O presidente
norte-americano disse no México que Nicolás Maduro deveria se concentrar em
atender aos anseios de seu povo ao invés de fazer falsas acusações contra
diplomatas estrangeiros, se referindo à expulsão dos 3 membros de sua
embaixada.
Nicolás Maduro não citou
os nomes e nem provas das acusações que fez contra os americanos, só disse que
teriam tentado assediar alunos em universidades venezuelanas. A maioria dos
analistas acredita que Maduro expulsou os diplomatas em represália a tomada de
posição americana em favor de Leopoldo Lopéz. Venezuelanos de todo o planeta tem
se esforçado para que o mundo saiba o que está acontecendo em seu país,
inclusive lotam o site da Casa Branca, sede do governo dos EUA, com vários
abaixo - assinados pedindo intervenção, uma das listas já conta com mais de 10
Mil assinaturas.
Obama disse também que é
inaceitável a violência ocorrida nos últimos dias contra os manifestantes, em
sua maioria estudantes. Ele deixa bem claro que não considera que o governo da
Venezuela esteja agindo democraticamente. “Junto com a Organização dos
Estados Americanos (OEA), apelamos ao governo da Venezuela para que liberte os
manifestantes detidos e inicie um diálogo verdadeiro", afirmou
Obama.
Num momento como esse é importante que líderes mundiais tentem intervir de alguma forma no andamento dos acontecimentos.
Num momento como esse é importante que líderes mundiais tentem intervir de alguma forma no andamento dos acontecimentos.
O governo venezuelano
emitiu uma nota que beira ao ridículo, dizendo, entre outras coisas, que as
declarações de Obama, feitas no México, seriam uma ofensa a história daquele
país.
Veja: O governo da República Bolivariana da Venezuela rejeita
categoricamente as declarações emitidas na quarta-feira, 19 de fevereiro, pelo
presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, na medida em que constituem uma
nova e grosseira ingerência nos assuntos internos do nosso país, com o agravante
de usar como uma base informações falsas e afirmações infundadas.
É uma ofensa à terra heroica dos astecas, de Juárez, de Villa e de Zapata, do nobre e valente o povo mexicano que o presidente Obama, a partir deste país irmão, continue agredindo a um país livre e soberano da América Latina e Caribe, cujas políticas, orientações e decisões são resultado da vontade popular expressa democraticamente. A declaração que esperam os governos independentes e povos do mundo é aquela em que o governo dos Estados Unidos explica por que o financia, promove e defende os líderes da oposição que promovem a violência em nossa pátria e que esclarece com que direito o subsecretário adjunto Alex Lee entregou uma mensagem do seu governo, por meio da qual tenta condicionar e ameaçar o Estado venezuelano, pela sua decisão de fazer a ordem e a justiça valer aos responsáveis pela violência dos últimos dias.
Finalmente, o governo venezuelano reitera que continuará monitorando e tomando medidas para impedir que agentes norte-americanos busquem implementar a violência e desestabilização, e para informar o mundo sobre a natureza da política intervencionista das ações da administração Obama em nosso país. – Ministério do Poder Popular para Relações Exteriores
É uma ofensa à terra heroica dos astecas, de Juárez, de Villa e de Zapata, do nobre e valente o povo mexicano que o presidente Obama, a partir deste país irmão, continue agredindo a um país livre e soberano da América Latina e Caribe, cujas políticas, orientações e decisões são resultado da vontade popular expressa democraticamente. A declaração que esperam os governos independentes e povos do mundo é aquela em que o governo dos Estados Unidos explica por que o financia, promove e defende os líderes da oposição que promovem a violência em nossa pátria e que esclarece com que direito o subsecretário adjunto Alex Lee entregou uma mensagem do seu governo, por meio da qual tenta condicionar e ameaçar o Estado venezuelano, pela sua decisão de fazer a ordem e a justiça valer aos responsáveis pela violência dos últimos dias.
Finalmente, o governo venezuelano reitera que continuará monitorando e tomando medidas para impedir que agentes norte-americanos busquem implementar a violência e desestabilização, e para informar o mundo sobre a natureza da política intervencionista das ações da administração Obama em nosso país. – Ministério do Poder Popular para Relações Exteriores
Se as notícias da virada de jogo na Ucrânia chegarem aos manifestantes venezuelanos isso poderá dar-lhes novo ânimo. Ao contrário do que ocorre aqui na América do Sul em relação à crise na Venezuela, ministros de relações exteriores de diversos países, inclusive França, Alemanha e Polônia conversaram durante horas com o presidente ucraniano para pedir que recue. Viktor Yanukovytch foi convencido a realizar um pacto. O governo ucraniano aceitou antecipar as eleições e criar um governo de coalizão, com a presença de representantes da oposição, o que mostra a força do povo nas ruas. Segundo a oposição mais de 100 pessoas já morreram nos combates.


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