terça-feira, 21 de agosto de 2018


ONU do B a serviço do presidiário Lula


O ex-chanceler Amorim: participante da farsa.
The New York Times, a BBC e a ONU não têm compromisso de lealdade com Estado de Direito brasileiro, mas o candidato condenado, o PT e o PCdoB deveriam respeitá-lo. Texto de José Nêumanne, publicado em seu blog no Estadão:


Em abril, antes de ser preso em São Bernardo do Campo por ordem do Tribunal Federal Regional da 4.ª Região (TRF-4), de Porto Alegre, Lula lamentou que, por conta de um importantíssimo “compromisso”, perderia a chance de discorrer sobre como acabou com a fome no Brasil. Há na lamúria uma mentira e uma meia-verdade. A mentira foi desmascarada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que flagrou no Brasil pós-PT e PMDB de Lula, Dilma e Temer a existência de 26 milhões de patrícios desempregados e desiludidos, que nem procuram mais emprego.

Ele, de fato, fora convidado a participar não de um evento na programação oficial do órgão que trata da fome na Organização das Nações Unidas (ONU), a FAO, como foi divulgado no Brasil. Mas de uma reunião da cúpula da União Africana, cujos membros lideram regimes que não primam pela fidelidade aos princípios democráticos. A máquina de marketing político montada nos desgovernos Lula e Dilma fez um tremendo escarcéu a esse respeito. Pois a prisão, tratada pela cúpula petista e pela defesa do condenado em segunda instância como “perseguição para impedir sua candidatura”, teria impedido que gozasse os louros do reconhecimento daqueles tiranos da adoção no maior país da América do Sul de programas como o Bolsa Família.
Mesmo com seu líder cumprindo pena numa dita sala de “estado-maior”, como definiu o juiz Sergio Moro, que o encarcerou, a máquina de propaganda dos tentáculos do petismo espalhados em organizações internacionais não cessou de funcionar. Em 14 de agosto, o jornal The New York Times (NYT) publicou um artigo, de suposta lavra da pena (no sentido figurado) do ex, no qual exaltou programas de seu governo e chamou de “golpe” o impeachment do poste que elegeu presidente, Dilma Rousseff. Ou seja, o órgão de imprensa de convicções liberais que trava, ao lado de concorrentes, uma guerra contra o presidente Donald Trump, que os considera “inimigos do povo”, reproduziu as diatribes a que recorrem os advogados do apenado e dirigentes do Partido dos Trabalhadores (PT), por cuja legenda requereu registro de sua candidatura à Presidência.

A máquina de propaganda petista, sem contar mais com os colunistas de aluguel nem com emissoras ditas públicas de rádio e televisão, cabides de emprego de militantes e simpatizantes, divulgou com estardalhaço o texto de seu profeta. Como se, por terem sido impressas sob o timbre do jornalão nova-iorquino, representassem uma adesão deste às teses absurdas de defesa de um criminoso e acusação contra a Justiça brasileira. Pois, como escreveu Fernando Gabeira em artigo no Globo desta segunda-feira 20 de agosto, Meditando com Daciolo, “para salvar Lula, é necessário condenar a Justiça”. Mas, na verdade por mais que possa parecer estranho à patota esquerdista, numa democracia os jornais, especialmente os liberais, como o NYT, publicam rotineiramente opiniões estranhas e até opostas às deles. Este foi o caso do artigo em questão. Embora isso não impeça que, do lado de cá, em defesa da democracia que escolhemos para nos reger, não tenhamos comentários desairosos sobre esses registros de pulp fiction.
José Roberto Guzzo lembrou na Veja: “O que a imprensa mundial diz ao público é que Lula está preso porque lidera ‘todas as pesquisas’; se estivesse solto, seria candidato a presidente e ganharia a eleição, e ‘não querem’ que isso aconteça, porque ele voltaria a ajudar os pobres. Quem ‘não querem’? E o que alguém ganharia ficando contra ‘os pobres’? Não há essas informações. Também não há nenhuma palavra sobre o fato de que a presidência de Lula foi o período de maior corrupção já registrado na história mundial ­— realidade comprovada por delações, confissões e devolução de bilhões em dinheiro roubado. Mas e daí? Ninguém está ligando para o Brasil como ele é. O Brasil do Zé Carioca é muito mais interessante.”

O apoio que a cambada lulista acha ter encontrado na mídia burguesa, porém, não basta. Em pleno mês do desgosto, a fábrica de fake news, hoje por conta de robôs nas redes sociais, encontrou mais um tema para nutrir nos desinformados a ilusão de que o condenado e, portanto, inelegível pela Lei da Ficha Limpa conta com adesão internacional para defender sua candidatura inviável à Presidência da República. Fê-lo com a notícia de que certo “comitê” de direitos humanos da ONU, sempre a ONU, tinha intimado o Brasil, ou o governo brasileiro, ou seja lá o que for, a permitir que o condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro dispute as eleições, ao arrepio da lei.

O que houve de verdade? O comunicado a que recorreu a fábrica petista de fake news em exigência para permitir candidatura do condenado é um documento emanado de um “comitê” formado por 18 “especialistas” independentes – acadêmicos em geral – sem nenhum poder decisório ou mandatório. Ou seja, está sendo repetido o estratagema do convite da FAO, já denunciado por Carlos Brickman no site Chumbo Gordo: não havia – e não havia mesmo – nenhum registro no calendário de eventos oficiais daquele órgão da ONU do tal compromisso oficial. Agora também não há. A notícia foi dada (ou seja, vazada) pela BBC, não pelas Nações Unidas.

E tanto nunca foi oficial que a própria ONU divulgou nota na qual informou que a função do tal “comitê” é “supervisionar e monitorar” o cumprimento dos acordos internacionais de defesa dos direitos humanos. E fazer recomendações, sempre em entendimento e consultas com os países envolvidos. O texto dessa nota de informações não deixa dúvidas quanto ao uso impróprio da entidade na divulgação: “É importante notar que esta informação, embora seja emitida pelo Escritório das Nações Unidas para Direitos Humanos, é uma decisão do Comitê de Direitos Humanos, formado por especialistas independentes. (Logo) esta informação deve ser atribuída ao Comitê de Direitos Humanos”.

Ontem o título da coluna de Jânio de Freitas na Folha de S.Paulo, Brasil ignora tratados internacionais no caso de Lula, vai na contramão dessas conclusões falsas e apressadas. Já na quinta-feira 16 de agosto o comentarista de economia José Roberto Sardenberg registrou em seu artigo semanal na página de opinião de O Globo, Fake ONU, o seguinte: “Vai daí que são fake todas as notícias do tipo: ONU manda, determina, exige que Lula participe da eleição; Conselho da ONU decide a favor de Lula (forçando uma confusão do Comitê com o Conselho, por ignorância ou má-fé); decisão do Comitê é obrigatória”.

Aliás, ainda na semana passada, em pleno espocar dos foguetões dos lulistas devotos, o colega José Fucs esclareceu no site BR18 do Portal do Estadão: “O comunicado revela, de qualquer forma, o grau de interferência política que predomina nas iniciativas do órgão e o seu aparelhamento pelos PTs do mundo e por países cujos interesses têm pouco ou nada a ver com a defesa da liberdade e dos direitos humanos. Não por acaso, em junho deste ano, os Estados Unidos decidiram se retirar da entidade, que inclui “exemplos” de democracia, como Angola, China, Cuba e Venezuela, em protesto contra suas críticas frequentes a Israel”. Os fanáticos do padim Lula poderão argumentar que o presidente norte-americano, Donald Trump, não é flor que se cheire em matéria de verdade, além de se declarar publicamente inimigo número um da imprensa livre de seu país. No entanto, ninguém de boa-fé ou de boa vontade pode considerar os ditadores comunistas dos países citados por Fucs como militantes da defesa da liberdade de dissentir de seus dissidentes internos.

