MEDIÇÃO DE TERRA

MEDIÇÃO DE TERRA
MEDIÇÃO DE TERRAS

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Mercado pet deve movimentar mais de R$ 16 bilhões até o final de 2014


Em 2013 o setor pet faturou cerca de R$ 15,2 bilhões. A expectativa do mercado é que até o final deste ano possa gerar R$ 16,5 bilhões - 8,2% a mais que o faturamento do ano anterior
Priscila Natividade (priscila.oliveira@redebahia.com.br)
Comida especial, lacinho na cabeça, sapatinho tendência, roupa da moda, salão de beleza, visitas regulares ao médico especialista. Estes são alguns dos  itens  mais comuns da vasta lista de despesas de quem adota um animal  de estimação em troca de um companheirismo incondicional. De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), hoje o Brasil tem um animal de estimação para cada dois habitantes e possui a 4ª maior nação do mundo em população total de animais de estimação, sendo a segunda em cães e gatos.

Pets exigem cada vez mais cuidados especiais, que podem até pesar no bolso de seus donos, como Mirian e Ismael, mas que são indispensáveis para quem decide ter um bichinho (Foto: Amana Dultra)

Os números se refletem no faturamento da indústria, atestando o potencial do mercado pet brasileiro, que deverá movimentar em 2014 mais de R$ 16,5 bilhões - 8,2% a mais que o faturamento do ano anterior - e vive uma fase de crescimento expressivo. Em 2013 o setor faturou R$ 15,2 bilhões, um aumento de 7,3% frente aos R$ 14,2 bilhões de 2012. Segundo o presidente-executivo da Abinpet, José Galvão, o que torna o mercado tão promissor é justamente o aumento da valorização do animal doméstico como um membro da família. "Essa convivência é capaz de melhorar a autoestima das pessoas, diminuir problemas do coração, auxiliar a família na redução do estresse, na queda da pressão em hipertensos e, principalmente, de melhorar a interação social", diz.


Em um comparativo com outros segmentos, o mercado pet representa 0,31% do PIB (Produto Interno Bruto)  nacional, à frente dos setores de geladeiras e freezers, componentes eletroeletrônicos e produtos de beleza. Atualmente no Brasil existem aproximadamente 37,1 milhões de cães e 21,3 milhões de gatos. Além deles, há 26,5 milhões de peixes e 19,1 milhões de aves. Outros animais somam 2,17 milhões, totalizando 106,2 milhões de pets em escala nacional. "O Brasil tem, hoje, uma indústria que se iguala em importância a todas as outras do mundo. Nós só estamos atrás apenas dos Estados Unidos, que ocupa a primeira posição de maior mercado mundial de pets", completa o presidente-executivo. 

QUASE GENTE
A professora Mirian Rocha trata, com toda pompa, a cadelinha Vênus, mestiça de labrador com perdigueiro. O cuidado  é do tamanho da importância que ela tem para sua dona. "Teve um filho meu que reclamou uma vez, que ela veio para tomar o lugar dele", brinca. Companheira inseparável até mesmo na hora de ir para a igreja, Vênus é mais do que um xodó. "Ela é uma filha para mim".

Carinho, atenção, dengo, companhia e, também, alimentação, brinquedinhos, banho, veterinário e mais acessórios. Mirian conta que  a despesa para criar um animal de estimação não é para qualquer bolso. O CORREIO pegou a calculadora e fez as contas: banho, um por semana,
R$ 150. Ração, R$ 225,00. Consulta ao veterinário, R$ 50. Remédio  anti-carrapatos, R$ 75. Briquedinhos, roupinhas e afins, R$ 100. Remédios, R$ 60. Itens de higiene, R$ 50. Em um mês, o custo com Vênus chega a R$ 610. "Para mim, isso é recompensado quando ela me acorda de manhã com aquele olhar e vem logo balançando o rabinho. Aí eu tenho a certeza de que o dia vai ser bom", alega.

Em abril, Vênus acabou dando um susto na professora, quando foi diagnosticada um câncer na tireoide. "Foi um choque para mim. Ia viajar e terminei cancelando tudo". Só a cirurgia, mais a realização de exames e os medicamentos, custaram mais de R$ 4 mil. "Gastamos muito, mas o importante é vê-la curada".

A cadela Menininha já não se alimenta com o que sobrou do almoço há muito tempo, conta o estudante de arquitetura, Ismael Simões. Mesmo vira-lata de nascença, fruto da fugidinha da poodle Nina com um cão de rua de raça indefinida, Menininha foi a única que ficou na família, da ninhada de nove filhotinhos.

Ela não nega as origens, mas só come ração premium. "Depois que Menininha teve a doença do carrapato mudamos tudo, inclusive a alimentação. Mesmo fazendo cara de manhosa quanto estamos comendo alguma coisa, a gente optou por uma alimentação que realmente possa contribuir para que ela viva mais  tempo e tenha uma saúde melhor". Para ele, a cadela só falta falar, ler e escrever. "Ela é carente demais, não aguenta ver ninguém que quer carinho. Quando a gente não fica em casa ela vai e dorme na cama com o travesseiro da pessoa. Todo carinho que Menininha recebe, ela retribui".   

NEGÓCIO
Tanta afeição mútua acaba atraindo mesmo bons negócios. Em junho, foi inaugurada em Salvador uma franquia da rede Meu Amigo Pet, no bairro da Pituba.  "As pessoas não têm mais medido esforços para cuidar do seu animal", como considera o proprietário da loja, Gustavo Rocha. Em um pouco mais de um mês, após o inicio do funcionamento, ele afirma que a loja já alcançou 20% do investimento de R$ 700 mil que foi feito para montá-la. "A expansão é justamente por conta do mercado aquecido. Chegamos a receber, em média, entre 50 a 100 pessoas por dia", contabiliza.

Segundo o empresário, que também é dono de quatro cachorros, dois gatos, uma arara e um papagaio, a cumplicidade entre os bichos e o ser humano é cada vez maior. "Digo por experiência própria, que ficamos o tempo todo buscando coisas que possam melhorar o dia a dia do bichinho. Cada vez mais as pessoas estão inseparáveis do seu pet".

Nenhum comentário:

Postar um comentário