MEDIÇÃO DE TERRA

MEDIÇÃO DE TERRA
MEDIÇÃO DE TERRAS

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Montadoras do Brasil querem manter acordo atual com México


Regra que vale até março impõe cota para comércio de carros entre países.
Mexicanos, no entanto, defendem o fim desse limite.

Alexandro Martello Do G1, em Brasília
Representantes dos governos brasileiro e mexicano se reuniram nesta sexta-feira (20) em Brasília para tratar do acordo automotivo entre os dois países, que termina em 19 de março próximo.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), as negociações avançaram, mas não foram concluídas. Foi marcada uma nova reunião para a próxima sexta (27), na Cidade do México.
"Os governos brasileiros e mexicano reiteram seu interesse na pronta conclusão dessas negociações, de forma a fortalecer as relações bilaterais entre as duas maiores economicas da América Latina", informou o MDIC, em comunicado à imprensa.
Fabricantes nacionais
O presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) do Brasil, Luiz Moan, disse, após o encontro em Brasília, que os fabricantes nacionais defendem a prorrogação do acordo nos termos atuais por, pelo menos, mais 5 anos.
"Consideramos que, neste momento, é o melhor caminho. É o caminho mais rápido. Lembro que temos um prazo desse acordo. Hoje, você tem uma regra de origem pré-definida, um volume de cotas pré-definidos, de US$ 1,6 bilhão [por 12 meses]. O que nós precisamos buscar agora é a estabilidade", declarou ele.
Entenda o acordo
A limitação da venda de carros entre Brasil e México foi definida em março de 2012 pelos governos dos dois países, com diferentes valores num prazo de três anos. A atual cota, válida até 18 de março de 2015, é de US$ 1,64 bilhão (tanto de importação quanto de exportação).
Segundo Moan, da Anfavea, os fabricantes nacionais não estão conseguindo, entretanto, exportar integralmente a cota a que têm direito por conta da perde de competitivdade da indústria nacional.
Os mexicanos, porém, preenchem toda a sua cota e têm defendido abertamente a liberalização de comércio de veículos após o fim do acordo, em março.
Os veículos vindos do México ficaram isentos da taxa de importação de 35% no Brasil e do Imposto sobre Produtos Industrizados (IPI) determinada no passado pelo governo federal aos carros importados.

Nenhum comentário:

Postar um comentário