MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

sábado, 22 de fevereiro de 2014

'Nunca vi tanto patrimônio', diz superintendente da PF após operação


Dinheiro encontrado em residência de advogado chega a R$ 1,5 milhão.
PF apreendeu também um avião de US$ 8,5 milhões e bloqueou dinheiro.

Do G1 RS

 Animais empalhados e dinheiro encontrados na casa de advogado (Foto: Divulgação/Polícia Federal) Dinheiro foi encontrado na casa de advogado (Foto: Divulgação/Polícia Federal)
Enquanto cumpria mandados de busca da Operação Carmelina em Passo Fundo, na Região Norte do Rio Grande do Sul, a Polícia Federal encontrou um total de R$ 1,5 milhão em um dos endereços do advogado e empresário Maurício Dal Agnol. A quantia foi achada em um fundo falso de uma parede. Nesta sexta-feira (21), a PF apreendeu também um avião avaliado em cerca de US$ 8,5 milhões e bloqueou dinheiro em contas bancárias e imóveis.
"Em 30 anos, eu nunca vi ninguém com tanto patrimônio, com valores tão grandes, a ponto de negociar milhões no dia a dia", disse o superintendente da Polícia Federal no estado, Sandro Caron de Moraes.
A investigação aponta o homem como o líder da quadrilha que pode ter desviado até R$ 100 milhões de clientes. Além do dinheiro, animais selvagens empalhados e munição também foram encontrados no local. O empresário teve seu nome incluído entre os procurados no site da Interpol nesta sexta. Ele teve o mandado de prisão preventiva concedido, mas não foi encontrado porque está nos Estados Unidos, segundo a polícia.
Para um dos responsáveis pela investigação, o advogado acumulou de uma das maiores fortunas do Rio Grande do Sul a partir do golpe.

“O que mais nos chamou atenção é que muitas vítimas eram pessoas humildes. pessoas idosas que precisavam desse dinheiro até para sua manutenção. E o patrimônio desse sujeito é extremamente elevado. Hoje ele é dono de uma das grandes fortunas do estado”, detalhou delegado Mauro Vinicius Soares de Moraes.
Grupo não repassava valor de ações a clientes
 Animais empalhados e dinheiro encontrados na casa de advogado (Foto: Mateus Rodighero/RBS TV) Animais empalhados e dinheiro achados na casa
de advogado (Foto: Mateus Rodighero/RBS TV)
A Operação Carmelina foi desencadeada na manhã desta sexta-feira em Passo Fundo, no Norte, e em Bento Gonçalves, na Serra, a partir de uma investigação que comprovou o desvio de pelo menos R$ 1,6 milhão de 27 pessoas. Os valores da fraude, de acordo com a PF, podem ultrapassar os R$ 100 milhões, e o número de pessoas lesadas pode ser de até 30 mil.
Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em escritórios de advocacia e de contabilidade e em uma residência. A PF começou a investigar o caso há cerca de dois anos, após a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Ministério Público Federal (MPF) ingressarem com representações. A investigação aponta que o grupo captava clientes e entrava com processos contra empresas de telefonia para reivindicar valores referentes à propriedade de linhas telefônicas fixas. As ações eram julgadas procedentes, mas o valor recebido não era repassado aos clientes ou era pago em quantia muito menor da que havia sido estipulada na ação.
A operação foi batizada de Carmelina porque este era o nome de uma mulher que teve cerca de R$ 100 mil desviados no golpe. Segundo a PF, ela morreu de câncer, e poderia ter custeado um tratamento se tivesse recebido o valor da maneira adequada.

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