Vigília marcou 23 anos desde mortes na Praça da Paz Celestial em Pequim.
Forças do governo mataram centenas; mensagem na bolsa é vista na web.
Parque Victoria ficou lotado de pessoas com velas durante a vigília em Hong Kong (Foto: Kin Cheung/AP)
Vigília marcou os 23 anos desde o massacre em Pequim (Foto: Kin Cheung/AP)"É uma coincidência ou uma forma de protesto silencioso?", perguntava um fórum da página de análises da bolsa Gushequ, em referência à repressão do exército chinês contra os manifestantes pró-democracia no dia 4 de junho de 1989.
Nesta segunda-feira, os censores fizeram todo o possível para evitar as discussões na internet sobre os incidentes de Tiananmen, um massacre no qual centenas, talvez milhares de manifestantes, morreram.
Fang Zheng, que perdeu as duas pernas ao ser esmagado por um tanque no massacre de 1989, participa do ato em Hong Kong (Foto: Bobby Yip/Reuters)Os internautas também viram um sinal na abertura da bolsa de Pequim nesta segunda-feira, que começou com 2.346,98 pontos, um número que, segundo alguns, reflete o 23º aniversário de 4 de junho (4/6) de 1989 (mudando os últimos dois números).
Reagindo aos comentários, os censores chineses bloquearam rapidamente todas as alusões a esta coincidência de números na popular página Sina Weibo, o equivalente chinês do Twitter.
Dezenas de milhares prestaram homenagem às vitimas do massacre (Foto: Philippe Lopez/AFP)
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