mas não a seus próprios fatos”. Daniel Patrick Moyniham
Em 1980, a jornalista Janet Cooke trabalhava na seção de temas "Semanais" do Washington Post. Para ali ingressar, inflara significativamente seu nível de formação profissional. Nessas condições, escreveu um artigo - "Jimmy's World" - no qual relatou a surpreendente história de um menino de oito anos que se tornara dependente de heroína, levado a tal condição pelo namorado da mãe. A história causou comoção nacional. Enquanto ela "preservava sua fonte" (o caso inteiro era uma invenção narrada com extraordinário talento), as autoridades se empenhavam, inutilmente, em procurar pistas que levassem à criança. Dentro do próprio jornal surgiram dúvidas sobre a veracidade do relato. A direção, porém, bancou a funcionária e sua matéria. Candidatou-a ao cobiçado "Pulitzer Price for feature writting" (textos de especial interesse humano). Eram negros, o menino, o namorado da mãe, a mãe e a jornalista. O principal postulante do prêmio para a autora de Jimmy's World dentro da comissão de seleção era um militante negro, interessado em revelar aos brancos a realidade das drogas na comunidade negra.
Janet Cooke ganhou o mais cobiçado troféu do jornalismo norte-americano, mas foi desmascarada, dias depois, porque a divulgação de seu perfil profissional fez com que a universidade onde obtivera o bacharelado suspeitasse de tudo mais que ela dissera sobre si mesma. E a teia das mentiras foi se rompendo. O Post divulgou o que ficara sabendo, extraiu a confissão da moça, e pediu a retirada do prêmio.
Há mentiras muito mais graves sendo contadas em nosso país. Estão acobertadas pelo direito de mentir conferido aos acusados e são referendadas pela multidão que depende fisiológica, financeira, psicológica, política e ideologicamente de que elas sejam acolhidas e se propaguem. São mentiras tão relevantes que poderiam ser classificadas como institucionais. Determinam fatos políticos. Geram enorme círculo de conexões cuja ruptura põe em riscos sistemas e esquemas. Estimulam uma densa solidariedade que, primeiro, sai a pichar muros e colar cartazes e, depois, atiçada a adrenalina, passa a prometer fogo e fúria.
Poderia estar relatando qualquer item de um verdadeiro catálogo de mentiras envolvendo a corrupção do ambiente político em nosso país. E isso, certamente, não surpreenderá o leitor. Nenhum corrupto desses de mala de dinheiro, conta na Suíça, offshore no Caribe, chegou a tal estágio sem, antes, ter sido um competente mentiroso. E a mentira, à qual damos tão pouco valor, é gravíssima forma de degradação moral por corromper esse bem precioso que é a verdade.
A infame corrente de males desencadeada pela mentira é bem mais sinistra do que se possa depreender da simbologia infantil representada por Pinóquio. Ela se agrava com os reforços retóricos construídos mediante sofismas (que corrompem a razão) e com calúnias e difamações que lançam sobre a honra alheia as indignidades do mentiroso.

Felizmente, a exemplo do que aconteceu com a senhora Janet Cooke, o que se esconde na penumbra das conspirações um dia chega às manchetes e a verdade vem à tona. E não como flutuante achado lúgubre de filme de terror, mas esplendente como um anjo dourado no alto de seu campanário.

_______________________________
* Percival Puggina (73), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A tomada do Brasil. integrante do grupo Pensar+.

Jovem brasileira largou faculdade e fatura R$ 26 mil por frete como caminhoneira nos EUA


