quarta-feira, 31 de julho de 2019


Aspas economistas reunião do Copom

Banco Daycoval

BC baixa juros para 6% ao ano
Rafael Cardoso – Economista Chefe da Daycoval Asset.

“Em linha com o que esperamos desde maio, o COPOM reduziu a taxa SELIC em 0,50p.p.. Acreditamos que há 3 motivos por trás da decisão do BCB: (i) reconhecimento do ritmo mais gradual de recuperação da atividade econômica frente ao estimado anteriormente; (ii) inflação corrente e prospectiva benigna com revisão das expectativas para os próximos anos e: (iii) encaminhamento das reformas e ajustes que tem impacto na taxa estrutural (aquela que é considerada neutra). 
Em relação a comunicação do BCB, o maior destaque foi a sinalização de que o ajuste do estímulo monetário ainda não terminou ao explicitar que “a consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva deverá permitir ajuste adicional no grau de estímulo”. Além disso, sugere que o ajuste também não necessariamente se restringe a próxima reunião.
Neste sentido, em linha com a comunicação do BCB de que o ajuste deverá se estender e baseado em as nossas projeções de inflação, revisamos nossa expectativa para a taxa SELIC de 5,5% no final de 2019 para 5,0%, como resultado de 3 cortes de 0,50p.p.. Além disso, também vislumbramos manutenção da taxa SELIC em 5,0% ao longo de 2020”


Marcela Rocha – Economista chefe da Claritas Investimentos.

“- Em decisão unânime, o Banco Central decidiu reduzir em 0,5 p.p. a taxa Selic para 6,0% de 6,5%.
- A redução da taxa de juros maior do que esperávamos (0,25 p.p.) e a comunicação do Banco Central indicam que o tamanho do ciclo de afrouxamento monetário deve ser maior do que a nossa atual projeção (-1,0 p.p. para 5,5%) e que o consenso da pesquisa Focus (-1,0 p.p. para 5,5%).
-  De acordo com comitê, esta decisão refletiu seu cenário básico e balanço de riscos para a inflação prospectiva e é compatível com a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante para a condução da política monetária, que inclui o ano-calendário de 2020.
- Na avaliação do Banco Central, apesar de indicadores recentes da atividade econômica sugerirem possibilidade de retomada do processo de recuperação da economia brasileira, o cenário externo mostra-se benigno e as medidas de inflação subjacente encontram-se em níveis confortáveis.
- Neste contexto, em seu balanço de riscos,  o Banco Central afirmou que permanecem fatores de risco em ambas as direções, mas reconheceu que o balanço de riscos para a inflação evoluiu de maneira favorável, apesar de ainda avaliar que uma eventual frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira ainda é preponderante.
- O Copom reconheceu que o processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira tem avançado, mas enfatizou que a continuidade desse processo é essencial para a queda da taxa de juros estrutural e para a recuperação sustentável da economia.
- Sobre os próximos passos, o Copom avaliou que a consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva deverá permitir ajuste adicional no grau de estímulo. Ainda, o Copom enfatizou que a comunicação dessa avaliação não restringe sua próxima decisão e reitera que os próximos passos da política monetária continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação.
- Em nossa avaliação, apesar de o Banco Central indicar que suas próximas decisões serão dependentes da evolução do seu cenário base, as projeções de inflação para 2020 ainda abaixo da meta de 4,0%, o balanço de riscos favorável para a inflação e, principalmente, a sinalização do comitê de que haverá um ajuste adicional no grau de estímulo, sinalizam que o ritmo de corte de juros deve ser novamente de 0,5 ponto percentual na reunião de setembro e o ciclo total de corte de juros deve ser superior a 1,0 p.p.”




Press à Porter 

Cláudia Rozembrá
Coordenadora de Comunicação Corporativa
claudiarozembra@pressaporter.com.br 
(11) 3813-1344 Ramal 37

CNMP assina acordo no Dia Mundial e Nacional de Enfrentamento do Tráfico de Pessoas

Conselho Nacional do Ministério Público

Cerimônia realizada nessa terça-feira, 30 de julho, no Ministério da Justiça e Segurança Pública, em Brasília, marcou o Dia Mundial e Nacional de Enfrentamento do Tráfico de Pessoas. Na ocasião, o conselheiro do Conselho Nacional do Ministério Público e presidente do Comitê Nacional do Ministério Público de Combate ao Trabalho em Condição Análoga à de Escravo e ao Tráfico de Pessoas, Sebastião Caixeta; o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e o procurador-geral do Trabalho, Ronaldo Fleury, assinaram Acordo de Cooperação Técnica.
O termo prevê a implementação da Plataforma de Monitoramento de Planos Monitora 8.7, gerenciada por meio de cooperação internacional entre o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT). A ferramenta tem como objetivo aprimorar o monitoramento de informações, o cruzamento dos dados, a observação aprofundada da realidade do tráfico de pessoas e a realização de diagnóstico para que seja possível realizar o enfrentamento do crime de forma precisa e contundente.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, salientou a importância das parcerias com outros países no combate ao tráfico internacional de pessoas. “Não se investiga, não se soluciona e não se pune o crime de tráfico de pessoas sem que haja cooperação internacional e, igualmente, a necessidade de criarmos instrumentos que não só busquem a punição desse crime, mas a sua prevenção”, afirmou.
Moro destacou que, quando se fala em tráfico, rapidamente associa-se a tráfico de drogas ou tráfico de armas, mas, conforme o ministro, o tráfico de pessoas é um crime tão danoso quanto. “Tráfico de pessoas envolve criminosos inescrupulosos que abusam de pessoas vulneráveis, que as exploram e não raramente reduzem essas pessoas a condições análogas à escravidão. Esse é um crime que tem que ser combatido não só no Brasil, mas no mundo inteiro”, finalizou.
A secretária Nacional de Justiça, Maria Hilda Marsiaj Pinto, falou sobre a necessidade de enfrentar a questão do tráfico de pessoas. “O Brasil está nessa luta de forma muito contundente. Nossas instituições estão atentas e traçam os Planos Nacionais de enfrentamento, mas vão além com ações específicas conjugadas para tratar esse problema da maneira como ele necessita ser tratado.”
A secretária ressaltou que, embora o tráfico de pessoas seja um problema na seara repressiva, é preciso estar atento a todas as suas perspectivas. “O tráfico de pessoas deve ser tratado nos seus vieses de educação e de conscientização, bem como a questão da vulnerabilidade das pessoas que são vítimas do tráfico também precisa de atenção”, concluiu. Maria Hilda ressaltou ainda que a articulação entre os poderes, organizações da sociedade civil e demais parceiros é fundamental para que se tenha sucesso no enfrentamento do tráfico de pessoas. 
O procurador-geral do Trabalho, Ronaldo Fleury, trouxe a experiência de ações no combate ao tráfico de pessoas no âmbito do MPT e mencionou a parceria com a Polícia Federal em operações estratégicas como “Fada Madrinha” e “Cinderela”, enfatizando que apenas a atuação repressiva não atinge os resultados pretendidos.
“Precisamos de atuação preventiva e coordenada para que possamos ter um trabalho no qual todas as instituições, sejam organismos internacionais, sociedade civil ou do governo brasileiro, estejam juntas na criação de um país melhor, mais unido, com mais justiça social e em que todas as trabalhadoras e trabalhadores sejam respeitados e tratados como cidadãos brasileiros”, finalizou Fleury.
O embaixador da União Europeia, Ignacio Ybañez, falou sobre a cooperação entre o bloco europeu e o Brasil, por meio do GLO.ACT, e apresentou a realidade da UE no enfrentamento do tráfico de pessoas. “Esse crime afeta todas as regiões do mundo, e a União Europeia não é uma exceção. Criamos uma série de mecanismos para combater o tráfico de seres humanos, com estratégias para a sua erradicação, com objetivos como identificar, proteger e ajudar as vítimas, reforçar a prevenção do tráfico, intensificar a ação penal contra os traficantes e aprimorar a coordenação e a cooperação entre os principais atores e políticas”, enfatizou Ybañez.
Na sua fala, o diretor regional da Organização Internacional para as Migrações (OIM), Diego Beltrand, reconheceu o trabalho já realizado no enfrentamento do tráfico de pessoas, mas lembrou que ainda há muito a ser feito. “Todos podemos fazer algo. Os cidadãos podem levantar a voz contra os sentimentos de xenofobia, já que esta percepção prejudica a empatia do público e permite que os traficantes operem despercebidos e impunes. Como consumidores, podemos exigir bens e serviços produzidos fora de qualquer prática de escravidão ou exploração”, exemplificou.
O projeto GLO.ACT (Ação Global para Prevenir e Combater o Tráfico de Pessoas e o Contrabando de Migrantes) foi encerrado, na ocasião, com a apresentação de um vídeo com a retrospectiva das atividades desenvolvidas com o apoio do projeto.
Com foto e informações do MJSP



