Valor é de convite para festa no Pavão-Pavãozinho, em Copacabana.
Festas em outras comunidades da Zona Sul saem a partir de R$ 200.
Vista do Favela Inn Hostel, no Chapéu Mangueira: réveillon a R$ 200 por pessoa (Foto: Rodrigo Gorosito/G1)A laje mais cara do Rio é a da Dona Azelina dos Santos, na comunidade do Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, Zona Sul da cidade. A idosa de 79 anos, moradora da comunidade há 63, faz junto com a filha, Valdete, a 4ª edição da festa que tem uma vista privilegiada do grande palco do réveillon carioca: do alto da casa é possível ver toda a orla do Leme ao Posto 6, em Copacabana, e ainda parte da Praia de Ipanema e do Pão de Açúcar, além de Niterói, ao fundo.
O valor de R$ 1 mil – que faz com a que a festa na laje de Dona Azelina seja uma das mais caras da cidade, desbancando hotéis tradicionais e pontos turísticos como o próprio Pão de Açúcar – é cobrado para quem não é morador do Rio. O valor para cariocas (e convidados de cariocas) é de R$ 450.
Daniel, D. Azelina e Valdete brindam numa prévia do réveillon na laje do Pavão-Pavãozinho (Foto: Rodrigo Gorosito/G1)"Eu já estou sabendo que o réveillon do Pavão alcançou a posição de quinto mais caro do Rio de Janeiro. Mas isso é uma injustiça. Ele deveria ser, na verdade, o mais caro. Essa é uma meta para o ano das Olimpíadas. Agora, nós estamos em 5º lugar, mas eu garanto uma coisa: essa vista é imbatível, nenhum réveillon do mundo tem a vista da casa da Dona Azelina", afirmou Daniel Plá, professor de varejo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que atua como voluntário na organização das festas de réveillon nas lajes do Pavão-Pavãozinho e da comunidade vizinha do Cantagalo.
No Cantagalo, comunidade entre os bairros de Copacabana e Ipanema, a festa será mais "popular", com direito a churrasquinho, cerveja e caipirinha à vontade, e sai por R$ 250 por pessoa. Mas a laje tem uma capacidade menor: comporta até 10 pessoas. Segundo Daniel Plá, toda a renda obtida com as festas é revertida para os próprios moradores da comunidades envolvidas.
"O grupo vem todo junto, mesmo os que vão ficar no Cantagalo, todo mundo sobe no mesmo elevador e a gente já vai cumprimentando o pessoal das biroscas, e já vai bebendo caipirinha – e até pra gerar uma pequena renda pras biroscas que estão no meio do caminho, isso sem pressa, pra gerar uma interação com os moradores", conta Daniel, acrescentando que, quem quiser, poderá aproveitar a subida ao morro para aprender a tocar tamborim, com músicos da comunidade. "É um momento também interessante porque os moradores estão descendo pra Copacabana, é o movimento inverso, pessoas de fora subindo e moradores descendo, mas não chega a ter engarrafamento, não", brinca o professor.
Mais informações sobre as festas de réveillon do Cantagalo e do Pavão-Pavãozinho pelo telefone (21) 8671-1222, com Daniel Plá, ou pelo e-mail: daniel@depla.com.br.
A
administradora do Favela Inn Hostel, Cristiane de Oliveira, organiza a
festa de réveillon no albergue do Chapéu Mangueira, no Leme (Foto:
Rodrigo Gorosito/G1)A festa do Favela Inn Hostel sai por R$ 200 por pessoa, com bebidas à parte. A capacidade é para 26 pessoas. Mais informações pelo telefone (21) 3209-2870 (Cristiane ou Vítor) ou pelo e-mail favelainn@hotmail.com.
No Vidigal, a chef Léa Silva, também conhecida como Tia Léa, abre seu restaurante "Laje da Tia Léa" para mais uma edição da festa de réveillon no alto da comunidade do Leblon, também na Zona Sul. O convite custa R$ 200 por pessoa e dá direito a buffet completo e bebidas à vontade, mas o cardápio ainda está sendo elaborado pela chef. A capacidade máxima é de 45 pessoas. Mais informações pelos telefones (21) 8089-9961 e (21) 7551-8095.
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