segunda-feira, 26 de junho de 2017

Empresariado prefere continuar com Temer e evitar turbulência, diz CNI



Por Redação BNews | Fotos: Antonio Cruz/ Agência Brasil
“Todo o empresariado prefere continuar com o presidente Michel Temer. Hoje a posição é essa: é melhor seguir e fazer a transição no país. Chega de turbulência.
 
A afirmação foi feita para coluna Mercado Aberto, do jornal Folha, por Robson Andrade, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que reúne as 27 federações industriais, 1.250 sindicatos patronais, aos quais estão filiados quase 700 mil companhias.
 
Segundo ele, o “processo de escolha de um novo governo demoraria meses, até o final deste ano, para depois no ano que vem já termos campanha para as eleições”.
 
Para Andrade, a economia descolou da crise política. “A inflação caiu, o dólar subiu um pouco, o que foi bom para a indústria. Mas não se sabe o que pode acontecer”.
 
A construção civil, lembra ele, continua a sofrer pela falta crédito, de financiamento público, dadas as restrições de instituições bancárias. “Bancos públicos anunciam renegociação de dívidas, como a Caixa, mas não têm mecanismos, autonomia, que permitam alongar prazos, diminuir juros, dar carência”.
 
No BNDES, é grande a dificuldade em aprovar projetos. “Leva-se mais de um ano para conseguir a aprovação porque [funcionários] podem ser questionados pelo Ministério Público. Órgãos ambientais também estão paralisados [pelo mesmo receio]”.
 
Preocupados com a estagnação da produtividade, um grupo de 104 CEOs da entidade encomendou a universidades o estudo Indústria 2027 sobre oportunidades e desafios após as últimas inovações.

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