Secretário diz que moradores fazem cesta básica do outro lado da fronteira.
Guarda venezuelana intensificou a fiscalização de mercadorias na aduana.
Turistas aproveitam para registrar o marco da froneira Brasil/Venezuela (Foto: Neidiana Oliveira/G1)"A partir do momento em que falta mercadoria na Venezuela, os prejuízos são percebidos na cidade brasileira, uma vez que esta população se abastece em Santa Elena de Uairén. O câmbio é um dos fatores que possibilita a comercialização e atrai os munícipes", frisou o secretário.
Lado brasileiro da fronteira Brasil/Venezuela; vistade cima (Foto: Neidiana Oliveira/G1)
"Para evitar um desabastecimento de produtos alimentícios na cidade de Santa Elena de Uairén é indicado que os brasileiros façam as compras dentro da quantidade estipulada pela Receita Federal, ou seja, compras no caráter familiar", recomendou Oestreicher, destacando ainda que a pessoa que tiver a mercadoria retida pode denunciar à aduana.
Para prevenir transtornos, ele orienta que a população faça as compras em pequenas quantidades para não contribuir com o desabastecimento e assim evitar até mesmo um conflito com a Guarda Nacional e Seniat, que tem por norma impedir que estes produtos essenciais sejam levados para a comercialização.
"Nos reunimos com o gerente da aduana, que é o Seniat, correspondente à Receita Federal brasileira, e ele destacou que as compras feitas por turistas em quantidade para o consumo e não para comercialização não serão embargadas", explicou.
Brasileiros aproveitam a baixa do câmbio para fazercompras na Venezuela (Foto: Neidiana Oliveira/G1)
Ela enfatizou que não está proibido passar na fronteira com produtos do país, o que ocorre é uma restrição da quantidade de compras devido à ausência do setor produtivo na Venezuela e tendo em vista que as importações do país estão impossibilitadas pela crise.
"Nós temos recebido algumas queixas sobre a retenção de mercadorias. Então, gostaria de alertar a população para que tenha consciência na hora de comprar, principalmente os produtos da cesta básica, até porque não estamos tendo. É permitido levar pequenas quantidades, com a finalidade de não desabastecer o município de Gran Sabana".
O empresário Campos Lopes, que mora há 40 anos em Santa Elena de Uairén, conta que produtos alimentícios estão escassos na cidade. Segundo ele, isso é causado pelos conflitos que estão ocorrendo nas principais cidades da Venezuela. "Está muito difícil as mercadorias chegarem. O comércio está prejudicado. Mesmo com o câmbio bom, poucos brasileiros estão indo às compras", relatou.
O venezuelano Omar Rosa afirma que a crise econômica é geral e os consumidores do Brasil são os causadores do desabastecimento na região de fronteira.
"Os brasileiros estão comprando tudo! O empresário de Santa Elena não se importa se está ficando desabastecido, pensa somente em vender. Queremos que os turistas continuem vindo para a Venezuela, mas pedimos que as compras sejam feitas com consciência", disse
A fiscalização na fronteira Brasil/Venezuela foiintensificada nas últimas semanas
(Foto: Neidiana Oliveira/G1)
Quanto a viagens no período de Carnaval para a Venezuela, Oestreicher alerta que os brasileiros fiquem atentos às informações da Secretaria de Relações Internacionais, para que não haja nenhum problema com os turistas.
"Ficaremos sempre fazendo esta mediação entre as autoridades venezuelanas e a população brasileira, pois os perigos diante da real situação são constantes, mas não há impedimento de entrada ou saída de estrangeiros do país. Deixaremos a população sempre informada", ressaltou o secretário.
Apesar das restrições nas compras, a possibilidade de fechamento da fronteira foi descartada por Oestreicher, que afirmou que a mudança está concentrada somente na intensidade da fiscalização no lado venezuelano.
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