Bancária e seus dois filhos montaram kits de sobrevivência para dia 21.
Os três possuem mochilas com diversos objetos de auxílio.
A família da bancária Antônia Valente, de 51 anos, não chega a afirmar
que o mundo vai acabar no dia 21 de dezembro de 2012, como sugere o
calendário pré-colombiano ou Maia, mas também não exclui essa
possibilidade. Para ela e os filhos Hamilton e Rodrigo Colares, de 24 e
21 anos, respectivamente, é melhor prevenir que remediar e, por isso,
cada um está se preparando para qualquer eventualidade desagradável que
venha a acontecer na data. O filho mais velho da bancária também fez
questão de participar de um curso de sobrevivência na selva.
Antônia e seu filho mais novo mostram kit da
mochila (Foto: Mônica Dias/G1 AM)
A família segue, desde 2004, os princípios de uma arte espiritualista
oriental que tem como uma das principais prioridades preservar a saúde e
isso inclui se defender de possíveis catástrofes naturais. "Já
compramos três mochilas para montar kits de emergência. Já preparamos a
casa também, com luzes de emergência, estoque de comida de fácil preparo
e água", disse o estudante de biomedicina, Hamilton.
Cada mochila está munida com lanterna, água, apito, lenço umedecido,
toalhas, lenço de papel, luvas, alimentos, fita crepe e pincel atômico,
rádio portátil com pilhas reserva, canivete suíço, dinheiro, cartões de
crédito e documentos importantes num recipiente impermeável, material de
primeiros socorros, vela e isqueiro, sacos plásticos e capa de chuva.
Antônia mostrou o armário e a dispensa com estoques de alimentos, e
explicou a importância de saber escolher o que comprar nesses casos. "É
preciso comprar coisas com prazo de validade grande e de fácil preparo,
como macarrão instantâneo, salada em seleta, barras de cereal, essas
coisas. Um exemplo pessoal é que eu prefiro leite de caixinha, mas estou
armazenando leite em pó".
Família estocou vários alimentos (Foto: Mônica Dias/G1 AM)
Para garantir a segurança em casa, a família já comprou cinco garrafões
com 20 litros de água, velas, fósforos, estoque de macarrão
instantâneo, barras de cereal, leite em pó, sardinha em lata, feijão
enlatado, milho em seleta, roupas leves, lençol, lona e providenciou
luzes de emergência.
Além de organizar tudo isso, Hamilton ainda fez um curso de
sobrevivência no Centro de Instruções de Guerra na Selva (CIGS). "Sei
até fazer fogo sem ajuda de fósforos ou isqueiro, caso precise". Quando
questionados pela reportagem do
G1 a respeito da
possibilidade do mundo realmente acabar no dia 21, os familiares
explicaram que tudo é possível, e os sinais estão visíveis. "As mudanças
climáticas já estão acontecendo no mundo todo. Não estou afirmando que
vai acontecer alguma coisa, mas caso aconteça, é melhor estar
preparado", explicou o filho mais novo de Antônia.
Comidas de fácil preparo são principais itens da dispensa (Foto: Mônica Dias/G1 AM)
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