BLOG DO CAMINHONEIRO

Já pensou em pegar um carro e sair dirigindo por estradas brasileiras? E se o veículo fosse um caminhão ou uma carreta? E se tudo isso acontecesse nos Estados Unidos, e a trabalho? A mineira Patrícia Romeiro, 41, deixou a faculdade no Brasil e foi morar nos EUA, onde vive há 22 anos, 16 deles como caminhoneira.
Patrícia foi parar na estrada por influência do irmão. Hoje, é dona do próprio negócio (a transportadora P & P Trucking Inc.), faz fretes na costa leste do país e chega a faturar até US$ 8.000 (R$ 25,7 mil) por viagem. Ainda assim, diz que tem medo de passar em pontes, por causa da grandiosidade das obras. “Mas passo em várias todos os dias, com medo mesmo.”
“Já ouviu falar na Chesapeake Bay Bridge-Tunnel? Passa debaixo do mar. Lá dá medo passar à noite”, relata. A ponte fica no Estado de Virgínia e tem 37 quilômetros de extensão, incluindo dois túneis sob o mar, de 1.600 metros cada.
Ela diz já ter conhecido 41 Estados norte-americanos. Seu hobby na estrada é fotografar os lugares por onde passa. Atualmente, trabalha entre Massachusetts e os Estados da Flórida e do Texas. Percorre 715 milhas (1.150 quilômetros) por dia, em média. Ela faz o transporte de carga fria: leva peixe congelado, e volta com frutas e verduras.
“Ter empresa é trabalhar para si próprio. Não tem coisa melhor para dirigir aqui. Não vejo problema por ser mulher na estrada. Tem que amar o que faz”.
Fez faxina e lavou pratos
Em 1996, aos 19 anos, Patrícia largou a faculdade de ciências contábeis, saiu de sua terra natal, Engenheiro Caldas (MG), e foi para a cidade de New London (Estado de Connecticut), nos EUA.
“Assim que cheguei fui fazer limpeza no supermercado Stop & Shop à noite com meu irmão Eduardo, que era gerente de limpeza. Depois de um ano, fomos trabalhar no restaurante Charley’s Eating & Drinking Saloon. Ele cozinhava e eu lavava pratos.”
Eduardo, 48, saiu da empresa para trabalhar como caminhoneiro. Patrícia continuou a lavar pratos e aprendeu a cozinhar. No final de 2000, mudou-se para a cidade de Framingham (Estado de Massachusetts) e foi subchefe de cozinha por um ano.
Patrícia tirou sua carteira de motorista em 2002, com habilitação para dirigir caminhões e carretas, entre outros veículos. Foi contratada por uma empresa local como motorista. “Dirigia uma carreta-caçamba, puxando areia”, diz ela. Ficou até 2006.
Por influência do irmão, Eduardo, foi para a estrada trabalhar com fretes para a Califórnia –de Massachusetts até a Califórnia são 3.300 milhas (5.310 quilômetros).
“Ele me colocou no seu caminhão e disse assim: ‘Vamos ver se você dá conta’. E é claro que eu dei. Fui aos trancos e barrancos, mas fui”, diz Patrícia Romeiro.
Um ano depois, comprou seu primeiro caminhão: um Freightliner 2007. Hoje, tem um Freightliner Classic 2004, equipado com duas camas, geladeira e micro-ondas.
Patrícia entrou nos EUA com visto de turista, ficou ilegal por um tempo, até se casar com um norte-americano e obter o Green Card (visto de residência permanente nos EUA). Ficou casada por nove anos. Hoje, é cidadã americana e tem um filho de 17 anos.
Jornada estressante
De acordo com os dados mais recentes da American Trucking Association (ATA), há 7,4 milhões empregos relacionados ao transporte rodoviário nos EUA, excluindo os trabalhadores por conta própria. Cerca de 3,5 milhões de pessoas são motoristas de caminhão, mas não há informação sobre o número de mulheres dirigindo.
Para começar o próprio negócio, Patrícia investiu US$ 40 mil (cerca de R$ 128 mil), entre compra da carreta, seguro, registros, documentação e taxas.
O preço de um frete nos EUA, segundo Patrícia, varia muito e depende do trajeto, da época do ano e da carga a ser transportada, por exemplo. Por uma viagem de ida e volta de Massachusetts até o Texas, por exemplo, ela fatura US$ 8.000 (R$ 25,7 mil), em média, sem descontar as despesas e o combustível. Ela não revela quantos fretes faz por mês, nem o faturamento e o lucro médio.
Ela diz, no entanto, a jornada de um caminhoneiro nos EUA é bem estressante, por causa da “regra das 14 horas”: um caminhoneiro pode dirigir por até 11 horas e ficar três horas parado (para abastecer ou pequenas paradas), totalizando 14 horas. Depois, precisa fazer uma pausa obrigatória de dez horas.
“Se você fica preso no trânsito dos grandes centros urbanos ou descarregando por muito tempo numa empresa, por exemplo, suas horas estão indo embora. Se atingir o limite permitido, você tem que ficar parado onde está. Ficamos o tempo todo vigiando o relógio”, relata. Desde dezembro de 2017, o controle das horas trabalhadas tem sido maior.
Patrícia diz que não tem medo de ser substituída pelos caminhões autônomos, que não têm motorista. “O que adianta um caminhão ir sozinho, se precisa do motorista para abastecer, para passar em balanças? Enfim, acho impossível.”
Fonte: UOL

Roubo de carga no Rio bate recorde com mais de 10 mil ocorrências em 2017


BLOG DO CAMINHONEIRO

O roubo de carga no estado do Rio de Janeiro bateu recorde no ano passado, com aumento de 7,3%, passando de 9.874 ocorrências em 2016 para 10.599 em 2017, média de 29 casos por dia. Na capital, foram registradas 5.371 ocorrências; na Baixada Fluminense, 3.167; em Niterói e São Gonçalo, 1.586, e no interior do estado, 475. Os dados foram divulgados hoje (18) pelo Instituto de Segurança Pública (ISP).
Em nota, a Secretaria Estadual de Segurança Pública informa que criou o Grupo Integrado de Enfrentamento ao Roubo de Cargas, com a participação das forças de segurança do estado e da União, para combater esse tipo de crime.
Para a Secretaria, a integração das forças foi um dos fatores que possibilitaram a redução dessa modalidade criminosa desde setembro. “No mês de dezembro de 2017, houve uma redução de 13,2% no roubo de cargas no estado do Rio em comparação ao mesmo mês de 2016. É o quarto mês consecutivo que o indicador ficou abaixo do registrado em setembro, outubro, novembro e dezembro de 2016”, diz a nota.
O superintendente substituto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Rio, Rafael Alvim, lembrou que o roubo de carga é uma das frentes da Operação Égide, realizada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública para conter a chegada de armas, drogas e contrabando ao país.
“A gente vem monitorando os indicadores junto ao ISP e tenta readequar o policiamento. É uma preocupação da Polícia Rodoviária Federal, e a gente vem trabalhando mês a mês para tentar mitigar esse problema”, disse Alvim.
Pare ele, esse número elevado de roubo de carga pode ser atribuído à falta de conscientização da população ao consumir produto roubado. “Enquanto esse tipo de comportamento não for penalizado, o cidadão que sabe que a carga é de origem ilegal e quer se aproveitar do preço mais barato, fica difícil só as polícias combaterem esse tipo de problema”.
Na avaliação do diretor de Segurança do Sindicato de Empresas de Transporte Rodoviário e Logística do Rio de Janeiro (Sindicarga), coronel Venâncio Moura, a situação continua caótica, mas há uma expectativa no setor de que os índices se reduzam este ano. “A boa notícia é que o número de roubos está estabilizando”, disse Moura. “Trinta por cento das empresas já não têm seguro [para a carga] no Rio, ou pelo seguro estar muito caro por causa dos roubos ou porque a própria seguradora não quer mais renovar a apólice para o estado do Rio”.
Fonte: Agência Brasil

