Hotel Capri era reduto da máfia e de estrelas do cinema na década de 1950.
Após mais de 10 anos sem funcionar, ele foi restaurado.
O Hotel Capri, que reabriu em Havana (Foto: Franklin Reyes/Associated Press)Antes da revolução castrista de 1959, o hotel Capri era frequentado por figuras como Charles Tourinel, conhecido como "The Blade" ("a lâmina"), e Nicholas di Costanzo, "The Fat Butcher" (o açougueiro gordo). Ambos eram associados a mafiosos mais conhecidos, como Meyer Lansky e Santo Trafficante. O primeiro administrava a discoteca do hotel e o segundo, o cassino.
Também se alojavam lá atores que interpretavam mafiosos no cinema, como George Raft, o bandido da versão de 1932 de "Scarface",que costumava se alojar na suíte presidencial do 19° andar. Errol Flynn, ator e conhecido playboy, era outro que ficava por lá e frequentava o salão vermelho, onde se apresentavam bailarinas de cabaré.
Turistas no Hotel Capri, antes frequentado pormafiosos e estrelas de Hollywood
(Foto: Franklin Reyes/Associated Press)
Depois que os mafiosos fugiram do país com a revolução cubana, o Capri entrou em uma lenta decadência. O estabelecimento funcionou como hotel estatal por décadas e abrigou numerosas celebridades, da cantora cubana Omara Portuondo ao escritor uruguaio Mario Benedetti.
Em 1997, militantes anticastristas colocaram uma bomba no lobby que causou muitos danos, mas nenhuma morte. O Capri sobreviveu, mas, assim como outros edifícios da cidade, foi se deteriorando por falta de manutenção e fechou em princípios dos anos 2000.
Seu renascimento é parte de um esforço de Cuba para explorar sua fama pré-revolucionária de destino festivo e atrair dólares dos turistas para seu presente socialista. Ele reabriu as portas no fim do ano passado como parte de uma sociedade entre a companhia estatal de turismo Grupo Caribe, proprietária do hotel, e a rede espanhola NH Hoteles SA, que se encarrega da administração.
Funcionário no hoel Capri(Foto: Franklin Reyes/Associated Press)
O piso de granito art-deco com inscrustações de bronze e os candelabros acobreados são originais restaurados. No lobby, há sofás baixos estilo anos 50 e em alguns quartos há fotos antigas emolduradas de paisagens urbanas.
Onde antes ficava a suíte presidencial hoje fica um restaurante sofisticado. O salão vermelho virou uma discoteca. O hotel tem wi-fi, cobrado à parte.
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