domingo, 28 de agosto de 2016


Encontro promove troca de livros e amplia acesso à leitura na Paraíba


'Encontro das Traças' acontece em João Pessoa para qualquer público.
Escritores acreditam que a prática é essencial para fomentar a literatura.

Dani Fechine*Do G1 PB
Encontro das Traças acontece desde 2013 fomentando a literatura na Paraíba (Foto: Adriano Franco/Arquivo Pessoal)Encontro das Traças acontece desde 2013 fomentando a literatura na Paraíba (Foto: Adriano Franco/Arquivo Pessoal)
Troca de livros e de amigos, de conversas e de risadas. O 'Encontro das Traças', projeto idealizado  pelo escritor André Ricardo, é uma troca de livros entre pessoas apaixonadas pela leitura. Na prática, muito mais do que isso. Tem a ver com a valorização da literatura, define a escritora Maria Valéria Rezende. Ou com uma convivência mais próxima entre escritores e leitores, como explica o escritor Roberto Menezes.
A reunião de leitores apaixonados acontece desde 2013, inicialmente como um encontro informal, agora como um projeto de 10 edições financiado pelo Ministério da Cultura (Minc). O próximo encontro, que já começa a finalizar as edições previstas pelo edital do Minc, vai acontecer na terça-feira (30), na Budega Arte e Café, no bairro dos Bancários. 
No início, a ajuda dos amigos foi fundamental. As redes sociais ajudaram na divulgação e um barzinho aconchegante era o palco para mais uma troca de livros. Dividido em duas fases, antes e depois do projeto ser aprovado no edital de fomento à literatura do Minc, o encontro recebeu na sua primeira edição aproximadamente dez pessoas. “No segundo chegamos a trinta e depois conseguimos chegar até a cinquenta pessoas”, conta André.
“Ele começou informalmente, em um café. O pessoal se encontrava em alguns bares, cafés, nesses lugares que promovem mais encontros ligados a literatura”, explica Valeska Asfora, uma das organizadoras do Encontro das Traças. Em dois anos, mais de 150 livros já foram trocados. De acordo com André, a programação vai contar com uma feira de livros, além da presença de alguns autores e editores com livros e revistas que estarão a venda.
O encontro das traças é uma resposta para tornar o livro acessível, para trocar dicas entre as pessoas, esse tipo de movimento é o que vai gerar mais leitores"
André Ricardo
Escritores como Lau Siqueira, Nina Rizzi, Maria Valéria Rezende, passaram pelo 'Encontro das Traças' para deixar poesia e encanto pelas letras. O evento no seu modo completo, que passou a funcionar melhor depois de ser aprovado no edital do Minc, tem sempre a pretensão de fazer lançamentos de livros, bate bato com escritores, exibição de alguns curtas, filmes, documentários sobre literatura e, claro, a troca de livros, a atração principal da noite.
Toda a preparação vai depender do local onde vai acontecer o encontro. “É um momento de rever os amigos e fazer novas amizades no ramo da literatura”, conta Valeska.
'Traças' são todos 'viciados em livro'
André Ricardo hoje tem 47 anos e é formado em Letras. Com cinco livros publicados, de poesias, contos e também infantis, o autor escreveu o seu primeiro livro em 1997. Nessa época, não tinha ainda a pretensão de tornar o acesso ao livro um caminho fácil e, melhor, de graça. Com o tempo passando e a partir de contatos mais próximos com outros autores, surgiu a necessidade de unir a militância com a literatura.
Para André e Valeska, os dois organizadores, o evento vai além da divulgação do incentivo à leitura. Uma mesa com os livros a serem trocados e um clima próximo entre as pessoas é a imagem inicial do 'Encontro das Traças'. Mas recitais, lançamentos e encontros também fazem parte do cardápio do evento. “Assim a gente vai abrindo possibilidades, tem gente que termina fazendo trocas e amigos também”, comenta André.
A figura de uma 'traça' marca o banner de entrada e de divulgação nas redes sociais. Associa-se com as pessoas que encontram nos livros a ansiedade de ‘devorá-lo’. “A traça representa a pessoa viciada em leitura, que não deixa um livro mofando em casa”, André explica. “O encontro das traças é uma resposta para tornar o livro acessível, para trocar dicas entre as pessoas, esse tipo de movimento é o que vai gerar mais leitores”, completa.
Escritora Maria Valéria Rezende abriu as porta da casa para recever o Encontro das Traças (Foto: Adriano Franco/Arquivo Pessoal)Escritora Maria Valéria Rezende abriu as porta da casa para receber o Encontro das Traças (Foto: Adriano Franco/Arquivo Pessoal)
Evento quer multiplicar leitores
Maria Valéria Rezende abriu as portas de casa para receber as 'traças'. Para incentivar a literatura, a escritora acredita que são ações como essa que podem gerar a multiplicação de leitores. “Essa prática possibilita que as pessoas ampliem sua possibilidade de leitura, independente do poder aquisitivo. Eu posso ter condições de comprar cinco livres e eles vão se multiplicando. Então eu posso ler centenas de livros”, comenta a escritora.
Quem escreve e vive das palavras há algum tempo só consegue se encantar com o 'Encontro das Traças'. Independente da quantidade de pessoas que estejam ou não presentes no evento, “a prática de fazer rodar os livros é muito saudável”, diz Valéria.
Acumular livros significa matar livros, porque um livro fechado numa estante é só papel e tinta, não tem mais livro"
Maria Valéria Rezende
Uma estante de livros é muito agradável aos olhos dos apaixonantes pela leitura. O perigo, segundo Valéria, é o acúmulo. “Acumular livros significa matar livros, porque um livro fechado numa estante é só papel e tinta, não tem mais livro”, explica.
O escritor Roberto Menezes confessa ter faltado a um só encontro. É visitante fiel, não perde uma troca de livros. Nessa experiência vasta com as traças, já viu pessoas disputarem um livro, outras negociando a troca e até uma competição saudável para ver quem iria ficar com determinado livro. Além disso, nos encontros foi possível conhecer novos autores, assim como também se apresentar a novas pessoas.
Bem de primeira necessidade
“A maioria dos eventos literários vem para somar. A literatura é sempre esquecida do ponto de vista do poder público, não há dinheiro pra literatura. Fazer literatura na Paraíba é um ato de guerrilha. É fazer mexer, relacionar leitores, escritores, sem esperar que tenha um evento para que as coisas funcionam”, ressalta. Roberto acredita que o segredo do 'Encontro das Traças' está na simplicidade. “É por isso que funciona”, diz. “Não é um evento de status social, as pessoas vão para trocar livros”, completa.
Maria Valéria, que veio para a Paraíba em 1972, caracteriza a troca como uma prática nordestina. Atribui ao livro um bem de primeira necessidade, um bem de consumo cotidiano, que a gente compartilha como pode. "Me lembro quando cheguei para viver no Nordeste, tinha no interior um vendedor de literatura de cordel, na barraca ao lado do feijão, ou seja, literatura no seu lugar certo, no lugar do bem de primeira necessidade. Essa coisa da troca que tem a ver com a feira, é algo muito nosso. Queria que isso se multiplicasse”, reflete.
* Sob a supervisão de Aline Oliveira
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Troca de livros permite conhecer novos amigos e escritores  (Foto: Adriano Franco/Arquivo Pessoal)Troca de livros permite conhecer novos amigos e escritores (Foto: Adriano Franco/Arquivo Pessoal)

Unidade oncológica faz ação de combate ao tabagismo em Tucuruí


Unacon promove campanha ao combate ao fumo na segunda-feira, 29.
Palestras na unidade de saúde e em colégio público fazem parte da ação.

Do G1 PA
Unidade de saúde de Tucuruí, sudeste do Pará, faz campanha contra o tabagismo. (Foto: Divulgação)Unidade de saúde de Tucuruí, sudeste do Pará, faz campanha contra o tabagismo. (Foto: Divulgação)
A Unidade de Alta Complexidade em Oncologia Dr Vitor Moutinho (Unacon) promoverá campanha em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Tabagismo nesta segunda-feira (29), em Tucuruí, no sudeste do Pará.

A ação é organizada pelo Grupo de Trabalho de Humanização (GTH) tem objetivo de conscientizar a população sobre os perigos do fumo que causa não apenas transtornos mentais e comportamentais, como também a principal causa de adoecimentos e mortes precoces no mundo.
De acordo com a enfermeira oncologista Juliana Lima Oliveira, o fumo está associado à mortalidade por diversos tipos de câncer e é responsável por 90% das mortes nesse tipo de ocorrência no Brasil.
“É nosso papel evidenciar os perigos do fumo e suas doenças associadas. Cerca de 30% dos cânceres não existiriam mais se as pessoas deixassem de fumar”, informou.
Na segunda-feira, uma palestra que discutirá a ações de combate do tabagismo, além dos seus malefícios à saúde, acontecerá de 14h às 17h no Unacon. Às 15h, alunos da Escola de Ensino Fundamental “Rui Barbosa” participaram de palestra em sala de aula, ministrada por membros da equipe de enfermeiros da Uncon.

Espetáculo de alunos do Curro Velho aborda as lendas em Belém


Cerca de 140 crianças, entre sete e doze anos, participam da montagem.
A apresentação começa às 18h30 e a entrada é franca.