Iveco assume a liderança do Rally Dakar 2018


PORTAL O CARRETEIRO
Pela oitava vez no pódio, o argentino Federico Villagra, piloto da Iveco no Rally Dakar, assumiu a liderança do campeonato.
A  façanha ocorreu ao término da 11ª etapa, realizada nesta quarta-feira (17/1), durante a passagem pelas dunas de Chilecito, na Argentina.
Faltando três etapas para o final do Rally Dakar 2018, as equipes seguem de Chilecito para San Juan, onde será disputado o trajeto mais longo da corrida, com 522 quilômetros. Veja como está a classificação geral do rali:
Classificação Geral – Rally Dakar 2018
1. FEDERICO VILLAGRA (IVECO) 39h49m27s
2. Eduard Nikolaev (Kamaz) + 1m07s
3. Siarhei Viazovich (Maz) + 3h22m22s
4. Airat Mardeev (Kamaz) + 4h55m00s
5. ARTUR ARDAVICHUS (IVECO) + 5h43m39s
6. TON VAN GENUGTEN (IVECO) + 5h46m08s 

Punitivismo, impunidade e impostura.


O promotor Leonardo Giardin de Souza (via Blog do Puggina) dá uma boa chicotada nos míopes causídicos movidos por ideologia. Não, o direto não é achado na rua, parvos:


O grande Percival Puggina, em recente publicação (1), trouxe à colação alguns excertos ilustrativos do pensamento da corrente ideológica hegemônica no Brasil em matéria de criminologia, direito penal e segurança pública. Alguns dos soi disant arautos da “tolerância”, da “democracia” e da “liberdade” foram acolherados em um único artigo, com o perceptível objetivo de que seu discurso de proveta, uniformizado e reproduzido em intermináveis operações de clonagem, adquirisse a aparência externa de um consenso dogmático revestido da mais absoluta cientificidade, fruto de sincera busca dialética da verdade, liberto de quaisquer ranços ideológicos. Malgrado, no entanto, esse verniz “científico”, a “disposição” para o debate desses “tolerantes” denuncia-se no título autoexplicativo do artigo: “A sanha punitivista e/ou a boçalidade do discurso da impunidade” (2).

Quem quer que leia o texto, assinado por Leonardo Yarochewsky, será imediatamente tomado pela sensação de que alguém está substituindo realidade por discurso: ou há uma “sanha punitivista” irracional e despropositada, movida por um mórbido e um tanto sádico “desejo” de jogar pobres e desvalidos em calabouços, ou tenta-se soterrar a realidade sob um sem-número de palavras-gatilho, clichês e chavões, a fim de gerar uma confusão dos demônios, desqualificar os pensadores antagonistas e desviar o foco do coitado do assunto.

Com acuidade e finíssima ironia, o professor Puggina limitou-se a transcrever, para nosso “deleite”, alguns cacos desse latão pseudocientífico banhado no ouro de tolo de títulos acadêmicos. Permite, assim, que o leitor julgue por si o conteúdo. Entretanto, permito-me tecer algumas considerações sobre o material generosamente trazido pelo brilhante escritor gaúcho ao conhecimento do público em geral. Evito, desse modo, ser confundido com os que, olimpicamente, passam ao largo do pensamento alheio, substituindo-o convenientemente por rótulos e etiquetas, calculados para inibir o incauto leitor de travar qualquer tipo de contato substancial com o que querem proibir.

Em sua compilação, Yarochewsky, advogado criminalista e doutor em Ciências Penais, “denuncia” algo que nomeia “criminologia midiática”. Para ele, o “discurso” da impunidade contribui “para o avanço do Estado autoritário e para a cólera do punitivismo”, o que geraria uma “tendência” à proposição de leis “com viés autoritário, conservador e reacionário.” Yarochewski, confiante no impacto a ser causado por conta do costume arraigado no nosso mainstream de torcer o nariz para o termo “conservador”, coloca o maltratado epíteto convenientemente ao lado de termos aterrorizantes como “reacionário” e “autoritário”.

