Uma ação que demonstrou como Michel Temer está suscetível às pressões da esquerda foi a nomeação de Flávia Piovesan para a pasta de Direitos Humanos, Piovesan é a “Maria do Rosário do governo Temer” e sinalizou a continuação do “petismo”. Sendo assim, fica evidente que não precisa do PT no governo para que suas pautas avancem.
A vaga de ministro do STF é muito mais importante do que a de chefe da pasta de Direitos Humanos e a nomeação de Gandra seria essencial para indicar uma mudança de direção no ativismo judicial do STF, com um ministro que não seguiria a linha esquerdista e faria oposição. Nomeação para a corte suprema é a “extensão do governo no tempo”, como disse o advogado Taiguara Fernandes, já que o mandato do Ministro vai além do mandato do presidente que o nomeou.
A nomeação de Ives Gandra Filho é um passo que definirá o governo Temer daqui para a frente, será sua marca no tempo. Se o presidente ceder a pressão contra Gandra e se nomear outro progressista, como Piovesan, ficará claro que ele será uma continuidade do esquerdismo cultural, sem chances de volta.
Seria uma derrota clara para as forças conservadoras do país: sem o símbolo aglutinador (PT) e com um presidente supostamente “anti-esquerda” que na verdade faz tudo o que a esquerda gosta.
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