![]() |
| Lula e a ralé bolivariana: Maduro e Ortega (Nicarágua). |
Afinidade
ideológica do semi-alfabetizado tiranete Lula com ditadores nunca foi
surpresa. Aliás, as empreiteiras se valeram disto para armar contratos
na Venezuela de Nicolás Maduro e no Equador de Rafael Correa,
tiranizados por chavistas:
Novos
documentos em posse dos investigadores da Operação Lava Jato apontam que
o mais famoso "caixeiro-viajante" do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva,
não era procurado para fazer lobby no exterior apenas pela empreiteira Odebrecht.
A Polícia Federal encontrou uma troca de e-mails entre executivos da
Andrade Gutierrez, na qual eles afirmam que a empresa contava com as
"habilidades" do petista para conseguir contratos na Venezuela,
comandada pelo bolivariano Nicolás Maduro.
Preocupado
com o futuro dos contratos da empresa no vizinho sul-americano, o
executivo Sérgio Lins Andrade encaminhou, em março de 2014, um e-mail ao
presidente afastado da empreiteira, Otávio Marques de Azevedo, e a
outros colegas. A mensagem levava anexada uma reprodução de jornal com a
notícia: "Dilma quer distância da Venezuela". Lins Andrade avaliava que
a posição da presidente, considerada mais refratária aos lobbies
praticados pelo antecessor, poderia colocar em risco os negócios da
empresa.
Em
resposta, o executivo Flávio Gomes Machado Filho afirma que a Andrade
deve, de fato, tomar cuidado com as atitudes de Dilma em relação ao país
vizinho. Ele diz ainda que o presidente venezuelano Nicolás Maduro
estaria incomodado com a petista. E sugere: pedir a ajuda a Lula, a quem
Maduro considera um "amigo", escreveu o executivo. "Nosso ponto focal
de apoio tem que ser o ex-presidente Lula", afirma. Machado Filho
decide, então, agendar um encontro com Lula para traçar a estratégia da
Andrade Gutierrez na Venezuela e selar o apoio do ex-presidente no país.
Dias antes da troca de e-mails entre os executivos da Andrade, o
ex-presidente Lula esteve em Caracas. Em fevereiro daquele ano, foi
além: gravou um vídeo em apoio à candidatura de Nicolás Maduro à
Presidência da Venezuela, exibido em cadeia nacional no país.
Equador -
Em outra evidência de como as empreiteiras lidavam com Lula, os
executivos Paulo Monteiro e Ricardo Sena discutem ainda em 2008 a
importância de contar com o apoio do petista para conseguir negociar um
contrato da Andrade Gutierrez no Equador. Apostam na proximidade do
petista com o presidente Rafael Corrêa. Ricardo Sena resume: "O ambiente
está muito hostil a nós e precisamos de algo que venha do Lula". Lula,
porém, não viajou para o Equador naquele ano.
Em uma
sucessão de e-mails trocados entre os dois, os interlocutores analisam
ainda conselhos do executivo da Aandrade Gutierrez Maurício Ricupero,
segundo os quais, para conseguir negócios, a empresa deveria pedir a
ajuda de Lula e depois recorrer ao então ministro de Minas e Petróleo do
Equador Derlis Palácios - retratada pelos executivos como
"superministro".
A cúpula
da Andrade Gutierrez foi presa na 14ª fase da Operação Lava Jato, que
levou para a cadeia também empreiteiros da Odebrecht, entre os quais o
presidente do grupo, Marcelo Odebrecht. Segundo o Ministério Público
Federal, a Andrade Gutierrez utilizou práticas de corrupção e pagamento
de propina como um verdadeiro "modelo de negócio".
De acordo
com os procuradores da força-tarefa do petrolão, a construtora tem
executivos que cometem crimes "de modo profissional". Nesta categoria, o
MP elenca, por exemplo, o presidente da companhia, Otávio Marques de
Azevedo. "A Andrade Gutierrez utilizava o pagamento de propinas como
modelo de negócio, e Flavio David Barra e Otávio Marques de Azevedo eram
responsáveis por, em nome da empreiteira, praticar crimes de corrupção e
lavagem de dinheiro", disse a acusação. "Mesmo depois de revelada a
Operação Lava Jato, inclusive com a prisão de diversos empreiteiros em
novembro de 2014, a Andrade Gutierrez continuou com a sistemática de
pagar vantagens indevidas em contratos públicos. O presidente Otávio
Marques, que poderia fazer cessar a conduta à época nada fez, e permitiu
que o 'modelo de negócio' de sempre continuasse intacto", completou.
O
envolvimento da Andrade Gutierrez na Lava Jato não se resume apenas ao
esquema de fraudes na Petrobras. Segundo as investigações, a empreiteira
teria cometido irregularidades também no eletrolão. Depoimentos de
delação premiada do executivo Dalton Avancini, que integrava os quadros
da Camargo Correa e que concordou em detalhar o esquema de corrupção na
Petrobras e em estatais revelam o pagamento de propina em Angra 3.
BLOG ORLANDO TAMBOSI

Nenhum comentário:
Postar um comentário