Do G1 PA
 Espetáculo de iniciação artística aborda as lendas amazônicas, em Belém. (Foto: Divulgação/FCP) Espetáculo de iniciação artística aborda as lendas amazônicas, em Belém. (Foto: Divulgação/FCP)
O espetáculo “7 desafios de João” vai contar as histórias dos seres encantados da floresta. Ele é encenado pelas crianças que participam das oficinas de iniciação artística do Curro Velho e entra em cartaz na próxima quinta-feira (01) e segue até sábado (03), no teatro das Oficinas Curro Velho, em Belém.

Cerca de 140 crianças, com idades entre sete e doze anos, participam da montagem que tem como personagens figuras lendárias do imaginário brasileiro, como a mula sem cabeça, o saci pererê, a matinta pereira e o mapinguari, entre outros. "O espetáculo trabalha com dois universos - o imaginário e o realista", destaca o coordenador de Linguagem Corporal da FCP, Jorge Cunha.

O enredo é conduzido por sete crianças caracterizadas como mula sem cabeça, matinta pereira e mapinguari. Os textos são embalados por canções autorais e também por ritmos regionais como o carimbó, xote, forró e as danças típicas da quadra junina.

Serviço
Espetáculo “7 desafios de João. De 01 a 03 de setembro, às 18h30, nas oficinas Curro Velho – Rua Nelson Ribeiro, 287, Telégrafo. Entrada franca.

Moradores têm que percorrer 130 km para serviço dos Correios em MT


Com um funcionário, agência em Vila Rica não tem atendimento ao público.
Atendimento também não está sendo realizado em Confresa, cidade vizinha.

Do G1 MT
Agência em Vila Rica suspendeu o atendimento ao público (Foto: Tatiane Tscha Pelin/ Arquivo pessoal)Agência em Vila Rica suspendeu o atendimento ao público (Foto: Tatiane Tscha Pelin/ Arquivo pessoal)
Moradores do município de Vila Rica, a 1.276 km de Cuiabá, precisam viajar cerca de 130 km para conseguir atendimento nos Correios. A agência da cidade não está aberta ao público porque tem apenas um funcionário. Na cidade vizinha, Confresa, a 1.160 km da capital, a agência foi fechada depois de um assalto ao local na última semana.
A assessoria dos Correios informou que um funcionário da empresa deve ser remanejado para a agência de Vila Rica até segunda-feira (29) e, com isso, o atendimento ao público deve ser normalizado. A empresa explicou que a distribuição de cartas e correspondências está sendo realizada normalmente.

A funcionária pública Tatiane Tscha Pelin disse que ficou sabendo da situação por amigos. Ela disse que foi até a agência e conversou com o funcionário para verificar a situação.
“Ele me disse que o atendimento ao público está suspenso desde segunda-feira (22). Como está sozinho, ele comentou que ficaria complicado lidar com o público e fazer as entregas das cartas”, relatou.
A também funcionária pública Ernestina Noronha de Lima contou ter percorrido cerca de 130 km para realizar um serviço postal de urgência. Ela se dirigiu ao município de Porto Alegre do Norte, a 1.143 km da capital, para conseguir ser atendida.
Dos três funcionários de agência em Vila Rica, um está em férias e outro em greve (Foto: Tatiane Tscha Pelin/ Arquivo pessoal)Dos três funcionários de agência em Vila Rica, um está em férias e outro em greve (Foto: Tatiane Tscha Pelin/ Arquivo pessoal)
“A correspondência tinha vencimento e eu não poderia esperar que o problema da agência de Vila Rica fosse resolvido. Resolvi fazer isso ainda mais porque o funcionário não sabia exatamente quando o serviço iria ser normalizado. Achei engraçado quando ele me disse que em Confresa também não conseguiria atendimento”, afirmou.
Ernestina disse que gastou cerca de três horas entre a ida, a volta e o atendimento na agência na outra cidade. O caso dela foi amenizado porque, como ela comentou, o serviço que ela precisava realizar seria em função do trabalho e por conta disso ela utilizou um carro corporativo.
“O problema, na verdade, é de quem não está no trabalho e precisa gastar gasolina e tempo para fazer essa viagem”, defendeu.
Outro lado
A assessoria dos Correios informou que a agência de Vila Rica tem três funcionários, sendo que um está em greve e o outro está de férias. Por causa disso, um funcionário de outra localidade deve ser remanejado para a cidade até a próxima segunda-feira, quando o atendimento ao público deverá ser normalizado.
Sobre Confresa, a assessoria explicou que a agência sofreu um assalto na semana passada e três dos quatro servidores que atuam no local estão de licença médica. Foi confirmado que o atendimento ao público também não está sendo realizado na cidade e a assessoria não soube informar uma previsão para que a situação se normalize.

Ex-governador de MT ficava com 70% de propinas, diz ex-secretário


Ex-secretário de Administração prestou depoimento à Justiça nesta sexta.
Delator, César Zílio confessou participação no esquema e citou detalhes.

Andre SouzaDo G1 MT
Silval Barbosa (PMDB) foi ouvido na CPI da Copa (Foto: Fablicio Rodrigues/ALMT)Silval Barbosa (PMDB) está preso há quase um ano por suspeita de esquema no governo (Foto: Fablicio Rodrigues/ALMT)
O ex-secretário estadual de Administração, César Zílio, afirmou, em depoimento, nesta sexta-feira (26), que, na divisão dos lucros do esquema de concessão ilegal de incentivos fiscais, o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) era o maior beneficiado. Segundo o ex-secretário, que firmou acordo de delação premiada, Silval ficava com 70% do valor das propinas pagas pelas empresas que faziam parte do esquema, que vigorou entre 2011 e 2014. O ex-governador encontra-se preso há quase um ano.
Os outros 30% eram divididos entre os demais membros do grupo, incluindo o próprio César Zílio. Ele explicou que quem articulasse a propina receberia a maior parte do que era dividido entre os integrantes da organização.
Por hierarquia, Silval Barbosa era o líder do grupo. Abaixo dele estavam o ex-secretário de Fazenda, Marcel de Cursi; o ex-procurador do estado, Francisco Lima; o ex-secretário-adjunto de Administração, José Nunes Cordeiro; o ex-chefe de gabinete do então governador, Silvio Corrêa; Pedro Nadaf, ex-secretário da Casa Civil, lidava com questões técnicas e administrativas, além de César Zílio, de acordo com o ex-secretário.
Chico Lima, como é conhecido, segundo ele, era responsável por emitir pareceres favoráveis ao grupo; Marcel era o mentor intelectual e era responsável por criar leis, decretos e resoluções para blindar e dar "legalidade" ao esquema; Silvio obedecia as ordens diretas do Silval e Nadaf lidava com questões técnicas e administrativas, com declarou Zílio à Justiça.

De fevereiro de 2011 a agosto de 2013, o ex-secretário afirmou que entregava propina de cerca de R$ 300 mil a R$ 350 mil a Silval. Uns meses, um pouco mais, outros, menos. O repasse era feito sempre no gabinete do governador, ao final do expediente para "levantar menos suspeitas"
No gabinete, ele contou que deixava envelopes com cheques e dinheiro no banheiro. "Eu entrava e ia direto para o banheiro. Lá havia uma espécie de guarda-roupas. Era lá que eu deixava. Era uma forma menos exposta", relatou.
Ele alegou não saber como funcionava a lavagem de dinheiro, mas supõe que tenha sido feito através de fomento comercial. As propinas eram recebidas em cheques (de baixo valor para facilitar as operações) e em dinheiro. Segundo Zilio, ele e Pedro Nadaf fizeram negócios de compra e venda de gado.
"Ele [Nadaf] veio me procurar querendo comprar gado. A princípio, ele queria comprar 100 cabeças. Ele recebeu tanto dinheiro que, no final das contas, comprou 1.200 cabeças de gado", afirmou o delator.
Sempre soube que o dinheiro usado nos negócios entre nós era ilícito"
César Zílio, ex-secretário de Administração do estado, sobre venda de gado para Pedro Nadaf
Ele afirmou que o negócio girou em torno de R$ 1,5 milhão e foi pago com dinheiro de propina. A maior parte da dívida foi paga em dinheiro. Ele disse ter usado o dinheiro para pagar parte de um terreno de R$ 13 milhões. "Sempre soube que o dinheiro usado nos negócios entre nós era ilícito", declarou.
Zílio é acusado de lavagem de dinheiro na compra do terreno, localizado na Avenida Beira Rio, na capital, e, em acordo com a Justiça, se comprometeu a devolver o terreno como forma de ressarcir os cofres públicos.
Ele disse sentir vergonha dos crimes. "Cometi erros que me envergonham, envergonham a minha família. Por isso, quero pedir desculpas à minha família, à sociedade e para este Juízo. Acho até que a Operação Sodoma vai servir como um catalisador para promover uma mudança de comportamento no país e no estado", afirmou.
O réu alegou que em 2010 participou como tesoureiro da campanha de Silval e que depois foi convidado a fazer parte do governo, como secretário. De acordo com ele, não foi deixada nenhuma dívida de campanha. Por isso, ele supõe que as dívidas de campanha citadas pelo então governador se tratavam de apoios políticos.
Além de devolver o terreno, ele deve pagar ainda R$ 1,3 milhão em dinheiro, dividido em cinco parcelas. A primeira de R$ 270 mil já foi paga, segundo ele.

