A manifestação cultural já é protegida no Brasil desde novembro de 2010.
Celebração determina o início do calendário ecológico-ritual Enawene.
Ritual determina o início do calendário ecológio que compreende as estações seca e chuvosa de um ciclo anual (Foto: Documentário Yaokwa de Fausto Campoli e Vicent Carelli)Segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), este ritual tem a duração de sete meses, e determina o início do calendário ecológico-ritual Enawene que compreende as estações seca e chuvosa de um ciclo anual, marcado pela realização de mais três rituais: Lerohi, Salomã e Kateokõ.
O ritual Yaokwa
De acordo com a Unesco, a celebração é compreendida por duas etapas, uma parte embarca em expedições de pesca em toda a área, enquanto outro prepara oferta de sal-gema, peixes e frutos do ritual para os espíritos, e executa a música e a dança.
O ponto alto do ritua começa em janeiro com a coleta das matérias-primas para a construção das barragens e com a colheita da mandioca. Yaokwa representam um ecossistema extremamente delicado e frágil, na qual sua continuidade depende diretamente da sua conservação.
O ritual, segundo o Iphan, é a mais longa e importante celebração para este povo indígena mato-grossense. Atualmente a tribo tem uma população em torno de 540 índios que vivem em uma única aldeia, na terra Enawene Nawe, uma área de 742 mil hectares. A região em que os Enawene Nawe vivem é uma região de transição entre o cerrado e a floresta Amazônica em Mato Grosso.
Patrimônio Imaterial
A Constituição Federal de 1988, nos artigos 215 e 216, estabeleceu que o patrimônio cultural brasileiro é composto de bens de natureza material e imaterial, incluídos também os modos de criar, fazer e viver dos grupos formadores da sociedade brasileira.
Os bens culturais de natureza imaterial, segundo a constituição, são às práticas e domínios da vida social que se manifestam em saberes, ofícios e modos de fazer; celebrações; formas de expressão cênicas, plásticas, musicais ou lúdicas e nos lugares, como por exemplo, feiras e santuários que abrigam práticas culturais coletivas.
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