Conselho Nacional do Ministério Público

Alimentos à base de plantas: Unilever, Tesco e Nestlé estão entre as mais bem preparadas para tirar vantagem do vigoroso mercado


Setor deve abocanhar 10% do mercado de carne nos próximos 15 anos. Nicho está estimado em US$ 20 bi
Para mais informações: Juliana Garçon (55 21) 9 7337 46 16 e julianagarcon@gmail.com  


Nestlé, uma das mais bem preparadas para tirar vantagem do suculento mercado de alimentos à base de plantas, espera que as vendas do segmento alcancem US$ 1 bi em dez anos. 

Coalizão internacional de investidores mostra como empresas como Walmart, Carrefour e Nestlé estão respondendo à demanda por proteínas alternativas  


  • Unilever, Tesco e Nestlé estão entre as mais bem preparadas para tirar vantagem do vigoroso mercado de alimentos à base de plantas, posicionando-se para reduzir as emissões de carbono; Amazon e Costco (da Whole Foods) estão ficando para trás.
  • O mercado de proteínas alternativas é estimado em US$ 19,5 bilhões e deve abocanhar 10% do mercado global de carne nos próximos 15 anos.
  • Investidores alertam 25 multinacionais sobre os riscos de se apoiar demais nas cadeias tradicionais de carne, peixe e laticínios para atender à crescente demanda por proteínas. A coalizão voltada para o assunto quadruplicou de tamanho em três anos.


LONDRES - Ao completar três anos com a lupa sobre 25 gigantes do setor de alimentação, uma coalizão internacional de investidores identificou aquelas que já começam a capitalizar a crescente demanda por proteínas alternativas e as que estão ficando para trás. As 25 firmas foram escolhidas por serem as maiores e mais influentes no setor de proteínas, com base em seu valor de capitalização, fatia no mercado e capacidade para moldar a demanda. 
Os resultados do estudo baseiam o relatório “Fome de Disrupção”, da Fairr Initiative
O segmento de proteína alternativa, que inclui substitutos à base de vegetais para alimentos de origem animal - como os hambúrgueres da Beyond Meat e da Impossible Whopper -, é estimado em US$ 19,5 bilhões (Euromonitor) e, nos próximos 15 anos, deve abocanhar 10% do mercado de carne, conforme estimativas dos bancos Barclays e J.P. Morgan. 
O relatório traz um panorama sobre os problemas de sustentabilidade na cadeia da pecuária, que responde por 14,5% do total de emissões de gases de efeito estufa e usa água intensivamente. De toda a terra cultivável no planeta, uma fatia de 80% está reservada para pastos e produção de rações, conforme a FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação). O setor é altamente exposto a riscos das mudanças climáticas. 
Em 2016, a Fairr Initiative lançou um compromisso colaborativo convocando 25 gigantes de alimentos, entre indústrias e varejistas, a diversificar suas fontes de proteínas para garantir o crescimento, elevar a rentabilidade, reduzir a exposição a riscos e aumentar a capacidade de competir e inovar num mundo de recursos limitados. Na ocasião, 36 investidores institucionais, com US$ 1,25 trilhão em ativos, aderiram. Hoje o compromisso tem apoio de 74 investidores institucionais, que respondem por US$ 5,3 trilhões de ativos sob gestão. O grupo inclui Schroders (Reino Unido), NN Investment Partner (Holanda) e Boston Common Asset Management (EUA). 
Pela primeira vez desde o lançamento do compromisso, chegou a cinco o número de companhias (Unilever, Tesco, Nestlé, M&S e Conagra), dentre as 25 monitoradas, que foram classificadas como “proativas”. Isto significa que elas desenvolveram uma estratégia proativa para construir um portfólio sustentável de proteínas, incluindo o reconhecimento de que a alta dependência de ingredientes de origem animal é um risco para o negócio. Também fazem parte do compromisso realizar estudos de riscos em suas cadeias de fornecimento e expandir seu leque de produtos à base de plantas. 
Mais de 87% das varejistas monitoradas criaram as suas marcas próprias de produtos à base de plantas. Isso quer dizer que mais itens nas gôndolas virão de fontes de proteínas low-carbon em vez de serem produzidos a partir de carne e leite. A Nestlé, por exemplo, espera que as vendas de produtos de base vegetal alcancem US$ 1 bilhão em dez anos
Muitas começaram agora uma jornada para diversificar os produtos protéicos, deixando de ser predominantemente feitos de animais, para fontes de baixo carbono e menos intensivas em recursos feitos com plantas”, disse Jeremy Coller, fundador da FAIRR, que inclui instituições como o UBS e a Schroders. “Não podemos enfrentar a mudança climática... a menos que as empresas alimentícias diversifiquem mais rapidamente seus portfólios de proteína saindo da agricultura animal.
As 25 gigantes de alimentos monitoradas foram avaliadas em tópicos como estratégia de negócios e investimentos em P&D. As conclusões incluem:
  • 5 das 25 companhias atingiram o topo do ranking, com postura proativa na direção da transformação do setor de proteínas; 16 foram consideradas ativas; e 4 empresas (Amazon, Hershey, Costco e Saputo) foram classificadas como reativas.
  • 23 das 25 companhias aumentaram (ou anunciaram planos de expandir) seus portfólios de produtos à base de proteínas alternativas.
  • 64% das companhias incluíram termos como “à base de plantas” e “vegano” em seus relatórios de resultados anuais e/ou trimestrais.
  • 4 companhias (Marks & Spencer, Conagra Brands, General Mills e Grupo Casino) empreenderam algum tipo de estudo de risco, inclusive climático, especificamente em sua cadeia de fornecimento de proteína.
  • Algumas companhias, incluindo M&S e Carrefour, fixaram algum tipo de meta para aumentar a sua exposição a produtos de proteínas alternativas. A meta do Carrefour é dobrar o número de produtos à base de vegetais em seu mix neste ano. 
  • Mas nenhuma empresa anunciou, formal e publicamente, as suas métricas para acompanhar e relatar a sua exposição a riscos relativos a proteínas.
O mercado de proteína alternativa decolou em parte devido à inclusão de tais produtos em cadeias de restaurantes globais, como Burger King e McDonald’s, bem como a oferta bem sucedida de ações da produtora norte-americana de carne vegetal Beyond Meat.
Veja alguns depoimentos de apoiadores do compromisso:









Imagens relacionadas
Ranking das proteínas alternativas  
Ranking das proteínas alternativas 
Fairr Initiative 
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Igarapé Comunicação 

Juliana Garçon
igarapemidia@gmail.com 
(21) 9733-7461 / (21) 97337-4616

DMCard bate recorde no 1º semestre de 2019 com R$ 1,1 bilhão movimentado nos cartões private label

