quinta-feira, 23 de novembro de 2017


Provas contra Temer vão muito além da mala de R$ 500 mil de Rocha Loures


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Até agora Loures não disse para quem era o dinheiro
Deu em O Globo
A Procuradoria-Geral da República (PGR) e a própria Polícia Federal apontaram ao menos mais cinco provas, além da mala citada pelo diretor-geral da PF, Fernando Segóvia, que comprometem o presidente Michel Temer. Ao menos quatro delas são gravações de conversas feitas presencialmente ou por telefone pelos delatores.
A mala a que Segovia se referiu foi carregada pelo ex-deputado e então assessor direto do presidente Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) e continha R$ 500 mil. Rocha Loures foi flagrado correndo com o acessório na saída de uma pizzaria de São Paulo após receber os valores do executivo e delator da J&F, controladora da JBS, Ricardo Saud.
PROPINA PELO CADE – Ao denunciar Temer por corrupção, o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot afirmou que o dinheiro se tratava de propina destinada ao presidente e a Loures por interferirem, em benefício da J&F, no andamento de um processo administrativo em trâmite no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
A principal prova, além da mala, é o diálogo que o empresário Joesley Batista teve com Temer no Palácio do Jaburu. Nele, o empresário perguntou a melhor forma de resolver no Cade o problema envolvendo a companhia da J&F, EPE (Empresa Produtora de Energia), e a Petrobras. Temer respondeu a ele que procurasse Loures. Além disso, Joesley relatou crimes que vinha cometendo.
Há ainda gravação de uma conversa entre Saud e Loures em 24 de abril, em que ambos combinam o montante de propina que o político receberia por sua atuação no caso, que poderia chegar a R$ 1 milhão por semana por 25 anos. Além do áudio, os investigadores receberam anotações feitas na reunião referente aos valores negociados.
MAIS GRAVAÇÃO – Há ainda outra gravação entre Joesley e Loures na qual o ex-deputado telefona para o presidente interino do Cade, Gilvandro Araújo, e encerra a ligação dizendo ao empresário que o chefe do conselho teria “entendido o recado”. Joesley sugere a ele, então, o pagamento de 5% do lucro da usina como propina, e Loures responde “tudo bem”.
O telefonema entre Gilvandro e Loures é outra prova que mostra a tentativa de intervir no órgão. Mais uma prova é a delação do doleiro Lúcio Funaro. O operador confirmou que recebeu dinheiro da J&F para ficar em silêncio.
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Doutor Segovia, por qué no te callas?


O diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, na chegada ao STF, em Brasília, onde se reúne com a ministra Cármen Lúcia
Quando fica calado, Segovia até parece um poeta…
Elio Gaspari
O Globo/Folha
O doutor Fernando Segovia começou seu mandarinato com dois pés esquerdos. Depois de ser empossado numa cerimônia que contou com a presença inédita do presidente da República, ele criticou a ação da Procuradoria-Geral da República e da própria PF no caso da investigação e das negociações que beneficiaram os irmãos Batista e a JBS.
Produziu duas pérolas. Na primeira disse que alguns aspectos do caso se tornaram “um ponto de interrogação que fica hoje no imaginário popular brasileiro”. Na segunda, foi preciso: “Uma única mala talvez não desse toda a materialidade criminosa que a gente necessitaria para resolver se havia ou não crime, quem seriam os partícipes e se haveria ou não corrupção”.
DEVAGAR, DOUTOR – A pergunta que está no ar é o destino final da mala recebida pelo ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor e pessoa da confiança de Michel Temer. Ela não faz parte do imaginário popular, como o Saci-Pererê, mas da dura realidade nacional.
Ainda assim, a mala que Loures recebeu de um emissário da JBS numa pizzaria de São Paulo é prova bastante da corrupção dele. Segovia tem razão quando argumenta que uma investigação mais calma levaria aos destinatários finais dos R$ 500 mil, mas daí a dizer que uma mala não basta para provar a corrupção, vai enorme distância.
O delegado Segovia apresentou-se fazendo perguntas. É o que menos se espera de um chefe da Polícia Federal. O grande detetive Hercule Poirot fazia suas perguntas para estruturar um raciocínio que desembocava numa surpreendente revelação. Segovia não deu respostas. Apenas distribuiu insinuantes indagações.
SACI PERERÊ – Em vez de deixar o problema na floresta do “imaginário popular” onde mora o Saci-Pererê, Segovia deveria anunciar que vai correr atrás das respostas. É assombroso ouvir do chefe da Polícia Federal que há muito a ser explicado e que “talvez seria bom, para que o Brasil inteiro soubesse, que houvesse uma transparência maior sobre como foi conduzida aquela investigação”. Ótima ideia. Sem “talvez”, Segovia poderia ter anunciado que, a partir de hoje, fará isso.
O grampo de Joesley Batista e a mala de Loures paralisaram o país e levaram Michel Temer à lona. Passados cinco meses, sabe-se que no lance havia um doutor com um pé na PGR e outro num escritório que defendia interesses da JBS. Aquilo que Segovia classificou como pressa do procurador-geral Rodrigo Janot seria melhor entendido se fosse chamado de interesse. Essa pelo menos é a opinião de um procurador, que acusa Janot de ter tramado a queda de Temer da Presidência da República para impedir a nomeação de Raquel Dodge. Quase conseguiu.
DOIS FATOS – A exposição da trama faria bem ao país, mas não eliminaria dois fatos: 1) O interlocutor de Joesley Batista no grampo do Jaburu é o presidente Michel Temer. 2) A mala entregue a Rodrigo Rocha Loures tinha R$ 500 mil e veio da JBS.
Segovia poderia vir a expor a maneira como esses dois fatos foram manipulados. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. À maneira de Hercule Poirot pode-se fazer uma pergunta a Segovia: “Por que Michel Temer foi à sua posse?”
O velho policial ensinava que “se você não é bom de palpites, não seja detetive”.
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Lula e Temer lutam juntos na Câmara para dar foro privilegiado a ex-presidentes


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Charge do Oliveira (Humor Político)
Deu em O Tempo
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (dia 22) Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que acaba com o foro privilegiado. O texto original pretendia limitar este benefício, mas agora a Câmara pode expandir o direito de foro privilegiado a ex-presidentes. O objetivo é proteger o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e também Michel Temer. A informação é do site Huffpost Brasil, publicada nesta quarta.
Lula é condenado em primeira instância por corrupção e lavagem de dinheiro. Já o presidente Temer é investigado pela Operação Lava Jato.
O QUE É PRECISO? – Para que Lula e Temer sejam “blindados” da Justiça e protegidos pelo Supremo, os deputados querem incluir na PEC 333/217 um trecho que dê o benefício a todos os ex-presidentes do Brasil. A iniciativa será do PMDB.
O autor da mudança seria o deputado Wadih Damous (PT-RJ), mas em contato ao Huffpost Brasil, ele nega. “Não há clima para este debate”, destacou.
PRÓXIMOS PASSOS – Aprovada, a PEC segue para uma comissão especial, onde terá o prazo de 40 sessões plenárias para ser discutida. Na etapa seguinte, o texto vai para o plenário da Câmara, onde precisa de 308 votos, em dois turnos, para ser aprovado.
É na comissão especial que a discussão sobre o foro para ex-presidentes deve acontecer.
“É uma blindagem. Como essa Câmara é corporativista tudo é possível, mas nós vamos trabalhar contra”, afirmou o deputado Júlio Delgado (PSB-MG).

