por
Valéria Ibalo
Publicada em TRIBUNA DA BAHIA
Suplementação
Everton lembra que nem tudo são flores, que a dificuldade de manter o tratamento vai de cada indivíduo e do propósito de cada um.
“Seria hipócrita se falasse que é barato, pois não é. É um investimento alto, mas que tem sua recompensa. Tem gente que gasta dinheiro em baladas e fast food, por isso que eu falo: é questão de objetivo”, alerta, enfatizando que o apoio da família é fundamental.
Já para técnica em logística Patricia Santos, 25 anos, que pode ser considerada rata de academia, pois não larga de jeito nenhum, o tratamento ortomolecular não deu muito certo. “Adorei o método, pelo fato de não orientar os pacientes de forma aleatória, não passa uma dieta maluca. No primeiro momento são feitos exames bioquímicos, como o de sangue, avaliação dos hábitos alimentares e da composição corporal para a elaboração do tratamento. Fazendo o estudo aprofundado de como anda nosso corpo”, esclareceu.
“Os suplementos e vitaminas que foram receitados após os resultados dos exames para equilíbrio do meu corpo, na maioria das vezes, esquecia de tomar. Chegava dia de enjoar daquela chata rotina”, desabafou.
Ela alerta que escolheu a ortomolecular porque previne e dá manutenção na saúde como um todo. “A maioria dos suplementos que o profissional passa é de medicamentos manipulados, com isso, consumo o que realmente necessito. Paralelamente propõe uma reeducação alimentar, com o corte de produtos industrializados, gordura saturada e fritura”, disse, acrescentando que, infelizmente, se alimentar de forma saudável não é barato, e o tratamento com o ortomolecular é mais caro que os outros métodos de emagrecer.
Especialista
O médico Lucas Casais, que responde por uma clínica de tratamento ortomolecular em Salvador, comenta que essa é uma ferramenta que busca o equilíbrio no sistema orgânico como um todo e que precisa de muita determinação do paciente.
“A medicina ortomolecular existe há muito tempo, mas é pouco praticada no Brasil, e em Salvador quase não tem especialistas. Nos trabalhamos muito com performance e emagrecimento, com clientes de 25 a 40 anos, sendo 55% de homens e 45% de mulheres”, disse.
Dos seus clientes, cerca de 15% desistem por não conseguirem manter a rotina, já que o tratamento exige disciplina e foco. “Fazemos um estudo genético, uma entrevista, além de exames de laboratório, de imagem, com cardiologista, dentre outros. O tratamento é complexo, porém com resultados positivos e satisfatórios”, comentou Lucas.
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