The New York Times, a BBC, a ONU e os tais militantes, que não são diplomatas das “nações unidas”, mas “especialistas em direitos humanos”, normalmente de esquerda e que compõem o tal “comitê”, não assumiram nenhum compromisso de lealdade com as instituições do Estado de Direito vigente no Brasil por livre e soberana vontade majoritária do povo brasileiro. Os robôs a serviço da pregação ideológica da farsa da “perseguição de Lula para evitar que ele se candidate” não têm vontade própria nem discernimento. Mas, pelo menos em teoria, o PT e o PCdoB, que apoiam as pretensões presidenciais de Lula, e principalmente ele próprio deveriam respeitar e proteger nossas instituições democráticas, se é que pretendem mesmo disputar o voto do cidadão sob a égide delas.
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O estabilishment contra Jair Bolsonaro


PT e PSDB são irmãos de uma mesma família política: o socialismo. A acusação feita pelo PT de que o PSDB era de direita é similar a um irmão que, ao se irritar, xinga a mãe, se esquecendo de que é filho do mesmo ventre. É por isso que, hoje, o inimigo comum da esquerda representada por petistas e tucanos chama-se Jair Bolsonaro. Artigo de Bruno Garschagen, via Gazeta do Povo:


Eis o fato que gerou discussão na semana passada: o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) afirmou em entrevista à rádio Jovem Pan que, na hipótese de o candidato Geraldo Alckmin do PSDB não passar para o segundo turno, ele e o seu partido poderiam apoiar o candidato do PT, Fernando Haddad, contra o candidato Jair Bolsonaro, do PSL.

Por parte do PSDB, o apoio numa eleição presidencial não será novidade. Em 1989, após Mario Covas fracassar no primeiro turno, o partido apoiou Lula contra Fernando Collor de Mello no segundo turno (Lula perdeu). A possibilidade existe, mas, dadas as circunstâncias atuais, creio que o segundo turno que se desenha será entre Geraldo Alckmin e Jair Bolsonaro. Nesse caso, o PT apoiaria o candidato do PSDB?

Na sabatina realizada recentemente pelo BTG Pactual, questionado sobre esse cenário hipotético, Haddad disse veladamente que o PT poderia apoiar Alckmin.

Haddad lembrou que em São Paulo a aliança circunstancial entre petistas e tucanos ocorreu quando havia um inimigo em comum. Em 1998, na eleição para o governo estadual, Martha Suplicy, candidata do PT derrotada no primeiro turno, apoiou Covas no segundo turno contra Paulo Maluf (PPB). Covas venceu. Em 2000, na eleição para a prefeitura, a situação se inverteu: perante a derrota no primeiro turno de seu candidato Alckmin, Covas e o PSDB apoiaram Martha no segundo turno contra Maluf. Martha venceu.

Há dois aspectos anteriores que parecem ter marcado o espírito e o coração de FHC para sempre em relação a Lula e ao PT: ideologia e apoio no início da carreira política. Sociólogo socialista, este pleonasmo vicioso, e intelectual marxista, FHC foi treinado e formado na Universidade de São Paulo (USP). Na USP trabalhou sob orientação do professor socialista Florestan Fernandes, que fundou a sociologia crítica no Brasil e, em 1986, filiou-se ao PT e elegeu-se deputado federal pela primeira vez (em 1990 foi reeleito).

Quando, em 1978, FHC disputou a sua primeira eleição como candidato ao Senado pelo MDB, contou com o apoio de Lula, na época uma importante liderança sindicalista no ABC paulista. Na época, a proximidade e a identificação entre ambos foram tão grandes que os dois planejaram a criação de um novo partido, que só não vingou porque Lula tinha urgência, FHC não. Antes que uma nova sigla fosse criada, FHC queria Lula no MDB.

Em 1979, FHC disputou contra Leonel Brizola a representação no Brasil da Internacional Socialista em um encontro realizado em Viena. Brizola venceu e FHC iniciou um processo de conversão à social-democracia que, anos mais tarde, resultaria na criação do PSDB.

PT e PSDB são irmãos de uma mesma família política: o socialismo. A acusação feita pelo PT de que o PSDB era de direita é similar a um irmão que, ao se irritar, xinga a mãe, se esquecendo de que é filho do mesmo ventre. É por isso que, hoje, o inimigo comum da esquerda representada por petistas e tucanos chama-se Jair Bolsonaro. Precisamente por essa razão é que, num cenário em que Bolsonaro consiga passar para o segundo turno, os dois partidos se unirão a outras siglas de esquerda que são seus satélites, e às oligarquias que formam o centrão, para apoiar o candidato de um ou de outro que vá para a segunda volta. O objetivo maior será derrotar o candidato do PSL, que vem angariando cada vez mais apoio em extratos distintos da sociedade brasileira.

Não é só entre os políticos que o movimento contrário a Bolsonaro está em curso. A posição de FHC faz parte de uma reação que vem sendo expressa por jornais, revistas, esquerdistas de várias matizes, de artistas a youtubers, temerosos da eleição do candidato do PSL.

No mês passado, o comediante de esquerda Gregório Duvivier dedicou um programa inteiro do seu Greg News na HBO para atacar Bolsonaro. Fez um roteiro para tentar transmitir a ideia de que o candidato do PSL é o cão (armado) chupando manga. Pior: durante 20 minutos, tentou convencer a sua audiência de que Bolsonaro é, para o Brasil, pior do que Hitler foi para a Alemanha. Com mais de 1,2 milhão de visualizações, o vídeo teve mais descurtidas (90 mil) do que curtidas (86 mil).

Toda essa exasperação faz lembrar o temor da esquerda americana em relação à Donald Trump durante a campanha presidencial de 2016.

Em novembro daquele ano, um mês antes de Trump se eleger presidente, escrevi que estava convencido de que o candidato do Partido Republicano venceria a eleição. Não o fiz por torcida ou apantomancia, mas por aquilo que chamei de Escala de Desespero Esquerdista. A medição funcionava da seguinte maneira: quanto maior a aflição mais elevada era a chance de vitória de Trump; quanto maior o temor da vitória mais elevada era a agressividade.

Em relação a Bolsonaro no Brasil tem se dado fenômeno similar. Muito se escreveu sobre semelhanças e diferenças entre Bolsonaro e Trump, mas, creio, as semelhanças são mais evidentes e mais profundas se compararmos a reação da esquerda daqui nesta eleição com a reação da esquerda de lá na eleição de dois anos atrás.

A intensidade e agressividade dos ataques contra Bolsonaro aumentaram nos últimos meses à medida que o candidato se consolidava como líder nas pesquisas de intenção de voto. A dois meses da nossa eleição, por diversão, venho usando a mesma Escala de Desespero Esquerdista para monitorar o comportamento da esquerda e das oligarquias. Se a Escala se revelar mais uma vez eficaz, os ataques contra Bolsonaro vão aumentar assim como as chances dele passar para o segundo turno contra o candidato do PT ou do PSDB.
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Refugiados venezuelanos: "Já não bastam os nossos bandidos?"


Brasil entra na lista dos afogados em refugiados, com suas coortes de problemas e sem os recursos da Europa e dos Estados Unidos. Artigo de Vilma Gryzinski:


As fotos de um menininho sírio afogado numa praia da Turquia, das crianças separadas das mães que as levaram para atravessar clandestinamente a fronteira com os Estados Unidos ou das multidões de venezuelanos famélicos provocam uma reação humana, automática e profunda, em quem está longe do problema.

Em quem está perto, as imagens de sofrimento individual não são desassociadas de todo o resto. E o resto é um mar de problemas que acompanha grandes deslocamentos humanos, indo da exaustão de recursos públicos ao aumento da criminalidade.

Só o custo direto dos imigrantes ilegais que moram nos Estados Unidos, entre 10,8 e 12,5 milhões, dependendo do cálculo, é de 113 bilhões de dólares por ano – 8 075 dólares por pessoa. Bancados, evidentemente, pelo contribuinte americano.

As criancinhas que causaram tanta comoção, uma vez que é insuportável ver filhos separados das mães, em quaisquer circunstâncias, custam 670 dólares por dia, em gastos que vão desde as estruturas de alojamento até a aulas de ioga em espanhol.

Ficaram no passado distante os tempos dos imigrantes que chegavam da Alemanha, da Irlanda ou do México, entre uma infinidade de outros, sem um dólar no bolso e nenhum gasto para os cofres públicos, construindo a grandeza da América com trabalho duro e conquistando aos poucos benefícios sociais.

O custo, material e político, de refugiados ou quaisquer outros que chegam já desfrutando de generosos benefícios nos países avançados é tamanho que a União Europeia fez um acordo no ano passado com a Turquia.