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“Ballet” do Banco Mundial ilumina o palco do Brasil com números delirantes


Charge do Arionauro (Arquivo Google)
Pedro do Coutto
É antiga a frase de que o papel aceita tudo. O computador nem tanto. A realidade dos fatos muito menos. Reportagem de Marta Beck, Sérgio Fadul, Geralda Doca, Bárbara Nascimento e Cristiane Jungblut, em O Globo, destaca números e teses divulgadas pelo Banco Mundial voltados para recuperação da economia brasileira num espaço de tempo que começa hoje e se estende até a 2026. Uma distância de nove anos que se baseia em conotações matemáticas difíceis de serem decifradas em termos lógicos da economia política do país. O BIRD, por exemplo, propõe a diminuição pela metade dos vencimentos do funcionalismo público em relação aos salários dos empregados regidos pela CLT. Metade? Eis aí um corte impossível.
É o caso de soluções e teorias econômicas geradas por representantes do conservadorismo. Como diminuir à metade? Qual o parâmetro? Os salários daqueles que são regidos pela CLT variam de empresa para empresa. Como seria feita, portanto, a comparação?
INCONSTITUCIONAL – Além do mais, o corte de 50% nos vencimentos é absolutamente inconstitucional. Portanto, não seria possível e tampouco possui o menor cabimento. Além disso, é estimada uma redução de despesas, com isso, da ordem de 8,3% do Produto Interno Bruto Brasileiro. Como o PIB, em 2017, está calculado em torno de 5,8 trilhões de reais, a fração cintilante do Banco Mundial representaria algo em torno de 550 bilhões.
Surge uma dúvida: se tal importância seria anual ou resultaria de reflexos do corte ao longo dos próximos 9 anos, ou seja 2026. É necessário, a meu ver, que o Banco Mundial esclareça melhor esse ponto. Porque, inclusive, o valor do Produto Interno Bruto varia de ano para ano e o documento chamado de esforço pela reforma não inclui projeção sobre tais variações. No ballet dos números, esses lances da dança não se encontram bem iluminados, dando a impressão que o programa proposto baseia-se numa visão impressionista que colide com a realidade.
ARTES DO POSSÍVEL – Se a política é a arte do possível, a economia também se inclui no mesmo contexto. Até porque é impossível separar a política da economia. Não estou falando de economia política, porque esta pode ser interpretada e traduzida à base de pensamentos ideológicos diversos.
Para o ex-ministro Delfim Neto, por exemplo, sua visão estrutural parte de um princípio determinado. Para os reformistas, outro deve ser o caminho. Para os ultraconservadores, a visão também se altera. No fundo da questão encontra-se o desafio de se estabelecer o denominador comum entre o capital e o trabalho.
Isso explica, sobretudo, uma realidade pouco aparente. O reformista de hoje transforma-se com grande frequência no conservador de amanhã. O ex-presidente Lula, por exemplo, era um reformista até chegar ao poder nas urnas de 2002. Transformou-se num político conservador a partir de sua posse no Planalto em 2003.  Montou uma estrutura voltada para a corrupção, chegando ao ponto de dividir partidariamente as diretorias da Petrobrás. Em seu período, o BNDES forneceu créditos a juros favorecidos, como no caso de financiamentos à Odebrecht e a JBS. Nada mais conservador do que a corrupção.
DESIGUALDADES – Um reformista deveria lutar pela redistribuição possível de renda. Nada mais concentrador de renda do que a corrupção. A metamorfose atinge em cheio os políticos. Fernando Henrique Cardoso, logo após a vitória nas urnas de 1994, avisou ao eleitorado: esqueçam tudo que escrevi no passado. Mas as contradições são próprias do processo humano. O líder do Movimento Militar de 64, Carlos Lacerda, terminou cassado pelo processo que desencadeou.
Voltemos À dança dos números que o Banco Mundial exibe no palco de nosso país. Se fosse possível resolver os problemas universais com colocação de teorias, não haveria problema algum no Planeta Terra. A verdade é extremamente diferente. Colorir visões numérica não muda a cor da realidade.
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Julgamento de Lula está para ser marcado e sua candidatura já pode ser descartada


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Charge do Jota A (Portal O Dia/PI)
Carlos Newton
Já se esgotaram os recursos em primeira instância (Embargos de Declaração), a Procuradoria-Geral da República apresentou parecer e agora só falta o desembargador federal João Pedro Gebran Neto, relator da Apelação, preparar seu voto e marcar a data do julgamento do ex-presidente Lula pela 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região.
CORRUPÇÃO E LAVAGEM – Na 13ª Vara Federal Criminal, em 12 de julho, Lula foi condenado pelo juiz Sérgio Moro a nove anos e seis meses de prisão, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no caso do tríplex no Guarujá. E agora o processo não tarda a entrar em pauta, porque o desembargador-relator Gebran Neto é também presidente da 8ª Turma e responsável por marcar as datas dos julgamentos. Portanto, assim que concluir seu parecer, ele encaminha o texto ao desembargador-revisor e já pode agendar a questão.
Além de Lula,  o empresário Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, foi condenado  no mesmo processo a 10 anos de 8 meses de prisão (pena maior do que a de Lula), também por corrupção ativa e lavagem de dinheiro, e o executivo Agenor Franklin Magalhães Medeiros, também da OAS, pegou 6 anos de prisão por corrupção, mas não houve envolvimento na lavagem de dinheiro.
CONDENAÇÃO CERTA – A 8ª Turma tem demonstrado muito rigor nos julgamentos da Lava Jato. Até agora, apenas cinco sentenças do juiz Moro foram anuladas pelo Tribunal, sempre por falta de provas materiais, como aconteceu com João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT. No entanto, depois de ter absolvido Vaccari duas vezes, em outro processo a 8ª Turma aumentou a condenação dele de 10 anos para 24 anos de prisão. O ex-ministro José Dirceu também se deu mal. Estava condenado a 20 anos e 10 meses de prisão, no processo que envolve a empreiteira Engevix, e recentemente a 8ª Turma ampliou a pena para 30 anos, 9 meses e 10 dias.
Todas as absolvições foram motivadas porque as respectivas denúncias se baseavam exclusivamente nas delações premiadas, sem provas materiais que as confirmassem. No caso de Lula, porém, sua chance de absolvição é zero, porque a sentença do juiz Moro, em 218 páginas, reúne provas materiais abundantes de que o apartamento era de Lula e Dona Marisa, não só por se tratar de fato público e notório, divulgado na imprensa em jornal de grande circulação, anos antes da Lava jato, mas também pela existência de muitos documentos, fotos e testemunhas.
SEM RECURSO – Tudo indica que a condenação de Lula no TRF-4 será igual a de Dirceu (3 votos a zero). Isso significa que só haverá um tipo de recurso (Embargos de Declaração), que no caso não tem efeito modificativo nem suspensivo. E ficará afastada a hipótese de haver Embargos Infringentes, porque só podem ser apresentados quando o acórdão não é unânime.
Sem haver mais recursos, o acórdão da 8ª Turma do TRF-4 terá de ser cumprido. E assim Lula estará incurso na Lei da Ficha Limpa e não poderá ter a candidatura registrada na Justiça Eleitoral com base em decisão liminar, porque a condenação na segunda instância estará transitada em julgado, cabendo recurso apenas à terceira instância, o Superior Tribunal de Justiça. Em tradução simultânea, já se pode dizer que a festejada candidatura de Lula já era.
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Lava-Jato começa a prender a Turma do Guardanapo, que festejava a corrupção


