Juíza que atuou na prisão de garota com homens assume Vara da Criança
Clarice Maria irá atuar na Vara de Crimes contra a Crianças e Adolescentes.
CNJ determinou aposentadoria, mas após recurso STF anulou punição.
A juíza Clarice Maria de Andrade foi promovidapelo TJ do Pará (Foto: Marcelo Seabra / O Liberal)
Clarice Maria de Andrade foi considerada omissa pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) durante o período em que a jovem permaneceu na cela masculina, e por isso foi punida com aposentadoria compulsória em 2010.
Com a decisão, Clarice passou a ter todos os direitos e prerrogativas dos demais juízes, incluindo a possibilidade de progredir no cargo. "Ocorreu um fato que imputaram a ela, e recorremos ao STF porque sabíamos que ela não havia cometido irregularidade", disse Heyder Tavares, presidente da Amepa. O G1 entrou em contato com o CNJ e o Tribunal de Justiça do Pará, mas ainda não recebeu resposta.
Segundo Tribuna de Justiça do Pará, juíza foi promovida pelo critério do merecimento (Foto: Reprodução / TJE-PA)Entenda o caso
A adolescente L. tinha 15 anos quando foi presa em uma cela com homens no município de Abaetetuba, nordeste do Pará, entre os meses de outubro e novembro de 2007. O caso foi denunciado pelo Conselho Tutelar do Município, que resgatou a jovem da carceragem.
Cinco delegados foram afastados pelo envolvimento na prisão da adolescente, incluindo o delegado geral do Pará na época, Raimundo Benassuly, que foi convocado pela CPI carcerária para depor e insinuou que a jovem teria "problemas mentais" por não ter informado ser menor de idade. Após o incidente, Benassuly deixou o cargo.
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