Contra uma “mesada” de três bilhões de euros, o governo turco se comprometeu a segurar no país os 2,2 milhões de refugiados da guerra civil na Síria. Fora as verbas do ACNUR, o órgão da ONU para refugiados, bancadas especialmente pelos Estados Unidos.

Numa situação já sensível, com a obrigação de bancar e integrar centenas de milhares de pessoas se culturas diferentes, os atos de terrorismo cometidos por estrangeiros, a bala, faca ou veículos, causam espanto e horror.

‘SUPOSTOS VENEZUELANOS”

No ano passado, a Finlândia teve o primeiro ato terrorista da sua história. Um marroquino de 23 anos saiu esfaqueando transeuntes numa rua de Turku. Deixou gravado um vídeo declarando-se um soldado do Estado Islâmico

Matou duas mulheres e riu sem parar ao ouvir a sentença.

Por que a Finlândia? Por que um marroquino? Por que visar mulheres que estavam simplesmente andando na rua? Como explicar que um país distante do circuito internacional de problemas tenha aberto as portas para refugiados e levado facadas de volta?

Associar terrorismo e criminalidade comum aos refugiados é reprimido como manifestação de racismo em países como a Alemanha, o que contribuiu para uma votação sem precedentes num partido da direita antiimigração.

Se a relação entre nacionalidade e esfaqueamentos, estupros e homicídios cometidos por estrangeiros não pode ser sequer mencionada nos relatórios policiais, os cidadãos comuns, que querem ajudar os necessitados, mas não ver sua generosidade retribuída com violência e ódio, ficam perdidos.

Como as informações sempre acabam vazando, existe uma compilação da taxa de homicídio por 100 mil habitantes dividida por nacionalidades. Nos seis primeiros lugares: Líbano (23), Tunísia (14), Argélia (12), Afeganistão (9), Albânia (8), Iraque (7). Não é difícil ver o que têm em comum.

Imigrantes do Brasil aparecem com 2,6. A taxa entre os próprios alemães é de 0,8, maior do que os quatro últimos colocados, com 0: Holanda, Índia, Tailândia e China.

Se cidadãos de Berlim (renda per capita 38 mil euros) ficam horrorizados quando um tunisiano joga um caminhão carga pesada contra uma feirinha de Natal (12 mortos, 70 feridos), qual pode ser a reação em Paracaima diante de atos de violência antologicamente atribuídos a “supostos venezuelanos”?

Participar de um debate da ONU? Escrever um artigo no Guardian sobre as obrigações de solidariedade internacional?

Os países que acolheram os refugiados do monumental desastre da Venezuela – um pesadelo que não acaba – estão vendo que solidariedade não sai de graça e pode provocar reações fortes entre populações que já têm problemas enormes. Imaginem o que é , de repente, passar a disputar os eficientes e espetaculares recursos do SUS.

O Equador determinou no último dia 18 que só podem cruzar a fronteira venezuelanos munidos de passaporte. Atenção: o presidente equatoriano é Lenin Moreno, que foi vice do bolivariano Rafael Correa.

O mesmo passa a valer no Peru a partir do próximo sábado. Na Colômbia, destino do grosso da massa de venezuelanos esfaimados (870 mil) até as estatísticas de crescimento econômico estão sendo revistas.

O novo presidente, Ivan Duque, que assumiu no começo do mês, não tem nada do exibicionismo politicamente correto do antecessor, Juan Manuel Santos, que propiciou a vitória do candidato de direita com as concessões excessivas e até inexplicáveis aos guerrilheiros das Farc.

CRIPTOECONOMIA

A crise na Venezuela tem sido chamada de “desastre humanitário” como se o país tivesse sido atingido por um terremoto ou tsunami, e não a catástrofe cuidadosamente produzida pelos 19 aos de chavismo.

Já transportado há tempos para o campo do delírio, o regime bolivariano sob a mais desastrosa ainda direção de Nicolás Maduro produziu na última semana os seguintes acontecimentos:
1.A criação de uma nova moeda, o bolívar soberano, uma farsa cruel. A diferença entre o câmbio oficial e o real foi para 2 584%.2.O novo bolívar, uma porcaria tão grande quanto o velho, é “ancorado” numa criptomoeda, o Petro. Só vale, evidentemente, a parte do “cripto”.3.Os cinco zeros cortados significam que 100 mil bolívares antigos valem 1,5 centavo de dólar.4.O salário mínimo, “aumentado” para 1 800 bolívares soberanos, equivale no mundo real a 1,6 dólar.5.Além das iniciativas que vão “mudar de forma radical a vida econômica” do país, Maduro visitou cadetes feridos no ataque de drones durante um desfile militar. Os feridos tinham curativos do tipo adesivo no rosto. Como ninguém acredita em absolutamente nada que venha do governo, até o atentado frustrado, captado em vídeo com reações perfeitamente reais, é visto com total desconfiança.
Ajudar os refugiados do cataclismo bolivariano é um dever ético cheio de dilemas.

Uma coisa é garantida: não pode dar certo despejar em cidades fronteiriças gente que estava revirando lixo para ter o que comer, ou fazendo o que mais fosse necessário para a sobrevivência. Sem contar is inevitáveis criminosos que acompanham as massas de desvalidos .

No mundo de verdade, os supostos brasileiros já têm bandidos de sobra.
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Plano Haddad de revanche


Artigo de Carlos Andreazza, que acha que o PT irá para o segundo turno, coisa que eu duvido:


Autossuficiente, a estratégia político-eleitoral de Lula — também brilhante, ética à parte — tem como uma das perigosas consequências a subestimação daquele escolhido para lhe ser cavalo. Há tempos escrevo que o ex-presidente, senhor e âncora do tabuleiro, concebera e dominara um jogo em cujo fim colocaria seu representante, quem quer que fosse entre os petistas, no segundo turno. Nunca tive dúvida de que assim será. Mas é na análise desfulanizada — soberba, afinal acomodada — do método eleitoral lulopostista que se desdobra o risco de não se avaliar se o indicado, por ora capacho de um presidiário, pode ir além.

Convém estudar Fernando Haddad. As circunstâncias lhe são favoráveis. Sim, é verdade: poderia ser qualquer lulista, e o ungido avançaria ao segundo turno. Isso não significa que a escolha não decorra de cálculo. Uma obviedade: a indicação é componente fundamental da estratégia de Lula; não marco de seu fim. Ou alguém pensa que ele pensava que poderia concorrer à Presidência? Na exemplar briga de advogados havida no coração de sua banca, Lula nunca teve dúvida sobre sacrificar Sepúlveda Pertence. Sua defesa sempre foi política. Entre alguma medida cautelar, como prisão domiciliar (que poderia ser percebida como exceção em seu benefício), e permanecer em cárcere até a eleição, desde a cadeia vendo sua inelegibilidade formalizada, jamais hesitou sobre ficar no lugar em que melhor se vitimizaria. Daí por que tampouco cogitou antecipar-se à oficialização de sua inelegibilidade para apontar Haddad como o Lula de 2018. Para quê? Ele precisa do evento por meio do qual a Justiça Eleitoral se tornará adversária, também ela agente da concertação institucional elitista que trabalha para impedi-lo de voltar a presidir o Brasil. E então, ato contínuo, Haddad — Haddad será: é Lula, é Lula, é Lula.

Ocorre, contudo, que Haddad — ao contrário de Dilma Rousseff — existe; tem existência própria. Chego ao ponto. Ele é — será — corpo para duas operações. Não à toa se fez circular que seria uma espécie de petista com cara de tucano. Há ciência nessa formulação. Haddad, um acadêmico, tido como alguém aberto ao diálogo, limpa a imagem mais pesada do petismo sindicalista. O novo PT possível. E não sem alguma sorte. Em São Paulo, por exemplo, cresce inesperadamente, muito beneficiado, por efeito de oposição, pela percepção eleitoral de que João Doria abandonou a prefeitura da capital sem qualquer realização. Doria revitalizou Haddad, que disputará a Presidência com razoável base eleitoral de partida no mesmo município cujos cidadãos, não faz dois anos, desprezaram-no. Essa é a primeira operação — plástica, no caso — a que seu corpo se submete. Lifting?

