(A Tarde) - Foi preso na tarde desta sexta-feira, 18, o líder do
movimento grevista da Polícia Militar (PM), Marco Prisco, que também é
vereador e presidente da Associação de Policiais e Bombeiros e de seus
Familiares no Estado (Aspra). A prisão foi realizada a pedido do
Ministério Público Federal na Bahia (MPF-BA). Prisco estava em um
resort, na Linha Verde, quando foi detido pela Polícia Federal (PF). O
pedido foi feito na segunda-feira, 14, dentro da ação penal movida pelo
MPF em abril de 2013, que denunciou sete vereadores, soldados e cabos da
PM por diversos crimes, a maioria deles contra a segurança nacional,
praticados durante a greve realizada entre os dias 31 de janeiro e 10 de
fevereiro de 2012. A intenção do pedido de prisão preventiva é garantir
a ordem pública. Segundo informações do MPF, Marco Prisco é processado
por crime político grave, e qualquer recurso contra sua prisão só pode
ser ajuizado no Supremo Tribunal Federal (STF). A prisão será cumprida
inicialmente em presídio federal localizado fora do estado da Bahia. A
prisão gerou uma repercussão para os policiais militares que, por meio
de um grupo fechado no Whatsapp, afirmaram que se a decisão não for
revogada, a categoria fará nova greve. "Estamos tentando saber ao menos
pra onde ele vai ser encaminhado. isso é um sequestro orquestrado pela
justiça. Estão levando ele para um avião e ninguém pode acompanhá-lo,
estamos seguindo em outro veículo", escreveu um dos policiais no grupo.
Os policiais estão convocando os outros à uma concentração no Parque da
Cidade, para uma mobilização contra a prisão deo líder grevista.
Confira a mobilização no Whatsapp:


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