Brinquedos ficam prontos em minutos e são comercializados a R$ 10.
Para produção são utilizadas oito garrafas pets e uma tesourinha.
Márcio com seus carrinhos (Foto: Magda Oliveira/G1)De acordo com Márcio, há 10 anos viaja por cidades do estado de Rondônia, não costuma passar mais de três dias em cada município, com medo se ser agredido por outros andarilhos que se sentem ameaçados. Para não passar fome aprendeu a fazer carrinhos. “Para fabricar os ‘carrinhos’ utilizo oito garrafas e uma tesourinha apenas. Levo em média 40 minutos para fazer. Os carrinhos que faço com garrafinhas de 600 ml são mais difíceis, dá mais trabalho para dobrar”, conta Márcio.
Todas são cortadas no mesmo sentido(Foto: Magda Oliveira/G1)
Mesmo se alimentando apenas com o dinheiro que consegue com a venda dos carrinhos, Márcio garante que muitas vezes acaba dando carrinhos para crianças que não tem condições de comprar. “Eu faço os carrinhos e vendo para ter dinheiro para comprar minha comida, com isso nunca precisei roubar. Às vezes as crianças veem os carrinhos, ficam encantados, mas os pais não tem dinheiro para comprar, como também sou ‘pobre’ entendo, e acabo dando de presente”, afirma Márcio.
Pai de um casal de filhos e avô de dois netos, Márcio deseja ter coragem de voltar a conviver com sua família que mora em Presidente Médici (RO), mas por enquanto, a vida na rua continuará sendo sua residência e a produção de carrinhos sua profissão. “Sinto muita saudade dos meus filhos, tem um neto que nem conheci ainda, mas por enquanto irei continuar a fazer meus carrinhos e quem sabe um dia, conseguirei me reerguer e voltar a conviver com minha família”, finaliza, emocionado.
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