Na monumental obra “A Corrupção da Inteligência”, Flávio Gordon explica - por meio de uma analogia com o conceito de “marcação” da linguística estrutural - como a classe falante brasileira “normaliza” sua própria visão sobre determinados assuntos, dando ares de logos dogmático a perspectivas francamente minoritárias em comparação com o que pensa o cidadão comum. Este, sem meios de expressar coletivamente seu pensamento, acaba por sentir-se um fragmento “anormal” que boia caoticamente em um oceano de unanimidade. Os pontos de vista “não marcados” são o “padrão”, referenciados de forma neutra, e os pontos de vista “marcados” passam por específicos e parciais. Eis o estratagema utilizado por Yarochewsky: “marcar” quem não comunga de seu ideário como “conservador”, “autoritário”, “reacionário”, “punitivista” e “colérico” para, em seguida, valer-se de um velho e surrado clichê, dado como pressuposto científico indiscutível: a prisão se destina aos “criminalizados” por um “processo de estigmatização, segundo a ideologia e o sistema dominante”. Reverbera o discurso pueril da criminologia crítica marxista - todo ele baseado em inversão de causa e efeito e sua confusão com condições e influências.

Yarochewski cita Ricardo Genelhú, que, brandindo o título de pós-doutor em Criminologia, afirma que “o discurso contra a impunidade tem servido de motivo para uma suposta restauração da ‘segurança social’”, mas não passa de “desculpa para a perseguição ao “outro” (...) com seu ensaio neurótico promovido por pessoas com onipotência de pensamento”, servindo mais “para ‘justificar’, ‘ratificar’ ou ‘manter’ a exclusão dos ‘invisíveis sociais’, tragicamente culpados e, por isso, incluídos por aproximação com os ‘inimigos’ (parecença), do que para demonstrar a falibilidade seletiva e estrutural do sistema penal antes e depois que um ‘crime’ é praticado, ou enquanto se mantiver uma reserva delacional publicizante, seja porque inafetadora do cotidiano privado, seja porque indespertadora da cobiça midiática." A primeira ideia que me veio à mente ao travar contato com esse estilo intragável, pedante e de pouca inteligibilidade ao vulgo, foi o indefectível diagnóstico de Roger Scruton, para quem “o jargão afetado e sem sentido é muito mais eficaz na propagação das opiniões de esquerda e progressistas do que os argumentos bem fundamentados”, em razão de que “quando afirmadas explicitamente, expõem-se à ameaça de refutação, algo a que elas nem sempre sobrevivem”(3) . Quando ao jargão afetado une-se o manjadíssimo truque “xingue-o do que você é, acuse-o do que você faz”, a coisa assume ares de escandaloso golpe contra o debate racional. É até ofensiva a desfaçatez de alguém que, arrogando-se a condição de dono da verdade e demonstrando verdadeiro horror à divergência, aponte no outro, e não em si, “neurose” e “onipotência de pensamento”. Acresce-se a isso a audácia de falar em “perseguição ao outro”, embutida em um sujeito que demite o delinquente de sua própria condição humana, ao negar-lhe capacidade decisória fundada na autoconsciência e na liberdade individual. Ao mesmo tempo, objetifica a vítima como instrumento de busca de bens materiais pelo “excluído social” que ele mesmo, ao fingir defender, despersonaliza e equipara a um animal que age movido apenas por instintos e reflexos condicionados. Dividir o mundo entre “nós” e “eles”, prática indissociável dos intelectuais marxistas, implica assumir a visão de um mundo de objetos, sem sujeitos, cuja consequência necessária é falta generalizada de empatia com o próximo. Eis o perfil real de certos intelectuais que denunciam atentados à “outridade”, e que, quando convém, utilizam a palavra crime entre aspas.

Yarochewski prossegue invocando Salo de Carvalho, advogado e professor, que diz haver um “sintoma contemporâneo” que denomina “vontade de punir”. Nada pode ser mais projetivo: ao medir o outro com sua própria régua, o citado jurista não faz nada além de criar um espantalho com quem brigar, de pronto decalcando-lhe na testa o oposto de seu ideário laxista (a vontade férrea de não punir bandidos que não respeitam nenhuma “outridade”). Por meio dessa variante da cosmovisão “nós x eles”, retira providencialmente o debate do campo da discussão sobre a necessidade de punição para a seara da voluntariedade. Note-se que é exatamente essa a condição mental na qual surge a decisão de cometer um crime. Carvalho parece identificar-se com esse voluntarismo, para o qual quer atrair, na base de um tu quoque invertido, os que defendem resposta adequada e proporcional à conduta de um malfeitor. Essa postura intelectual abre campo a uma discussão que resultará inexoravelmente na escolha do tipo de arbítrio que deve prevalecer. Daí porque o próprio Salo nos impõe um dilema, sem notá-lo, entre dois tipos de arbítrio: o da “democracia substancial” (marcação “neutra” ou com aparência científica), que blinda a decisão de delinquir sob uma carapaça causal-determinista, ou o “das macropolíticas punitivistas (populismo punitivo), dos movimentos políticos-criminais encarceradores (lei e ordem e tolerância zero) e das teorias criminológicas neoconservadoras”, marcados com rótulos de intenção de significado infamante, que nem de longe refletem o apelo à justa retribuição que embasa o pensamento “analisado”.