DMCard

Montante representa um aumento de 32,5%, mantendo com folga a média de crescimento do valor gasto nos cartões, e ainda um crescimento de 50% de propostas com consumidores buscando cada vez mais o crédito
No primeiro semestre de 2019, foi movimentado nos cartões private label administrados pela DMCard pouco mais de R$ 1,1 bilhão. Valor que representa um crescimento de 32,5% nos gastos dos consumidores comparados com o mesmo período do ano passado, quando foram movimentados quase R$ 698 milhões. Além disso, também foi verificado um aumento de 50% nas propostas recebidas, o que mostra o consumidor do supermercado buscando cada vez mais o crédito para encher seu carrinho.
É a primeira vez que a companhia ultrapassa a marca de R$ 1 bilhão em um semestre. Além disso, a variação mantém com folga sua média de crescimento, que é de 30% ao ano. O cartão de loja se mostra um fenômeno que merece atenção, já que estes resultados foram consolidados em um ano que se iniciou marcado pelo encolhimento da economia com PIB negativo.
Há apenas três anos, em 2016, a administradora de cartões de crédito celebrava ter ultrapassado pela primeira vez a marca do bilhão durante todo aquele ano, quando registrou uma movimentação de R$ 1,08 bilhão em 12 meses. Desde então, nunca mais fechou um ano abaixo dessa marca, pelo contrário, apenas manteve seu ritmo de crescimento contínuo, conforme tabela abaixo.
ANO
VALOR MOVIMENTADO
2016R$ 1,08 bi
2017R$ 1,3 bi
2018R$ 1,8 bi
2019 (previsão ano)R$ 2,4 bi

Cenário econômico e novas parcerias impulsionam crescimento
Carlos Tamaki, Diretor Financeiro da DMCard, explica o que tem impulsionado os bons resultados. “O cartão de loja tem sido cada vez mais buscado pelo consumidor como uma alternativa, já que tem encontrado dificuldade em conseguir crédito na rede bancária. Simultaneamente a este fenômeno, também tivemos um ano de forte expansão fechando contratos ou comprando carteiras de novas redes por todo o Brasil, muitas de grande porte e com faturamentos que ultrapassam R$ 1 bilhão ao ano”.
No final de 2018, a DMCard adquiriu a carteira de crédito dos Supermercados BH, em Minas Gerais, o 7º maior varejista do país que, até então, fazia a gestão de seu private label internamente. Já, no início deste ano, a DMCard adquiriu 100% da carteira de cartões de loja da UnidaSul, empresa gaúcha que administra as redes Supper Rissul (varejista) e Macromix (atacado) que, juntas, foram a terceira maior rede supermercadista do Rio Grande do Sul. E, além disso, também deu início a sua entrada no Nordeste, fechando contrato com quatro redes, na Bahia: RedeMix Supermercados, Supermercados Hiperideal, Supermercados Meira e Supermercados C&S.

Papel do Private Label na economia e no poder de compra
Como uma das líderes em seu segmento, os resultados da DMCard são um recorte desse mercado que comprova a força e a importância do cartão de marca própria para o segmento supermercadista e também para o poder de compra do consumidor e movimentação da economia.
A administradora ultrapassou a marca de 2,8 milhões de cartões emitidos em todo o território nacional em 2.200 pontos de venda das mais de 190 redes supermercadistas parceiras. Apenas no primeiro semestre, 708 mil novos consumidores preencheram propostas solicitando crédito para suas compras, um aumento de 50% quando comparado ao mesmo período do ano passado. Destas, uma média de 32% foram aprovadas, “uma taxa de aprovação que, devido ao risco de inadimplência crescente no país, teve uma leve queda mais que continua acima da média do país, onde as instituições financeiras tem reduzido cada vez mais suas ofertas de crédito e limites de compra”, explica Tamaki.
Somente neste período, a DMCard injetou no mercado mais de R$ 607 milhões em crédito, sendo R$ 201 milhões apenas em novos cartões emitidos e R$ 406 milhões em crédito concedido por meio de aumento do limite para portadores de cartões já ativos.
Os números são reflexo de um sistema bem estruturado e tempo médio de 5 minutos para uma proposta ser analisada e aprovada, potencializando os resultados do varejista. A maior agilidade foi alcançada graças a migração do atendimento das promotoras que registravam as propostas por um website para um aplicativo em dispositivos móveis, estas já representam 43% das propostas cadastradas.

Crescimento durante a crise
De acordo o divulgado pelo Índice Nacional de Vendas da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o volume de vendas nos supermercados cresceu tímidos 2,64%, durante todo o primeiro semestre. Mesmo com as revisões de crescimento da economia, a Abras manteve a perspectiva de vendas para 2019 de alta de apenas 3%. 
Consolidados até o momento apenas no período do primeiro trimestre de 2019, outros dados mostram o cenário difícil para o varejo. O Banco Central registrou encolhimento da economia, com PIB negativo de -0,2%. No mesmo período de janeiro a março, o IBGE apontou queda do consumo nos supermercados de -0,9% e vendas no varejo em geral crescendo apenas 0,3%, em todo o Brasil.

Apoio ao supermercadista para enfrentar a concorrência
A DMCard investe constantemente em projetos e novas tecnologias, sempre em busca do incremento das vendas e de potencializar os resultados das redes supermercadistas parceiras. São importantes ferramentas para que enfrentem a concorrência com as gigantes do mercado oferecendo os mesmos benefícios aos seus consumidores.
Além do aplicativo para smartphones e tablets da DMCard, pelo qual os portadores contam com facilidades como consultar suas faturas, limite disponível, melhor dia de compra e realizar alterações cadastrais. E do aplicativo utilizado pelas promotoras para o preenchimento de propostas de forma muito mais ágil, em qualquer lugar da loja sem a necessidade de levar o consumidor até o balcão. Também já é uma realidade o aplicativo de ofertas totalmente customizado com a marca de cada rede.
Trata-se de um aplicativo desenvolvido pela DMCard, contudo, personalizado com a marca e as necessidades de um varejista específico. Ou seja, independente do tamanho e número de lojas, uma rede pode disponibilizar seu aplicativo próprio oferecendo cupons e ofertas de acordo com o perfil individual de cada cliente. Um processo possível graças a uma poderosa ferramenta de CRM que coleta e trabalha de forma inteligente dados de comportamento de compra. Atualmente já existem 19 redes oferecendo a facilidade e outras 19 em fase de desenvolvimento.
Sobre a DMCard
A DMCard é uma administradora de cartões private label que nasceu em 2002, em São José dos Campos, interior de são Paulo. A empresa viabiliza a redes de supermercados a possibilidade de oferecerem aos seus consumidores um cartão de crédito de marca própria que, além de aumentar as vendas, fideliza seus clientes.
Denis César Correia, Diretor Executivo da empresa, explica o sucesso e os diferencias da DMCard: “Somos uma empresa especialista em varejo, por isso podemos atender às necessidades específicas do segmento”.
A DMCard nasceu de uma pequena operação de cartões de fidelidade de uma rede varejista. Hoje, possui uma completa e integrada estrutura de administração e processamento de operações, e atua em diversas regiões do Brasil. A empresa já ultrapassou a marca de 2,8 milhões de cartões emitidos para mais de 190 redes e 2.200 lojas, incluindo Sonda, Cobal, Spani, Semar, Royal, Unissul, Docelar, Joanin, Ricoy, Imec, BH, Koch, Paulistão e Althof.
Além do crédito, a DMCard ainda oferece uma poderosa ferramenta de CRM que coleta informações sobre o hábito de compra dos consumidores, permitindo, assim, a criação de campanhas personalizadas e relevantes para os diferentes perfis de clientes existentes.
Com nota alta em qualidade de serviço, a DMCard é uma das únicas empresas de cartões que possui o selo RA1000, garantindo o compromisso da marca em oferecer o melhor serviço para seus parceiros e clientes.