A segunda, uma transfusão, ainda terá vez e se dará no Nordeste, lá onde Haddad é perfeitamente o que precisa ser para Lula ser: um desconhecido. Um elemento — de acordo com os princípios do lulopostismo — a ser construído, superfície plana para depósito dos votos que o ex-presidente transfere, naquela região, sem quase prejuízo derivado de sua condição de preso. E assim se planta a “ideia Lula” na fé daqueles cerca de 30% aos quais comunica: em parte com o Haddad revigorado no maior colégio eleitoral do país; em outra com a transmissão de votos lulistas em grande monta provenientes do aparelhamento do Bolsa Família, maior programa de cadastramento do mundo, como propriedade político-eleitoral do PT.

Haddad, pois, será — já é — Lula. Mas também é Haddad, como expressa o programa de governo que concebeu. Estão lá, publicamente assumidos, todos os compromissos de vingança. Contra a democracia representativa, contra, portanto, o Parlamento, que derrubou Dilma, investe na democracia direta e na ameaça de nova Assembleia Nacional Constituinte — com a evidente pretensão de esvaziar o Congresso por meio de Legislativo paralelo. Contra a imprensa, aquela que apoiou o golpe, a palavra de ordem é controle social para, por meio da sociedade civil organizada (pelo comissariado), regular — tutelar, claro, democraticamente — os meios de comunicação. Há muito mais. Contra o Judiciário, por exemplo: um projeto declarado de desforra.

Atenção a Haddad. O escolhido tem ideias particulares muito elaboradas sobre o que seja democracia. Ele engana, mas é transparente. (O Globo).
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Sustentabilidade da região é pauta do Fórum Florestal em Coroa Vermelha

21/08/2018 - 15h00 | Por: Sulbahianews/Comunicação

O planejamento de paisagens sustentáveis será um dos principais assuntos da 66ª reunião ordinária do Fórum Florestal do Extremo Sul da Bahia, que acontece nos próximos dias 23 e 24 de agosto, em Coroa Vermelha. O encontro contará com a presença de especialistas que abordarão temas de grande relevância para a sustentabilidade do território.
Entre as apresentações, destaca-se a palestra “Mosaicos Florestais Sustentáveis e Corredores de Biodiversidade, conceitos e relevância”, ministrada pela professora doutora Maria Otávia Crepaldi. De modo geral, o conceito de mosaico tem como objetivo reunir diferentes usos da terra – como plantações, agricultura e reservas naturais – de uma forma que atenda às necessidades econômicas e sociais, mantendo os serviços dos ecossistemas e a biodiversidade.
A pauta contemplará também apresentação dos técnicos Miguel Calmon e Marcelo Matsumoto, da ONG WRI – Word Resources Institute, que discorrerão sobre os Projetos VERENA, ROAM e sobre a plataforma para hospedagens de dados espaciais, resultados do Programa de monitoramento da cobertura vegetal e uso  da terra realizado a cada 3 anos pelo Fórum Florestal; da ONG Natureza Bela, com a proposta de emenda para curso de fortalecimento institucional; da Fibria, com o status da área ocupada por plantios de eucalipto nos municípios de Alcobaça, Caravelas, Nova Viçosa e Mucuri; e da Veracel, expondo os frutos do projeto de Observação de Aves. Além das propostas do Grupo de Trabalho – GT em relação ao Plano de Ação 2018-2023.

A reunião é aberta e será realizada na pousada Aldeia Portuguesa, com início às 13h30 no dia 23 e às 08h30 no dia 24
O Fórum Florestal do Extremo Sul da Bahia é um espaço de diálogo entre a sociedade e empresas de silvicultura, aberto a outros setores do agronegócio, com objetivo de debater questões socioambientais do território.

Tubarão é capturado por pescadores em praia de Prado

21/08/2018 - 08h33 | Por: Sulbahianews/Siara Oliveira

Um tubarão tigre foi capturado por pescadores na praia da Ponta de Corumbau, distrito de Prado, nesta segunda-feira, 20 de agosto.

Segundo informações, o animal pesava pelo menos 200 quilos e tinha dois metros de comprimento.

Ainda de acordo com informações, especialistas afirmam que esta espécie é comum na região nesta época do ano. Os tubarões tigres se alimentam de restos de baleias, que encalham no mar, e até o mês de novembro milhares de baleias Jubarte estão no litoral baiano para a temporada de acasalamento.

Em 20 anos, número de exportadoras brasileiras cresceu 60%

Postado em 21/08/2018 4:51
Em 1998, o Brasil tinha pouco menos de 19 mil empresas exportadoras. Passados 20 anos, o número de empresas brasileiras negociando com mercados internacionais saltou para 25,4 mil no ano passado, crescimento de 60%. Analisando por faixa de valor exportado, o maior crescimento foi observado no número de empresas que venderam entre US$ 10 milhões e US$ 50 milhões: eram 611 em 1998 e chegaram a 1.373 em 2017, aumento de 124%.
O levantamento é da Rede de Centros Internacionais de Negócios (Rede CIN), coordenada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A Rede CIN foi criada em 1998 para apoiar a indústria brasileira na inserção ao comércio internacional, como estratégia de competitividade e sustentabilidade dos negócios.
Em 20 anos, Brasil conquistou 50 mercados e passou a exportar o que comprava fora, como trigo.
Em duas décadas, o Brasil conquistou 50 novos mercados e passou a exportar o que antes comprava de fora, como trigo. De acordo com a CNI, a importância do tema não se restringe ao caixa das empresas, tendo impacto também na economia do país.
De acordo com a CNI, nos últimos períodos de recessão – 2001 a 2002, 2008 a 2009, 2014 a 2017 – todos os indicadores macroeconômicos do Brasil, como Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país), inflação e desemprego, pioraram. “Só o comércio exterior cresceu nesse período”, informou a entidade, explicando que muitas empresas recorrem às vendas internacionais durante períodos de turbulência no mercado doméstico.
Rede CIN
Em 2017, a Rede CIN recebeu recursos da União Europeia, por meio do programa AL-Invest, para desenvolver um novo modelo de atendimento às empresas que buscam se internacionalizar, o Rota Global. Na execução do piloto do programa, 560 empresas industriais, agrícolas e de serviço passaram por um diagnóstico gratuito que avaliou a maturidade da empresa para atuar lá fora.
Destas, 406 receberam planos de negócios customizados às suas necessidades para dar os passos necessários rumo ao comércio exterior. A maioria dos participantes são micros e pequenos negócios.
Também em 2017, a CNI e o Ministério de Indústria, Comércio Exterior e Serviços assinaram um acordo de cooperação técnica para integrar o Rota Global, do setor privado, ao Plano Nacional de Cultura Exportadora, do governo federal. O objetivo é oferecer consultoria completa para empresas não exportadoras empreenderem no mercado internacional, com diagnóstico, desenho de estratégia de exportação e acompanhamento da execução do plano.