Por fim, Marildo Menegat, pós-doutor em Filosofia, sob aplausos efusivos de Gramsci e Alinsky desde algum círculo profundo do inferno, clama pela “politização” do debate, “o único caminho para pôr termo, quem sabe aos martírios e sacrifícios desde sempre praticados” pela “espécie” humana. Não se sabe em que sentido a politização da potência de fazer o mal poderia servir para corrigir essa tara inata dos indivíduos humanos, que se atualiza pari passu com seu tratamento “politizado”. Mas por que não buscar reduzir os “martírios e sacrifícios” provocados por tantos criminosos “empoderados” pelo discurso justificador e pela cultura da bandidolatria, de cuja conduta resulta o sacrifício de 60.000 brasileiros por ano? Pois, alheio a isso, Menegat propõe que “é hora de nos entregarmos à realização da liberdade e, para isso, o fim das prisões torna-se imperativo”, sem esclarecer a liberdade de quem seria “realizada” com o fim das prisões e a consequente libertação de toda sorte de assassinos, assaltantes, traficantes e estupradores. No entanto, há algo a comemorar no discurso, que encerra, com chave de ouro, o trailer do inferno coletado com luvas de laboratorista pelo mestre Puggina: a confissão espontânea, compartilhada pelos desencarceramentistas, da mais descarada apologia do abolicionismo penal. É evidente que convém a esse grupo ideológico travestido de científico, em sua “sanha” laxista e seu abolicionismo “colérico”, que as prisões sejam lugares cada vez mais inabitáveis, para que possam berrar neuroticamente, aos quatro ventos, a “falência” do sistema e exigir de modo autoritário sua extinção. Quando um porta-voz dessa ideologia afirma que o sistema carcerário “faliu”, é algo como Caim avisar candidamente que Abel “morreu”.

Para esses intelectuais orgânicos, apontar racionalmente a necessidade de uma punição adequada aos crimes cometidos voluntariamente por agentes individuais - abordando do ponto de vista empírico a chaga da impunidade - torna-se, num grotesco truque de mágica, “desejo” de punição, “cólera” e “sanha” persecutórias, “neurose” e delírio de onipotência. Exclui-se da esfera do pensamento racional a argumentação do oponente de ideias para jogá-la indevidamente na seara da psicopatologia. Sobre isso, diria Pirandello: ma non è uma cosa seria! Nesse campo, quanto mais a vítima da artimanha maliciosa se defende, mais louca parece aos desavisados. Ante tamanho grau de impostura com verniz de pseudociência, só resta render-me à “metodologia” desses doutos ilusionistas e desmascará-los: “é golpe!”.

Sempre desconfiei que esses senhores julgassem idiotas todos os demais membros da humanidade, à exceção dos iniciados nos ritos de sua igrejinha acadêmica. Mas não imaginava que fizessem tão pouco da inteligência alheia, ignorando ao mesmo tempo a catastrófica situação de sua própria. Esse paradoxo é muito bem observado e descrito por Flávio Gordon, para quem esses intelectuais são as primeiras vítimas do fenômeno que ele denomina, em seu extraordinário livro homônimo, “a corrupção da inteligência”, espécie de corrupção não criminalizável porque não se refere a um fenômeno causal, mas é fruto de uma alteração substancial do ser que afeta de forma trágica o intelecto e a personalidade do agente-vítima. Quem quer que pretenda nunca mais entender coisa alguma, que ingresse resoluto nessa prisão mental e jogue a chave fora, como fazem esses homens. Sendo essa uma decisão livre, de nada adianta buscar culpados que não sejam as próprias vítimas desse longo e doloroso processo de suicídio intelectual.

Essas observações aparentemente irreverentes não constituem de maneira alguma insultos ou adjetivações gratuitas. Busca-se uma descrição que só adquire contornos ácidos justamente por respeitar o objeto, descrevendo-o com fidelidade. Vimos que esses intelectuais ousam sugerir, senão afirmar, que impunidade não existe neste paraíso perdido. Não passaria de um “discurso midiático” forjado para gerar “autoritarismo” e “criminalizar” os “excluídos”. É perceptível que, não dispondo de meios racionais para refutar uma realidade indesmentível e brigar com os fatos (4), somente resta-lhes um apelo emotivo: imputar intenções malignas e soturnas, temperadas de estupidez e ignorância, àqueles que ousam descrever o que qualquer um vê com os olhos da cara. Arrogam-se a condição de defensores de uma humanidade que só amam em abstrato. A impunidade real cuja ostensividade e feiúra estampada em seus frutos cotidianos é insuportável à visão daqueles que se comportam ao modo avestruz, deve ser, juntamente com a humanidade de carne e osso que sofre com a criminalidade, convenientemente posta de lado e excluída do debate. Em seu lugar, entra em cena uma “impunidade” prêt-a-porter, mistificada, retórica e evanescente, moldada como espantalho para uso dos “defensores” de um humanismo sem humanidade, abstrato, insípido, inodoro, incolor e sem sangue. Assim, esperam tornar politicamente incorreto o uso da própria palavra “impunidade” e estigmatizar quem dela se vale como instrumento de descrição dos fatos.