Leite tem variação de R$ 3,49 a R$ 6,99 em estabelecimentos de Cuiabá


Monitoramento foi feito pelo Procon em 13 estabelecimentos comerciais.
Outro produto com diferença de preço é o óleo de soja: R$ 2,73 até R$ 4,50.

Do G1 MT
Preço do leite tem aumento de 20% (Foto: Reprodução/TV Fronteira)Preço do leite tem variação de 100% em Cuiabá
(Foto: Reprodução/TV Fronteira)
O litro do leite desnatado apresentou uma variação de 100% nos estabelecimentos de Cuiabá nesta semana. A constatação é do Procon de Mato Grosso, que fez monitoramento de preços de produtos, como arroz, feijão, óleo de soja, carne, frango e leite, em 13 estabelecimentos comerciais da capital, entre açougues e supermercados.
A pesquisa é realizada por amostragem, com o objetivo de mostrar os índices de variação de preço, possibilitando ao consumidor maior economia na hora de realizar as compras. O litro do leite foi o que apresentou a maior variação, chegando a 100,29% entre o estabelecimento mais caro e o mais barato, com variação de preço de R$ 3,49 a R$ 6,99.
Foram coletadas informações sobre 16 variedades do tipo integral, sendo três com adição de outros nutrientes; 14 variedades de leite desnatado e dez variedades do tipo sem/zero/baixa lactose.
O produto com maior diferenciação de preço foi o óleo de soja, encontrado com variação de 64,84%, podendo ser adquirido por valores entre R$ 2,73 até R$ 4,50, dependendo do local de compra.
Foram visitados 13 estabelecimentos, sendo um açougue e 12 minimercados, supermercados, hipermercados. Durante a fiscalização, foram coletadas informações sobre 39 variedades de arroz branco (pacotes de 5kg), sendo duas variedades indicadas para culinária japonesa; 21 marcas de feijão-carioca e oito de feijão-preto (embalagem de 1kg); seis marcas de óleo de soja (embalagens PET de 900ml); nove marcas de frango inteiro congelado (preço do quilo), sendo uma indicada para culinária japonesa.
Também foram verificados os valores de comercialização de oito cortes de carne bovina, ofertadas sem congelamento, com fracionamento feito a pedido do consumidor em açougue.

Projeto quer incluir a optometria na saúde pública de Campo Grande


Proposta está em análise na manhã desta quinta, na Câmara de Vereadores.
Profissionais podem cuidar de problemas primários e prescrever óculos.

Do G1 MS
Câmara Municipal de Campo Grande nesta quinta-feira (Foto: Graziela Rezende/G1 MS)Profissionais de optometria acompanham a sessão desta quinta-feira na Câmara de Vereadores de Campo Grande (Foto: Graziela Rezende/G1 MS)
Grupo de optometristas de Campo Grande faz na manhã desta quinta-feira (25) uma mobilização na Câmara de Vereadores da cidade para acompanhar a primeira votação de um projeto de lei que autoriza a prefeitura a contratar os profissionais da categoria, com curso superior, para a atuação na área de saúde do município, trabalhando em unidades de pronto atendimento (UPAs), unidades básicas de saúde (UBSs) e hospitais, além de escolas.
Uma das coordenadoras da mobilização, Ana Paula Simeano da Silva, explica que o optometrista é um profissional da área de saúde que trata da visão. Ele não é médico, conforme ela, e pode ter formação superior, por meio de cursos em estados como São Paulo, Santa Catarina e Pernambuco, ou ainda técnica.
O optometrista, prossegue Ana Paula, cuida dos problemas primários relacionados a visão. Não utilizam nenhum procedimento ou medicamento invasivo e aplica técnicas de avaliação preventiva para mensurar a estrutura da visão em aspectos funcionais e comportamentais, além de propor meios ópticos de correção dos defeitos encontrados no globo ocular, como, por exemplo, a prescrição do uso de óculos e de lentes de contato.

Caso o profissional encontre qualquer problema ou alteração ocular de origem patológica, ele está apto a reconhecê-lo e encaminhar a um médico especialista.
Atualmente em Campo Grande estão em atuação, conforme ela, cerca de 300 optometristas, entre profissionais com curso superior e técnicos. Todos, trabalhando na iniciativa privada. Para apoiar a mobilização, algumas óticas da cidade, inclusive, fecharam as portas nesta quinta-feira para liberar os funcionários para acompanhar a votação do projeto de lei.
Importância
Na sua justificativa, o projeto de lei aponta que nos Estados Unidos, 78% dos exames de acuidade visual são feitos por optometristas, 90% na Inglaterra e 60% na Europa, e que cidades brasileiras como Aparecida de Goiânia (GO), Dracena (SP) e Itagi (BA) já têm legislação sobre a contratação de optometristas para atuação em suas unidades de saúde.
O projeto aponta que a inserção da optometria nos programas e políticas voltadas a área de saúde do município contribuirá para a redução da cegueira funcional e potencializará a realização de diagnóstico precoce de catarata e outros problemas relacionados a visão, reduzindo os gastos com saúde pública por meio da prevenção e melhorando a qualidade de vida da população da cidade.

Casal comemora 60 anos de união com festa e doação para creche de MS


Pela 4ª vez em seis décadas, idosos de 81 anos renovaram votos na igreja.
Bodas de diamante foram comemoradas em São Gabriel do Oeste em julho.

Gabriela PavãoDo G1 MS
Casal 60 anos (Foto: Kleyton Amaral/ Arquivo Pessoal Adriana Borgmann)Casal 60 anos (Foto: Kleyton Amaral/ Arquivo Pessoal Adriana Borgmann)
Armindo e Leonila eram jovens e tinham 21 anos quando se casaram pela primeira vez. O ano era 1956 e o local a capela da cidade de Horizontina, no Rio Grande do Sul. Seis décadas depois, o casal resolveu comemorar as bodas de diamante renovando os votos pela quarta vez. Eles ainda doaram os presentes dos convidados para casas de acolhimento.
A comemoração foi em São Gabriel do Oeste, cidade sul-mato-grossense onde o casal mora há 30 anos. Com direito à cerimônia religiosa, buquê de flores e festa de gala, Armindo e Leonila receberam 600 convidados entre família e amigos.
Eles disseram ao G1 que adoram festa, por isso, não tinha outra forma de comemorar a união que rendeu ao casal quatro filhos, nove netos e seis bisnetos.
União
"Já é o nosso quarto casamento, fizemos festa de 25 anos de casado, de 50 e agora 60. Temos uma família bastante unida e todos deram incentivo. Quando fomos falar com o padre ele falou pra gente fazer um almoço com a família toda, mas foi indo e resolvemos fazer a festa. Veio gente de São Paulo, do Paraná e do sul também", contou Leonila.
Casal 60 anos (Foto: Adriana Borgmann/ Arquivo Pessoal)Casal 60 anos
(Foto: Adriana Borgmann/ Arquivo Pessoal)
No convite da festa, o casal pedia os presentes em doação em dinheiro para ajudar duas entidades sociais da cidade. "Nosso maior presente nesse dia será a sua presença, que nos encherá de alegria e satisfação, porém, se quiserem nos presentear, gostaríamos que fosse de uma forma diferente e especial", dizia o texto.
E o resultado foi além do esperado pelos noivos. O valor arrecadado ficou em quase R$ 6 mil e foi repartido entre as instituições e um asilo, segundo Leonila.
O convite das bodas de diamante também trazia em fotos a história do casal. Os registros em preto e branco de 1956, 1981 e 2006 mostram um casal sempre de braços dados, lado a lado. E foi assim que Armindo e Leonila caminharam até hoje: juntos.

Casal 60 anos (Foto: Kleyton Amaral/ Arquivo Pessoal Adriana Borgmann)Casal 60 anos (Foto: Kleyton Amaral/ Arquivo Pessoal Adriana Borgmann)
Parceria
Ela foi a primeira e única namorada dele. Cheio de orgulho, é com a voz alegre que Armindo lembra do tempo em que conheceu a esposa, ainda na infância. Os dois iam juntos para a escola.
"Desde pequeno a gente ia junto para a aula, fomos juntos também na igreja, na catequese, na primeira comunhão, na crisma. Foi minha primeira e única namorada. Ela teve até outro namorado, mas deixou ele e nós se achemos, se encontremos e decidimos seguir o caminho juntos. Casemos naquela igreja onde nascemos e nos criamos", contou Armindo.
Casal 60 anos (Foto: Kleyton Amaral/ Arquivo Pessoal Adriana Borgmann)Casal 60 anos (Foto: Kleyton Amaral)
Leonila retribui o carinho e não poupa elogio ao companheiro. Ela lembra também de alguns ingredientes fundamentais para o sucesso no relacionamento a dois.
"O segredo é ter paciencia. Nem sempre é tudo maravilhoso, sempre um afrouxa um pouco enquanto o outro não. Eu falo o que é preciso, não posso segurar muito, sou muito carinhosa e ele é muito amável, muito querido, trabalhador, batalhador, sempre me dá carinho também", contou a idosa.
Para Armindo, a chave do sucesso é o companheirismo. "É gostar um do outro, se amar e estar sempre junto, trabalhar e fazer todas as coisas que precisa. Não pode ser meio frustrado. Ela é uma parceira de mão cheia e sempre foi assim. A gente casou para estar junto e vai ser assim até o patrão lá de cima chamar a gente. Hoje em dia está tudo muito diferente, acham que casar é brincadeira, ficou ruim já larga, mas não é assim. Cada vez que eu caso com ela eu acho melhor. Eu estou feliz e não tenho nada para falar de ruim ou reclamar. Sou muito feliz com a minha família", ressaltou Armindo.

