Em Paris, montadora diz ao G1 que poderá voltar a fabricar carros no país.
Presidente da marca vê necessidade de incluir compactos no portfólio.
CLA, protótipo do futuro cupê 4 portas que poderá ser fabricado no Brasil (Foto: Priscila Dal Poggetto/G1)Embora o investimento mais forte da montadora seja no mercado chinês que, para a marca, é o terceiro maior, atrás de Alemanha e EUA, o Brasil começa a ganhar mais peso na estratégia. O que muito influencia isso é o novo regime automotivo, que está para ser anunciado pelo governo federal e força as montadoras a produzir localmente para ter incentivo fiscal. Além disso, a BMW também estuda começar a produzir no país. Os planos estão suspensos justamente à espera das novas regras para as montadoras no Brasil.
De acordo com o vice-presidente mundial de marketing e produto da Mercedes, Philippe Schimer, existe a possibilidade de a marca fazer uma parceria com a Nissan para utilizar as instações da futura fábrica da montadora japonesa no Rio de Janeiro.
Numa eventual retomada dessa atividade no país, entre as possibilidades estão a produção do novo cupê 4 portas CLA, que ainda aparece como protótipo em Paris, mas terá a versão final apresentada em Detroit, em janeiro, ou um SUV compacto, ainda sem nome.
De acordo com o vice-presidente mundial de marketing e produto da marca, Philippe Schimer, a chance de ser um SUV compacto é maior, por causa do volume previsto de vendas, que a Mercedes não revela.
Presidente da Mercedes discursa à frente no novo Classe A, em Paris (Foto: Jacky Naegelen/Reuters)A meta mundial da Mercedes é lançar 10 modelos até 2015 e, com isso, rejuvenescer a marca, ampliando a faixa de clientes, concentrando-se especialmente na linha Classe C. A linha de esportivos também ganhará um carro menor. Ainda sem nome, o modelo já é apelidado de "baby SLS". Outro modelo aguardado é um novo station wagon baseado no Shooting Brake, também presente em Paris.
SLS AMG Electric Drive chama atenção no estande da montadora alemã (Foto: Jacky Naegelen/Reuters)Dentro dele estão 4 motores que, juntos, desenvolvem até 750 cavalos, o que o torna "o carro elétrico mais potente já produzido em série", diz a Mercedes. Segundo a marca, o modelo é capaz de ir de 0 a 100 km/h em 3,9 segundos. E a máquina deverá ser colocada à venda, em edição limitada, por um valor que deve chegar a quase meio milhão de euros.
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