Lei foi aprovada por comissão do Senado no dia 6 de junho deste ano.
Para particulares, cota evidencia péssima qualidade do ensino público.
Em GO, estudantes protestaram contra a nova lei de cotas para as federais (Foto: Versanna Carvalho/G1)Apesar de concordar que haverá aumento na competitividade, o diretor afirmou que o papel das instituições particulares em oferecer uma educação de qualidade à população vai ser mantido e que a medida deverá prejudicar famílias que investiram na formação de seus filhos. “A família escolhe uma escola particular não só pensando na entrada do aluno em uma universidade. Os fatores de atendimento qualificado e o investimento na formação do filho são relevantes. O vestibular é importante, mas o que fica é a formação”, relatou.
“É ruim. Por um lado serei prejudicada sim, porque são menos vagas, mas entendo que é necessário dar espaço para a escola pública. Quem faz a escola é o aluno porque, às vezes, tem estudantes que são merecedores e outros que não dão valor, assim como existe nas particulares”, explicou ao mencionar que a turma de 1º ano do Ensino Médio, em que estuda, conversou sobre a cota aprovada.
A estudante Raíssa Maria Barbosa, do Instituto Denizard Rivail, concordou com Beatriz. “Sou contra. O que diferencia os alunos não é o lugar onde ele estuda, mas o esforço dele. Em vez de criar cotas, deveriam investir nas escolas públicas para melhorar os índices de aprendizado. Não adianta cotas quando o nosso país prega a igualdade”, disse.
Já Heloísa Santos, de 14 anos, não acredita que as cotas vão atrapalhar o desempenho dos estudantes de escolas particulares nos processos seletivos das universidades federais, mesmo após a recente aprovação do Senado. “Não vai atrapalhar muito. Todo mundo estuda e merece espaço. Não vamos ser prejudicados porque é necessário ajudar quem precisa”, relatou.
Estudantes de escolas particulares de Brasília também protestaram contra a destinação de vagas nas universidades federais para alunos de escolas públicas (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom / ABr)“A própria universidade federal está criticando essa lei. É um desrespeito ao principio da autonomia universitária. A universidade não tem mais autonomia para gerir seu próprio ensino. O governo está interferindo demasiadamente nas instituições superiores e os reitores criticam”, ressaltou D’agustine ao dar uma alternativa: “É necessário ampliar as vagas das escolas públicas sem reduzir as das particulares”.
No CE, encontro ocorreu em frente à Praça de Imprensa, no Bairro Dionísio Torres (Foto: Gioras Xerez/G1)Ainda segundo a diretora, a escola conta com um ensino diferenciado e exporta estudantes para cursar graduação em universidades estrangeiras. “É claro que as cotas impactam na questão da competitividade, principalmente, porque são menos vagas. Porém, temos confiança em nosso ensino e currículo que mostra o potencial da instituição”, completou confiante.
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