Reunião da Turma do Guardanapo agora é em Benfica 
Chico Otavio e Daniel Biasetto
O Globo
Agentes da Polícia Federal (PF) estão nas ruas para cumprir na manhã desta quinta-feira quatro mandados de prisão contra o ex-secretário da Casa Civil Régis Fichtner — suspeito de receber pelo menos R$ 1,6 milhão em propina —, o empresário Georges Sadala Rihan e os engenheiros Maciste Granha de Mello Filho e Henrique Alberto Santos Ribeiro, acusados de favorecimento no esquema de distribuição de propinas do ex-governador Sérgio Cabral, de acordo com a contabilidade paralela de Luiz Carlos Bezerra, réu confesso, condenado e solto.
O empreiteiro Fernando Cavendish, ex-dono da Delta Engenharia que cumpre prisão domiciliar, é alvo de condução coercitiva e será levado para depor. A PF também foi à casa do empresário Alexandre Accioly, dono da rede de academias Body Tech, onde faz busca e apreensão. Accioly também foi intimado a depor.
OPERAÇÃO CALICUTE – A ação, coordenada pelo Ministério Público Federal (MPF) e autorizada pelo juiz da 7ª Vara Federal Criminal, Marcelo Bretas, é mais um desdobramento da Operação Calicute, versão da Lava-Jato no Rio, e que desbaratou um megaesquema de corrupção na na gestão do ex-governador Sérgio Cabral. As medidas cautelares foram deferidas pelo magistrado.
As investigações indicam que, enquanto comandou a secretaria da Casa Civil na gestão do ex-governador Sérgio Cabral, Régis Fitchtner autorizava a validação de precatórios como forma de compensar débitos de ICMS para empresas devedoras do Estado. Ele também teria atuado na compra de títulos de precatórios que estavam parados na fila à espera de pagamento, de maneira que lucrava no ágio pago por quem preferia dinheiro na mão antes do fim do processo.
ARCO METROPOLITANO – Um dos beneficiados pelo esquema, indicam os investigadores, era Henrique Ribeiro, ex-presidente do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-RJ), responsável pela construção do Arco Metropolitano e presença regular entre as testemunhas convocadas por Cabral para depor a seu favor.
Para se chegar até os alvos de hoje, os investigadores se basearam no depoimento de um dos operadores de Cabral, Luiz Carlos Bezerra. Em depoimento ao MPF, ele afirmou que entregou dinheiro em espécie ao ex-secretário da Casa Civil Regis Fichtner, apelidado de Alemão”, “Regis” ou “Gaucho” nas anotações em que era feito o controle da propina.
Um dos codinomes encontrados nas anotação de Bezerra fazia referência a “Boris”, que vem a ser, segundo as investigações Lineu Castilho, o “homem da mala” de Henrique.
DENTRO DO PALÁCIO – O operador conta que as entregas a Fichtner se deram entre meados de 2013 até abril de 2014 e que os valores entregues eram sempre de R$ 100 mil. Ele diz ser recordar de ter feito essa entrega por pelo menos cinco vezes, quase que rotineiramente dentro do Palácio Guanabara e do escritório de Fichtner, no prédio do Jockey Clube, localizado no centro.
Outro nome citado no depoimento de Bezerra ao MPF é o do engenheiro Maciste Granha de Mello Filho, um dos empresários que pagaram propina em troca de contratos com o governo do estado na gestão do peemedebista. Ele comanda duas construtoras que entraram no radar da força-tarefa da Lava-Jato no Rio: a Macadame e a Rodomac Pavimentação Ltda.
Bezerra afirmou ao MPF que ia com frequência recolher valores no apartamento de Maciste, na zona Sul do Rio, que variavam entre R$ 100 mil e R$ 200 mil. A Macadame somou ao menos R$ 100 milhões em contratos com o governo Cabral. Maciste aparece também como dono de empresas médias de engenharia que realizaram pagamento suspeitos ao ex-secretário de Obras de Eduardo Paes, Alexandre Pinto, preso na Rio, 40 graus.
OUTRAS EMPRESAS – Os investigadores identificaram que ao menos três empresas que recebiam direta ou indiretamente verbas da prefeitura deram dinheiro a Pinto e ao responsável pelo processo de licitação do consórcio contrutor do BRT Transcarioca, Miguel Estima, entre 2011 e 2015: Rodnitzky Comércio e Exportação de Granitos (R$ 130 mil); Rodomac Pavimentação Ltda (R$ 195 mil); e R.C. Vieira Engenharia (R$ 300 mil), contratada pela secretaria para várias obras.
O nome de Maciste aparece ligado também às empresas MJRE Construtora e Ipe Engenharia Ltda, Todas elas pertencem ou possuem relações societárias a Maciste, que também aparece como responsável pelo consórcio da Rodovia RJ-125, um das estradas que fazem ligação com o Arco Metropolitano e Região Serrana.
OPERADOR DE CABRAL – Bezerra afirmou também que a ordem para que as entregas fossem efetuadas a Fichtner vinha de Carlos Miranda, outro operador de Cabral. Era Miranda quem se comunicava com o então secretário por telefone.
Além de Fichtner, pela primeira vez alvo de uma operação da Lava-jato, outros secretários da gestão Cabral foram envolvidos nas investigações de combate à corrupção no Rio. São eles, Hudson Braga (Obras), Sérgio Côrtes (Saúde) e Wilson Carlos (Governo), todos presos.
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Manuela D’Ávila denuncia o golpe “parlamentarista” que Temer tenta aplicar


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Charge do Duke (dukechargista.com.br)
Eduardo Maretti
Site RBA
A deputada Manuela D’Ávila considera que sua pré-candidatura à presidência da República pelo PCdoB não divide a esquerda, e sim amplia seu leque de alternativas. “Estamos unidos na ideia de construir saídas para a crise, e defendemos a unidade da esquerda”, disse, durante bate-papo via redes sociais. Sobre a disputa da sucessão de Temer, a pré-candidata alertou para o fato de que as eleições de 2018 estão ameaçadas. “Tem uma turma aprontando uma continuidade do golpe, discutindo parlamentarismo. O ministro Alexandre de Moraes, aquele indicado pelo Temer, está construindo um debate sobre parlamentarismo que será a continuidade do golpe.”
Segundo informação da coluna “Painel”, do jornal Folha de S.Paulo, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, propôs a inclusão, na pauta de julgamentos da corte, de uma ação que discute se o Congresso pode ou não mudar o sistema de governo, independentemente de a população já ter decidido sobre isso no plebiscito de 1993. A ação que Moraes quer desengavetar está no tribunal desde 1997, segundo a Folha.
SUAS TESES – “Nossa ideia programática é baseada em duas questões. A primeira é relacionada à retomada no crescimento econômico do Brasil. E a segunda parte do pressuposto de que a eleição de 2018 é fundamental para que o Brasil saia da crise. Além disso, é necessária uma frente ampla. Essa frente é muito mais do que uma frente entre partidos. É uma frente com a sociedade, com os setores empresariais, com os que podem ser parceiros nessa retomada do crescimento.”
No bate-papo, Manuela D’Ávila respondeu questões dos internautas sobre temas como educação, reforma trabalhista, segurança pública e economia. “O golpe continua e está se aprofundando. A reforma trabalhista é uma prova disso.”
Ela defendeu um referendo revogatório para anular a reforma. “A população não discutiu. Durante a eleição de 2014, ninguém votou num projeto que retirava direitos dos trabalhadores, que colocava mulher grávida a trabalhar em ambiente insalubre.”
DEBATER SAÍDAS – Pela rede social, a deputada foi questionada sobre se sua campanha será agressiva, para responder os grupos que disseminam o ódio, e declarou que será propositiva. “Precisamos debater saídas da crise. Se ficarmos com as bandeiras de ódio, não vamos debater o que o povo precisa. A tática de organizar o ódio e fazer com que as candidaturas se posicionem a partir de pautas que nos separam não nos ajuda”, pontuou.
“Essa turma que organiza o ódio, que faz com que o medo seja um agente central na política, não tem propostas para tirar o Brasil da crise. O que essa turma pensa sobre economia? Não sabem. O que pensam sobre desenvolvimento e retomada da indústria? Não têm propostas.”
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Rio não estava sob domínio do PMDB, mas de Jorge Picciani e Sérgio Cabral