Governo quer extinguir carteira de trabalho em papel até 2020

Postado em 21/08/2018 4:54 DIGA BAHIA!
A carteira de trabalho em seus moldes tradicionais – uma caderneta em papel, com a capa azul, símbolo da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) – será extinta até 2020, segundo projeto em curso no governo do presidente Michel Temer. A cúpula do Ministério do Trabalho atua para que, nos próximos dois anos, a carteira deixe de existir em meio físico para todo trabalhador e seja digitalizada, a partir da inserção de dados num sistema chamado eSocial.
A carteira de trabalho é historicamente gratuita, desde a vigência da CLT, a partir da década de 40, mas sua emissão começará a ser cobrada.
Um preço inicial em análise é de 15 reais. Ministério do Trabalho e Correios firmaram um acordo de cooperação técnica por meio do qual a emissão da carteira passaria a ser feita pelos Correios, que cobrariam uma taxa pelo serviço prestado. A intenção de cobrar pelo documento ocorre num momento em que o desemprego é realidade para 13 milhões de brasileiros e em que falta trabalho para outros 14 milhões.
A gestão do atual ministro do Trabalho, Caio Vieira de Mello, trabalha com a perspectiva de desaparecimento da carteira de trabalho em meio físico. A ideia é que a vida laboral de empregados seja inserida num banco de dados virtual, mais especificamente no Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial).
O eSocial foi criado com o propósito de unificar dados e desburocratizar a rotina das empresas. Em janeiro deste ano, empresas com faturamento anual superior a R$ 78 milhões passaram a aderir ao sistema, com a sincronização de dados contábeis dos trabalhadores.
RESISTÊNCIAS AO PROJETO
O projeto enfrenta resistências dentro do ministério, em razão do simbolismo da carteira de trabalho com a capa azul. Resistência semelhante ocorre em relação à intenção de cobrança para emissão do documento. Neste caso, há impeditivos de ordem legal.
Dois pareceres técnicos elaborados no Ministério do Trabalho são contrários à cobrança. As notas foram elaboradas após o ministro Caio Mello; o secretário-executivo, Admilson Moreira; e o presidente dos Correios, Carlos Fortner, firmarem o acordo de cooperação técnica, no fim de julho.
Primeiro, a área responsável pelas carteiras no ministério se manifestou contra, com a argumentação de que a gratuidade da carteira está prevista em lei, inclusive na CLT. Depois, diante da pressão do ministro e do secretário-executivo, um novo parecer foi elaborado, com o mesmo teor, desta vez subscrito por três áreas relacionadas a emprego no ministério.
A proposta foi encaminhada para a Consultoria Jurídica da pasta. A análise inicial da área jurídica aponta para uma vedação legal da cobrança, mas ainda não há decisão a respeito. O preço da emissão do documento é chamado pelos defensores da ideia de “taxa de comodidade”. Numa primeira análise, a cúpula do ministério vem entendendo que pode ser necessário um projeto de lei – ou uma medida provisória – para modificar as regras vigentes.
A pasta trabalhava com a ideia de colocar em prática um projeto piloto de emissão e cobrança pelos Correios já neste mês, em São Paulo. Isto foi descartado diante dos impeditivos legais e da resistência interna no ministério.
O acordo de cooperação deixa expresso que os Correios podem cobrar pelo serviço, inclusive com reajustes anuais, ao longo dos cinco anos da parceria prevista. Além disso, o acordo não traz nenhuma especificação sobre a continuidade do atual modelo gratuito de emissão de carteiras.
O país tem 2,5 mil postos para emissão de carteira – cerca de 400 unidades fabricam o documento. Para tentar emplacar a ideia de transferir a missão aos Correios, com cobrança pela emissão, a cúpula da pasta argumenta que deixou claro aos Correios que o atual sistema continuaria em paralelo. Caberia ao trabalhador optar por enfrentar uma fila, por exemplo, ou pagar pelo serviço, segundo esses integrantes do ministério.
MINISTÉRIO DIZ QUE VAI ARCAR COM CUSTOS
Em nota divulgada no começo da tarde desta terça, o Ministério do Trabalho afirma que a pasta decidiu arcar com os custos relacionados à expedição da carteira de trabalho, “por determinação do ministro Caio Vieira de Mello”. A nota chama esses custos de “taxa de conveniência pela entrega do documento expedido pelos Correios”. “O custo do serviço ainda está sendo avaliado”, diz a nota.
A decisão do ministro contradiz o que foi expresso no acordo de cooperação técnica firmado no fim de julho. Pelo texto, as partes não farão transferência de recursos financeiros entre elas. Além disso, como consta no acordo, o valor do serviço será custeado pelos interessados na carteira. Dois pareceres de áreas técnicas, elaborados após a costura do acordo, foram contrários à cobrança.
“A emissão da carteira de trabalho sempre foi e continuará a ser feita sem qualquer custo para o trabalhador, assim como a expedição do documento seguirá ocorrendo em toda a rede de atendimento do Ministério do Trabalho (postos do Sine, gerências regionais e superintendências do Trabalho nos estados)”, diz a nota da pasta. O acordo costurado com os Correios não deixa expresso o funcionamento em paralelo dos dois serviços.

TSE intima todos os candidatos a detalharem declaração de bens

Postado em 21/08/2018 4:54 DIGA BAHIA!
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) intimou na noite de ontem (20) todos os candidatos às eleições deste ano, inclusive os 13 candidatos à Presidência da República, a detalharem a declaração de bens, após a Corte recuar de uma simplificação no sistema de declarações para as eleições deste ano.
Na eleição de 2014, ao declarar um bem imóvel, por exemplo, o candidato precisava detalhar além do valor, o tamanho e o endereço, mas neste ano tais informações não estavam sendo exigidas.
No ano passado, o TSE resolveu simplificar o sistema de prestação de informações, com o intuito de torná-lo mais leve e célere, e extraiu os campos de detalhamento na declaração de bens. Com a repercussão negativa da medida, o ministro Luiz Fux, presidente da Corte até a semana passada, decidiu recuar e reincluir os campos no sistema.
Segundo o TSE, a medida tem por objetivo conferir “o maior grau de transparência possível ao processo eleitoral”.
A partir do momento em que foram intimados, todos os candidatos, a todos os cargos, passaram a poder fazer o detalhamento. Ao todo, 27.811 políticos tiveram pedidos de registro de candidatura protocolados no TSE.
Somados somente os candidatos à Presidência da República, o patrimônio declarado neste ano foi de mais de R$ 834 milhões. Os dois mais ricos concentram boa parte dessa quantia: João Amoêdo (Novo), com R$ 425 milhões; e Henrique Meirelles (MDB), com R$ 377,5 milhões.
Neste ano, os candidatos têm permissão, se quiserem, a bancar a integralidade dos gastos de campanha, observados os limites de R$ 70 milhões para o primeiro turno e de R$ 35 milhões para o segundo turno.

Doença rara faz garoto de 6 anos ter aparência de idoso


Yernar Alibekov, um garoto de 6 anos do Cazaquistão, tem chamado a atenção da internet por ter nascido com uma doença que faz com que o seu rosto se pareça com o de um idoso. 
A enfermidade em questão é a "Síndrome do Homem Elástico", que afeta o tecido conjuntivo do paciente - além das articulações e paredes dos vasos sanguíneos.

A mãe do jovem, Zibensa Tulepbergenova, contou ao portal "The Sun" que um hospital local flexibilizou as suas regras e vai realizar uma cirurgia em Yernar, mesmo sendo menor de idade. Familiares e amigos ajudaram a juntar dinheiro para cobrir os custos da operação, considerado alto para os pais. Com informações do Ibahia.

Ibope dá Lula à frente, Ciro empatado com Marina, e Alckmin parado em vez de subir


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Charge do Sponholz (sponholz.arq.br)
Por G1, Brasília
Pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira (20) apurou os percentuais de intenção de voto para presidente da República em dois cenários com candidatos diferentes do PT – o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro cenário e o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad no segundo.
No cenário que inclui como candidato do PT o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a pesquisa apresentou o seguinte resultado: Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 37%; Jair Bolsonaro (PSL): 18%; Marina Silva (Rede): 6%; Ciro Gomes (PDT): 5%; Geraldo Alckmin (PSDB): 5%; Alvaro Dias (Podemos): 3%; Eymael (DC): 1%; Guilherme Boulos (PSOL): 1%; Henrique Meirelles (MDB): 1%; João Amoêdo (Novo): 1%; os demais sem pontuação.
COM HADDAD – Lula está preso em Curitiba, condenado em segunda instância no caso do triplex no Guarujá. Pela Lei da Ficha Limpa, ele está inelegível. Por essa razão, a Procuradoria Geral da República impugnou (questionou) a candidatura. O caso está sendo analisado pelo ministro Luís Roberto Barroso e será decidido pelo TSE depois de ouvir a defesa de Lula, a favor do registro da candidatura.
Em razão desse quadro jurídico, o Ibope pesquisou outro cenário, com o atual candidato a vice na chapa de Lula, Fernando Haddad.
Nesse cenário, o resultado seria: Jair Bolsonaro (PSL): 20%; Marina Silva (Rede): 12%; Ciro Gomes (PDT): 9%; Geraldo Alckmin (PSDB): 7%; Fernando Haddad (PT): 4%; Alvaro Dias (Podemos): 3%; Eymael (DC): 1%; Guilherme Boulos (PSOL): 1%; Henrique Meirelles (MDB): 1%; João Amoêdo (Novo): 1%; Cabo Daciolo (Patriota): 1%; Vera (PSTU): 1%; João Goulart Filho (PPL): 1%. Branco/nulos: 29%, Não sabe/não respondeu: 9%.
Sobre a pesquisa, margem de erro: dois pontos percentuais para mais ou para menos.
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Maioria do eleitorado desaprova a atuação dos candidatos ao Planalto, diz o Ibope


