quinta-feira, 17 de agosto de 2017


Para os militares, aumento salarial; para os civis, redução indireta dos salários


Resultado de imagem para aumento para militares charges
Charge do Ivan Cabral (ivancabral.com)
Pedro do Coutto
Os ministros Henrique Meirelles e Dyogo Oliveira, chefes da equipe econômica do presidente Michel Temer, anunciaram no final da tarde de terça-feira o aparente acerto de contas orçamentárias para o exercício de 2017 e também para o exercício de 2018. Saiu finalmente o pacote de elevação e de falsa redução das despesas do governo federal.
No pacote – reportagem de Bárbara Nascimento e Martha Beeck, O Globo desta quarta -feira, há o adiamento do reajuste para os servidores civis e também o aumento, a partir de janeiro de 2018 para os militares. A medida é inconstitucional.
ARTIGO 37 – O item 10 do artigo 37 da Constituição Federal determina revisão anual e geral de vencimentos, sem distinção de índices e na mesma data. O presidente Michel Temer, de acordo com Meirelles e Oliveira, vai desrespeitar a exigência. Tanto assim que está previsto o reajuste dos militares para janeiro do próximo ano e a reposição inflacionária para os civis fica adiada para 2019.
Além disso, para os servidores civis ficou basicamente estabelecido um aumento de suas contribuições previdenciárias de 11 para 14%. A diminuição dos vencimentos fica clara. Para os civis não há reposição inflacionária relativa a 2016, 4,5% de acordo com o IBGE, e tão pouco a compensação relativa a este ano. Como a inflação de 2017 está projetada na escala de 3,5%, se tal perspectiva se confirmar, funcionalismo civil estará sofrendo uma redução real de 8,2% de seus salários. Além de sofrerem uma perda adicional de 3% referente ao aumento concreto de seus descontos previdenciários.
NO CONGRESSO – Vale acentuar que também com base no ítem 10 do artigo 37 da CF, tudo dependerá de aprovação de lei pelo Congresso Nacional. Assim o problema vai se encontrar nas mãos dos deputados e senadores.
Em matéria de déficit orçamentário, reportagem de Adriana Fernandez, Eduardo Rodrigues, Idiana Tomazelli e |Lorena Rodrigues, em O Estado de São Paulo, destaca um ponto essencial. Os ministros Henrique Meirelles e Dyogo Oliveira, na entrevista coletiva de terça-feira, tentaram iludir a opinião pública mesclando as contas de 2017 e a projeção orçamentária para 2018. Como o rombo foi ampliado de 139 bilhões para 159 bilhões, a impressão predominante é de que 159 bilhões será o déficit deste ano, 2017, e também a projeção para o orçamento de 2018.
Dessa forma o déficit nas contas públicas está projetado, de fato, na escala de 318 bilhões de reais para os dois anos. A população brasileira, como sempre sofre as consequências e paga as diferenças.
Posted in |

Silêncio das ruas é fruto da crescente decepção quanto aos valores democráticos


Resultado de imagem para manifestações populares
A mobilização parece distante, num passado remoto
Silvia Zanolla
Por ter formação em Psicologia Social, algumas pessoas me perguntam o que acho da desmobilização a qual se encontra a população do país. Eu não tenho dúvida. No meu modo de ver, a população está anestesiada por violentos traumas sucessivos à democracia e aos valores éticos nos últimos anos. Há uma generalizada confusão de identidade política. Basta ver o argumento de um militante da esquerda quando diz: “Tenho ódio do Aécio porque me obrigou a votar na Dilma…”
Quem ganha com essa situação? Somente saem ganhando os grandes e velhos lobos da política, que fizeram de um grande “Acordão pluripartidário” contra a Lava Jato o seu maior trunfo. E segue a confusão quando a facção MBL lista sua prioridade de metas: a favor da Lava Jato; a favor do MPF e… a favor das reformas!
SANATÓRIO GERAL – É realmente de endoidecer, vejam só a bandeira da esquerda e dos sindicatos: são contra as Reformas, contra o Judiciário (incluindo o juiz Sérgio Moro e o Ministério Público Federal), e a favor de Lula…
Mas talvez não seja difícil entender o que está acontecendo… Vamos pensar só um pouco, porque, diante dessa bagunça generalizada de concepções, que é oportuna ao governo Temer e favorável aos corruptos de plantão (independente de partido), o resultado da confusão é que se salvam todos os criminosos políticos e prejudica-se a população honesta e de bem.
O que fazer? Só há uma alternativa: abrir a consciência e sair do cativeiro político do maniqueísmo entre esquerda e direita. Não se trata de terceira via, trata-se de independência de pensamento, de atitude e de espírito!
IMOBILIZAÇÃO – Nossos supostos representantes políticos nos golpeiam compulsivamente em uma estratégia de nos imobilizar. O tratamento é de choque. Tudo estrategicamente pensado para tirar a atenção do que importa, com as 10 medidas contra a corrupção, a emenda que extingue o foro privilegiado…
É um estupro político. Quando o algoz violenta incessantemente sua vítima sem que esta tenha tempo de reagir, busca a imobilidade do pensamento, da inteligência e da ação.
Portanto, vamos sair da armadilha que construíram para nós. O distritão não é avanço e sim retrocesso nunca visto antes. Mas não pode ser infalível para favorecer aos mafiosos de colarinho branco. As eleições de 2018 vão nortear a realidade, veremos como escapar dessa armadilha. Querendo ou não, a população sabe quem é quem na política e os corruptos não serão perdoados. Podem se articular o quanto quiserem. Está tudo muito claro para quem estuda e percebe a realidade… Quem não a percebe, vai continuar delirando.
Posted in