Informações à Imprensa
C+M Comunicação
11 4110-5132
Antonio Montano – antonio@castilhoemontano.com.br – 11 95653-2013



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Rio recebe mais de 2800 viaturas para reforçar o policiamento

Postado em 31/07/2019 6:02 DIGA BAHIA!
O Gabinete de Intervenção Federal (GIF) entregou hoje (31),como legado da intervenção na segurança pública do Rio de Janeiro, iniciada em fevereiro do ano passado, 2.892 viaturas para as polícias Militar e Civil. Os veículos serão usados no patrulhamento ostensivo e repressivo, a cargo da PM e também para a perícia técnica e investigação dos crimes contra a pessoa e de patrimônio, a cargo da Polícia Civil.
A intervenção federal foi até o dia 31 de dezembro de 2018, mas os equipamentos para a área de segurança continuam sendo entregues pelo GIF, dentro da verba de R$ 1,2 bilhão, liberada pelo governo federal para a implantação do programa.
O ex-interventor federal na segurança pública do Estado do Rio, general Walter Braga Netto, disse que o investimento em equipamentos contribui para melhorar a eficiência do trabalho policial.
“Deixamos um legado tangível e intangível que continua dando frutos. Ao realizar esta entrega simbólica, dentre tantas outras que já aconteceram e estão por vir, temos a sensação de missão cumprida. Estou seguro de que estes investimentos trarão o fôlego necessário para melhorar, ainda mais, a eficiência das polícias e implementar ações”, avaliou Braga Netto.
O governador Wilson Witzel disse que os veículos serão distribuídos para as duas instituições até outubro, depois de receberem rádios de comunicação e outros equipamentos.
“Estamos passando por uma grave crise financeira não só no estado do Rio de Janeiro, mas no Brasil. Então, cabe a nós usar bem aquilo que estamos recebendo. É com estes equipamentos que vamos continuar defendendo a liberdade das nossas famílias que querem sair à noite, se divertir e voltar para casa”, afirmou o governador.
A Secretaria de Polícia Militar recebeu 1.071 viaturas Toyota Corolla e 588 picapes. Já a Secretaria de Polícia Civil foi contemplada com 1.233 veículos Toyota Corolla.

Corpo de Bombeiros

O governador Wilson Witzel fez hoje também a entrega simbólica para o Corpo de Bombeiros, de 72 viaturas, 70 macas, 10 motobombas, 1.100 capacetes de combate a incêndio, dois botes infláveis e 360 equipamentos de proteção respiratória. Os recursos, que somam mais de R$ 22 milhões, são oriundos do Fundo Especial do Corpo de Bombeiros (Funesbom), por meio do pagamento da Taxa de Incêndio.
Agência Brasil

Pelo menos 20 empresas se interessam em cultivar maconha medicinal

Postado em 31/07/2019 6:31 DIGA BAHIA!
elo menos 20 empresas nacionais e estrangeiras já demonstraram interesse em cultivar maconha para fins medicinais no Brasil a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O Estadão apurou que companhias do Canadá, Estados Unidos e de Israel estão entre as mais interessadas. Também desembarcaram no País, com o mesmo interesse, representantes de empresas da Austrália, do Uruguai e da Europa. A diferença dessas últimas é que elas pretendem investir por meio de parceiros locais.

Ainda conforme reportagem, o argumento utilizado pela Anvisa é de que, por sigilo, não pode dar informações que possibilitem a identificação dos potenciais investidores. Isso porque a agência não cuida de questões de mercado, apenas orienta como deve ocorrer o processo de legalização dessas empresas, a partir do momento em que o cultivo for liberado no Brasil, possivelmente a partir de 2020.

Apesar de a Anvisa colocar o tema em consulta, a liberação do plantio de maconha enfrenta resistência dentro do próprio governo. A reação é capitaneada pelo ministro da Cidadania, Osmar Terra, que trabalha para que, ao fim da consulta pública, o tema seja enterrado.
Bahia Notícias

Governo do Pará convoca 642 agentes penitenciários

Postado em 31/07/2019 6:05 DIGA BAHIA!
O governo do Pará anunciou hoje (31) a convocação de 642 agentes penitenciários que estavam na lista de excedentes do último concurso realizado pelo estado.
De acordo com o governador Helder Barbalho, os novos agentes vão fortalecer o sistema prisional estadual. Segundo Barbalho, eles vão atuar com mais 485 que serão empossados no próximo sábado, totalizando 1.127 agentes que estarão trabalhando nos presídios do Pará. Os novos homens vão substituir agentes que trabalhavam em regime de contrato temporário.
Na segunda-feira (29),  uma rebelião no Centro de Recuperação Regional de Altamira, deixou 57 presos mortos. Após o conflito, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, atendeu ao pedido do governador e autorizou o envio da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária para o Pará.  A tropa deve chegar ao estado nesta tarde.
Além disso, dez líderes criminosos que estavam presos em Altamira serão transferidos para presídios federais. Mais 46 detentos vão para outros presídios estaduais.
O número de mortos chegou a 62 detentos. Além dos 57 que estavam na contagem inicial, mais um corpo foi identificado pelo Instituto Médico Legal (IML) e outros quatro morreram durante a operação de transferência para Marabá.
Ao chegarem ao destino, os agentes encontraram os detentos mortos por sufocamento dentro dos caminhões-cela que faziam o transporte. O fato está em investigação, segundo o governo do estado.
Agência Brasil

Contrato de concessão da Ferrovia Norte-Sul é assinado em Anápolis

ostado em 31/07/2019 6:17 DIGA BAHIA!
O presidente Jair Bolsonaro disse hoje (31) que a assinatura do contrato de concessão da Ferrovia Norte-Sul, no trecho entre Porto Nacional (TO) e Estrela D’Oeste (SP) vai baratear de forma substancial o frete de mercadorias no país. A ferrovia é um dos principais canais para escoamento da produção agrícola do país e a previsão é que as operações no tramo central tenham início até o final de 2019.
“A [Ferrovia Norte-Sul] é a espinha dorsal de transporte no Brasil. [Com a entrada em operação] vai baratear o frete e como consequência a mercadoria na ponta da linha chega na ponta mais barata para o consumidor, a gente vai consumir menos óleo diesel, menos acidente nas estradas”, disse o presidente durante a cerimônia de assinatura do contrato, em Anápolis (GO).
Com um total de 1.537 KM, o trecho concedido da Norte-Sul é dividido em dois tramos. O primeiro, central, entre Porto Nacional (TO) e Anápolis (SP) com extensão de 855 km; e o tramo sul, abrangendo o trecho Ouro Verde de Goiás (GO) e Estrela D’Oeste (SP), com extensão de 682 km. A previsão é que este segundo entre em operação em 2021.

Durante a cerimônia, Bolsonaro comentou ainda o fato de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter citado seu filho, Eduardo Bolsonaro, possível indicado para ser embaixador do Brasil nos EUA, durante uma conversa com a imprensa norte-americana.
“No dia de ontem fiquei muito feliz quando o presidente Donald Trump citou o meu nome como uma pessoa de confiança da parte dele para investimentos no Brasil para aprimorar laços comerciais… e mais ainda, elogiou o meu filho Eduardo Bolsonaro, tendo em vista a minha intenção de indicá-lo para ser embaixador brasileiro nos Estados Unidos”, disse.
Ontem (30), o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Wilbur Ross, disse na capital paulista que os Estados Unidos têm interesse em fechar um acordo de livre comércio com o Brasil. Ele ressaltou, no entanto, que muitas etapas de negociação comercial ainda precisam ser cumpridas, e não quis estimar o tempo necessário para que o acordo possa ser fechado. Hoje, o secretário norte-americano tem reunião marcada em Basília com o presidente Bolsonaro.
Após a cerimônia, durante coletiva, Bolsonaro também falou sobre o novo contingenciamento no orçamento da União de R$ 1,442 bilhão. O ministério mais atingido foi o da Cidadania, que teve mais R$ 619,166 milhões congelados. Em seguida, vem a Educação, com R$ 348,471 milhões contingenciados.
“Se não fizer isso eu vou para o impeachment. E não vamos pedalar, não vamos descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal”, disse. “Eu não quero culpar quem nos antecedeu, mas pegamos a União, o Estado quebrado e temos que buscar maneira de solucionar.”, afirmou o presidente.

Norte-Sul

A assinatura do contrato de concessão da Ferrovia Norte-Sul ocorreu no pátio do Porto Seco Centro-Oeste, no setor agroindustrial do município de Anápolis. Antes da assinatura, Bolsonaro vestiu um colete dos operários que trabalham na ferrovia e passou ao redor dos trilhos. O presidente subiu ainda em uma locomotiva estacionada na Ferrovia Norte-Sul.
A concessão da ferrovia foi arrematada pela empresa Rumo S.A, em leilão realizado em março. A empresa, que atua em serviços de logística de transporte ferroviário, ganhou o certame ao oferecer um lance de pouco mais de R$ 2,719 bilhões um ágio de 100,92% ao lance mínimo pedido pelo governo, de R$ 1,3 bilhão. O contrato tem duração e 30 anos e prevê a administração dos dois trechos da Norte-Sul, de um total de 1.537 quilômetros.
Na avaliação do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, a Norte-Sul vai potencializar o transporte ferroviário no país, duplicando a sua participação no transporte de mercadorias em oito anos.
“Nós vamos criar competição e a participação do modo ferroviário vai sair dos atuais 15% pra quase 30%, em oito anos. Nós vamos começar a ver o trem passar com contêiner empilhado saindo de Goiás e indo para são Paulo, e no sentido oposto”, disse. No futuro, nós vamos sair da Zona Franca de Manaus e entregar a carga em Porto Alegre. Vamos ligar o Brasil por trilhos”, acrescentou.