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Charge do Newton Silva (newtonsilva.com)
Pedro do Coutto
Uma pesquisa interessante foi feita pelo instituto IPSOS para o jornal O Estado de São Paulo, objeto de reportagem de Daniel Bramatti, edição de ontem, indagando se os eleitores e eleitoras aprovam ou desaprovam a atuação dos candidatos na fase atual que antecede a abertura da campanha nas emissoras de rádio e televisão. Prevaleceu a desaprovação o que possivelmente, de acordo com o Ibope, fez a aprovação a Lula subir para a escala de 37%. Esse levantamento numa segunda etapa aponta o quadro sem o ex-presidente.
Aí Bolsonaro lidera com 20, seguido de Marina com 12, Ciro 9, Alckmin 7. Na perspectiva de Haddad substituir Lula, o ex-prefeito da cidade de São Paulo registra 4%. Logo em seguida aparece Alvaro Dias com 3 pontos. Os demais dividiram-se entre os que registram 1 ponto e outros ficam com 0%.
APROVAÇÃO – Mas vamos aos números do cotejo entre aprovação e desaprovação. A atuação de Alvaro Dias é aprovada por 8% contra uma desaprovação de 46. A parcela que eleva o resultado a 100 refere-se aos que não opinaram. Ciro Gomes é aprovado por 19% e desaprovado por 65. Alckmin tem 17 de aprovação e 70 de desaprovação. Guilherme Boulos tem aprovação de 3% e desaprovação de 47. Henrique Meirelles é aprovado por 5 pontos e desaprovado por 80. Bolsonaro é aprovado por 25 e desaprovado por 73. Marina é desaprovada por 61 e aprovada por 30%.
O quadro parece colidir com a pesquisa do Ibope, mas não é bem assim. Os que lideram o levantamento, no fundo, são os que ocupam os lugares de mais destaque, partindo-se do princípio de que a intenção de voto pode divergir da aprovação ou não das ações dos candidatos.  Vamos esperar que o Ibope finalmente tenha focalizado a colocação dos candidatos com base dos segmentos sociais.
Os índices de aprovação e desaprovação podem balizar, daqui para frente o desempenho dos candidatos, em vários casos corrigindo como pode se supor os enfoques menos populares das mensagens.
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ALGUNS EQUÍVOCOS SOBRE BOLSONARO

Em uma entrevista a Naief Haddad, edição de ontem, a historiadora  Heloísa Starling sustenta que Jair Bolsonaro está defendendo um autoritarismo político e não os valores militares que destacou como incluídos em seu programa de governo. A historiadora tem várias obras publicadas, mas no decorrer da entrevista comete alguns equívocos.
O primeiro é comparar a posição atual de Lula com a de Getúlio Vargas em 1945. Não é só a diferença entre o fato de Vargas se encontrar na sua fazenda e Luizs Inácio na prisão. Vale apenas acrescentar que Vargas ditador deposto em 29 de outubro, elegeu-se senador por dois estados e deputado federal por cinco. Seu apoio foi decisivo na vitória do General Eurico Dutra sobre o Brigadeiro Eduardo Gomes.
Um outro equívoco foi o de dizer que Vargas pertencia ao PSD. Na realidade,Vargas foi o criador do PTB.
Mas esses enganos não são importantes para reduzir a importância das palavras de Heloisa Starling. Os enganos se vão com o vento.
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Bolsonaro esclarece que cometeu ato falho e que jamais pensou em sair da ONU


O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) participa da formatura da Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende (RJ)
Bolsonaro fez críticas à ONU na formatura da AMAN
Talita Fernandes
Folha

Dois dias depois de ter afirmado que sairia da ONU caso seja eleito presidente, o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, voltou atrás e disse à Folha ter cometido um ato falho em Resende (RJ), no sábado (18). “Em Resende eu não falei conselho, houve um ato falho meu e ai já se começou dizendo que eu sairia da ONU. Eu jamais pensaria em sair da ONU. É sair do conselho de direitos humanos da ONU”, disse.
Ao participar de uma cerimônia de cadetes da Aman (Academia Militar das Agulhas Negras), na cidade fluminense, o candidato se referiu ao Comitê como antro de comunistas. “Não serve para nada essa instituição”, disse, ao criticar uma recomendação feita pelo Comitê de Direitos Humanos da ONU em favor do ex-presidente Lula.
NO TWITTER -Antes de dar a declaração sobre o caso do petista, o deputado federal havia publicado mensagem em sua conta no Twitter, afirmando que deixaria o conselho da ONU, sem especificar a qual conselho se referia. “Há mais ou menos 2 meses falei em entrevista que já teria tirado o Brasil do conselho da ONU, não só por se posicionarem contra Israel, mas por sempre estarem ao lado de tudo que não presta. Este atual apoio a um corrupto condenado e preso é só mais um exemplo da nossa posição”, escreveu.
Em conversa por telefone com a Folha nesta segunda-feira (20), o presidenciável disse que se referia, na verdade, ao comitê de direitos humanos apenas. “Eu vomitei aquilo sem falar de conselho de direitos humanos. Ai é onde houve uma falha minha.”
SEGUINDO TRUMP – O capitão reformado propõe exatamente o que fez o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, há dois meses, quando anunciou a retirada do país do conselho de direitos humanos da ONU. Os outros países que não fazem parte do organismo são Irã, Coreia do Norte e Eritreia.
Questionado sobre a crise migratória de venezuelanos em Roraima, Bolsonaro defendeu que o Brasil adote postura mais dura contra o governo de Nicolás Maduro e propôs a criação de um campo de refugiados, que seria auxiliado pela ONU.
“Quando você fala em refugiados você tem que buscar a ONU para apresentar uma alternativa”, afirmou. Ele disse concordar com a governadora de Roraima, Suely Campos (PP), em relação à sobrecarga dos serviços públicos estaduais com a chegada dos venezuelanos. Mas discorda dela sobre o fechamento de fronteiras, afirmando que isso não é possível.
TEM DE AJUDAR – “Tem que abrir um campo de refugiados, você não pode simplesmente deixar um pessoal habitar lá todos os espaços vazios de Pacaraima, de Boa Vista. Não pode deixar o pessoal jogado na rua, deixar o pessoal fazendo necessidades fisiológicas na rua. Ficar na rua praticando atos de vandalismo ou de crimes”, afirmou.
O presidenciável disse também não ser favorável à política de interiorização feita pelo governo de Michel Temer, que tem transferido voluntariamente refugiados de Roraima para outros estados do Brasil.
“O próprio venezuelano, no fundo, não quer vir para dentro do Brasil. Ele quer ficar próximo à fronteira para poder retomar pro seu pais na primeira oportunidade.”
SEM ESPAÇO – Segundo ele, não haveria espaço para os venezuelanos no mercado de trabalho já que o país tem cerca de 13 milhões de desempregados.
A fala de Bolsonaro, contudo, vai de encontro às estatísticas levantadas pelo governo brasileiro. Pelo menos 8 a cada 10 venezuelanos que entraram no Brasil por Pacaraima (RR) desde junho manifestaram intenção de ir para outras regiões do país. O dado faz parte de relatório do centro de triagem de Pacaraima e leva em conta 7.015 pessoas que foram acolhidas na fronteira de 18 de junho a 12 de agosto.
“Quando você faz um campo de refugiados você vai deixar esse pessoal lá em standby, pow. E buscar soluções para [eles voltarem] para o seu país. A primeira medida é essa. O governo tem que mostrar para a Venezuela o seguinte: não concordamos com o que está acontecendo ai. Tentar fazer com que esse governo do Maduro seja deposto legalmente.”
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Três perguntas que definirão o futuro da eleição presidencial


