Existiria um lote de 33 milhões de vacinas da Oxford/AstraZeneca disponível para compra, da Inglaterra, com a obrigação de aquisição de pelo menos 11 milhões de doses de uma só vez.
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Joel Saget / AFP
Por Fernando Scheller
Uma nova tentativa de um grupo de empresários para compra de vacinas com dinheiro privado, iniciada no fim da semana passada, esbarrou na discordância entre as empresas sobre o modelo a ser adotado para distribuição de vacinas. Segundo uma carta que circulou entre líderes de associações de diferentes setores, existiria um lote de 33 milhões de vacinas da Oxford/AstraZeneca disponível para compra, da Inglaterra, com a obrigação de aquisição de pelo menos 11 milhões de doses de uma só vez.
A ideia de comprar vacinas logo se espalhou por grupos de WhatsApp: “Parecia, na sexta-feira, que tinha chance de dar certo”, segundo um industrial que conversou com o Estadão. No entanto, a iniciativa esbarrou no formato de distribuição dos imunizantes a serem adquiridos. Enquanto parte do empresariado defendia o uso de 50% dos imunizantes para vacinar funcionários, com a doação da outra metade ao Sistema Único de Saúde (SUS), grandes empresas acreditavam que todo o lote deveria ser destinado ao sistema público.
Essa segunda posição foi defendida justamente por algumas das maiores empresas do País, como o banco Itaú, a Vale e a Petrobrás, informou uma fonte próxima às conversas. Enquanto parte do empresariado acredita que estaria ajudando o governo na imunização ao dar prioridade a seus funcionários, outras companhias são da opinião de que não se deve “furar a fila” dos grupos de risco determinados pelo Ministério da Saúde: profissionais de saúde, indígenas, quilombolas e idosos.
Com as três gigantes saltando do barco, a compra do lote de milhões de vacinas ficou mais difícil, especialmente diante da exigência de uma cota mínima tão alta.
Fonte: O Estado de S. Paulo
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