Vida
Passear e curtir a fazenda são as atividades preferidas do casal. A parceria deles foi representada no convite de casamento pela passagem bíblica de Rutes 1:16-17. "Deus mudou o teu caminho até juntares com o meu e guardou a tua vida separando-a para mim. Para onde fores, irei; onde tu repousares, repousarei. Teu Deus será o meu Deus. Teu caminho o meu será".
E foi assim mesmo. Há 30 anos, Armindo conheceu Mato Grosso do Sul e se encantou pela cidade de São Gabriel do Oeste. Ele lembra que voltou para casa decidido a se mudar e trazer a família toda junto. "Cheguei para ela e disse; 'nosso lugar é lá para cima', no Mato Grosso do Sul. E ela disse: 'faz o que você quiser, nós casamos para estar junto e vou com você", lembrou.
Casal 60 anos (Foto: Kleyton Amaral/ Arquivo Pessoal Adriana Borgmann)Casal 60 anos (Foto: Kleyton Amaral/ Arquivo Pessoal Adriana Borgmann)
Casal 60 anos (Foto: Kleyton Amaral/ Arquivo Pessoal Adriana Borgmann)Casal 60 anos (Foto: Kleyton Amaral/ Arquivo Pessoal Adriana Borgmann)
Casal 60 anos (Foto: Kleyton Amaral/ Arquivo Pessoal Adriana Borgmann)Casal 60 anos (Foto: Kleyton Amaral/ Arquivo Pessoal Adriana Borgmann)
Casal 60 anos (Foto: Adriana Borgmann/ Arquivo Pessoal)Casal 60 anos (Foto: Adriana Borgmann/ Arquivo Pessoal)

Dupla é multada em R$ 1,6 mil por pescar em local proibido em MS


Eles pescavam a 200 metros da Cachoeira do Sossego, em Rochedo.
Pescado será doado para instituições filantrópicas, depois de periciado.

Do G1 MS
Um jovem de 25 anos e um homem de 31 anos foram autuados e multados em R$ 1,6 mil por pescarem com petrecho proibido na noite desta quinta-feira (25), em Rochedo, a 83 quilômetros de Campo Grande, segundo informações da Polícia Militar Ambiental (PMA).
Pescado apreendido pela PMA com o infrator (Foto: PMA/ Divulgação)Pescado apreendido pela PMA com
o infrator (Foto: PMA/ Divulgação)
A dupla estava pescando a 200 metros da Cachoeira do Sossego, onde é proibido a prática de pesca. Com o jovem a polícia apreendeu 7 quilos de pescado e a tarrafa.

Eles utilizavam uma espécie de tarrafa e foram presos em flagrante quando começaram a pescar.

Eles foram encaminhados para a Delegacia de Polícia Civil do município. Eles responderão por crime ambiental de pesca predatória. O pescado será doado para instituições filantrópicas, após perícia.

Polícia multa fazendeiro em R$ 10 mil por manter gado em área protegida


Investigação diz que gado derrubou matas ciliares do rio Amambai.
Além da multa, ele responderá por crime ambiental em MS.

Do G1 MS
Local onde polícia flagrou destruição das matas ciliares (Foto: PMA-MS / Divulgação)Local onde polícia flagrou destruição das matas ciliares (Foto: PMA-MS / Divulgação)
A Polícia Militar Ambiental (PMA) autuou, no final da tarde dessa quinta-feira (25), um fazendeiro por manter gado destruindo área protegida e por derrubada de matas ciliares do rio Amambai, no município que leva o mesmo nome, a 332 km de Campo Grande.
A fiscalização ocorria nas propriedades rurais e policiais de Dourados autuaram o suspeito por degradações de áreas protegidas por lei. Na fazenda, foi verificada a criação de gado em áreas de preservação permanente (APPs) de margens de córregos e derrubada de matas ciliares.

De acordo com a investigação, próximo à foz do córrego Cruz da Prata, afluente do rio Amambai e, do próprio rio, não havia proteção das áreas protegidas e o gado tinha acesso para dessedentação, causando processos erosivos e assoreamento dos cursos d’água.
Além disso, as matas ciliares não eram conservadas em toda sua extensão. Foi plantada pastagem até às proximidades das margens do rio Amambai, em um trecho do rio, onde se deveriam ser preservados 50 metros no mínimo de matas ciliares.
Além da autuação e multa de R$ 10 mil, as atividades de pecuária foram paralisadas. Ele também responderá por crime ambiental e poderá pegar pena de detenção de um a três anos. Posterior a este projeto, o infrator foi notificado a remover o gado do local e a cercar as áreas protegidas. Ele também foi notificado a confeccionar um Plano de Recuperação da Área Degradada (PRADE), junto ao órgão ambiental.

Transgênicos devem representar 98,3% da área de soja em MS


MS deve cultivar 2,42 milhões de hectares com soja transgênica.
Incremento de área em relação a safra passada será de 3,86%.

Anderson ViegasDo G1 MS
Plantio da nova safra de soja já foi iniciado em Mato Grosso do Slu (Foto: Reprodução/TV Morena)MS deve cultivar 2,41 milhões de hectares com soja transgênica na próxima safra, segundo consultoria
(Foto: Reprodução/TV Morena)
Na safra 2016/2017 de soja que deve começar a ser cultivada a partir da segunda quinzena de setembro, quando termina o período do vazio sanitário em Mato Grosso do Sul, o estado deve ter uma área semeada com transgênicos de 2,41 milhões de hectares, o que deve representar 98,3% do total plantado com a cultura neste temporada.
A área cultivada nesta safra deve crescer 3,86% perante a anterior, 2015/2016, quando foram plantados 2,33 milhões de hectares. Já o aumento do percentual dedicado ao plantio de soja transgênica na comparação do ciclo passado, quanto atingiu 97,7% do total, para o novo, deve ser de 0,61%.

A estimativa é do primeiro acompanhamento da adoção de biotecnologia agrícola no Brasil, safra 2016/2017, divulgado pela consultoria Céleres. A empresa aponta que o índice alcançado no estado já é, inclusive, superior ao percentual médio do país para o próximo ciclo, que deve ser de 96,5%, o que representa em âmbito nacional, 32,7 milhões de hectares.
A consultoria destaca ainda que apesar do país ter apenas uma tecnologia de soja aprovada que tem  genes combinados, sendo ao mesmo tempo resistente a insetos e a herbicidas (conhecida como tecnologia do tipo stack), esse tipo de semente já é o mais cultivado pelos agricultores brasileiros, atingindo somente na próxima safra, cerca de 20,3 milhões de hectares.
A empresa destaca que o uso deste tipo de tecnologia geneticamente modificada está se difundindo cada vez mais entre os sojicultores brasileiros devido a uma série de benefícios econômicos e melhoria no manejo das lavouras.

Mais de 40 anos depois, médicos lembram primeiro transplante no ES


Cirurgia aconteceu no antigo Hospital São José em Vitória.
Equipe de jovens médicos entrou para a história da medicina no estado.

Iara DinizDe A Gazeta
Transplante sendo realizado pelo primeira vez no Espírito Santo (Foto: Nestor Muller/ Arquivo A Gazeta - 18/08/1987)Sala do Hospital São José, onde aconteceu transplante (Foto: Nestor Muller/ Arquivo A Gazeta - 18/08/1987)
Na sala improvisada nos fundos do antigo Hospital São José, em Vitória, uma equipe de jovens médicos capixabas entrava para história da medicina. O mais velho do grupo tinha cerca de 30 anos. Apesar de ainda inexperientes, foram por mãos recém-saídas da faculdade que aconteceu o primeiro transplante de órgãos do Espírito Santo, há mais de 40 anos.
Naquele sábado, 26 de junho de 1976, a equipe do nefrologista João Chequer deu a uma mulher de 30 e poucos anos um novo rim.

O órgão, doado pelo irmão, enchia a paciente de esperança e abrandava o medo de um procedimento pouco falado no país.
“Nós fomos o sexto estado a realizar um transplante. Era uma cirurgia que não se conhecia em Vitória. Pensa em quantas pessoas morreram porque não conheciam o transplante", frisou João Chequer.
Quarenta anos depois do primeiro transplante, o Espírito Santo ocupa o 12º lugar no ranking de procedimentos realizados no país, segundo o Ministério da Saúde.
Aqui são transplantados córnea, fígado, coração, osso, rim, medula óssea autóloga (quando o paciente recebe a própria medula, porém tratada). Até junho de 2016, 246 transplantes haviam sido realizados.
Médicos que realizaram o primeiro transplante do Espírito Santo, José Monteiro (esq.) e João Chequer (dir.) (Foto: Edson Chagas/ A Gazeta)Médicos que realizaram o primeiro transplante do Espírito Santo, José Monteiro (esq.) e João Chequer (dir.) (Foto: Edson Chagas/ A Gazeta)
Conhecimento
A curiosidade pelo procedimento, que havia acompanhado anos antes no Rio de Janeiro, levou o nefrologista João Chequer a idealizar uma equipe de   transplante  no estado.

