Bolsonaro se pronunciou pela primeira vez após deputado Luís Miranda dizer que repassou a presidente os indícios de corrupção na compra das doses do imunizante indiano
Foto: Wilson Dias/Agência BrasilPor Gabriel Herbelha
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) falou nesta quinta-feira (24) a respeito das supostas irregularidades na compra da vacina Covaxin durante visita à uma barragem no Rio Grande do Norte.
Durante discurso, Bolsonaro,
que até então não havia se pronunciado a respeito das denúncias
reveladas pelo deputado Luís Miranda (DEM-DF) de que havia avisado o
presidente sobre os indícios de corrupção na compra do imunizante, falou
rapidamente sobre o tema:
“Não adianta inventar vacina
(Covaxin), porque nós não recebemos uma dose sequer dessa que entrou na
ordem do dia da imprensa ontem. Nós temos um compromisso, se algo
estiver errado, apuraremos, mas graças a Deus, até o momento, não temos
um só ato de corrupção”, declara.
Poderes - O
presidente Jair Bolsonaro (sem partido) reafirmou a união entre os
poderes Executivo e Legislativo, que em sua visão, se aprimorou nos
últimos anos, em detrimento das relações com a Justiça. "Ninguém faz
nada sozinho. Eu até costumo dizer que não são Três Poderes, são Dois
Poderes: Executivo e Legislativo juntos e o Judiciário, do outro lado",
disse em discurso durante cerimônia de assinatura da ordem de serviço do
Ramal do Apodi, no Rio Grande do Norte.
De olho na aprovação da PEC do voto impresso, de autoria da deputada federal Bia Kicis (PSL-DF), ele afirmou que as medidas do governo precisam ser "avalizadas pelo Parlamento", mas ressaltou o controle do Executivo sobre o Orçamento. "Muitos parlamentares têm boas propostas, mas no final das contas quem vai botar a mão na massa é o Executivo". O presidente destacou também a "harmonia" entre ele e os presidentes da Câmara e do Senado, Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (DEM-MG).
Durante
discurso em Pau dos Ferros (RN), para a entrega de obras
hídricas, Bolsonaro novamente se eximiu da responsabilidade pelas perdas
econômicas da pandemia do novo coronavírus. "Em nenhum momento, apesar
de ter poderes para tal, eu fechei o comércio. Apesar de ter armas na
mão, em momento algum impus o lockdown", defendeu-se. Na
cerimônia, Bolsonaro se referiu às Forças Armadas como "nosso Exército".
"Eu respeito, acima de tudo, a liberdade do nosso povo".
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