MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Juiz devolve dinheiro de auxílio alimentação no Acre


Ednaldo Muniz não concorda com o pagamento de benefício para juízes.
Desde agosto, magistrados do Acre passaram a receber o auxílio.

Veriana Ribeiro Do G1 AC
Juiz do Acre Ednaldo Muniz (Foto: Divulgação TJ-AC)Juiz Ednaldo Muniz não concorda com o pagamento
(Foto: Divulgação TJ-AC)
O juiz Ednaldo Muniz, do 2º Juizado Especial Criminal da Comarca de Rio Branco, entregou na última terça-feira (1) um ofício ao Tribunal de Justiça com os comprovantes da devolução de dois auxílios alimentação no valor de R$ 744 e solicitou que o benefício não fosse mais depositado em sua conta. O dinheiro foi transferido para a conta do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC).
Ele afirma que não concorda com o pagamento do recurso e que após reflexões e uma conversa com os colegas de trabalho por meio da rede interna de comunicação do tribunal, tomou a decisão de devolver o dinheiro.
"Na maioria dos estados os funcionários e os promotores recebem o auxílio, só que os juízes não recebiam. A partir de uma decisão do Conselho Nacional de justiça, começaram a incluir os juízes. Ocorre que no Acre os promotores e os funcionários não recebem o benefício.  Eu entendi que o pensamento do CNJ era de equiparação e me pareceu que receber o auxílio não seria uma equiparação no Acre, mas a criação de uma coisa que não existia", explica.
Se eu continuar recebendo, vou devolver todo mês"
Juiz Ednaldo Muniz
Segundo o magistrado, o auxílio alimentação começou a ser pago para os juízes do Acre em agosto deste ano. Ele acredita que a solicitação pode gerar um constrangimento entre colegas de profissão, mas está tranquilo com a sua consciência. "Os valores não são tão importantes, mas a repercussão dos colegas, pois fica todo mundo chateado.  Há quem entenda que isso é certo, não vou discutir, porque é uma questão de entendimento, mas eu não concordo, porque não há equiparação para ser feita", diz.
Muniz não sabe como a situação irá se desenrolar a partir do pedido feito ao tribunal. "Essa é uma situação peculiar, porque o presidente [Roberto Barros] fica entre a cruz e a espada. Ele precisa pagar, porque foi algo decidido no estado, mas mediante a minha solicitação, não necessita depositar na minha conta. Então, eu não sei o que ele vai fazer. Mas se eu continuar recebendo, vou devolver todo mês", diz.
O dinheiro foi transferido para a conta impessoal do tribunal e deve ser utilizado para as despesas do órgão, afirma o juiz.

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