Cerca de 2,5 mil manifestantes participaram do ato no centro da cidade.
Prefeitura diz que montou comissão para conversar, mas não foi procurada.
Manifestantes protestam contra o aumento da passagem em Niterói (Foto: Luís Bulcão/ G1)
Niteroenses repetem palavra de ordem dosprotestos espalhados pelo Brasil: promessa de
parar a cidade se o valor da passagem não for
reduzido (Foto: Luís Bulcão/G1)
À fente de 100 homens do 12º Batalhão de Polícia Militar (Niterói), selecionados para acompanhar a manifestação contra o aumento da passagem em Niterói, o tenente-coronel André Belloni esperava conduzir a marcha pacificamente. De acordo com o comandante, até 4 mil pessoas eram esperadas para a passeata.
PM estima que 4 mil pessoas participem da manifestação (Foto: Reprodução/ TV Globo)
Câmara Municipal foi ocupada por volta das 19hdesta sexta-feira (14) (Foto: Luís Bulcão/G1)
O desembarque na estação Praça Araribóia das Barcas foi prejudicado por volta das 17h30, por causa da concentração de manifestantes que protestam contra o aumento na tarifa dos ônibus. A concessionária responsável informou que não houve tumulto e às 18h50 a situação já havia sido normalizada.
Às 18h, o grupo entrou pela contramão na Avenida Amaral Peixoto, interrompendo o trânsito na via. Às 18h40, a via foi fechada em quase toda sua extensão, da Visconde do Rio Branco até a Visconde de Sepetiba. Todas as quatro faixas foram ocupadas pelos manifestantes. O protesto na região central de Niterói afetou também o tráfego na Ponte Rio-Niterói. Segundo a CCR Ponte, o tempo de travessia era de uma hora, próximo das 18h20.
O trajeto combinado era entrar na Rua Visconde de Sepetiba em direção à prefeitura, mas ao chegar ao local, os manifestantes se depararam com homens do Batalhão de Choque e preferiram seguir pela Avenida Ernani do Amaral Peixoto. Às 19h10, eles ocuparam a frente da Câmara Municipal.
Manifestantes provocam Batalhão de Choque(Foto: Luís Bulcão/G1)
"Achei que era uma bomba, que algum manifestante tivesse jogado de sacanagem. Quando eu olho para trás, está um PM com a arma na mão. Estourou a dois metros de mim, contou Marcelo Bellotti, que é bancário e foi acompanhar a manifestação. "Eu não participo desse tipo de movimento. Vim para ver a manifestação na praça, que está pacífica e acontece isso. A polícia não pode agir assim", disse.
Às 20h20, os manifestantes invadiram a AvenidaVisconde do Rio Branco, no Centro
(Foto: Luís Bulcão/ G1)
Às 20h, um grupo fazia o retorno pela Avenida Ernani do Amaral Peixoto quando parte decidiu entrar na Rua Visconde de Sepetiba, onde estavam os homens do Batalhão de Choque.
A Prefeitura de Niterói informou por volta das 20h30 que montou uma comissão para discutir com os organizadores da manifestação a questão do aumento da tarifa, no entanto, não foi procurada pelos manifestantes para o diálogo. Com a abertura da Avenida Ernani do Amaral Peixoto, a prefeitura considerou encerrado o protesto.
A prefeitura disse, através de nota, que considera democrático manifestações pacíficas que defendam causas sociais e que estará permanentemente aberta ao diálogo na busca de soluções para os problemas municipais.
Por volta das 21h20, manifestantes estavam fechando o tráfego na esquina da Rua Marechal Deodoro com a Avenida Visconde do Rio Branco e a Tropa de Choque avançou com bombas de efeito moral e gás de pimenta, dispersando a multidão.
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