MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Três temas: os salários congelados, o gesto de Neymar e os juros dos bancos


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Neymar pretende que não haja críticas a ele
Pedro do Coutto
O artigo de hoje divide-se em três partes. O senador Dalirio Reber, relator do Projeto de Lei que fixa as diretrizes orçamentárias, apresentou emenda congelando por tempo indeterminado os salários dos funcionários públicos federais. Incrível, a iniciativa não faz nenhuma referência aos preços que refletem os índices de inflação. Quer dizer redução de vencimentos, pois todos sabem que o índice do custo de vida, como é natural, sobe independentemente do congelamento salarial dos funcionários. O senador, ao defender seu projeto, diz simplesmente que, adotada sua ideia, a iniciativa proporcionará uma economia de 5 bilhões de reais em 2019. Dalirio Reber está pouco se lixando em relação ao destino dos servidores federais.
Reportagens de Liliana Tomazzeli, O Estado de São Paulo, e matéria de Marta Becker, em O Globo edições de ontem, focalizam muito bem o absurdo de um projeto que traz consigo uma escala de diminuição dos valores do trabalho.
GESTO DO CRAQUE – Relativamente a Neymar, observando-se com atenção a fotografia de página inteira, publicada em O Globo, também de terça-feira, interpreta-se a imagem prestando-se atenção no gesto que ele fez com o dedo indicador sobre os lábios como se estivesse rebatendo as opiniões maciças da torcida brasileira sobre seu modo de atuar.
O atacante confundiu as situações. Ele deveria era agradecer a todos aqueles que opinaram dizendo que estava prendendo demais a bola, não a soltando de primeira, driblando em excesso. Foram três comportamentos que prejudicaram o time brasileiro no empate com a Suíça. A partir do jogo contra a Sérvia ele mudou. Para melhor, e confirmou esse avanço apresentando excelente desempenho contra o México.
Quer dizer: foram as críticas que o levaram para jogar muito melhor e sua grande habilidade com a bola e colocação nos es´paços do gramado. O treinador Tite – tenho a certeza –  transmitiu a Neymar o modo de jogar corretamente, lembrando-lhe que no futebol ninguém vence sozinho. Futebol, repito mais uma vez, é conjunto.
JUROS EXTORSIVOS – Vamos ao terceiro assunto. Os quatro grandes jornais brasileiros, O Globo, Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo e o Valor publicaram com destaque a decisão dos grandes bancos de aceitar as recomendações do Banco Central sobre os juros extorsivos cobrados nas dívidas de clientes para com a utilização dos cheques especiais.
Esses juros passavam de 300% a/a. Se os bancos recuarem para juros anuais de 40%, é porque a inadimplência estava ameaçando a rentabilidade da constelação bancária. Agora, a partir deste mês se as dívidas com cheques especiais passarem de 15% de seus limites, as agências bancárias podem estabelecer que os clientes envolvidos sejam chamados à negociação.
O caso é o seguinte. Se a dívida acumulada ultrapassar a faixa de 15% sobre o limite oferecido, os devedores serão convocados a aceitar o financiamento da dívida por juros menores que, no crédito pessoal passam um pouco de 40%a/a.
INADIMPLÊNCIA –  É sinal que está ocorrendo uma inadimplência em larga escala, que levaria a uma cobrança impossível de resgatar. Os bancos não poderiam executar as dívidas, pois isso demandaria, em função do número de devedores, muitos anos na tramitação judicial.
O desfecho homologado pelo Banco Central é a prova concreta do processo de desvalorização seguida da capacidade de pagamento dos assalariados. É verdade que muitas pessoas agem de forma irresponsável, porém a capacidade de cobrá-las não resultaria em nada para os estabelecimentos bancários.
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