Entradas diárias aumentaram e empresas aéreas avaliam operações
Foto: Reuters / Agustin Marcarian / Direitos ReservadosO governo argentino prorrogou as restrições que limitam o regresso dos seus cidadãos, apesar de ter aumentado o número de entradas diárias, levando as companhias aéreas a avaliarem as operações no país.
Desde
o dia 28 de junho, apenas 600 argentinos e residentes podem entrar no
país diariamente pela única porta aberta, o Aeroporto Internacional de
Buenos Aires. Esse número será elevado a mil até, pelo menos, 6 de
agosto, mas de forma gradual.
"Foram estabelecidas as
seguintes cotas semanais para voos de passageiros: 5.200 lugares até 16
de julho, 6.300 lugares até o dia 17 e 7 mil lugares até 6 de agosto",
diz o texto da Decisão Administrativa publicado na sexta-feira (9).
A medida permite o regresso de 742 pessoas por dia na primeira semana, de 900 na segunda e de mil a partir da terceira semana.
Existem
cerca de 25 mil argentinos retidos no exterior, número que deve
aumentar progressivamente a cada dia, devido às medidas de controle
fronteiriço impostas pelo governo, sob o argumento de conter a chegada
ao país da variante Delta.
A quantidade de pessoas com
permissão para entrar é equivalente a uma média de três a quatro aviões
diários. Nos últimos quatro meses, mais de 45 mil argentinos viajaram ao
exterior, sobretudo aos Estados Unidos, para se vacinarem.
"A
Argentina é o único país do mundo a restringir a volta dos seus
próprios cidadãos. O setor aéreo avalia se é viável operar num país que
não está agindo de forma transparente e previsível ao mudar as regras do
jogo a cada duas semanas", adverte Peter Cerdá, vice-presidente
regional para as Américas da Associação de Transporte Aéreo
Internacional (Iata na sigla em inglês).
"Aqueles que
regressarem do exterior estarão obrigados a se isolarem em lugares que
os governos provinciais determinarem durante dez dias, a serem contados a
partir do teste realizado no país de origem. As estadias nos locais de
isolamento serão pagas pelo passageiro", diz a decisão.
"Serão controlados aqueles que regressarem de viagem para cumprir o isolamento nos seus domicílios. Em caso de não cumprimento, por violação das medidas contra epidemias e por desobediência à autoridade pública, serão aplicadas penas prisão de seis meses a dois anos e de 15 dias a um ano, respectivamente", alerta o governo.
Fonte: Agência Brasil
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