“A gente tinha uma disposição, essa coisa de jovem. Não foi dinheiro que motivou a gente, até porque não tinha retorno nenhum”, disse Chequer.
Foram meses de preparação, aprendizado e troca de experiência com outros estados. E foi em uma viagem a Londrina, no Paraná, que o cirurgião vascular José Monteiro, o urologista João Batista Valentim e o nefrologista Manoel Pio de Abreu Filho se deslumbraram com a cirurgia.

“Vimos dois transplantes em um dia. Era uma técnica bem primitiva, mas para época, extremamente atualizada”, disse Monteiro.
O transplante
Para realizar o primeiro transplante, os médicos contaram com o apoio da equipe do Paraná. Aproximadamente 10 profissionais participaram da cirurgia, que durou três horas.
“Era uma equipe multidisciplinar: urologista, angiologista e nefrologistas. Cada um só precisava fazer a sua parte e fazer bem feito. Foi uma emoção enorme quando no fim da cirurgia a paciente começou a urinar”, lembrou Monteiro.
Apesar do sucesso da cirurgia, a paciente faleceu um ano depois, com um quadro de pneumonia. O transplante  dela, porém, foi o primeiro passo para que os outros fossem feitos e os médicos não pararam mais.
Realidade
Hoje, 1.098 capixabas aguardam um doador na fila de espera. Em 2015 foram realizados 478 transplantes, 210% a mais do que em 2001, quando ocorreram 148 procedimentos.
Entre janeiro e junho deste ano já foram feitos 246 transplantes, nove a mais que em 2015. Apesar disso, cerca de 40% das famílias não autorizam a doação em casos de paciente com morte cerebral, seja por medo ou falta de conhecimento.
A prática do transplantes de órgãos no Brasil é baseada em leis. Para ser doador, não é preciso deixar algo escrito, mas é fundamental que a família saiba do desejo da doação, pois cabe a ela decidir sobre isso.
“Diziam que a gente era louco, que não daria certo”
Apesar do pioneirismo, nem todos viam o transplante com bons olhos no estado. “Diziam que a gente era louco, que a pessoa ia morrer e não daria certo”, lembra o médico João Chequer. As dificuldades para realizar a cirurgia começaram logo nas buscas para aprender a técnica.
Na época, uma equipe do Hospital dos Servidores, no Rio, foi proibida de vir ao estado ensinar o procedimento.

“Aquilo deixou a gente muito decepcionado. Foi então que procuramos o pessoal de Londrina, e a equipe do doutor Altair Mocelin se dispôs a ajudar”, lembra o médico José Monteiro  .
A desconfiança da comunidade médica não impediu a equipe de realizar o procedimento. Com as portas abertas no antigo Hospital São José , as primeiras cirurgias aconteceram. Anos depois, outros hospitais implantaram o procedimento.
“Levamos tempo para ganhar a confiança dos médicos, mas quando mostramos os resultados, a adesão foi positiva”, declarou o nefrologista Lauro Vasconcellos, hoje responsável técnico pela equipe de transplante do Hospital Meridional.

Desafios
Na época em que os primeiros transplantes aconteceram, as estatísticas apontavam que 30% dos pacientes perdia o rim em 5 anos, e outros 50% em 10 anos.
A criação do laboratório de Biologia Molecular e Imunogenética (LIG) no Espírito Santo, em 1980, revolucionou os transplantes clínicos.
“Os testes de compatibilidade, que eram enviados para o Rio de Janeiro, passaram a ser feitos aqui. Isso permitiu que depois de dois anos, o primeiro transplante com doador falecido fosse realizado no Espírito Santo”, disse a supervisora laboratorial do LIG, Márcia Biccas.
Desde o primeiro transplante, a evolução é notável. As técnicas de captação, remoção e cirurgia foram aperfeiçoadas. Mesmo assim, para quem realiza o procedimento há anos, o desafio é diário.
“É uma área desafiadora. Ainda existe rejeição, mas temos certo domínio sobre ela. Hoje a gente realiza dois transplantes por semana. Antigamente era um por mês”, finalizou Lauro Vasconcellos.

Sem material, médicos e enfermeiros 'vestem' plástico em hospital do DF


Hospital de Santa Maria ficou sem vestimenta adequada nesta quinta-feira.
Funcionários improvisaram sacos plásticos para não suspenderem serviço.

Gabriel Luiz e Mateus VidigalDo G1 DF
Funcionários do Hospital Regional de Santa Maria, no DF, utilizando sacos plásticos como proteção para procedimentos de saúde (Foto: Arquivo pessoal/Divulgação)À esquerda, funcionário do Hospital Regional de Santa Maria, no DF, utiliza saco plástico como proteção para procedimentos de saúde (Foto: Arquivo pessoal)
A falta de capote – vestimenta usada para realizar procedimentos de saúde – fez médicos e enfermeiros do Hospital Regional de Santa Maria, no Distrito Federal, usarem sacos plásticos como proteção. A situação foi denunciada nesta quinta-feira (25).

De acordo com os funcionários, cuidados básicos como banho no leito, fisioterapia e outros procedimentos ficaram prejudicados pela falta do material, que é recomendado no protocolo de saúde.
Ao G1, a Secretaria de Saúde informou que houve um “atraso no processamento da lavagem de roupas do Hospital de Santa Maria” por conta de uma reforma na área onde é realizado o serviço terceirizado de rouparia e lavanderia.
A empresa responsável pelo serviço é a NJ Lavanderia. De acordo com o portal de transparência, a NJ Lavanderia Industrial e Hospitalar LTDA já recebeu R$ 6.824.506,63 em pagamentos do GDF desde 5 de fevereiro.
Em nota, a pasta afirmou que 600 capotes descartáveis foram distribuídos pela própria empresa prestadora de serviços da lavandeira durante a manhã desta quinta. Segundo a secretaria, a situação seria normalizada até o fim da tarde.
Funcionária vestindo saco plástico como improviso para a falta de capote no Hospital de Santa Maria (Foto: Arquivo pessoal/Divulgação)Funcionária vestindo saco plástico como improviso para a falta de capote no Hospital de Santa Maria (Foto: Arquivo pessoal)

STF recebe inquérito com suspeita de que Romário cometeu crime ambiental


MP aponta irregularidade na construção de quadra de futebol e futevôlei.
Senador do PSB diz que fez 'pequenas adequações' e que não gerou dano.

Mariana OliveiraDa TV Globo, em Brasília
O senador Romário (PSB-RJ) fala durante durante sessão para votação da admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado, em Brasília (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)O senador Romário (PSB-RJ) é acusado pelo MP do Distrito Federal de ter causado danos diretos e indiretos a uma Área de Preservação Ambiental (APP) às margens do Lago Paranoá (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)
O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu uma investigação, iniciada pela Polícia Civil do Distrito Federal, que aponta a suspeita de que o senador Romário (PSB-RJ) – tetra campeão mundial pela Seleção – cometeu crime ambiental ao construir quadras de futebol e de futevôlei em uma casa às margens do Lago Paranoá, no Lago Sul, bairro nobre de Brasília.
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios alega que há "fortes indícios" de que o senador do PSB tenha causado danos ambientais na reforma da residência que ele aluga desde 2012. Como Romário tem foro privilegiado, a Quarta Promotoria de Defesa do Meio Ambiente e Patrimônio Ambiental enviou o caso ao Supremo e pediu que a investigação tenha prosseguimento.
Por sorteio, a investigação foi distribuída para o gabinete do ministro Teori Zavascki, do STF. Inicialmente, caberá ao magistrado encaminhar o procedimento ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que analisará se pede ou não a continuidade do inquérito para que Romário seja formalmente investigado. Para ser aberta, a apuração precisará ser autorizada por Teori, relator do caso.
Por meio da assessoria, Romário afirmou que fez pequenas adequações no terreno e que não provocou danos ao meio ambiente.
"Romário não construiu as quadras, até porque já existiam ali. Realizou apenas pequenas adequações depois que alugou o imóvel. Enquanto o píer foi autorizado pela Marinha, ao passo que, a toda prova, se houve algum dano ambiental, ocorrera antes mesmo da locação do imóvel, não podendo ser a ele imputada", diz trecho da nota divulgada pela assessoria do senador fluminense.

Entenda o caso
O inquérito foi aberto pela Polícia Civil do Distrito Federal em 2013. Desde então, foram feitas visitas ao imóvel e ouvidas testemunhas.
A representante da dona do imóvel afirmou ao MP que o local foi alugado para Romário em 1º de novembro de 2012 "sem as supostas benfeitorias" questionadas pelos promotores. Ainda de acordo com a interlocutora da proprietária da casa, o senador "construiu por sua conta" o campo de futebol.
A Promotoria aponta danos diretos ao local – que é uma Área de Preservação Ambiental (APP) –, como impermeabilização da superfície do solo, e danos indiretos, como impedimento da renegeração da vegetação e aumento do escoamento superficial de águas pluviais, classificado de impacto paisagístico.
"Extrai-se da leitura do caderno apuratório que há fortes indícios de que o senador Romário de Souza Faria tenha causado danos ambientais em Unidade de Conservação e, em razão das referidas construções tenha impedido e dificultado a regeneração natural da vegetação", diz a promotora Luciana Leitão, responsável pela investigação do caso na primeira instância.
No inquérito, Luciana ressaltou que, como senadores só podem ser investigados e processados no Supremo, o caso teria que ser submetido ao tribunal.