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Os famosos ônibus de Londres são um transporte estatal
Janio de Freitas
Folha
A recente investida contra parte da corrupção política no Rio é o primeiro caso, nas tantas operações da Lava Jato e similares, com efeito direto em benefício da maioria da população. A lamentar, a não extensão simultânea do benefício ao restante do país, vítima da mesma extorsão há dezenas de anos aplicada por associação de empresários e políticos. E nos novos fatos ainda há, também, algum efeito higiênico no processo eleitoral.
Os preços do transporte coletivo privado são, como regra geral, resultantes de fraudes sucessivas. As primeiras, na contabilidade de custos e receitas das empresas, para discussão de valores das passagens com o poder público. Depois, os encaminhamentos nos Executivos e Legislativos, estaduais e municipais, como norma são acertos do “por fora” que aprova o preço fraudado.
PODER POLÍTICO – Com isso, nas passagens de ida e volta do trabalho, moradores da periferia-dormitório do Rio (mas não só) chegam a gastar meio salário mínimo por mês. E quatro e mais horas diárias no desconforto e exasperação.
Os donos de empresas de ônibus constituem um poder político. Influem muito, com seus apoios financeiros e logísticos, na composição de muitas Assembleias Legislativas e Câmaras de Vereadores.
E mais até: podem ser decisivos na eleição de prefeitos e governadores, como foram em sua aliança com empreiteiros a força que fez de Moreira Franco um pretenso e abjeto governante fluminense. Com muitos casos escandalosos e muitos mais sem escândalo, os patronos e o patrocinado ganharam fortunas.
FONTE DE CORRUPÇÃO – Até aqui, as investigações preferiram apurar os bens de Sérgio Cabral, e não a origem dos meios de adquiri-los. Agora é que, chamada de “máfia dos ônibus”, tal fonte de corrupção ganha destaque no dispositivo de Cabral.
Mas toda a carreira desse político insaciável teve cada passo alimentado pelo preço das passagens fraudulentas dos ônibus. A queda de Cabral abalou o sistema político do Estado do Rio, mas não tanto quanto a queda de Jorge Picciani esperada da sua devassa pela polícia.
O Estado e a cidade do Rio não estavam sob o domínio do PMDB, como dizem. O domínio era de Picciani e Cabral, passou a ser só do primeiro, e não se sabe o que virá. Haja sucessor ou não, mais do que a eleição de governador em 2018, a de presidente é que será atingida pela derrocada de Cabral e Picciani, detentores da única máquina eleitoral capaz de sobrepor-se à dos neoevangélicos no Estado.
VIA DE COLAPSO – Huck, Bolsonaro e outros foram também atingidos, nas suas tramas eleitorais, pela recente investida contra a corrupção política no Rio: a maior e mais negociável base eleitoral está em via de colapso. Mas os milhões de usuários de ônibus estão ganhando, e isso vale muito mais.
Para quem gosta de comparações com o exterior, em Nova York e demais grandes cidades dos Estados Unidos, como em Paris e nas grandes cidades europeias, o transporte urbano de massa não é poder político, nem autor de corrupção.
Lá, nesses países exemplares de capitalismo, tal transporte não é privado, é serviço público – bom e decente. (artigo enviado por Mário Assis Causanilhas)
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Decisão do TRF-2 demonstra a esculhambação institucional que atinge o país


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TRF-2 reconheceu o direito de a Assembléia decidir
Carlos Newton
Em meio ao tumulto do vaivém na prisão dos deputados Jorge Picciani, Paulo Mello e Edson Albertassi, é preciso ficar bem claro que o acórdão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, redigido pelo relator, desembargador Abel Gomes, incentivou a Assembléia Legislativa a se manifestar e até libertar os três parlamentares corruptos. Vamos conferir o que ficou registrado na decisão original do TRF-2, no voto vencedor de Abel Gomes:
“(…) ainda que a minha avaliação jurídica da questão se identifique mais com os fundamentos dos votos vencidos proferidos pelos Ministros Edson Fachin, Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux e Celso de Melo, há que se dar cumprimento ao que recentemente decidido pelo E. STF na referida ADI, razão pela qual, executada a ordem e considerando que a investigação ainda está em curso, forme-se cópia integral desses autos a ser remetida imediatamente à Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, para que, pelo voto da maioria dos seus membros, resolva sobre a prisão, como prevê o art. 53, §2º da Constituição da República, e artigo 102, parágrafo 2º, da Constituição do Estado do Rio de Janeiro”.
MUDOU DE IDEIA – Na sessão seguinte, nesta terça-feira, o Tribunal Regional Federal mudou de ideia e arranjou a desculpa criativa de que a Assembleia não poderia ter expedido o alvará de soltura. É claro que poderia, pois o próprio TRF-2 concluiu que caberia ao Legislativo decidir sobre a prisão dos deputados, conforme está registrado no voto de Abel Gomes e no acórdão do tribunal… Mas não valeu o que estava escrito.
A conclusão a que se chega é de que a esculhambação institucional é algo espantoso e já está arraigada também nos Estados. E a culpa é do Supremo Tribunal Federal, com toda certeza.
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Bendine (ex-BB e ex-Petrobras) sinaliza que pode fazer delação, acredite se quiser


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Bendine disse ao juiz Moro que já está ‘conversando
Ana Luiza Albuquerque, Joelmir Tavares e José Marques
Folha
Ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil, Aldemir Bendine disse nesta quarta-feira (22) em depoimento ao juiz Sergio Moro que é “vítima de um grande complô” e de “pessoas que criam mentiras para comprar a liberdade”. No entanto, afirmou que está em “conversas com o Ministério Público e Polícia Federal”, indicando que pode negociar um acordo de delação premiada.
Preso desde julho sob acusação de receber propina da Odebrecht, o executivo fez só uma espécie de “desabafo” na audiência porque foi orientado por seus advogados a permanecer em silêncio.
PEDIDO DE SUSPENSÃO – A defesa de Bendine chegou a pedir a suspensão do depoimento, alegando que não teve acesso ao conteúdo de computadores apreendidos com ele. Moro negou a solicitação.
Na audiência desta quarta, os advogados reforçaram o pleito, argumentando que não tiveram acesso à fala do publicitário André Gustavo Vieira da Silva, que foi ouvido antes dele. André confirmou ter recebido propina da Odebrecht e ter repassado R$ 950 mil em espécie a Bendine.
“Eu estava ansioso, depois desse pesadelo de quase sete meses, [para] ter a oportunidade de pela primeira vez me manifestar. Entretanto, eu estou percebendo que estou sendo vítima de um grande complô, uma série de mentiras, de pessoas que cria mentiras para comprar a liberdade”, disse Bendine a Moro. “Diante desse fato, eu prefiro manter a minha verdade, usar a lei do silêncio, sem nenhum prejuízo que eu possa continuar conversas com o Ministério Público ou com a Polícia Federal, mas em relação ao processo eu prefiro permanecer em silêncio”, acrescentou.
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“Quero disputar com alguém com o logotipo da Globo”, diz Lula sobre Huck


