MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

sexta-feira, 11 de abril de 2014

No AC, frentista é preso por mandar carro da Polícia Federal esperar na fila


'Nenhum cidadão quer passar por isso', diz frentista.
Polícia Federal diz que houve desacato.

Yuri Marcel Do G1 AC

Após se recusar a deixar uma viatura da Polícia Federal (PF) passar na frente de outros carros para abastecer, o frentista Magaiva Bandeira, de 28 anos, acabou recebendo voz de prisão por desacato à autoridade e ficou detido por aproximadamente três horas, na última quarta-feira (9). O caso ocorreu na cidade de Epitaciolândia (AC), distante 230 km de Rio Branco.

O frentista conta que havia ao menos 50 carros na fila para abastecer quando o agente federal chegou e quis ser atendido antes dos outros. "Eu disse: ou o senhor vai pra fila ou vai na gerência e fala com o dono. Ele já se alterou e disse: "como é que é? Eu não vou para fila não, eu sou da Polícia Federal", conta.

Depois disso, o frentista relata que o policial lhe deu voz de prisão por desacato à autoridade,  ligou para delegacia e depois de alguns instantes, três viaturas chegaram ao posto para levá-lo preso.

"Ele disse que eu estava preso por desacato. Mas em nenhum momento eu o desacatei.  Ele pediu uma informação e eu dei, se isso é desacato, da próxima vez vou ficar calado quando alguém me pedir informação.Três viaturas chegaram aqui como se eu fosse algum criminoso, dizendo que eu ia por bem ou por mal. Fui colocado na cela e fiquei três horas preso", lamenta.
Ele diz que o dono do posto também tentou explicar ao policial que ele devia ir para fila como qualquer outro cliente, mas não adiantou. Ele conta que após esse episódio, pretende processar o policial por abuso.

"Nenhum cidadão quer passar por isso. Eu apenas estava fazendo o meu trabalho. Me senti constrangido, saí do meu trabalho dentro de uma viatura, com os clientes revoltados olhando sem poder fazer nada. Pretendo tomar todas as providências cabíveis contra esse abuso", finaliza.

Bandeira, que trabalha como frentista há sete anos, diz que nunca havia passado por esse tipo de situação. "A gente aqui abastece viatura da Polícia Civil, da Militar, se ele tivesse chegado e conversado a gente teria dado um jeito, mas ele já veio pra cima", diz.

Delegado acredita que houve desacato
Procurado pelo G1, o delegado Sávio Accioly, da Delegacia da Polícia Federal em Epitaciolândia, diz houve desacato e que o caso será encaminhado à Justiça Federal.

"Para mim, houve desacato, o policial estava abastecendo viaturas da polícia que, em tese, têm prioridade de abastecimento e ele desacatou o policial sim. Foi instaurado procedimento pelo crime de desacato e encaminhado para a Justiça Federal que irá decidir se houve ou não", comenta.

Accioly diz que, embora não conheça nenhuma legislação que dê prioridade no abastecimento de viaturas, os policiais estavam conversando com o frentista solicitando a prioridade.

"Por ser uma viatura da polícia, que pode atender solicitações emergenciais, estavam conversando com ele sobre isso. Os policiais não chegaram com autoridade, ele que foi arrogante, mal educado e desacatou os policiais", diz o delegado.

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