Alunos de medicina da UnB fecham Eixo Monumental durante protesto


Estudantes reivindicam manutenção de convênio com GDF, que expirou.
Grupo quer continuar a atender no Hospital do Paranoá e na região leste.

Do G1 DF
Estudantes de medicina da Universidade de Brasília fazem ato em frente ao Palácio do Buriti na manhã desta sexta-feira (26) (Foto: Beatriz Pataro/G1)Estudantes de medicina da Universidade de Brasília fazem ato em frente ao Palácio do Buriti na manhã desta sexta-feira (26) (Foto: Beatriz Pataro/G1)
Alunos de medicina da Universidade de Brasília se reuniram em frente ao Palácio do Buriti nesta sexta-feira (26) para reivindicar assinatura de um contrato entre a Secretaria de Saúde e o Hospital Universitário de Brasília (HUB) a fim de que os estudantes continuem atendendo no Hospital do Paranoá e em UPAs da região leste do Distrito Federal. O contrato que permite o acesso dos alunos deveria ter sido assinado no início do ano. Durante o ato foram bloqueadas três faixas do Eixo Monumental.

Os alunos alegam que a experiência em regiões de atenção primária e secundária – que engloba casos menos complexos – faz parte da formação generalista que o curso propõe. O intercâmbio entre os alunos e os hospitais existia há pelo menos seis anos.

"Nosso hospital é de atenção terça diária e quarternária que atende casos mais complexos e específicos. Temos que ter contato com a nossa realidade", disse o coordenador geral do Centro Academico de Medicina (Camed), Manoel Silva.
O subsecratário subsecretário de Movimentos Sociais e Participação Popular, Acilino Ribeiro, conversou com os alunos e disse que está fazendo contato entre a Casa Civil e a Secretaria de Saúde para resolver o problema. "Nós aqui do Palácio não estávamos sabendo da demanda deles. Se houve atraso na assinatura do contrato é porque pode ter havido alguma alteração no contrato", disse Ribeiro.
Segundo Manoel Silva, os alunos mantiveram os trabalhos no local durante 2016 mesmo sem contrato. "A gente tem adiantado muitos processos, feito procedimentos. A gente só precisa ter formalizado a permissão para ir até lá". O contrato entre o HUB e a Secretaria de Saúde vinha sendo renovado anualmente, de acordo com o aluno
"O último contrato que venceu em 2015 era de R$ 2,5 milhões por mês, sendo que o custo do HUB por mês é de R$ 7 milhões", explicou o aluno do sexto período do curso de medicina e integrante do CA, Jheimyson Parnabé. O contrato que está atrasado prevê recursos de R$ 5 milhões mensais.
A região leste abrange unidade de saúde em São Sebastião, Paranoá, Itapoã e Jardim Botânico. Os alunos aderiram a uma greve em assembleia na tarde de quinta-feira (25) com participação de mais de 300 estudantes, o que representa 70% dos estudantes.
Policiais militares fecharam três faixas da via N1 do Eixo Monumental enquanto grupo de estudantes fazia ato nesta sexta-feira (26) (Foto: Beatriz Pataro/G1)Policiais militares fecharam três faixas da via N1 do Eixo Monumental enquanto grupo de estudantes fazia ato nesta sexta-feira (26) (Foto: Beatriz Pataro/G1)

Tribunal de Contas do DF analisa pagamento a empresas de saúde


Cinco empresas prestadoras de serviços de UTI estão sob análise do TCDF.
Pagamentos não teriam respeitado protocolo previsto na Lei de Licitações,

Do G1 DF
Fachada do prédio do Tribunal de Contas do DF (Foto: Lucas Nanini/G1)Fachada do prédio do Tribunal de Contas do DF (Foto: Lucas Nanini/G1)

O Tribunal de Contas do Distrito Federal vai analisar as denúncias feitas sobre supostos pagamentos de dívidas de serviços de UTIs pela Secretaria de Saúde do DF. Cinco empresas são citadas em uma representação do Ministério Público de Contas. Entre elas, a Intensicare, responsável pelos leitos do Hospital Regional de Santa Maria.

A representação foi protocolada pelo Ministério Público de Contas e aponta indícios de irregularidades, como o suposto pagamento de valores em troca de abertura de créditos adicionais pela Câmara Legislativa no fim de 2015, destinados a pagamento de dívidas do GDF com empresas prestadoras de serviços de UTIs.
Nós vamos verificar se essas empresas foram beneficiadas, recebendo na frente de outras com dívidas mais antigas e que deveriam receber primeiro, como determina a Lei de Licitações. Vamos apurar com o maior rigor e a maior brevidade possível"
Renato Rainha, presidente do Tribunal de Contas do DF
Existe a suspeita de que os pagamentos não obedeceram a ordem prevista pela Lei de Licitações, que segue um ordem cronológica das dívidas e a ordem decrescente de exercício.
De acordo com o presidente do Tribunal de Contas, Renato Rainha, a representação vai tramitar na Corte em caráter de urgência, a fim de verificar a regularidade dos pagamentos, se foram feitos de acordo com os valores de mercado e se os serviços foram “efetivamente prestados”.

“Nós vamos verificar se essas empresas foram beneficiadas, recebendo na frente de outras com dívidas mais antigas e que deveriam receber primeiro, como determina a Lei de Licitações. Vamos apurar com o maior rigor e a maior brevidade possível”, declarou o presidente do TCDF.
Conselheiro Renato Rainha faz inspeção no Hospital Regional de Sobradinho  (Foto: Tribunal de Contas do DF/Divulgação)Conselheiro Renato Rainha, durante inspeção no Hospital Regional de Sobradinho em maio (Foto: Tribunal de Contas do DF/Divulgação)



Outros dez processos envolvendo a Intensicare tramitam no Tribunal de Contas do DF, que analisa também a regularidade do reconhecimento de dívidas e de pagamentos feitos pelo GDF, a análise da legalidade de contratos firmados com a Secretaria de Saúde, entre outros.

Outros processos
Em um processo de 2015, o TCDF também investiga outros serviços sem contratos da Secretaria de Saúde. Um levantamento feito pelo tribunal encontrou serviços de limpeza, vigilância, lavanderia hospitalar, fornecimento de oxigênio líquido, alimentação hospitalar, locação de imóveis, entre outros, correndo sem contratos.

Em outro processo, uma auditoria de 2013 aponta que a Secretaria de Saúde administrava de forma “ineficiente” as 432 UTIs do Distrito Federal. O Tribunal constatou que 64% dos pedidos de internação nessas unidades não foram atendidas naquele ano, resultando em uma negativa para dois a cada três pacientes que demandavam o serviço.

Aqueles que conseguiram, tiveram, em sua maioria, internação tardia, com tempo médio de 52 horas de espera entre a solicitação e a internação. O tempo é considerado oito vezes maior do que o recomendado pela literatura médica (seis horas). O TCDF também verificou demora no transporte e no processo de classificação de pacientes “gravemente enfermos”, algo que potencializou o risco de morte deles.

Há também suspeitas de “retenção indevida de pacientes” em leitos de UTI, uma vez que os mesmo já teriam recebido alta médica. A investigação do Tribunal mostra que pacientes ficam nove dias, em média, esperando por um leito comum para deixarem o leito de UTI.

Segundo o TCDF, a própria Secretaria de Saúde verificou um desperdício de 7.273 diárias de UTI, ocupadas de forma inadequada por pacientes que já haviam sido liberados pelos respectivos médicos. As chamadas “diárias de alta” custaram aproximadamente R$ 1,1 milhão por mês ao GDF. Ao todo, o Tribunal aponta que 9.697 diárias de UTI ficaram indisponíveis à população por “falhas de gestão”.

Crianças internadas no Walter Cantídio recebem visita de militares


Iniciativa é em comemoração ao Dia do Soldado, celebrado nesta quinta.
Crianças internadas na unidade participaram de rodas de conversa e oficina.

Do G1 CE
Crianças da pediatria do hospital participaram de atividades com os militares (Foto: Sarah Serafim/Divulgação)Crianças da pediatria do hospital participaram de atividades com os militares (Foto: Sarah Serafim/Divulgação)
O setor de pediatria do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), em Fortaleza, recebeu a visita de representantes da Marinha e da Aeronáutica na manhã desta quinta-feira (25). A iniciativa é em comemoração ao Dia do Soldado, celebrado hoje.

A programação contou com a presença de um oficial assistente social, um subtenente e um marinheiro que falaram para as crianças sobre a rotina na Marinha.

Também participaram quatro representantes da Força Aérea Brasileira (FAB), sendo um oficial médico, um oficial enfermeiro e dois soldados, que conversaram sobre o trabalho desempenhado pela FAB.

As crianças também participaram de uma oficina de camuflagem ministrada por soldados e assistiram uma apresentação de integrantes da Banda de Música da Aeronáutica.

Ceará sedia encontro de discussão e comercialização de audiovisual


Mercado Audiovisual Cearense ocorre de 26 de agosto a 1º de setembro.
Programação inclui painéis, discussões e rodadas de negócio.

