Chega fim do ano e, em se tratando de bebidas, o grande
protagonista da virada é o champagne. Parece inevitável não pensar na
bebida quando temos uma celebração. Felizmente, os vinhos espumantes em
geral tiveram um aumento significativo de consumo. Isso se deve, em
parte, ao fato de que hoje não é visto somente um produto para datas
festivas, mas também uma opção para acompanhar as refeições. Além disso,
o interesse do público feminino pela bebida tem sido notório em vários
países.
Durante o réveillon, vemos pessoas desfrutando do espumante de diferentes maneiras. Enfim, num momento tão especial e festivo como a virada do ano, tudo parece ser correto – não há dúvidas de que, nessa hora, o mais importante é o desejo que o ano seja bom para todos. Deixando à parte as celebrações, falarei a seguir sobre como degustar um champagne e ainda de alguns aspectos que temos de levar em conta na hora de consumi-lo.
Abertura da garrafa
Uma das características fundamentais do champagne são as borbulhas. O gás carbônico é produzido na garrafa durante uma segunda fermentação denominada de tomada de espuma, parte do método champenoise, com o qual são elaborados estes espumantes. Essas borbulhas que demoram para serem formadas e podemos perdê-las facilmente se não tivermos alguns cuidados. O champagne é grandioso, porém, delicado. A rolha deve ser retirada suavemente, sem fazer barulho, não deve saltar pelo ar fazendo com que perca gás, tampouco provocar uma abertura brusca como o sabragem (abrir a garrafa com sabre, faca ou outro instrumento). É uma prática que não recomendo e pode ser perigosa para quem não domina a técnica. Por falar em perigo, é importante destacar que durante a abertura da garrafa, deve-se manter o dedo polegar por cima da rolha, segurando-a, para não correr o risco de acertar alguém, um acidente bastante comum.
Serviço
Sempre com o objetivo de manter as borbulhas, devemos fazer o serviço cuidadosamente. A taça indicada é a flute, e devemos servir em dois tempos. Servimos um pouco para que a taça resfrie, e logo servimos no máximo até 2/3 do cálice. Dessa forma, perdemos menos borbulhas do que quando servimos tudo de uma vez.
Existe um estudo que mostra que existe uma forma ainda melhor, com menor perda de gás. Neste caso, é preciso segurar a taça pela haste, incliná-la, e servir o espumante suavemente deslizando-o pela parede do cálice.
Degustação e características
O primeiro contato sempre é o visual. A cor pode variar de amarelo bem claro e cristalino, até um dourado intenso. Isso se deve à idade e ao tipo de espumante, entre outros fatores. O que mais chama a atenção, porém, é a formação das borbulhas, que preferencialmente devem ser pequenas e abundantes.
Geralmente numa degustação se faz uma análise visual das borbulhas e uma apreciação de qualidade, porém temos que levar em conta que a formação pode ser influenciada por vários motivos. Por exemplo, se tivéssemos uma taça perfeitamente lisa no seu interior, os cordões de borbulhas não se formariam. Se a taça não está bem limpa, ou se ficou algum resto de produto de limpeza, como detergentes, isso também influencia na formação.
O segundo passo é perceber os aromas, e o champagne pode nos oferecer muitas sensações, geralmente de forma elegante e sutil. É claro que alguns são mais aromáticos que outros, e algumas dessas sutilezas podem fazer uma grande diferença.
Se temos um produto elaborado com as três uvas típicas de uma cava – champagne espanhol – (Macabeo, Xarel.lo, Parellada), a Macabeo outorga aromas finos e elegantes, de frutas tropicais e exóticas, como pêra, lichia, frutas cítricas, notas minerais e flores brancas. A Xarel.lo possui delicados aromas de frutas, como pêssegos e damascos, enquanto a Parellada contribui com aromas de frutas frescas, amoras e notas de flores brancas. Esses aromas são mais evidentes quando falamos de uma Cavamais jovem. Com o tempo, aparecem notas de mel, frutas secas, amêndoas, nozes, figos, pão tostado, cogumelos, especiarias, café, cacau e tantos outros, que o convertem em um aroma complexo.