Nelson AlmeidaBernardo Mello Franco
O Globo

Parece que a eleição ainda não começou. Esta é a impressão deixada pela nova pesquisa do Ibope sobre a corrida presidencial. Depois de dois debates e uma batelada de entrevistas na TV, os candidatos praticamente não se moveram. A exceção foi Lula, que avançou quatro pontos. Preso desde o início de abril, ele agora lidera com 37% das intenções de voto.
Como o ex-presidente deve ser barrado pela Justiça Eleitoral, ficou tudo na mesma. Sem Lula, Jair Bolsonaro mantém a ponta, com 20%. Depois vem o pelotão intermediário: Marina Silva, com 12%, Ciro Gomes, com 9%, e Geraldo Alckmin, com 7%. O petista Fernando Haddad, que ainda é apresentado como o vice de Lula, aparece com 4%.
TRÊS PERGUNTAS – Faltam sete semanas para a eleição, e três perguntas devem definir o que acontecerá até outubro. São as seguintes: 1) Bolsonaro bateu no teto? 2) A TV empurrará Alckmin para o segundo turno? 3) Quantos votos Lula conseguirá transferir para Haddad?
Da primeira pergunta, depende o número de vagas em disputa. Com 20% dos votos totais, Bolsonaro parece ter um pé no segundo turno. Se ele subir mais, restará aos demais concorrentes brigar para enfrentá-lo. Neste caso, Marina, Ciro, Alckmin e Haddad se engalfinharão num jogo de Resta Um. Se o capitão tiver estacionado, todos continuarão no tabuleiro.
TEMPO DE TV – A segunda questão tem inquietado os tucanos. Ao abraçar o centrão, Alckmin apostou tudo na velha fórmula de garantir o maior tempo de TV. O problema é saber se o latifúndio eletrônico ainda terá tanto peso na era das redes sociais. “Não tenho certeza”, disse ao Globo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Se a resposta for negativa, Alckmin morrerá abraçado a Roberto Jefferson, Valdemar Costa Neto e outros aliados que cobraram caro por segundos de propaganda.
A terceira dúvida também continua no ar. O apoio de Lula será capaz de botar Haddad no segundo turno? O candidato do PT ainda é menos conhecido que os concorrentes diretos. Ele vai crescer nas próximas pesquisas, a questão é saber em que velocidade. Agora faltam apenas 47 dias para as urnas.
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Na busca por eleitor indeciso, Ciro Gomes adota uma postura mais moderada


Sorrindo, Ciro Gomes cumprimenta adversário
Sorridente, Ciro cumprimenta Alckmin no debate da Rede TV
Gustavo Uribe
Folha

Com dificuldades de crescer nas pesquisas eleitorais, o candidato do PDT à sucessão presidencial, Ciro Gomes, adotou novo perfil para tentar avançar sobre os eleitores indecisos. Diante da crítica de adversários de que tem fama de explosivo, o que foi apontado como um fator de insegurança em pesquisa, ele decidiu abandonar o que é chamado pela equipe de campanha de uma postura belicosa e adotar um perfil mais moderado. “O que podemos dizer é que ele entrou agora numa fase de Ciro Soft”, resumiu o presidente do PDT, Carlos Lupi.
Inicialmente, a proposta era de que ele não abrisse mão do jeito duro. Em entrevista à Folha, em junho, o então coordenador político da campanha eleitoral, seu irmão Cid Gomes, disse que o perfil “franco, sincero e que fala o que pensa é cada vez mais desejado pelo povo”.
RESISTÊNCIA – Segundo a Folha apurou, contudo, uma pesquisa qualitativa revelou uma certa resistência dos eleitores com o temperamento do candidato e uma preferência por um perfil mais tranquilo e bem-humorado.
Desde então, Ciro tem feito menos ataques e se descrito como uma “seda” e um “doce de coco”. Ele foi aconselhado por integrantes do partido a sorrir mais e a reagir com mais calma a críticas. “Aos 60 anos de idade, eu não vou mudar, [mas] estou mais maduro, experiente e sereno”, disse em entrevista na sexta-feira (17).
Em julho, o candidato xingou publicamente representante do Ministério Público e, no mês anterior, chamou o vereador Fernando Holiday (DEM-SP), ligado ao MBL, de “capitãozinho do mato”. Na época, foi aconselhado pelo irmão Cid Gomes a não fazer xingamentos em público, o que também passou a evitar.
VIDA PESSOAL – O novo perfil será explorado, por exemplo, na estreia do candidato na propaganda eleitoral gratuita, no dia 31. A ideia será mostrá-lo como um político experiente e um homem calmo. Para isso, serão veiculadas imagens da carreira dele, nos cargos de governador e ministro, e filmagens de momento de intimidade com os filhos.
A postura moderada começou a ser testada na semana retrasada, véspera do início oficial da campanha eleitoral. Nos dois primeiros debates na TV, Ciro evitou ataques e manteve tranquilidade, fazendo, inclusive, piada em pergunta sobre a Ursal (União das Repúblicas Socialistas da América Latina) no primeiro. No segundo, foi cordial com seus principais adversários.
“É preciso ter calma. A campanha eleitoral é uma corrida de fôlego. Eu achei que nós devíamos hoje tatear o caminho”, disse na saída do primeiro debate.
AMIGO DE TODOS – No discurso, passou a se referir aos seus oponentes de forma amistosa. Segundo ele, Geraldo Alckmin (PSDB) é um bom amigo “há longa data”, Jair Bolsonaro (PSL) é seu “estimado colega de Câmara dos Deputados” e Marina Silva (Rede) uma “estimada amiga”.
Segundo um dirigente do partido, o novo temperamento teve boa recepção em sondagem com eleitores, entre eles os que ainda não definiram seu voto. Segundo a última pesquisa Datafolha, em cenários sem o ex-presidente Lula, o percentual de indecisos chega a 28%.
A avaliação é que, diante da disputa com a candidatura petista pelos eleitores de esquerda, Ciro precisa avançar sobre parcela dos que não têm candidato e dos identificados com o campo de centro.
REDES SOCIAIS – A nova estratégia também tem sido utilizada nas redes sociais. Na tentativa de suavizar sua imagem, o candidato tem publicado uma espécie de álbum de momentos descontraídos. Nas fotografias, ele posa nadando com o filho caçula, se vestindo com a ajuda da neta, abraçando uma conterrânea de Sobral (CE) e dançando com a mãe.
Ele colocou ainda gravação, ao lado da candidata a vice Kátia Abreu (PDT), cantando música da cantora Dalva de Oliveira. E divulgou vídeo com memes de animais, no qual ele aparece de óculos escuros e fazendo sinal de “hang loose”, saudação que costuma ser utilizada por surfistas.
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Sem Lula, 13% votam em Haddad, 14% poderiam votar, mas 60% não votam nele


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Haddad diz que ainda não é candidato e vai avançar
Deu no G1
Pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira (20) para a corrida presidencial fez a seguinte pergunta aos entrevistados: “Caso o candidato pelo PT, Lula, seja impedido de disputar a eleição para presidente da República e declare seu apoio a Fernando Haddad, o(a) sr(a) com certeza votaria em Fernando Haddad, poderia votar nele ou não votaria em Fernando Haddad de jeito nenhum?”
Eis o resultado: Com certeza votaria em Fernando Haddad: 13%; Poderia votar nele: 14%; Não votaria em Fernando Haddad de jeito nenhum: 60%; Não o conhece o suficiente para opinar (esp.): 7%; Não sabe/ Não respondeu: 5%. De acordo com o instituto, os percentuais variam de acordo com alguns parâmetros, como escolaridade, renda familiar e região.
ESCOLARIDADE – Com certeza votariam em Fernando Haddad, até a 4ª série do fundamental: 18%; 5ª a 8ª série do fundamental: 15%; ensino médio: 13%; superior: 9%
Poderiam votar nele até a 4ª série do fundamental: 15%; 5ª a 8ª série do fundamental: 13%; ensino médio: 14%; superior: 13%
Não votaria em Fernando Haddad de jeito nenhum até a 4ª série do fundamental: 51%; 5ª a 8ª série do fundamental: 58%; ensino médio: 60%; superior: 71%
Não o conhece o suficiente para opinar até a 4ª série do fundamental: 8%; 5ª a 8ª série do fundamental: 8%; ensino médio: 8%; superior: 4%; Não sabe/ Não respondeu até a 4ª série do fundamental: 9%; 5ª a 8ª série do fundamental: 5%; ensino médio: 5%; superior: 4%
RENDA FAMILIAR (em salários mínimos) – Com certeza votariam em Fernando Haddad mais de 5 salários: 8%; mais de 2 a 5 salários: 11%; mais de 1 a 2 salários: 15%; até 1 salário: 17%.
Poderiam votar nele mais de 5 salários: 9%; mais de 2 a 5 salários: 13%; mais de 1 a 2 salários: 16%; até 1 salário: 15%.
Não votaria em Fernando Haddad de jeito nenhum mais de 5 salários: 79%; mais de 2 a 5 salários: 61%; mais de 1 a 2 salários: 58%; até 1 salário: 53%.
Não o conhece o suficiente para opinar mais de 5 salários: 2%; mais de 2 a 5 salários: 8%; mais de 1 a 2 salários: 7%; até 1 salário: 10%.
Não sabe/ Não respondeu mais de 5 salários: 1%; mais de 2 a 5 salários: 6%; mais de 1 a 2 salários: 5%; até 1 salário: 5%.
A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal “O Estado de S.Paulo”. É o primeiro levantamento do Ibope realizado depois da oficialização das candidaturas na Justiça Eleitoral.