Próximas concessões

O ministro destacou que o governo trabalha para integrar a ferrovia com outras linhas com a concessão de mais ferrovias. Entre elas, a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), que liga Caetité ao porto de Ilhéus, na Bahia e a Ferrogrão, ligando Sinop (MT) a Miritituba (PA), que beneficia a produção agrícola do Mato Grosso. A previsão é que os editais saiam entre 2019 e o início de 2020. Outro ponto é a prorrogação de contratos já existentes.
“Vamos fazer a prorrogação das malhas que representam vantagem para a administração. Em vez de botar o dinheiro de outorga nos cofres do Tesouro Nacional, a gente está capturando esse dinheiro no sistema ferroviário. Estamos pegando uma outorga e obrigando a fazer uma construção ferroviária com essa outorga e, no final das contas, é uma forma criativa de colocar dinheiro para dentro e colocar infraestrutura para dentro”, disse o ministro.
Agência Brasil

Dono de cervejaria é considerado foragido da Justiça


O empresário Walter Faria, dono do Grupo Petrópolis, é considerado foragido pela Justiça. A defesa dele chegou a procurar e entrar em contato com a polícia, mas não apresentou Faria. Conforme apurado pela Exame junto a Polícia Federal, Walter Faria repatriou irregularmente, em 2017, R$ 1.393.800.399,02, utilizando o Regime Especial de Regularização Cambial e Tributária (RERCT). Segundo a Globo News, ele foi responsável sozinho por quase 1% do valor total repatriado no país. O empresário é alvo de um mandado de prisão preventiva na 62ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Rock City. “É possível concluir que Walter Faria foi uma das engrenagens do aparato montado pela Odebrecht para movimentar valores ilícitos, destinados principalmente a pagar propina a funcionários públicos da Petrobras e da administração pública brasileira e estrangeira, por meio da troca de reais no Brasil por dólares em contas no exterior, expediente conhecido como operações dólar-cabo, e por meio de entrega de propina travestida de doação de campanha eleitoral realizada por empresas do grupo Petrópolis em nome da Odebrecht”, dizem os procuradores da Lava-Jato, de acordo com reportagem da Veja. A matéria ainda apontou outras duas empresas offshores utilizadas pelo grupo que pertencia a Walter para repassar propina seriam a Headliner e Gallpert Co SA.
As companhias receberam, ao todo, cerca de 3,4 milhões de dólares de Julio Camargo e Jorge Luz, operadores e delatores do petrolão. Investigações da força-tarefa de Curitiba apontam que esses recursos seriam parte de pagamento de propina decorrente do navio-sonda Petrobras 10.000 para parlamentares do PMDB. A reportagem da Veja ainda afirma que investigadores da Lava-Jato informaram que Walter Faria aderiu ao regime especial de regularização cambial e tributária (RERCT) e passou a declarar 1,3 bilhão de reais em seus impostos de renda. “Destaca-se que os ativos mantidos por Walter Faria no exterior não poderiam integrar o RERCT, pois a origem desses ativos — em grande parte ainda mantidos no exterior pelos investigados — são, em sua maioria, decorrentes dos crimes de corrupção ou faziam parte de complexa engrenagem de sistema de lavagem de dinheiro do grupo Odebrecht, principalmente relacionados a desvios na Petrobras”, afirmou o Ministério Público Federal ao veículo.

Morre filho de Bin Laden, dizem EUA


Os serviços de inteligência dos Estados Unidos têm informações que levam a crer que um dos filhos do terrorista Osama bin Laden, Hamza bin Laden, estaria morto. De acordo com a emissora “NBC”, que citou três fontes do governo, não foram fornecidos detalhes sobre onde ou quando Hamza teria morrido, nem se os EUA estariam envolvidos no falecimento. Em março, o governo norte-americano tinha oferecido uma recompensa de um milhão de dólares pela captura de Hamza, considerado um líder emergente na Al-Qaeda, organização fundada pelo seu pai. A última declaração pública do filho de Bin Laden ocorreu em 2018, em uma ameaça contra a Arábia Saudita. Acredita-se que Hamza bin Laden tenha nascido em 1989. Quando o líder da Al-Qaeda se mudou para o Afeganistão em 1996 e declarou guerra aos Estados Unidos, o então garoto aparecia em um vídeo propaganda do grupo terrorista, que assumiu os atentados de 11 de setembro contra as Torres Gêmeas. Em 2011, quando as forças americanas invadiram a casa de Bin Laden em Abbottabad, no Paquistão, o terrorista foi morto junto com seu outro filho, Khalid. Mas Hamza não foi encontrado. Ele é filho de Khairiah Sabar da Arábia Saudita, uma das três esposas de Bin Laden que viviam na Abbottabad, e foi acusado de participar de um atentado contra Benazir Bhutto. (Ansa)

Após negociações, caminhoneiros dizem estar otimistas com acordo com o governo


BLOG DO CAMINHONEIRO

Após o primeiro dia de reuniões para tentar chegar a um acordo em torno da tabela de piso mínimo de frete, caminhoneiros, transportadoras e embarcadores demonstraram otimismo na construção de um consenso até o final da semana. Ontem, as reuniões foram marcadas pela apresentação das propostas para a correção de valores pagos pelo transporte de carga por parte dos caminhoneiros.
Segundo os caminhoneiros, a resolução da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), suspensa no dia 22 de Julho, só trazia a previsão do custo mínimo para o frete, deixando de fora a remuneração do caminhoneiro autônomo pela carga transportada. A resolução suspensa determinava que o cálculo do piso mínimo passaria a considerar 11 categorias na metodologia.
Na quarta-feira (24), o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, disse que a proposta que está na mesa envolve a realização de acordos coletivos entre a categoria e transportadoras e embarcadores para resolver uma das principais reivindicações dos caminhoneiros, um ajuste no piso mínimo de frete de transporte rodoviário de cargas para prever a possibilidade de lucro para os caminhoneiros autônomos.
De acordo com o ministro, os acordos devem ser fechados com cada um dos segmentos, inclusive para resolver demandas pontuais. A proposta de consenso também prevê a revisão dos custos mínimos da tabela a cada seis meses e que os acordos tenham periodicidade de um ano.
“A gente trabalhou esses dias todos em como seria a nossa projeção das 11 categorias, duas não vieram porque acham que o mercado ainda está colocando [o valor de frete correto], mas os demais apresentaram seus números”, disse após a reunião o presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga (Sinditac) de Ijuí (RS), Carlos Alberto Litti Dahmer. “A gente apresentou os número e estamos aguardando que venha o retorno do outro lado o mais breve possível para que a gente possa finalizar esse processo de negociação”, acrescentou.
Questionado se as negociações poderiam durar mais do que o esperado, Dahmer disse que a categoria está preparada, que a “bola” agora está com os outros segmentos e que a finalização das negociações vai depender do tempo de resposta de embarcadores e transportadoras. “É difícil de ver o interesse do outro lado. De nossa parte, estamos preparados para tudo, tanto para que [o processo] seja rápido, quanto para demorar um pouco mais”, afirmou.
A avaliação otimista das negociações também foi compartilhada pelo vice-presidente do Sindicato das Empresas Transportadoras de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Rio de Janeiro (Sindiforça) Ailton Gomes. “Hoje os grupos se reuniram e cada um apresentou a sua proposta, tanto da parte de carga liquida, quanto dos autônomos e acredito que amanhã deve sair um fechamento. Se não sair, no mais tardar, sexta-feira devemos ter uma notícia boa”, disse.
Segundo Ailton Gomes, o segmento de transporte de granel liquido foi o que mais avançou. “Todas as categorias de hoje apresentaram os números e as tabelas de percentuais para ver se a gente chega a um denominador comum entre os embarcadores, transportadores e autônomos. A parte de carga liquida já está praticamente feito, falta alguns detalhes só com os embarcadores”, afirmou. “Agora eles vão olhar os números que foram apresentados e amanhã a gente vai fazer o fechamento, pode ter um desacordo daqui ou de lá, mas deve sair tudo bem”, acrescentou.
Fonte: Agência Brasil

