
O senador Aécio
Neves (PSDB) recebeu na noite desta segunda-feira (14) o apoio de lideranças do
PMDB do Rio. Em jantar num restaurante da zona sul, 45 deputados, prefeitos e
vereadores da sigla defenderam a chapa "Aezão", em referência ao
tucano e ao governador Luiz Fernando Pezão, pré-candidato do PMDB ao governo.
O PMDB fluminense
decidiu apoiar Aécio após o PT lançar a pré-candidatura do senador Lindbergh
Farias (PT), para o governo, rompendo com a aliança formada desde 2006. Pezão,
contudo, tem declarado apoio à reeleição da presidente. O presidente
regional da sigla, Jorge Picciani, chegou a chamar Dilma Rousseff de
"principal adversária" e afirmou que o Rio foi
"subserviente" na discussão sobre a mudança no modelo de exploração
do petróleo de concessão para partilha.
"Vemos com
a nossa principal adversária, o partido dela discute se troca ou não de
candidato. Certamente porque escolheram mal e fizeram mal ao Brasil. Isso nos
faz decidir pela candidatura do Aécio", disse Picciani, em referência ao
movimento "volta, Lula". "O Rio já
perdeu muito por se comportar de maneira subalterna, por não ter enfrentado a
questão da partilha", afirmou ele, que fez coro com as críticas tucanas à
Petrobras.
Aécio comemorou
a adesão da dissidência da base governista –também havia lideranças do PSD, PP,
PSC e PSL. O PSDB, porém, ainda não definiu se apoiará ou não formalmente
Pezão. "Há uma
movimentação de setores que em algum momento estiveram na base de sustentação
do governo do PT porque acreditaram nas promessas. Eles percebem que quem está
sendo punido por esse desgoverno, pelo crescimento pífio e o aumento da
inflação, são os que mais acreditaram no governo do PT. Ainda vamos definir a
forma como estaremos juntos." O PMDB fluminense
organizará em maio um encontro da militância com Aécio.
BLOG DO CORONEL
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