Um feliz Ano Novo a todos!
Wanderson Brasil, Eno-Sommelier
Instagram: @wandersonbrasil
WhatsApp: (62) 8193-9608
Apoio:
La Bona Paella Restaurante Espanhol
Rua 30, nº 177, Setor Marista, Goiânia.
Reservas: (62) 3548 1271 ou reservas@labonapaella.com.br
Siga o Instagram @labonapaella
Durante o réveillon, vemos pessoas desfrutando do espumante de diferentes maneiras. Enfim, num momento tão especial e festivo como a virada do ano, tudo parece ser correto – não há dúvidas de que, nessa hora, o mais importante é o desejo que o ano seja bom para todos. Deixando à parte as celebrações, falarei a seguir sobre como degustar um champagne e ainda de alguns aspectos que temos de levar em conta na hora de consumi-lo.
Abertura da garrafa
Uma das características fundamentais do champagne são as borbulhas. O gás carbônico é produzido na garrafa durante uma segunda fermentação denominada de tomada de espuma, parte do método champenoise, com o qual são elaborados estes espumantes. Essas borbulhas que demoram para serem formadas e podemos perdê-las facilmente se não tivermos alguns cuidados. O champagne é grandioso, porém, delicado. A rolha deve ser retirada suavemente, sem fazer barulho, não deve saltar pelo ar fazendo com que perca gás, tampouco provocar uma abertura brusca como o sabragem (abrir a garrafa com sabre, faca ou outro instrumento). É uma prática que não recomendo e pode ser perigosa para quem não domina a técnica. Por falar em perigo, é importante destacar que durante a abertura da garrafa, deve-se manter o dedo polegar por cima da rolha, segurando-a, para não correr o risco de acertar alguém, um acidente bastante comum.
Serviço
Sempre com o objetivo de manter as borbulhas, devemos fazer o serviço cuidadosamente. A taça indicada é a flute, e devemos servir em dois tempos. Servimos um pouco para que a taça resfrie, e logo servimos no máximo até 2/3 do cálice. Dessa forma, perdemos menos borbulhas do que quando servimos tudo de uma vez.
Existe um estudo que mostra que existe uma forma ainda melhor, com menor perda de gás. Neste caso, é preciso segurar a taça pela haste, incliná-la, e servir o espumante suavemente deslizando-o pela parede do cálice.
Degustação e características
O primeiro contato sempre é o visual. A cor pode variar de amarelo bem claro e cristalino, até um dourado intenso. Isso se deve à idade e ao tipo de espumante, entre outros fatores. O que mais chama a atenção, porém, é a formação das borbulhas, que preferencialmente devem ser pequenas e abundantes.
Geralmente numa degustação se faz uma análise visual das borbulhas e uma apreciação de qualidade, porém temos que levar em conta que a formação pode ser influenciada por vários motivos. Por exemplo, se tivéssemos uma taça perfeitamente lisa no seu interior, os cordões de borbulhas não se formariam. Se a taça não está bem limpa, ou se ficou algum resto de produto de limpeza, como detergentes, isso também influencia na formação.
O segundo passo é perceber os aromas, e o champagne pode nos oferecer muitas sensações, geralmente de forma elegante e sutil. É claro que alguns são mais aromáticos que outros, e algumas dessas sutilezas podem fazer uma grande diferença.
Se temos um produto elaborado com as três uvas típicas de uma cava – champagne espanhol – (Macabeo, Xarel.lo, Parellada), a Macabeo outorga aromas finos e elegantes, de frutas tropicais e exóticas, como pêra, lichia, frutas cítricas, notas minerais e flores brancas. A Xarel.lo possui delicados aromas de frutas, como pêssegos e damascos, enquanto a Parellada contribui com aromas de frutas frescas, amoras e notas de flores brancas. Esses aromas são mais evidentes quando falamos de uma Cavamais jovem. Com o tempo, aparecem notas de mel, frutas secas, amêndoas, nozes, figos, pão tostado, cogumelos, especiarias, café, cacau e tantos outros, que o convertem em um aroma complexo.
Um feliz Ano Novo a todos!
Wanderson Brasil, Eno-Sommelier
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