Do G1 CE
Fortaleza sedia, de 26 de agosto a 1º de setembro, a segunda edição do Mercado Audiovisual Cearense (II MAC), destinado à comercialização de produção audiovisual. O evento, que ocorre no Porto Iracema das Artes. O evento contará também com painéis e palestras sobre o mercado audiovisual brasileiro.
Em 2016, o Fundo Setorial do Audiovisual para o programa "Brasil de Todas as Telas" chega a R$ 550 milhões, segundo a Agência Nacional do Cinema (Ancine). Cerca de 30% do total dos recursos disponibilizados devem ser destinados a produtoras brasileiras estabelecidas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, conforme normas estabelecidas pela Agência.
De acordo com o cineasta Wolney Oliveira, diretor da Casa Amarela Eusélio Oliveira, da Universidade Federal do Ceará (UFC), por ser o Setor do Audiovisual muito recente, pouca gente tem consciência da obrigatoriedade desse percentual. "O Tribunal de contas da União (TCU), já cobrou da Ancine essa regulamentação e essa é uma bandeira da gente".

"Nós estamos trazendo players, que são canais para compra de conteúdo. Eles vão participar de rodadas de negócios com produtoras das três regiões”. Entre os canais que estarão presentes, está a Globo News que, segundo Wolney, pode colocar até R$ 200 mil em projetos de documentário em longa-metragem. Ele destaca ainda o canal Curta!, que pode adquirir minisséries de animação, ficção ou documentário, Globo Filmes e Cine Brasil TV.  Além desses, está confirmada a participação de dois canais de animação, a  Cartoon Network e Gloob.
"A lei obriga as TVs pagas a comprar conteúdo nacional independente, ou seja devem comprar conteúdo de fora de suas emissoras. O Ceará, assim como os outros estados, começou a fazer suas produções e o que estamos discutindo dentro do MAC é como podemos melhorar a performance da produção audiovisual cearense e fazer com que essas produções ganhem outras janelas para além nosso estado",  ressalta Doug de Paula, da Câmara Setorial do Audiovisual da Agência de Desenvolvimento Econômico do Ceará  (Adece).
Programação
A programação do II MAC, no dia 26, tem início às 9h, com o painel "Panorama do Audiovisual Brasileiro: O Desafio da Regionalização", com a participação de Fernanda Farah, do BNDES, Rodrigo Guimarães, da Brasil Audiovisual Independente, Fabiano Piúba, Secretário da Cultura do Ceará, Bete Jaguaribe, do Porto Iracema das Artes, Paulo Linhares, do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, e Wolney Oliveira, diretor do MAC, como moderador.
Ainda no primeiro dia ocorrem mais dois painéis. Às 11h, o tema é "Os Desafios da Produção Independente", com a participação do cineasta cearense Halder Gomes, de Georgia Costa Araújo, da produtora Coração da Selva (SP), e mediação de Doug de Paula. Às 15h, entra em pauta "O Cinema de Animação no Brasil", com Fernanda Farah, do BNDES, Mariana Medina, da produtora cearense Tusche,  Márcio Sguilaro, do canal Cartoon Network.
No dia 27, o tema que abre a programação é "Os desafios da produção e exibição local de conteúdo independente", em painel às 9h com a participação de Cyro Tomaz, da TV Jangadeiro, Tibico Brasil, da TVC, Émerson Maranhão, da TV O Povo e Ricardo Cardoso, da Ancine. Às 17h, a conversa será sobre "A produção regional e o FSA - Fundo Setorial do Audiovisual", com Frederico Machado, da Lume Filmes (MA), Renato Barbieri, da Gaya Filmes, das produtoras baianas Sylvia Abreu, da Truque Filmes e Vânia Lima, da TemDendê Produções, o produtor Chico Fill, da Amazon Filmes (AM), e Isabela Cribari, da Set Produções (PE).
O domingo (28), será dedicado às rodadas de negócios entre os canais e as produtoras locais e regionais. Este processo ocorre mediante inscrição de produtoras independentes que submetem seus projetos para análise e seleção dos canais convidados para o evento.

TCU confirma irregularidades em licitação da ponte estaiada no Ceará


Ministério Público do Ceará pede, mais uma vez, a suspensão da licitação.
Construção da Ponte Estaiada está orçada em R$ 338 milhões.

Verônica PradoDo G1 CE
Ponte vai ligar a Avenida Washington Soares ao Bairro Dunas (Foto: Governo do Estado do Ceará/Divulgação)Ponte vai ligar a Avenida Washington Soares ao Bairro Dunas (Foto: Governo do Estado do Ceará/Divulgação)
O Tribunal de Contas da União (TCU) reconheceu em julgamento realizado em 3 de agosto  que existem irregularidades na licitação da Ponte Estaiada sobre o Rio Cocó, em Fortaleza. De acordo com o ministro Augusto Nardes, relator da ação civil feita pelos consórcios que foram impedidos de participar da concorrência pública, a "licitação está eivada de vícios" e determinou a anulação da licitação e do contrato já assinado.
Com base no julgamento do TCU, o Ministério  Público do Estado do Ceará (MPCE), por meio do Núcleo de Defesa do Patrimônio Público entrou, nesta quinta-feira (25), com uma ratificação da Ação Civil Pública já ajuizada - em 4 de maio deste ano - na 10ª Vara da Fazenda Pública do Ceará, requerendo a anulação da licitação para a construção da Ponte Estaiada.
Em nota, a Secretaria da Infraestrutura do Estado (Seinfra) informa que, apesar de a construção da ponte estaiada estar inserida na proposta de regulamentação do Parque do Cocó, o empreendimento não é tido como prioritário e, por isso, não está previsto no exercício de 2016. A Seinfra diz, ainda, que todas as obras de responsabilidade da pasta só serão executadas depois de resolvidas todas as pendências junto aos órgãos de controle.
De acordo com o promotor de Justiça Ricardo Rocha, o edital para a construção da ponte continha muitas irregularidades, o que levou o Tribunal de Contas do Estado (TCE) a suspender, em fevereiro de 2014, o processo de licitação da parceria público-privada (PPP) para a construção, manutenção e conservação da Ponte Estaiada. "Várias empresas foram eliminadas, ainda na fase de habilitação, por conta das irregularidades presentes no edital da licitação", explica.

Na época, o relatório de inspeção do TCE apontou suposta subavaliação do preço de terreno do Estado que será transferido à empresa vencedora da concorrência, o que pode acarretar dano ao Erário em valores que podem chegar a R$ 10 milhões, de acordo com o Ministério Público.

Além disso, o MP cita a inclusão, de forma irregular,  da construção da nova sede da Procuradoria Geral do Estado (PGE), o que demonstra possível violação às regras do procedimento licitatório; exigência de a empresa participante possuir responsáveis técnicos com vínculo empregatício;  possível sobrepreço no valor orçado para o novo prédio da PGE;  bem como impropriedade no cronograma físico-financeiro da obra.
Modificações
De acordo com o promotor Ricardo Rocha, a suspensão obrigou o Governo do Estado, por meio da Secretaria da Infraestrutura (Seinfra), a realizar modificações no edital para que a licitação fosse liberada. “A Seinfra não realizou todas as alterações necessárias para tornar o procedimento licitatório regular, visto que não retirou do edital as cláusulas que restringem o caráter competitivo do certame, como a exigência de a empresa participante possuir responsáveis técnicos com vínculo empregatício”, explica o promotor.

Além disso, segundo ele, apesar de ter havido mudanças substanciais no edital de licitação para a construção da Ponte Estaiada, o Governo do Estado não realizou a republicação do edital, conforme determina a legislação federal. “O processo licitatório continuou, como se não tivesse havido mudanças no edital. Assim, as empresas que foram eliminadas por conta dos vícios presentes no primeiro edital, não tiveram a chance de voltar a concorrer”, diz Ricardo Rocha.

“Ocorre que o Tribunal de Contas do Estado, contrariando manifestação do Tribunal de Contas da União que confirmou as irregularidades, revogou a liminar anteriormente concedida. A medida autoriza a Seinfra a iniciar as obras objeto do Edital, visto que já foi firmado o contrato com o Consórcio SPE Ponte Estaiada OAS-Marquise Infraestrutura S.A, mesmo consistindo irregularidades que maculam todo o procedimento licitatório e podem gerar dano vultoso ao erário estadual”, ressalta o promotor na Ação Civil Pública.

Ponte Estaiada
Orçada em R$ 338 milhões, sendo R$ 259 milhões do Governo Federal e R$ 79 milhões do estado do Ceará, a ponte vai ligar a Avenida Washington Soares ao Bairro Dunas. De acordo com o Governo do Estado, a Ponte Estaiada terá 850 metros de comprimento, devendo ser implantada entre o bairro Cidade 2.000 e o Centro de Eventos do Ceará. A ponte será suportada por dois mastros distantes 500 metros um do outro, de forma a intervir o mínimo possível na área de preservação do rio Cocó.
O complexo ganhará ainda um mirante a ser instalado em área próxima ao Centro de Eventos. A obra terá 121 metros de altura, equivalente a um prédio de 23 andares, devendo se tornar um ponto turístico, com restaurantes e pontos comerciais. De acordo com o projeto, possibilitará ainda uma visão panorâmica de parte da cidade, incluindo os litorais Leste e Norte, além de uma visão do Rio Cocó. A previsão é de que a Ponte Estaiada seja concluída em um prazo de 16 meses a partir da assinatura da ordem de serviços.
Ponte Estaiada vai ligar o Bairro Cidade 2000 ao Centro de Eventos, em Fortaleza (Foto: Governo do Ceará/Divulgação)Ponte Estaiada vai ligar o Bairro Cidade 2000 ao Centro de Eventos, em Fortaleza (Foto: Governo do Ceará/Divulgação)

Juiz decreta prisão da primeira-dama de Aracati por obstrução de Justiça


Prisão foi pedida pelo Ministério Público na 2ª fase da operação 'Lata Velha'.
Investigação aponta para pagamento de propina de 20% do valor de obras.

