O candidato do DEM ao governo do Estado, Paulo
Souto, voltou a bater duro na administração de Jaques Wagner (PT) na
área da segurança; em comício em Posto da Mata, distrito de Nova Viçosa,
o democrata disse que um dos motivos de sua candidatura "foi a vontade
de lutar para acabar com o drama pelo qual passam pais e mães de
família, ameaçados pelo medo de que seus filhos sejam mortos ou
cooptados pelo crime organizado e por traficantes"; "O PT deveria pedir
desculpa pelo assassinato de quase 40 mil baianos nos últimos anos"BAHIA 247
Para Paulo Souto, "a estratégia do atual governo de veicular propaganda anunciando compras de viaturas e armamentos é uma atitude cínica, que tenta esconder a ineficiente política de segurança pública adotada ao longo de quase oito anos de gestão". "E isso serviu para quê? Qual foi o resultado que deu? O PT conseguiu fazer da Bahia um dos estados mais violentos do Brasil. E não culpem os policiais por isso". O democrata lembrou que em sua gestão criou a Companhia de Ações Especiais da Mata Atlântica (Caema), "com forte atuação no extremo sul.
De acordo com Paulo Souto, para combater com mais eficiência a criminalidade, é preciso alterar imediatamente a distribuição territorial dos policiais, levando em consideração o mapa criminal de cada localidade. "Antes, no entanto, será imprescindível reconquistar a confiança na relação entre o governo e as polícias", disse, ao lado do companheiro de chapa, Joaci Góes (vice).
O democrata pretende, se eleito, ampliar o programa de prevenção e contenção da violência e fortalecer os serviços policiais nas delegacias de bairros populosos e nas cidades com mais de 100 mil habitantes, aumentando também os investimentos nos serviços de inteligência e tecnologia. A criação de uma rede estadual de combate ao crack também é um compromisso de Paulo Souto com os baianos.
Após ouvir queixas de lideranças sobre a falta de perspectivas para os jovens da região, Souto defendeu a necessidade de implantar medidas para criar novas oportunidades de emprego nas áreas do turismo, indústria e agricultura. "Por que, hoje, as empresas não vêm para a Bahia? Porque não existe um ambiente propício para que os empresários se instalem aqui. O grave problema com a segurança pública influencia também nessa questão. E isso vai ter que mudar".
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