A natureza civilizadora do comércio


Através dos tempos, muitos observadores notaram como os mercados promovem relações pacíficas e mutuamente enriquecedoras entre pessoas de diferentes idiomas, costumes, religiões e origens. Artigo de João Luiz Mauad, via Instituto Millenium:

O historiador e economista Robert Higgs escreveu um comentário bastante interessante, há poucos dias:

“No sábado, passei a maior parte do dia em Chetumal, tratando de negócios por lá. Como de costume, tive uma viagem bastante bem-sucedida. Sempre que faço essas viagens, o que faço em média a cada três ou quatro semanas, lembro-me de como me dou bem em um país onde falo a língua – para me dar mais crédito do que mereço – mal.

Agora, é verdade que minhas transações são facilitadas pelo fato de que os mexicanos, em geral, são muito legais no trato com as pessoas. Mas algo mais está em jogo aqui, e merece reconhecimento como outro “milagre do mercado”. Veja, pessoas que estão lidando umas com as outras, como compradores e vendedores, credores e tomadores, investidores e empreendedores estão altamente motivadas a alcançar um negócio bem sucedido. Não estão, portanto, inclinados a deixar que as sutilezas de vocabulário, gramática e sintaxe impeçam uma transação mutuamente vantajosa. Por mais desajeito que eu seja para falar e escrever em espanhol, eu praticamente nunca deixo de fechar negócios com os mexicanos…”

Através dos tempos, muitos observadores notaram como os mercados promovem relações pacíficas e mutuamente enriquecedoras entre pessoas de diferentes idiomas, costumes, religiões e origens. O relato de Voltaire sobre esse assunto é um clássico:

“Entre na Bolsa de Valores de Londres – um lugar mais respeitável do que muitos tribunais – e você verá representantes de todas as nações reunidos para benefício próprio. Aqui, judeus, maometanos e cristãos lidam uns com os outros como se fossem todos da mesma fé, e só aplicam a palavra infiel a pessoas que vão à falência. Aqui, o presbiteriano confia no anabatista e o anglicano aceita uma promessa do quaker. Ao deixar estas assembleias pacíficas e livres, alguns vão à sinagoga, outros à igreja e outros para uma bebida…, mas todos estão felizes.”

No mesmo diapasão, Alexis de Tocqueville descreveu a beleza do comércio ao falar do cotidiano dos cidadãos americanos, durante o Século 19, em sua obra maior, “Da Democracia Na América”:

“O comércio é o inimigo natural de todas as paixões violentas. O comércio adora moderação, delicia-se no compromisso e é cuidadoso para evitar a raiva. É paciente, flexível e insinuante, recorrendo apenas a medidas extremas em casos de absoluta necessidade.”

Quem quer que já tenha trabalhado no comércio, interno ou internacional, sabe que os relatos acima são verdadeiros. Mesmo os turistas sentem que, por trás do bom tratamento que recebem em terras distantes, estão implícitos os benefícios mútuos provenientes das trocas comerciais.

Quando os defensores do livre mercado se rebelam contra o protecionismo e o nacionalismo, normalmente se concentram nos aspectos e nos efeitos meramente econômicos das tarifas e das proibições governamentais: o aumento dos preços ao consumidor, a escassez de produtos e capitais, o crescimento econômico, a diminuição da competitividade e da eficiência, ou mesmo questões diplomáticas vinculadas a tratados comerciais.

Essas são preocupações legítimas, sem dúvida, mas negligenciam outra questão muito importante. Além de qualquer prejuízo ao bem-estar material ou ao desenvolvimento econômico, o protecionismo também inibe e/ou proíbe algo talvez ainda mais fundamental – as relações humanas entre pessoas de raças, credos e culturas diferentes.

Em última análise, o comércio é sobre relações humanas, e os mercados são simplesmente redes desses relacionamentos: canais para as pessoas interagirem umas com as outras para obter bens e serviços que elas querem ou precisam. O que ocorre dentro e através dessas relações comerciais não são apenas transferências materiais, mas trocas civilizadas entre pessoas civilizadas, conduzidas pelo trabalho individual e cooperativo e, idealmente, pelo respeito mútuo.

Expandir as oportunidades de comércio é simplesmente expandir as oportunidades de conectar o nosso trabalho aos de bilhões de pessoas distantes mundo afora, por meio da colaboração mutuamente benéfica. Por outro lado, dificultar o comércio não provoca apenas distensões nas relações com países estrangeiros. Também elimina os caminhos para a colaboração civilizada entre pessoas reais, interrompendo uma rede diversificada, pacífica e produtiva de relacionamentos entre trabalhadores e comerciantes de todo o mundo.

Cada produto que você vê na prateleira de uma loja ou supermercado é o resultado de uma enorme cadeia colaborativa entre indivíduos de diversas raças, culturas e crenças, sejam da mesma nacionalidade ou não. É uma imagem de abundância proveniente de intricadas e frágeis redes produtivas e colaborativas. Restringir esse processo complexo, dinâmico e harmônico, é restringir as próprias relações humanas.
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A princesa que fugiu de Dubai quer sangue; o marido também.


Haya da Jordânia, a princesa fugitiva.
Pedidos aceitos por juiz de Londres indicam que Haya tem medo que o ex force casamento da filha de onze anos e de sofrer agressões. Coluna de Vilma Gryzinski:

Dinheiro e política, ambos em quantidades fenomenais, já eram suficientes para fazer da crise conjugal entre a princesa Haya da Jordânia e o xeque Mohammed Al Maktoum de Dubai um dos divórcios do século.

Novos elementos injetados no processo criam dimensões estonteantes.
Como era previsível, Maktoum pediu a guarda dos filhos levados juntos com a mãe, Jalila, de onze anos, e Zayd, de sete.

Pelos princípios muçulmanos, os filhos ficam com o pai, ainda mais se ele for o manda-chuva de um emirado forrado de petróleo.
A reação de Haya indicou que ela não pretende entregar os filhos de jeito nenhum. E vai arrancar sangue nessa briga.

Primeiro, Haya, que fugiu de Dubai, indo para a Alemanha para depois de instalar em seu palacete em Londres (presente de 100 milhões de dólares do marido, nos bons tempos), pediu uma ordem de proteção contra casamento forçado.

A única conclusão é que Maktoum já estava tratando do casamento precoce da filha Jalila, nem que fosse apenas para deixar tudo tratado para o futuro.

Os casamentos árabes são tradicionalmente arranjados entre famílias na maioria dos países. No caso de uma “família real”, uma designação algo exagerada, também selam alianças tribais para consolidação do poder. Maktoum tem 23 filhos e Haya foi sua sexta esposa – embora a mais visível, a que levava para compromissos e viagens ao exterior.

Não precisaria usar as crianças para reforçar mais ainda os laços entre as “tribos coroadas” dos sete emirados, mas imaginem a reação de um xeque árabe ao ser largado pela mulher num clima de enorme escândalo.

E num episódio que ainda por cima não pode ser abafado num mundo em que as redes sociais furam todas as censuras.

O segundo pedido de Haya ao juiz da família de Londres dá uma ideia da fúria do xeque abandonado. A princesa recebeu uma ordem de restrição, o instrumento legal usado nos casos em que há motivos para temer violência doméstica.

Mais combustível para as fofocas que já haviam começado a se espalhar depois da fuga: Haya era espancada pelo marido, além de maltratada por outras esposas e filhos mais velhos do xeque Maktoum por ser independente, aparecer o quanto podia em obras beneficentes típicas da realeza e não usar a cobertura negra total, da cabeça aos pés, incluindo o rosto, requerida pelos padrões estritos da religião muçulmana seguidos na Arábia Saudita e países do Golfo.

