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sábado, 22 de fevereiro de 2014

Bonecos do Berbigão recontam história e folclore de Florianópolis


Desfile ocorre nesta sexta-feira (21), durante o Berbigão do Boca.
Bonecos são homenagens a pessoas ligadas ao bloco que já morreram.

Mariana de Ávila Do G1 SC

Bonecos gigantes homenageiam personalidades que fizeram parte da história do Carnaval de Florianópolis (Foto: Mariana de Ávila/G1)Bonecos gigantes homenageiam personalidades que fizeram parte da história do Carnaval de Florianópolis (Foto: Mariana de Ávila/G1)
O artista plástico Alan Cardoso, de 56 anos, é o maricoteiro responsável pela confecção dos 34 bonecos gigantes do Berbigão do Boca, que desfilam nesta sexta-feira (21), durante a festa que abre oficialmente o Carnaval de Florianópolis. Os bonecos são homenagens a pessoas que, de alguma forma, fizeram parte do bloco e que faleceram há pelo menos um ano, ou pertencem ao folclore do Boi de Mamão da Ilha de Santa Catarina.
Volnei Mendes ao lado da figura do pai, que foi músico da banda Amor e Arte (Foto: Mariana de Ávila/G1)Volnei Mendes ao lado da figura do pai, que foi músico
da banda Amor e Arte (Foto: Mariana de Ávila/G1)
Há 20 anos Cardoso realiza esse trabalho artesanalmente: primeiro as figuras são moldadas no barro,  revestidas no acrílico para dar a leveza aos personagens e, depois de 6 dias de secagem, finalizadas com a pintura. "O Berbigão do Boca é a única família que aumenta quando um ente querido morre. Nos gostamos de tê-los sempre por perto", afirma.
O vigilante Sidnei de Paula, de 42 anos, carregou neste ano o boneco do pai Carlinhos da Tuba, integrante da banda Amor e Arte, a banda do Berbigão, falecido há 4 anos. "No primeiro ano que ele virou boneco, há 3 anos, não tive coragem nem de ver. Neste ano terei o prazer de vesti-lo. Desde os 14 anos acompanhei meu pai nos desfiles do Berbigão. Segurava o instrumento dele quando estava cansado. É muita emoção", diz.
Volnei Mendes, 46, chefe de depósito, perdeu o pai também músico do Amor e Arte no ano passado. "É um sentimento confuso vê-lo aqui sem ele estar presente. Meu pai sempre gostou de aparecer, é uma homenagem muito bonita, um reconhecimento", afirma.
Alan, o maricoteiro, e Sidinei, filho do "boneco" Carlinhos da Tuba. (Foto: Mariana de Ávila/G1)Alan, o maricoteiro, e Sidinei, filho do "boneco" Carlinhos da Tuba. (Foto: Mariana de Ávila/G1)
O desfile dos bonecos gigantes ocorre até as 22h desta sexta-feira (21) pelas ruas do Centro Histórico da capital catarinense.

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