Doleiro Funaro avisa que “ainda tem” o que entregar sobre Temer na delação


Resultado de imagem para lucio funaro
Fotomontagem reproduzida do Arquivo Google
Reynaldo Turollo Jr.
Folha
O corretor de valores Lúcio Bolonha Funaro, preso na Papuda, em Brasília, disse nesta quarta (16) que “ainda tem” o que entregar sobre o presidente Michel Temer caso feche um acordo de delação premiada com a PGR (Procuradoria-Geral da República). Réu em uma ação na Justiça Federal em Brasília sob acusação de envolvimento em desvios no fundo de investimentos do FGTS (FI-FGTS), Funaro acompanhou uma audiência do processo.
Ao sair, escoltado, o corretor foi abordado por jornalistas que perguntaram se ainda tem o que entregar aos procuradores envolvendo o presidente. “Ainda tem”, respondeu, ao entrar no elevador do prédio da Justiça Federal. O presidente Temer tem negado ter cometido crimes
FALTA ACERTO – Funaro não deu detalhes sobre o acordo de colaboração que negocia. Disse apenas que há “uma diferença muito grande” entre o que a PGR ofereceu como benefícios e o que ele desejava obter. Por essa razão, segundo ele, o acordo estaria longe de ser fechado. Questionado sobre o conteúdo, Funaro disse que não poderia comentar.
Funaro é figura central na delação da JBS que atingiu o governo Temer. O presidente foi gravado no Palácio do Jaburu na noite de 7 de março por Joesley Batista, um dos donos do frigorífico.
No diálogo, segundo a investigação da PGR, Joesley diz a Temer que está pagando propina para manter em silêncio Funaro e o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que estão presos. Temer, então, dá aval aos pagamentos, conforme a investigação.
SEGUNDA DENÚNCIA – A expectativa é que essa parte da delação da JBS gere uma segunda denúncia da PGR contra Temer. A primeira, sob acusação de corrupção passiva, foi suspensa pela Câmara dos Deputados no início deste mês.
Funaro é apontado como o operador financeiro do grupo político chamado de “PMDB da Câmara”, que, segundo diferentes investigações, atuou na Petrobras e na Caixa Econômica Federal, banco que administra o FI-FGTS.
Além da ação em que é réu na Justiça Federal, junto com Cunha, Funaro é alvo da PGR em um inquérito que apura suposta formação de organização criminosa por membros do PMDB da Câmara, o chamado “quadrilhão”.
Posted in

CPI decide como investigar os empréstimos do BNDES às empreiteiras e à JBS


Resultado de imagem para bndes charges
Charge do Humberto (Arquivo Google)
Deu no Correio Braziliense
(Agência Estado)
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai investigar contratos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com empresas brasileiras, visando sua internacionalização, aprovou um plano de trabalho dividido em três etapas. Junto com o plano foram aprovados os primeiros requerimentos que vão guiar o início dos trabalhos.
A CPI vai promover audiências públicas com especialistas, depois passará às oitivas e finalmente à conclusão dos trabalhos, com a elaboração do relatório do senador Roberto Rocha (PSB-MA).
OUVIR TÉCNICOS – “Apresentamos os primeiros requerimentos. A comissão estabeleceu como plano de trabalho, nos primeiros 15 dias, ouvir técnicos. Trazer luz para o debate. O calor vai ficar para depois, o calor ideológico. Tentamos evitar que o calor ideológico viesse já no primeiro dia, porque se trata, primeiramente, de ouvir técnicos de todas as áreas”, afirmou Rocha.
Já causaram polêmica um requerimento convocando várias autoridades como o procurador Ivan Marx, que atuou na Operação Bullish, investigando a relação da JBS com o BNDES, e a inclusão no plano de trabalho da investigação de acordo de delações premiadas envolvendo empresas que têm relações com o banco, como as empreiteiras da Lava Jato e a JBS.
INTIMIDAÇÃO – “Está ficando claro que é uma CPI para intimidar o Ministério Público”, disse o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Para ele, além de constranger membros do Ministério Público, a CPI tem o intuito de rever o instituto das delações premiadas.
“Está ficando claro que está em curso uma ação de intimidação da ação do Ministério Público e da mais importante colaboração premiada que está em curso hoje e que envolve o presidente da República”, afirmou.
Roberto Rocha nega que seja esse o objetivo e alega que “o Ministério Público, claro, tem quadros técnicos capazes de contribuir com o melhor desempenho da nossa comissão parlamentar de inquérito”. Segundo ele, assim como MP, também foi convidado um técnico do Tribunal de Contas da União, entre outras autoridades, para colaborar com a CPI como especialista.
REVER OS CONTRATOS – Outro requerimento aprovado na CPI foi o que estabelece acesso a todos os contratos do BNDES com empresas desde 1997 e, inclusive, aos contratos que foram negados. Para o senador Ronaldo Caiado, isso vai permitir analisar os critérios de escolha do banco sobre quais empresas seriam beneficiadas.
“No momento em que se decidiu que o foco do banco seria essa internacionalização, queremos saber quais foram os critérios que separaram os projetos aprovados de outras empresas que não tiveram a mesma sorte. Isso vai ser importante para fazer uma ligação sobre benefícios concedidos pelo governo, financiamento de campanhas e envolvimento com irregularidades”, afirmou o senador.
Posted in

De volta à TV, PSDB segue a autocrítica e critica “presidencialismo de cooptação”