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No caso do Comitê da ONU, o PT contradiz as posições tomadas quando era governo


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Charge reproduzida do Sputinik News
Merval Pereira
O Globo
A reação dos petistas à recomendação do Comitê de Direitos Humanos da ONU relativa à candidatura de Lula nas próximas eleições é exemplar do dito popular “faça o que eu digo, não faça o que eu faço”. Enquanto neste momento há um movimento articulado para espalhar que o governo brasileiro é obrigado a cumpri-la, liberando Lula para ser candidato à presidência da República, em outros o governo petista agiu justamente ao contrário, alegando que comitês tanto da ONU quanto da OEA não têm capacidade de intervenção em questões internas do país.
Assim como hoje, chefiado pelo tucano Aloysio Nunes Ferreira, o Itamaraty no tempo de Lula ou Dilma afirmava que “as conclusões do comitê têm caráter de recomendação e não possuem efeito juridicamente vinculante”.
HIDRELÉTRICA – Em 2011, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) recomendou a suspensão imediata da Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, alegando irregularidades no processo de licenciamento ambiental, atendendo a uma medida cautelar de entidades indígenas que questionaram o empreendimento.
O então ministro da Defesa, Nelson Jobim, criticou a solicitação, e sugeriu que a Organização dos Estados Americanos (OEA) fosse “cuidar de outro assunto”. Mais, o governo da presidente Dilma, em retaliação ao que considerou uma intromissão em assuntos internos, suspendeu o repasse de verba à entidade, de US$ 800 mil.
A diplomacia brasileira classificou a medida de “precipitada e injustificável”, e ainda chamou o embaixador brasileiro de volta, o que, em linguagem diplomática, significa um protesto em nível máximo.
LEI DA ANISTIA – Em outra ocasião, a Corte Interamericana de Direitos Humanos condenou o estado brasileiro pelos “graves crimes” cometidos no regime militar, e declarou sem efeitos jurídicos a Lei de Anistia. Embora petistas tenham gostado da decisão, inclusive o então ministro dos Direitos Humanos Paulo Vanucchi, nada foi feito, por impossibilidade jurídica.
A recomendação de organismos internacionais sobre direitos humanos, base da recomendação atual sobre a candidatura de Lula, sempre foi desprezada pelos governos petistas, que chegaram a fazer uma proposta oficial para que a ONU passasse a tratar os países que violam os direitos humanos com mais condescendência, evitando críticas públicas aos regimes autoritários.
Muito mais que decisões pragmáticas, se abster em votações contra Cuba com relação à violação dos direitos humanos, ou mesmo votar contra uma condenação do governo do Sudão sobre Darfur, onde um conflito étnico matou mais de 200 mil pessoas, faziam parte de uma política de Estado que o governo Lula adotou.
OUTRO “PADRÃO” – A ONG Conectas Direitos Humanos denunciou na ocasião a alteração no padrão de votação do governo brasileiro no Conselho de Direitos Humanos da ONU, seguindo geralmente interesses políticos e comerciais. Da abstenção em 2001 e 2002, o governo brasileiro passou a votar explicitamente contra a condenação da Rússia em 2003 e 2004. O padrão de votação parecia seguir o interesse geopolítico e comercial do governo brasileiro, e não tem relação direta com o conceito de direitos humanos em si.
Além de criticar a conduta como ineficaz, o governo brasileiro considerava, embora informalmente, que o Conselho de Direitos Humanos da ONU estava muito politizado, controlado pelos EUA.
A nota da ONU, destacada por Carlos Alberto Sardenberg em artigo, ressalva que “é importante notar que esta informação, embora seja emitida pelo Escritório das Nações Unidas para Direitos Humanos, é uma decisão do Comitê de Direitos Humanos, formado por especialistas independentes. (Logo) esta informação deve ser atribuída ao Comitê de Direitos Humanos”. Por isso, o Itamaraty do governo Temer, assim como os dos governos Lula e Dilma, considera o comitê que supervisiona o Pacto de Direitos Civis e Políticos, simplesmente isso, um órgão que não tem poder de sanção.
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A EXASPERADORA RIBALTA DOS DEBATES

por Percival Puggina. Artigo publicado em

Os debates entre candidatos a cargos majoritários mostram alguns aspirantes que não conseguem ocultar seu despreparo para as demandas das funções que buscam. Nenhuma empresa de médio porte bem conduzida convidaria para assumir cargo de responsabilidade num segundo ou terceiro escalão. No entanto, aspiram ao poder político e se sentem motivados para conduzir a nação em período de grandes dificuldades. Outros há, bem preparados, sem a mínima competência política.
Não é muito diferente o quadro, aliás, onde quer que o poder dependa das ruas e das urnas. A política, de um modo quase geral, é ponto de encontro de pessoas que gostam do que fazem e fazem empiricamente. Obtêm sua formação da simples experiência, aplicando o intelecto aos fatos que observam, às notícias que leem e às informações que acumulam.
 Se os parlamentos refletem a sociedade cuja pluralidade representam, a maior qualidade daqueles vai depender dos avanços que sejam obtidos no desenvolvimento cultural desta. A União Federal, 21 dos 26 estados brasileiros e a imensa maioria de seus municípios se arrastam numa sufocante crise fiscal, levando junto o setor privado. E só estamos nessa porque as galerias clamam, os parlamentos legislam e governos governam despesas que, sistematicamente, ano após ano, crescem acima da receita. Reflexo de um modelo errado sendo conduzido por mãos impróprias.
 Em outras palavras: faz-se imperioso reconhecer que a alfaiataria institucional brasileira é de péssimo corte e ainda piores costuras. Os temas nela envolvidos estão na raiz de muitos de nossos males e penares.
1) O péssimo corte, inábil e inadequado, criou um sistema de governo que, em vez de dar força às ideias mais aplicáveis a cada momento histórico, escolhe governantes segundo critérios que não costumam guardar relação com as virtudes necessárias ao exercício do poder. E assim, não raro, privilegia os mais demagogos, os mais mentirosos, os mais astuciosos. Num sistema diverso, próprio das democracias mais estáveis, que separe as funções de chefia de Estado das funções de chefia de governo, confiando-as a pessoas diferentes, essa dificuldade é superada. O chefe de estado, o presidente da República, é eleito diretamente pelo povo e representa a nação. O cara da gestão, escolhido pelo parlamento, é o líder do plano de governo que sai vitorioso das urnas porque, em torno dele, se aglutinou a maioria parlamentar.
2) A péssima costura favorece o recrutamento de lideranças políticas de insuficiente preparo, centradas na preservação do poder (o que é normal) a qualquer preço para a sociedade (o que não é normal). E é, precisamente, na costura, feita por mãos inábeis e desonestas, para preservar o poder a qualquer preço, que a corrupção se instala, o Estado incha, a despesa explode e a sociedade, não preciso dizer, você sabe o que acontece com ela.
Enquanto, com angústia, deposito estas ponderações no papel a menos de dois meses das eleições nacionais, só me resta o apelo: Capricha nesse voto, cidadão!

* Percival Puggina (73), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o Totalitarismo; Cuba, a Tragédia da Utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil, integrante do grupo Pensar+.