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Lula ainda ironiza a candidatura de Luciano Huck
Deu no UOL
Pré-candidato ao Planalto em 2018, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, nesta quinta-feira (23), ao comentar uma possível candidatura do apresentador Luciano Huck, que quer “disputar com alguém com o logotipo da Globo na testa”, emissora onde ele trabalha. Embora Huck não admita publicamente que disputará a eleição do ano que vem, o apresentador tem emitido sinais de interesse em concorrer. Nos bastidores, PPS e o DEM já teriam até oferecido legenda ao apresentador.
A declaração de Lula foi dada em entrevista à rádio 730 AM, de Goiás, logo após ser questionado sobre as candidaturas de Huck e do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ).
PERSEGUIDO… –  “Tudo o que eu quero na vida é disputar com alguém com o logotipo da Globo na testa”, afirmou o petista, que diz acreditar ser alvo de perseguição política da Globo, emissora de maior audiência do país.
Lula disse não acreditar no termo “candidaturas outsiders”, ou seja, de gente considerada de fora da política, como o caso de Huck. “Quero ver o que essa gente pensa e vai propor para o Brasil”, declarou Lula. Para o petista, não é possível “encontrar alguém de fora dos partidos políticos que possa salvar esse país”.
Pesquisa do instituto Ipsos, divulgada nesta quinta-feira (23) pelo jornal ‘O Estado de S. Paulo”, mostra que 60% dos entrevistados aprovam a maneira como Huck vem atuando no Brasil. Sobre Lula, o índice é de 43%.
HUCK PONTUANDO – O apresentador, que não é filiado a nenhum partido político, também apareceu com 5% das intenções de voto em pesquisa do Ibope divulgada no final de outubro. Já Lula registra 35%, segundo o mesmo levantamento.
Condenado a nove anos e seis meses de prisão pelo juiz federal Sergio Moro no processo do tríplex, o ex-presidente pode ficar fora da disputa presidencial caso a segunda instância confirme a sentença do magistrado. Nesse caso, liminares ainda podem permitir que Lula esteja no pleito enquanto recursos são avaliados. Por isso, Lula não vê a possibilidade de não ser candidato.
CAMINHO DO MEIO – Em um cenário em que ele e Bolsonaro aparecem na liderança das pesquisas, o ex-presidente avalia que estão “tentando encontrar o caminho do meio”.
“Muitas vezes vejo dizerem que há uma disputa entre a extrema esquerda e a extrema direita. Estão tentando inventar o Huck, o Joaquim Barbosa [ex-presidente do Supremo Tribunal Federal], o Moro, inventar não sei quem”, disse na entrevista.
“Acho que cada um inventa o que quiser. Isso é como jogo de futebol. Quando começar a gente vai ver quem tem garra, que é que tem força, quem é que tem time, e quem é quem vai marcar os gols necessários para ganhar a partida”, completou.
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Delação de Funaro incrimina Eduardo Cunha, Henrique Alves e Michel Temer


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Delação de Funaro fica cada vez maior e detalhada
Cleide Carvalho e Gustavo Schmitt
O Globo
Em delação premiada, o doleiro Lúcio Bolonha Funaro afirmou que o grupo político formado pelo presidente Michel Temer e pelos ex-deputados Eduardo Cunha e Henrique Alves recebeu cerca de R$ 250 milhões em propinas decorrentes de créditos da Caixa Econômica Federal, repassados pelas vice-presidências de Pessoa Jurídica e Fundos de Governo e Loterias. As duas áreas foram controladas pelo PMDB e comandadas por Geddel Vieira Lima e Fábio Cleto. Operador financeiro do partido, Funaro disse que Cunha funcionava como um “banco de propina” para deputados e, depois, virava o “dono” dos mandatos de quem era beneficiado.
O doleiro afirmou não saber exatamente o valor da propina repassada a Cunha, “mas sabe que este sempre distribuía parte da propina recebida com Henrique Eduardo Alves e Michel Temer, fora outros deputados aliados”.
GEDDEL OPERAVA – O ex-ministro Geddel Vieira Lima ocupou o cargo na Caixa entre 2011 e 2014. Segundo Funaro, apenas na área de Geddel o grupo liberou entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões para empresas em troca de vantagens. Um valor igual ou superior a este teria sido liberado pelo setor comandado por Cleto. Funaro disse que Geddel recebeu, sozinho, no mínimo R$ 20 milhões e continuou a operar mesmo depois de deixar o cargo, até fevereiro de 2015.
Para o Grupo J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, relatou Funaro, foram liberados cerca de R$ 3,04 bilhões em troca de propinas. Foram R$ 1,35 bilhão para a holding J&F e o restante para empresas do grupo — R$ 200 milhões para a Vigor, R$ 250 milhões para a Flora e R$ 300 milhões em crédito para exportação para a Eldorado, além de R$ 940 milhões de debêntures adquiridas.
Os irmãos Batista só não pagaram o pedágio dos políticos, segundo o delator, para o empréstimo de R$ 2,7 bilhões feito para a compra da Alpargatas e outro R$ 1 bilhão tomado pela Seara — os dois feitos após Geddel deixar o cargo. Em uma única operação, de R$ 300 milhões para a holding J&F, o grupo político de Temer teria recebido R$ 9,75 milhões. O percentual das propinas, segundo o delator, variava de 2,7% a 3,4% da operação.
FUNDO FI-FGTS – O grupo J&F também recebeu propina de operações do FI-FGTS. Segundo Funaro, a indicação de Fábio Cleto para a área de fundos e loterias da Caixa foi feita por Eduardo Cunha e Henrique Alves a Antonio Palloci, que encaminhou o pleito ao ex-ministro Guido Mantega. Funaro disse que soube por Cunha que Temer “avalizou a indicação”.
A primeira operação ilícita do FI-FGTS, segundo ele, foi a liberação de valores para a Cibe, empresa do Grupo Bertin. A propina alcançou R$ 12 milhões — 4% do total da operação. Bertin também teria pagado propina por um crédito de R$ 2 bilhões dado à SPMar, concessionária do Rodoanel em São Paulo, outra empresa do grupo. A propina teria igualmente beneficiado Cunha, Henrique Alves e Geddel e, segundo Funaro, os pagamentos foram feitos pela empresa Contern entre março de 2013 e fevereiro de 2015 por meio de notas fiscais fictícias.