É preciso estar demasiado fora da realidade para crer haver “punitivistas encolerizados” à mancheia, como lobos perseguidores, prontos a devorar pobres cordeirinhos marginalizados (5) pela sociedade e empurrados inexoravelmente para a criminalidade por culpa de entidades etéreas como “capitalismo tardio” e “sistema burguês”. De fato, parafraseando o professor Percival Puggina, a imagem do restante da biblioteca deve ser imprópria para menores, e aqueles que sustentam nossas universidades com o suor do próprio rosto, na vã ilusão de estar investindo em conhecimento e ensino “superior”, devem atentar para esse tipo de conteúdo nefasto e imbecilizante, a ser neutralizado não mediante censura, mas pela persistente exposição dessas ideias, por si aptas a causar repulsa, e pela contínua análise crítica desse pensamento destrutivo. Somente assim serão criados anticorpos intelectuais para defesa de mentes incautas, expostas ao fluxo torrencial desse ideário maligno nas artes, nos meios de comunicação e nos ambientes acadêmicos.
(1) http://www.puggina.org/artigo/puggina/conheca-o-pensamento-dos-defensores-da-impuni/10951
(2) http://emporiododireito.com.br/backup/a-sanha-punitivista-eou-a-bocalidade-do-discurso-da-impunidade-por-leonardo-isaac-yarochewsky/
(3) ROGER SCRUTON, “Uma Filosofia Política: Argumentos para o Conservadorismo”. É Realizações, p. 137.
(4) Vivemos em um país cujos níveis de elucidação de homicídios atinge até 8% (ainda assim superior à taxa de esclarecimento dos crimes em geral), que registra mais de 1.700.000 roubos por ano (dos quais um Estado como o Rio de Janeiro consegue apurar menos de dois por cento dos autores), em que há cerca de 700.000 mandados de prisão em aberto (o número de foragidos supera o de encarcerados em nosso país “autoritário”), e onde a punição efetivamente aplicada dilui-se em progressões de regime carcerário cuja velocidade é turbinada com remições, “prisões” domiciliares, monitoramento eletrônico, fugas etc.
(5) Uma dessas “vítimas do sistema” é o hoje “jurista” Marcinho VP, líder da facção criminosa Comando Vermelho. Recentemente, VP anunciou que irá lançar um livro sobre o que entende por “direito penal do inimigo”, que muito bem poderia ser prefaciado por qualquer um dos doutos aqui citados: as ideias defendidas pelo novel “doutrinador”, atualmente hóspede da Penitenciária Federal de Mossoró, RN, muito se assemelham aos excertos analisados no presente texto.
 
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Primeiro, estranha-se; depois, estranha-se.


Ah, se os companheiros Deltan Dallagnol e Carlos Fernando conhecessem o twitter na época em que Lula e Dilma desgovernavam! Texto de Valentina de Botas, via Augusto Nunes:


A Suécia não tem graça. Coisa modorrenta assolada por paisagens de quebra-cabeças com castelos e lagos; mesmice iluminada por Ingrid, dirigida pelo grande Ingmar e musicada pelo ABBA (com uma das dicções mais perfeitas do inglês); sem-gracice de um país sem sol onde o sol nasce para todos; aquele tédio de nações sem corrupção, sem selvageria urbana, sem balas perdidas encontradas em corpos de inocentes, sem analfabetos nem desdentados. Acabo de ler “Um País Sem Excelências e Mordomias” (Geração Editorial, 336 páginas, 2014), da jornalista brasileira Claudia Wallin, que mora lá há um tempão. O livro é consistente e, para analisar a robustez da democracia e da cidadania na belíssima Suécia, faz uma retrospectiva sobre a passagem do poder da monarquia para a sociedade na figura do parlamento. Há pouco mais de 100 anos, o país era tão animado quanto o Brasil, sem sol nascendo para todos e nem cantava “The Winner Takes it All”, mas compensava tudo com a corrupção generalizada, baixa educação da população e alta criminalidade, o que a tornava um dos países mais atrasados da Europa.

Os suecos são gente como a gente; mas, sem a desgraça de contar com um salvador Lula da Silva para tirar da miséria sua população e ainda transformá-la quase inteiramente “nazelite” de olho azul abrigada numa das democracias mais aborrecidamente sólidas do mundo, tiveram de apelar. Assim, a soteriologia sueca apostou em educação e pesquisa, em princípios econômicos liberais, na aplicação das leis segundo elas mesmas, no aperfeiçoamento de suas instituições com uma cultura que desestimula privilégios de tal forma que políticos e magistrados usam transporte público ou os próprios carros sem auxílio-gasolina. O Estado concede imóveis funcionais, mas apenas para o ocupante do cargo público; se ele trouxer o cônjuge, este tem de pagar a metade correspondente ao valor de mercado do aluguel.

