MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Junção de dois motores garante a economia do sedã grande da Ford


O Volkswagen up! 1.0 - o mais econômico de sua categoria - faz 13,2 km/l de gasolina na cidade e 14,3 km/l na estrada
Antônio Meira Jr.
CORREIO 24 HORAS

Como muitos ainda imaginam, não é preciso ser pequeno ou ter motor 1.0 para ser econômico. Essa é uma concepção antiga e o Ford Fusion com motorização híbrida está aí para provar. De acordo com o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), a nova geração do sedã é o veículo com menor consumo de combustível do Brasil: 16,8 km/l na cidade e 16,9 km/l na estrada. Como comparação, o Volkswagen up! 1.0 - o mais econômico de sua categoria - faz 13,2 km/l de gasolina na cidade e 14,3 km/l na estrada.

Para conseguir esse bom resultado, o Fusion Hybrid teve seu sistema propulsor aprimorado com a introdução de uma avançada bateria de íons de lítio, 23 kg mais leve e mais potente que a anterior, um novo motor 2.0 a gasolina de ciclo Atkinson e um novo propulsor elétrico, que geram uma potência combinada de 190 cv. Entre outras novidades, esse conjunto permite ao carro acelerar até 100 km/h usando somente o modo elétrico.

Além disso, o sistema de frenagem regenerativo recupera até 95% da energia perdida nos freios e a transmissão continuamente variável e-CVT, controlada eletronicamente, gerencia a energia dos motores a gasolina e elétrico. A direção e o ar-condicionado com acionamento elétrico também contribuem para a economia de combustível.



Informações
Vários recursos inteligentes informam e orientam o motorista sobre a melhor forma de aproveitar a tecnologia do veículo. Seu painel de instrumentos - chamado de Smartgauge, que pode ser entendido como medidor inteligente - conta com duas telas de LCD configuráveis e o Ecoguide, tela que "ensina" a dirigir de modo mais sustentável usando grafismos de folhas que aumentam ou diminuem junto com a eficiência no uso da energia. Ou seja, quanto mais folhas o motorista acumula, mais econômica está sendo sua condução.

Ao ligar o carro o motorista só percebe que ele já está pronto para sair ao observar uma luz verde no painel. No modo elétrico o veículo não emite ruídos. Os sons são produzidos apenas quando o motor a combustão entra em funcionamento.



Equipamentos
Além do novo conjunto motriz, o Fusion traz novas tecnologias e equipamentos. Entre os itens de destaque estão:  sistema de estacionamento automático, oito airbags, assistência de partida em rampa, sistema de comandos de voz em português, navegador GPS e som de alta-fidelidade da Sony com doze alto-falantes.

Os bancos dianteiros trazem sistema de aquecimento e encosto de cabeça regulável em quatro estágios. Os dois assentos vêm com comandos elétricos e o do motorista tem ajuste lombar e três posições de memória. Outras novidades do veículo são o controlador de velocidade adaptativo com alerta de colisão - uma luz vermelha se acende sobre o painel e um sinal sonoro é disparado - e acionamento dos freios; sistema de monitoramento de pontos cegos com alerta de tráfego cruzado; monitoramento da pressão dos pneus e espelhos retrovisores interno e externos antiofuscante.

O veículo ainda tem um sistema de auxílio de manutenção de faixa, que produz uma leve pressão na direção para avisar o motorista quando ele muda de faixa sem sinalizar. O controle é feito por uma câmera instalada na frente do veículo que monitora a pista e incorpora também o Driver Alert, para identificar se o motorista está sonolento.



Para quem tem filhos que estão começando a dirigir a boa notícia é a chave MyKey, que limita o uso do veículo com a configuração de várias funções de segurança. O proprietário pode, por exemplo, optar pelo limite de velocidade a 130 km/h - que terá aviso sonoro quando atingir as
velocidades de 75, 90 e 105 km/h -, limitação do volume do áudio a 45% da capacidade máxima, aviso para o uso de cinto de segurança e alerta de nível de combustível baixo quando a autonomia chega a 120 quilômetros.

Mercado
A versão mais barata do Fusion no Brasil é a 2.5 Flex, que custa R$ 96.900 e tem como único opcional o teto solar, que sai por R$ 4 mil. A versão Titanium tem três configurações. A primeira
delas, sem tração integral e sem teto solar custa R$ 104.900. A segunda incorpora por mais R$ 4 mil o teto solar, e, a terceira, que custa R$ 118.990 e tem até tração integral nas quatro rodas.

A versão avaliada, a Titanium Hybrid, tem os mesmos equipamentos da versão mais cara, à exceção do conjunto motriz, e tem preço único de R$ 125.900. Não há no Brasil um concorrente para essa configuração do Fusion. O outro híbrido mais acessível do mercado nacional é o  Prius, da Toyota, que custa R$ 120.870 mas tem menos equipamentos que o modelo da Ford.

A nova geração do Fusion está fazendo sucesso no Brasil e teve 1.341 unidades emplacadas em janeiro, o melhor resultado desde o lançamento no Brasil, em 2006. A versão híbrida também foi bem, e teve 86 exemplares vendidos no último mês.



*Dois motores
O Ford Fusion Hybrid tem dois motores. Na esquerda fica o movido a gasolina 2.0 de ciclo Atkinson (os convencionais trabalham no ciclo Otto) tem comando de válvula variável (iVCT), potência de 145 cv a 6 mil rpm e torque 18 kgfm. O propulsor elétrico, à direita na foto acima, tem potência 88 kW (118 cv) e torque de 24,5 kgfm. Os dois juntos geram uma potência combinada de 190 cv, que acelera o veículo de 0 a 100 km/h em 9,3 segundos.

A aceleração de 80 a 100 km/h é feita em 6,3 segundos. A avançada bateria de íons de lítio é mais leve e potente que as de níquel-metal e não exige manutenção regular. Ela fica acomodada no porta-malas e pesa apenas 42 kg – 23 kg a menos que a anterior –, é autorrecarregável e conta com oito anos de garantia.

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