Especialistas acreditam que os avanços da tecnologia de quinta geração serão sentidos mais rapidamente do que ocorreu com a entrada do 4G
São Paulo, novembro de 2021 - Durante o Painel Premium “Novas oportunidades, aplicações e modelos de negócios com o 5G”, no terceiro dia do Futurecom Digital Week,
atores importantes do setor opinaram sobre as inovações e soluções que
essa nova tecnologia trará ao País. Fizeram parte do evento Paulo César Teixeira, CEO da Claro; Sun Baocheng, CEO da Huawei; Niall Norton, General Manager CEO AMDOCS (5g & Networks) Openet; Gustavo
Brigatto, Co-Funder e CEO da Startups.com.br e Hugo Ramos, Chief
Regional Technologist da Commscope para América Latina e Caribe.
Redução de custos, maior percepção de qualidade no armazenamento e uso
de dados e redução de custos com logística. Esses são alguns exemplos
de impactos mais práticos que devem ser sentidos com a implantação do
5G, de acordo com Sun Baocheng. Segundo o executivo, o período de
lockdown acabou sendo também uma fase de testes para várias aplicações e
robôs, o que ajudou no desenvolvimento de parâmetros e critérios
importantes para contribuir para a melhora da eficácia da tecnologia.
“Todo o trabalho que vem sendo feito permite que o Brasil se desenvolva
nesse aspecto. Poder acompanhar o leilão do 5G é um momento histórico”,
disse.
Gustavo Brigatto destacou que após a implantação do 4G foi
aberto o caminho para a participação de startups em negócios grandiosos
que dependiam de mobilidade, como é o caso do Uber, Ifood e as várias
fintechs que trouxeram praticidade e agilidade aos serviços bancários.
Agora a expectativa é o que o 5G poderá trazer em termos de inovação e
novas possibilidades de negócios. Na opinião de Niall Norton, as
barreiras de entrada de novos negócios ficarão cada vez menores; um
desenvolvimento cada vez mais veloz e genuíno será possível e o conjunto
das tecnologias, incluindo o espectro de rádio que está em discussão e
estudo, permitirá um grau de inovação mais profundo, porém acessível.
Niall citou que uma das diferenças sentidas com o 5G é a possibilidade
de integrar diversos recursos que, anteriormente, seria um processo
muito caro e limitado numa rede pública. Com o 5G, uma vez instalada a
rede compatível, os softwares permitirão trabalhar em uma nuvem
central e em outra nuvem de ponta de maneira programada, otimizando os
aplicativos envolvidos em uma determinada operação. “A Inteligência
Artificial envolvida no processo e a maior capacidade de processamento
farão com que tudo seja feito de forma mais acessível”, descreveu.
Nessa transição, explicou Paulo César Teixeira, da Claro, os
avanços do 5G deverão ser sentidos mais rapidamente do que ocorreu com a
entrada do 4G graças à “despriorização” das tecnologias. Segundo ele, à
medida que as redes forem sendo implantadas, deve haver um incentivo
para a rápida introdução de devices compatíveis com o 5G e
estímulo para priorizar o uso dessa nova em rede em detrimento do 4G, o
que possibilitará uma aceleração no uso da tecnologia pelas pessoas.
“Normalmente existe uma demora porque as novas tecnologias começam com
um preço alto, mas uma parte da produção já está alocada com foco na
quinta geração e a transferência de hardware tem tudo para ser mais
rápida que no ciclo anterior”, acredita ele. Para Hugo Ramos, essa
incorporação mais rápida também será possível com a busca das empresas
por múltiplas redes em um uso nacional para agregar maior eficiência.
Para os palestrantes, assim como há mais de 10 anos era difícil imaginar as soluções que as pessoas usam hoje, é difícil prever o que poderá ser desenvolvido nesse novo momento tecnológico, mas eles apontam que o cuidado com a redução de emissões de carbono, um tema que permeia todas as indústrias que compõem a economia mundial, deverá ser uma preocupação constante para preservação de recursos no futuro, conforme destacou Sun Baocheng, CEO da Huawei. Outra tendência importante, pontuou Paulo César Teixeira, da Claro, é a cibersegurança, que seguirá sendo um dos pilares da tecnologia. De acordo com o executivo, grande parte das redes devem ser criptografadas de ponta a ponta e as que forem estruturadas em standalone (tipo de rede que não depende da rede anterior 4G para funcionar), serão ainda mais seguras.