Resultado de imagem para tasso
Jereissati quer tirar os tucanos de cima do muro
Talita Fernandes
Folha
Um vídeo avalizado pela presidência do PSDB, e que vai ao ar nesta quinta-feira (dia 17), chama o atual modelo de governo de “presidencialismo de cooptação”. A peça, com dez minutos de duração, é uma continuidade da inserção de 30 segundos apresentada na semana passada, em que a sigla admite ter cometido “erros”.
Em tom de autocrítica dos tucanos, o programa constrói uma narrativa dizendo que o atual modelo, o presidencialismo, faliu. E, por fim, defende que o Brasil adote o parlamentarismo, bandeira do PSDB desde sua fundação, em 1988.
ACERTOS DA SIGLA – O vídeo traz um histórico de ações feitas pelo PSDB, como a criação do Plano Real, do Bolsa Escola (que deu origem ao Bolsa Família) e da Lei de Responsabilidade Fiscal. Tais medidas são apontadas como “acertos” da sigla, mas a cada ponto positivo, um dos narradores pondera: “Mas agora, errou”.
“Quem pensa no Brasil tem que ter coragem para apontar o que está errado”, diz o programa. O narrador diz ainda que as críticas têm de ser feitas sem agressão.
Na sequência são mostrados vídeos em que senadores da oposição trocaram ofensas e ocuparam a mesa diretora do Senado durante a votação da reforma trabalhista, no primeiro semestre.
ASSUMINDO ERROS – “O PSDB sabe que é hora de assumir os seus erros”, diz um narrador, acrescentando que a sigla cedeu ao fisiologismo. Tucanos ocupam atualmente quatro ministérios no governo Michel Temer.
O vídeo fala que o país atravessa a pior crise da história da República. “Depois do mensalão, do petrolão, temos mais um presidente com dificuldade de governar, de unir os brasileiros”, diz o texto no momento em que há apenas uma menção direta a Temer, quando é exibida sua foto.
Para evitar conflitos com o governo, a presidência do PSDB evitou fazer menções diretas ao governo. O senador Tasso Jereissati (CE), presidente interino do partido, disse à Folha que o objetivo não é atacar Temer, mas o sistema atual.
MODELO FALIDO – Por fim, o programa fala que dos quatro presidentes eleitos após a redemocratização, dois sofreram impeachment e que o modelo está falido devido à existência de “muitos vícios”. E vai aumentar a polêmica no partido.
A divulgação de um primeiro vídeo, na semana passada, irritou diferentes alas do PSDB. Deputados que votaram para barrar a denúncia por corrupção contra Temer se sentiram atingidos com a mensagem de “erro”. Já aliados do senador Aécio Neves (MG), entendem que o programa era um ataque indireto ao tucano, alvo de denúncia apresentada ao STF após o escândalo da JBS.
Tasso tem defendido que o PSDB entregue os quatro ministérios ao Palácio do Planalto. O movimento do senador enfrenta barreira entre os ministros e tucanos governistas, especialmente da ala próxima a Aécio.
Posted in

Deputados da base aliada fazem fila no Planalto para exigir suas nomeações


Resultado de imagem para temer
Temer decidiu demitir os indicados pelos “infiéis”
Leticia Fernandes
O Globo
Passadas duas semanas da votação da denúncia contra o presidente Michel Temer na Câmara, o governo decidiu, depois de um longo mapeamento, tirar cargos de cerca de 40 deputados da base considerados infiéis.
A expectativa do governo é que a decisão alivie a pressão sobre a articulação política, conduzida pelo ministro Antonio Imbassahy, que tem sido alvo de críticas de deputados ávidos por cargos, sobretudo de integrantes do centrão — grupo responsável pela vitória de Temer no plenário da Câmara.
NEGOCIAÇÕES – A matemática tem sido feita por Imbassahy ao lado dos líderes do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), e no Congresso, André Moura (PSC-SE), que são os “detentores da lista”. Os demais ministros palacianos acompanham as conversas, mas não estão na linha de frente dessas negociações.
Segundo interlocutores do Palácio do Planalto, como é comum que deputados tenham mais de um indicado na estrutura do governo, o número de cargos a serem trocados pode, ao menos, dobrar em relação a esses 40 parlamentares.
OPERAÇÕES CASADAS – No Diário Oficial, as operações serão casadas: será publicada a exoneração de um apadrinhado de um parlamentar que votou contra Temer e, na mesma edição, o novo ocupante do posto, indicado por alguém que votou alinhado com o presidente.
Assessores do Planalto, no entanto, afirmam que as decisões ainda podem demorar, já que é preciso uma pesquisa minuciosa para levantar a ficha dos indicados, o que fica a cargo da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), da Casa Civil e também com assistência da Secretaria de Governo.
PESO DA REFORMA – Apesar disso, e de olho em apoio para a reforma da Previdência, fontes governistas confirmam que também está se negociando entregar cargos a parlamentares da base que votaram contra Temer, mas que se comprometerem a votar a favor da reforma. Os agraciados fazem parte do grupo que não tinha cargos na administração pública e, portanto, esses deputados ainda não estavam “fidelizados”.
Ao longo do dia de ontem, uma romaria de deputados foi ao Planalto para tratar de espaços no governo. De tarde, dezenas de parlamentares aguardavam na antessala do ministro Imbassahy para serem atendidos. Os que não esperavam o ministro seriam atendidos por seu chefe de gabinete, que também cuida das nomeações. A espera foi tanta que houve parlamentar que esperou duas horas e, sem previsão de atendimento, desistiu.
Posted in |