Mas quem pensa que o Brasil não tem jeito não sabe que isso aqui está assim “ó” de brasileiros, gente que não desiste nunca: o salvador Lula não deu certo? Pois há viveiros de heróis no Judiciário, no Ministério Público, no showbiss e até na política sob medida para nosso puerilismo patológico. Agora mesmo, depois de quieto enquanto o Brasil padecia sob vexames como Aloizio Mercadante que, no Ministério da Educação, ensinava que museu nada tem a ver com educação, o Judiciário descobre que pessoas “sem currículo compatível com a tarefa” não podem ser ministros. Piadas cansadas simulando análises sobre Temer insistir na prerrogativa de errar, ainda que erre em favor do bem maior que é a reforma da previdência, não enxergam e/ou omitem a marcha insana do Judiciário em decidir que Temer não governará enquanto a reforma da previdência estiver no horizonte. Ela também motiva a liminar contra a privatização da Eletrobras, concedida para desgastar o governo. A pátria dos nacionalistas-corporativistas não é o Brasil, mas a privilegiatura camuflada num discurso mofado de nacionalismo politiqueiro. Críticos a isso são promovidos a defensores-de-bandido, anticristos legalistas. Estes, os argumentos mais maduros. Os demais, arremessados por seguidores das igrejinhas erguidas por radicaloides à direita e à esquerda para serem glorificados, xingam e tentam intimidar.

Ah, se os companheiros Deltan Dallagnol e Carlos Fernando conhecessem o Twitter naquela época em que deixavam Lula e Dilma desgovernarem! Mas salvadores estão na hora e no lugar certo que eles escolhem, assim o impeachment de Dilma levou os procuradores foratemeristas a matar o empregão para nos atualizar, via redessociolândia, sobre os crimes de toda essa gente que sucedeu a súcia-salvadora e que tenta destruir a Lava Jato, ao passo que a própria, estranhamente, não incomoda a mãe de Pasadena e mantém solto o criador do petrolão que, em troca, atacam a Justiça. Enquanto os procuradores silenciam sobre a escalada dos ataques ao juiz Moro e aos desembargadores do TRF-4, o procurador-tuiteiro Helio Telho adicionou ao berreiro contra a reforma da previdência o vídeo em que Gilmar Mendes é hostilizado em Portugal. Porque uma coisa é atacar Moro e outra completamente idêntica é atacar Mendes: o silêncio e o barulho estranhos dos procuradores e os ataques aos dois magistrados aviltam o estado de direito democrático. Em países estranhos, muita gente acha que ele só serve para proteger bandidos, quando, na verdade, estes são protegidos se ele for extinto.

Mendes é execrado por juízes/MPF em razão do anticorporativismo que reafirmou numa entrevista ao site CONJUR explicando a inconstitucionalidade da liminar de 2014 do ministro Fux que concedeu auxílio-moradia a juízes e procuradores mesmo que tenham residência própria e trabalhem onde residem. Nessa nova hemorragia, o orvalho sangrante da privilegiatura já drenou quase R$ 5 bilhões que o Brasil não tem. Se as decisões de Moro e Mendes fossem explicadas por jornalistas e demais formadores de opinião, os ataques talvez se diluíssem, dando uma chance à racionalidade; perigo afastado cotidianamente. De todo modo, o senso de justiça ─ com toda sua carga de subjetividade ─ não se satisfaz com esclarecimentos técnicos, isso é natural, e é um direito de todo cidadão não gostar de decisões jurídicas e pressionar juízes (que devem cumprir sua obrigação de não ceder); bom seria fazê-lo com civilidade, mas nem o que houve com Mendes em Lisboa nem o que os petistas fazem contra Moro é positivo.

Lula permaneceu livre pelas “medidas menos gravosas” do juiz Moro que, quando o condenou, admitiu ser cabível a prisão preventiva; entretanto, para “evitar traumas decorrentes da prisão de um ex-presidente”, preferiu deixá-lo solto. “Certos traumas” é figura jurídica inexistente que adensou a aura de intocável de Lula e nutriu a insânia de sua grei fanática. Falo com todo o respeito a Moro, que já fez um trabalho admirável pelo bem do Brasil, mas falo também com a frustração de uma brasileira que sonha com o sol e a lei nascendo para todos neste país que a gente primeiro estranha e, depois, estranha: quem, no lugar de Lula, ainda estaria solto? Não reduzo Moro a herói, eu o vejo como um homem íntegro passível de erros como qualquer pessoa. E acho que ele errou nesse estranho xadrez que poupa o rei. Também Mendes erra quando, por exemplo, não se declara impedido em determinados casos, mas acerta quando não cede à ideia absurda de que juiz tem de ser um fofo que ouve as ruas. Tem nada! Não por soberba, mas porque Thomas Hobbes merece uma chance mesmo num país estranho.

“Currículo incompatível com a tarefa” não está na lei, mas a isso se dá um jeito no país do jeitinho. A nação do futuro roubado por Lula que continuará solto não perde tempo com leis e isolou o mal: a fábrica de habeas corpus cujos críticos não conseguem demonstrar quais dispositivos legais viola. Desnecessário: se não foi o Ministro Barroso quem soltou ─ né, Pizzolato? ─, está errado. Ademais, aonde chegaremos com essa frescura de leis? Em 100 anos, talvez à Escandinávia, aquela sem-gracice. Nada disso, a ideia é limpar o Brasil, a Suécia levou tanto tempo porque não tem Twitter nem o jeitinho brasileiro.

Não compreendo o Brasil que, ansiando pelo novo e por limpeza, atrela-se a duas versões do atraso sujas de primitivismo e que repelem reformas; uma é o pai do petrolão; a outra, um mito radicaloide só visível em tempos desoladores. Antes de chegarmos a outubro, todos os oráculos juram que nossos salvadores dão expediente no TRF-4. Com salários de até R$270 mil, segundo dados oficiais, não querem nem ouvir falar em reformar a previdência. Tem salvação um país que sustenta salvadores a esse preço?
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Hitler também tinha "compromisso", FHC!


