Cerca de 1,8 mil pessoas estão na fila por transplante no Pará.
Explicar à família o desejo de ser doador é o recomendado por especialistas.
No Dia Nacional de Doação de Órgãos, comemorado em 27 de setembro, o Hospital Ophir Loyola (HOL) promove em
Belém
uma programação voltada aos futuros doadores e seus familiares. O
objetivo é mostrar a importância da doação de órgãos e tirar dúvidas
sobre como “O que doar e por que doar?”.
Hospital referência em transplantes promove evento para incentivar doações. (Foto: Tarso Sarraf/ O Liberal)
A programação acontece durante toda a manhã e inclui homenagens às
famílias de doadores, palestras orientadoras e atividades de promoção e
apoio à causa serão desenvolvidas no auditório do HOL e em frente à
instituição.
"A falta de uma cultura de doação de órgãos é o principal entrave para a
realização de transplantes no Norte do Brasil. Muitas vezes o
procedimento não ocorre devido a não autorização da família de uma
pessoa falecida e, em alguns casos, o impedimento vem da religião, mas
ao longo dos anos esses entraves vêm diminuindo", afirma Ana Beltrão,
Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos do Estado do
Pará (CNCDO).
Um dos pedidos da organização do evento é de que as pessoas manifestem
em vida seu desejo de doar os órgãos. Em caso de morte encefálica
(quando a lesão no cérebro é irrecuperável) ou de parada
cardiorrespiratória, as equipes médicas consultam as famílias para pedir
autorização para a doação.
No Pará apenas transplantes de rim e córneas são
realizados. (Foto: Divulgação/Susam)
"No caso de doador em morte encefálica e potencial doador, o caminho é a
Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos do Estado do
Pará (CNCDO), que aciona o Hospital Ophir Loyola sobre a remoção desse
potencial doador para captação dos órgãos no HOL para posterior
realização dos transplantes. Esse processo é criterioso, pois depende da
compatibilidade do candidato a transplante com os órgãos doados",
explica a médica.
Entre os fatores analisados estão a idade, critérios de
contraindicação, informações colhidas junto aos familiares e cônjugues e
exames de compatibilidade entre doadores e pacientes que precisam dos
órgãos.
A médica explica que decidir pela doação ao perder um ente querido é
complicado, mas necessário. "O momento da perda de um ente querido é o
mais difícil de fazer a abordagem, no entanto é o momento exato para que
vidas possam ser salvas, por isso as equipes devem ser altamente
qualificadas", conta Ana Beltrão.
Doações de órgãos dependem de autorização das
famílias (Foto: Reprodução/TV Subaé)
De acordo com o Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), no primeiro
semestre deste ano, foram realizadas 74 notificações sobre potenciais
doadores. Destes, 46% não puderam doar porque as famílias não
autorizaram a realização do procedimento, o que é exigido por lei. Ainda
segundo o documento, cerca de 898 pessoas aguardam na fila para
realizar transplantes de rins e outras 900 aguardam a realização de
transplante de córneas para poder enxergar ou ver melhor, de acordo com a
Central de Transplantes do estado.
ServiçoProgramação pelo Dia Nacional de Doação de Órgãos
Local: Hospital Ophir Loyola
Realização: 27 de setembro, das 8h as 14h
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