E mais: ela colaborou para limpar a barra do marido depois do estranho episódio envolvendo sua segunda filha fugitiva, Latifa, mas depois ficou horrorizada com o tratamento dado à enteada de 33 anos. Teria acontecido aí a ruptura.

Homem cruel’

As contrafofocas: a princesa jordaniana, criada em estilo comparativamente liberal, traiu o marido com um segurança britânico, funcionário da UK Mission Enterprise, a empresa que fornece proteção à família real de Dubai.

Foi pega em flagrante quando o xeque apareceu de repente em Londres. Havia uma camisinha usada e taças de vinho envolvidas.

Os seguranças da Mission Enterprise são todos espiões.

O dinheiro que ela roubou – 40 milhões de dólares – não bastou e a princesa quer mais. Aliás, é “louca por cavalos, sexo e dinheiro”.

Isso tudo vem de um site publicado no Paquistão de credibilidade, evidentemente, duvidosa, mas habilidade na mistura de fatos, fofocas e invenções.

Maktoum, segundo o site, “não apenas é um homem cruel como notório caçador de mulheres que paga qualquer coisa para trazer garotas do exterior”, especialmente as virgens. Engravidou duas “concubinas” filipinas.

As mulheres da família são prisioneiras dos palácios. Apenas Haya tinha liberdade de movimentos.

Essa parte pelo menos é comprovada pelos fatos. Haya foi uma esposa escolhida por Maktoum apesar dos problemas criados entre os conservadores religiosos pelo estilo ocidentalizado de vida da princesa jordaniana.

A rejeição era tanta que a festa, milionária, foi em Amã, não em Dubai.

Haya casou-se com o xeque quando já tinha 30 anos (ele, 25 a mais), e trajetória consolidada como amazona e promotora dos esportes e de boas causas.

A relação com o irmão, o rei Abdullah, não era exatamente fácil. Abdullah é filho do segundo casamento do rei Hussein, com a inglesa Antoinette Avril Gardiner – daí seus olhos azuis.

Hussein, outro conquistador notório, casou-se com a terceira mulher, Alia, mãe de Haya, imediatamente depois que saiu o divórcio de Antoinette, que adotou o nome de Muna ao se converter para o casamento.

Alia, que morreu num acidente de helicóptero quando Haya tinha três anos, era filha de palestinos, um componente importante na eternamente instável Jordânia. Metade da população jordaniana é formada por beduínos tribais e outra metade por palestinos, uma designação que nem existia, mas passou a existir, inclusive como identidade separada.

A Transjordânia, nome original, foi criada pelos ingleses como compensação pela aliança contra Turquia na época da I Guerra Mundial e pela perda de Meca, a cidade santa dos muçulmanos que durante séculos teve como xerife um herdeiro da dinastia hashemita.

O troca-troca acabou deixando sob domínio jordaniano outro lugar venerado, Jerusalém, Al Quds para os muçulmanos.

Depois de não só sobreviver ao ataque conjunto dos exércitos árabes como unificar Jerusalém sob seu poder, Israel manteve a custódia da mesquitas de Jerusalém a cargo da autoridade religiosa jordaniana.

Tudo o que a Jordânia nunca teve, ao contrário dos vizinhos bilionários, foi petróleo. Sempre dependeu da bondade de ingleses, americanos e, agora, sauditas e emirados árabes.

Silêncio é de ouro

Chegamos assim ao ponto em que a história de Haya, a princesa fugitiva, intersecta-se com a história do Oriente Médio e suas infinitas complicações.

A Jordânia depende da “mesada” dos Emirados Árabes Unidos, onde o xeque de Dubai é o mais poderoso.

Com o racha eterno da sua população, uma situação econômica periclitante, o trauma do pós-primavera árabe, a encrenca do Irã e a ressonância inevitável da situação dos palestinos dos territórios ocupados por Israel, sua estabilidade tem importância geopolítica desproporcional ao tamanho físico e financeiro.

Para complicar, o rei Abdullah tem se mostrado sensível à abertura – e aos milhões de dólares – do Catar, o país que bagunçou os alinhamentos do Golfo ao se aproximar do Irã, entre outras heterodoxias.

Não é um divórcio que vai afetar os interesses permanentes dos xeques dos emirados, mas os céus conhecem bem a fúria de um homem publicamente abandonado.

Mesmo sozinha em seu Palácio Verde, enfrentando um dos homens mais poderosos do mundo, Haya tem uma boa ideia dos elementos envolvidos.

É filha de rei, estudou em Oxford, transita desde pequena na família real britânica e nos círculos mais privilegiados do mundo árabe, sabe quem é aliado de quem e teve acesso a muitos segredos das Arábias.

O silêncio talvez seja sua carta mais importante. E a advogada, claro. A dela não é barata. Fiona Shackleton advogou em favor os dois filhos mais velhos da rainha, Charles e Andrew, quando se divorciaram.

Só para dar uma ideia: conseguiu um acordo em que a venerada princesa Diana ficou com meros 10 milhões de libras, uma miséria diante do patrimônio pessoal do príncipe herdeiro.

Fiona, que também representa os príncipes William e Harry em casos individuais, ganhou o título de baronesa.

No outro lado da “guerra das advogadas” está Helen Ward, outra fera dos divórcios milionários, contratada pelo xeque Maktoum.

Pelo menos ambas sabem que, depois que a raiva passa e os milhões são discutidos, sempre é possível chegar a um acordo.

Logo, logo Maktoum aparece com outra esposa, mais jovem e mais bonita, nas corridas de cavalos, sua esfera de dominação do mundo.

Se nada de extremamente pavoroso aparecer, será recebido com todos os salamaleques de sempre.

Haya será uma ex-esposa, com status seriamente diminuído, embora com um palacete em Kensington. E, se tudo der certo, os dois filhos sob sua guarda.
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É mito: uso de defensivos agrícolas não elevou incidência de câncer no país.


Em artigo publicado pelo Poder360, o professor e agrônomo Xico Graziano afirma que não existem registros sobre doenças causadas, que as pesquisas científicas não atestam efeito e que incutir medo na população é uma irracionalidade:
Existe, na matemática, uma espécie de prova ao contrário. Ela é possível de ser aplicada à questão dos agrotóxicos. Se é verdade que tudo está envenenado, onde se verificam os efeitos?

A situação nos hospitais deveria ser alarmante. Milhares de pessoas estariam procurando as unidades de saúde para notificar e tratar doenças variadas, incluindo tumores cancerosos, causados por resíduos de agrotóxicos. Muitos casos seriam conhecidos.

Nada disso se encontra. As mioplasias estão crescendo, é verdade. Mas os pesticidas pouco têm a ver com isso. Quem garante é a Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer, ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS): agrotóxicos não constam entre as 10 principais causas, ou fatores de risco, da doença.

Nas áreas especializadas em medicina toxicológica, notórios especialistas como Flávio Zambrone e Ângelo Trapé (UNICAMP), Rosângela G. Peccinini (USP) e Álvaro Pulchinelli Jr (Escola Paulista Medicina), tampouco confirmam essa (dita) tragédia. Nas unidades em que trabalham, inexistem registros sobre doenças causadas pela ingestão de alimentos contaminados por agrotóxicos.

Na aplicação em campo, lá nas lavouras, aí sim ocorrem problemas. São eles anotados pelo SINITOX, ligado ao Ministério da Saúde. Analisando-se as ocorrências no correr do tempo, verifica-se uma queda das intoxicações causadas por contato com agrotóxicos no Brasil. Ao contrário do esperado.

Entre os anos de 2000 a 2005, a média anual foi de 5.680 notificações; entre 2005 a 2010, de 5.688; e entre 2010 a 2016, de 4.238. (Rodapé: Em 2013 foram registradas 1907 notificações; por incongruência dos dados, excluí esse dado do período).

Nesse mesmo período, houve um grande aumento no consumo de agrotóxicos na agricultura brasileira, passando de 140 mil toneladas (2000) para 551 mil toneladas (2016), acréscimo de 294%. O crescente uso de agrotóxicos não ocasionou mais intoxicações por contato.

