Para
assegurar a proteção fitossanitária da agropecuária baiana, a
Secretaria da Agricultura da Bahia (Seagri), através de sua Agência de
Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), alerta para os riscos da importação
de cacau via Porto de Ilhéus. Por se tratar da principal região
produtora de cacau, o risco de introdução e estabelecimento de pragas
exóticas nas lavouras baianas é eminente. As ameaças estão expressas na
nota técnica apresentada durante o debate sobre a cacauicultura na
Bahia, promovido pela Comissão de Agricultura e Política Rural da
Assembleia Legislativa (Alba), presidida pelo deputado Vitor Bonfim. O
relatório foi produzido pela comissão técnica constituída pela Adab, e
formada pelos nove órgãos ligados à cultura do cacau na região, além de
representantes dos produtores e do Ministério Público (MP), e será
encaminhada ao Ministério da Agricultura (Mapa).
A
nota técnica aponta para o risco de introdução de pragas como a Striga
spp, Trogoderma granarium e uma espécie de Podridão-parda, que não
existem nas plantações brasileiras. “A Striga spp., por exemplo, mais
conhecida como ‘erva bruxa’, possui grande potencial de devastação em
diversas culturas, com significativa importância econômica para o País,
como cana-de-açucar, milho, trigo, café, entre outros. A ameaça de
disseminação da Striga na região do Litoral Sul da Bahia é ainda maior,
já que possui condições edafoclimáticas favoráveis à proliferação dessa
praga em todo o território”, explica a coordenadora do Programa de
Prevenção à Monilíase da Adab, Catarina Matos Sobrinho. A revisão dos
Atos Normativos sobre Análise de Riscos de Pragas (ARPs); a mudança do
ponto de entrada no Brasil das importações para locais onde não exista o
cultivo de cacaueiros, com infraestrutura quarentenária adequada;
controle da entrada e trânsito de sacarias e realização de estudos para
desenvolvimento de produto que substitua o brometo de metila em
tratamentos quarentenários. Essas foram algumas das deliberações
necessárias apontadas pelo comitê no relatório. Ficou acordada na
reunião da Alba, a formação do Grupo de Apoio ao Cacau na Comissão de
Agricultura da Alba, coordenado pelos deputados Pedro Tavares, Eduardo
Salles e Aderbal Caldas. A revisão do Drawback (importação de insumos
para reexportação com isenção de impostos) e endividamento e
disponibilização de crédito novo para os cacauicultores baianos, também
são pontos cruciais, que fazem parte das necessidades reivindicadas
pelos produtores de cacau.
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