Manifestação foi organizada pela internet e reúne mais de 250 pessoas.
Grupo vai caminhar da Praça da Liberdade à Praça Floriano Peixoto.
Pedro Triginelli
Do G1 MG
Mais de 250 pessoas participam de uma passeata pedindo melhorias no
pronto atendimento infantil de hospitais em Belo Horizonte. O grupo,
formado por mães, pais e filhos, se reuniu na Praça da Liberdade e vai
caminhar até a Praça Floriano Peixoto, Região Centro-Sul da capital. A
principal reclamação é a de ter o atendimento das crianças negado ou
ser preciso esperar horas para ver um médico, mesmo pagando por um plano
de saúde. As mães questionam ainda a dificuldade para marcar consultas
pela rede privada. "O objetivo é protestar contra o descaso nos planos
de saúde. Crianças esperam em média de cinco a seis horas para serem
atendidas", disse Débora Caram, organizadora do evento.
Mães, pais e filhos participam do protesto por melhorias na saúde. (Foto: Pedro Triginelli/G1)
Os manifestantes se uniram pela internet, em uma página onde
compartilhavam informações sobre cuidados com crianças. A precariedade
no atendimento de urgência se tornou a principal queixa do grupo, que
decidiu fazer um protesto. A passeata é monitorada por agentes da
Empresa de Transportes e Trânsito de
Belo Horizonte (BHTrans) e pela Polícia Militar.
Grupo reclama de problemas na de urgência
infantil. (Foto: Pedro Triginelli/G1)
Em março deste ano, o Hospital Vila da Serra, em
Nova Lima,
na Grande BH, anunciou a suspensão do serviço de pronto atendimento
infantil por falta de recursos. À época, a direção da unidade explicou
que a remuneração recebida pelos planos de saúde não era suficiente para
atender crianças e adultos simultaneamente. Após reuniões, o hospital
reavaliou a decisão e manteve o serviço.
Outras unidades de saúde da capital também tiveram dificuldade para
prestar o atendimento. O Hospital Felício Rocho suspendeu as atividades
do setor de urgência infantil há dois anos, também devido aos baixos
honorários. A questão financeira também faz com que muitos médicos
abandonem a especialidade.
Um dos poucos locais no qual o atendimento é mantido é o Hospital São
Camilo. Nos últimos oito anos, a procura pelo serviço de pediatria da
unidade aumentou 80%, segundo informou a direção em março deste ano.
Neste período, o reforço no quadro de profissionais e a compra de novos
equipamentos foram necessários.
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