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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Mangal das Garças abre temporada de reprodução de aves em Belém


Parque é o primeiro do Brasil a fazer a reprodução assistida do Guará.
Maioria das aves que nascem no Mangal são criadas em semiliberdade.

Thais Rezende Do G1 PA

Depois de três dias de nascidos, Guarás são colocados em um ninho artificial. (Foto: Thais Rezende/ G1)Depois de três dias de nascidos, Guarás são
colocados em um ninho artificial.
(Foto: Thais Rezende/ G1)
Após as chuvas do início do ano na região norte do país, pássaros como Guarás, Arapapás, Colhereiro e Mutum-cavalo começam o ciclo de reprodução. No Mangal das Garças, em Belém, as aves se reproduzem no viveiro do parque e nascem também através de reprodução assistida, quando os ovos são chocados em um berçário. Lá, ovos e recém-nascidos recebem todos os cuidados e são tratados com muito carinho e respeito.
O Mangal das Garças, que tem de 45 a 50 espécies de aves, faz a reprodução de pássaros desde 2008. “É o primeiro parque do Brasil a fazer a reprodução assistida do Guará”, explica Lélio Mota, chefe dos tratadores de animais. Lélio conta ainda que mais de 100 Guarás já nasceram no Mangal. “Alguns são permutados para outros zoológicos. Temos guarás nascidos em Belém que foram para parques em Gramado (RS) e Baurú (SP).
Mas a maioria das aves que nascem no Mangal são criadas em semiliberdade no próprio parque. É possível ver, por exemplo, flamingos e marrecas andando soltos pelo parque. Para a veterinária Stefânia Miranda, o fato de aves estarem se reproduzindo é um bom sinal. “Significa que eles estão a vontade em seu habitat, com alimentação e ambientação adequadas”, explica a veterinária do parque.
Aves que nascem no Mangal são criados em semi-liberdade no próprio parque. (Foto: Thais Rezende/ G1)Aves que nascem no Mangal são criados em semiliberdade no próprio parque. (Foto: Thais Rezende/ G1)
Reprodução assistida do Guará
Espécie encontrada naturalmente em áreas costeiras e de mangue, como a Ilha do
Veterinária Stefênia Miranda observa os ovos um a um. (Foto: Thais Rezende/ G1)Veterinária Stefênia Miranda observa os ovos um a um.
(Foto: Thais Rezende/ G1)
Marajó e Salinópolis, a ave coloca de 2 a 3 ovos. Na reprodução assistida, existe um protocolo que é seguido, pessoas de outros estados vêm a Belém conhecer o método.
Os ovos são recolhidos e colocados em uma incubadora com temperatura ideal a 37.4ºC. As datas de coleta são anotadas em cada ovo. Os filhotes demoram de 20 a 21 dias para nascer.
Depois de 3 a 4 dias de vida, eles são levados para um lugar que simula um ninho e alimentados com uma mistura de ração e camarão pelos tratadores do parque, 13 vezes por dia. “Trabalho há 7 anos com os bichos. É melhor trabalhar com animais do que com gente. Eles são dignos, sabem o seu lugar, seu papel na natureza, te respeitam mais do que um ser humano”, afirma o tratador Juvenil Filho.
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Ovos demoram de 20 a 21 dias para narcerem. (Foto: Thais Rezende/ G1)Filhotes das aves levam de 20 a 21 dias para nascerem. (Foto: Thais Rezende/ G1)
O Parque Mangal das Garças está aberto de terça-feira a domingo, das 9 às 18h. O visitante vai poder ver várias aves levando gravetos para o topo das árvores, um indício de que estão construindo os ninhos. A reprodução assistida não pode ser acompanhada pelo público, apenas por profissionais autorizados.
A entrada no Parque é gratuita, exceto nos espaços de visitas monitoradas, como o borboletário e o viveiro.
Filhote de Guará nasceu hoje (6) no Parque Mangal das Garças, em Belém (Foto: Thais Rezende/ G1)Filhote de Guará nasceu nesta quinta-feira (6) no Mangal das Garças. (Foto: Thais Rezende/ G1)

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