MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

segunda-feira, 17 de março de 2014

Pesquisadores visitam o Amapá para verificar alterações no rio Amazonas


Norte-americanos e brasileiros farão estudos sobre comportamento do rio.
Projeto será encaminhado para agências de fomento.

Gabriel Dias Do G1 AP

Menino foi encontrado boiando no rio Amazonas (Foto: Abinoan Santiago/G1)Pesquisadores percorreram de barco o rio Amazonas
(Foto: Abinoan Santiago/G1)
Pesquisadores norte-americanos e brasileiros visitaram neste domingo (16) a foz do rio Amazonas, no Amapá. A finalidade é realizar uma pesquisa de acompanhamento das alterações do rio.
De acordo com Pedro Walfir, pesquisador da Universidade Federal do Amapá (Unifap), o estudo é necessário para verificar as mudanças no nível da água, sedimentação provocada pela água e alterações no comportamento do rio provocadas pelas mudanças climáticas.
"As mudanças climáticas têm ocasionado alterações em vários pontos do planeta, e o rio Amazonas pode ser um desses lugares. Precisamos fazer esse levantamento para saber que tipo de mudanças estão ocorrendo", reforçou Walfir.
Charles Nittrouer, pesquisador norte-americano (Foto: Gabriel Dias/G1)Charles Nittrouer, pesquisador norte-americano
(Foto: Gabriel Dias/G1)
O pesquisador americano Charles Nittrouer, da Universidade de Washington, disse que esse é um assunto de interesse global, já que o rio Amazonas é o maior do planeta em extensão. "O mundo todo está de olho no rio Amazonas pela importância que ele possui para o ambiente. Então é importante fazermos esses estudos para levantar mudanças que podem ser negativas ou positivas', ressaltou Nittrouer.
Conforme explicou a pesquisadora do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa) Valdenira Ferreira, a partir desta visita será elaborado um projeto de estudo na foz do rio Amazonas, que será submetido a agências de fomento. "O custo para esse tipo de estudo é bastante alto. Precisamos colher as amostras e depois analisar em laboratório. É um trabalho extenso que requer insvestimento", disse Valdenira.
Além do rio Amazonas, os pesquisadores visitaram laboratórios de pesquisa nas áreas costeiras no Iepa e nas universidades Estadual (Ueap) e Federal (Unifap) do Amapá.

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