Tiago Kriesel, do PTB, assumirá o mandato caso não seja condenado.
Ele é suspeito de participar de crimes contra a administração pública.

Se não for condenado, poderá assumir o mandato. Caso contrário, o suplente assume a vaga. “Se não for constatada infração eleitoral nestes documentos que foram enviados à Justiça Eleitoral, em principio este vereador apenas vai responder a processo criminal como responderia qualquer cidadão comum”, explica o promotor de Justiça Eleitoral de Três Passos, Janor Duarte.
Os familiares precisaram enfrentar o constrangimento pela situação do candidato. “Foi complicado”, admite a mulher do vereador eleito, a dona de casa Emanuela Buchner. “Em algumas casas o pessoal quer saber o que acontece realmente. A gente não sabe o que realmente está acontecendo, mas tentamos explicar da nossa forma”, acrescentou.
O trabalho dos familiares surtiu efeito. Mesmo dentro do Presídio Estadual de Três Passos, Kriesel foi o quinto vereador mais votado de Bom Progresso, com 119 votos. “Se ele estivesse fora do presídio, com certeza seria o mais votado”, garante Emanuela.
Mais de 20 indiciados
Kriesel foi um dos pelo menos 14 presos no dia 18 de setembro, quando a Polícia Civil deflagrou a Operação Babilônia. Até o final do mês passado, seis pessoas haviam sido indiciadas, entre elas o vice-prefeito. O delegado responsável pelo caso, Joeberth Pinto, afirma que espera indiciar cerca de 20 pessoas, entre empresários, prestadores de serviço e funcionários públicos.
Eles são suspeitos de fazer compras superfaturadas de produtos em nome de pessoas que não solicitavam, nem precisavam dos produtos. No total, cerca de R$ 7 milhões teriam sido desviados do cofre do município. “O valor era dividido entre o fornecedor e aqueles que são responsáveis pela administração”, afirmou o delegado.
Nenhum comentário:
Postar um comentário