Raramente publico textos de Rodrigo Constantino (não porque costume discordar, até pelo contrário), mas este que reproduzo agora diz tudo. Penso o mesmo sobre FHC, que já deveria ter vestido pijama:


Fernando Henrique Cardoso é, sempre foi e pelo visto sempre será um esquerdista. Ninguém pode ter dúvidas, hoje, de que ele sentiu orgulho de repassar a faixa presidencial para seu antigo camarada de ideologia, Luís Inácio Lula da Silva. Em que pesem acertos em sua gestão, quando foi forçado a ceder espaço ao liberalismo, eis a essência de FHC: um sociólogo marxista.

O fato de alguém com esse perfil ser considerado, pela mídia nacional, um representante da “direita brasileira” ou do “neoliberalismo” apenas comprova como vivemos numa hegemonia esquerdista. Preocupado com a “onda conservadora”, mais do que com a possiblidade de volta do PT ao poder, FHC tem se radicalizado cada vez mais, saído em defesa da esquerda, até mesmo de Lula. Pelo visto não bastou ter ajudado a salvar o companheiro do impeachment quando estourou o “mensalão”…

Em entrevista recente, FHC falou do risco de o Brasil eleger um Hitler em 2018. Falava ele do candidato totalitário, socialista como Hitler, que demoniza os mercados, o lucro e o indivíduo como Hitler, e que já até elogiou Hitler em uma antiga entrevista à Playboy? Não, claro que FHC não falava de Lula, o político brasileiro mais parecido com o líder do nacional-socialismo alemão. Ele dava indiretas a Bolsonaro…

Na mesma entrevista, FHC se esforça para ser ainda mais explícito: defende abertamente Lula e cita negativamente Bolsonaro: “Conheço Lula muito bem, mas não conheço Bolsonaro. O Lula tem partido, história, trajetória. Você pode gostar ou não, mas ele tem compromisso. Já Bolsonaro é um homem autoritário. Quais são as opiniões dele? Não sei […]. Bolsonaro não existe ainda. Só existe um sentimento de ‘ordem'”.

Lula tem “compromisso”? Com o quê, exatamente? Só se for com o roubo institucionalizado, com o modelo venezuelano, com a mentira, com o populismo, com Cuba. Lula não tem partido, mas quadrilha. Tem trajetória sim: a de um oportunista desde sempre, dedo-duro na época do regime militar, sindicalista pelego depois, político safado desde então. A trajetória de um pilantra, de um demagogo!

Você pode gostar ou não? Claro, como você pode “gostar ou não” de ser roubado, de ditaduras, de “malandragem”, do petrolão. Quem ainda gosta de Lula não tem caráter, despreza a moral, dá atestado de safadeza ou estupidez. Não é simples questão de gosto, de preferência do freguês. É algo objetivo, assim como gostar de Maduro, como o próprio Lula gosta, é coisa de gente doente ou canalha.

Para FHC, Bolsonaro é autoritário, mas Lula não? O “reizinho populista” que tentou calar a imprensa, expulsar jornalista gringo do país, comprar o Congresso, e que idolatrava Fidel Castro? Lula não é autoritário?!

Fernando Henrique teve seus bons momentos, apesar de tudo. Que decadência! Chegar a esse estágio da vida defendendo Lula e legalização de drogas! FHC adora Obama e Soros, é um socialista fabiano defensor do globalismo, um “progressista” que sente forte atração pelo estado, um “estado-afetivo”, para usar um termo mais palatável aos tempos modernos. Ou seja, um esquerdista do dedão do pé ao último fio de cabelo!

E um sujeito assim é considerado, repito, como moderado ou mesmo de direita em nosso país. Socorro!
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Teixeira e Itamaraju sediam leilões do Detran na próxima semana


Por: Sulbahianews/Uinderlei Guimarães
19/01/2018 - 09:46

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Em três dias de leilões, realizados pelo Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran-BA), nesta semana, 742 lotes de veículos e sucatas removidos das vias por irregularidades foram comercializados. Os leilões ocorreram nos municípios de Paulo Afonso, Juazeiro e Senhor do Bonfim, no norte do estado, e Euclides da Cunha, na região nordeste. A arrecadação alcançou R$ 608 mil.
Os leilões seguem até a próxima segunda-feira, 22, com a oferta de mais 1,2 mil lotes, nas cidades de Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo, Brumado, no sudoeste, Teixeira de Freitas e Itamaraju, no extremo sul. Os lances podem ser feitos de forma presencial ou online, por meio deste link. Os veículos são entregues livres de multas e IPVA, exceto o de 2018, que deverá ser pago proporcionalmente pelo arrematante.
“Implantamos uma nova dinâmica no processo de comercialização, que tem permitido essa maratona pelo interior do estado, com salões lotados. Estamos desafogando os pátios e levantando recursos para investimentos em educação para o trânsito, além de ser uma boa oportunidade de negócio para o cidadão”, ressalta a coordenadora da Comissão de Leilão do Detran, Cristiane Costa.