Sinal Vermelho: Dívida pública brasileira pode chegar a 92% do PIB em 2023


Resultado de imagem para divida publica charges
Ilustração reproduzida do Arquivo Google
Deu na Agência Brasil
Uma das principais consequências econômicas das novas metas fiscais será o aumento da dívida pública. O rombo bilionário anunciado até 2020 indica que o governo continuará sem dinheiro suficiente para pagar todas as contas e terá de pedir dinheiro emprestado continuamente pelos próximos anos. Economistas já preveem que a dívida deve crescer até 2023 e só começará a cair em 2024.
As contas do governo não fecham desde 2014. Naquele ano, faltaram R$ 20,5 bilhões no caixa – o chamado déficit primário – porque a arrecadação de impostos não foi suficiente para cobrir todos os gastos da União, desde o pagamento de aposentados até investimentos em ciência. O rombo cresceu, superou R$ 159 bilhões no ano passado e deve ficar nesse patamar até 2018.
ENDIVIDAMENTO – Como em uma família que pede dinheiro emprestado seguidamente para pagar contas do dia a dia, o endividamento do governo disparou. De 2006 a 2014, a dívida bruta do governo oscilou entre o equivalente a 50% e 60% do Produto Interno Bruto (PIB). Em dezembro de 2014, a dívida estava em 56,3% do PIB. Um ano depois, saltou para 65,5%, tocou os 70% no fim de 2016 e já está perto de 75% do PIB.
A Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado Federal, calcula que a dívida continuará crescendo até o pico de 92,4% do PIB em 2023 para, então, começar gradual melhora.
O economista-chefe para a América Latina do Goldman Sachs, Alberto Ramos, concorda e prevê que o governo só voltará a terminar o ano com dinheiro em caixa (superávit primário) em 2024. Para ele, é preciso sobrar entre 3% a 3,5% do PIB no caixa para colocar o endividamento em trajetória de queda.
ENXUGANDO GELO – Na opinião do economista José Márcio Camargo, professor da PUC/Rio, se a reforma da Previdência não for aprovada o País dificilmente voltará a ter superávit primário. “A Previdência, como é hoje, sempre tem déficit e absorve qualquer superávit, ou seja, vamos ficar enxugando gelo”.
Para Camargo, “o déficit primário hoje é muito menos importante do que a reforma da Previdência pois, sem ela, será insustentável.”
A mudança das metas fiscais não deve alterar o trajeto da inflação e dos juros, e ambos devem continuar caindo, acredita Camargo. “A inflação deve terminar o ano perto de 3,5%, pois sua dinâmica não depende de déficit público, mas da taxa de desemprego alta, do cenário internacional tranquilo, do câmbio estável e da safra agrícola grande.”
QUESTÃO CAMBIAL – Raul Velloso, especialista em contas públicas, acrescenta que só haveria impactos se o risco país subir e afetar o câmbio, o que pressionaria a taxa de juros para cima, o que causaria um efeito recessivo maior do que já está ocorrendo hoje. “Mas não acredito que isso ocorra”.
Na opinião de Velloso, os mercados vão esperar para ver o que o governo fará nas próximas semanas. “Eles estão vendo o esforço que o governo está fazendo para adotar algumas medidas, embora não tenha conseguido manter a meta anterior, mas, se tudo o que o governo anunciou der certo, ele conseguirá que o déficit não suba ainda mais e pode também passar a percepção de que a equipe econômica conseguiu resistir à sanha dos políticos (que queriam uma meta fiscal ainda maior)”.
UM FATO POSITIVO – Para o economista Luiz Carlos Mendonça de Barros, ex-presidente do BNDES, os gastos do governo com juros vão cair, “o que é um fato positivo”. Ele diz não ver “o drama que muita gente está vendo com o anúncio da mudança da meta”, necessária para o País atingir uma situação fiscal melhor.
“Mas, para que a dívida tenha uma trajetória mais sustentada, é preciso fazer as reformas que, certamente, não serão feitas no governo Temer, o que levará toda a insegurança para as eleições de 2018”, diz Mendonça de Barros.
Posted in |

Tira o P, fica o resto


Charge de quinta-feira 17 de agosto
Charge do Benett (Folha de S.Paulo)
Bernardo Mello Franco
Folha
O PMDB teve uma ideia para tirar o nome da lama: aposentar o P da sigla. Parece piada, mas a proposta foi discutida a sério nesta quarta-feira. O presidente do partido, Romero Jucá, associou a mudança a planos grandiosos. “Queremos realmente ganhar as ruas”, declarou.
Antes que alguém perguntasse, o senador disse que a troca de nome não seria mera maquiagem. “Quero rebater críticas de que o PMDB estaria mudando de nome para se esconder. Não é verdade”, apressou-se.
O VELHO MDB – Sem a letra inicial, o partido voltaria a se chamar MDB. Esta era a sigla do Movimento Democrático Brasileiro, criado em 1966 para fazer oposição à ditadura. Nos anos de chumbo, a legenda abrigou figuras como Ulysses Guimarães e Tancredo Neves. Eram políticos honrados, que não têm culpa pelo que está aí.
Conversei com dois fundadores do MDB sobre o plano de reciclar a sigla histórica. O deputado Jarbas Vasconcelos, 74, expressou sua opinião em poucas palavras: “É uma ideia irrelevante. O que melhora a imagem de um partido não é mudar o nome, e sim o seu comportamento”.
MALANDRAGEM – O ex-senador Pedro Simon, 87, pareceu mais preocupado. Ele ainda sonha em reviver o velho MDB, mas não quer ver as três letras misturadas aos escândalos de hoje. “Fazer isso agora vai parecer malandragem”, resumiu.
Para o político gaúcho, a ideia deveria ser guardada para outro momento. “Mudar o nome sem ter um projeto não significa nada. Qual é a bandeira nova? Vão tirar uma tabuleta e botar outra?”, questionou.
O QUE ESTÁ AÍ – Simon não acredita em renovação enquanto o partido continuar nas mãos de personagens notórios. “O Jucá é um cara meio comprometido, né? Ele representa o que está aí”, disse, numa referência elegante à multidão de colegas na mira da Lava Jato.
O ex-senador se limitou a citar o atual presidente da sigla, alvo de nove inquéritos no Supremo. Mas poderia ter mencionado Michel Temer, Eduardo Cunha, Renan Calheiros, Geddel Vieira Lima, Jader Barbalho…
Posted in

