Especialista fala sobre a importância do acompanhamento médico na prevenção da doença
3 horas e 3 minutos
Durante todo o ano muito se fala sobre os cuidados com a saúde da mulher, mas poucos sabem que o mês de julho também é dedicado a elas. O* Julho Verde Escuro* é o mês de conscientização sobre o câncer ginecológico. A campanha tem como objetivo chamar a atenção sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce de cinco tipos de câncer, que atingem cinco áreas do corpo da mulher: colo do útero, endométrio, ovário, vulva e vagina.
Segundo o ginecologista Alexandre Amaral, não existe uma causa específica para o aparecimento do câncer ginecológico. “Os tumores de colo do útero, vagina e vulva geralmente estão relacionados com infecções pelo vírus do HPV e podem ser prevenidos pelos exames da rotina ginecológica. Já para os cânceres de ovário e de endométrio não existem exames preventivos”, destaca.
Alguns tipos de cânceres ginecológicos podem ter altas taxas de cura, desde que sejam detectados e tratados na sua fase inicial. E os dados exigem atenção. A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA), é que no Brasil, em 2022, ocorreram cerca de 16.710 casos de câncer de colo de útero e 6.650 de câncer de ovário. E o estado da Bahia será o quarto com maior incidência de novos casos. Por isso, realize exames preventivos periódicos. Eles podem detectar os cinco principais cânceres ginecológicos:
• Câncer de colo de útero: Terceiro
tumor mais frequente na população feminina, atrás apenas do câncer de
mama e do colorretal, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer
(INCA). Na maioria dos casos a doença está relacionada ao vírus HPV,
vírus sexualmente transmissível. A forma mais eficaz de prevenção é o
uso de preservativos e fazer os exames ginecológicos periodicamente.
• Câncer de vulva: Mais
frequente nas mulheres após a menopausa, mas, esporadicamente, pode
acontecer em mulheres mais jovens. Esse tipo de câncer, normalmente, se
manifesta como uma mancha ou ferida que não cicatriza e vai aumentando
na região.
• Câncer de vagina:
O câncer de vagina é raro e representa aproximadamente 1% dos tumores
ginecológicos. Tumores secundários ou metástases de outros tumores são
encontrados mais comumente no local do que os tumores primários de
vagina.
• Câncer de endométrio: É
o tumor de corpo uterino mais frequente. O principal sintoma desse tipo
de câncer é o sangramento uterino anormal, sobretudo após a menopausa.
Como nos outros tipos de câncer, a falta de exames preventivos aumenta
significativamente a porcentagem de ocorrência e a possível mortalidade.
• Câncer de ovário: Pouco
frequente e mais difícil de ser diagnosticado. A maioria dos tumores
malignos do ovário só se manifesta em estágio avançado. Na fase inicial,
não causa sintomas específicos, o que dificulta o diagnóstico precoce. O
exame ginecológico de rotina associado à ultrassonografia pode mostrar
achados suspeitos, motivando a investigação com novos exames
complementares.
Check-up periódico
A rotina atribulada pode, muitas vezes, impedir a mulher de perceber
algumas alterações no próprio corpo. Mas alguns sinais merecem a
atenção: dor pélvica – abaixo do umbigo, dor persistente nas costas,
sangramento vaginal anormal, seja para mulheres em idade fértil ou na
pós-menopausa, perda de peso inexplicável, inchaço no abdômen ou
alterações intestinais e feridas na vulva e na vagina.
Por isso, o
ginecologista Alexandre Amaral reforça a importância da realização do
check-up ginecológico de forma periódica. “A mulher precisa entender a
necessidade do acompanhamento ginecológico para sua saúde como um todo.
Consulte o seu médico regularmente. Isso evita surpresas e pode impedir
ou amenizar a evolução das doenças”, conclui.
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