Hospital do Câncer de Londrina passou a receber 150 doações por dia.
Vídeo chegou a mais de 160 mil compartilhamentos, segundo o autor.

Carlos Alberto conta que fez o vídeo por se sentir indignado pelas pessoas só tomarem o banho de água gelada, mas não doarem. “Só o banho de água gelada não resolve nada. Então pensei em ir além um pouco, pedir para que todos fizessem uma doação. Aí veio o Hospital do Câncer de Londrina na minha cabeça. Foi aí que raspei minha cabeça e fiz o pedido”, diz o chaveiro.
O hospital foi escolhido por Bebeto já ter um avô que faleceu vítima do câncer. “Lá você vê pessoas próximas da gente passando por um momento difícil. A gente vê a necessidade que o hospital tem de arrecadar dinheiro, conseguir fundos. O vídeo foi uma forma de tentar ajudar”, conta.
O chaveiro diz que não esperava tamanha repercussão. “Eu fiz o vídeo para meus amigos, mas tomou uma proporção muito maior. Se espalhou pelo Brasil e pelo mundo. Fiquei admirado. Se a gente soubesse o tanto que faz um vídeo, eu já tinha feito há tempos. Começou com dez curtidas, compartilhamentos, depois fui ver já estava em mil, dois mil e agora em 160 mil”, afirma.
A principal preocupação de Carlos Alberto é que as pessoas não apenas vejam o vídeo, mas também colaborem com a doação. “Não é preciso tomar um banho de água para fazer algo por alguém, e nem doar todo o salário para isso. Um simples gesto comove milhares de pessoas. Tem que olhar, compartilhar e, principalmente doar. É disso que o hospital precisa”, comenta.
Segundo o diretor de marketing do Hospital do Câncer de Londrina, Fabio Maneiro, a repercussão do vídeo foi percebida quando chegaram 193 doações apenas pelo site do hospital, recebendo doadores de outros estados. “A média é de 50 carnês por dia de pessoas que solicitam pelo site, por telefone ou aqui no local. Ficamos curiosos e ligamos para essas pessoas, e elas contaram que viram o vídeo e resolveram colaborar. Temos recebido doações de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Manaus”, conta Maneiro.
Desafio foi feito para que as pessoas doassem ao Hospitaldo Câncer de Londrina (Foto: Reprodução/RPC TV)
Uma das novas doadoras é a funcionária pública Madilene dos Santos, que passou a colaborar com o hospital motivada pelo vídeo de Bebeto. "Eu sempre pensei em doar, mas acabava deixando para depois. O vídeo me chamou a atenção e não tinha não reagir naquele momento. São pessoas que precisam de nós agora", diz.
As doações ajudam pacientes como o aposentado Jaime Picinini, que há três anos faz um tratamento contra o câncer de próstata. "Eu achei certo o que ele [Carlos Alberto dos Santos, autor do vídeo] fez. Não é o balde de gelo que ajuda. É o carnê com a doação que faz a diferença. Tem que ter muito dinheiro para atender todos esses pacientes no hospital", comenta.
Os interessados em colaborar podem solicitar os carnês pelo telefone (43) 3343-3300, ou pelo site da campanha Luz no Fim do Túnel. O hospital informa que qualquer pessoa do Brasil pode participar. As doações são a partir de R$ 10 e podem ser pagas nas agências bancárias e nas casas lotéricas.
O "Desafio do Balde de Gelo", lançado no mês passado, fez sucesso no mundo todo e já arrecadou mais de US$ 100 milhões, segundo seus organizadores. O #IceBucketChallenge (no original) consiste em tomar um banho com água gelada para chamar a atenção ou fazer doações para a Associação ALS, que luta contra a doença de Lou Gehrig ou esclerose lateral amiotrófica (ELA).
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