O próximo passo do socialismo chavista será impedir que cidadãos saiam do país

por bordinburke  POR UM BRASIL SEM POPULISMO!
muro
Se fosse proposto o desafio de prever os próximos passos do regime totalitarista de Nicolás Maduro, eu cravaria sem medo de errar, baseando meu palpite tão somente na surrada cartilha de implantação do comunismo mundo afora: muito em breve, os cidadãos de nosso vizinho do norte serão tolhidos do direito de sair do país.
Se tal "privilégio" foi sonegado aos alemães que viviam no lado da nação regido pelo leninismo  com a construção do muro de Berlim, aos cubanos que precisam fugir do inferno dos Castro remando em botes feitos com garrafas pet, e aos norte-coreanos que não tiveram a mesma sorte dos coirmãos do sul ajudados pelos americanos, não há porque acreditar que o mesmo fado não está reservado aos habitantes da outrora terceira terra mais rica da América Latina.
O ex-maquinista do metrô de Caracas demitido por desídia e notório sindicalista puxa-saco de Hugo Chávez está muito próximo, afinal, do xeque-mate em sua empreitada de impor o controle estatal sobre cada mínimo aspecto da vida dos venezuelanos.
Senão vejamos: tanto Executivo quanto Judiciário já estavam sob o jugo irrestrito do bolivarianismo desde a era de seu antecessor; com o advento de sua estapafúrdia Assembleia Constituinte (realizada sob o cadáver de mais de 160 pessoas famintas e desesperadas as quais a mídia brasileira não cansa de chamar de "oposição"), também o Legislativo - que tentou destronar Maduro propondo uma consulta popular que poderia antecipar o fim de seu mandato - foi totalmente abduzido pelas forças do Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV); as forças armadas do país também já haviam sucumbido às aspirações ditatoriais, posto que Chávez, além de ser oriundo da caserna, logrou subjugar revoltosos que tentaram sacar-lhe do poder em 2002.
Some-se a este cenário desolador um povo desarmado, milícias municiadas até os dentes pelo próprio governo e o controle absoluto da imprensa, e pronto: não há mais como reverter - ao menos de forma pacífica - o processo que sempre inicia-se com promessas de "redução de desigualdade", "apoio às minorias" (especialmente indígenas neste caso) e "combate às elites" - tudo ainda regado a muito dinheiro do BNDES distribuído pela Odebrecht.
Tudo ainda piora na medida em que até mesmo os oposicionistas do regime tirânico também são socialistas - mas estes prometem não deturpar Marx pela enésima vez. E com até mesmo com a Smartmatic (mesma empresa que fornece o sistema de nossas urnas eletrônicas) admitindo fraudes eleitorais, restou pouco ou quase nada a ser feito pela via democrática.
Dado esta conjuntura irreversível, um ponto de não retorno do dirigismo estatal, torna-se natural que a quase totalidade da população desalentada deseje deixar o país - "votando com os pés", procurando recuperar a esperança alhures (dá para ter uma ideia do nível do desânimo desse povo quando um dos principais destinos é o...Brasil!).
filas.png
Fonte: O Antagonista
O problema é que, se a ditadura bolivariana assim permitir que ocorra, escassearão os escravos que precisam laborar para manter as benesses dos apoiadores do regime - digo aqueles que se dão bem com o socialismo, não os que fazem regime de calorias forçado (animais do zoológico entre eles).
A sequência dos fatos é fácil de deduzir: eufemismos como "segurança nacional" serão utilizados como subterfúgio para dificultar ou mesmo impedir a confecção de passaportes; princípios jurídicos como a "solidariedade", empregados para justificar a obrigatoriedade de participação dos trabalhadores na previdência social e a existência do falido SUS no Brasil, serão lançados à mão no esforço de "convencer" a todos a ficar na Venezuela e "contribuir" com a coletividade - quem sabe até mesmo sendo obrigados a trabalhar no campo, como o Mao caudilho intenciona proceder em breve; autorizações que nunca serão emitidas passarão a ser obrigatórias nos aeroportos e pontos limítrofes de estradas.
Até o dia em que, cansado de disfarçar suas reais intenções, o Estado irá baixar a cortina de ferro em definitivo, obstaculizando até mesmo que se saiba o que passa lá dentro por meio do controle severo da Internet - medida que já está entrando em vigor, bom que se diga. Mitos de Saúde e Educação modelo poderão ser construídos facilmente, tal qual se passa em Cuba.
Em suma: a Venezuela terá atingido os objetivos propostos no estatuto do Foro de São Paulo com louvor. A partir daí, histórias como a da "Fuga do Campo 14", protagonizada por Shin Dong-hyuk, em sua jornada rumo à liberdade surrupiada em nome do comunismo, passarão a tomar lugar na América do Sul.
O Brasil demonstrou mais sorte do que juízo ao escapar de José Dirceu no Planalto, guerrilheiro que vinha sendo talhado para fazer as vezes de Maduro por aqui. Se quisermos, todavia, depender menos de eventos fortuitos (o Mensalão) para a manutenção de nossa liberdade no futuro, basta permanecer atento aos sintomas deste mal. Tudo sempre começa pelo gasto público desenfreado, como bem elucida Paulo Rabello de Castro na obra "O Mito do Governo Grátis":
Maduro, que não tem o carisma de Chávez, precisa continuar “conquistando” o apoio da população. Agradar a todo custo é o princípio programático de qualquer governo grátis. Com esse objetivo, foram aumentados os gastos públicos com a própria máquina de governo e com propaganda. Ele manteve os 39 ministérios e criou 111 “vice-ministérios”, nisso ultrapassando muito o Brasil. Há, por exemplo, o Ministério da Transformação Revolucionária e o de Desenvolvimento Integral. Pela bizarra lógica administrativa de Maduro, cada ministério precisa de um apêndice. O da Saúde tem quatro vice-ministérios: Saúde Integral, Saúde Ambulatorial, Saúde Coletiva e Recursos, Tecnologia e Regulação. Há vice-ministérios para quase todas as atividades do governo, além do Vice-Ministério para a Suprema Felicidade Social do Povo. Existe o Vice-Ministério para a Economia Socialista, um para a União com o Povo e outro para o Desenvolvimento Produtivo da Mulher. Os mais espantosos são o Vice-Ministério para o Saber Ancestral e para a Vida e a Paz, além de um específico para as Redes Sociais.
A liberdade nunca está a mais de uma geração de ser perdida, como bem ensinava Ronald Reagan. E os venezuelanos estão aprendendo esta amarga lição da pior forma possível...