Para entregar dinheiro em espécie, contou Funaro, Bertin teria usado a empresa Alambari Construções. Funaro disse que Silmar Bertin lhe contou que em 2010 saíram do caixa da empresa R$ 50 milhões para doações eleitorais por caixa 2. A SPMar afirmou, em nota, que os financiamentos ao Rodoanel e para empresas da família Bertin sempre seguiram o trâmite normal e as doações eleitorais se limitaram a recursos devidamente declarados.
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SERVIÇO INESCRUPULOSO

por Percival Puggina. Artigo publicado em

 Nada desmoraliza tanto qualquer discurso contra as injustiças do mundo quanto a oferta de um privilégio ao orador. O petismo no poder é exemplo acabado, definitivo, do que afirmo, embora a mesma hipocrisia também possa ser encontra noutros partidos e fora da política. Sempre, em algum lugar, há alguém gastando saliva por uma sociedade "igualitária", e pronto para sugar até a última gota os mais escandalosos privilégios que lhe apareçam.
 Desde 2008, os ex-presidentes brasileiros têm à sua disposição, pelo resto dos respectivos dias (!), oito assessores e dois automóveis. Os assessores têm direito a salários, diárias e passagens. Os ex-presidentes, não; quando viajam, pagam as próprias despesas. Os servidores públicos privatizados por nossas ex-excelências desempenham as respectivas carreiras funcionais inteiramente a seus serviços.
 Na regência de sua pequena corte, mundo afora, Dilma está batendo todos os recordes de despesas. Matéria da revista Época em 17 de julho, informou que nos primeiros seis meses de 2017 ela gastou “R$ 520 mil com diárias e passagens, o triplo do que os assessores dos outros ex-presidentes usaram, juntos, no mesmo período”.
 Entre 2011 e 2017, o esquerdista, igualitarista e antielitista Lula, uma vida honesta a serviço dos pobres, humanista mais honesto do Brasil, ainda que abiscoitando, por palestra, os mesmos US$ 200 mil recebidos por Bill Clinton, consumiu do erário R$ 3,1 milhões com as despesas de seus auxiliares. A equipe de Collor custou R$ 1,2 milhão e FHC despendeu modestos R$ 675 mil. A vida em Alagoas parece ser mais cara do que em Paris.
 Nos primeiros seis meses deste ano, o périplo pos-presidencial de Dilma incluiu Suíça, França, Estados Unidos, Espanha, Itália, Argentina e México. Dureza! Neste momento, ela gasta nosso dinheiro falando mal do Brasil e bem de si mesma, do PT e de Lula, num roteiro que inclui a Alemanha, Rússia e Finlândia.
 O objetivo dessas romarias consiste em instruir parceiros ideológicos, jornais e bancadas de esquerda mundo afora sobre o “golpe” que a destituiu de um posto presidencial onde vinha fazendo grande bem ao Brasil e a seus pobres. Complementarmente, sustenta a tese de que Lula está sendo vítima de um golpe judiciário para impedi-lo de disputar novamente a presidência.
 E nós, pagando esse serviço inescrupuloso, contra a imagem do país. A ex-presidente, cujo mandato foi cassado pelo Senado Federal, talvez creia que essas viagens sejam maligna vingança contra seu vice, cujo governo está constrangido, por lei, a custear a própria difamação. Ou seja, presumo que ela continue incorrendo no mesmo equívoco de seus companheiros de armas e carmas: imaginando que haja no governo algum dinheiro que não seja do povo. Ou, ainda, supondo-se titular do direito de usar recursos e servidores públicos para fazer o que bem entenda pelo resto da vida.

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* Percival Puggina (72), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A tomada do Brasil. integrante do grupo Pensar+.

Ex-prefeito de Gongogi deixa débito superior a R$ 5 milhões


Na sessão desta quinta-feira (23/11), o Tribunal de Contas dos Municípios rejeitou as contas relativas ao exercício de 2016, do município de Gongogi, em função do descumprimento do artigo 42 da Lei de Responsabilidade Fiscal, que veda ao gestor assumir obrigações financeiras, nos dois últimos quadrimestres do seu mandato, que não possam ser cumpridas integralmente dentro dele ou sem disponibilidade de recursos em caixa para pagamento no exercício seguinte. Pelas irregularidades, o conselheiro do TCM determinou a formulação de representação ao Ministério Público da Bahia contra o gestor Altamirando de Jesus Santos, para que se apure a prática de crime contra as finanças públicas. O ex-prefeito não deixou saldo suficiente para cobrir as despesas com restos a pagar, o que gerou um prejuízo de R$5.634.501,98 às contas públicas. O relator do parecer, conselheiro Mário Negromonte, também constatou o não pagamento de multa imputadas pelo TCM. O gestor foi multado em R$20 mil por irregularidades verificadas durante a análise técnica das contas e também de 30% dos seus subsídios anuais, pela não redução da despesa total com pessoal. Foi determinado o ressarcimento aos cofres municipais da quantia de R$253.354,85, com recursos pessoais, referentes a ausência de processos de pagamento (R$183.029,85), a realização de despesas com terceiros sem a identificação dos beneficiários (R$57.500,00) e a realização de despesas com publicidade sem comprovação do conteúdo (R$12.825,00). O ex-gestor pode recorrer da decisão. Sapão teve todas as 8 contas de sua gestão – 2009 a 2016 – reprovadas pelo TCM. (Giro em Ipiaú)

TCM rejeita contas de Almadina e Coaraci


O Tribunal de Contas dos Municípios, rejeitou nesta quinta-feira, 23, as contas relativas a 2016 das prefeituras de Almadina e Coaraci. As gestoras Alba Gleide Góis Pinto e Josefina Maria Castro dos Santos terão representação encaminhada ao Ministério Público Estadual para que seja analisada se houve ou não a prática de crime contra as finanças públicas, diante do descumprimento do artigo 42 da Lei de Responsabilidade Fiscal, que trata da ausência de caixa no último ano do mandato para pagamento de despesas com restos a pagar…
As contas de Almadina apresentaram um saldo negativo na ordem de R$4.388.266,43, vez que os recursos deixados em caixa pela ex-prefeita Alba Gleide Góis Pinto não foram suficientes para quitar as despesas com os restos a pagar, provocando um grave desequilíbrio nas finanças do município. Além do descumprimento da LRF, a gestora não promoveu o pagamento de diversas multas imputadas pelo TCM em processos anteriores. Os conselheiros aprovaram multa de R$5 mil à gestora pelas irregularidades identificadas durante a análise das contas, e uma outra (por três votos a dois dos conselheiros presentes) equivalente a 30% dos seus subsídios anuais, por não ter reduzido a despesa total com pessoal. Também foi determinando o ressarcimento aos cofres municipais da quantia de R$42.335,42, com recursos pessoais, relativo a ausência de processos de pagamentos. Além da denúncia só MPBa, foi solicitada a notificação do Ministério Público Federal para que se apure as irregularidades relativas aos recursos do Fundeb. Em Coaraci, as contas da ex-prefeita Josefina Maria dos Santos apresentaram uma indisponibilidade financeira no montante de R$4.481.552,56 para cobrir os restos a pagar e as despesas de exercícios anteriores, o que por si só comprometeu o mérito das contas. A irregularidade é grave, pois a gestora, ao assumir obrigações de despesas sem a correspondente disponibilidade financeira, provocou o desequilíbrio das contas públicas. Também foram constatadas a abertura de créditos adicionais suplementares sem autorização legislativa, no montante de R$4.278.028,62, e o não pagamento de quatro multas impostas anteriormente pelo TCM, com valor residual de R$42.332,98. O relator do parecer, conselheiro Paolo Marconi, determinou o ressarcimento aos cofres municipais do montante de R$1.001.922,25, com recursos pessoais, referentes a 78 processos de pagamento glosados pela carência de documento hábil que comprove a sua regularidade. E também por despesas suportadas indevidamente pela administração com juros e multa por atraso no adimplemento de obrigação (R$ 51,21). Ele aplicou multa de R$25 mil pelas irregularidades remanescentes no relatório técnico e uma outra de R$52.161,66, que corresponde a 30% dos seus subsídios anuais, por não ter a gestora reconduzido os gastos com pessoal ao limite máximo de 54% da receita corrente líquida. Cabe recurso da Decisão.

