Um dia após o
massacre no Instituto Superior Técnico de Umpaqua, no estado de Oregon,
na costa Oeste dos Estados Unidos - que deixou pelo menos dez mortos e
sete feridos - nessa quinta-feira (1/10), as redes de televisão
norte-americanas mostram vigílias pelas vítimas e tentam mostrar os
motivos que levaram o jovem Chris Harper Mercer, 26 anos, morto pela
polícia, a fazer os disparos. Uma das denúncias diz que a motivação
teria sido religiosa.
O pai de uma das estudantes feridas disse,
em entrevista à rede CNN, que a filha revelou, antes de entrar em
cirurgia, que o jovem atirador questionou a opção religiosa das vítimas
antes de abrir fogo.
As vítimas contaram que o atirador pediu que
os evangélicos ficassem de pé e, quando se levantaram, ele teria dito:
"Se você é evangélico, você vai ver seu Deus em um segundo", contou o
pai.
Segundo relatos de parentes, os sobreviventes disseram que
ele atirou à queima-roupa contra o professor que estava na sala de aula
e, depois, em direção a alguns alunos.
Quando Harper começou a
disparar, os estudantes deitaram-se no chão. Ele deu então uma pausa
para recarregar a pistola, antes de mandar que os evangélicos se
colocassem de pé e atirar novamente.
A identidade de Harper foi
divulgada quinta-feira (1º) à noite. Ele tinha grande quantidade de
munição e várias armas e, além disso, usava colete à prova de balas.
Segundo as declarações da polícia, o atirador abriu fogo em pelo menos
duas salas de aula, em prédios diferentes da faculdade. A polícia chegou
ao local depois de receber uma chamada de emergência por meio do
serviço 911. Houve troca de tiros entre Harper e policiais.
De acordo com o Departamento Policial do Condado de Douglas, mais de 100 agentes foram enviados ao instituto.
O
presidente Barack Obama fez um pronunciamento na quinta-feira (1/10)na
Casa Branca e voltou a pedir mudanças no controle de armas. O discurso
foi considerado um dos mais emotivos que ele já fez em quase dois
mandatos presidenciais.

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