O preço do passe e o salário de Neymar NÃO são frutos de um livre mercado

por bordinburke  POR UM BRASIL SEM POPULISMO
neymar
Neymar estreou pelo Paris Saint-Germain no último domingo, após muita expectativa pela primeira partida do atleta mais caro da história do esporte. Mais alvoroço ainda causaram as cifras envolvidas em sua transferência de Barcelona para a capital francesa.
Afirmar que professores e médicos deveriam ser remunerados no mesmo patamar, dada a importância de sua atividades, virou lugar comum nas discussões que se sucederam. A seu turno, pessoas mais focadas no empirismo empreenderam esforços para demonstrar que, em um ambiente de trocas voluntárias, o preço de uma determinada mão de obra é determinado pelo próprio mercado, e não por alguma autoridade dotada de poder para tabelar salários.
A resultante destes debates deixa claro que os valores recebidos como contraprestação por um dado serviço dependem muito mais da vontade subjetiva dos consumidores e do número de usuários que pagam por ele do que de juízos de valor eventualmente elaborados por pessoas supostamente esclarecidas.
De maneira tal que é possível traçar um algoritmo que indicará se você pode tornar-se rico em seu atual trabalho ou não, bastando percorrer seus poucos passos. Considere-se, aqui, que o Estado não intervém (muito) na economia criando barreiras para entrada de investidores nos setores produtivos nem beneficiando empreendedores específicos com crédito barato custeado pelo restante da sociedade, por exemplo.
Algoritmo da riqueza
Eis aí o caminho para a bonança a ser percorrido em um país onde o governo deixe os agentes econômicos agirem livremente - e não permita que funcionários do Estado recebam contracheques ostentando meio milhão de reais e digam que "não estão nem aí".
Evidência de sua validade é o fato de que Pelé, o melhor futebolista de todos os tempos, amealhou fortuna tão somente após sua aposentadoria. Na época em que Edson Arantes do Nascimento desfilava talento nos gramados, ninguém conseguia fazer o que ele fazia, muitas pessoas consideravam uma experiência quase divina vê-lo jogar, mas este era um privilégio de poucos, já que a evolução dos meios de transporte e de comunicação só viria a alcançar seu auge algumas décadas mais tarde - possibilitando, aí, sim, que muitas pessoas usufruíssem de seus dribles e jogadas geniais simultaneamente.
Com cada fã do esporte do planeta (atingidos pelas transmissões via televisão e até pela Internet) contribuindo um pouquinho, tornou-se viável reduzir o lucro dos investidores na margem (per capita) para aumentá-lo a partir do maior volume de transações efetuadas. Típico negócio de ganha-ganha: um lado ganha entretenimento a preço acessível, o outro serve champagne de quase R$3.000 aos amigos como quem paga uma rodada de Skol.
Nada para se espantar: com as associações desportivas enriquecendo por meio do processo elucidado, elas puderam passar a oferecer maiores vantagens na disputa pelos melhores jogadores. Tal cenário demonstra, ainda, que a combinação "mágica" de mais dinheiro circulando em um determinado segmento da iniciativa privada com a "briga" pela mão de obra disponível sempre resulta em aumento de salários para os trabalhadores. Nos dias atuais, até mesmo atletas medianos (para não pegar pesado) ganham mais do que Pelé recebia em seus tempos áureos.
Nada contra o neurocirurgião ou o professor com doutorado que ganham menos que o Neymar, mas o primeiro não tem como operar várias pessoas ao mesmo tempo (muito embora alguns deles que dirigem o trabalho de diversos outros profissionais do mesmo ramo também possam ganhar fortunas, como o novo chefe da oncologia do Sírio-Libanês), e o segundo, normalmente, dá aula para no máximo algumas dezenas de alunos por vez - e aqueles que superam essa limitação logram ficar tão ricos quanto o brasileiro, tal qual Carlos Wizard.
Até aí, tudo dentro do razoável, apesar dos números do negócio entre PSG e Barça impressionarem de fato. Mas daí vem o detalhe que passou despercebido pela quase totalidade dos analistas: o preço pago pelo passe do atleta e o salário oferecido estão dentro da realidade dos clubes de futebol na Europa? Foram eles o resultado de negociação pura e simples entre as partes?
Para entender esta questão, é preciso retroceder ao momento da assinatura de contrato entre o brasileiro e o clube catalão. O Barça, na ocasião, planejou a carreira de Neymar no longo prazo, e sua intenção era de que ele viesse, em algum ponto, a substituir o ídolo Lionel Messi, tanto em seu papel de principal figura em campo, quanto no coração dos torcedores.
Pensando nisso, foi estipulada, de comum acordo entre contratante e contratado, uma multa rescisória que parecia, a princípio, ser impagável por uma entidade esportiva. €$222.000.000. É zero pra caramba, em moeda forte. Qual clube poderia desembolsar tal quantia sem ir à bancarrota (e clubes de futebol podem ir à falência no Velho Mundo, ao contrário do que ocorre no Brasil)? Que patrocinador poderia preencher este vultuoso cheque? Tudo levava a crer, então, que Neymar ficaria na Espanha até o fim de seu contrato.
Agora um exercício de imaginação: considere que o CEO da Audi seja um aficionado por futebol; que seu sonho seja ver o Bayern de Munique dominando o futebol mundial; que ele resolva, então, patrocinar o clube alemão; e que, num surto de megalomania, resolva ele contratar Neymar, depositando sua fantástica multa rescisória, concordando com um salário nababesco e entregando-lhe de bandeja para o treinador do time da Baviera.
Pergunta: o que aconteceria com esta empresa no dia seguinte? Acertou quem respondeu que veria seu valor de mercado despencar violentamente!
Ora, uma empresa que deve satisfações a acionistas não pode se aventurar desta forma. O risco de o investimento não dar retorno é considerável e depende de fatores alheios à ingerência dos administradores.
E se o brasileiro cair na gandaia e não jogar absolutamente nada - fato muito comum entre jogadores sul-americanos? E se houver ciúmes do restante do elenco e restar comprometida sua performance - e sua capacidade de agregar valor aos produtos do clube?
E se...pois é. Empresas que estão sujeitas aos mecanismos de estímulo do livre mercado não podem trabalhar com tantas hipóteses incertas que possam redundar em prejuízo, ainda mais em se tratando de uma área estranha a sua atividade-fim: fabricar e comercializar carros.
Ou seja, o dia seguinte da notícia da aquisição de Neymar registraria um forte movimento na bolsa de venda de ações da Audi, com a decorrente redução do valor de seus papéis e prejudicando sua capacidade de investimento.
A partir deste raciocínio, deduz-se que o Barcelona não estava de todo errado em sua lógica. Não fosse pelo detalhe crucial: os magnatas do ouro negro árabe e outros bilionários oriundos de países com pouca liberdade econômica não estão preocupados com nada disso.
Roman Abramovich já havia ensinado esta lição quando despejou dinheiro a rodo no Chelsea, da Inglaterra. O bilionário russo é mais daqueles que se deu muito bem quando da dissolução da URSS, ocasião em que subornou autoridades governamentais para obter concessões para exploração de petróleo e alumínio, além de estar envolvido no contrabando de diamantes de Angola e enfrentar até mesmo acusações de que teria embolsado recursos emprestados pelo FMI a Rússia. Em suma: foi o capitalismo de laços que formou o time campeão da UEFA Champions League de 2012.
Al-Khelaïfi, novo dono do PSG e responsável pela transação de Neymar, é, a seu turno, amigo de Tamim bin Hamad al-Thani, que desde 2013 é o emir do Catar. Os dois jogaram tênis profissional juntos e a boa relação com a autoridade suprema do país garantiu ao empresário o comando do Qatar Sports Investment (QSI), braço esportivo do Qatar Investment Authority (QIA), fundo criado pelo governo local para investir em diversos projetos espalhados pelo mundo. Além disso, Al-Khelaïfi é também um dos membros do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2022.
Trocando em miúdos: foi verba estatal que levou Neymar para a cidade luz. Assim fica fácil brincar de Elifoot na vida real: se tudo der errado, qual o problema?
Pela mesma lógica torta, a Caixa Econômica Federal pode patrocinar metade dos times da série A do Brasil sem preocupar-se com as consequências. Empresas protegidas da concorrência por regulações estatais, como operadoras de planos de saúde (Unimed/Fluminense), ou empreendimentos que lucram muito devido à absurda taxa de juros nacional provocada pelo déficit público (Crefisa/Palmeiras), até podem brincar de Sheik às vezes...mas não muito.
Empresas que concorrem pela preferência de consumidores sem auxílio governamental já não podem se dar a este luxo. Experiências fracassadas no Brasil deixam isso claro: Grêmio (ISL), Palmeiras (Parmalat) e Corinthians (MSI) já sofreram pesados castigos por apostarem em parcerias milionárias que bateram em retirada tão logo o lucro cessou e o prejuízo (ou a insolvência) bateu à porta. Não é trairagem: é matemática básica imposta pela realidade do mundo dos negócios.
A composição bilionária do time do Paris Saint-Germain, propiciada pelos petrodólares em abundância de seu novo proprietário, causou revolta nos defensores do famigerado "fair play financeiro", os quais alegam que "o capitalismo está estragando a magia do futebol". Como foi possível constatar, o livre mercado não tem nada a ver com isso. O problema é que o futebol não tem como isolar-se em uma bolha: estando ele exposto ao crony capitalism, como todos nós, será por ele afetado inevitavelmente, como sucede a todos nós.
A solução, para não variar, é mais liberdade econômica. Just like that...