O professor Wanderlei Pignati (UFMT) lidera a campanha permanente contra os agrotóxicos. Segundo ele, a exposição das pessoas aos venenos no estado, Mato Grosso, campeão agrícola do país, é 10 vezes acima da média nacional. Supõe-se, em decorrência, que na zona rural do Mato Grosso as doenças cancerosas estejam altíssimas.

A hipótese não é confirmada pelo Instituto Nacional contra o Câncer (INCA). Na estimativa, para homens, de “casos novos” da doença, a capital, Cuiabá, apresenta 299 casos por 100 mil habitantes; no interior, aparecem 253 casos.

Comparando-se os dados com o estado vizinho, do Mato Grosso do Sul, descobre-se que, neste estado, os casos de câncer estimados pelo INCA são 30% acima dos de Mato Grosso. Mais curioso é notar que os índices mato-grossenses são semelhantes aos notados no Ceará, onde o agro é bem mais fraco.

As avaliações médicas, portanto, coletadas da realidade em todo o país, deixam claro que o uso de mais agrotóxicos não elevaram a incidência de câncer no interior do Brasil.

O herbicida glifosato está na mira do ambientalismo mundial, pois poderia ter efeito cancerígeno. Como se utiliza muito desse agrotóxico nas lavouras do Mato Grosso, o fato deveria estar influenciando o surgimento do Linfoma não Hodgkin. Só que não.

A taxa de incidência em homens, para cada 100 mil habitantes, é de 5,6 em Cuiabá, contra 4,2 no interior; nas mulheres, são 5,5 na capital, contra 2,7 na roça. Deu ao contrário do esperado.

No relatório do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (Anvisa/PARA), referente aos anos de 2013 a 2015, detectou-se 134 amostras, entre 12.051 coletas de 25 alimentos frescos, com “potencial risco agudo” para a saúde humana. Dá um índice de 1,1% das amostras.

Entre as 134 amostras problemáticas, encontravam-se 90 amostras de laranja e 12 de abacaxi, frutas que mostraram resíduos acima dos permitidos em 12,1% e 5% das amostras, respectivamente. Felizmente ambas as frutas precisam ser descascadas, ou espremidas, para o consumo. Diminui o risco real.

Se fossem excluídas essas amostras, de laranja e abacaxi, tomando-se em consideração a avaliação sobre as restantes 23 frutas e legumes, o grau de contaminação que traz “potencial risco agudo” cairia para 0,3%, ou seja, 32 amostras entre 11.067 coletadas. Muito menor que se apregoa.

Mesmo assim, como existe grande margem de segurança, geralmente de 100 vezes, acima dos limites estabelecidos pela legislação, somente haveria dano real à saúde se a ingestão do alimento ocorresse em elevada quantidade.

Por exemplo, considerando o inseticida deltametrina, no cenário de que toda batata, de uma determinada lavoura, fosse vendida contendo o máximo de resíduo permitido, seria necessário ingerir 80 quilos de batata, por pessoa e por dia, para afetar a saúde. Impossível.

Só falta uma possibilidade de se comprovar o envenenamento geral causado por agrotóxicos no Brasil: aceitar a ideia de que existe um efeito acumulativo dos resíduos no organismo humano. Sendo verdadeiro, demorariam anos para se manifestarem os perversos efeitos na saúde das pessoas.

Dediquei-me a pesquisar sobre esse ponto. A despeito de encontrar inúmeras publicações sobre o efeito crônico dos resíduos de agrotóxicos, não encontrei nenhuma referência científica, na literatura recente, comprovando tal hipótese para os princípios ativos mais modernos. Repito: nenhuma publicação científica atesta o efeito crônico.

Antigamente, para os agrotóxicos do grupo dos “organoclorados”, a situação era muito séria, pois suas moléculas eram persistentes no ambiente. Mas eles foram proibidos em todo o mundo há décadas. No Brasil, DDT e BHC foram banidos em 1985.

Conclusão: a análise balizada pelo método científico não confirma que a população brasileira esteja sendo envenenada por resíduos de agrotóxicos. Supõe-se, mas não se evidencia. Felizmente.

Investir na tecnologia e nos cuidados da aplicação, nas lavouras, é sempre recomendável. Aprimorar a fiscalização, obrigatório. Alimento saudável é uma ótima causa, capaz de unir agrônomos, médicos, agricultores, governo, empresas e a sociedade. Todos deveríamos nos unir na defesa do alimento saudável.

Agora, botar medo na população inventando teses absurdas afronta a racionalidade. Quem falar, que mostre a prova. Eu não as encontrei.
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Faltava o aval de Trump a Eduardo Bolsonaro? Pois bem...


Coluna de Alexandre Garcia, publicada hoje na Gazeta do Povo:

A indicação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) - o mais votado do Brasil - para ser embaixador do Brasil nos Estados Unidos ganhou um entusiástico apoio do presidente Donald Trump.
Embora não se saiba exatamente se ele já recebeu o pedido de agreement do Itamaraty, normalmente o país primeiro pergunta: “Vocês aceitariam este nome?”. Não sei se Trump já viu, mas já ouviu falar e deu um apoio entusiasmado.
Isso reforça a posição do indicado lá no Senado, que vai ter de aprovar o nome. Antes mesmo desse apoio entusiasmado de Trump, já se notava que Eduardo teria votos suficientes para ser aprovado.
Até o presidente Bolsonaro, que indicou o próprio filho, lava as mãos porque vai ser o Senado que vai aprovar. Trump quer que Eduardo seja aprovado. E a gente vê uma possibilidade de uma nova fase de relações entre os dois países.
Jogo de polêmicas?

Parece que o presidente joga frases supostamente polêmicas. Quem qualifica assim as frases é porque não gosta dele, não votou nele e não quer que ele continue usando essas frases, afinal, foi com essas frases que eles os derrotou em outubro.
Bolsonaro continua usando essas frases que tem apelo popular. Um exemplo é que quando perguntaram sobre os 57 mortos no presídio em um confronto entre facções, situação que os meus coleguinhas chamam de massacre, ele respondeu :“Vá perguntar para as vítimas desses bandidos”. Certamente, o presidente tem o aplauso do povo e o horror da intelectualidade.
Outro exemplo foi quando Bolsonaro disse que poderia contar o que aconteceu com o pai do presidente da OAB, que teria sido justiçado pela sua própria facção. O presidente nos obriga a voltar ao assunto que deveria ser esquecido por conta da anistia. Afinal, anistia significa esquecimento.
Quando falamos sobre o assunto, a gente vê que houve 136 desaparecidos, entre os quais está o pai do presidente da OAB. Houve 119 mortos pelas facções que tentaram derrubar o governo e implantar um regime comunista no Brasil, inclusive 43 civis e três moradores do Araguaia. E mais 219 mortos nos confrontos durante esse período de 19 anos. A média anual de mortos nos confrontos é de 25 pessoas. Só para lembrar: hoje há 65 mil homicídios dolosos ao ano.
Esse é um assunto que a gente deveria conversar, mas não exacerbar os ânimos no país. Porque o objetivo da anistia foi a pacificação dos espíritos. São os espíritos que armam as mãos. Enfim, reforço: anistia é esquecimento.
Tem gente mais animada que acha que essas declarações podem dar impeachment. O Supremo não vai se importar com uma coisa dessas porque não tem onde qualificar. Na Câmara só quem vai se preocupar com isso é o PT, o PCdoB e o Psol. Mas eles não tiverem nem votos suficientes para impedir a passagem da reforma da Previdência.
Para concluir...

Parece que a morte do cacique na aldeia Mariri foi um confronto interno sobre algum tipo de negócio com garimpo. Ou o cacique queria e a aldeia não queria, ou a aldeia queria e o cacique não queria. Talvez seja isso.
A propósito, boa parte do ouro roubado em Guarulhos era de uma mineradora canadense chamada Kinross Gold Corporation. Essa empresa sozinha produz 22% do ouro produzido no Brasil. A maior mina dela é em Paracatu (MG).
Acho que esse ouro roubado ia para o Canadá, país que é o quinto maior produtor de ouro do mundo. E não sei por que ainda precisa do nosso ouro. Deve ter negócios melhores do que nós para o nosso próprio ouro..
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