Bebidas são produzidas com diferentes de cachaças produzidas na Paraíba.
Artigos são um atrativo a mais para os turistas e forrozeiros.
'Bom que dói' é feito com cachaça brejeira, leite condensado e planta secreta (Foto: Rafael Melo/ G1)Logo na entrada do Parque do Povo pela parte superior, o visitante encontra o quiosque de Carmen Lúcia, que há 21 anos trabalha na festa. No espaço são comercializadas as caipirinhas ‘Capeta’ e ‘Xoxota’. “Eu criei meus filhos trabalhando com a venda dessas cachaças e hoje eles me ajudam a administrar o pequeno negócio. A ideia dos nomes é para chamar a atenção dos clientes, mas a receita é diferente mesmo”, disse. E a estratégia tem funcionado.
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Um grupo de caminhoneiros do Paraná estava na cidade e resolveu visitar
a festa. O trio provou da 'Capeta' e aprovou. “Boa demais esta festa e a
bebida também, tem até 'Xoxota' para vender”, brincou Vanderson Soares.
Sobre os ingredientes, Carmen Lúcia faz mistério e revela apenas que
utiliza até vinho na caipirinha.Nos bares é possível comprar absinto, mas também tem uma bebida 'mágica' regional, a cachaça do Bruxo, em um quiosque na rua Sebastião Donato. O dono do empreendimento e bruxo, José da Silva, ganhou o apelido por causa das composições que criou. São doze sabores da cachaça brejeira, que é preparada com ingredientes diferentes, como café, baunilha, capuccino, menta. A bebida é mais doce e comercializada por R$ 6. Até 100 garrafinhas de 200 ml são vendidas por noite.
Andando um pouco mais, o apreciador encontra uma cachaça muito famosa na cidade e que só é vendida na festa realizada no mês de junho. O drink 'Bom que dói' tem nome diferente e gosto também. A cachaça utilizada é a brejeira, preparada com leite condensado ou açúcar, além de uma planta não revelada pela comerciante Francilda dos Santos para não divulgar o segredo. A cachaça é vendida em doses que custam R$ 2 e cerca de 30 litros são comercializados por dia, em média mil doses. Junto à dose, uma uva é entregue para diminuir o efeito forte do álcool.
Na parte superior do Parque do Povo é possível encontrar a cachaça 'Dona Encrenca', que brinca com o fato da bebida alcoólica trazer problemas a quem bebe. A cachaça é brejeira de alambique de cobre e o material do alambique influencia no resultado final, deixando a caninha mais saborosa. A composição leva 49% de álcool e é acompanhada de um pedaço de rapadura, para aliviar o álcool. A barraca da 'Dona Encreca' vende também o 'Quentão Nordestino', bebida tradicional nas antigas festas juninas, que consiste em uma cachaça com mel de rapadura.
“É juízo na cabeça pra não fazer besteira”, brincou Ivyne Araújo, fazendo alusão à bebida e à música (Foto: Rafael Melo/ G1)Uma prática tradicional entre os bebedores é apreciar os caldinhos, que têm até 15 sabores diferentes, para espantar o frio que tem feito em Campina Grande de até 17º C. O acompanhamento dos caldinhos, que custam R$ 5, é uma caninha ou a cachaça com mel.
Depois dessas cachaças todas difícil é manter o juízo. Aliás, pensando nisto, o ‘Barzin’ vende um drink, cuja fórmula não revela, chamado'Juízo'. São vendidas de 300 a 400 por noite com o preço de R$ 5. O espaço fica no pátio dos shows. “É juízo na cabeça pra não fazer besteira”, brincou Ivyne Araújo, fazendo alusão à bebida e à música.
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