A energia brasileira


A 25ª Fenasucro & Agrocana se realiza em Sertãozinho entre os dias 22 e 25 de agosto, provando que a força do setor sucroenergético foi retomado. Afirmando o poder do etanol como combustível do futuro (e do Brasil) e a capacidade de geração emprego e renda oriundos do setor produtivo da cana-de-açúcar, será um momento para exigir a implantação do RenovaBio.
Estarei, como sempre, acompanhando as discussões sobre temas estratégicos para um melhor desenvolvimento desta cadeia produtiva. Destaco a necessária “agricultura de precisão e suas inovações” - que permitem ao produtor rural aumentar a produtividade da sua lavoura, utilizar melhor seus recursos e insumos e realizar uma atividade ainda mais ambientalmente sustentável.
Ou ainda os ganhos trazidos pela biogenética aplicada, melhorando as cultivares de cana-de-açúcar, garantindo mais sanidade e produtividade do canavial ao utilizar os avanços tecnológicos para gerar mais ganhos. O setor sucroenergético é conectado, acompanha a evolução tecnológica e tem força para se desenvolver cada vez mais.
Um caminho que é garantia de geração de empregos em um cenário onde o número de desempregados brasileiros bate a casa dos 14 milhões de pessoas. No mês de abril deste ano, por exemplo, dos 8,5 mil postos de trabalho abertos na indústria paulista, 7,7 mil foram no setor de açúcar e álcool.
Mas infelizmente o setor não tem políticas públicas nacionais, que firmem a participação relativa da gasolina como combustível. Enquanto a Europa anuncia o banimento até 2040 dos carros movidos a gasolina, no Brasil ainda se insiste em queimar combustíveis fósseis, emitir gases causadores do efeito estufa e ir na contramão de todos os acordos climáticos já firmados.
É inaceitável que o etanol continue sendo coadjuvante na matriz energética brasileira. É o nosso combustível, sustentável, mais barato que a hidroeletricidade, gerador de emprego e renda, um dos diferenciais que podemos oferecer ao mundo. Ao contrário do que o governo de São Paulo pratica no Estado, no resto do Brasil os combustíveis fósseis continuam prevalecendo.
No território paulista, praticamos desde 2003 o menor ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias) sobre o etanol em todo o Brasil: 12%. Além disso, São Paulo é referência mundial em produção e utilização de insumos renováveis e possui uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo. Enquanto o mundo apresenta aproximadamente 13% da participação de renováveis, o Brasil chega a cerca de 40% e o Estado de São Paulo passa de 50%.
Compromisso do governo paulista com as energias renováveis reforçado por Geraldo Alckmin ao assinar em agosto manifesto em apoio à priorização do setor de biocombustíveis, por meio do Programa RenovaBio, documento também firmado por 18 entidades do segmento.
O programa do Governo Federal, liderado pelo Ministério de Minas e Energia, pretende expandir a produção de biocombustíveis, baseado na previsibilidade, na sustentabilidade ambiental, econômica e social e compatível com o crescimento do mercado.
É uma ideia louvável e necessária, mas infelizmente os já costumeiros desentendimentos internos do governo federal atravancam a Medida Provisória (MP) da implantação desta iniciativa - como se a questão climática não fosse algo urgente e pudesse ficar à mercê dos humores políticos.
É urgente uma maior valorização do setor sucroenergético e a implantação do RenovaBio para atender à demanda de energias renováveis. Somente a demanda pelo etanol deve crescer 80% até 2030, passando dos 30 bilhões de litros produzidos hoje para 54 bilhões de litros, de acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), do próprio Ministério de Minas e Energia. É algo urgente que usa a tecnologia como aliada para uma produção sustentável.
O etanol é sustentável e, para promover este enorme crescimento em pouco mais de 10 anos, apostará na tecnologia para não avançar em novas áreas. Este aumento na moagem não se refletirá em expansão equivalente do canavial, que deve passar de 9,1 milhões para uma área de 9,4 milhões a 9,8 milhões de hectares. O ganho virá da maior produtividade, que tende a aumentar de 76,2 toneladas de cana por hectare (TCH) para 87,1 a 96,1 TCH.
A capacidade de crescimento é enorme, a força econômica insuperável e a sustentabilidade social e ambiental incomparável. O Brasil e o mundo não podem mais esperar para adotar o etanol como o combustível do presente e do futuro!
17/08/2017
Arnaldo Jardim é deputado federal licenciado (PPS-SP) e secretario de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