Servidores do TJ-BA detêm recorde de faltas por doença no país


Falta dos servidores baianos, 6,3%, é três vezes maior que a média do país

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Foto: TJ-BA / Nei Pinto
Foto: TJ-BA / Nei Pinto

Os servidores públicos do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), bateram um recorde indesejável em 2016 de acordo com os dados de levantamento do Departamento de Pesquisas Judiciárias (DPJ) do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Segundo a pesquisa, divulgada nesta terça-feira (21), os servidores baianos apresentaram a maior taxa de faltas motivadas por doenças em 2016, com um índice de 6,3%.
O valor é três vezes maior do que a média nacional, que é de 2,1%. O Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul apresentou o índice mais baixo com 0,1%.
A pesquisa também levantou o dado sobre as faltas dos magistrados baianos, que apontou 3,3% de ausências, contra 1,6% da média nacional. De acordo com os dados, o principal motivo de ausência na força de trabalho do Poder Judiciário do país, foi a realização de consultas, exames ou acompanhamento de parente doente com 20,2% dos registros. O segundo grupo mais significativo, com 12,7% dos casos, é o das moléstias do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo, como dor na coluna e lesões no ombro.

Temer pode concorrer à reeleição


Há a certeza de que ele não se elege, porém uma candidatura teria o potencial de atrapalhar outras

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Foto: Assessoria da Câmara dos Deputados
Foto: Assessoria da Câmara dos Deputados

Tem ganhado plateia em Brasília a hipótese de que o presidente Michel Temer (PMDB) concorrerá à reeleição.
De acordo com a Coluna do Estadão, há a certeza de que ele não se elege, porém uma candidatura teria o potencial de atrapalhar outras, pois agrega o Centrão.
Contrário ao intento do peemedebista, o senador baiano Otto Alencar (PSD) pediu, segundo a publicação, que o Brasil “pare de eleger poetas”. Temer é autor de um livro de poesia de questionável qualidade literária.

Navios que buscam submarino argentino investigam mais um ruído


A “anomalia acústica” (ou ruído) que é investigada foi registrada três horas após o último contato da embarcação com a terra

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Foto: Reprodução / G1
Foto: Reprodução / G1

O sétimo dia de buscas do submarino argentino que desapareceu há uma semana, com 44 pessoas a bordo, terminou em suspense. O porta-voz da Marinha, Enrique Balbi, informou na noite desta quarta-feira (22) que navios e aeronaves foram mobilizados para investigar um ruído registrado três horas após a última comunicação do ARA San Juan com a terra.
O boletim oficial da Marinha era esperado com ansiedade. O último contato com a embarcação foi há uma semana, às 7h30 de quarta-feira (15). Quatro mil pessoas de mais de dez países participam da megaoperação de busca e resgate, mas, após uma semana de ações intensas, não há rastros do veículo.
A “anomalia acústica” (ou ruído) que é investigada foi registrada três horas após o último contato do submarino com a terra, a 30 milhas ao norte do local onde ele estava. Segundo Balbi, uma aeronave da Marinha brasileira, munida de um detector de “anomalias magnéticas”, vai sobrevoar a área.
O mesmo avião foi usado para investigar uma “mancha de calor” detectada na noite de terça (21), que poderia ser o submarino, mas foi mais um alarme falso. As famílias dos 44 tripulantes acompanham as buscas em Mar del Plata, onde a nau deveria ter chegado na segunda-feira passada (20).
Fortes ventos e ondas de até oito metros dificultaram as buscas nos primeiros dias. O tempo melhorou na terça (21), mas uma tempestade está prevista para a noite desta quarta.

Temer anuncia liberação de R$ 2 bilhões para os municípios do país


Durante o evento, presidente destacou a força política dos prefeitos e disse que, no próximo ano, se a economia melhorar, mais R$ 2 bilhões serão liberados

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Foto: Carolina Antunes/PR
Foto: Carolina Antunes/PR

O presidente Michel Temer anunciou na noite desta quarta-feira (22) a liberação de um auxílio financeiro de R$ 2 bilhões ainda em dezembro para os municípios brasileiros.
A notícia foi dada a uma comissão de prefeitos liderada pelo presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, em evento com a participação de deputados federais e ministros. Em atendimento ao pedido de Temer, os gestores prometeram trabalhar pela aprovação da reforma da Previdência.
Durante o evento, Temer destacou a força política dos prefeitos e disse que, no próximo ano, se a economia melhorar, mais R$ 2 bilhões serão liberados. “Vocês, trabalhando em favor da Previdência, junto aos deputados, vão permitir que, no ano que vem, quando vocês vierem para a marcha [Marcha dos Prefeitos], nós possamos talvez anunciar esses R$ 2 bilhões que estou mencionando. E se a economia melhorar sensivelmente, quem sabem mais”, afirmou o presidente.
O presidente da CNM disse que a posição pela aprovação da reforma da Previdência é uma questão técnica. “Temos uma pauta comum entre União e estados, que é a reforma da Previdência, onde estamos empenhados em que seja aprovada. Logicamente que respeitamos a diversidade. Respeitamos a posição de quem pensa diferente, mas a ampla maioria está lutando e nós estamos engajados na questão da Previdência”, disse Ziulkoski. Ele fez um apelo aos prefeitos para “afinar bem a viola e dar base para o deputado ou senador votar a reforma da Previdência”.
Quando prometeu mais recursos aos prefeitos, Temer lembrou que as reformas, em seu conjunto, vão deixar os entes federativos mais fortes. “Vocês têm visto que essas últimas reformas, nestes últimos cinco meses, os dados são extremamente positivos”, afirmou. Por isso, garantiu que, “se a Previdência for aprovada, a economia vai dar um salto; se a economia der um salto, e aqui não se trata de afirmação política, mas de uma afirmação econômica, nós podemos também dar, no mínimo, mais R$ 2 bilhões para os municípios”.

Garotinho ‘pode ter feito bobagem’, mas é honesto, diz Crivella


"O Garotinho é pobre. É um cara que não tem nenhum tostão", disse o prefeito do Rio de Janeiro

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Foto: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), disse que o ex-governador do Estado Anthony Garotinho “pode ter feito bobagem”, mas é “pobre e honesto”. Ele e a mulher, a ex-governadora Rosinha Garotinho, foram presos nesta quarta-feira (22) pela Polícia Federal.
“O Garotinho é pobre. É um cara que não tem nenhum tostão. Ele pode ter feito alguma bobagem na campanha. Mas garanto que ele e a Rosinha são muito honestos e estão sendo injustiçados”, disse Crivella ao jornal Folha de S. Paulo.
O prefeito é aliado político do casal, que foi preso sob acusação de financiamento ilegal de campanhas com a ajuda de um “braço armado”.
Para Crivella, as acusações são fruto de “perseguição política”. “Garotinho denuncia o PMDB todos os dias. É uma briga terrível. Aí as denúncias vêm”, completou.

