Lívia Assad estuda sociabilidade no mestrado de Cultura e Territorialidades.
Jovem também estuda versões móveis do Facebook Messenger e Skype.
Lívia
Assad passou em segundo lugar em mestrado na Universidade Federal
Fluminense (UFF) com projeto sobre WhatsApp (Foto: Arquivo pessoal/
Lívia Assad)
Número de usuários do WhatsApp quase duplicoude julho de 2013 para fevereiro de 2014
(Foto: TV Globo)
Em seu trabalho de pesquisa, Lívia Assad utiliza, além do WhatsApp, outros dois programas: o Facebook Messenger - versão para celulares - e o Skype móvel - também na versão mobile.
Aplicativo WhatsApp tem versões para iPhone,Android, BlackBerry, Windows Phone e
dispositivos Nokia (Foto: Divulgação/WhatsApp)
Lívia observa a questão da sociabilidade a partir da "forma ultra veloz desta tecnologia que altera o lazer, os hábitos culturais, os costumes e a vida escolar dos usuários". A estudante também investiga o conceito de territorialidade sob a perspectiva da utilização do software, analisando a possibilidade de estar em dois lugares ao mesmo tempo - o espaço real e o espaço virtual. "Observo a relação desses usuários com o espaço físico e o que é estar presente. As pessoas podem estar em um lugar conectadas a outra realidade [simultaneamente]", detalhou.
Aplicativo WhatsApp (Foto: Divulgação/WhatsApp)
José Guilherme Fuks utiliza o aplicativo na reformado seu apartamento (Foto: Isabela Marinho/G1)
"É muito bom, me ajuda muito. Mando as fotos da reforma para quem tem interesse no apartamento. Compartilho os links com os móveis - como o sofá que comprei pela internet - com amigos. Uso com cuidado para não ser invasivo, mas é ótimo", disse.
Para a pesquisadora, os aplicativos de mensagem instantânea para celulares contribuem para diminuir a importância da localização física e geográfica fazendo com que o estar presente deixa de se limitar ao estar presente fisicamente.
Outro ponto levantado pela pesquisa é a reconfiguração dos laços entre as pessoas. "Você passa a ter um contato, às vezes, mais frequente com alguém. Pode falar com a pessoa todos os dias e vê-la raramente. Mas o que vou investigar é se a profundidade é a mesma do contato face a face", contou Lívia ao G1.
Vivian Velloso disse que aplicativo ajudou a sereaproximar de amigos antigos
(Foto: Arquivo Pessoal/ Vivian Velloso)
A autora do projeto disse ainda que desde quando o escreveu - há nove meses - até ingressar no mestrado - em março deste ano, muita coisa mudou. “A gente está falando de coisas que se modificam o tempo inteiro. O quadro está muito complexo desde que comecei. É um avanço muito rápido que a academia precisa estar atenta, porque isso com certeza traz interferências no modo de se relacionar”, concluiu Lívia Assad.
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