Juiz determina que herdeira pague dívida antes de doar para Lula


O magistrado disse ainda que a empresária deve "abster-se de qualquer ato de disposição graciosa dos bens" até que salde o débito

BAHIA.BA
Foto: Ricardo Stuckert
Foto: Ricardo Stuckert

A Justiça determinou que Roberta Luchsinger, herdeira de um acionista do banco Credit Suisse, pague uma dívida de R$ 62 mil, cobrada dela judicialmente por uma loja de decoração, antes de doar R$ 500 mil ao ex-presidente Lula, como ela pretendia.
Na decisão, o juiz Felipe Albertini Nani Viaro, da 26ª Vara Cível, afirmou que, “tendo em conta as declarações públicas” de Luchsinger, ele deferia o pedido de execução imediata da dívida. Determinou ainda que ela deve “abster-se de qualquer ato de disposição graciosa dos bens” até que salde o débito.

Petista quis extinguir vereadores em cidades de até 50 mil habitantes


Proposta discutida pelo deputado federal Vicente Cândido ficou de fora do relatório da comissão especial

BAHIA.BA
Brasília - Os deputados Lucio Vieira Lima e Vicente Candido, presidente e relator da Comissão Especial da Reforma Política, respectivamente (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Brasília – Os deputados Lucio Vieira Lima e Vicente Candido, presidente e relator da Comissão Especial da Reforma Política, respectivamente (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Relator da reforma politica, o deputado federal Vicente Cândido (PT-SP) discutiu internamente na Câmara a possibilidade a extinguir o cargo de vereadores em cidades com menos de 50 mil habitantes, segundo a coluna Radar Online, da revista Veja.
O polêmico ponto chegou a ganhar força nos bastidores, mas ficou de fora do relatório da comissão especial da reforma política.
A medida chegou a ser cogitada porque resultaria em uma economia que poderia ser realocada para fundo partidário, estimado em R$ 3,6 bilhões. No entanto, os deputados não quiseram comprar uma briga com os vereadores dos pequenos municípios.

‘Se vagabundo tentar tomar minha arma, vou meter bala’, diz Bolsonaro


Filho de Jair, deputado Eduardo (PSC-SP) se irritou no plenário da Câmara nesta quarta-feira (16) com Glauber Braga (PSOL-RJ)

BAHIA.BA
Eduardo Bolsonaro (Foto: Agência Câmara)
Eduardo Bolsonaro (Foto: Agência Câmara)

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), filho do também parlamentar conservador Jair Bolsonaro (PSC-RJ), se irritou no plenário da Câmara nesta quarta-feira (16) em meio a uma discussão sobre porte de armas com Glauber Braga (PSOL-RJ).
“A minha arma é legal”, rebateu o adversário ao ser citado em questionamento que ele fazia sobre a compra de uma arma no exterior. “Se vagabundo vier tentar tomar, eu vou meter bala. Porque minha arma é legal e eu não vou para a cadeia por porte ilegal”, completou.

‘Crise política matou partidos, incluindo PSDB’, diz FHC


O tucano lançou críticas ao partido, e recusou apoio a Alckmin e Doria

BAHIA.BA
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Em meio à crise política, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso criticou nesta quinta-feira (17) todos os partidos políticos – em especial o PSDB, do qual é presidente de honra.
“Se o PSDB acabou? Sim”, declarou, em palestra na Associação Comercial do Rio de Janeiro, ao ser questionado sobre os escândalos de corrupção, como o caixa 2.
“Seria razoável diminuir o distrito. Por que não começar com vereadores e ir pouco a pouco avançando? É mais natural, uma visão experimetalista em vez de reorganizar tudo de uma vez”, sugeriu o tucano, em uma posição contrária ao apoio do partido ao distritão.
O ex-presidente sugeriu ainda que o PSDB teria que se reinventar e dialogar com o país, mas quando questionado quem se comunicaria melhor com o Brasil – se Alckmin ou Doria –, apenas desconversou. “Acho que sou eu”, respondeu, ao risos.

OAB vai ao STF para obrigar Maia a decidir sobre impeachment de Temer


Entidade dos advogados avalia que presidente da Câmara dos Deputados comete um ato ilegal ao não tomar uma posição sobre o caso

BAHIA.BA
Foto: Zeca Ribeiro/Câmara do Deputados
Foto: Zeca Ribeiro/Câmara do Deputados

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) entrou com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para obrigar o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), a decidir se aceita ou não o pedido de impeachment contra o presidente Michel Temer (PMDB).
A entidade pediu a abertura de processo contra o chefe do Palácio do Planalto, em maio deste ano, com base na delação do dono da JBS, Joesley Batista.
A OAB avalia que, mesmo sem a legislação definir um prazo para a decisão, Maia comete um ato ilegal ao não tomar uma posição.

Gilmar: Fixar mandato para tribunais é mais uma jabuticaba brasileira


Mudança consta no relatório da reforma política apresentado pelo deputado Vicente Cândido (PT-SP) na Câmara

BAHIA.BA
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) criticou, nesta quarta-feira (16), a proposta da Câmara dos Deputados de fixar em 10 anos o tempo de mandato para magistrados de tribunais.
“Não posso deixar de registrar: a proposta de fixar mandato de dez anos para tribunais é mais uma das nossas jabuticabas”, escreveu o ministro, em sua conta oficial no Twitter.
A mudança consta no relatório da reforma política apresentado pelo deputado Vicente Cândido (PT-SP) na Câmara.