Entre as
décadas de 1980 e 1990 a Chevrolet foi referência em sedãs médios.
Primeiramente com o Monza e, depois, com o Vectra. O primeiro teve duas
gerações; o segundo, três. Mas desde a virada dos anos 2000 a GM não
consegue respirar a brisa fresca do ponto mais alto do pódio no
segmento. A razão foi a nacionalização dos japoneses Toyota Corolla e
Honda Civic.
O Cruze chegou há cerca
de cinco anos e mesmo com bons atributos não conseguiu liquidar a dupla
nipônica. Agora a marca tenta uma outra investida com a nova geração
feita na Argentina.
O novo Cruze chega menos de um ano após o
lançamento comercial nos Estados Unidos. O modelo segue a atual
orientação de estilo da marca, com um viés oriental e toque esportivo
mais acentuado.
Partindo dos R$ 90 mil, o grande destaque
do sedã, feito na unidade de Rosário, é a aposentadoria do motor 1.8
aspirado, que dá lugar à moderníssima unidade turbo 1.4 de 153 cv e
generosos 24,5 mkgf de torque em apenas 2.000 rpm. São números que
garantem não apenas um vigor atlético maior para encarar os rivais, mas
que trará melhores médias de consumo, combinadas à transmissão
automática de seis marchas.
Não se pode jogar pedras na primeira
geração do Cruze, que ainda é um sedã respeitável. Mas a segunda geração
trouxe um salto qualitativo absurdo. O novo motor turbo 1.4 de 153 cv
conta com injeção direta de combustível e sistema Start/Stop, que
prometem eficiência superior à do antecessor, que nunca foi um campeão
em economia. Mas o executivos da marca da gravata não querem correr
riscos e abarrotaram o sedã de novos conteúdos. Ponto negativo: isso fez
o preço de entrada subir quase R$ 9 mil.
Para fazer frente aos concorrentes, a GM
decidiu não fazer economia em conteúdos. Desde a versão mais simples,
a LT (R$ 90 mil), o sedã oferece controles de estabilidade (ESP) e
tração, assim como distribuição de carga de frenagem e airbags laterais.
E ainda agrega câmera, sensor de ré, assistente de partida em rampa e
sistema de entretenimento MyLink.
A partir de agora, o serviço de
assistência OnStar passa a contar com uma função Valet Alerte, que
informa ao proprietário se o manobrista se afastou mais de 500 metros de
onde o carro foi entregue.
Subindo um degrau, na LTZ (R$ 97 mil), o
sedã passa a dispor de cortinas infláveis, sensores de estacionamento
dianteiro e chuva, assim como chave presencial para ignição.
No entanto, a versão conta com pacote de
opcionais que fazem o preço saltar para R$ 107 mil, incluindo assistente
de estacionamento que mede a vaga e realiza a manobra, assim como
sensores e câmeras que monitoram de mudança aleatória de faixa, pontos
cegos e risco de colisão frontal. Completa o conjunto o sistema de
entretenimento munido de sistemas de emparelhamento Android Auto e
Apple Car Play.
Design e Interior
O estilo do Cruze tem gerado controvérsias. Os fãs ortodoxos da marca criticam as linhas coreanas do carro, com recortes e vincos que fogem ao estilo abrutalhado dos automóveis norte-americanos.
O estilo do Cruze tem gerado controvérsias. Os fãs ortodoxos da marca criticam as linhas coreanas do carro, com recortes e vincos que fogem ao estilo abrutalhado dos automóveis norte-americanos.
Por dentro, o acabamento do Cruze agrada
para a categoria, com direito a revestimento de couro nos bancos,
painéis das portas e no painel de instrumentos. Este que, por sua vez,
tem formas simples que seguem o padrão de arquitetura da Chevrolet.
O quadro de instrumentos é convencional
com mostradores analógicos de velocímetro e conta-giros e computador de
bordo com tela colorida.
Resumo da ópera: o Cruze evoluiu
significativamente, a ponto de fazer frente aos japoneses e resgatar a
qualidade dos sedãs Chevrolet, que não se via desde a década de 1990.
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