Considerado morto, morador de Caldas Novas não votou nas eleições 2012.
Cartório diz que pode ter ocorrido erro de digitação na atualização do título.

“Na hora que a moça que me atendeu digitou o número do meu título, ela olhou para mim e disse ‘de quem é esse título’ e respondi que era meu. ‘Está constando que você está morto’...”, contou Douglas.
No ano passado, Douglas serviu ao exército e nesse período o jovem perde o direito de votar. No certificado de reservista, consta que ele foi liberado do exército no dia 7 de janeiro de 2011. A partir desta data, Douglas deveria poder exercer os direitos políticos normalmente.
O chefe do cartório eleitoral, Leonardo Mendes, acredita o equívoco possa ter ocorrido por um erro de digitação, quando o jovem foi atualizar o título de eleitor. “Infelizmente, por equívoco do servidor, foi colocado às 19h, que é falecimento”, afirma o chefe do cartório.
O eleitor conta que toda a situação foi constrangedora para ele. “A gente levanta cedo para exercer nosso direito de cidadão, um dever, e não poder fazer”, desabafa.
Segundo a juíza eleitoral, Fabíola Pitangui, Douglas não terá problemas maiores, já que os outros documentos continuam valendo normalmente. Mas se ele quiser prestar um concurso público, por exemplo, será preciso pedir uma carta à Justiça.
“No sistema, a partir do momento que consta falecido, consta que ele não votou. Então ele ficaria não quite com a Justiça Eleitoral. Caso ele tivesse a necessidade de uma certidão, nós faríamos uma certidão manual, sem ser pelo sistema, explicando a situação dele”, declara a juíza.
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