Provedores de Internet
Com a expectativa da chegada do 5G no Brasil, o mercado de
provedores está passando por uma grande movimentação, vislumbrando uma
grande transformação na economia do País. Todas as soluções e
aplicações que estão sendo desenvolvidas e, as que ainda serão criadas,
necessitarão de uma estrutura muito bem alicerçada, por isso o
prognóstico é positivo. No Webinar Master “Tendências do Mercado de
Provedores de Internet”, alguns dos maiores especialistas do País
traçaram um panorama do que vem por aí com a moderação de Caio Bonilha, da Futurion Análise Empresarial.
Fizeram parte do evento Roberto Nogueira, presidente da Brisanet; Carlos Baigorri, conselheiro da Anatel; João Moura, CEO da Valuetec; Rafael Marques, diretor de Marketing da Vital e Marcelo Andrade, vice-presidente da Prysmian.
De acordo com Roberto Nogueira, da Brisanet, o grande desafio no
Brasil é levar os serviços para todos os cantos do território e, para
isso, todos os perfis de empresas do segmento terão seu espaço. “É um
enorme ecossistema que, desde 2017, vem crescendo no aspecto da
instalação da rede de fibra ótica. Esse ciclo deve se completar em 2027
no que eu chamo de ‘Década da Infraestrutura' da fibra ótica e que
será comparável às melhores instalações do primeiro mundo”, explicou
ele. Para Nogueira, haverá maior competição entre grandes e pequenas
empresas e novos entrantes, que devem entrar no mercado para ir além
das cerca de 320 localidades que respondem por 90% do mercado de
telecomunicações no Brasil. “Com a chegada do 5G, o crescimento será
massivo.”
Após o primeiro movimento de abertura das telecomunicações, com
a privatização do setor há mais de 20 anos, o setor vive uma nova onda
de consolidação do mercado, de acordo com João Moura, da Valuetec.
Segundo o executivo, com larga experiência no setor, há dois grandes
movimentos: um dos fundos de investimento que fazem aquisições de
empresas e pequenos grupos que não foram vendidos, mas se reúnem para
combinar processos e infraestrutura em busca de sinergia para atender a
demanda. “A competição deve ser intensa. Esse mercado é dinâmico por
definição até mesmo para estar preparado para atender todas as demandas
e desafios que se apresentam a cada ciclo. Novos serviços precisam ser
criados para gerar novas receitas”, destaca ele.
De acordo com Carlos Baigorri, consultor da Anatel, as perspectivas para os próximos meses na agenda da Agência são, principalmente, acompanhar a chegada do 5G e o andamento do edital, entre outras. “A questão do 5G não se encerra com o leilão porque esta é apenas uma das fases: estão previstos 6 anos de cronogramas e metas ligados à quinta geração de tecnologia celular para que o 5G vire realidade, esse é o maior desafio. Além disso, a Agência está focada nos trabalhos necessários para a convivência de todas as inovações com o sistema de satélites; com a regulamentação do espectro; nova versão do Plano de Competição; preparativos para 2025, ano do fim das concessões e todas as discussões que esse marco vai suscitar e as operações de roaming”, elenca ele.
Marcelo Andrade, da Prysmian, explica que tanto a empresa quanto os demais players do segmento já estão acompanhando e se preparando para o 5G há algum tempo. “O 5G será um passo gigante para nós. Muitos falam que a demanda de fibra ótica para a rede 5G será 10 vezes mais, no mínimo, do que a que existe hoje. Nos preparamos para isso e estamos ansiosos para iniciar o trabalho e participar desse novo salto tecnológico”, acredita ele. “Não é só uma questão de comunicação de massas, como vai viabilizar novas tecnologias em áreas estratégicas da economia como Agroindústria, Indústria 4.0, Internet das Coisas e tantas outras que nem conhecemos ainda, mas que, efetivamente, causarão um boom de consumo de redes de fibra ótica”, prevê Andrade.
Serviço:
Futurecom Digital Week
Quando: Até dia 11 de novembro de 2021
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Sobre o Futurecom
O Futurecom é a plataforma de negócios que impulsiona o
ecossistema de tecnologia e telecomunicações, apresentando soluções
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físico e simultaneamente. O Futurecom conta hoje com uma base de dados
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