Doria recua e admite que pode ser candidato ao governo de SP


Prefeito paulistano fez questão de ressaltar que o apoio do governador Geraldo Alckmin será relevante na definição do postulante do PSDB à Presidência

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Foto: Renato Gizzi/ Divulgação
Foto: Renato Gizzi/ Divulgação

Depois de perder força política, o prefeito de São Paulo, João Doria, recuou da pretensão de disputar a Presidência da República e admitiu, nesta quinta-feira (23), que pode ser candidato ao governo paulista.
“É uma opção, sim. Claro. Se isso fortalece uma candidatura do PSDB, se isso fortalece uma candidatura de Geraldo Alckmin, para que possa conduzir uma campanha vitoriosa à Presidência, eu tenho de estar ao lado do Brasil e das pessoas que podem ajudar o país”, afirmou, em entrevista à rádio Bandeirantes.
O tucano fez questão de ressaltar que o apoio do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, será relevante na definição do candidato do PSDB ao Palácio do Planalto. Nos bastidores, o senador José Serra também é cotado para concorrer ao posto.

Lula ironiza possível candidatura de Luciano Huck


Além de provocar apresentador global, petista diz que tentam emplacar na campanha presidencial 2018 o ex-presidente do STF Joaquim Barbosa

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Foto: Izis Moacyr/ bahia.ba
Foto: Izis Moacyr/ bahia.ba

O ex-presidente Lula (PT) afirmou que não vê possibilidade de não disputar a eleição presidencial de 2018. Além disso, o petista provocou o apresentador de TV e pretenso candidato à Presidência, Luciano Huck. Segundo Lula, tudo o que ele mais deseja na vida é “disputar (a cadeira presidencial) com alguém com o logotipo da Globo na testa”.
“Ainda não discutimos candidatura, mas a minha disposição é ser candidato e fazer o povo voltar a andar de cabeça erguida. Quem salvou o Brasil uma vez, pode salvar o Brasil de novo”, afirmou.
Além de provocar o apresentador global, o ex-presidente diz que tentam emplacar na campanha de 2018 o ex-comandante do STF Joaquim Barbosa. Ao fazer uso de suas metáforas futebolísticas, ele frisou: “Mas na hora em que o jogo começar, vamos ver quem marca gol”.
Sobre o deputado Jair Bolsonaro (PSC), outro presidenciável, o petista disse que ele já tem sete mandatos no Congresso “e tenta dizer que não é político”.

Saldo negativo do Brasil com o exterior é o melhor em 10 anos


As transações do país para outros lugares ficaram negativas em US$ 343 milhões no mês passado

BAHIA.BA
As transações do Brasil com o exterior ficaram negativas em US$ 343 milhões no mês passado, divulgou o Banco Central nesta quinta-feira (23). De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, foi o melhor resultado para outubro desde 2007.
No acumulado do ano, as transações do Brasil com o exterior são deficitárias em US$ 3 bilhões, também o melhor resultado em 10 anos. O resultado do mês passado foi influenciado pelo desempenho da balança comercial, com superação das exportações sobre as importações em US$ 4,9 bilhões.
No caso da balança de serviços, que foi impactada principalmente por viagens e aluguel de equipamentos, o déficit foi de US$ 2,7 bilhões.

Empresário preso pela Lava Jato é elo entre Aécio e Cabral


O empresário Georges Sadala, conhecido como Gê, é o último integrante da chamada “gangue do guardanapo” pego pela Lava Jato

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Foto: Wellington Pedro/ Imprensa MG
Foto: Wellington Pedro/ Imprensa MG

Último integrante da chamada “gangue do guardanapo” preso pela Lava Jato, o empresário Georges Sadala, conhecido como Gê, é o principal elo entre o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ), condenado a 72 anos de prisão.
Gê é amigo de longa data do tucano, que foi seu padrinho de casamento em 2007, informa a Folha de S. Paulo.
Perto de concluir seu mandato como governador em Minas, Aécio apresentou Gê a Cabral, que ocupava o Palácio Guanabara desde 2007. Em 2009, o consórcio liderado pelo empresário ganhou licitação para implantar o Poupa Tempo fluminense, pelo qual recebeu mais de R$ 130 milhões até 2015.
Os laços de amizade se estreitaram e culminaram no registro fotográfico da “gangue do guardanapo”, no hotel Ritz, em Paris, também em 2009.
Além de Gê e Cabral, estavam lá secretários e o então prefeito Eduardo Paes (PMDB). Parte deles posou com guardanapos na cabeça. A expressão foi cunhada pelo ex-governador do Rio Anthony Garotinho, também preso.
Fontes ligadas à investigação acreditam que a prisão do empresário poderá desvendar mais laços entre o grupo de Aécio e o PMDB fluminense.

Wagner: candidatura de Huck é ‘fabricada por inimigos da democracia’


Pesquisa divulgada pelo Estadão, nesta quinta-feira (23), aponta que o apresentador da TV Globo tem aprovação de 60%

Rodrigo Daniel Silva/  BAHIA.BA
Foto: Izis Moacyr/ bahia.ba
Foto: Izis Moacyr/ bahia.ba

Depois de pesquisas apontarem uma ascensão da eventual candidatura do apresentador da TV Globo, Luciano Huck, a presidente da República, o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner (PT), usou o Twitter, nesta quinta-feira (23), para criticar o global.
Na postagem, o petista disse que a candidatura de Huck é “fabricada” por “inimigos da democracia”. Também afirmou que se desconhece sobre o que o apresentador “pensa ou pretende para o Brasil”.
“Desesperados com a proximidade da eleição e com a força inabalável de Lula, os inimigos da democracia e seus aliados na mídia tentam a todo custo fabricar um candidato para chamarem de seu. O nome da vez é o do apresentador Luciano Huck, que estampa manchete do Estadão sobre uma suposta pesquisa que teria apontado melhora de sua imagem nos últimos meses. O problema é que, além da íntima e notória amizade com Aécio, pouco ou nada se sabe a respeito do que Huck pensa ou pretende para o Brasil”, tuitou o ex-governador da Bahia.
Wagner também criticou o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), quando o tucano despontava como forte candidato para corrida presidencial.
Levantamento – Segundo a pesquisa Barômetro Político Estadão-Ipsos divulgada nesta quinta, a aprovação ao nome de Huck apresentou um salto de 17 pontos porcentuais desde setembro, e passou de 43% para 60%. Já a desaprovação caiu de 40% para 32% no mesmo período.
Jaques_Wagner_critica_Huck

Tribunal reverte pena e Adriana Ancelmo volta para prisão


Ex-primeira dama do Rio foi condenada a 18 anos de reclusão por associação criminosa e lavagem de dinheiro

BAHIA.BA
Foto: Reprodução / Folhapress
Foto: Reprodução / FolhapressA ex-primeira dama do

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região decidiu reverter a pena de prisão domiciliar da ex-primeira dama do Rio, Adriana Ancelmo, nesta quinta-feira (23). Com a decisão, agentes da Polícia Federal cumpriram mandado contra Adriana, que foi conduzida ao Instituto Médico Legal (IML) e irá regressar ao sistema prisional.
A decisão foi tomada após a Justiça acatar um recurso do Ministério Público Federal que pediu a cassação da prisão domiciliar de Adriana. No recurso, os procuradores dizem que o regime domiciliar “representa enorme quebra de isonomia, num universo de milhares de mães presas no sistema penitenciário sem igual benefício”.Adriana foi condenada a 18 anos de reclusão por associação criminosa e lavagem de dinheiro durante a Operação Calicute. Em março, sua prisão preventiva foi convertida em domiciliar e a advogada foi levada para seu apartamento no Leblon, zona sul do Rio, onde cumpria pena.