Do G1 CE
O juiz da 3ª Vara da Comarca de Aracati, Jamyerson Câmara Bezerra, decretou a prisão temporária da primeira-dama e ex-secretária de Aracati, Eline Gomes de Oliveira Costa, por tentativa de obstrução da Justiça. A localização atual da primeira-dama é desconhecida pelos agentes.
A ação integra a segunda fase da operação Lata Velha, realizada em 6 de maio pelo Ministério Público, quando foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, sendo um deles na residência da primeira-dama.

As investigações apontam para um esquema de pagamento de propina, no âmbito da Secretaria de Assistência Social, Trabalho e Renda, estimado em 20% do valor de cada obra executada por parte do empresariado. O suborno era destinado à primeira-dama e aos seus assessores, Sandra Lúcia Martins da Silva e Regineide Martins da Silva, como forma de troca de favores entre as partes.
Segundo o Ministério Público, durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão na residência de Eline Gomes, a primeira-dama ligou para uma pessoa alertando-a sobre a ação da Justiça, afirmando: "cuidado aí com algum documento". A afirmação "demonstra claramente o interesse em obstruir a investigação", segundo o MP.
Em outro momento, ainda conforme o órgão, Eline entrou em contato com uma interlocutora para saber se algum documento relevante teria sido apreendido durante a operação do Ministério Público na Secretaria de Assistência Social, Trabalho e Renda.
“Mostra-se relevante o colhido no referido procedimento no qual deixa entrever a existência de fatos graves praticados por agentes públicos em conluio com terceiros para a realização de obras pela Prefeitura de Aracati, sendo que tal conluio visava pagamento de comissões vinculadas a licitações manipuladas. (…) O caso em apreço revela um possível crime de bando ou quadrilha. Entretanto, o seu desenrolar traz uma parte obscura, agravado pela conduta da investigada, conforme se extrai do colhido na interceptação telefônica”, explicou o magistrado da 3ª Vara de Aracati na decisão.

Nível de água nos açudes do Ceará é de 10%, aponta Cogerh


No ano de 2016 foi registrado um aporte total de 737,34 milhões m³.
Volume de água no litoral é de 38,44%.

Do G1 CE
Cidade ao lado de açude que abastece Fortaleza sofre com falta d'água (Foto: Reprodução/TV Verdes Mares)Cidade ao lado de açude que abastece Fortaleza sofre com falta d'água (Foto: Reprodução/TV Verdes Mares)
O nível de água nos açudes do Ceará é de apenas 10%, segundo dados da Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh) desta sexta-feira (26). Dos 153 açudes monitorados pela Cogerh, cuja capacidade total são 18,64 bilhões m³, apresenta volume de 1,99 bilhão m³ (10,69%). Nesta os reservatórios não tiveram aporte.

O volume de água das bacias está distribuído: Litoral (38,44%), Alto Jaguaribe (20,50%), Coreaú (37,24%), Metropolitanas (16,09%), Serra da Ibiapaba (18,72%), Médio Jaguaribe (6,55%), Salgado (13,26%), Acaraú (9,37%), Banabuiú (2,46%), Sertões de Crateús (2,90%), Curu (2,35%) e Baixo Jaguaribe (0,23%). No ano de 2016 foi registrado um aporte total de 737,34 milhões m³.

Avião da Air France deixa de decolar por causa de roedor


Busca pelo animal fez tripulação exceder a quantidade de horas em serviço.
Passageiros foram hospedados em hotéis e devem viajar neste domingo (28).

Da France Presse
Boeing 777 da Air France parado no aeroporto de Mombasa, no Quênia. Suposta bomba estaria no banheiro da aeronave (Foto: Edwin Kana/AP Photo)Boeing 777 da Air France. (Foto: Edwin Kana/AP/Arquivo)
Um avião da Air France que deveria fazer o trajeto entre Bamako e Paris na noite de sexta-feira (26) não pôde decolar pela presença de um roedor, provavelmente um rato, informou a companhia neste domingo (28).
Caçar o animal levou horas, o que fez com que a tripulação do voo excedesse o número máximo de horas em serviço e a aeronave tivesse que permanecer em terra, explicou à AFP Christophe Paumier, porta-voz da companhia aérea.

A Air France não dispunha em Bamako de meios suficientes para que o avião decolasse no dia seguinte ao incidente, fazendo com que o voo atrasasse 48 horas, até a noite de domingo.
Os passageiros do voo AF373 foram hospedados em vários hotéis da capital do Mali, declarou o porta-voz da companhia, acrescentando que já havia sido ativado um procedimento para indenizar os viajantes.
A presença de roedores em aviões constitui um problema de segurança, já que os animais podem morder os cabos e danificar os sistemas eletrônicos da aeronave.
"A Air France lamenta os transtornos causado por este importante atraso e recorda que a segurança de seus clientes e de seu pessoal são sua prioridade", segundo um comunicado do grupo.

Deputados começam a votar projeto de lei que proíbe comandas em bares


Proibição valerá também para boates, danceterias e casas de shows.
Discussão será na segunda (29), na Assembleia Legislativa do Paraná.

Do G1 PR
'Terapia de Bar' já foi realizado três vezes na capital paranaense (Foto: Carlos Henrique / Divulgação)Estabelecimentos como bares, boates, danceterias e casas de shows podem ser proibidos de usar comandas para registrar os gastos dos clientes (Foto: Carlos Henrique / Divulgação)
Os deputados estaduais do Paraná vão começar a votar na segunda-feira (29) o projeto de lei que pretente proibir o uso de comandas para registrar os gastos dos clientes em bares, boates, danceterias e casas de show. Esta será a primeira discussão da proposta na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), em Curitiba.
Caso o projeto de lei seja aprovado, os estabelecimentos que infringirem a proibição terão três penas: advertência, multa de R$ 10 mil e cassação do alvará do local. A proposta é do deputado Pastor Edson Praczyk (PRB).

Na justificativa do projeto, o deputado alega que as comandas dificultam a saída dos clientes do estabelecimento, devido ao tamanho da fila que eles precisam enfrentar para pagar a conta, gerando "imensos transtornos".
Além disso, a proposta alega que a intenção é impedir que os consumidores fiquem proibidos de sair do local em situação de emergência. O deputado sugere que os estabelecimentos utilizem outros métodos para efetuar a venda dos produtos, com o pagamento feito no momento do pedido.
Outros novos projetos
Outras dois novos projetos também começarão a ser discutidos pelos deputados estaduais na segunda. Um deles, do deputado Anibelli Neto (PMDB), quer proibir a exigência de radiografias com o objetivo único de comprovar a realização de procedimentos para os planos de saúde.
A outra proposta é a que institui a "Semana Estadual de Valorização da Vida", a ser promovida na semana do dia 10 de setembro, do deputado Dr. Batista (PMN).

Movimento ANTI ESQUERDA cresce no RIO


Movimento ANTI ESQUERDA cresce no RIO de JANEIRO
bandeira gigante
A imprensa carioca tenta a todo custo esconder as continências dos atletas medalhistas ao mesmo tempo em que dá ênfase às microscópicas manifestações esquerdistas realizadas essa semana. Contudo, a sociedade por sua vez vai aos poucos vai se conscientizando do mau que causa uma esquerda raivosa e desonesta, que insiste em defender e exaltar pessoas que desejam impor de qualquer maneira sua visão de mundo.
A polarização foi fomentada pelos próprios esquerdistas, mas fugiu ao seu controle e agora são eles que sofrem na própria pele o desprezo e rejeição por tudo de ruim e grotesco que realizam. Além de surrupiar o erario público eles são capazes de atos nojentos como defecar em praça pública sobre fotos de oposicionistas, cuspidas no rosto de idosos e até de se aproveitar da necessidade alheia, comprando votos por meio do assistencialismo eleitoreiro.
Por conta disso tudo a maior parte da sociedade brasileira, apegada à família, verdade e honestidade, cada vez mais sente um misto de asco e desprezo pelos militantes de esquerda de nosso país.
Nessa segunda-feira circulou de forma surpreendente nas redes sociais cariocas as fotografias de um grande manifesto anti-esquerdista. As imagens foram registradas por moradores da LAGOA que fotografaram uma gigantesca bandeira com a frase LULA e DILMA nunca mais.
A bandeira expressa a rejeição ao símbolo comunista da foice e martelo, idolatrado por DILMA, LULA e outros ícones do PT, PCdoB, PSOL etc.
Enquanto a sociedade permanecia somente nas redes sociais o Brasil aos poucos era destruído. Movimentos como esse (Pesadelo dos Políticos), capazes de organizar manifestações expressivas e bem organizadas assustam muito.
Curiosamente a grande imprensa ignora e não comentou o fato.
Revista Sociedade Militar